Observou-se no espelho. Este o devolveu uma forma. Lembrou-se de quando era marujo. Agora, estava transformado, nos fios brancos, nas rosáceas. Ainda era o mesmo. A aniquilação não mais se mostrava como montanha translúcida no horizonte. Encontrava-se debaixo de sua sombra.
Saiu do quarto. Avistou sua versão menor, com um casaquinho de botões rosas. Deu-lhe o que o espelho não pôde. Sorriu, como quem sorri para si. Não era ele, mas participava do seu ser.
E sua prosa
Narrada pro fim enquanto memória
Inexplicável teorema
Dos botões rosas
Compreendeu o fim de sua história
E a prosa virou poema
Fiquei tocado! Esse texto brinca com identidade e memória de forma delicada e poética.