EntreContos

Detox Literário.

Microcontos 2021 – Pleistoceno Trupicão (Antonio Stegues Batista)

[A4]

Poys, estando ocioso, eu Pleistoceno Trupicão, de profição fiscal de Alfândega, filio de Gregolino et Marcelina, escrevo pella primeira veiz pro Entrecontus.  Mandei as hystórias da mia pópria ideia da cabeza escrevendo sentado no branco da praça. Escrevi tanto que cresceu um pelotão no meo polegar.

[B2]

Mio pae, Gregolino, saiuo para andar de bicicreta o peneu furo ele mio pae ficou furioso pra cahorro ele é mui forte, pegou a desgraciada et atirou na parede.

[C2]

Pois, meo pae Gregolino,  diz que quem tem corasão batento et purque ta vivo, et  quem é sego ve tudo invisível.

[D4]

Certa noiti, tava eu na janela cano apareceu uma Bruxa Voando Numa Vassora diante da Lua et ella me perguntou se eu queria conocer uma bela princesa et eu respondi, sim, et pedi pra meh transformar numm bello princepe et a desgraçada meh transformou num sapo!

[E4]

No Dia Que a Terra Parou me cagueei todo Era noite cano a terra parou et a noite ficou escura pelo dia todo Tudo ficou estrebuliçado, mia mãe ficou com medo rezou até babar, meo pai furioso saiu pra rua e gritou; acorda Sol! Et o sol acordou o galo cantou a noite foi embora et fui ao banheiro.

[E2]

Porultimo escrevo esse conto em Formato Mínimo pensando em Beatrice filia do açogueiro Jão Fuinha agora tenho que terminar de súbito porque pensando nas canelas da Beatrice me deu vontade de tocar ponieta. Fini

35 comentários em “Microcontos 2021 – Pleistoceno Trupicão (Antonio Stegues Batista)

  1. Anderson Prado
    11 de abril de 2021

    Achei criativo e divertido, tanto pela escolha gramatical, quanto pelo enredo e pela continuidade narrativa. Lembrou-me um tanto Macunaima. Parabéns, Antônio!

  2. Ana Carolina Machado
    10 de abril de 2021

    Oiiii. Uma coleção de microcontos que juntos parecem formar uma só história. Devido a isso irei fazer um comentário geral ao invés de analisar um por um. Achei interessante logo no primeiro microconto conto ele citar o Entrecontos , porque assim é como se colocasse um pouco da realidade dentro do texto. Os outros microcontos lembram relatos cotidianos de uma época antiga e devido a linguagem e a imagem é
    como se fossem trechos de um documento histórico. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

  3. Elisa Ribeiro
    10 de abril de 2021

    Não entendi bem sua proposta, mas me diverti lendo seus textos. A linguagem parece misturar um português arcaico com algumas expressões contemporâneas, o efeito foi interessante. Na estrutura, seus textos soam mais como crônicas do que como contos. É isso. Sucesso e boa sorte.

  4. Luciana Merley
    10 de abril de 2021

    Olá, caro autor.

    Para minha avaliação, utilizarei dois critérios principais: se o microtexto é uma HISTÓRIA e o IMPACTO que ela provocou.

    Inicio pedindo desculpas se você for autor de um outro pais de língua portuguesa e que utilize de modo tão “diferente” nossos termos. Passado essa situação improvável, considerei seu textos ousados, mas pobres em enredo e desrespeitosos com a nossa língua e com os leitores do EC. Me pareceu uma brincadeira válida, mas, das mais sem graças que já vi por aqui. Vamos a eles:

    [A4]
    Bom, lá vem a chata….engraçado, criativo, mas não atende minimamente à regra formal da língua portuguesa.

    [B2]
    Aqui, além dos erros e dos xingamentos em excesso, o enredo é muito pobre.

    [C2]
    Idem.

    [D4]
    Outro texto com xingamentos e com enredo paupérrimo.

    [E4]
    xiiiiiiii

    [E2]
    Nesse, além de todas os erros e besteiras de cima, tem ainda um termo de uso tão vulgar e desrespeitoso para nós leitores.

    Um abraço assim mesmo, porque sei que você forçou na idiotia. Até para isso é preciso inteligência e criatividade.

  5. Amana
    10 de abril de 2021

    Olá, Pleistoceno. Achei até interessante a leitura, deu para descontrair. Uma mistura de escrita esquisita com português arcaico, não vi muito sentido nisso a não ser causar, ou estranhamento, ou um momento cômico. Posso estar errada, mas foi o que me pareceu. Boa sorte no desafio!

