EntreContos

Detox Literário.

Maicon (Ricardo Falco)

 

Nunca consegui aprender outro idioma. Nem mesmo aquele que praticamente todo mundo falava; até os flanelinhas da rua. Tentei por diversas vezes, mas me enrolava todo. Quero dizer, quase todo, pois a minha língua… Essa não enrolava de jeito nenhum.

Não importava a quantidade de cerveja que eu tomasse; doses de uísque, shots de tequila, melzinho com cachaça… Eu podia entrar quase em coma alcoólico, ficar com as pernas tremendo mais do que rastafári passando em blitz; mas minha língua…

Ela, simplesmente, não dobrava.

E, para falar a linguagem dos gringos, principalmente o tal do idioma universal, não tinha outro jeito. Contudo, era mais fácil eu ser acusado de atentado ao pudor, e acabar preso, do que a minha língua amolecer.

Ailó viul, letisgol, uâna quíssiul… Nada disso saía da minha boca. E olha que eu era nascido e criado numa cidade turística, em um local pra lá de famoso; onde visitantes do mundo todo — e já tinha ouvido falar que até mesmo de outros mundos — vinham interagir e se divertir com a boemia local.

Bares mil, sinucas, casas de show, casas de ‘massagem’, quadras de samba e até um circo ‘voador’ compunham esse universo concorrido. Era uma região extremamente musical e artística, porém também caótica e perigosa — uma das mais arriscadas de uma cidade que já era toda ela violenta —, pois oferecia atrativos para os mais diversos gêneros e tipos de pessoas.

Meu bairro era tipo uma esteruêi tchu réven da realidade.

Só pra se ter uma ideia, havia mesmo uma escadaria lá; de verdade. Toda adornada por ladrilhos coloridos, que levava os turistas mais locões direto para as bocas de fumo que ficavam no alto. E vivia lotada.

Agora… O que eu mais gostava daquelas cercanias, disparado, eram as gringas que apareciam por lá; aos enxames. Principalmente nas sextas, o dia mais florido da semana. É claro que, como um bom brasileiro, lá ia eu, todo perfumado e sensual, cheio de ginga e esperança, tentar a sorte pra cima de alguma beldade daquelas, de olhos azulados e pele leitosa — confesso que eu tinha a maior tara pelas branquelinhas —, mesmo sabendo que não conseguiria desenrolar sequer um relôu.

Mas, eu não desistia!

Na maioria das vezes, me dava mal. Obviamente… E culpava mesmo a minha incapacidade absurda para falar, pelo menos, o tal do inglês. Pois, convenhamos… Se eu não fosse apenas feio e pobre, mas sim um ‘feinho humilde, porém bilíngue’, as minhas chances com aquelas gringas deliciosas de certo que aumentariam; e muito!

No entanto, mal sabia eu que grandes mudanças estavam para chegar…

E vieram de repente, numa madrugada quente como outra qualquer. Surgiram sem aviso, na forma daquelas luzinhas azuladas que brotaram meio que do nada no céu, bem em cima do meu cafofo. Seria realmente tosco, se não fosse verdade. Talvez por isso mesmo tenha achado tudo tão hilário.

O fato de terem escolhido surgir bem ali, literalmente no meu quintal, não tirava a graça da situação; pelo contrário, para mim deixava tudo ainda mais inusitado. Tanto lugar melhor para elas aparecerem, e resolveram dar as caras no mesmo bairro decadente que a gringalhada, também, tinha elegido como preferido na cidade.

Deve ser coisa de alemão, mesmo… Vai entender!

Eu vi primeiro pela tevê, pois tudo quanto era canal ficou mostrando sem parar o que, depois, os ‘especialistas’ afirmaram ser óbines. Óvises… Êita, porra… Ó-vi-nis. Objetos voadores não identificados. Pipocaram ao mesmo tempo pelo mundo todo e ficaram daquele mesmo jeito; parados e brilhando.

Em São Paulo, pelo menos, estacionaram bem no alto da Avenida Paulista, região nobre da cidade, com suas luzes azuladas sendo refletidas pelos arranha-céus enormes e chiques. Em Belo Horizonte, foi em cima do estádio mais famoso de lá. Em Brasília, flutuaram bem sobre a Esplanada dos Ministérios. Na Bahia, foi no célebre Elevador Lacerda e, em Curitiba — lembro-me de ter visto na tevê — as estrelinhas brilharam no topo de um afamado prédio da pê-efe.

Resumindo, os óvides marcaram presença em todos os Estados brasileiros, com exceção do Acre. E, fora do Brasil, as luzes seguiram o mesmo protocolo; ou seja, lugares famosos. Em Nova Iorque surgiram na Estátua da Liberdade; em Londres brilharam sobre o castelo da rainha; em Paris foi no alto da Torre Eifél…

O mundo todo testemunhou aqueles sinais.

Mas… E aí? Apareceu algum álhen de verdade? Alguém viu algum etê propriamente dito? Algum chupa-cabra, pé-grande… o Xiubáca? Rolou algum terremoto, tsunami? Teve alguma guerra? Alguma explosão? Mísseis nucleares foram disparados? Foi o início do fim do mundo?

Nada… Nem sequer um integrante dos Rôlin Instônis finalmente morreu.

O contrário, então, aconteceu? Acabou a maldade no mundo? A fome, a ganância, os preconceitos? Cessaram os conflitos mundiais? Veganos e carnívoros fizeram piqueniques juntos? O Tinder revelou de graça aos seus usuários quem curtiu o perfil de quem?

