EntreContos

Detox Literário.

A angústia da procrastinadora na hora dos deadlines (Ana Maria Monteiro)

Oh, bolas! O prazo termina hoje e ainda nem pensei nisso. Felizmente, a tarefa não é de grande monta.

“Mas teria sido bom (ao menos) pensar antes em como iria sair desta não é, menina?, mania de deixar tudo para última hora porque dá mais pica e depois, olhe, depois é o que se vê.” Suspiro “não cresce, não cresce” – cabeça abanando, em tom de resignação.

“Ok, tudo bem grilo falante e autónomo que vive na minha cabeça, mas qual o assunto? De que falo? Bolas! Não me preparei. Sempre a mesma, sempre eu, assim como sou, irresponsável até perante mim.”

Travão, travão aí! Irresponsabilidade? Que história é essa!? Nada disso! Talvez noutras circunstâncias e com outros assuntos, mas não aqui; não, aqui não se trata disso. Aqui é indecisão e medo. “Indecisão” é palavra que percebe, mas medo é que já não associa ao contexto. Engraçadinha! Menina, eu já tive a sua idade (todas as idades, até), não pense que me engana com manobras infantis como essa, mas está bem, explico: Pois bem, a indecisão em si mesma já é filha do medo. Como assim? Ora, não vou esclarecer, sabe muito bem o significado de a indecisão ser filha do medo e se não souber procure, que não faz mal nenhum e o saber (e muito menos a compreensão) não ocupa lugar, não é mesmo?

Seja como for, nada disto é importante, interessa é decidir se participo ou não. Bem sei que disse que não o faria, mas também deixei em aberto a possibilidade de me aventurar desta vez, pois sabia que talvez, enfim, quem sabe, talvez desta.

Agora é já hoje e não tinha voltado a pensar nisso!

Oh! Sofro, roo as unhas mentalmente e não chego a uma conclusão. Escrevo isto enquanto debato o assunto comigo e não chego a uma conclusão. Paro, fumo um cigarro, penso em nada e não chego a uma conclusão!

Não há desculpas! A ausência de decisão é uma forma de decidir, tal como quando se deposita um voto nulo na urna eleitoral.

Ok! Já decidi, não vou.

Bem, a menos que…  a menos que o mude o final com uma reviravolta inesperada.

E dou. E vou. Esta mesma noite chegarei a tempo e o meu discurso no encerramento do congresso de “coaches”, será precisamente o que ficou dito nestas palavras e é possível que seja melhor que contar um conto motivacional ou outro, pois eles são as pessoas certas para me compreender e saberem que, na vida, se queres alcançar o teu objetivo fazes tudo por isso, mas por vezes não saberás o que fazer. Nessas circunstâncias o melhor é decidir se avanças ou não, sabendo que, seja o que for que decidas, saberás que em algum momento foste tu quem decidiu e isso justifica a opção que tomaste – qualquer que tenha sido.

E, com este discurso, todo o auditório tem uma boa saída para dizer que gostou muito, mas não é um conto. Tudo bem, não sou “coach”.

20 comentários em “A angústia da procrastinadora na hora dos deadlines (Ana Maria Monteiro)

  1. Elisabeth Lorena
    24 de julho de 2021

    Como odeio coachs vou aceitar que é um conto. Angustia sua escrita e vejo que é proposital. E quando se consegue o que quer, já se venceu a maior barreira.
    Sucesso no Desafio.

  2. Matheus Pacheco
    18 de julho de 2021

    Resumo: Um conto que demonstra a indecisão de quem está atrasado para entregar o conto para o desafio, ele pondera se deve ou não, ele cogita os coaches, e, no final, ele acaba enviando o conto.

    Coisas que gostei: Eu gostei pq me identifico no conto, eu esqueci de comentar pq eu tinha colocado data errada na minha cabeça. Eu gostei do tipo descontraído do narrador e de sua leveza ao narrar.

    Coisas que não gostei: Entretanto, eu não gostei da história em si, é meio que um meta conta, não sei explicar, conta a história da história do conto, meio que uma biografia ou um projeto sendo desenvolvido, não gosto muito desse tipo de conto.

  3. Ana Carolina Machado
    18 de julho de 2021

    Oiii. Um microconto sobre uma pessoa procastinadora que tem uma conversa com a própria consciência . O texto é uma reflexão sobre como as vezes as horas parecem escorrer por entre nossos dedos e antes que a gente perceba o último dia do prazo do concurso chegou, ou em outros casos a véspera de uma prova ou um aniversario para o qual o presente ainda não foi comprado. O tempo corre e não espera por nós. Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

  4. Catarina Cunha
    17 de julho de 2021

    MINI – O estilo luso escrito de forma deliciosa. Há controle total do vocabulário e a pontuação ousadamente criativa.

