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Detox Literário.

Paçoca (Alexandre Parisi)

Mariana adorava aquele cãozinho vira-lata. Paçoca era o nome. Naquela tarde, saiu à rua com ele, apressada. Tome cuidado na rua, mamãe disse. Tem muita gente ruim nesse mundo!

A coleira frouxa atrapalhou tudo… Paçoca escapou, fugindo como o vento. Mariana correu atrás, desesperada. Paçoca, volta!! E ele, feito um raio, desapareceu pelas ruas enquanto Mari, sem fôlego, se desfazia em lágrimas.

Dias e dias…

Viu quando ia à escola com a mãe. Paçoca solto, faceiro, língua para fora. Seguia de perto um homem muito sujo que empurrava um carrinho de lixo.

Jamais o chamou.

39 comentários em “Paçoca (Alexandre Parisi)

  1. André Lima
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de André Lima

    Muito legal a abordagem. É um microconto interessante, mas que carece de uma linguagem mais elaborada para nos conectar de fato com a história. A narrativa é informal demais, não aponta para o desfecho poderoso.

    Faltam construções mais potentes para se atingir o fim emocional.

    A ideia é boa, original.

    Parabéns!

  2. Sarah Nascimento
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de Sarah Nascimento

    Olá! Que fofura seu microconto! Dá pra sentir o amor da Mari pelo cachorrinho e o desespero dela quando ele fugiu. Caraca, eu pensando que a pobre da menina ia correr atrás do cãozinho e ia pra rua e um ônibus ia atropelar ela. kkkk, crédo! A mente já esperando tragédia. Eu terminei o microconto e fiquei pensando porque ela nunca chamou o Paçoca quando o viu depois. Daí interpretei que ela sentiu que ele não era mais o mesmo cachorrinho de antes. Acho que seu microconto abre um leque de possibilidades no final. Será que ela vi o cãozinho como algo sujo igual ao homem que era o dono dele? Ou será que ela não queria chamar o cachorrinho e ser ignorada pelo animalzinho? Ou será que ela não queria tirar do homem, que provavelmente não tinha muita coisa, alguém que fazia companhia pra ele? Enfim, muito bom seu Microconto! Levantou muitas perguntas!

  3. maquiammateussilveira
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de maquiammateussilveira

    É um conto escrito de forma clara e concisa, de fácil entendimento, o que permite leitura fluida e combina com o formato microconto. A abordagem é leve, combinando com a história de uma menina que perde o cachorrinho de estimação. O texto assume com segurança um ar de literatura infantojuvenil, e isso é muito legal. Quanto ao conto em si, não vejo problemas. O problema é a relação com o desafio. Não encontrei nenhuma metamorfose no conto. O cãozinho não se transforma, já que era um vira-lata. A menina passa por uma transformação? Sim, mas pode se considerar uma metamorfose? Uma transformação pessoal é o que se espera em qualquer narrativa. A transformação se cumpre muito bem no conto, de forma sutil. Mas essa sutileza não chega a convencer para o tema do desafio. Ou seja, Mariana passa por uma transformação pessoal, mas não por uma metamorfose. Contudo, volto a frisar os pontos positivos: texto bem escrito e história bem estruturada. Parabéns!

  4. Alexandre Parisi
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de Alexandre Parisi

    Oi, Carlinhos! Teu conto é de uma sensibilidade ímpar. A verdadeira metamorfose aqui não é física, mas interna: a maturidade de Mariana ao entender que o amor não é posse. Ver o Paçoca “faceiro” com quem realmente precisa dele é um desfecho emocionante que provoca uma reflexão bonita sobre desapego.

    No entanto, notei algumas “gordurinhas” que tiram o brilho da obra. Expressões como “fugindo como o vento”, “feito um raio” e “se desfazia em lágrimas” são clichês que empobrecem o frescor da narrativa. Além disso, a repetição excessiva de “rua” e do nome do cão cansa um pouco o leitor. Tecnicamente, faltou pontuar melhor a fala da mãe com um travessão ou dois-pontos.

