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Detox Literário.

[EM] Dragão de Casa (Maquiam Silveira)

Certa noite, apareceu no meu jardim um pequeno dragão cinzento. Pequeno para sua espécie, pouco maior que um cão de caça. Escamas desencaixando, orelhas e asas despedaçando nas pontas, garras quebradiças, amareladas. Ao vê-lo assim lembrei dum cachorro da minha infância, abandonado, que na rua chamavam Leopoldo… Fui me aproximando devagar, até quase tocá-lo na cabeça. Cheirou meus dedos, o arquejo ardia na pele. Diziam que só treinadores experientes deveriam adotar um dragão. Mas, como expulsá-lo?

Comprei carne e um jogo de lixas para ajustar a carapaça. Um dragão tem sentimentos? Fez sua cama na minha roupa usada. Leopoldo. Os vizinhos não demoraram a descobri-lo: Cospe fogo? Enterra a própria sujeira? É adestrado? Contaram casos de dragões que devoraram o próprio dono.

Não, não era animal de adestramento. Diante de comandos, uma indiferença de esfinge em tamanho de lobo. Para domesticar meu Leopoldo, restava tratá-lo com o respeito que exigia naquela pose.

E crescendo, um leopardo. Agora, mal anoitecia, gemia, gania, urrava. Eu tentava acalmá-lo com comida, com música, eu tentava acariciá-lo. Ele bufava fagulhas, ameaçava chamas. Aprendi a dar espaço, eu abria a janela, o Leopoldo saía voando. Dos passeios, começou a trazer ratazanas e gambás. Depois gatos. Depois cachorros. Engolia até os ossos. Para evitar, passei a alimentá-lo sem economia. Passou a devorar por dia uma peça inteira de porco, de gado.

Mas tinha o paladar para sangue quente. O leão voador. Das rondas, começou a trazer cachorros grandes, e ovelhas, e porcos, e bezerros, até parar, definitivamente, de comer dos meus preparos.

Penso em maneiras de domá-lo antes que a vizinhança denuncie, que o machuquem, que o matem. Mas o que fazer? Prender, gritar, dar pedradas? Imagino meu Leopoldo enfurecido, imenso, cuspindo fogo, destruindo minha casa e depois – não quero imaginar – meu dragão sobre os escombros, abria as asas e nunca mais voltava.

19 comentários em “[EM] Dragão de Casa (Maquiam Silveira)

  1. Felipe Lomar
    18 de setembro de 2021

    Ambientação: o texto traz um cenário surrealista onde dragões e humanos convivem. É possível fazer várias interpretações a respeito, mas irei discorrer sobre no próximo tópico
    Enredo: o dragão crescendo e se tornando violento pode ser uma alegoria para várias situações da vida, como um relacionamento abusivo ou um filho rebelde. O narrador, mesmo sabendo da violência do animal, não toma providências, com medo das represálias, e apenas se preocupa com a retaliação social a esse comportamento. Uma história simples aparentemente mas muito rica em subjetividades.
    Escrita: aqui está o principal problema do texto: ele é muito curto, o que corta o desenvolvimento e o detalhamento, além de fazer a leitura muito rápida. Com mais aprofundamento, a metáfora seria mais bem explicada e menos aberta a interpretações.
    Considerações finais: um texto interessante, com margem para se tornar um ótimo texto. O problema dele é acabar muito rápido.

  2. Bruno Tavares
    17 de setembro de 2021

    Ambientação: O autor trabalha bem com a questão de ter um dragão de estimação e as consequências que isso causa na redondeza com os vizinhos. Os aspectos psicológicos bem delineados em relação ao medo de ser uma criatura monstruosa e possivelmente ameaçadora.

    Enredo: É interessante ver a relação do protagonista com a fera, uma vez que este vai aprendendo a lidar com a situação, e ao questionar a respeito dos prós e os contras, se depara em um final que foge ao controle.

    Escrita: Apenas atento para a estrutura do texto e algumas pontuações em excesso, a fim de melhorar a leitura.

    Considerações gerais: Apesar de curto, é um texto muito interessante, que aciona logo de imediato a nossa criatividade.