Também não…

O que houve foi que as luzes azuladas simplesmente desapareceram nos céus, da mesmíssima forma que surgiram. Só isso. Brilharam por exatas três horas, trinta e sete minutos, onze segundos — sim, algum corno cronometrou essa palhaçada — e, depois, se apagaram. Sumiram. Escafederam-se.

Agora… As discussões boçais, suposições furadas, teorias malucas; os detalhamentos das filmagens, estudos de caso, interpretações; as reprises, indagações, análises, menções, publicações, memes…

Infindáveis!

O planeta ficou parecendo com uma pós-projeção mundial e simultânea de bôrde bóquiz. Bãrdi Bóquise… Enfim… Aquele filme da netiflíquisse, com a Sandra Búloque, que ninguém entendeu bulhufas, mas geral ficou postando sua teoria ‘genial’ nas redes sociais, brigando com os coleguinhas, discutindo com a mãe, a sogra, o marido, o amante, o outro vizinho… E o canal de istrímin só aumentando seus lucros e rindo da cara de todo mundo.

Já eu, confesso que fiquei de boas na época. Mesmo porque, por incrível que pareça, estava todo mundo preocupado em desvendar os ‘mistérios do universo’, as razões da visitação dos etês invisíveis, o repentino surgimento e partida de visitantes interplanetários; enquanto eu, no meio de tudo aquilo, continuava era só pensando em como me dar bem com as gringuinhas gostosas, visitantes oriundas de outros países aqui da Terra mesmo.

Pelo menos, era isso que eu imaginava…

Ironicamente, como só o universo sabe ser, por não ter dado a mínima para os tais dos óbines, eu acabei foi caindo na armadilha deles. A minha empáfia destoante, motivada pela doentia fixação de molhar meu biscoito numa xícara estrangeira, já havia chamado a atenção dos brilhosos antes mesmo das tais luzes aparecerem — não por acaso — bem em cima da minha casinha.

E, de certo, eles também já tinham planejado como agir nos outros locais, escolhendo previamente seus alvos. Eu penso que as primeiras vítimas tenham sido aquelas mais suscetíveis, por qualquer razão, a notar as alterações que o mundo passaria a apresentar, de forma quase imperceptível, após a chegada deles.

Pois, foi justamente a partir da observância de certos — na verdade errados — acontecimentos em meu entorno que, juntando-os, eu cheguei à indubitável conclusão de que muitas coisas estavam, de fato, se sucedendo de forma diferente do que antes era considerado como o ‘normal’.

O estopim foi um episódio inusitado ocorrido dentro do metrô, quando eu voltava de mais um dia estressante de trabalho, rumo ao meu muquifo. De repente, um odor pútrido surgiu no interior do vagão, como se viesse diretamente das profundezas do último círculo do Inferno — e o metrô não é tão fundo assim —, se espalhando por toda área do coletivo.

Em poucos instantes, o ar estagnado da composição ficou completamente tomado pelo cheiro calamitoso e covarde que passou a estuprar as narinas indefesas de todos os presentes, confinados naquele ambiente tenso e desconfortável, chegando a causar náuseas nas pessoas de olfato mais sensível.

Alguém havia soltado um tremendo peido ali dentro…

Certamente que o intestino responsável por liberar aquela aberração odorífica não poderia ser considerado normal, muito menos saudável, vista a podridão emanada através do esfíncter de uma criatura que, caso ainda estivesse viva, não deveria — e muito menos mereceria — continuar daquela forma por muito mais tempo.

O fato é que a flatulência dentro de um vagão de trem ou metrô, hermeticamente fechado e lotado, é um crime de difícil elucidação. E, infelizmente, muito mais comum do que qualquer sociedade moderna e justa desejaria que o fosse. Trata-se de um delito hediondo, rechaçado por toda a humanidade, porém totalmente sem castigo para seu anônimo autor. Todos pagam o preço e sofrem as consequências deste ato desolador e impuro; principalmente as próprias vítimas inocentes e, até então, indefesas.

Digo ‘até então’ porque, no momento seguinte ao mal-estar geral, causado pelo cheiro insuportável daquele peido atômico, um raio luminoso de tom azulado surgiu na composição e, em questão de milésimos de segundo, simplesmente desintegrou uma gringuinha linda, de vestido decotado e expressão blazê; para quem eu justamente estava olhando já fazia algum tempo, numa tentativa de fuga erótico-imaginária daquela malcheirosa situação.

Misturado ao raio azulado, que parecia ser um tipo de lêizer, havia também uma essência que logo se juntou à fumaça remanescente do processo, espalhando-se pelo vagão do coletivo e deixando um agradável odor de lavanda, permitindo assim a normalização dos movimentos respiratórios por parte dos passageiros.

O mais inusitado de tudo, no entanto, não foi nem o raio surgido sabe-se lá de onde, nem a desintegração espantosa da linda loira peidante, nem o inexplicável cheirinho gostoso de flores, que substituiu por completo o odor terrível antecessor… O estranho, mesmo, foi o fato de que absolutamente nenhum dos presentes se importou com nada daquilo.

Não, não estou me referindo à flatulência estrangeira, invasora e fétida, pois isso todos sentiram no âmago de suas almas e pulmões; mas sim ao fato de ninguém estranhar que aquele misterioso raio tenha dizimado por inteiro um semelhante, apagando imediatamente da existência uma deusa de olhos azuis e, ok… intestinos negros; mas ainda assim uma vida.