    É uma história redondinha e “fofa”, mas que ganharia muito mais força com uma poda literária e um vocabulário mais autêntico.

  5. Bia Machado
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Bia Machado

    O conto tem uma boa ideia central: a perda do cão como ruptura emocional, e um final forte, mas a construção até ele é mais convencional. A narrativa aposta no drama da fuga e no desespero de Mariana, mas o que realmente funciona é a cena final: Paçoca reaparece, feliz, seguindo um homem em situação de rua, e Mariana escolhe o silêncio. Essa escolha é a verdadeira metamorfose: ela deixa de ser dona e passa a ser alguém que reconhece que o afeto do cão mudou de direção. O impacto está nesse gesto contido, quase adulto, que transforma a dor em aceitação. O restante do texto, porém, é mais descritivo do que emocional.

  6. danielreis1973
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de danielreis1973

    Prezado(a) Microcontista (aviso comum em todo os contos):

    Por conta do sistema de comentários (abertos) e do sistema de votação (escolha dos dez favoritos), estou adotando também um critério de análise mais simples para todos, procurando refletir mais como me senti com leitor do seu texto do que como analista/crítico e atribuidor de notas. Por isso, desculpo-me de antemão pela concisão, e reforço que o que comento aqui é sobre como me senti ao ler seu conto, não sobre o quão bom ele ou você é, ok?

    Vamos à análise:

    Seu conto deve ter nascido de um assunto bem pautado ultimamente, tendo em vista o absurdo do que fizeram com o Orelha. Porém, aqui há outra abordagem e camadas interessantes, principalmente quanto à perda de quem se ama (ou do objeto de amor projetado, como acho que foi Barthes quem disse). A menina perde seu cachorro, mas aceita que ele tenha outra vida (ou outro amor). Esse conto não é sobre um cão. Por isso, parabenizo você por ter colocado de maneira tão críptica e sensível essa situação, que faz parte da vida de tanta gente. Sucesso no desafio!

  7. Renata Rothstein
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Renata Rothstein

    Olá, Carlinhos, tudo bem?

    Seu microconto é sutil e cheio de camadas. A metamorfose aqui é emocional e perceptiva: Mariana percebe que a liberdade e a felicidade de Paçoca não estão na coleira, mas na vida que ele escolheu, mesmo que inesperada. O final provoca reflexão: posse versus autonomia, cuidado versus respeito pelo outro.

    O que funciona: o ritmo é direto, a narrativa visual e emocional funciona, e o leitor sente o conflito interno da protagonista.

    O que poderia melhorar: talvez um toque de profundidade sobre o ambiente do morador de rua ou a felicidade do cão, para reforçar a escolha de Mariana e a reflexão moral.

    No geral, é um microconto delicado, filosófico e provocador, que explora a metamorfose da percepção e da aceitação.

    Desejo boa sorte no Desafio. Beijos

  8. Pedro Paulo
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Pedro Paulo

    São duas transformações. O vira-lata reencontra o seu habit natural na liberdade urbana e a menina amadurece em reconhecer que o cachorro não pertence ao seu lado, embora o ame. Achei a maneira como a história foi narrada um pouco truncada, cabendo uma reorganização em que chegasse ao mesmo ponto. Ainda assim, o micro frui compreensivelmente e cativa, abordando o tema com sucesso.

  9. GIVAGO DOMINGUES THIMOTI
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de GIVAGO DOMINGUES THIMOTI

    Boa tarde, Carlinhos!
    Tudo bem?
    Seu microconto é singelo, um tanto triste e com uma mensagem poderosa. Enquanto micro, achei ele bem estruturado, trabalhando bem o tal do subtexto. Talvez tenha ficado fechado demais ao final, sem muito espaço para o leitor imaginar o restante. Mas não se pode ter tudo.
    Pessoalmente, e com plena consciência que talvez eu esteja errado, eu não senti tanta metamorfose nesse micro, mesmo que em termos de metáfora. Vejo mais como um amadurecimento…
    Enfim, boa sorte no desafio e parabéns pelo trabalho.
    Atenciosamente,
    Givago

  10. Alexandre Costa Moraes
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Alexandre Costa Moraes

    Olá, Carlinhos! Gostei do seu microconto.

