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Detox Literário.

O Primeiro Pensamento (Frank Bacurau)

russia-trilobite004dHá séculos a Ciência foi elevada à condição de instância suprema no julgamento de todas as questões humanas. Como um fruto que amadureceu nesse ambiente, Ronaldo, em sua juventude, foi um fiel depositário dessa ideologia. O reconhecimento que esperava em troca de sua fidelidade foi, contudo, substituído pelo desprezo de seus antigos colegas de universidade. Não importou o quando ele foi capaz de expressar- seguindo todos os fundamentos do método científico; não havia tolerância na Academia para com suas hipóteses sobre viagens no tempo. A demissão seguiu-se ao isolamento e, em sua raiva, ele tomou como meta provar que tinha razão.

Passadas três décadas, reconhecia que suas frustrações com a Ciência o permitiram entender que precisava buscar inspiração em outras fontes. Se por um lado os cientistas estavam certos ao afirmarem que voltar no tempo era impossível já que fatos passados desapareciam para sempre, por outro, erraram de forma miserável ao não considerarem que todo evento deixa “rastros”. Ao investigar documentos indianos milenares tais como Os Vedas e o Scrimad Bhagavatam, Ronaldo descobriu que neles, a estrutura do universo e toda sua física estavam descritas de modo preciso! Havia mais: eles afirmavam que o pensamento era uma forma de energia! As investigações também acabaram por demonstrar que a crença do “pensamento influenciando o mundo físico” era mais séria do que se poderia imaginar: pensamentos consistiam numa forma de energia passível de detecção e mensuração!

Graças a essa descoberta ele construiu um dispositivo capaz de detectar energias de pensamento e voltar até sua fonte, isto é, o passado!  Não conseguiu pensar em nenhum nome melhor que “máquina do tempo” para sua criação. Primeiro ela fora testada com objetos inanimados e finalmente com animais. A prova de que tinham voltado no tempo dava-se a partir da análise do pó ou pólen que ficasse à “cobaia” em questão. Faltava testá-la com seres humanos, o que deveria levar muito tempo para ser seguro, mas infelizmente, os acontecimentos não iriam permitir.

Há muitos anos, cientistas de todo o mundo concordaram que só havia um jeito de evitar a degradação do planeta: eliminar desmatamentos, emissões de carbono, energia nuclear e todas as formas de contaminação da Natureza.  Apesar disso, nos últimos cinquenta anos nunca foram registrados tantos terremotos, furacões, tsunamis, vulcões ativos ou incêndios espontâneos de grandes proporções. Existiam ainda estranhos relatos sobre barulhos ensurdecedores durantes muitas dessas catástrofes. Se para a maioria das pessoas isso não importava, afinal, elas continuavam levando suas vidas e acreditando que, com o tempo, as medidas de preservação fariam com que o planeta se estabilizasse (e seria possível instaurar o paraíso na Terra!). Para Ronaldo o planeta estava morrendo. Não porquê as medidas corretivas tivessem começado tarde demais. Pelo contrário, a Terra ainda não estava tão comprometida quando as mesmas foram implantadas. Sua intuição lhe dissera que havia algo mais! E que nenhum cientista fora capaz de perceber!

Semelhante aos que diante da morte dizem rever sua vida inteira num instante, a crença de que o fim do mundo estava próximo, fez Ronaldo desejar ser capaz de repassar toda a história humana para si quando chegasse a hora. Por isso, mesmo confrontado pela possibilidade de visitar qualquer época, Ronaldo não hesitou decidir-se por usar sua máquina do tempo para detectar as origens do homem, pelo menos do ser humano racional, já que rastrearia o primeiro pensamento. Apostava consigo que as primeiras energias produzidas pelo pensamento e detectadas seriam de por volta de dois milhões e trezentos mil anos, época de surgimento do primeiro ser pertencente ao gênero Homo, o Homo habilis.

