EntreContos

Detox Literário.

A Fantasia de Carnaval de Pedro (Gabriela Brahim)

O Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina 
E é sua sina chorar na ilusão em vão, em vão

 

Um simples baile de Carnaval. Um animado e divertido baile de Carnaval. Pedro achou que, quatro meses após o fora dantesco que levara de Paloma, poderia dar-se ao direito de aproveitar a festa no clube de todos os anos. O mesmo em que passara suas primeiras matinês na infância, em que conhecera e pela primeira vez beijara sua morena tão querida. A morena que não lhe deixara nem saber por que estava sendo abandonado. Ah, o Carnaval de todos os anos – e que, em todos eles, sempre fora sua festa preferida. Mas não, esse Carnaval não reservara animação nem diversão – pelo menos não para Pedro. Porque sua musa maldita estava lá.

Foi só abrir a porta do enorme salão, com decoração preto-e-branca inspirada no Carnaval veneziano, e esbarrara com ela. Paloma, em um vestido vermelho de melindrosa, segurando um copo de coquetel. Deslumbrante com os longos cabelos negros jogados de lado. Pedro fingiu não vê-la, por não saber como reagir à força que aquela mulher ainda exercia sobre ele. Sabia que fora estupidez ir, justamente, ao clube em que ela ia todos os anos. Talvez, não estupidez, fosse uma vontade inconsciente de vê-la, ainda que de longe. Talvez, ousado otimista que era, conservasse um quê de esperança naqueles olhos ansiosos. Naqueles olhos que fingiram não ver a mulher mais linda do salão – mas, encantados, viram-na!  Dirigiu-se à mesa do fundo do salão, a mais próxima da saída dos garçons. Pressentia a necessidade de bebidas para agüentar aquela noite.

Tiago e João já estavam sentados lá, conversando animadamente. O primeiro de sultão, o segundo de mágico. Fizeram sinal para que ele sentasse também:

– Ó o Pedroca aê, gente! – Tiago já passara, obviamente, do seu limite etílico. E ainda eram apenas 22h. Típico dele. – O garçom ta liberando aquelas mais geladas pra cá, rapaz. Fizemos amizade com o sujeito!

– Valeu, Tiagueira. Vou querer aquela caipirinha mesmo. – sentou, e suspirou. Ouviu que a banda tocava uma antiga marcha sobre Pierrot e Colombina. – É a banda do ano passado, né?

– É sim. A galera gostou… O baile do ano passado bombou, né. Foi o melhor. – João afirmou, enquanto os outros dois concordaram. João estava sempre sóbrio, o único do trio. Por isso, seu veredicto sobre qualquer evento era tomado como verdade incontestável. – A loira ali, Tiago! – Indicou com a cabeça uma moça deslumbrante fantasiada de havaiana, sentada na mesa à frente, que sorria para Tiago. Ele sorriu de volta e os amigos fizeram sinal com a cabeça para ele ir falar com a garota. Ele deu um tapinha de agradecimento nas costas de João e foi.

– Pedroca, sabe quem ta aqui? – e, sem dar tempo para algum palpite, o próprio João respondia – A Isaurinha, que morava no final da sua rua, lembra? – era uma animada ex-vizinha da terceira idade que Pedro considerava quase uma mãe.

-Lembro, lembro. Geraldo veio? – era o filho de Isaura, amigo dos meninos.

– Veio, veio. O Armando também, voltou dos States mês passado. Ta aí fantasiado de pirata. Viu?

Armando havia estudado com eles no ensino médio. Famoso playboy da cidade: boa-pinta, riquíssimo, farreador e mulherengo. Há tempos Pedro não o via pessoalmente – nem ao menos sabia de sua viagem ao exterior. E comentou isso com João:

– Nem sabia que ele tinha ido.

– Você passou os últimos meses trancado em casa, rapaz. O Armando mandou chamar todo o mundo pro churrasco de despedida antes de ir, lembra?

– Não lembro. – E comentou, com um fingido e inconvincente desinteresse, direto ao tema que de fato lhe interessava – A Paloma tá aqui. Mundo pequeno, né?

– Pequeno, nada. Ela vem todos os anos, rapaz. Você sabe disso, ué! – O garçom servira uma porção de batatas fritas e aquela urgente capirinha. Pedro, por saber que João estava certo, não sabia o que responder: tomou um gole da bebida.

A banda agora tocava uma marcha animada. Tiago e a loira havaiana cantavam e gargalhavam enquanto dividiam um coquetel. Tiago tinha um talento inquestionável com o sexo oposto. Uma ponta de inveja invadira Pedro. Tiago não perderia uma mulher como Paloma. (E quem perderia?) Alguns minutos de conversa e ele estava se divertindo com a havaiana, e ela o puxara para dançar entre confetes e serpentinas, e a noite deles parecia ser só o início daquele amor de Carnaval…

– Bonita, né? – elogiara João, indicando a loira de Tiago com os olhos.

– É, é. – Pedro concordara sem entusiasmo. E, por falar em beleza, onde estaria Paloma? Varreu com os olhos o salão. Entre as mais bizarras fantasias, procurava sua (?) melindrosa.

– Procurando a Paloma, cara? – João parecia ler seus pensamentos. Ah, os amigos de infância! Que livre acesso eles têm aos nossos devaneios mais indesejados… – Se você ainda não superou, levanta aí e corre atrás!

– Já corri atrás, cara. Não deu.