    CONTO – São elucubrações de uma pessoa insegura quanto a sua atuação. Não tem muita substância, mas acho que o(a) próprio (a) autor(a) já fez a autocrítica.

    DESTAQUE – “A ausência de decisão é uma forma de decidir, tal como quando se deposita um voto nulo na urna eleitoral.” – Adorei a comparação, vou usá-la para ajudar a justificar o injustificável.

  5. DAYANNE DE LIMA PINHEIRO
    14 de julho de 2021

    Considerei como um tipo de meta literatura, quase um solilóquio. Mas não consegui compreender o conflito. Pois bem, vou terminar do jeito que o autor previu: “Não é um conto”. Mas tudo bem, também não sou escritora… Estamos empatados.
    Sucesso no concurso!

  6. Fernanda Caleffi Barbetta
    13 de julho de 2021

    Olá, Luso Indeciso, apesar deste seu pseudônimo e de uma palavra acentuada como os amigos lusitanos, não creio que tenha sido realmente um texto escrito por algum falante de Portugal. Posso estar enganada, e isso nem interessa tb.
    Seu texto é daqueles que parecem originais mas não são… ou não parecem originais mas são.. não sei, não me decidi.
    É um miniconto muito bem escrito, divertido em algumas partes. Achei uma boa ideia ter usado o grilo falante como o interlocutor dentro da cabeça do personagem, fazendo as ponderações.
    Gostei do final, com a sacada do coach.
    Achei um pouco cansativo pois foi apresentada e reapresentada uma única ideia do início ao fim. Não é um erro, mas é algo que me cansou. O começo teve uma pegada um pouco mais ousada, mas parou ali.
    Não entendi poque no início as falas tiveram aspas e no restante, não. Será que perdi alguma coisa?

    “– cabeça abanando, em tom de resignação” – ficou estranha a inclusão deste trecho, a única intervenção de um narrador além da conversa entre a protagonista e o grilo na sua cabeça.

    a menos que o (tirar este o) mude o final

    o meu discurso no encerramento do congresso de “coaches”, (tirar a vírgula) será precisamente

  7. Paulo Luís Ferreira
    12 de julho de 2021

    Resumo: Palestrante discute consigo mesmo o problema da preparação de um discurso a ser dito.
    Gramática: Nada que o desabone.
    Comentário: Um conto não muito claro. O vai e volta da dúvida: se diz ou não diz, se faz ou não faz. Deixa o enredo um tanto obscuro. Não dizendo a que veio. Embora, a narrativa, de certa forma, esteja bem desenvolvida.

  8. Kelly Hatanaka
    11 de julho de 2021

    Oi Luso.

    No começo, me pareceu que você falava sobre participar ou não deste desafio e da dificuldade em escrever no prazo, ainda mais com este título. No final, tive a certeza, rsrsrsrs.

    Gostei, você descreveu um processo mental familiar a (acho) todo mundo.

    Gostei também da forma como o texto foi apresentado, como um fluxo meio atropelado de pensamentos. Tornou a narrativa real.

  9. Júlio Alves
    10 de julho de 2021

    O conto é divertido, e sempre acho interessante o trabalho da metaficção, me lembrou um pouco algumas cenas do filme Adaptação (2002, acho), com o Nicolas Cage, e a forma como uma das personagens dele se compõe diante da não-composição. A quebra de expectativa e a revelação foram bem colocadas, e bem divertidas (ai ai os coachs), ainda mais quando falando da da última linha, que traz uma vibe meio zombeteira.

    Se tenho algo “negativo” a dizer é que me senti um pouco boiando durante o decorrer da leitura, mas não foi algo que afetou ou desmereceu algum aspecto da sua construção.

  10. Regina Ruth Rincon Caires
    8 de julho de 2021

    A angústia da procrastinadora na hora dos deadlines (Luso Indeciso)

    Comentário:

    Esse “grilo falante” sempre está presente em nossa batalha diária, e, quando lidamos com prazo, esse danadinho fica ainda mais barulhento. O zumbido pode virar um castigo, mas, se soubermos lidar com o bichinho, ele será nossa estrelinha-guia.

    Gostei muito do seu texto. Bem escrito, cuidado, estudado. Interessante descrever o sentimento de aflição/ansiedade que nos acomete antes da produção (a jato) de um texto. É exatamente assim. Adorei!

    A decisão de escrever já estava tomada, e você chegou “a tempo” no “encerramento do congresso de “coaches””. Quanto a dizer que não é um conto, há “controvérsias”!