Uma coisa importante revelada pelas investigações de Ronaldo foi que qualquer pensamento, sobre eventos do mundo real ou sobre fatos imaginários, geravam energia. Tentar voltar no tempo em busca de uma fantasia qualquer seria desastroso (isso provavelmente explicava o motivo de alguns animais não terem voltado das viagens de teste). Então, como saber que determinada energia de pensamento era sobre um evento histórico? Foi quando percebeu que se queria ter certeza de voltar a um cenário real, devia investigar o quanto objetos antigos tinham sido impregnados com energia de pensamento. Isso significava que algum ser racional esteve perto deles.

Claro que nenhum local reunia mais trastes antigos que um museu. Um arqueólogo que conhecera na época do doutorado era o atual encarregado do museu de História Natural da cidade. Afirmando ter criado uma metodologia de datação mais precisa que o carbono-14 Ronaldo consultou-o sobre a possibilidade de ter acesso aos artefatos de antigos homídios. Aparentemente alheio a qualquer relato sobre os dissabores acadêmicos pregressos e da área de pesquisa do solicitante, o tal conhecido aceitou o pedido com grande entusiasmo.

O museu era o maior do gênero no país, mas para o deleite de Ronaldo toda a parte de pesquisa ficava no subsolo e ele não tinha de modo algum que ficar em contato com a multidão de turistas que lotava o local todos os dias com exceção das terças, dia no qual ficava fechado para manutenção. Por isso, ele decidiu-se por chegar naquele dia. Graças ao entusiasmo de seu conhecido, uma sala foi especialmente montada para que trabalhasse com tranquilidade. Sérgio, esse era o nome do antropólogo do museu, garantiu a Ronaldo que qualquer coisa que ele precisasse, era só pedir. Sérgio dizia só fazer questão de ter acesso às novas datações que supostamente seriam obtidas.

Os dias seguintes foram dedicados ao exame de ferramentas e outros artefatos atribuídos aos Homo habilis, mas na maioria das vezes nenhuma energia de pensamento era detectada. Na tentativa de saber algo mais sobre o aparelho de Ronaldo, Sérgio usava de qualquer pretexto para ir à sala na qual este trabalhava. Numa dessas idas, trouxe uma caixa cheia de estranhas criaturas fossilizadas. Perguntado se aquelas eram novas peças a serem examinadas, o arqueólogo soltou uma estrondosa risada e respondeu que aqueles eram trilobitas, artrópodes que viveram há mais de 490 milhões de anos; portanto, muito antes de qualquer antepassado direto do Homem. Na verdade, completou, eles tinham desaparecido mais ou menos nessa época durante a primeira, de cinco grandes extinções em massa, a do Ordoviciano-Siluriano. Eram mesmo fósseis raros já que a instabilidade das placas tectônicas tinha levado quase tudo do período rumo ao centro do planeta

Ronaldo lembrou-se que estudara sobre que seu colega dizia e que naqueles períodos de extinção, a maioria das espécies vivas morreu. Embora soubesse que certamente não houvesse qualquer criatura pensante na época dos trilobitas, uma curiosidade tão inútil como a que impulsiona meninos a queimarem fios de cabelo em velas, levou-o a perguntar se podia datá-las. Seria bom para verificar os limites do aparelho, afirmou. De boa vontade Sérgio disse que a catalogação das peças podia esperar e deixou a caixa para ir cuidar de seus afazeres.

Enquanto as análises nas peças de dois milhões de anos demoravam alguns minutos, a máquina do tempo indicou uma grande quantidade de energia de pensamento no primeiro fóssil  em apenas alguns segundos! Claro que aquilo só podia estar errado! Ronaldo decidiu repetir a análise e o fez diversas vezes. Então, conferiu a máquina repetidas vezes. Nada estava errado! Indiferente ao que se esperava como “certo”, as novas mensurações confirmando a primeira!

Logo, Ronaldo percebeu que só lhe restava concluir que alguém emitiu pensamentos próximos daquele fóssil, muito antes do que se acreditava homídio estivesse vivo na Terra! Afirmando que ainda precisa avaliar mais algumas peças, ele recebeu a autorização para ficar trabalhando ao longo da madrugada. Tinha tudo o que precisa e esperaria apenas para ter certeza que ninguém mais estaria no museu para partir. Meia hora depois, ligou sua máquina do tempo e um clarão verde foi o último sinal de sua presença no laboratório.