Pedro suspirou. Lembrou as palavras de sua ex, no fatídico dia do término: “Não, não dá mais. Eu não quero mais saber desse mal-me-quer, Pê. Eu tô precisando viver um amor, mas assim… um amor diferente.” Balançara a cabeça como que para afastar a lembrança ainda pungente.

– Às vezes acho que ela não percebia o quanto eu gostava dela, Jão. Outras vezes acho que eu é quem não conseguia demonstrar mesmo. No fim, Paloma não achou que eu merecia uma explicação.

-Mas talvez ela ache que você mereça outra chance, cara. Sei lá. Às vezes ela só ta esperando você ir atrás…

Suspirou. Agarrara-se obstinadamente, nos últimos quatro meses, a essa esperança cada dia mais ilusória. Vã. Buscou-a mais uma vez com o olhar pelo salão. Pelo visto, aquele insistente otimismo, inconfessável, que ardia em seus olhos, merecia ser reconsiderado. Porque Paloma já encontrara o “amor diferente” que alegara procurar. Nos braços de um pirata. Do Armando dos States.

– João, acho que eu preciso de mais uma bebida.

E o Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina 
E na esquina se mata a beber pra esquecer, pra esquecer

– Pedro, é Carnaval! – João tentara consolá-lo, ao perceber que Pedro não tirava os olhos da melindrosa e do pirata. Daqueles beijos, aquelas mãos entrelaçadas, da dança lenta, da cabeça da melindrosa encostada no ombro do pirata. – Já que a Paloma ta lá, feliz, é pra você seguir em frente também!

– Dá não, rapaz. Como é que eu fico aqui olhando um negócio desses?

Get over it!

– Ta falando inglês que nem o Armando dos States agora, é?

– Rapaz, você é louco. Deixa disso.

– Eu sei, eu sei, eu sei. – Pedro não sabia direito o que ouvia nem o que dizia. A banda, agora tocando uma marcha lenta, embalava a coreografia romântica dos casais. De Tiago e sua havaiana, de Paloma e seu Armando. De Pedro e mais uma dose de bebida. Sua fantasia de Carnaval, de que talvez pudesse terminar a noite dançando com a morena, parecia agora embaraçosamente ingênua. Como acreditara nessa quimera?  “O monstro de olhos verdes”, como Shakespeare definiu o ciúme, parecia muito mais literal do que mera metáfora. Esse monstro cruel atendia pelo nome do pirata cujos olhos, ironicamente, eram verdes mesmo: esperança. Os de Pedro, negros: luto. À esperança morta, mais um gole!

– Por que esse playboyzinho idiota voltou pro Brasil?

– Sei lá.

– Devia ter ficado nos States. Voltar aqui pra pegar a minha mulher…

– Pedroca, faz quatro meses que ela não é mais sua mulher. Pára com isso, levanta a cabeça! – João ainda se esforçava inutilmente para animá-lo. Com todos os clichês possíveis, passando muito longe de apaziguar realmente alguma dor. Aquelas frases feitas de força, superação, incentivo. Pedro tomou o último gole da bebida e bateu o copo na mesa, fazendo-a estremecer e quase quebrando o inocente objeto.

– Você não me disse pra ir atrás dela, pra eu tentar mais uma chance? Se eu tivesse ido, era mais um fora dela.

– Mas agora ela ta lá com o pirata, então deixa ela pra lá e curte a festa!

– Deixa de ser bobo, Jão. Não dá pra ficar bem assim. Não hoje. Dá não. Vou pra casa.

– Rapaz, cê pagou 70 reais na porcaria do ingresso e não vai ficar por causa da Paloma?

– Não quero, brother. Sério.

João parecia quase tolo, sugerindo que ele esquecesse a moça em questão de segundos, que ficasse naquele ciclo alternativo do inferno de Dante mesmo sabendo que não teria mais seu anjo… Ah, essas incompetentes consolações! Tão bem-intencionadas, tão tolas, tão vãs… João não entendia: existem coisas que um homem simplesmente não consegue agüentar. Mais um segundo de Paloma e Armando era demais para a esperança recém-morta de Pedro. Ele precisava ir pra casa velar essa brava companheira.

– Quer carona? – João ofereceu, já tirando do bolso as chaves do carro.

– Fica aí. Aproveita a festa. Ligo pro taxi.

– Eu te deixo depois volto. Vou ficar pro banho de mar à fantasia.

– Então, vamos. Faz favor.

João teve a gentileza de não puxar assusto durante os 10 intermináveis minutos de trajeto. Pedro, intimamente, sentia-se grato por esse silêncio. Talvez João não conseguisse compreender aquela espécie de luto pelo amor que, agora era sabido, não renasceria das cinzas. Ah, não, não compreendia. Mas era um amigo leal. Era alguém que se importava com ele. Suas vãs frases de consolo revelavam isso. E, nas atuais circunstâncias, qualquer amizade seria recebida com delicadeza pungente, grata.

– Valeu, cara. Mesmo.

– Fica bem aí, Pedroca. Vê se melhora esse ânimo pro baile de amanhã. – João estacionara o carro em frente ao prédio do amigo e destravava as portas do carro.

Pedro sorriu forçadamente, sabendo que não atenderia ao pedido do amigo, e subiu apressadamente as escadas até o segundo andar. Trancou a porta do pequeno apartamento e, sem acender nenhuma luz além do corredor, abrira a geladeira pra pegar uma cerveja. Misturada à caipirinha que tomara no clube, isso certamente pioraria a ressaca do dia seguinte. Que se dane, pensou ele. Passaria mal, mas ao menos teria uma desculpa para não ir ao segundo dia de baile. Ótimo. Talvez devesse mesmo esquecer Paloma. Talvez, e muito provavelmente, não conseguiria. Sentou-se ao sofá para beber. Caipirinha. Cerveja. Havia mais algo estranho na mistura em sua língua. Sal. Ah, eram aquelas lágrimas salgadas manchando sua maquiagem perfeita de Pierrot!