  3. Fabio D'Oliveira
    16 de setembro de 2021

    Olá, Carneirinho!

    AMBIENTAÇÃO

    Simples.

    O único foco visual do conto é o dragão. Temos uma descrição excelente dele. Mas, infelizmente, a ambientação termina por aqui, deixando os outros elementos vagos, como o próprio narrador e o ambiente físico onde a criatura era mantida.

    Talvez isso não seja um problema. Com o tom de fábula, tendo esse foco linear, facilita a vida do leitor, direcionando-o para o que importa: o dragão.

    ENREDO

    Como uma fábula.

    Num sentido literal, o dragão adotado cresce e, sem controle, começa a agir de acordo com sua natureza, preocupando o dono. Num sentido figurado, levando em conta como uma metáfora, o conto pode representar várias coisas, como a resistência fútil contra nossa própria natureza ou o apego que o pai enfrenta quando precisar encarar o crescimento do filho.

    São várias possibilidades. E acho isso extremamente positivo.

    ESCRITA

    Eficiente.

    Bem escrito e objetivo, o conto entrega o que propõe com primor. Não tenho nenhuma reclamação da escrita.

    CONSIDERAÇÕES GERAIS

    Esse conto me surpreendeu.

    Achei que seria bobinho. Ele é simples, mas não é bobo.

    O texto é tão bem planejado que o leitor pode extrair várias interpretações dele. Serve tanto para crianças (talvez retirar a identificação dos animais seria melhor, deixando o termo vago, como pequenos roedores e animais de porte médio), pelo sentido literal, e serve para adultos, pelas reflexões que pode despertar.

    Gosto disso.

    Parabéns!

  4. Antonio Stegues Batista
    8 de setembro de 2021

    Dragão de casa

    Ambientação= Cotidiano/Fantasia/ Tema= Monstro/Dragão.

    Enredo= Homem encontra dragão subnutrido, como se fosse um cão de rua ele o acolhe e lhe dá de comer e tenta domesticá-lo. Um enredo simples, sem grandes mistérios.

    Escrita= Normal.

    Considerações Gerais= Uma história curta, simples, sem mistérios, suspense, conflitos psicológicos. Geralmente, histórias com dragões são narrativas épicas, extraordinárias, gloriosas e retumbantes. Não entendi o mote do conto, mas valeu por participar do Desafio.

  5. Simone Lopes Mattos
    8 de setembro de 2021

    Bom dia, Carneirinho
    Ambientação: fiquei admirada com a economia de palavras. Você escolheu as necessárias para dar o tom. Aceitamos, na ambientação, que encontrar um dragão é possível, que se afeiçoar a ele também é. Sentimos um pouco de compaixão pelo animal, compartilhamos a angústia da nova dona, seu medo. O que ela teme não se concretiza na história mas parece questão de tempo.
    Enredo: a evolução do animal acompanha e evolução da história. Tudo caminha aumentando o sentimento de temor. Ela não deveria ter adotado a criatura. E agora?
    Escrita: econômica e precisa. Gostei muito.
    Considerações finais: fiquei procurando mais texto, eu queria saber mais. A história vai ficar muito tempo na minha mente. As imagens que criei, sem o escritor ter me contado. O escritor deixou espaço para a imaginação do leitor. Só disse o necessário. Muita competência.

  6. Angelo Rodrigues
    7 de setembro de 2021

    22 – O Dragão de Casa

    Ambientação:

    O conto não tem exatamente uma ambientação. Conta sobre as peripécias de um dragão, que cresce e devora.

    Enredo:

    Conto interessante, embora não centralize um discurso em direção a um objetivo. Tem um pouco de fábula, ainda que sem moral. O que representaria o dragão Leopoldo, um leopardo.

    Escrita:

    Escrita bem ajustada ao desejo do escritor. Não lança voos como o dragão, não rasteja como uma lagartixa. Segue em frente e dá o recado.