  6. Felipe Lomar
    9 de abril de 2021

    Olá,
    Realmente não sei o que comentar. Você apostou em uma narrativa escrachada, que ao mesmo tempo é bisonha e genial. Eu nao sei se gosto ou desgosto. Estou muito confuso, assim como não consigo distinguir se a gramática é um português arcaico ou errado. Parabéns pela ousadia. Entre gostar e desgostar, fica no meio a meio.
    Boa sorte.

  7. anamartorelli
    9 de abril de 2021

    Menine… Senhor dos querubins, por onde começo?!

    Olha, apesar da ousadia a leitura foi divertida, às vezes confusa, mas pareceu fazer parte da piada.
    A única grande questão é que para mim faltou serem microcontos, que afinal era a proposta do desafio. Tive a impressão de ler um conto dividido em capítulos, mas parabéns pelo texto que senão tivesse fugido um bom bocado da proposta, teria me cativado mais.

    Boa sorte no desafio!
    Ps. Tive muita dificuldade de avaliar sua proposta, de antemão me desculpe.

  8. Catarina Cunha
    9 de abril de 2021

    Micro: Técnica muito difícil para quem escreve e lê a norma culta. Ainda bem que não sou professora. Mas aqui a coragem venceu a gramática.

    Conto: Todos muito divertidos. Dentro da proposta do escritor iniciante, o que não acredito, temos trama, personagens sólidos e cenas nítidas.

    Destaque: Hahahaha!! Delícia:
    [C2]
    Pois, meo pae Gregolino, diz que quem tem corasão batento et purque ta vivo, et quem é sego ve tudo invisível.

  9. Ana Maria Monteiro
    9 de abril de 2021

    Olá, Pleistoceno Trupicão.

    Sua aposta nestes micros foi muito original e fiquei com a ideia de que teriam um melhor encaixe no desafio experimental de boa memória. Gostei da ousadia, achei graça e também encontrei profundidade, particularmente em C2. No da bruxa, D4, foi onde vi o ponto alto do humor. Então, foram esses dois os meus favoritos. No entanto, alguns deles não se sustentam por si só e no conjunto não se encontra uma linha de continuidade. No todo, dá mais a ideia de extratos de um diário de uma criança de há muito tempo atrás – nesse sentido interpretativo gostei bastante.

    Parabéns e boa sorte no desafio

  10. Klotz
    9 de abril de 2021

    E esse Pseudônimo? Imaginei que fosse algum trocadilho com Playstation. Apenas por curiosidade googlei e descobri que é uma época geológica. Trupicão é um tropeção quase engraçado. O que será que esse personagem tem a dizer?
    A1234 – A sua mensagem de apresentação foi ótima. Infelizmente apenas uma ótima mensagem, jamais um conto. B2 – Texto engraçado assumindo o personagem, mas tampouco é conto. C2 – o concurso é de contos! D4- ok esse é um conto. E4 – hahaha muito bom. Gargalhei E2 – Bom.
    Obrigado pelo humor. Ler e comentar trocentos contos é tarefa árdua, você ao menos me divertiu.

  11. Fernando Dias Cyrino
    8 de abril de 2021

    Olá, Pleistoceno Trupicão. Começa pelo apelido o aviso de que iria encontrar algo diferente mais à frente. E não deu outra. Entrei de cabeça nas suas narrativas e ri demais. Um humor ainda naquela fase do não politicamente muito correto. Gostei do que li. Ao reler e triler os seus microcontos me veio a impressão de que você escreve um conto mais curto e o dividiu em pedacinhos, a partir dos estímulos recebidos. Ganhou um ponto por conseguir juntar os estímulos e, em paralelo, perdeu outro (zero a zero) por sentir que algumas das suas histórias não se sustentam sozinhas. Mas parabéns pelo humor um tanto escrachado, pela criatividade e por ter me feito ir aqui. Abraços.

  12. cgls9
    8 de abril de 2021

    Vou comentar com adjetivos. Ousado. Engraçado. Original. Confuso. Escrachado. Ri bastante, mas acho que fugiu muito à proposta. Boa sorte!