Ronaldo abriu os olhos sobressaltado como quem acorda após cochilar um instante. Sua máquina realmente funcionava (ao menos ele não estava mais no laboratório)! À sua volta havia uma sucessão de enormes trechos de solo irregular cercado por porções de água igualmente grandes. De repente, sentiu algo raspando em suas pernas, mergulhadas até o joelho nas águas, e saltou assustado. Então percebeu que a água estava infestada de pequenos animais: dentre os quais muitos trilobitas iguais aos do fóssil! Caminhou até a terra firme. Ali, gramíneas de várias tipos eram a espécie dominante enquanto em alguns trechos também se viam pequenas plantas similares a espinheiros cujos frutos lembravam bolas de natal laranja. Um forte tremor do solo o fez cair e rolar de costas de volta para a água.

Praguejando enquanto se levantava começou a ouvir gritos humanos do outro lado da porção de terra à sua frente. Sem poder acreditar correu em direção a origem do barulho e, após superar a lama com muito esforço, chegou a uma elevação. De lá, teve a certeza que os autores dos gritos eram serem racionais, mas com certeza não eram humanos.

Um grupo com cerca de vinte ou vinte e cinco seres humanoides de pele dourada e pelo menos uma vez e meia o tamanho de um homem alto corria numa velocidade superior a de qualquer velocista olímpico. Vestiam uma roupa colante que deixava em evidência os corpos bem proporcionais. Alguns, gritavam em desespero embora nada os parecesse perseguir. No instante em que Ronaldo os viu, o grupo parou e seus membros olharam diretamente para onde ele estava! O susto de que pudesse ser atacado não se confirmou, pois da mesma forma que o viram, todos, à exceção do maior dos humanoides dourados, mantiveram sua fuga.

À distância, Ronaldo e o ser ficaram se examinando com igual espanto até que o primeiro sentiu alguém dizendo algo dentro de sua cabeça! Ele soube imediatamente que era o humanoide e, apesar de não saber o significado do que ouvia, teve a sensação de que o outro queria vê-lo longe dali. Um novo tremor, agora mais forte, fez o viajante do tempo lembrar-se que em alguns minutos a programação automática de sua máquina o levaria de volta. Disposto a tudo para conhecer as origens da vida inteligente na Terra, ignorou seu medo e correu o mais rápido que pôde até alcançar o estranho.

Quando estavam próximos, o gigante deu um passo adiante e ao mesmo tempo que o viajante ouviu dentro de sua cabeça a palavra “gondwana”, viu que ela também era proferida pelos lábios daquele ser numa aparente tentativa de reforçar a mensagem. De qualquer modo, Ronaldo continuava não entendendo. Foi então que homem dourado deu mais um passo a frente e com as duas mãos segurou com delicadeza a cabeça do estranho e fechou os olhos. Este último, por mais que tentasse, não conseguiu impedir que o gigante invadisse seu cérebro com ainda mais força do que antes.

Instantes depois, as delicadas, porém, invencíveis mãos soltaram Ronaldo por vontade própria e o gigante disse algo parecido com “vá”. Ter obtido algum vocábulo na cabeça do viajante não permitia que o ser dourado conseguisse dizer bem fonemas do idioma português; disso advinha a dificuldade em se expressar. Irritado pela ineficácia do esforço, o gigante voltou à estratégia inicial e a palavra “vá” ecoou clara na mente de Ronaldo.

Eram tantas as perguntas que não conseguia decidir-se por qual, mas diante da insistência do homem dourado Ronaldo acabou por dizer “por que?”. Como se não tivesse ouvido, o homem dourado continuava a insistir que o recém chegado fosse embora e, além do “vá”, acrescentou a palavra “fome” à suas súplicas. Enquanto permaneciam nesse cabo de guerra, mais seres dourados passaram correndo pelos dois e quando um novo tremor foi sentido, o gigante parou de falar dentro da cabeça de Ronaldo. Olhando ao redor ele andou alguns passos para a direita até uma porção de solo mais arenosos e menos encharcado. Então, com o indicador da mão esquerda, começou a desenhar no chão. Os rabiscos mostravam que alguma coisa que vivia embaixo da terra devorava gigantes e animais.