    Considerações Gerais:

    Não percebi exatamente o objetivo do autor. Conta uma história. Ok. É uma história com um dragão. Algo fabular. O pequeno que cresce e devora, mas não saquei a mensagem, se mensagem há.
    Imaginei a descoberta de si mesmo, do protagonista se descobrindo como um dragão que sai à noite para suas malandragens, que traz para casa suas presas noturnas. Será? Acho que não.
    Confesso que não percebi onde o autor pretendia chegar com suas linhas, ainda que legais de ler.

  7. Anderson Prado
    6 de setembro de 2021

    Ambientação: Mediana. Não há muitos detalhes sobre a ambientação. Tem-se uma casa, um jardim e uma vizinhança.

    Enredo: Mediano. O conto não conduz a muitos lugares: jovem adota um dragão mas, à medida que o bicho cresce, não sabe bem o que fazer com ele.

    Escrita: Boa. Embora não haja muito espaço para cometimento de erros, fato é que o texto contém poucos ou nenhum deslize.

    Considerações gerais: 1. o conto se adequa à literatura fantástica, pois apenas nela se pode encontrar um dragão; 2. o conto não se adequa bem a nenhum dos três temas, a não ser que se considere o dragão um monstro ou a realidade em que a história se passa ser um universo alternativo, o que, sinceramente, não parece ser nenhum dos dois casos; 3. achei o conto bastante fofinho, a ponto de eu ter sentido vontade de adotar um dragão; 4. se se considerar a história como pertencente ao gênero realismo mágico, poderíamos considerar o dragão um metáfora das vezes na vida em que adotamos uma ideia, uma opinião, uma verdade e, depois, vemo-la se transverter em algo horrendo, monstruoso, grandioso e fora de controle?

  8. Nelson Freiria
    5 de setembro de 2021

    Ambientação e enredo : ler o conto foi como entrar numa porta de um cômodo pequeno, pouco espaço para admirar o que há lá dentro. Mas textos curtos podem ser surpreendentes. Eu gosto de me deparar com eles, confesso. No caso do dragão em casa, não há um enredo complexo, mas uma situação difícil de lidar, o que fazer agora que meu dragão cresceu? Bom, não tem muito o que fazer, deixa ele comer os vizinhos mesmo.

    Escrita: um texto que pode ser facilmente entendido, tudo está claro para o leitor.

    Considerações gerais: Como não há um clímax para a história, tudo se concentra em refletir a situação apresentada. Para mim foi que o narrador virou refém de seu dragão.

  9. Rubem Cabral
    5 de setembro de 2021

    Olá, Carneirinho.

    Vamos à análise do conto:

    Ambientação: Regular
    Com um conto tão curto, não é possível ambientar muito bem a história, não se permite muita empatia pelos personagens, o tempo e o espaço do ocorrido são imprecisos. Não há facilidade de se “ver” os acontecimentos.

    Enredo:Muito Bom
    A história é bastante boa, em especial pela forma natural com que é contada, o achado de um dragão é tão estranho quanto seria a criação de um animal selvagem qualquer. Há certa candura muito agradável e sensibilidade ao relatar a história do dragão Leopoldo e seu dono.

    Escrita:Boa
    Não vi nada que comprometesse o conto. A escrita é segura e faz o esperado: conta a história sem dificuldades. A escrita é simples e correta.

    Considerações gerais:Bom
    Um conto bom, que poderia ser muito bom, em minha opinião, caso o escritor houvesse escrito um tanto mais.

    Boa sorte no desafio!

  10. ALINE CARVALHO
    4 de setembro de 2021

    Ambientação: Boa ambientação, boa descrição dos personagens.

    Enredo: O texto começou bem, o final deixou a desejar

    Escrita: Boa escrita, não achei erros

    Considerações gerais: Seria interessante desenvolver mais o texto

  11. Priscila Pereira
    30 de agosto de 2021

    Olá, Carneirinho!

    Ambientação: pouca. Para um texto tão curto, entendo o porque da falta de ambientação, seria legal saber mais sobre esse mundo onde os dragões adoravam as pessoas, mas não fez grande falta para o conto.

    Enredo: legal! Eu acho que esse dragão aí é felino. A indiferença e a necessidade de ficar sozinho e de dar seus passeios, trazer animais pra comer em casa e o amor que inspira mesmo sem qualquer intenção. Eu sou mãe de gato e amo. Me identifiquei com sua história 😁

    Escrita: boa, pelo que deu pra ver no texto tão pequeno.