  13. danielreis1973
    7 de abril de 2021

    Prezado(a) Pleistoceno Trupicão:
    Quostei moito d´sua scripta. Taum antiguada qui até parecce caerta de Pero Vaz de Camiña ou um idioma gallego. Pela criatividade, nota máxima. Pelo conteúdo dos textos, nem tanto, porque simplifica demais os estímulos como em B2 (parece que foi inventando enquanto escrevia, olhando para a bicicleta). Na média, foi mais pra bom do que pra ruim. Mas depois piorou e ficou melhor. Suxesso!

  14. angst447
    7 de abril de 2021

    Ai, minha nossa senhora dos experimen[o]tudo!
    Que autor[a] ousado[a]. Foi divertido, mas … fiquei procurando micro historinhas e lá veio você com um texto só. Nem vou poder escolher um pedaço favorito… ou vou? Tá, vou tentar…
    Fico com o [E4] porque achei o final cagado, mas bom.
    Parabéns pela inusitada participação e boa sorte.

  15. davenirviganon
    7 de abril de 2021

    [Pleistoceno Trupicão] Serei sincero. Esse era o meu maior medo nesse desafio. Ao invés de ler microcontos, a possibilidade de enviar vários faria com que os autores enviassem um grande, disfarçado de 5/10 micros. O personagem é interessante, adorei o humor e curti o jeito que ele fala, eu li com uma voz remendando ele. Mas é praticamente uma mesma história em partes. Ironicamente, eu curto micros que ajudam a formar um personagem. Fiz isso com o Gregório, um personagem que criei, mas não usaria essa tática aqui. Preferia micros que fizessem sentido sozinhos. Na verdade preferia um bem feito que diluir o exercício em tantos micros.

  16. Anorkinda Neide
    6 de abril de 2021

    kkkkk muito bom!!
    Mas analisando, depois da euforia cômica… me parece q vc foi perdendo o trilho da linguagem inventada no decorrer dos contos, que eu nao sei se vc escreveu em ordem. certo que vc e paulista, só por causa da palavra ‘quando’ que se transformou em cano.. ou seria mineiro? rsrs
    Tá muito divertido e gostei da historia unificada.. quase morri rindo no E4, como sempre achei que sobrou a punhetagem no final, desnecessária hiahua
    Apesar da historia única, os micros funcionam sozinhos.
    Vc fez um belo e divertido trabalho. Parabéns

  17. Fil Felix
    4 de abril de 2021

    Olá, Trupicão!

    Uma coleção meio difícil de comentar e avaliar, viu?! Acho que é o primeiro no desafio (pelo menos que estou lendo) que tem uma conexão clara entre os micros, como capítulos numa história. Foi algo que pensei em fazer, mas fiquei meio com receio. E são contos que trazem um linguajar próprio, diferenciado e cômico. Então admiro a ousadia e a coragem da participação, por ter em sua estrutura pontos que certamente não agradará a todos.

    Tendo dito isso, espero que o autor também esteja com a mente aberta e sabendo que realmente não agradará a todos! Dois dos contos eu gostei bastante, sendo o C2 muito engraçado e quase criando um novo ditado, morri de rir com o cego e o mundo invisível. E também gostei do D4, que vai nesse mesmo formato, com a transformação final no sapo. Não sei como posso soar, mas parece que tem um quê das “piadas de português” aqui, além de um trabalho com o nonsense, o absurdo e o surreal, fiquei com uma cara de “WTF?” quando terminei o último. Quase um Borat entre os microcontos. Então acabei gostando de como o conjunto se comporta no todo, criando esse seu pequeno universo, que achei bastante simpático. Lado positivo. Mas pegando os micros separados, achei a história de cada um meio fraca, poderia ter ido um pouco mais além. Lado negativo.

  18. Elisabeth Lorena Alves
    4 de abril de 2021

    Olá, Pleistoceno. Com tanta inspiração que o período geográfico que lhe dá nome e você deveria ter nos presenteado com algo legal. A sua linguagem não me convenceu, mas, seus contos obedecem ao tema, tem estrutura e passam bem. As palavras usou todas as opções, foi interessante sua ideia, mas faltou um final convincente. No outro, gostei que virou sapo.

    Sucesso no Desafio.

  19. Sandra Daher
    3 de abril de 2021

    Trupicao, você faz aqui uma comédia escrachada com ambiência no Pleistoceno.Foi longe demais… e por isso teve que esculhambar todo o certinho de uma escrita moderna para fazer rir. Além de criar situações engraçadas. Eu ri muito com a história, formada por todos os contos. Realmente, uma aposta. Difícil compará-los com os outros concorrentes, é quase uma caso à parte. Tomara seja esse o seu barato, então deve segui-lo. Quanto a virar sapo, não é original; pra mim, perde ponto. Adorei o pelotão com outro sentido, pouco usado; isso é original. No geral, foi tudo muito criativo de sua parte, isso vale. Parabéns, sorte no desafio!