    Parabéns, “lusitanazita” querida! Seu texto de última hora ficou encantador. Fiquei matutando numa frase que li: “A ausência de decisão é uma forma de decidir, tal como quando se deposita um voto nulo na urna eleitoral.” – já fiz isso…

    Mesmo feito nos minutos de acréscimo concedidos pelo árbitro, seu texto ficou muito bom. Gosto muito de narrativas sobre esses embates que travamos internamente. É bom saber que “de perto, ninguém é normal”.

    Seu texto é bem estruturado, fluente, sua escrita é competente. A leitura foi muito prazerosa.

    Parabéns, Luso Indeciso!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  11. iolandinhapinheiro
    7 de julho de 2021

    De fato, Senhor Grilo Falante que mora na consciência do luso, eu já ia falar que não era o texto um conto, mas e isso importa? Houve aqui a opção em investir numa crônica em que o autor reflete sobre a vontade/coragem de mandar um texto para o concurso. Há uma quebra da quarta parede, e o autor estabelece conversa consigo mesmo e com o leitor (creio eu). O texto busca uma cumplicidade divertida e com fácil identificação com os leitores, pois quem nunca se sentiu como no nosso narrador? Eu mesma só consegui terminar e mandar meu texto no segundo tempo do último dia. Aliás, comecei e terminei tudo no último dia.

    Sua crônica não comete nenhum erro, tem boa fluidez, e dá sim para identificar diferenças linguísticas em relação ao português falado no Brasil. Talvez, para mim, tenha faltado a tal da trama, uma historinha para viajar e me envolver, mas entendendo a sua proposta você se saiu muito bom.

    Boa noite e bom desafio.

  12. Giovani Roehrs Gelati
    7 de julho de 2021

    O conto está bem escrito, as ideias estão bem claras, são devaneios bem verossímeis e interessantes.
    Contudo falta andamento narrativo no texto, pois o narrador termina o conto no mesmo ponto que iniciou, o que frustra um pouco a leitura.
    O plot twist, ou reviravolta, como o narrador cita próximo ao final, ficou por aparecer e, como é citado, gera expectativa, que não é atendida.
    O uso da metalinguagem é bastante interessante, mas também já batido por incontáveis contos, crônicas e inclusive poemas em nossa literatura contemporânea.
    Para finalizar, é uma leitura prazerosa, agradável e fluida, o que minimiza os pontos a serem melhorados supracitados.

  13. Eduardo Fernandes
    7 de julho de 2021

    Ora bolas, tenho uma tendência a achar que “ora bolas” nunca fica bem num diálogo, ainda que seja um diálogo interno.
    Mas vou levar em consideração que aqui aparece o grilo falante, então é um texto PG13 e deixar passar.

    Eu gosto dos diálogos desde que coloque o filtro PG13 em cima.
    Se não tivesses infantizado com o grilo falante, teria achado o diálogo muito artificial.
    No caso deste texto, funciona.

    Se bem que dar pica, num desagio brasileiro, é capaz de elevar o texto para PG18.
    Ainda mais se logo depois a protagonista disser “não cresce, não cresce” logo depois.

    Brincadeiras à parte, gosto do ritmo.
    Alternas muito bem os parágrafos longos com os curtos.
    Não vi erros.

    Mexeria um pouco no ultimo parágrafo, mas nada demais.
    Parabéns!

  14. claudiaangst
    6 de julho de 2021

    Tirou as palavras dos meus dedos, luso indeciso. Um bom discurso, mas não é um conto. Mesmo assim, gostei do seu experimento e o resultado de toda a sua angústia procrastinadora.
    Ou talvez seja mesmo um conto e eu que seja uma fraude tentando bancar a comentarista “coach”. Como saber?
    Fiquei até angustiada, sou uma Angst afinal, com sua indecisão e o prazo terminando, sem lhe dar chance de desenvolver um enredo que coubesse no limite e a tempo de participar com a obra mais magnífica da suas noites insones e procrastinadoras. Enfim, gostei, mas será que é um conto?
    Parabéns pela participação e boa sorte no desafio.

  15. Victor O. de Faria
    6 de julho de 2021

    BOI (Base, Ortografia, Interesse)
    B: Uma digressão e um monólogo talvez não sejam as melhores opções para um miniconto, porque envolvem uma profusão de ideias que não levam à lugar algum. Porém, entendi o conceito. É quase uma crônica de alguém que está por trás das cortinas. Pena que o contexto fique um tanto nebuloso. Perto do fim o texto ganha um ritmo muito melhor. Parecem dois minicontos fundidos em um só. Como sugestão, o autor(a) poderia ter focado mais no pensamento de pré-palestra que se desenvolve do meio para a frente.
    O: Entendo que a escrita seja lusitana, mas juntar dois diálogos num só não foi boa ideia. Soou bastante confuso. Poderia haver uma divisão entre o grilo e a personagem.
    I: Tem um pezinho em conto de fadas, ainda mais pela presença do grilo, mas pareceu-me apenas uma mente confusa e nervosa. Não senti um “conto” propriamente dito nas entrelinhas. Mas isso é bastante subjetivo. Pareceu mais um desabafo. Tem seus méritos, claro. O texto me ganharia se ele se mantivesse na mesma pegada realista da conclusão.
    Nota: 7