Ninguém sequer se assustou ou lamentou o desfecho fatídico ocorrido. O assassinato de uma moça cujo gosto reprovável por diânqui fúdi acabou significando sua sentença de morte. E uma sentença abaixo-assinada por todos os presentes àquela execução sumária.

Pelo contrário; era possível perceber nas expressões dos demais passageiros uma sensação de regozijo, de justiça feita, de satisfação… Pois aquele cheirinho de flores perfumadas ainda trazia uma paz, plantava um sentimento de aconchego e naturalidade na mente de cada um ali dentro.

Entretanto, foi nesse momento que me dei conta de que eu também fazia parte daquele grupo de algozes. Eu também havia desejado, mesmo que inconscientemente, que o autor pagasse, e pagasse caro, por seu ‘crime’.

“… uma criatura que, caso ainda estivesse viva, não deveria — e muito menos mereceria — continuar daquela forma por muito mais tempo.”

É claro que eu presumi um velho ranzinza, grosso, escroto, mau-caráter, pedófilo e flamenguista, como sendo o promotor daquele odor podre; jamais suporia que a galeguinha com a qual eu fantasiava estar transando ardentemente no chão de uma fábrica de incensos indianos — “sonho meu…” — seria capaz… daquilo.

Então, ao deixar a estação ainda muito abalado, decidi afogar num bar próximo de casa a culpa que pesava em minha consciência; já planejando a menor distância para depois arrastar meu corpo, igualmente devastado, de lá até a minha cama.

Não sei explicar bem a ordem dos acontecimentos seguintes, mas em algum momento durante a expiação de meus pecados, um grupo jovem e animado de gringas adentrou o bar e acabou ocupando a mesa bem ao lado da minha. Aparentemente, em consequência da lotação do estabelecimento.

Nem preciso dizer que isso fez meus planos — e o restante da noite — mudarem da água para o vinho. Ou, melhor dizendo, das cervejas para as caipirinhas. Muitas caipirinhas. Dessa vez, as turistas gostosas não iriam pensar que minha aproximação estratégica poderia se tratar de um assalto, sequestro ou coisa do tipo…

Era ainda meio do mês e a carteira estava mais fina do que as minhas canelas, mas o fato é que o neguinho aqui, mesmo duro e desnutrido, bancou foi o Onássis pra cima daquelas branquinhas apetitosas, criadas à base de corne flêiques.

Mai nêime is Maicon endiu arol biltiful; saiu de repente, após o garçom dar início aos trabalhos. E elas riram. Um riso diferente. Não era de medo. Nem de deboche. As loirinhas me entenderam perfeitamente. Iti uós trú; dei uãr laiquin mi… Até minha mente passou a ‘falar’ no idioma delas.

Uáti zor nêimes; arrisquei de novo e elas responderam, com aqueles olhinhos claros como o céu mais limpo de verão. Quétlin, Rãna, Êmili e Rêitiel eram os nomes; e eram mesmo maravilhosas. Estavam interessadas; estavam tólquin uifemi. Parecia um sonho tudo aquilo… Emai drimin? E elas riram ainda mais alto; ainda mais gostoso.

Sim, era verdade. Eu estava não apenas falando, mas também flertando iníngliche com aquelas gringatas. Não me recordava de já ter interagido daquela maneira antes, e com tanto sucesso, em toda minha vida; nem mesmo em Português.

Ai livi níar rir… Uâna gol tu mai plêisse? Uíquen contíniun dis dér…

Desenrolava com tamanha facilidade, tanta fluidez e malandragem, que chegou num ponto que nem era mais preciso falar. Os olhares já faziam isso. E as respostas eram sempre positivas, sempre incisivas. Ié, Maicon… Gudai dia; létis gôunal!

Lembro que no trajeto rumo a minha casa, mais precisamente após deixarmos as ruas principais e dobrarmos numa viela escura de paralelepípedos — que nos levaria até o destino final daquela noite improvável — uma delas parou, ficando para trás. Provavelmente, por ter readquirido a razão. Mas, tudo bem… Mesmo com uma baixa, restavam ainda três delícias comigo!

Eu não tinha nada a reclamar…

A não ser do fato que, segurando-me cada vez mais forte, o trio remanescente passou a me arrastar pelo caminho, demonstrando obstinada pressa. Uêit, gãrs… Tentei fazê-las diminuir o ritmo. Gãrs… Plis… Uêit… Em vão. Os passos ainda se aceleraram e, por mais força que eu fizesse, não conseguia vencer a pressão surreal imposta pelos braços delas.

Subitamente, um intenso facho de luz azulada surgiu pouco atrás de nós, no alto, projetando, no entanto, apenas a minha sombra nas pedras do chão. Creio ser desnecessário citar, mas a língua acabou não sendo o único órgão meu a amolecer naquele fim de noite inesperado…

Minha derradeira noite no planeta.

Sugado pela luz, flutuei como se estivesse dentro de uma bolha de sabão azulada. E continuei subindo, avistando telhados, árvores, quintais, carros, ruas; depois bairros, cidades, países inteiros… Tudo ficando menor e mais longínquo. Até que, antes da penumbra sideral surgir no enorme horizonte, pude enxergar toda crosta terrestre.

E, sim… A Terra era mesmo plana.