  20. Fernanda Caleffi Barbetta
    2 de abril de 2021

    [A4]
    Estranhei as palavras, mas não prejudicou o entendimento. Legal ter usado em um mesmo micro as palavras praça, ocioso, alfândega e pelotão, destaque para esta última rsrs.

    [B2]
    Outro micro com um humor muito bom. Gostei.

    [C2]
    Este já não teve o mesmo impacto.

    [D4]
    Gostei do que criou a partir da imagem da bruxa.

    [E4]
    Terminar com fui ao banheiro foi inusitado rsrs.

    [E2]
    Finalizou chutando o balde rsrs. Ri aqui.

    O uso desta linguagem estranha aumentou as suas chances de conseguir uma risada dos leitores e, felizmente, não prejudicou o entendimento.
    Interessante todos os micros estarem relacionados, porque esta opção foi, na minha opinião, na contramão da rebeldia e coragem que demonstrou ao criar uma linguagem, sendo uma forma de se manter na zona de conforto, sem arriscar muito.

  21. j2bohn
    2 de abril de 2021

    MICROCONTOS 2021 – PLEISTOCENO TRUPICÃO

    Em geral, acho o estilo do autor interessante, mas para este leitor inexperiente nas profundezas da língua portuguesa, ele não agrega muito valor, exceto pela originalidade da ideia em si.

    Nas revisões a seguir, portanto, me concentro mais na expressividade e originalidade dos seus microcontos que considero o foco deste concurso.

    A4: Exceto pela forma especial como é apresentado, o conteúdo não é particularmente significativo ou original para mim.

    B2: A resposta do pai em si ao ter um problema comum como pneu furado não considero particularmente interessante e o conto assim não me agrada muito.

    C2: Esta manifestação do pai tem um certo encanto.

    D4: Não vejo muita coerência e inovação nessa história além de ter mencionado a bruxa e a lua que aparecem na imagem.

    E4, E2: Ambos os microcontos são um pouco bobos e não agregam muito valor para mim, em minha humilde opinião.

    Vejo mérito no fato que a ideia do autor de escrever no estilo de uma língua antiga é mantida ao longo de todos os microcontos. Entretanto, a maioria dos contos em si não considero como muito expressivos ou sofisticados. Eu os li e os esqueci.

    Sei que se trata da minha preferência pessoal, mas eu gosto mais de microcontos que abrem um espectro de possíveis interpretações, contêm reviravoltas inesperadas, e quando, na melhor das hipóteses, tocam minha alma.

    Parabéns pelo trabalho inovador e ousado, e boa sorte no desafio!

  22. Luis Fernando Amancio
    1 de abril de 2021

    Olá, Pleistoceno! Adorei a ousadia e as opções inusitadas que você fez. Fazer micros interligados não era proibido, afinal de contas. Você conseguiu amarrar bem os estímulos, criar um universo para seu personagem. Gostei mesmo.
    Uma coisa que eu valorizo ao analisar textos de um autor é se eles têm uma marca autoral. Porque conto vencedor de concurso é muito fácil de fazer – mentira, não é, nunca ganhei nada. Mas a gente sabe que existe um padrão, escolhas que fazem o autor conquistar a média dos autores. Acho que isso empobrece, quando o competidor está preso nesses objetivos. Você não vai por esse caminho, pelo contrário. Brinca com a linguagem, cria um personagem autor. De certa forma, brinca até com a competitividade do desafio.
    O último micro é mesmo impagável. Mas eu gostei bastante de todos.
    Obrigado por compartilhar com a gente esse(s) texto(s). Boa sorte no desafio e parabéns!

  23. Marlo Romulo Werka
    31 de março de 2021

    Prezado Pleistoceno Trupicão.
    A proposta foi ousada. Humor é sempre, ou quase sempre, legal.
    Mas, dessa vez, não me atraiu. Tenho a impressão que, neste desafio, ficou um pouco fora de propósito. Um tanto quanto caricato.
    De toda forma, parabéns e boa sorte.

