Espíritas, seus filhos insistiram para que abandonasse a ideia da cremação enquanto havia tempo. Católico, lhes dizia que estavam enganados sobre o pós vida. E estavam. Das chamas que tomaram seu corpo, nada sentiu. Mas as que vieram depois, ah, ele percebeu amargurado, essas sentiria para sempre.
Opa! Como vai, autor? Legal o seu conto. Há duas metamorfoses: primeiro, a transformação da carne em espírito (daí o título); depois, a da cremação mundana em cremação infernal. Você vai direto ao ponto: deixa evidente a tensão entre duas concepções e faz uma escolha, que se revela a certa, mas trágica. Bacana, um tanto surpreendente o final. A linguagem é simples, mas bem estruturada. Gostei da antítese entre os adjetivos religiosos, situados no começo das orações. Enfim, um microconto simpático. Simples e adequado. Poderia ter um pouco mais de densidade, mas está bom. Parabéns!
Boa tarde, seu gnostico. tudo bem? um conto beem rapidinho, direto ao ponto! Aqui, voce brinca com a ideia de qual religiao está correta. Para azar do protagonista, parece que era o cristianismo mesmo, e, ao invés de simplesmente sentir queimar o conto, queimou eternamente. Já que era cristão, podia ter evitado isso mudando o comportamento e as ações em vida, né seu gnostico? Enfim, um conto bem rapido e direto, que decide usar poucas palavras e consegue nelas exprimir bem a contraposição das duas religiões. Só achei que a metamorfose aqui foi exageradamente tangente, me parece que ela est´aqui, mas acho que voce arriscou bastante. Enfim, uma leitura rapida e interessante. Independente da religião escolhida, bora cuidar do comportamento na vida pra não se arrepender quando ela se encerrar, né? Parabens pelo trabalho!
Voltando para comentar melhor – li já deitada de madrugada – Gosto do conto em si, da escrita, só fico dividida entre os pareces religiosos. Mas isso é meu rs … Parabéns, autor(a).
Olá, autor(a), tudo bem?
Divergências religiosas e de ideias quanto o post mortem são bastante comuns. Interessante a comparação com as chamas na vida terrestre com as labaredas no inferno. O corpo físico nada sentiria após sua passagem, mas a alma sim, condenada à tortura eterna. Ainda acho, na minha humilde opinião, de que nenhum pai razoável deixaria um filho de castigo eternamente. Enfim, o texto levanta questionamentos e debates (íntimos ou não).
O tema do desafio foi abordado com sucesso.
Não encontrei falhas de revisão.
Parabéns pela participação e boa sorte.
Seu Gnóstico, desenvolveu bem a diferença religiosa para no final dar um tapa em ambas. Ótimo micro, parabéns
A história de alguém que fez maldade a vida toda e quando morreu, mereceu o fogo do inferno. Muito bom, parabéns.
Seu microconto é interessante. O tema da metamorfose aparece quando existe a mudança do Estado de corpo Vivo para corpo morto. Acredito que todos tenhamos direito a expressar nossa opinião religiosa. Lendo sua narrativa somos levados a refletir sobre a possibilidade de vida após a morte. A leitura também nos leva a refletir sobre questões de liberdade religiosa e de divergências de opiniões dentro da família.
Caramba, que final! Me pegou de surpresa e ficou na cabeça.
Esse ardeu rs
parabéns