E o Pierrot só queria amar
E dar um basta a esta dor já sem fim
Mas Colombina trocou seu amor por Arlequim
E o Pierrot chora! 

72 comentários em “A Fantasia de Carnaval de Pedro (Gabriela Brahim)

  1. Fil Felix
    4 de outubro de 2014

    Apesar da história contínua e fluída, achei ela por ela mesmo, sem grandes atrativos. Quase certo que a maioria já tenha passado por isso (eu mesmo, inúmeras vezes), de estar no mesmo local que alguem que goste e se sentir mal. Mas acho que isso não foi o suficiente pra criar uma ligação com o leitor, até porque não acontece nada de surpreendente.

  2. Lucas Almeida
    4 de outubro de 2014

    Muito bacana seu texto, tem clima, tem história, e não precisou usar de rebuscar então, o que fez brilhar ainda mais seu texto. Porém achei que poderia ser pouco menor. Parabéns! 🙂

  3. Alana Santiago
    4 de outubro de 2014

    Olha, parabéns! Mais um conto do qual gosto muito, que apesar do tamanho não senti quando cheguei ao final. Senti algo sim, aliás: tristeza por ter terminado. Queria mais um pouquinho dessa galera, rs. Pra mim, com final ou sem final, funcionou, sim, muito bacana de ler! 😉

  4. Eduardo Barão
    4 de outubro de 2014

    Gostei bastante. O texto é bem escrito e muito acessível, os personagens são críveis e a ausência de um clímax não compromete a qualidade aparente. O final me pareceu bem palpável, pois reproduz a vida como ela é: nem todos os nossos problemas são solucionados e nem todos os nossos desejos se dissipam num mar de realizações e contentamento. Até confesso que fiquei com um gostinho de quero mais ao findar a leitura.

    Resumindo: Ótimo conto. Parabéns.

  5. Eduardo Selga
    3 de outubro de 2014

    Percebe-se nitidamente, na construção do texto, que a autora preocupou-se com dois aspectos importantes na ficção, quais sejam, a verossimilhança e o esmerilhamento formal, logrando êxito em boa medida. Quanto ao segundo aspecto, ressalte-se, por “esmerilhamento” não estou a me referir ao preciosismo vocabular, típico de um beletrismo parnasiano e arapuca na qual novos autores podem cair facilmente. Refiro-me àquela busca do autor pela expressão adequada à intencionalidade, o que costuma ser, certas vezes, uma angústia para o criador.

    Quanto a essa procura a autora foi feliz, muito embora tenha usado o pretérito mais-que-perfeito de modo exagerado na parte inicial do conto. A questão é que esse tempo verbal, na oralidade, é praticamente inexistente, pois os brasileiros preferem usar o verbo composto (“havia levado” ao invés de “levara”; “havia passado” em lugar de “passara”). Daí decorre que quando o leitor se depara com um texto no qual o mais-que-perfeito é abundante ele considera um tanto anacrônico. É uma questão de recepção textual. Ademais, é preciso observar um aspecto importante em qualquer tempo verbal, quando da construção escrita: a sonoridade. A repetição de “ARA” é cansativa. Como também seria com os sufixos dos imperfeitos (“AVA” e “IA”) e de outros casos. Ou seja, é preciso dosar a sonoridade para evitar a exaustão do leitor. Ao se fazer essa dosagem, entretanto, é preciso tomar cuidado para não se incorrer num outro erro comum em autores iniciantes, não verificado neste texto de modo relevante: a mescla de tempos verbais, que, em alguns casos, é inadmissível. Resumo da ópera, é preciso cadenciar os verbos, mas não misturar seus tempos. Como se faz isso? Domínio vocabular.

    A busca pela verossimilhança chama a atenção. Se o narrador apresenta domínio da norma ao apresentar a estória, os diálogos dos personagens estão escritos de maneira a lembrar a oralidade. E não apenas morfologicamente (“Valeu, Tiagueira!”), mas também sob o aspecto sintático (“Lembro, lembro.” ). Justifica-se essa diferença formal no trato com as palavras o fato de os personagens serem jovens e, portanto, com uma linguagem particular e, de um modo geral, longe do erudito demonstrado pelo narrador no já mencionado mais-que-perfeito e na menção a Dante e a Sheakspeare. Temos nesta narrativa, portanto, vozes que claramente se posicionam em dois campos discursivos opostos quanto ao “lugar da elocução”.

    Apesar de ser uma exigência de muitos leitores inseridos na sociedade do espetáculo, a existência, no conto, de surpresas e reviravoltas mirabolantes não são de modo nenhum uma exigência para que o texto ficcional tenha qualidade. O conto pode, sim, abordar um aspecto absolutamente banal da vida (como em Missa do galo, de Machado de Assis), pode ter tons pastéis ao invés do colorido ou do vermelho-sangue, desde que exista alguma singularidade, ou seja, aquele detalhe que raramente a média das pessoas percebe em cenas cotidianas. E é esse traço particular que se apresenta em A fantasia de carnaval de Pedro, em seu final. A cena só aparentemente é banal, o protagonista chorando por causa de um amor contrariado. Banal se fosse a moça a chorar. O que temos ao fim é a confissão da fragilidade masculina diante de emoções com as quais não se consegue lidar direito. Mas, eis o detalhe, uma confissão para si mesmo (como costumam ser as confissões masculinas), não uma constatação externa ao personagem.