    A Mariana perde o Paçoca na rua e, dias depois, reencontra o cachorro seguindo um homem que empurra um carrinho de lixo. E aí vem a escolha que dói: ela vê, reconhece… e não chama.O melhor está justamente nesse “Jamais o chamou”. É um corte seco que abre muita leitura de uma vez (medo aprendido, preconceito, amadurecimento amargo, até um amor que deixa ir).

    A história é simples (algumas frases e exclamações deixam o caminho mais melodramático do que precisa) e a metamorfose fica mais indireta do que central no texto. Ainda assim, você encosta no tema e fecha com um punch moral bem forte.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  11. Fabio D'Oliveira
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fabio D'Oliveira

    É um micro sensível.

    Ele é mais do que parece. O autor é muito habilidoso. Ele entrega um texto simples, sem espaço para interpretação, mas recheado de subtexto. E carrega uma mensagem que mexe comigo. Sou tutor de cinco gatos. Eles são importantes pra mim. Demais. Na história, Paçoca foge. E Mariana, a tutora, sofre com isso. Muito. No final, ela reencontra Paçoca, atrás de um morador de rua, feliz. E livre. E ela não tem coragem de chamar ele de volta. É uma grande alusão à liberdade. E ao amor. Mariana viu Paçoca feliz. E, como ela o amava tanto, abriu mão dele. Isso é amor. É lindo.

    Certamente um dos meus favoritos.

  12. Martim Butcher
    13 de fevereiro de 2026
    Avatar de Martim Butcher

    Carlitchos,

    Um conto singelo, quase infantil no estilo, que toma para si, sem medo de ser feliz, um tema que garante tanta comoção quanto profusão de lugares-comuns. O que há de realmente interessante é a ambiguidade acerca das razões pelas quais Mariana não chamou seu doguinho, no fim. Generosidade? Descaso? Classismo? Medo? Nada nos assegura dos sentimentos da protagonista, e esse é o maior mérito do texto, pois torna impuro e complexo aquilo que, em aparência, repousa na pureza bem-intencionada das crianças mães de pet.

    Falhou na abordagem do tema. Ora, conforme uma estrutura semiótica narrativa, qualquer sujeito chega ao fim da narrativa transformado. Quer dizer que qualquer narrativa põe em jogo uma metamorfose. Mas aqui se supunha que a metamorfose entraria em cena como tema, não apenas como operação formal implícita. Faz sentido?

    Abraço

  13. Wilian Cândido Corrêa
    13 de fevereiro de 2026
    Avatar de Wilian Cândido Corrêa

    Carlinhos,

    No dia 08/02, logo no início do desafio, comentei que fiquei tocado por como o amor e a urgência aparecem em poucas linhas, direto e marcante. Naquele momento, minha leitura foi imediata, conectada ao impacto do texto. Agora, amadurecendo minha lista dos meus Top 10, revisitei este micro para contribuir com minhas impressões como leitor e confirmar se ele realmente merecia estar entre os meus favoritos.

    Ao reler, percebi que parte dos comentários criticou a escrita, afirmando que o conto seria fraco ou que precisava de mais explicações. Creio que isso perde de vista a força do micro (o impacto não depende de detalhar ou justificar o sentimento), mas de construí-lo através do gesto e da situação. A metamorfose acontece na percepção da menina. Quando ela observa o cachorro feliz com o homem e decide não intervir, há transformação silenciosa, profunda, que não precisa ser narrada explicitamente.