  24. Evelyn Postali
    30 de março de 2021

    Caro(a) autor(a),
    Se era para ser engraçado, foi, mas só pelo absurdo de eu ter que ler e traduzir para meu entendimento. Perdoe a ignorância e a sinceridade, mas não gostei. Talvez porque, se estivesse realmente escrevendo com algum sotaque, não pareceria tão debochado, ou despreocupado com o sentido de tudo.
    Boa sorte no desafio

  25. Fabio D'Oliveira
    30 de março de 2021

    Eu adorei seu trabalho, pessoa do nome esquisito. Li no dia da publicação e morri de rir. É meu favorito até o momento. Sabe por quê? Além das risadas, você mostrou ousadia e criatividade. São duas coisas que admiro.

    Foi uma aposta.

    Muita gente vai avaliar o desafio de forma literal, do tipo: “se o estímulo não for claro, está fora do top 15” ou “como tem um macrocosmo, o microcosmo perde força e por isso é um trabalho fraco para esse certame”. Eu já fui um caçador de problemas, então eu entendo esse povo, haha. Não acho, pessoalmente, que o artifício de criar microcontos interligados seja um problema. Somente se depender demais. Mas se complementa, como é o seu caso, e enriquece tudo, acho sensacional. Até melhor do que os trabalhos do pessoal que faz tudo individualmente. Explico: preocupa-se tanto com o micro quanto com o macro, gerando maior esforço na execução. É o segundo trabalho que aposta assim nesse desafio, nesse desafio.

    Eu gostei de todos os micros, mas, de fato, o macrocosmo é minha parte favorita.

    Parabéns pela coragem e bom trabalho!

  26. Bruno Raposa
    30 de março de 2021

    Olá, Pleistoceno Trupicão.

    Acho que aqui não faz muito sentido comentar os micros um a um. Eles constroem uma única história, dividida em fragmentos.

    É uma proposta arriscada num concurso de micros. Se por um lado saímos com uma história divertida e um personagem pitoresco na mente, por outro fica a impressão de leitura de um pequeno conto, não de uma série de micros. Torna a avaliação mais difícil.

    Deixando isso de lado, a leitura foi muito divertida. Foi uma ideia muito criativa e um bocado cínica. A mistura da linguagem arcaica com a infantilidade e certa vulgaridade do personagem reforçou a verve cômica. Os estímulos foram bem aproveitados, embora tenham gerado umas cenas meio aleatórias durante a narrativa. Mas faz sentido dentro do contexto de humor absurdo.

    Gosto do risco que você correu, da inventividade da narrativa e do personagem curioso que você concebeu. A maneira como você escolheu finalizar deu um desfecho perfeito pra essa maluquice toda, rs.

    É difícil avaliar dentro do desafio, de comparar com os outros micros. Mas sempre valorizo quem pensa fora da caixa.

    Boa sorte no certame.

    Abraço.

    E fini.

  27. Fheluany Nogueira
    29 de março de 2021

    Trupiquei um pouquim tamém. Sei que aqui tamo em outra era geológica, mas sô miner, antão lá vai: tudo bãodimáisdaconta, ri prá morrer! Foi um trem doidimais! Oncotô? Me preguntei? É o dasafio du Raposão?

    O pelotão mi encantô. Quascaí de susto, co urtimo. Tô doida com ele.

    Óiprocevê quelucura! Grazadeus ninguém disgotô! Abração pro cê.

  28. antoniosbatista
    28 de março de 2021

    A 4- Essa apresentação é hilária. Muito bom.
    B 2- O pai deve ser o super-homem.
    C 2- Pai filósofo, mui inteligente. Valeu.
    D 4- Um micro que corresponde perfeitamente ao estímulo (imagem).
    E 4- Não entendi o estrebuliçado.
    E 2- Esse eu ri até mejar. rsrrs

  29. Kelly Hatanaka
    27 de março de 2021

    Caro Pleistoceno Trupicão.

    Só digo uma coisa: “amei-lho!” kkkkkkkkk

    Gostei muito da forma como você juntou todas as palavras no primeiro microconto, mas gostei principalmente dessa persona que você criou com tanta originalidade e humor. Fazer humor não é fácil, brincar com o absurdo não é fácil e você tirou de letra.

    Parabéns e boa sorte!

  30. Regina Ruth Rincon Caires
    27 de março de 2021

    Microcontos 2021 – Pleistoceno Trupicão

    [A4] – Palavras: PELOTÃO, PRAÇA, OCIOSO, ALFÂNDEGA

    Trupicão, Trupicão, que embrulhada, hein?! Gostei do sentido que você deu à palavra “pelotão”, fazia tempo que não ouvia isso. Belo início de texto.