    Certamente por causa da pouca experiência com a prosa ficcional, faltou ousadia na construção do intertexto. Não me refiro diretamente à música do grupo Los Hermanos, usada pela autora, mas sim à tríade da Commedia dell’Arte, Pierrot, Colombina e Arlequim. A autora optou por uma atualização desses personagens, quando poderia, por suas boas qualidades de narradora, tentar um salto maior. No conto, Pedro com seu amor e sua lágrima é o Pierrot, Paloma a Colombina (“Paloma” significa “pomba” e “Colombina” remete à ordem a que pertence esse pássaro, “columbiformes”) e Armando o Arlequim. Se este é amoral, segundo uma das versões da Commedia dell’Arte, aquele é um “pirata” “farreador e mulherengo” .
    De tudo isso resulta um bom conto, preocupado ao mesmo tempo em descrever e narrar, mostrando que a autora, soltando as amarras naturais e se familiarizando com a narrativa ficcional, pode enriquecer-se.

  6. Andre Luiz
    3 de outubro de 2014

    Comunguei das emoções de muitos dos leitores que comentaram aqui acerca deste conto. Pedro, coitado, é um personagem sofrido. Algo que me fez criar certa afinidade com ele, de tal forma que, ao final do texto, eu fiquei com gostinho de quero mais na mente. Quem sabe não sairia uma parte dois? Eu esperaria ansiosamente, juro! Parabéns pelo texto!

  7. tamarapadilha
    3 de outubro de 2014

    Olá. Achei o conto bem ambientado, bem descrito e bem escrito, só que causou-me estranheza o fato de em alguns lugares eles usarem algo mais… caipira não seria a palavra certa, mas algo no estilo como quando dizem “cê” para você, e em outros lugares usarem expressões como brother. Sei lá, só uma cisma minha. Boa sorte.

  8. felipeholloway2
    3 de outubro de 2014

    O clima todo do texto estava me lembrando muito o de “Bandeira Branca”, meu terceiro conto favorito do Luis Fernando Verissimo. No geral, houve altos e baixos, mas muito mais altos. A escrita é madura, os personagens e diálogos são, em sua maioria, construídos com sobriedade, quase não há excessos. Há sacadas interessantíssimas, como a retextualização da cor dos olhos do monstro do ciúme, seguida pela contraposição do luto assinalado prelo preto dos olhos do protagonista. O curioso é que, apesar de não haver um clímax propriamente dito, o conto não me pareceu incompleto. Neste sentido, lembrou muito o Fazendo a Barba, entre outros do Luiz Vilela: o recorte de um momento quase banal que, no entanto, parece demarcar o fim definitivo de uma fase da vida.

  9. Edivana
    3 de outubro de 2014

    O que de fato me agradou do texto todo foram as linhas finais, antes da introdução da música. “Sal”. Não cheguei a sentir empatia por ele, nem por sua dor, mas a questão do ciúme, triste e tão real quanto respirar.

  10. Fabio D'Oliveira
    3 de outubro de 2014

    Não consegui gostar muito. A história é simples e bem desenvolvida, com cenário visual e personagens vivos, mas achei o protagonista um bundão, por assim dizer. Não consigo gostar desse tipo de conto, haha. Mas está muito bom, pode ter certeza disso! Parabéns.

  11. Thiago Mendonça
    3 de outubro de 2014

    Fantástico conto. transmite muito bem as dores de um amor jovem e as amizades. Simplesmente adorei!

    Parabéns e boa sorte!!

  12. rubemcabral
    30 de setembro de 2014

    Gostei do texto: os diálogos estão bons, as personagens estão bem críveis, a narração é boa também.

    Belo final agridoce…

    • Ana Terra
      30 de setembro de 2014

      Muito obrigada pela leitura e pelos gentis elogios, Rubem! 🙂

  13. pisciez
    29 de setembro de 2014

    Técnica impecável. Excelente fluência, poucos ou nenhum erro. Gostei de ler o texto, mas…

    O que eu tenho visto muito nos contos do desafio é que as pessoas têm se dedicado tanto a fazer um texto que esteja alinhado com a música que esquecem de introduzir conteúdo. O texto está muito bom, mas peca como um conto por que não tem clímax.

    O clímax do conto não precisa ser uma reviravolta colossal no enredo, mas deve ser alguma coisa. Muita gente esquece que conto tem final. Esse gostinho de quero mais que fica no final do seu texto é até interessante mas eu prefiro um final contundente. Qualquer final. Sério.

    Esse conto tinha bastante potencial. Personagens interessantes, que chamam o leitor a se identificar com um deles. Foi fácil para mim, por exemplo, me identificar com o Pedro por que já passei por situação semelhante (arrisco dizer que muitos de nós já passaram). Cheguei a sentir raiva da Paloma e ciúmes dela com o Armando! Isso é bom demais. Textos assim que nos fazem mergulhar na história são muito bons mas… cadê o final?!

    • Ana Terra
      29 de setembro de 2014

      Obrigada por sua leitura, elogios e sugestões – espero trazer um texto melhor no próximo desafio. E fico muito feliz que minha escrita tenha te transmitido essa identificação! 🙂

  14. Carolina Soares
    28 de setembro de 2014

    Olá,

    a leitura de seu conto foi muito agradável, os personagens bem construídos e a trama se desenvolveu bem. Ao contrário de outros, não achei o texto simples demais, acredito que a simplicidade dos diálogos casou perfeitamente com a situação descrita. Boa sorte no desafio!