Já na imensidão fria do Espaço, outra constatação impensável invadiu minhas retinas. Vi os rostos lindos de Rãna, Quétlin, Rêitiel e Êmili olhando atentamente para mim… Suas faces foram se juntando, até formarem um único e conhecido semblante.

Era a loira do metrô, cujo par de olhos brilhou num tom azul celestial — intenso e vívido como um raio — ao pronunciar meu nome de maneira enfática, separando-o significativamente em sílabas:

Mai con…

Fazendo assim com que, dessa vez, fosse o meu esfíncter a sucumbir.

19 comentários em “Maicon (Ricardo Falco)

  1. Leandro Soares Barreiros
    29 de março de 2019

    O texto conta a história de um carioca incapaz de falar inglês que tem como desejo maior se relacionar com estrangeiras. A inaptidão linguística do personagem parece se resolver quando o mundo fica de cabeças para o ar, logo após o planeta ser invadido por alienígenas.

    Julgar comédias é difícil. Escrevê-las deve ser ainda mais.

    O texto não funcionou comigo e é difícil explicar o motivo. Em um drama é mais fácil perceber os desvios, os personagens que não causaram empatia, um incidente inicial pouco interessante, o estabelecimento de conflitos… Mas com comédia é mesmo muito complicado. Pelo menos para mim, que não estou tão acostumado com o gênero.

    Depois dessa choradeira, vai a melhor análise que pude fazer:

    O texto depende muito do “aportuguesamento” das expressões inglesas como recurso humorístico. É possível que quem goste da brincadeira se divirta até o final do conto, mas achei a coisa um pouco cansativa depois do início e a técnica é literalmente utilizada no começo, meio e fim.

    Ironicamente, uma das piadas que gostei se relaciona com a escrita também. Foi quando se retomou a dificuldade em falar óvnis:
    “Resumindo, os óvides marcaram presença em todos os Estados brasileiros, com exceção do Acre”
    Acredito que tenha funcionado porque não adiantei a retomada da dificuldade, diferente das expressões inglesas que são sempre repetidas.

    Outro elemento que não gostei muito foi o esforço do texto em ser engraçado. Não sei se isso faz muito sentido, e talvez o argumento aqui seja mesmo confuso, mas acho que faltou um pouco de sutileza nos parágrafos e na tentativa constante de quebra de expectativas. Me incomodou um pouco também o personagem estabelecer em uma comédia o que acha engraçado. Ficou estranho:

    “E vieram de repente, numa madrugada quente como outra qualquer. Surgiram sem aviso, na forma daquelas luzinhas azuladas que brotaram meio que do nada no céu, bem em cima do meu cafofo. Seria realmente tosco, se não fosse verdade. Talvez por isso mesmo tenha achado tudo tão hilário.”
    “O fato de terem escolhido surgir bem ali, literalmente no meu quintal, não tirava a graça da situação; pelo contrário, para mim deixava tudo ainda mais inusitado. Tanto lugar melhor para elas aparecerem, e resolveram dar as caras no mesmo bairro decadente que a gringalhada, também, tinha elegido como preferido na cidade”
    Esse esforço na comédia se desdobra em um esforço, um tanto cansativo, do personagem de explicar tudo, o tempo inteiro. Inclusive, ao fazer uma ligação com uma frase mencionada pouco antes no texto, optou-se por reinserir a frase para que a referência ficasse o mais clara possível. Isso é meio que um tapa na cabeça do leitor. Quase uma declaração de que ele não conseguiria perceber a conexão sozinho.

    “… uma criatura que, caso ainda estivesse viva, não deveria — e muito menos mereceria — continuar daquela forma por muito mais tempo.”

    É isso, meu camarada. Eu sei que muitas pessoas gostaram do texto pelos comentários no grupo do face, então é possível que toda minha crítica aqui seja extremamente subjetiva. De toda forma, espero que tenha sido positiva de alguma maneira.

    De mim recebe 2,5 o um anéis.

    Abraços.

  2. RenataRothstein
    27 de março de 2019

    Comédia que tem como personagem principal um sujeito metido a malandro, provavelmente o dito “suburbano “, com uma certa atração que beira a tara, por mulheres gringas, estrangeiras.
    Bem escrito, as palavras inglesas aportuguesadas conforme a pronúncia foram bem sacadas, mas achei a leitura um pouco truncada, muito embora -ressalto – note-se a inteligência do escritor.
    Desejo boa sorte e sucesso no desafio.
    Abraço

  3. Priscila Pereira
    26 de março de 2019

    Maicon (Michaelis Tradukka)
    sinopse:Um cara com dificuldades linguísticas, mas muito bom em se expressar de maneira desenvolta e rebuscada, já que supostamente é o narrador desse conto, presencia luzes dos áliens em sua casa, assim como aconteceu em várias partes do mundo. Depois disso ele presencia uma desintegração de uma moça que peidou no metrô. Vai para um bar beber e lá conhece quatro moças estrangeiras e percebe que pode conversar com elas em inglês normalmente. Elas o levam até um lugar onde ele é abduzido e encontra com a moça que foi fulminada no metrô.

    Olá, Autor(a)!