Por paradoxal que fosse, a profusão de gritos e tremores, pareciam ter anestesiado Ronaldo que não ficou assustado a ponto de sair correndo dali como esperava o gigante. Este ainda tinha seis minutos do tempo previamente programado para permanecer no passado. No mais, ele precisava descobrir como homens avançados tinham surgido num período que se acreditava não ter nenhum tipo de forma de vida complexa e o que acontecera para que nunca tivessem deixado qualquer pista de sua existência.

Indiferente às divagações do viajante e percebendo que este não iria obedecê-lo, o gigante pegou Ronaldo pela mão direita e falou dentro de sua cabeça “vamos”. Era impossível acompanhar o gigante por isso este ergueu Ronaldo como uma boneca de pano e começou a correr tão rápido quando os demais e como se sua carga não existisse. Por fim, Ronaldo foi posto no chão e avistou uma enorme redoma metálica e prateada. Ela era mais alta e maior que as construções que já vira no futuro. Aquele era o local para o qual todos, inclusive eles, estavam se dirigindo.

Quando faltavam quinhentos metros para entrarem, um grande tremor, superior a todos os anteriores, começou a partir o solo por toda a parte, fazendo inclusive, a redoma colapsar. Instantes depois, ela começou afundar no solo, contudo, o mais apavorante era que o tremor vinha acompanhado de um rugido ensurdecedor que parecia oriundo do próprio chão.

As muitas centenas de humanoides dourados que não tinham entrado nela ou escapado de ser engolidos com a redoma corriam agora em total desespero para todos os lados. Mas, pouco a pouco, aquilo que antes eram charcos com água foi cedendo espaço a um líquido que vinha das profundezas da Terra e, ao entrar em contato com alguém, o dissolvia como uma espécie de suco gástrico. Finalmente, depois de feita a digestão, o líquido e seu novo conteúdo nutritivo eram estranhamente drenados pelo solo.

Ronaldo sabia que em poucos minutos tudo seria dissolvido e tragado para as profundezas. O apavorante grito continuava sempre mais forte e, na impossibilidade de manter qualquer diálogo ele segurou no braço de seu companheiro e pensou “por que?”. Desde que todos começaram a ser mortos este último tinha permanecido alheio assistindo o fim. Ao ser tocado seus olhos repletos de lágrimas fitaram o viajante antes com a ternura de um pai que tenta poupar seu filho de um grande sofrimento que por tristeza quanto a sua própria tragédia.

Foi quando do estranho suco digestivo começar a extravasar do solo sob os pés de ambos. Urrando de dor, o gigante apanhou Ronaldo pela segunda vez e encostou sua testa na dele para segundos depois arremessa-lo para cima. Antes que Ronaldo pudesse cair de volta e ser dissolvido como seu amigo já morto, um clarão esverdeado decretou que era de voltar para sua própria época.

Um novo sobressalto e quando abriu os olhos Ronaldo viu-se mais uma vez no laboratório do museu. Sentando-se numa cadeira disse em voz alta para si mesmo que jamais saberia qual fora o primeiro pensamento ou até mesmo a razão para ter sido atraído para aquele instante específico, mas graças à última mensagem telepática do gigante dourado podia sentir-se satisfeito. Afinal, havia acertado sobre o que vinha acontecendo na Terra: havia algo mais! Descobrira que aquela que os homens modernos chamavam de Gaia e acreditavam ser uma mãe amorosa maltratada por seus filhos ingratos já fora conhecida como “Godwana” há milhões de anos por uma raça superior que desapareceu nas entranhas do planeta. Sim, antigos e modernos estavam certos em acreditar que a Terra era um ser vivo, mas só os primeiros descobriram tarde demais que ela era uma mãe monstruosa que, de tempos em tempos, saciava sua fome devorando quase todas suas crias e deixando os sobreviventes para que recomeçassem, evoluíssem, na ilusão de um pretenso amor materno. Um fortíssimo tremor acompanhado de um conhecido grito monstruoso fez o solo do museu abrir-se e Ronaldo sabia o que viria de lá: o sexto grande extermínio em massa.