    Tecnicamente, isso é o que dá densidade ao micro. A economia de palavras não enfraquece a cena, ao contrário: cria tensão, ritmo e profundidade. O amor deixa de ser posse e se torna reconhecimento. A urgência não é verbalizada, mas percebida pelo leitor na ação e na expectativa que o texto gera.

    Portanto, este micro continua na minha lista porque mostra como a metamorfose pode ocorrer no plano interpretativo e emocional, sem depender de explicações excessivas. Revisitar foi importante para reafirmar que a escrita funciona justamente por confiar no leitor e na força das escolhas narrativas.

  14. Leila Patrícia
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Leila Patrícia

    Oi, Carlinhos. Tudo bem? Eu li esse texto como uma pequena quebra de inocência. No começo parece só a perda de um cachorro, mas o final mostra a menina entendendo, sem ninguém explicar, que o Paçoca agora pertence a outra vida. Quando ela decide não chamar, o conto ganha força, porque a separação vira escolha. A frase da mãe sobre “gente ruim” volta de um jeito silencioso e meio dolorido.

    Funciona bem pela simplicidade e pelo final contido.

  15. Mariana
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Mariana

    Eu estava com medo desse conto, tenho evitado histórias sobre cães – o caso Orelha mexeu comigo. Então, minha xará deixou o seu cão escapar e, ao ver ele com o mendigo, percebeu o bicho mais feliz? Essa seria a metamorfose do texto? É bonitinho e bem escrito, competente no que se propõe. Provavelmente não entrará na minha lista, mas parabenizo o autor por escrever essa fofa história de liberdade. Boa sorte no desafio.

  16. Priscila Pereira
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Priscila Pereira

    Olá, Carlinhos! Tudo bem?
    Que conto fofo! Mari perdeu o cãozinho, mas no final descobriu que ele estava bem, e melhor que isso, estava fazendo companhia para uma pessoa que precisava mais do que ela… essa foi a metamorfose, né, descobrir que nem todo o mundo é ruim, e nem tudo que parece ser nosso é realmente nosso. Até os cães podem escolher a quem amar! Parabéns!
    Boa sorte no desafio!
    Até mais!

  17. Thiago Amaral
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Thiago Amaral

    Meu deus, estou me sentindo um et com esses comentários agora. Eu tive uma leitura totalmente differente do resto do pessoal nesse conto, algo que qualquer um perceberia hahahah

    O que eu entendi era que ela não havia se aproximado do cachorro por medo do mendigo, em uma história com crítica social. Podem me julgar… talvez eu esteja absorvendo muito conteúdo sobre desigualdade, preconceito, esse tipo de coisa!

    Mas vamos à parte mais objetiva do texto. A linguagem é bem simples, e em alguns momentos pareceu simples e corriqueira demais. Como em “fugindo como o vento” ou “feito um raio”. Achei um tanto clichê, mas se a intenção foi fazer uma história mais leve, infantil, e se tudo foi proposital, está justificado. A fala da mãe não me incomodou, até deu um charme diferenciador pra história.

    Um conto competente, do tipo que o pessoal gosta bastante. Não é exatamente o meu estilo, mas devo reconhecer os méritos da fofurice. Não é culpa sua.

  18. leandrobarreiros
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de leandrobarreiros

    É uma história sobre amadurecimento.

    A noção de mundo infantil é reforçada no início, com o uso de “mamãe”, ou pelo menos foi o que senti.

    Paçoca aqui é um cachorro, mas poderia ser uma pessoa, amante, amigo. O conto fala sobre deixar aquilo que amamos ir embora e não tentar forçá-lo a ficar conosco, se a felicidade dele se encontra em outro lugar.

    É uma mensagem bonita e não está muito gratuita. Uma coisa que me incomoda um pouco é a alusão a coleira solta como uma das causas do paçoca ir embora, porque se formos caminhar pelo mundo da alegoria, a coleira solta não simboliza bem essa ideia de apego exagerado da qual mariana se libertou.

