EntreContos

Detox Literário.

Sangria numa noite de Bahia – Conto (Andreas Chamorro)

Diadonísio e Serafim, essa era as graça dos capanga de Gilberto, que estavam a segura José Nazareno pelos braço; ele mordiscava os lábio, se debatendo mas sem sucesso de soltura, tamanha força dos cabra. As muié e os cliente começo tudo a olhar de canto, alguns até se atumultuaro perto pra enxerga a situação com atenção. Gilberto, bobo nem nada, ia faze aproveito dos espectadores pra espalha sua fama de chefe de esquinas. Os zoim do Zé se apertava numa junção de sentimento, coisa braba, vice: era uma eletricidade percorrendo o couro. Tinha raiva e medo nas mesma medida, num mesmo copo.

Gilberto encarava Nazareno com sorriso no rosto, bebericando a pinga pra tontear aos pouco. 

— Tu traça minha futura esposa e ainda me acusa de ladrão. Esses preto do canavial num é preto que nem eu, hein. Bem que meus parente distante dizia. Sô descendente de capitão do mato, vice. Meu Bisavô dizia muito sobre uns preto que parecia animal fugindo…

— Cabra, meu Biso também foi capitão, mas num dizia essas coisa não — foi se defendendo Nazareno, parando de se debater pra encara Gilberto. 

Jussara continuava num banquinho com a cabeça baixa, fingindo não estar na situação que arrumo. No fundo sentia peso de José.

— Aquela hora cumpadre, eu te defendi de Garcia, e tu ainda me acusa…

— Gilberto — disse José com certeza na voz. — Home, vamo deixa de agir igual curumim, eu sei o que tu faz, num julgo porque já robei umas laranjinha na infância. Vamo resolve isso como home, se eu provar que sou home brabo também, me devolva as moeda, vá. É meu único pataquim pra vive lá em Salvador.

Gilberto nem mexeu a boca num esboço de responde o sotaque. Coração de José parecia um atabaque tocando pra Zazi, chegava ser mais alto que a música distante. O dono do cabaré fico pensativo por uns instante, mas sem deixa de encara Nazareno com olho de pantera, massageando o queixo a procura do que dizer.

— Se tu me derruba, devolvo seus dois saco. 

— Não Gil, faz isso não — Jussara levantou do banquinho apavorada, se metendo no campo de visão de Gilberto e José. — Zé, escute, num diga nada. Gil — ela se viro pro namorado. — Num precisa se esforça por erro meu, já entendi, foi coisa feita, te disse. Nunquinha que eu ia pra cima de um rapaz novo desse. Escute, eu levo ele lá pra fora e faço Zé escolhe um capanga pra briga, se ele ganha tu devolve as coisa e acabo a noite, tu para de se aperrea e pode goza da noite. Que pensa?

Nazareno olhava pros cabelo de Jussara e pra Gilberto, que olhava pra ela com atenção, esbanjando a mesma cara pensativa. Os olhos dele percorreu o braço da moça, toucou os dedim tremendo, pensou mais um tanto. 

— Ói muié, até concordo. Ainda mais eu estar cansado nas noite de hoje, mas o home me ofendeu…

— Tu já disse que pego, num disse? Afirmou quando sotaqueou ele, certo? — cortou ela, com a voz esganiçada que só. — Então deixa teus capataz resolve pr’ tu. Cabô.

— Tá certo, Jussara. Serafim, Diadonísio, Funil, Zé Banco. Lá pr’ areia — Gilberto grito apontando pra porta do cabaré.

Os dois grandão levou Zé pelos braço, apertando com os indicadores e dedões com força pra pega os nervo e doe que nem a peste. Os frequentadores só conseguiam cochichar entre si, mais entretidos com a briga do que com o que vieram memo fazer ali. Jussara deu umas apertada no passo e disse pra Nazareno, nem se importando que os capataz podia ouvi:

— Pega o Funil, ele tem doença de ossos, um chute quebra. — Era quase um sussurro. Os pelo ouriçou e outras coisa levanto.