    [B2] – Fotografias – BICICLETA NA PAREDE

    E não é que seu pai ficou furioso com o pneu furado e enfiou a bicicleta na parede! Ele está bem?

    [C2] – Frases: “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos. “

    Trupicão, como o seu pai é sábio! Quem tem o coração batendo está vivo, e o cego vê tudo invisível?! É assim que ele entende?! Que “spettacolo”!

    [D4] – Ilustração: da bruxa com o gato

    Trupicão, você virou sapo?! Coitadinho…

    [E4] – Música: O dia em que a terra parou (Raul Seixas)

    Que desastre, precisa usar papel higiênico, rapaz! Ou fraldão! Que catástrofe, meu Deus!

    [E2] – Música: Formato Mínimo (Skank)

    Que fim solitário, fiquei com pena de você, Trupicão.

    Cara, que coisa mais absurda! Estou aqui, conversando com um trem doido. Mas quis ser coerente com os comentários. Tive com você o mesmo cuidado que dediquei aos outros participantes. Mas, que o trem é louco, é. Agora, ri um bocado. Você fugiu da casinha, moleque!

    Fique bem!

    Abraços…

  31. jeff A Silva
    27 de março de 2021

    Ola caro autor ou autora

    Bem…
    Serei sincero em minha critica aqui, deixando apenas dois pontos simples para não me estender além do necessário. Devo antes dizer que tudo que o que escreverei será com respeito e educação.

    Primeiro ponto:
    Entendo que a construção desses contos é um tipo de experimento interessante do ponto de vista fora da curva cujo objetivo é atrair a atenção para o diferente conjunto. Isso foi alcançado com um nível absurdo de eficiência. É com certeza uma peça ousada e original nesse certame.

    Segundo ponto:
    Assumo aqui, com toda educação que infelizmente não gostei de nenhum dos textos. Eles (em minha opinião) não me deram prazer algum, nem mesmo de rir por alguma passagem ou fragmento. De todos lidos até agora é o menos bom para mim.

    Desculpe se de alguma maneira fui rude, desrespeitoso ou critico demais em qualquer aspecto. Essa é minha opinião.

    Parabéns pelo esforço e sorte no concurso.

  32. mariasantino1
    26 de março de 2021

    Assim vc me quebra as pernas. Rsrsrs

    O que que eu vou comentar aqui?

    Enfim, gostei da ousadia, do uso do pseudônimo como complemento da narrativa ou voz (doido mesmo é imaginar alguém falando assim. Rssrsrsr), de como cada estímulo foi usado sem destoar do tom humorístico e de como vc inseriu necessidades básicas como cagar e tocar “umazinha” para também reforçar o período biológico que é contrastado o tempo todo pelo uso do latim e pá e tals e sei mais o q.

    Obrigada pela diversão. 🙂

    Parabéns e boa sorte!

  33. Nilo Paraná
    26 de março de 2021

    Interessante, B2 muito divertido. numa analise geral não faz meu gênero.

  34. thiagocastrosouza
    25 de março de 2021

    Saldo Geral:

    Primeiro texto a fazer um uso diferenciado da palavra pelotão. Brincou com os estímulos com bom humor e originalidade. Há passagens é claro, onde nem o latim esconde a simplicidade do texto, como o da bicicleta, mas como aparenta ser objetivo do[a] autor[a] não se levar a sério, tudo passa numa boa. Fazer rir com o mínimo também não é fácil e o contraponto da língua arcaica com a vulgaridade de Trupicão foi uma ideia de gênio.

    Não sei se é o melhor que li até agora, mas com certeza é o mais engraçado e o mais absurdo.

    Destaque:

    “Porultimo escrevo esse conto em Formato Mínimo pensando em Beatrice filia do açogueiro Jão Fuinha agora tenho que terminar de súbito porque pensando nas canelas da Beatrice me deu vontade de tocar ponieta. Fini”

    A ponieta é de Trupicão, mas o gozo, é de todos nós!

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  35. Priscila Pereira
    25 de março de 2021

    Meo Deos!!!
    Tô rindo muintoo!! 😂🤣😂🤣😂🤣😅

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Informação

Publicado às 25 de março de 2021 por em Microcontos 2021 e marcado .