    • Ana Terra
      29 de setembro de 2014

      Muito obrigada pela gentileza dos elogios, Carolina! 🙂

  15. Camila H.Bragança
    28 de setembro de 2014

    Prezada colega

    Vossa narrativa singela ajustou-se perfeitamente com a epígrafe. Vosso personagem supôs que a vestimenta – tempo decorrido -, pudesse proteger o íntimo, todavia, a fragilidade humana acerca dos sentimentos mortificam Pedroca. Vosso prólogo é delicioso de ler, as conversas usuais são perfeitamente críveis e o final poético sensibiliza o receptor/leitor. Bom trabalho.

    • Ana Terra
      29 de setembro de 2014

      Obrigada pela leitura e pelos gentis elogios, Camila. 🙂

  16. Gustavo Araujo
    27 de setembro de 2014

    Gostei MUITO deste conto. É um dos meus favoritos neste desafio. Escrito de forma simples, direta, sem rebuscamento e em perfeita gramática. Algo difícil de acontecer. Adorei os diálogos cuja simplicidade cotidiana se contrapõe à filosofia que carrega o narrador onisciente.

    O autor conhece o idioma da molecada — nada me pareceu forçado ou fora de propósito — de forma que toda a conversa soou natural. Me senti uma mosca mesmo, testemunhando a dor do Pedro. Ah, e essa dor, então… Quem nunca? Lembrei dos meus tempos de menino-se-achando-homem, remoendo o ciúmes pelas garotas da escola que jamais souberam da minha existência (tá, nem foram tantas assim).

    O conto me transportou com muita honestidade para a adolescência. Por isso gostei tanto. Uma viagem da melhor qualidade. Até peço desculpas a quem está lendo este comentário, e achando que eu exagero. Talvez eu esteja exagerando mesmo, admito, mas não é sempre que a narrativa que se lê consegue essa façanha de refletir exatamente o que se passa na sua cabeça.

    E os amigos, então? “Que livre acesso eles têm aos nossos devaneios mais indesejados” — matou a pau! É exatamente o que eu penso.

    Olha, parabéns. Me identifiquei com muita coisa aí — e olha que nem gosto de carnaval — tanto no que diz respeito à história em si (as relações, quero dizer), como no que se refere à maneira de escrever.

    Bom demais. Obrigado.

    • Ana Terra
      29 de setembro de 2014

      Que honra ler um comentário desses! Fazer um leitor sentir algo assim já vale a escrita… Muito obrigada, Gustavo! 😀

  17. williansmarc
    27 de setembro de 2014

    Olá, gostei do conto. Os diálogos ficaram bons e as gírias utilizadas caíram perfeitamente na cena, só não usaria aquele “Get over it!”, ficou um pouco fora de contexto.
    Também gostei muito do final, mais rotineiro e menos dramático, nem toda estória precisa ter uma morte ou suicídio no fim para causar impacto.
    Algo que me incomodou no começo, foi a apresentação de vários personagens em sequencia, todos foram bem utilizados, mas fiquei meio perdido até o inicio da conversa entre Pedro e João.
    Uma pequena revisão também seria aconselhável para, por exemplo, evitar trocar “assunto” por “assusto”.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Ana Terra
      29 de setembro de 2014

      Muito obrigada, Willian, por sua leitura, elogios e sugestões! 🙂

  18. rsollberg
    26 de setembro de 2014

    Um conto gostoso de se ler. Um retrato do cotidiano, o dissabor do dia-a-dia.

    Gostei muito deste trecho “Como acreditara nessa quimera? “O monstro de olhos verdes”, como Shakespeare definiu o ciúme, parecia muito mais literal do que mera metáfora. Esse monstro cruel atendia pelo nome do pirata cujos olhos, ironicamente, eram verdes mesmo: esperança. Os de Pedro, negros: luto. À esperança morta, mais um gole!”, acho que foi de uma construção de felicidade rara.

    Penso que algumas partes do diálogo não soaram naturais, tendo em vista a proposta do conto. Mas só penso…rs

    A narrativa me lembrou, ainda que de modo distante, a da Fernanda Torres em “fim”, só que a sua um pouco mais limpa e menos densa.

    Parabéns e boa sorte no desafio

    • Ana Terra
      27 de setembro de 2014

      Muito obrigada pela leitura, elogios e sugestões!
      Não conheço a obra de Fernanda Torres, vou procurar! 🙂

  19. Felipe Moreira
    26 de setembro de 2014

    Um texto bem agradável. Fiquei satisfeito com a leitura. A narrativa flui muito bem e a história não tem muitos balanços a não ser o drama do Pedro. Mais ou menos na metade, quando Pedro acumulava raiva do novo romance de Paloma, cheguei a pensar na possibilidade de um desfecho mais sombrio, como um crime passional. De todo modo, eu gostei dele assim, muito mais comum e palpável, retratando perfeitamente essa fase do jovem quando ainda não compreende o amor.

    Parabéns pelo seu trabalho e boa sorte no desafio. =)

    • Ana Terra
      26 de setembro de 2014

      Obrigada pela leitura e elogios, Felipe! Senti que você entendeu EXATAMENTE o que eu quis passar: parabéns e obrigada por isso! (risos)

  20. Swylmar Ferreira
    25 de setembro de 2014

    Conto bem elaborado, história completa, linguagem objetiva mesclando narrativa e diálogo, poucas descrições, só a personagem melindrosa.
    Como leitor o texto me pareceu superficial, faltando algo. Li rápido na esperança de ler um final surpreendente. Fica como sugestão a inserção no texto deste diferencial.
    Boa sorte.