A noite estava fresca e úmida quando chegaram nas areia e mato que tinha na frente do estabelecimento. Agora, fora o povo que pegava um ar do cabaré, fumando seus pito, tinha os bebo do bar que riam do pretim que era arrastado, curioso, cara de moleque.  

— Solte — disse Gilberto, e os capataz jogo Zé no chão.

Zé apalpo os braço pra aliviar as dor e limpar as areia na hora de levantar. Encaro a roda que se formava a seu redor, contrastando com a luz forte da entrada do boteco; Gilberto, seguido por Jussara e os quatro capataz. Um cuspiu na areia, catarrando ranho ao encarar. Era Zé Banco, um cumpadre de costa quadrada igual o queixo, calvo e sujo de poeira e terra. Outro só sorria igual palhaço, era mirrado parecendo pau de sebo, tinhas uns cabelo fino e comprido, a pele branca quase transparente mostrando as veia verde e um dos zóio que era branco de catarata ou algo pior, era Funil, o jagunço véio que fazia as conta dos lucro pra Gilberto, que como Zé, só dominava certos cálculos. Os outros dois eram os que carregaro o nego, dois irmão bem parecidos, ambos cor de caramelo e barba falhada, esburacada. Diadonísio ainda conseguia ser maior que Serafim, parecia um tronco de árvore com pernas e força descomunal. Este olhava pra Nazareno com cara de sossego, como se estivesse as quatro da tarde comendo fruta pra zoiá passarim. 

— Escolhe, cabra. — ordeno Gilberto, acendendo um pito e soltando nas boca de Jussara, que puxou e soltou de volta, reciclando fumaça, onde já se viu. 

— Vô cum Funil, vice.

Foi uma reverberação de risada. Era no boteco, na roda, até lá da sacadinha da frente do cabaré. Funil cruzo os braço e me olho de pé a cabeça, fungando igual gripado. Nazareno estalo os dedo da mão, como que quisesse amedrontar e fiquei repetindo pra mim memo: “tu é Zé dos Cocos, faça o que Zé dos Cocos faria. Seja como tu sempre sonho em ser.” Deu dois passo pra frente, indo pro meio da roda. Funil fez igual como que imitando. Gilberto só sorria da mesma maneira insolente que riu quando Zé o provoco. Então Zé Banco disse: “Vá logo, Funil, cabe cum o cabra”. E ele viro Zé de uma vez, pego ar quando escuto isso e logo pego impulso pra cima do véio, que desvio como vulto do soco, fazendo Zé come areia mais que tartaruga nascendo. Foi outra risadaria, como se o nego fosse um teatro de piada. Tava cada vez mais enfurecido, pensando em Mainha e Painho pra dar força. Levantando e limpando a cara, lembro de Bisa, de Anjo, de Vóinha. Lembro que tinha que ser forte e enfrentar meus assunto. Foi com mais fúria e foco e conseguiu acertar um soco na cara do véio, mas ele sacou uma faquinha quase invisíve e abriu um bom corte no braço de Nazareno. Começo a sujar toda sua juta de vermelho, mas a afobação fez com que quase num sentisse nada. Fico rodeando o véio armado igual bicho caçando. Funil continuava sorrindo e fungando, enquanto Zé se indignava de estar perdendo uma briga com um caquético e magrela, com doença de ossos. Só se… Pensou direito e foi pra cima de novo, seguro o braço da faquinha e o outro, ele esboço de chuta, mas penso mais rápido e chuto o joelho do véio contra o chão, fazendo um estalo agudo, teve a sensação de estar quebrando as cana lá no canavial. O sangue apareceu também pra Funil, acompanhado de parte de seu osso da canela furando pra fora das pele. Zé deu dois passo pra trás, pego a faquinha e sem raciocinar muito, passo com precisão nos pescoço de Funil, igual Teotônio fez na barriga de Painho, fazendo o sangue vermelhante cair na areia. Uns suspiro veio, e algumas viva no fundo, como que para encorajar Nazareno, o vencedor. Ele se afasto e por um momento evito de olhar pra Gilberto, com medo da expressão que estaria em seu rosto. Só espero, ofegante, a sua voz aparecer.