    Seu conto é bom, só não me atingiu, na verdade nenhuma comédia, acho que tem alguma coisa errada comigo… mas, voltando ao assunto sério, eu achei que a escolha do personagem narrador não foi muito boa, já que, para mim, pareceu não natural que esse personagem pudesse se expressar de forma tão rebuscada. Não combina com o que ele mesmo fala dele, não sei se consegue me entender. Acho que um narrador onisciente daria mais naturalidade ao conto. Pode ser também que você tenha feito essa estranheza de propósito, então, bom trabalho! rsrsrssr Quase deu um nó na minha cabeça ler e entender os embromeichons, mas faz parte, né. Achei também a história fraca, aparições de áliens e interações com um malandro poderiam render muito mais… Mas o conto está muito bem escrito, bem revisado e fluido. Pena que não me agradou. Tomara que muitos tenham gostado. Sorry!

  4. Gustavo Araujo
    22 de março de 2019

    Resumo: Rapaz esperto-só-que-nem-tanto tem dificuldades para se comunicar com turistas estrangeiras. Num belo dia, luzes alienígenas pintam o céu e tudo muda. O rapaz consegue estabelecer uma comunicação razoável e, mais do que isso, fica a ponto de se dar muito bem com algumas garotas, para então ver-se sugado pelo vórtice dos aliens.

    Impressões: é uma boa comédia. Alguns pontos me arrancaram risos verdadeiros, daqueles que nos fazem mexer na cadeira, como o trecho do Birdbox, da Sandra Bullock. A parte do peido no metrô também foi hilária, demolindo a ideia sem fundamento mas que todo mundo reluta em aceitar de que mulheres bonitas também têm gases. As transcrições literais do inglês-português ficaram legais, mas houve um momento em que passaram a incomodar. Na verdade, fiquei com a sensação de que o conto começa muito bem, dá uma decaída e no fim se recupera. Mas não dá para deixar de parabenizar o autor pela coragem de escrever comédia. E das boas. Receba daqui os meus cumprimentos e… boa sorte no desafio!

  5. Tiago Volpato
    22 de março de 2019

    Resumão:
    A história de um malandrão, sujeito pegador, que por mais que tente não consegue falar inglês, o que é ruim pois diminui suas chances de carcar umas gringas (segundo ele, não tenho nada a ver com isso!).
    Um belo dia, objetos voadores não identificados, aparecem por todo o mundo, uma invasão alienígena se aproxima. Só que não foi bem assim, os óvnis se foram e… só…
    A verdade é que os aliens modificaram as formas como as coisas ocorriam, como visto no metro onde uma loira peidou e foi desintegrada. Nosso herói fica abalado com o ocorrido e vai pra um bar beber, mas aparentemente não foi só as regras do peido que os aliens mudaram, nosso malandrão puxa papo com umas gringas e por incrível que pareça se dá bem, e mais!, ele não só consegue arrastar uma, mas quatro gringas maravilhosas para casa, esse é o cara!
    Infelizmente o mundo, e nosso intestino, é podre, todos peidam e são eliminados da existência terrestre. Rá!

    Comentários:
    Muito bom o conto. De inicio as piadas estavam mais sem graça que café aguado, mas ao longo do texto foi melhorando e eu dei algumas risadas. A história é muito boa e muito bem pensada. O texto é muito bem escrito e envolve totalmente o leitor, eu comecei achando um pouco chato, mas lá pelas tantas fui completamente fisgado pelo texto. A parte do metrô foi bem boa, acho que foi a melhor coisa que li em todos os contos desse certame (claro que isso é questionável e vão dizer que tenho uma mente doente, mas é isso mesmo). Dane-se, vou dar nota 5 pela tua habilidade superior em descrever um peido dentro do metro. Porra, essa parte foi genial!
    Eu realmente gostei muito do texto, não tem nada na minha opinião para mudar, apesar de algumas piadas serem pouco engraçadas, outras são muito boas. E o enredo é bem interessante.
    O texto funcionou muito bem!
    Não sei se esse texto vai ser o vencedor (provavelmente não, desculpe), mas ele sempre será o campeão do meu coração!
    Nice uorki, brou!

  6. MARIANA CAROLO SENANDES
    20 de março de 2019

    Resumo: rapaz carioca tem dificuldade com idiomas estrangeiros, um grande empecilho para o flerte com turistas. Porém, após o aparecimento de luzes azuis, ele desenrolará a língua e encontrará turistas. Que não são deste planeta…

    O conto é muito engraçado. As palavras estrangeiras escritas literalmente (ai lovi iu) sempre me tiram uns bons risos. Maicon é um personagem carismático, imagino ele magrinho, de bigode e “cabelinho na régua”. O seu fluxo de consciência está bem escrito, não é um cara do subúrbio tendo divagações pedantes sobre o tempo e espaço. Sobre o pum, quem nunca (em todos os sentidos, heheeh)… As aliens poderiam ter um pouco mais de desenvolvimento, entender as razões de terem escolhido o Maicon para ser levado. Enfim, um trabalho bem divertido. Parabéns e
    boa sorte no desafio

  7. Fheluany Nogueira
    20 de março de 2019

    O texto faz humor do tipo caricatura, o protagonista é representado por uma, aliás duas características peculiares que são deliberadamente exageradas para produzir o cômico e distorcido efeito: Maicon quer transar com estrangeiras e não consegue falar aprender outro idioma.

    Ele tem os desejos atendidos quando óvnis apareceram, ao mesmo tempo, em lugares famosos pelo mundo todo e, também bem em cima da casinha dele. Nenhuma grande mudança aconteceu. Mas aí, o rapaz caiu em uma armadilha. Conseguiu se entrosar com um grupo gringas e se comunicar perfeitamente em inglês. Quando ia para casa com elas, foi abduzido — bebedeira? alucinação? ou ficção?