    Enfim, uma mensagem importante que, por vezes, precisamos ser relembrados.

  19. Fernanda Caleffi Barbetta
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fernanda Caleffi Barbetta

    Olá, Carlinhos

    Quando vi o cachorrinho, fiquei com medo de um micro triste, sobre violência contra animais. Infelizmente nos tempos de hoje, a gente vê um cão e fica triste, aff.

    Achei seu conto lindo. O final é surpreendente, foi para um desfecho que eu não esperava.

    Tiraria o desnecessário; principalmente em um texto curto, o cuidado com cada palavra é fundamental. O “na rua, por exemplo, não precisa e ainda repete a palavra “rua” que veio antes e tem um “ruas” depois. O nome “Paçoca” é repetido quatro vezes, pode ser retirado em “Paçoca, volta!!”. “Apressada” e “desesperada” tb são desnecessários, já é possível entender isso sem dizer.

    Em “mamãe disse”, para mim faz mais sentido com o “a”…  “a mãe disse”… do jeito que está, parece narração da menina.

    “se desfazia em lágrimas” – acho clichê.

    Parabéns pelo seu microconto!

  20. Astrongo
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Astrongo

    Mariana vê Paçoca e nada faz. É isso. É o sentimento do mundo, do pertencimento ao cachorro e da compaixão com o homem sujo. Ele agora tem um parceiro. O chamado não vem. O leitor espera o grito de alegria que não vem. O conto não julga. A imagem final é cirúrgica: o cão segue solto, a menina, também. A perda não é o cão — a perda é total e com ela vem o entendimento de um mundo que se perdeu inteiro. Gostei muito.

  21. Fernando Cyrino
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fernando Cyrino

    Ei, Carlinhos, e cá estou eu às voltas com o Paçoca, o vira-latas fujão. E você me traz a metamorfose dele, partindo de cão de menina de classe média (quem sabe de prisioneiro num pequeno apartamento), para o cachorrinho livre, leve e solto que segue feliz pelas ruas o seu novo líder, um mendigo a levar seu lixo a ser vendido  em alguma reciclagem. E o legal é que ela reconhece que Paçoca, seu antigo cãozinho, está feliz e por isto nem o chama para que retorne a vidinha chifrim de antigamente. Um conto que ficou leve e gostoso como passou a ser a vida do nosso Paçoca, não é mesmo? Meu abraço de sucesso e muito sucesso no Desafio. 

  22. andersondopradosilva
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de andersondopradosilva

    Um conto simples sobre a metamorfose imposta pelo anseio pela liberdade. Projeta no animal um anseio humano que provoca identificação imediata com o leitor. Há uma certa tragicidade na fofura infantil e animal/canina retratada aqui.

  23. cyro eduardo fernandes
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de cyro eduardo fernandes

    O conto ficou redondo. O amadurecimento e/ou amor foram a metamorfose. Boa sorte no desafio.

  24. Gustavo Araujo
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Gustavo Araujo

    É um conto “fofo” mas que não cai na armadilha de de ser fofo demais. É parecido com o que ocorre com a vida, com as chegadas e partidas, com as despedidas, com o deixar partir. Ninguém é de ninguém, diz-se por aí, e isso vale especialmente para os animais de estimação.

    No conto, Mariana reconheceu que no momento em que soltou a coleira, ainda que involuntariamente, estava na hora de deixar o cachorrinho viver a vida dele. É mais ou menos como os pais em relação aos filhos.

    No fim, creio, Paçoca ficou feliz e a menina entendeu que essa felicidade deveria ser internalizada por ela, já que impedir o cachorro de seguir seus instintos, retomando-o para si, acabaria abafando a vontade dele de conquistar o mundo — no caso, ajudando, porque queria, uma pessoa em situação de rua.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  25. Kelly Hatanaka
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Kelly Hatanaka

    No começo do conto, depois de semanas ouvindo sobre o cãozinho Orelha, já preparei meu estômago para um relato de horror. Mas, felizmente, não foi o que aconteceu. Paçoca foge, Mariana chora. Porém, quando o vê na rua, seguindo quem parece ser um mendigo, ele parece tão feliz. O fato de não o chamar é um gesto de amizade e generosidade. Com ela, Paçoca tem conforto. Com o novo dono, ele tem liberdade.