  16. Priscila Pereira
    6 de julho de 2021

    Olá, Luso!
    Então, realmente não é um conto, mas o que importa? Nos desafios de micros acontece muito de usarmos o desafio e a arte de escrever para ele como o tema, eu mesma já fiz isso no desafio experimental. É uma boa saída, quando não se sabe sobre o que escrever… De qualquer forma, suas divagações sobre o medo e a indecisão são realmente boas e acertadas. No final, você participou e nos fez pensar!
    Parabéns!
    Boa sorte! Até mais!

  17. Fabiano Sorbara
    6 de julho de 2021

    Deixar para última hora é uma característica da cultura brasileira, assim ficou fácil para me identificar com o texto. Outro ponto de fácil compreensão é a questão da escolha de temas para nós escritores, principalmente se o tema for livre, bate a dúvida, o que escrever? Na maioria das vezes quando existe uma temática para o desafio fica mais fácil.
    Quanto ao desenvolvimento da escrita, a única coisa para pontuar é que a repetição da ideia de indecisão no meio do texto, acredito que poderia ser cortado tal repetição, pois como a escrita é restringida pelo limite de palavras, então é preciso eliminar o eco de ideia para aproveitar o pouco espaço, embora eu entenda que você construiu o conto usando fluxo de consciência, onde as ideias se repetem.

  18. Anderson Prado
    6 de julho de 2021

    Procrastinador tem dificuldade para cumprir prazo.

    O título me desagradou, pois a presença de palavra estrangeira me alienou. Detesto interromper a leitura para realizar pesquisas paralelas. Acho que isso torna a arte chata de consumir. Sou da opinião de que o artista deve fornecer elementos mínimos para a correta interpretação de seu trabalho. Mas é só minha opinião, que, por si só, vale muito pouco. Depois, no desfecho, a chegada do coacherismo deu mais sentido para a presença da palavra estrangeira e, assim, quase perdoei o autor. Sobre o texto (assim como, aparentemente, seu autor) tive dúvidas se se trataria de um conto. Não me ficaram claros elementos como personagens, enredo, trama etc. Em si, a escrita é boa, nada a desabonando. O português não parece brasileiro, mas, se o fosse, eu sugeriria para trocar “para” por “pra” em contextos informais, especialmente pensamentos e falas. É um meta-texto, que flerta com o conceito do próprio desafio. Eu me diverti.

  19. Andre Brizola
    6 de julho de 2021

    Olá, Luso!

    Seu conto reflete a minha realidade, com a diferença de que escrevo com o português brasileiro. Sempre atrasado, sempre brigando dom o deadline. E o tema, escrever sobre o escrever, também me é muito próximo, pois gosto muito desse enfoque na literatura.

    O diálogo entre o Grilo Falante e a personagem é bastante interessante, visto que o Grilo tem lá suas características, mas que refletem às da própria personagem. E sei que em alguns momentos a intenção foi mesmo recorrer à enxurrada de palavras, para retratar o fluxo de pensamento, mas a verdade é que achei um pouco confuso.

    Não sei precisar se o uso da pontuação, e da divisão de frases, é proposital ou não. Em alguns momentos está tudo muito bem dividido, em outros não, como em “esta mesma noite chegarei a tempo e o meu discurso no encerramento do congresso de “coaches”, será precisamente o que ficou dito nestas palavras e é possível que seja melhor que contar um conto motivacional ou outro, pois eles são as pessoas certas para me compreender e saberem que, na vida, se queres alcançar o teu objetivo fazes tudo por isso, mas por vezes não saberás o que fazer”.

    Gosto do tema, gosto do enfoque adotado, mas achei que carecia de um pouco mais de tratamento. Talvez o deadline estivesse por demais apertado, né?

    É isso, boa sorte no desafio!

  20. Luiz Eduardo
    5 de julho de 2021

    Achei muito interessante seu conto. Confesso que no começo custei a “comprar” a deia do Grilo falante (que sabe-se lá de onde vem) mas aos poucos fui me envolvendo no embate mental entre as personagens. Durante a maior parte da história, podia jurar que a indecisão da protagonista girava em torno de participar ou não desse desafio de Minicontos. Parabéns e ooa sorte!

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Publicado às 5 de julho de 2021 por em Minicontos 2021, Minicontos 2021 - Grupo Pinscher e marcado .
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