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27 comentários em “O Primeiro Pensamento (Frank Bacurau)

  1. Marco Nazar
    29 de outubro de 2013

    Gaia, aquela mentirosa, diz até hoje que Cronos seu marido é que é o devorador de pessoas, rsrs. Conto envolvente e idéia original. O encontro com os seres dourados poderia render muitas páginas. Gostei muito, um dos melhores pra mim. Parabéns!

  2. Bia Machado
    29 de outubro de 2013

    Eu gostei, o que achei que não seria possível no começo, confesso. Tirando a parte científica, viajei na história, acho que ficou um pouco corrido, certamente pelo espaço, e precisa trabalhar um pouco melhor o personagem principal. Algumas repetições, coisa que dá pra corrigir. Parabéns!

  3. Alexandre Leão.
    28 de outubro de 2013

    Nem reparei se há erros ou detalhes técnicos errados, ou detalhes pseudos-científicos incorretos. O conto é bom, as sacadas da máquina do tempo sabem convencer o leitor e o final perfeito. Quem poderia realmente afirmar que esta raça ai, sugada, não foi uma primeira raça humanóide, que após anos de evolução, assim como a existente agora, tenha chegado ao seu
    final no instante em que o viajante chegou ali, encontrando a terra atual exausta como está agora. Escrita, são devaneios, sonhos loucos, viagens fantásticas para os leitores e o conto cumpriu bem o seu papel. Alguns trechos me pareceram exaustivos. Porém não sei se é mesmo culpa do texto ou da fome que tá me aporrinhando agora. Gostei, parabéns e abraços.

  4. Marcellus
    27 de outubro de 2013

    A narrativa não é empolgante, tem pequenos deslizes e erros (“a maioria das espécies vivas morreu”). Faltou pesquisa histórica e a física da viagem no tempo também é pouco crível, por mais bem intencionado que seja o leitor.

    Mas o meio do conto é além do razoável, chegando a empolgar, para logo depois desembocar num final pouco expressivo.

    Não é uma ideia ruim, pelo contrário, mas carece de mais esforço e revisão.

    • José Geraldo Gouvêa
      28 de outubro de 2013

      A narrativa não é empolgante, tem pequenos deslizes e erros (“a maioria das espécies vivas morreu”).

      Não está errado, garoto. “A maioria … morreu”.

      Revise sua gramática do Prof. Pasquale.

  5. Juliano Gadêlha
    26 de outubro de 2013

    Gostei do conto, só achei a escrita densa demais, a leitura ficou difícil, pesada, arrastada. Acho que a utilização de diálogos sempre dá uma suavizada no texto. Aqui temos muita linguagem indireta, o que creio ser desnecessário em muitos casos, quando se pode intercalar falas dos personagens, dando até mais vida aos próprios e tornando a leitura mais agradável, pelo menos a meu ver. A construção das frases também podia melhorar, a narração dos eventos podia ser mais clara e concisa. Mas o enredo em si é bem interessante, e parece ser mais um caso de uma história maior que o próprio conto. Talvez você queira dar continuidade a ela e desenvolvê-la melhor. De qualquer maneira, parabéns!

  6. Sandra
    26 de outubro de 2013

    Bom conto. Somente senti o personagem meio apagado. Creio que o escritor se esmerou em construir o texto dentro de um contexto científico (se todo baseado no real, confesso não saber) tão redondinho que se esqueceu de dar um bocadim de emoção, de vida, explorando os sentimentos de Ronaldo.

  7. Sérgio Ferrari
    25 de outubro de 2013

    Bom, mas faltou algum evento no começo pra puxar o leitor até o fim.

    “Não conseguiu pensar em nenhum nome melhor que “máquina do tempo” < Isso é o autor falando mentalmente e respingou no personagem narrador. Não é uma boa solução de escrita, eu creio. E…Ronaldo. Ronaldo. Ronaldo. Ronaldo. Definitivamente, pelo menos pra mim, esse nome está vetado para qualquer conto futuro. 😀 Na parte final a coisa ficou ao meu gosto…mas… Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo. .