    O enredo é simples, espirituoso, leve. As situações cômicas foram bem exploradas, a linguagem é uma mescla do informal e um vocabulário mais técnico. Ficaram bem engraçadas as transcrições do inglês. Ri bastante. O protagonista está construído de forma muito simpática. Mas, no conjunto, o texto não passou emoção, faltando um clímax melhor definido.

    Quanto à gramática, o texto foi bem escrito, sem erros, tem coesão e coerência e os parágrafos foram bem construídos. Quanto à adequação ao tema proposto, tem os elementos da comédia e até um pouco de fantasia.

    Parabéns pela criatividade! Boa sorte na Liga. Abraço!

  8. Pedro Paulo
    18 de março de 2019

    RESUMO: Maicon é tarado por estrangeiras brancas e loiras, mas não consegue pronunciar uma palavra em outra língua. Seu cotidiano se resume a cortejá-las, sem sucesso. Um dia, luzes azuis despontaram nos céus, inclusive acima da sua casa. Ele não deu importância. Um dia, após uma situação constrangedora no ônibus, Maicon vê uma de suas paixões estrangeiras ser desintegrada por um laser azul, sem ninguém dar a mínima. Surpreso e desolado, encerra a noite num bar, onde três beldades do seu “tipo” o levam para o apartamento. Mas o que ele imaginava ser uma vitória se trata de uma armadilha. Maicon é abduzido.

    COMENTÁRIO: O humor tem uma piada que por vezes surte efeito, mas por vezes é simplesmente repetitiva, que é a pronúncia abrasileirada do inglês. O modo debochado de descrever as situações também é engraçado e dá caráter ao personagem. Quanto a narrativa, não senti como se ela prendesse, o que atribuo aos objetivos da personagem. Em certo momento, sua atração por loiras brancas se torna entediante de tão repetitiva e despropositada, além de deixar o personagem meio unidimensional, como se o personagem pudesse se resumir à sua tara. Dessa maneira, o protagonista deixou de ser carismático e seus objetivos, rasos, não me inspiraram a acompanha-lo. Eu só li para encerrar a leitura, não para descobrir o que aconteceria, o que, inclusive, também não surpreendeu ou se explicou muito bem, já que terminamos sem saber os objetivos do alienígena e o único bônus foi a história contada pelo personagem, que não me atraiu.

    Em resumo, existe um ótimo uso da oralidade com uma narrativa que poderia ter sido melhor desenvolvida, mesmo no objetivo de fazer comédia. Boa sorte!

  9. Jorge Santos
    17 de março de 2019

    Resumo: depois de uma aparição de ovnis, homem que não sabe falar inglês pensa que o seu dia a dia continuaria igual, tentando com o seu “Portinglês” conquistar turistas. Não podia estar mais enganado e o conto narra as suas últimas horas de vida. É um conto que cruza os dois temas, de comédia e fantasia, mas sem ser particularmente brilhante em nenhum destes domínios. Há piadas interessantes pelo meio, mas o inglês alterado é usado em excesso e prejudica a leitura. Em termos linguísticos não vi grandes problemas (além dos anglicismos) e o conto tem ritmo.

  10. Anônimo
    8 de março de 2019

    Ia esquecendo de falar: ri muito na parte da terra plana ahahahhahaha

  11. Luis Guilherme Banzi Florido
    8 de março de 2019

    Boa tarrrde!

    Resumo: uma muito bem humorada história de humor com invasão alienígena. Rapaz carioca gamado em gringas, mas com uma terrível dificuldade no inglês, acaba se metendo em altas confusões com uma turminha do barulho de gringas, que na verdade são alienígenas, que na verdade são um único alien que tinha pensado no metrô.

    Comentário

    Cara, que conto engraçado! Adorei. Vamos por partes (o conto foi tão engraçado que nem sinto a necessidade de fazer piadas, como “vamos por partes, como diria jack”)

    Primeiro, a escrita é excelente! A linguagem é clara e fluida, a gramática me parece quase impecável, o texto é claro e direto e não abusa de baixo calão para o humor.

    Aliás, o humor é simples e natural, preenchendo perfeitamente a história é as situações. Parabéns. Devo dizer que é a melhor comédia que li até agora no desafio.

    O enredo me confundiu um pouco no fim. Não entendi muito bem o que aconteceu, mas isso nem me incomodou, pq eu tava bem satisfeito com a leitura. O que nao entendi bem foi pq os ovnis escolheram o Maicon, e o que a loirinha peidorreira tinha a ver com o desfecho. Mas acho que foi problema de interpretação meu.

    Também gostei muito das inserções em inglês. Caíram bem e deram um tempero no humor.

    Parabéns!

  12. Regina Ruth Rincon Caires
    7 de março de 2019

    Maicon (Michaelis Tradukka)

    Resumo:

    Maicon, garoto que morava numa cidade turística, de origem pobre, queixa-se por nunca ter conseguido aprender a língua inglesa. Era “apreciador” de estrangeiras loirinhas, mas tinha imensa dificuldade para fazer a abordagem. Então, aparecem “óvinis” com luzes azuladas no seu terreiro e em todo o mundo. Depois, acontece a cena do “flato” no vagão do metrô, e ocorre a desintegração da loirinha. Abalado, quis terminar a noite num bar e encontrou um grupo de “gringas”, beberam e programaram uma esticadinha. No caminho, foi “segregado” por “etês” e levado para o espaço sideral, e uma das “gringas” mostrava o mesmo rosto da menina desintegrada no metrô.