    Entendo que a metamorfose esteja dentro de Mariana, num daqueles momentos de compreensão que nos conduz em direção à vida adulta. Talvez o reconhecimento de que Paçoca gostava mais da companhia do novo dono, ou de que ele precisasse de mais do que comida e teto para ser feliz.

    Paçoca também se transforma, de cãozinho de estimação em companheiro de alguém que pouco pode oferecer.

  26. Fabiano Dexter
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fabiano Dexter

    Ola Carlinhos,
    Uma bonita história da garota que perde seu cachorrinho e depois, quando o encontra, entende que o novo dono precisa dele muito mais do que ela.
    Apesar disso, confesso não ter encontrado o tema no texto…

  27. Lucas Santos
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de Lucas Santos

    Parabéns pela participação, Carlinhos!

    A metamorfose de Mariana começou após a fuga de Paçoca e terminou no penúltimo parágrafo, quando ela o avistou. Mesmo lamentando sua ausência, ela, empaticamente, reconhece a condição do homem e permite que o cão o acompanhe.

    Reiterando o que a colega claudiaangst apontou, careceu de sinalização antes e depois da fala da mãe. Eis minhas sugestões:

    1) — Tome cuidado na rua! Tem muita gente ruim nesse mundo! — mamãe disse.

    2) — Tome cuidado na rua! Tem muita gente ruim nesse mundo! — mamãe alertou.

    3) Mamãe disse: — Tome cuidado na rua! Tem muita gente ruim nesse mundo!

    4) Mamãe alertou: — Tome cuidado na rua! Tem muita gente ruim nesse mundo!

    No trecho “E ele, feito um raio, desapareceu pelas ruas enquanto Mari, sem fôlego, se desfazia em lágrimas”, eu colocaria um ponto final após “ruas”, removeria “enquanto” e modificaria o tempo verbal de “desfazia” para o pretérito perfeito. Reescrito, ficaria assim: E ele, feito um raio, desapareceu pelas ruas. Mari, sem fôlego, se desfez em lágrimas.

  28. Rodrigo Ortiz Vinholo
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de Rodrigo Ortiz Vinholo

    História com cachorro é covardia! Mas piadas à parte, ótimo conto! O que parece ser uma tragédia leva a um final feliz, ainda que um tanto agridoce. Uma história que não precisa ousar em linguagem ou forma e, justamente por isso, ganha força. Parabéns!

  29. toniluismc
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de toniluismc

    Olá, Carlinhos!

    Esse conto tem uma narrativa fofinha e simples, quase como uma historinha de infância, mas fica difícil identificar qual é o ponto de metamorfose aí.

    A escrita é clara, direta, mas não traz nenhum traço de transformação simbólica, nem da menina, nem do cachorro. Talvez a intenção fosse mostrar um amadurecimento silencioso, o momento em que Mariana entende que o amor também implica deixar ir, mas isso não fica muito evidente no texto. Falta tensão e espessura emocional.

    É agradável de ler, mas não provoca impacto nem surpreende. Acaba soando como um episódio corriqueiro, bonitinho, porém deslocado dentro de uma proposta sobre “metamorfose”.

    Boa sorte no desafio!

  30. Luis Guilherme Banzi Florido
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Luis Guilherme Banzi Florido

    Boa tarde, Carlinhos! Tudo bem? Paçoca danado! kkkkkkkkk. Uma história leve e divertida, com uma metamorfose diferente das vistas até aqui no desafio. Paçoca se transmuta de cão de casa para aventureiro, escolhe seu verdadeiro dono e não olha pra tras. A menina engoliu o orgulho e deixou o Paçoca livre pra ser quem ele quer ser. Um conto bastante sutil, uma leitura gostosa. Me tirou um sorriso, ainda que eu tenha me compadecido um pouco pela pobre menina. Mas afinal, quem nunca foi trocado nessa vida, né? Faz parte! kkkkkk. Parabens e boa sorte!