  8. Thata Pereira
    25 de outubro de 2013

    Eu achei o conto cansativo de ler, senti vontade de parar no meio, mas fui até o fim. Mas foi algo pessoal, não quer dizer que o autor (a) escreve mal. Apenas não me envolvi com a história. Talvez, até por falha minha, pois não leio nada do gênero. 😉

  9. Andrey Coutinho
    25 de outubro de 2013

    O grande autor Arthur C. Clarke costumava dizer que “qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia”. A ideia sustenta histórias como esse conto, que funde muito bem o insólito fantástico com a ficção científica. Os seres telepáticos seriam “mágicos”, “paranormais”, ou apenas uma civilização extremamente avançada? Esse tipo de história é sempre fascinante.

    No conto em questão, a grande reviravolta da história sequer acontece em relação às informações introduzidas pela narrativa, mas sim com o próprio conhecimento comum de como surgiu a vida humana na terra. Gosto bastante de narrativas que trabalham com a subversão de fatos históricos.

    A escrita está boa, mas acredito que alguns períodos ainda merecem ser revistos, mais por motivos estilísticos do que qualquer coisa.

  10. Gina Eugênia Girão
    23 de outubro de 2013

    Gostei e não gostei: proposta comum (bem ‘máquina do tempo’, mesmo), mas bem desenvolvida, estilo simples, condizente com proposta e ‘fácil’ de ler (rococós textuais não são o sal da terra, não), alguns escorregões gramaticais, final com ‘moral ambiental’ – e isso eu declino: lição em contos. Fiquei imaginando esse texto em primeira pessoa – aí caberia o tal alerta, acho…

  11. fernandoabreude88
    23 de outubro de 2013

    Puxa, o autor vai me desculpar, mas o primeiro parágrafo já dá um salto tão grande na história que perdi qualquer empatia pelo texto, parei por ali mesmo. “Não importou o quando ele foi capaz de expressar- seguindo todos os fundamentos do método científico; não havia tolerância na Academia para com suas hipóteses sobre viagens no tempo. A demissão seguiu-se ao isolamento e, em sua raiva, ele tomou como meta provar que tinha razão”. Do nada fico sabendo que o cara JÁ tem teses sobre viagem no tempo (sendo que nem foram apresentadas), depois que foi demitido, isolou-se e ficou com raiva. Ou seja, um conto em um parágrafo. Acho que isso deve refletir o resto do texto.

    • EntreContos
      23 de outubro de 2013

      Se eu fosse vc, leria o resto, Fernando. Talvez se desmanche essa primeira má impressão. 🙂

      • fernandoabreude88
        23 de outubro de 2013

        Glup!

    • Elton Menezes
      24 de outubro de 2013

      Definitivamente, esse conto não se limita a esse parágrafo! rs

  12. Ricardo Gondim
    22 de outubro de 2013

    Um daqueles contos surpreendentes onde tudo se encaixa. A passagem da FC para a fantasia é muito bem conduzida. Gostei demais.

  13. Elton Menezes
    22 de outubro de 2013

    Sobre a história… Espetacular. Original, bem montada, gradual, ganhando força no momento certo, mas sem se mostrar enfadonha. Com um relato incrível, mostrando algo pouco comum nas histórias de ficção que é o desenvolvimento no passado (cheguei a pensar que os gigantes estariam no futuro e não no passado). Por fim, um desfecho simbólico.
    Sobre a técnica… Texto apurado, com pouco lirismo, mas o suficiente para fazer você torcer até mesmo pelos gigantes desconhecidos e sofrer aquilo que você já sabe que acontecerá. Narrador personagem muito bem elaborado, com ortografia impecável.
    Sobre o título… ÓTIMO gancho para um dos melhores contos do concurso.

  14. Frank
    18 de outubro de 2013

    Sou suspeito para comentar esse conto, pois ele é do tipo que eu gosto: uma história de premissa louca e sem fundamento com um pouco de ficção científica. Em suma, gostei.

  15. Gilnei Nepomuceno
    16 de outubro de 2013

    Não sou crítico, por isso não arrisco julgar esse material riquíssimo que os autores e autoras publicas. Meu único direito é ficar maravilhado com as obras que chegam e alimentam nossa imaginação.

  16. mportonet
    16 de outubro de 2013

    Bom conto.