    • Ana Terra
      26 de setembro de 2014

      Obrigada pela leitura, elogios e sugestões, Swylmar! Espero saber utilizá-los em futuros contos! 🙂

  21. Ana Terra
    24 de setembro de 2014

    Obrigada, Douglas. A intenção era essa mesmo, fico feliz que tenha funcionado com você! 🙂

  22. Thata Pereira
    23 de setembro de 2014

    Eu gosto de contos sem sobressaltos, pois mostram o quanto o autor é audacioso. A maioria das pessoas procura o clímax de um conto, mas gosto de ler coisas calmas de vez em quando e seu conto é agradável de ler. E não preciso dizer que o Pedro é um bobão, né? hahaha’

    Boa sorte!!

    • Ana Terra
      24 de setembro de 2014

      Obrigada, Thata. Pedro, pelo menos como estava em minha mente, era mesmo um personagem complexo. Despertou minha compaixão e minha raiva. Acho que isso é um bom sinal da tridimensionalidade dele (ou espero que seja – risos) Obrigada pela leitura e pelos elogios! 🙂

  23. Davi Mayer
    21 de setembro de 2014

    Gostei do conto. Evocou-me uma sensação de dar um sonoro tapa em Pedro e dizer: “Acorda homem! Vai arrumar outra mulher!” kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    E isso é legal, extrair potenciais sentimentos do leitor. Indignação, divertimento, etc.

    Teu texto é bem tranquilo, literal, sem muitas rebuscadas. Tem trechos de interiorização bem exploradas e nos momentos certos.

    Faltou alguma coisa de impacto, ou algo diferente no final, pois sabia que o mesmo iria se acabar na birita dentro de casa, e chorar o amor perdido… Tipo, subindo as escadas, uma morena esbarra com ele… ou algo do tipo. eheheheheh

    Parabéns pelo conto.

    • Ana Terra
      22 de setembro de 2014

      Muito obrigada pela leitura e elogios, Davi! Sim, Pedro despertou ao mesmo tempo minha compaixão e minha revolta! (risos)
      Agradeço também as pertinentes sugestões! 🙂

  24. José Leonardo
    21 de setembro de 2014

    Olá, autor(a).

    Seu texto é bem elaborado. Não se estende em tramas paralelas (embora eu goste de tais desvios da concisão) e nem imprime morosidade à leitura. Há pouquíssimos erros na escrita (já apontados nos comentários). O uso da base musical foi apropriado (sem exageros na inserção de versos, ainda que eu esperasse um final diferente do da música — um Pierrot mais confiante, quem sabe, ou que matasse a Colombina — algo acionado pela criatividade da inovação).

    Embora o ambiente do enredo fosse um baile de Carnaval, senti falta de palavras mais rebuscadas na narrativa. É simples demais. Claro que os diálogos são bem naturais, mas estão bem ruins (por favor, perdoe-me: é só opinião). Não precisaria acrescentar pontos filosóficos, reflexivos etc. “Contá-los de outra maneira”, isso era necessário, ou seja, reformular do primeiro ao último travessão.
    Também senti falta de um forte conflito narrativo (spoiler) — Pedro cria expectativas quanto ao baile, vê a sua “ex-Colombina” com outro, junta-se aos amigos, já está esmagado emocionalmente (embora não pudesse evitar isso) e ingere bebida. Depois, vai a reboque para casa.
    Resumindo os elementos encontrados aqui, seu texto não me cativou. Espero que o faça com outras pessoas; certamente cativará.

    Boa sorte.

    • Gabriela Correa
      21 de setembro de 2014

      Obrigada pelos elogios e sugestões tão pertinentes, José Leonardo! Serão muito úteis em próximos contos. 🙂

  25. Angélica Vianna
    20 de setembro de 2014

    Gostei do conto, apesar de não apreciar muito esse estilo, mas a narração e a estrutura ficou boa, só acho que o final poderia ser mais inovador, Parabéns e boa sorte!

    • Ana Terra
      21 de setembro de 2014

      Obrigada pela leitura, elogios e sugestões, Angélica! 🙂

  26. Pétrya Bischoff
    20 de setembro de 2014

    Gostei por ser um recorte de cena, sem se prolongar no amor e na dor e nos lamentos e blá-blá-blás que, muitas vezes, esses contos resultam. Gostei do papel do amigo em: “Era alguém que se importava com ele. Suas vãs frases de consolo revelavam isso.” Também gostei da sensação que tive de um baile estudantil, apesar de ter ficado claro que não era. Foi um conto simpático, sem mais. Boa sorte.

    • Ana Terra
      20 de setembro de 2014

      Muito obrigada pela leitura e pelos elogios, Pétrya! O papel do amigo foi construido realmente com um carinho especial: João crescia a cada reescrita. Que bom que gostou! Um abraço.

  27. fmoline
    18 de setembro de 2014

    Então, o tema em si é bem bacana, apesar de não ser novo, e foi bem abordado. O autor(a) tem bastante clareza, o que ajuda muito na fluidez. Mas, contudo, porém, não achei nenhuma reflexão que se destacasse e a história terminou sem um climax (esse segundo não tem muito problema…). Sei lá, gosto das reflexões e blás e, por não ter, não gostei muito, mesmo tendo me identificado batsnate com o tal Pierrot (situação horrorosa D:).