    Comentário:

    Um texto que mostra, “escrito”, a sonoridade sofrida da língua inglês falada sem qualquer compromisso, sem o mínimo de estudo. O autor quis mesclar a comédia com a fantasia. É uma escrita “moderna”, com fartura de gírias e palavras estrangeiras grafadas de acordo com a pronúncia. Talvez haja excesso de criatividade, mas acho que não houve liga na construção, não encantou. Li e reli, com muito cuidado.

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  13. Fernando Cyrino
    4 de março de 2019

    Meu caro Michaelis Tradukka (seu pseudônimo já é um achado). A história de um “brasileiro, profissão esperança”. Há tantas esperanças, mas a desse nosso conterrâneo nada mais, nada menos era de que “molhar o biscoito em xícaras gringas”. Morador da Lapa (até as escadarias do Vilarón apareceram), ele, sempre às voltas com as belas estrangeiras que por lá vão curtir várias coisas do que temos de melhor na boemia carioca, nunca que conseguia se chegar mesmo às estrangeiras e isto por um motivo bem prosaico. Sua língua era incapaz de interagir no “idioma universal. Isto até que acontece a invasão óvnis (olha a comédia entrando na fantasia) e tudo que sucedeu em seguida, até mesmo o peido imenso da gringa no metrô. E isto tudo destravou a língua do nosso herói, mas aí vem a segunda parte, as moças de além mares que se aproximam dele terminam por abduzi-lo. Na verdade, elas eram uma, a do metrô. Que belo sonho, que bonita fantasia, que rica comédia. Ri muito do início ao fim do conto. Uma comédia deliciosa de se ler escrita de maneira impecável. Você demonstra no conto ser possuidor de uma técnica literária excelente. A trama é criativa e rica e o impacto bem alto. Parabéns.

  14. Matheus Pacheco
    3 de março de 2019

    RESUMO: Um conto de comédia que narra o cotidiano de uma pessoa que não conseguia falar outras línguas além do português, onde tudo acontece, desde um contato acreano alienígena até a situação desconfortável dos metros lotados.
    Comentário: Como sendo um conto de cotidiano não fugiu muito da fórmula dos contos de cotidiano como estar em primeira pessoa, escrever do jeito que se fala e tudo mais, mas é muito divertido em diversos aspectos da comédia porquê não fica forçando a piada, tudo é feito de maneira espontânea e leve.
    Um ótimo conto e um abraço.

  15. Givago Domingues Thimoti
    1 de março de 2019

    Maicon
    Caro(a) autor(a),

    Desejo, primeiramente, uma boa primeira rodada da Liga Entrecontos a você! Ao participar de um desafio como esse, é necessária muita coragem, já que receberá alguns tapas ardidos. Por isso, meus parabéns!

    Meu objetivo ao fazer o comentário de teu conto é fundamentar minha nota, além de apontar pontos nos quais precisam ser trabalhados, para melhorar sua escrita. Por isso, tentarei ser o mais claro possível.

    Obviamente, peço desculpas de forma maneira antecipada por quaisquer criticas que lhe pareçam exageradas ou descabidas de fundamento. Nessa avaliação, expresso somente minha opinião de um leitor/escritor iniciante, tentando melhorar, assim como você.

    PS:Meus apontamentos no quesito “gramática” podem estar errados, considerando que também não sou um expert na área.
    RESUMO: “Maicon” é um conto em primeira pessoa que conta a história de um carioca com um péssimo gosto de time (se não tivesse falado mal do Flamengo, era um cinco fácil… Agora vai ficar no cheirinho), que assiste em primeira mão a chegada dos aliens ao nosso polêmico Planeta Terra.

    IMPRESSÃO PESSOAL: Poxa, adorei esse conto. Tem um clima leve, gostoso, descontraído… Resumindo, a atmosfera ideal para um conto humorístico. Maicon me lembrou bastante o retrato do malandro carioca, o cara que quer se dar bem, mas sem passar ninguém para trás.

    ENREDO: O enredo é muito bem desenvolvido, recheado de quebra de expectativas, com bastante cenas engraçadas e um personagem hilário
    GRAMÁTICA: Sinceramente, não fui capaz de encontrar erros gramaticais.
    PONTOS POSITIVOS:
    • Um conto humorístico de extrema qualidade, com todos os aspectos necessários ao humor em um altíssimo nível.
    PONTOS NEGATIVOS
    • Falou mal do meu time. (só para não deixar vazio)

  16. Fabio D'Oliveira
    28 de fevereiro de 2019

    O corpo é a beleza, a forma, o mensurável, o moldável. A alma é a sensibilidade, os sentimentos, as ideias, as máscaras. O espírito é a essência, o imutável, o destino, a musa. E com esses elementos, junto com meu ego, analiso esse texto, humildemente. Não sou dono da verdade, apenas um leitor. Posso causar dor, posso causar alegria, como todo ser humano.

    – Resumo: Maicon só pensa em uma coisa: pegar as gringas gostosas. Mesmo quando um fenômeno surpreendente abala o mundo — a visita de OVNIS extraterrestres reais —, ele continua pensando nisso. Um dia, no metrô, depois de uma passageira peidar na frente de todos, presencia sua desintegração e a indiferença das pessoas. Percebe, então, que algo estranho está acontecendo. Abalado, num bar, encontra quatro gringas e logo esquece tudo que aconteceu. Achando que estava se dando bem, conseguiu sair com elas. Acredita que iria se dar bem, porém, era tudo uma armadilha. Assim acaba a história, com Maicon sendo abduzido e constatando que a Terra era plana.