    O final é surpreendente e a premissa se encaixa muito bem no atual contexto de consciência ambiental.

    Faltou ritmo. Apesar da narrativa ter bastante conteúdo, me pareceu longa demais, tornando-se cansativa em alguns pontos.

    A história é bem promissora, alguns conceitos descritos são fantásticos e merecem uma atenção especial do autor.

  17. C.R.Angst
    15 de outubro de 2013

    O início assemelha-se a um relatório cientifico. Bem escrito,mas um tanto cansativo. Depois, com o surgimento do personagem a narrativa deslancha. No entanto, o estilo não me atrai muito.

  18. Ricardo
    15 de outubro de 2013

    Sou melhor comentarista quando gosto de um conto. Quando o mesmo não me toca ou não me faz embarcar junto da história (unica e exclusivamente por questões pessoais, de “gosto” mesmo) , me atenho a comentar sobre a escrita… Se não me encanto, não “canto”… Fico pelos cantos… Vamos lá:
    Regência verbal boa;
    Pontuação equilibrada;
    Prolixidade bem dosada;
    Construções frasais de bom tamanho.

    Mas (volto a frisar: questão de gosto/pessoal mesmo), faltou um “T” maiúsculo… 😉

  19. Gustavo Araujo
    14 de outubro de 2013

    Também fiquei um pouco confuso com os dados científicos apresentados, mas se considerarmos que Guerra nas Estrelas foi um sucesso mesmo com barulhos de explosões no espaço, dá para considerar isso tudo como licença poética.

    No geral gostei bastante da história, apesar do excesso de pontos de exclamação. O contexto pseudo-científico foi muito bem explorado. Essa ideia de que pensamentos guardam energia foi uma sacada bem interessante. Quando cheguei à parte do suco gástrico que devorava os gigantes a ideia que me veio à cabeça foi justamente a hipótese de Gaia. O mote do conto, por isso, a meu ver, foi bem trabalhado. Talvez se houvesse uma dica de que os tais seres evoluídos da época dos trilobitas fossem extraterrestres a coisa toda ficasse ainda mais louca e interessante. A hipótese de Gaia e os “Deuses Astronautas” de Danicken. Desculpe, já estou viajando, rs.

    Como o pessoal disse, teria sido melhor trabalhar a personalidade do protagonista. Transformá-lo em alguém por quem pudéssemos torcer tornaria a história mais humana, ao contrário do tom jornalístico que domina toda a narrativa.

    No geral, enfim, um ótimo conto.

  20. Pedro Luna
    14 de outubro de 2013

    Tb tive a impressão que faltou explorar mais o personagem. Tem alguns tipos de contos que é preciso mais que dar um nome e poucas características. Quanto a história, achei bacana, apesar de não me envolver muito. Interessante o pensamento sobre a verdadeira natureza da terra. E essa ideia de existir uma ”rapaziada” que sumiu da terra, e até hoje não foi detectada por nossos cientistas é muito bacana, pois dá muita liberdade criativa.

  21. TONINHO LIMA
    14 de outubro de 2013

    Achei o conto suficientemente envolvente e gostei do personagem.

  22. rubemcabral
    14 de outubro de 2013

    Achei o conto bom. De inicio ele parece ser FC e depois vira algo diferente, uma fantasia beeeem louca.

    Não sei se foi de propósito ou falta de pesquisa do autor: não havia grama na época dos trilobitas e os fósseis dos tais bichinhos são tão comuns que eu tenho um (legítimo) que comprei por 30 pratas num museu em Aathal. Mas depois do conceito extravagante desta viagem no tempo, eu “desliguei” qto a estes detalhes científicos, 😀

    Então, só acho que faltou mais desenvolvimento do personagem; o Ronaldo é um reles objeto para se contar a história, não mostra muita personalidade ou facetas.

    De qq forma, eu gostei do conto, que lembrou-me alguns mitos de criação.

  23. selma
    14 de outubro de 2013

    muito bom! envolvente, bem escrito. achei que o autor correu um pouco no final, poderia ter nos distraido mais. gostei! parabens!

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Publicado às 14 de outubro de 2013 por em Viagem no Tempo e marcado .