    Considerações gerais: podia ser maior? Podia! Mas gostei do conto como está. Parabéns!

    Boa sorte!
    Até mais!

  12. Ana Maria Monteiro
    26 de agosto de 2021

    Olá, Carneirinho.

    Vou comentar seguindo as orientações do regulamento:

    Ambientação: Não houve, mas também só faria falta se esta história chegasse a ser um conto, mas não, é mais um relato feito por uma criança.

    Enredo: O enredo não existe, porque esta escrita mais parece uma corrente de pensamento, e até é, é a corrente de pensamento de um personagem que pode viver dentro de um conto e, enquanto encadeamento de reflexões, não é sequer suposto que tenha enredo.

    Escrita: A escrita, do ponto de vista académico, não está mal, mas falta-lhe uma certa, como dizer? Falta-lhe uma certa dose de maturidade e aqui já não me refiro à maturidade do personagem, mas sim do autor – maturidade enquanto escritor, bem entendido.

    Considerações gerais: O que dizer agora? Vou ser franca: achei o resultado fraquinho. Mas calma, fraquinho não é mau, já li alguns maus, este é médio em tudo.

    Parabéns e boa sorte no desafio

  13. Victor O. de Faria
    24 de agosto de 2021

    Ambientação: Conto singelo. Tem uma presença meio infantil, aliado a um texto meigo. Narra apenas uma passagem na vida da protagonista, de forma clara e rápida. Não há exatamente um início, meio, fim, mas tentei avaliar como um conto mais juvenil.
    Enredo: Bem, temos um dragão. Uma vizinhança. Divagações. E só. Fica complicado avaliar sem estabelecer um contexto. De onde veio? Que cidade era essa? A protagonista é de um conto de fadas? É um texto bonitinho, que carece de conteúdo, mas ganha pela simpatia.
    Escrita: A escrita é simples, porém eficiente. Uma ou outra troca verbal inconstante incomoda, perto do fim, mas que não atrapalha o bom andamento.
    Considerações gerais: Texto curtinho, fofinho e amigável. Faltou alguns dados para complementar o mundo criado e, sinceramente, não entendi muito bem o objetivo final do autor(a). Entendo que é um texto infantil. Mas que mensagem quis transmitir? Quais as consequências (só tivemos um vislumbre)? Tem moral da história? Desculpe, mas acompanhamos apenas uma breve passagem nesse seu mundo, sem ninguém para nos levar pela mão. Apenas fomos jogados e retirados depressa, como um saquinho de chá. Faltou açúcar e deixar a infusão por mais tempo.

  14. opedropaulo
    24 de agosto de 2021

    Os parágrafos são competentes em escalar uma situação, apertando o conflito de maneira que cative a leitura… mas então o conto se encerra abruptamente, quase que sem desfecho, de forma anticlimática. Outra crítica é que no lado temático o conto atende mais na sugestão do que de forma profunda, aludindo ao dragão como um possível monstro, mas sem desenrolar para além disso. Por isso, o texto perde muito de força tanto em si como dentro do certame.

  15. Jorge Santos
    21 de agosto de 2021

    Ambientação

    Conto que segue a temática dos Monstros. Neste caso, monstros fofos.

    Enredo

    Contrariamente ao que é vulgar, aqui o monstro é alvo do amor que damos aos nossos “animais de estimação”, como denominamos aqui em Portugal aos “pets”. Prefiro a primeira denominação, e é aquela que melhor se adequa a este texto. Senti falta de algum desenvolvimento e uma conclusão diferente. O conto tem um grande potencial, mas o leitor fica com o sentimento de ter ficado aquém do seu potencial.

    Escrita

    Simples, sem brilho. O texto é curto, escrito numa linguagem eficaz, sem entrar em grandes devaneios.

    Considerações finais

    Conto com grande potencial, mas que não foi desenvolvido de forma a cumprir o seu potencial.