    – Corpo: Esse texto está escrito de forma impecável. Aparentemente, nenhum erro, desenvolvimento da trama impressionante e certo carisma no estilo. Sobre esse último aspecto, ele tende um pouco para a neutralidade, no que se diz respeito à construção textual, sem muitos floreios, sem poesia; apenas frases bem construídas e palavras bem aplicadas. O carisma está na desenvoltura do personagem-narrador, talvez. Não sei. E observei uma coisa que me incomodou muito e atrapalhou a leitura, cujo tropecei várias vezes e até me perdi. A repetição de ideias. Os três primeiros parágrafos, por exemplo, é sobre a dificuldade de Maicon em falar Inglês. Só isso. Não costumo apreciar isso, pois passa a sensação que o autor queria encher linguiça. No caso do seu conto, acho que é um pouco disso e tentar encaixar trechos de comédia, como a parte do rastafári e a blitz. Sei que há quem gosta desse tipo de escrita, cheio de voltas. O conto está bem polido, porém. Parabéns por isso!

    – Alma: Pessoalmente, não curti a história. Achei que deixou o conto cansativo, pois ela é, em essência, pequena e simples. E talvez você achou necessário deixá-la mais atrativa, com as repetições de ideias e afins. Infelizmente, não funcionou comigo. De fato, o enredo está bem desenvolvido. O personagem parece crível. A narrativa também. É até interessante, parando pra refletir depois da leitura. Acredito firmemente que foi a forma como você escolheu contar essa história que não se encaixou com meu gosto pessoal. Não vejo defeitos técnicos e objetivos.

    – Espírito: O conto, certamente, tem uma pegada voltada para comédia. Não sei se você tentou incluir elementos de fantasia com a inserção dos alienígenas, mas vejo isso muito mais como ficção científica. O humor desse texto foi ineficiente para mim, não foi engraçado nem divertido. Friso: pra mim! Vou me repetir, você escreve muito bem, tem uma desenvoltura muito grande no desenvolvimento e narrativa. Tem futuro na área, com certeza. E mesmo que escreva apenas por prazer e não se arrisque no ramo profissional, seus trabalhos serão de grande apreciação.

    – Conceito: Prata!

  17. Rafael Penha
    27 de fevereiro de 2019

    RESUMO: Carioca malandro com uma queda por gringas e com um peculiar inglês se vê em meio a um fenômeno alienígena inexplicável. Após isso, coisas estranhas passa a lhe acontecer até sua derradeira abdução.

    COMENTÁRIO: Carioca como sou, pude farejar desde início a regionalidade do conto. A história é curta, rápida, mas foi preenchida pelos maneirismos e malemolências do protagonista, dando um quê de crônica ao conto. Não achei exatamente engraçado, mas sem dúvida, é bem-humorado e divertido. A leitura é fácil e convidativa, mas a história em alguns momentos me pareceu um tanto desconjuntada. Vai de crônica carioca bem-humorada à mistério sci-fi, o que me deixou um pouco desnorteado. O inglês singular de Maicon é o ponto forte da narrativa a meu ver, bem colocado e divertido, em meios aos esforços do rapaz. O final, apesar de interessante, me pareceu abrupto, mas de eu ter gostado da forma como foi descrito.
    Gostei do conto, mas faltou mais enredo.
    Um abraço!

  18. Antonio Stegues Batista
    25 de fevereiro de 2019

    Maicon- conta a história de um rapaz que passa a falar inglês, depois de um OVNI sobrevoar a casa dele. Ele encontra algumas mulheres estrangeiras e sai com elas, no caminho é abduzido por uma nave e lá dentro encontra a “mulher de seus sonhos”.

    O enredo é muito simples como revela o resumo acima. Nada de espetacular. Tem partes no texto desnecessárias, muitas palavras e pouco conteúdo. O autor usou dois parágrafos para falar do peito dentro do trem. Não precisava de tanta explicação. Precisava mostrar que foi engraçado, mas não precisava tanto. Acho que a graça na linguagem foi fraca. A transcrição do inglês para o português, daquele modo, não me fez rir. Não houve cenas engraçadas na história, com exceção do peido no vagão, o resto foi uma narração tentando mostrar graça. Apesar de tudo, a escrita é muito boa. Boa sorte no próximo tema.

  19. Angelo Rodrigues
    21 de fevereiro de 2019

    Caro Michaelis Tradukka,

    Resumo:
    história de um pobretão que não sabe nada além do português, que deseja traçar algumas gringas e acaba nas mãos de étês do outro mundo.

    Avaliação:
    gostei do conto. A leitura não traz dificuldade, salvo nos momentos de decifração do ingrês do sujeito.
    Um misto de fantasia com humor bem arrumado com passagens bastante legais.
    O conto tem a capacidade de localizar bem os personagens, sua ambientação é boa e tem boa verossimilhança, mesmo quando fala de étês do outro mundo.
    Não encontrei nada na escrita que me confundisse ou dificultasse a leitura.
    Parabéns e boa sorte na Liga!!

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Informação

Publicado às 17 de fevereiro de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 1, Série A e marcado .