    Boa sorte!

    • Ana Terra
      18 de setembro de 2014

      Muito obrigada pela leitura, pelos elogios e pelas valiosas sugestões! 🙂

  28. Rogério Moraes Sikora
    18 de setembro de 2014

    Gostei do texto, bem escrito e bem elaborado. As cenas são descritas com clarezas. O mote da história é clichê, mas, como alguém disse abaixo, não está esgotado. O amor é sempre piegas e isso é que faz das histórias de amor (mesmo as que não deram certo) algo terno e cativante, como este conto. Parabéns!

    • Ana Terra
      18 de setembro de 2014

      Muito obrigada pela leitura e pelos elogios, Rogério! 😀

  29. Fabio Baptista
    15 de setembro de 2014

    ======== ANÁLISE TÉCNICA

    Achei muito bem escrito, descrevendo as cenas com clareza e criando diálogos bem naturais.
    Fiquei um pouco incomodado com o excesso de “mais-que-perfeitos”, mas acho que isso é só questão de gosto.

    – Vou querer aquela caipirinha mesmo. – sentou, e suspirou
    >>> Notei alguns deslizes com maiúscula/minúscula depois do travessão.

    – Ele sorriu de volta(…)
    >>> Repetição de “ele”

    – ela só ta esperando
    >>> colocaria um acento nesse “ta” (de “está”)

    – Get over it!
    >>> Achei meio forçado

    – Pára
    >>> Eu prefiro assim, mas esse acento não cabe mais na nova ortografia

    ======== ANÁLISE DA TRAMA

    Apesar de não ter me agradado em cheio, não achei a história tão rasa como disseram alguns colegas. Os personagens estão bem construídos, bem como suas motivações. Há uma tensão no ar durante a festa, tipo “será que ele vai atacar o pirata?” (bom, eu pelo menos fiquei pensando isso :D).

    O texto cumpre quase todos os requisitos de um conto: poucos personagens, espaço de tempo reduzido, cenário restrito.

    Só pecou na concisão.

    E no final surpreendente… (mas esse item não encaro como uma “regra”. Afinal, um bom anticlímax é muito melhor que uma surpresa forçada).

    ======== SUGESTÕES

    Tentar deixar um pouco mais conciso.

    Tirar os textos em inglês.

    ======== AVALIAÇÃO

    Técnica: ****
    Trama: ****
    Impacto: ***

    • Ana Terra
      15 de setembro de 2014

      Muito obrigada pela atenção de sua leitura e de sua análise minuciosa, Fabio. Suas sugestões, muito pertinentes, serão lembradas em futuros textos! 🙂

  30. Brian Oliveira Lancaster
    15 de setembro de 2014

    Gostei, apesar de já saber o final e ficar cantarolando a música da 1ª fase do Los Hermanos. No entanto, você conseguiu transportar para o dia a dia de forma bem convincente. Dito isso, faltou um Q à mais (mas é que não sou muito de histórias urbanas). Bem escrito, fluído e intimista.

    • Ana Terra
      15 de setembro de 2014

      Brian, a música realmente fica na cabeça. 🙂
      Muito obrigada pela leitura, pelos elogios e pelas sugestões!

  31. Claudia Roberta Angst
    15 de setembro de 2014

    Conto bem escrito narrando a história de carnaval de um Pierrot abandonado, mas conformado. Não há um clímax, mas isso não é uma crítica, já que nunca encontro esse tal ponto C nos meus contos. A leitura é agradável, sem entraves, mas o texto poderia ser um pouco mais curto. Boa sorte!

    • Ana Terra
      15 de setembro de 2014

      Agradeço pela leitura, pelos elogios e pelas sugestões, Claudia! 🙂

  32. JC Lemos
    15 de setembro de 2014

    Olá, tudo bem?

    Um conto bom e bem escrito. Fiquei com O Dia dos Namorados de Arlequim na cabeça enquanto o lia. Acho que essa atmosfera contribuiu.
    Apesar de ter achado, assim como os colegas abaixo, o conto raso, achei-o também bem agradável. Realmente não teve nada para dar um gás ou uma reviravolta, mas entendo que, às vezes, músicas são apenas retalhos do cotidiano, da vida que segue sem que nada de extraordinário aconteça.

    Enfim, no geral é um bom conto.

    Parabéns e boa sorte! 😀

    • Ana Terra
      15 de setembro de 2014

      Muito obrigada pelos elogios e sugestões, JC Lemos! Sim, esse é meu primeiro conto, então minha intenção foi justamente essa. Partir do mais simples, do mais cotidiano, e, a partir das dicas de vocês, ir agregando experiência para os próximos textos. 🙂

  33. mhs1971
    14 de setembro de 2014

    Achei o conto tecnicamente bem escrito, mas sem grandes contratempos ou sobressaltos que despertasse um interesse maior. Pelo meu gosto pessoal, detesto clichês e se é relacionado a Carnaval, pior ainda. Mas gosto pessoal não de discute, só se lamenta (o meu).
    É um bom conto para quem curte o tema.

    • Ana Terra
      15 de setembro de 2014

      Obrigada pela leitura e, principalmente, por seus elogios e sugestões! 🙂

  34. Andréa Berger
    14 de setembro de 2014

    Mais um bom conto. Gostei como desenvolveu a narrativa, o tempo certo e do enredo que, apesar de clichê, nunca se esgota. Achei interessante como relacionou a personalidade dos personagens com suas fantasias… Pedro que é resignado como Pierrot (Pedro pode ser relacionado à pedra, que combina muito com a resignação de Pierrot… foi proposital?), Paloma que quer viver algo diferente como melindrosa, Armando (mais um nome sugestivo) que “rouba” Paloma de pirata, Tiago e seu dom com o sexo oposto de sultão e o João que tenta resolver as coisas de mágico. Alguns errinhos gramaticais, mas nada que atrapalhe a leitura ou que chame muita atenção.
    Um abraço e boa sorte.