  31. Leandro Vasconcelos
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Leandro Vasconcelos

    Opa! Como vai, autor? Seu conto é bacanudo. O cão vira-lata é vira-a-casaca também. Ele se transformou de rato de apartamento em bicho de rua. Ou não. No fim, ficou aquela pergunta no ar: mas ele não era vira-lata? Então, não mudou nada. Ele somente voltou ao seu habitat natural. E aí nos perguntamos: talvez foi a menina que mudou. Um olhar diferente sobre “a gente ruim do mundo”, nas palavras da mãe. Ela percebeu o quanto paçoca estava feliz ao lado do homem muito sujo, do mendigo. Ela aceitou, ela entendeu. Coisa que, aparentemente, antes do episódio, não poderia fazer. Esse detalhe foi bem sutil e trouxe um toque especial ao conto. Quanto à forma, tudo em ordem. Linguagem leve e que casa bem com o conteúdo. Parabéns! Gostei muito.

  32. claudiaangst
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de claudiaangst

    Olá, autor(a), tudo bem?

    Microcontos com cães são quase uma unanimidade quanto à preferência dos leitores, não é mesmo?

    Que bom que o vira-lata encontrou acolhimento na sua metamorfose. Melhor ainda foi o respeito de Mariana em relação à escolha feita por Paçoca pela liberdade das ruas. Singelo!

    O tema proposto pelo desafio foi abordado com sucesso.

    Quanto à revisão, faltou uma sinalização antes da fala da mãe, dois pontos e(ou) um travessão.

    Parabéns pela participação e boa sorte!

  33. Nilo Paraná
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Nilo Paraná

    Gostei do conto, bem escrito e transmitiu bem a emoção da menina/dona. Achei que faltou um travessão antes da única fala.

  34. Antonio Stegues Batista
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Antonio Stegues Batista

    Paçoca foi sábio, decidindo fugir de uma vida presa em uma coleira, de uma casa onde tinha de tudo, para viver livre, onde o dia de amanhã é incerto, mas é em sua vida selvagem que ele se sente vivo. Muito bom, parabéns.

  35. Nipar
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Nipar

    Gostei do conto, bem escrito e transmitiu bem a emoção da menina/dona. Achei que faltou um travessão antes da única fala.

  36. LEO AUGUSTO TARILONTE JUNIOR
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de LEO AUGUSTO TARILONTE JUNIOR

    Seu microconto ficou interessante. O tema da metamorfose aparece na mudança de fidelidade do cachorrinho. A narrativa é bastante atual abordando uma temática cotidiana. Somos levados a refletir sobre perda e luto de uma forma bastante delicada. Dias e dias…Eu utilizaria uma outra expressão de passagem de tempo neste trecho. Talvez dias mais tarde ou algo similar.

  37. Wilian Cândido Corrêa
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Wilian Cândido Corrêa

    Fiquei tocado por como o amor e a urgência aparecem em poucas linhas, direto e marcante.

  38. Ana Paula Benini
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Ana Paula Benini

    Essa entendeu o amor

    parabéns

    • Ana Paula Benini
      15 de fevereiro de 2026
      Avatar de Ana Paula Benini

      vou me aprofundar mais: gosto da simplicidade da escrita, do tema, acho que prende e se mostra tal como é, sem forçar.
      como temos que escolher dez não entrou na minha lista pela temática que mexeu menos comigo que outros, mas não tenho pontos negativos a apresentar.
      Parabéns e continue escrevendo

E Então? O que achou?

Informação

Publicado às 8 de fevereiro de 2026 por em Microcontos 2026 e marcado .