  16. MARCIO VALLE PEREIRA CALDAS
    20 de agosto de 2021

    Ambientação: O conto traz um ambiente lúdico que surge através do simbolismo do que o dragão realmente representa para a vida do narrador. Portanto, não há espaço para muita descrição da ambientação, sob pena de se perder o foco na curta história.

    Enredo: Como já dito acima, a história se trata de um simbolismo. O dragão é tratado como um filho do narrador, que o acolhe, cria, cuida e, com o tempo e o crescimento de seu rebento, dá liberdade a sua cria, torcendo para que ela nunca vá embora de vez, mesmo sabendo que um dia isso será inevitável.

    Escrita: A escrita é simples e harmoniosa. Por vezes, me passou a impressão de versos. Em um texto bem curto, conseguiu passar sua mensagem, sem apelar. Com apenas uma história lúdica. Bom domínio da língua pátria.

    Considerações gerais: Muito boa impressão. Uma leitura curta e prazerosa. Passa bem sua mensagem.

  17. Jowilton Amaral da Costa
    16 de agosto de 2021

    Ambientação: Não há no conto uma preocupação com a ambientação, supus que que a história se passe nos dias atuais.

    Enredo: O enredo é bem simples. A história não tem reviravolta e nem muita emoção, apesar do realismo fantástico existente nele.

    Técnica. Não percebi nenhum erro gramatical ou de digitação. A narrativa é bastante direta e com pouca emoção, ao meu ver, fazendo com que passemos pela história como se tivéssemos lido uma notícia qualquer no jornal. Não há impacto, mesmo sendo a história de um pessoa que descobre um dragão em seu jardim.

    Considerações gerais: Achei um conto simples, direto e sem emoção. Boa sorte no desafio.

  18. Kelly Hatanaka
    13 de agosto de 2021

    Ambientação:
    Bem feita. Mesmo sem grandes explicações, ou, talvez, exatamente pela ausencia de grandes explicações, é fácil embarcar nesse mundo em que dragões existem. Tudo é tratado com naturalidade.

    Enredo:
    O enredo é muito simples: o dragão cresce e o dono tem medo do que pode acontecer. É um texto bonito e bem feito, mas senti falta de algo mais. De um problema, de uma crise, de um obstáculo. Para o meu gosto, faltou acontecer alguma coisa.

    Escrita:
    Bem feita, correta e fluida. Muito gostosa de ler.

    Considerações gerais:
    Uma história tão bem escrita, que fiquei querendo mais.

  19. thiagocastrosouza
    10 de agosto de 2021

    Ambientação: Cotidiana e surreal. Quase um micro de realismo mágico, ou estaria enganado?

    Enredo: Bastante simples, num estilo mais de crônica do que de conto. Creio que o intuito do autor foi trazer o absurdo para o desafio, criando uma história de apego entre um homem que perdeu um cachorro na infância e um dragão de quintal. Há começo, meio e fim, e creio que no desafio de mini contos teria se dado muito bem.

    Escrita: Sem erros, com certo toque de humor.

    Considerações Gerais: Carneirinho, gostei do conto! Contudo, dentro da dinâmica do desafio, acho que ele apenas pincela o tema do certame. Há o monstro, na figura do dragão, porém, no contexto do conto, ele perde força pelo aspecto humorístico e pelo tamanho diminuto que optou adotar. Veja bem, não vejo problema no uso do humor, mas é uma tarefa difícil. Houve outro conto que fez uso semelhante da figura do monstro, mas trouxe uma quebra de expectativa positiva em um texto mais longo, o que não acontece aqui: a figura do monstro está posta desde o início e não há muito desenvolvimento emocional na maneira como o protagonista lida com ela. Sendo assim, fosse um cachorro, uma girafa ou qualquer outro bicho, o impacto seria o mesmo. Talvez no tema realidades alternativas o conto encontre um eco maior, mas como a ideia foi fazer apenas um recorte desse mundo onde dragões convivem com humanos como animais de estimação, conseguimos alcançar pouco desse universo.

    Enfim, o conto é ótimo, faz meu estilo, mas para o desafio, creio que fica um pouco sem lugar, o que é uma pena.

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Publicado às 9 de agosto de 2021 por em EntreMundos - Monstruoso Mistério Aternativo e marcado .
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