    • Ana Terra
      15 de setembro de 2014

      Obrigada pela leitura, elogios e sugestões, Andréa. (e sim, a questão dos nomes e das fantasias foi, de fato, proposital. 🙂 )

    • Ana Terra
      15 de setembro de 2014

      Obrigada pela leitura, pelos elogios e sugestões, Andréa! Sim, a relação dos nomes e fantasias foi proposital: achei que a história, por já ter um enredo simples, merecia esse tipo de cuidado. Fico feliz que tenha reparado!

  35. mariasantino1
    14 de setembro de 2014

    Ah! Gostei do lance com os olhos. O verde do ciúme e o negro do luto.
    (Comentando via cel., não dá para clicar em resposta)

  36. mariasantino1
    14 de setembro de 2014

    Olá!
    Tenho predileção pelo uso do pretérito mais-que-perfeito, às vezes tento não usá-lo, mas… sem sucesso, é coisa de gosto mesmo. Bem… A perda de um amor é melancólica mesmo, de uma forma ou de outra nosso peito acaba borrado. Gostei da tristeza do Pedroca.
    Mas… Porém, contudo, toda via… Há desacertos. Observe que a palavra Carnaval, pode ser substituida por festa, evento, baile carnavalesco… Isso auxilia a não repetição. Os nomes também se repetem muito. Não se usa mais o trema. Também algumas construções me soaram estranhas “sentou ao sofá”, eu usaria “no sofá”, “sentada na mesa”, SENTADA À MESA. Há mais, porém, esses me incomodaram mais.

    Boa sorte. Um abraço!

    • Ana Terra
      15 de setembro de 2014

      Muito obrigada pelos elogios e sugestões, Maria. Seu comentário, muito pertinente, com certeza me ajudará nos próximos contos! 🙂

      • Maria Santino
        16 de setembro de 2014

        Opa. Que fique claro. Quando falo em descrever, estou me referindo a sentimentos, estado piscologico do personagem e não características físicas. Deixe que o leitor crie a imagem na mente. Ok.

      • mariasantino1
        17 de setembro de 2014

        Oi! Passei muito tempo acordada em uma pequena viagem, portando, mil desculpas. Esta resposta é para o texto “ESCOLHAS”.

  37. Leandro Cefali
    14 de setembro de 2014

    Bem escrito, mas achei o conto longo com poucos elementos que prendem o leitor, enfim, nada que realmente surpreenda.

    • Ana Terra
      15 de setembro de 2014

      Obrigada pela leitura e pelas sugestões, Leandro. Certamente me ajudarão a melhorar os próximos textos!

  38. Lucimar Simon
    14 de setembro de 2014

    Um bom texto. Faltou algo, faltou polêmica, ações efetivas, tudo muito morno, na normalidade. Poderia ser apenas mais uma estória de carnaval e não é que é mesmo. “olha a beija-flor aí gente”, no sobe e desce a mangueira não subiu, o salgueiro não salgou, a imperatriz perdeu a coroa, a mocidade não gostou e a velha guarda que tudo sabe criticou, o texto, o carnaval e a fantasia do “Pedroca”. No carnaval tudo é festa, mas sempre tem as cinzas… Elas são cruéis. Mas esperamos o fim do mês para ver os resultados. Sendo carnaval, em Brasilia ou outro estado, nem precisa ser do senado, sabemos que acaba em pizza, todo mundo ganha e ninguém fica parado. Parabéns, boa sorte.

    • Ana Terra
      15 de setembro de 2014

      Muito obrigada pelos elogios e sugestões, Lucimar! Serão de grande ajuda em futuros contos!

  39. Gabriela Feitosa
    13 de setembro de 2014

    Está, bem escrita, mas não empolga.
    É difícil escrever sobre o tema mais batido da história dos contadores de histórias.

    • Ana Terra
      15 de setembro de 2014

      Muito obrigada pela leitura e pelo comentário, Gabriela! 🙂

  40. José Geraldo Gouvêa
    13 de setembro de 2014

    Alguns problemas de sintaxe resultando em obscuridades, como por exemplo:
    “poderia dar-se ao direito de aproveitar a festa no clube de todos os anos”. De todos os anos era a festa ou o clube?

    Além de uma irritante mistura de tempos verbais, confundindo presente e pretérito, em alguns pontos.

    Mas no geral o texto é bem escrito, apesar da história rala. Não há um enredo de verdade nesse texto. Nada realmente acontece. Parece haver alguma história escondida antes e depois da cena descrita, mas a cena em si nada traz.

    Isso me frustrou.

    • Ana Terra
      15 de setembro de 2014

      Muito obrigada pela leitura, pelos elogios e pelas sugestões! Certamente me ajudarão nos próximos contos! 🙂

  41. Anorkinda Neide
    13 de setembro de 2014

    Gostei muito!
    Uma história simples, bem executada, que dá prazer em ler.
    Parabéns!

    • Ana Terra
      15 de setembro de 2014

      Muito obrigada pela leitura e pelos elogios! 🙂

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Informação

Publicado às 13 de setembro de 2014 por em Música e marcado .