— Agora é minha vez…

Quando ele disse isso foi que Nazareno sentiu a noite, um frio que só ele sentia, com medo de ter de enfrentar Gilberto.

— Eu escolho um, se tu vencer de novo, pode pegar o pataco de volta. 

— Mas ele venceu, Gil…

— Tu tá apaixonada? Quer salvar o amantezim Jussara? Sua quenga — ele gritou.

— Não home, se aperreie não, faça o que quiser, vice. — ela foi se afastando em direção ao cabaré de novo, eu via nas cabeça dela os medo de ver Zé morrendo por conta de bandalheira dela, antes de entrar se virou pra fora de novo e se apoio nos calcanhares, mimicando com a boca algo como “me perdoe” pra Nazareno. 

— Home… — Zé começou a dizer. 

— Olhe, quero mais sabe de tua fuça não cumpadre. Num vai ter nada de volta, ninguém mando passa a mão em leoa que num é tua. Tudo isso foi bom pra nos divertirmos, pena por Funil. Mas estava veiaco já. Foi bom, pra começar a animar a noite. Vou voltar pr’a minha morena. Serafim, Diadonísio, suma cum o diacho. Faça o que tiver que fazer.

Começou Nazareno, a se debater feito peixe de novo, gritando, revoltado com a perca das moeda, sua cabeça girava feito redemunho, pensando em como que ia fazer pra chegar em Salvador, cogitou em como poderia se manter em Santo Amaro se nem os pataco pra dormi e come ele tinha mais; estava tudo enfiado no bolso de alguém que já tem ouro de sobra. Ao memo tempo que ele xingava e chutava o vento, xingava o destino também, culpando-o de ser injusto e cruel. Eu atrás ia acompanhando com peso no peito, entendendo ele. Mas destino é um alinhavo rapaz, é de fase em fase. Tu é a linha, que vive um alinhavo de vez. 

Teve um momento que os home se irrito nos limite das venta, quando estavam já na penumbra da madrugada perto de uns mato alto, jogaro Nazareno no chão e começaram a bater nele com tudo o que tinha: braço, pé, gaio grosso caído nos canto. O bichim fico todo lascado, as pele aos frangalho. Despois que viro que já tava bom de porrada os home, ofegante, puxaram duas faca do cós de suas calça.

— Faz isso não, por favor — Nazareno implorava. — Já me lasquei de ter perdido pataco, tô sem eira nem beira, deixe-me morrer com dignidade, o que cêis vão ganhar com isso?

Diadonísio guardou a faca e limpou o suor da testa.

— Gilberto vai nem saber se dissermos que matamos — ele disse a seu irmão, carrancudo, que não respondeu de imediato, nem guardou sua faca, apenas ficou zoiando o coitado de Nazareno que se remexia em dores.

— Ói, tu trate de sumir, suma de Santo Amaro — ele se abaixou até Nazareno, seu corpo fez uma sombra que cobriu o ferido o fazendo desaparecer na escuridão. Passou a lâmina de sua faca no rosto de Nazareno, sujando-a com sangue. Forjando prova, ó paí. — Suma! Se não na próxima tu num sobrevive. — Serafim levantou e fez um sinal com o cocuruco pra Diadonísio, então deram meia volta, caminhando em direção ao cabaré. Nazareno fico zoiando a lua, pedindo que Anjo descesse de lá e levasse ele junto.

A escuridão tomo conta de sua mente por um tempo que até hoje num sei contar. Era como se todo o corpo de Nazareno latejasse, como se a pele todinha tivesse sido arrancada das carne. O sangue caía pro mato molhado de umidade, alimentando a terra. E era como se o solo sagrado respondesse de volta, energizando o cabra dilacerado. De um súbito José levantou a cabeça, gemendo feito porco no abate quando sentiu as dor tudo. As juta tava grudando como se tivesse derrubado angu em cima dele. O tadinho se levantou com dificuldade e começou a caminhar sentido a estrada que daria até a pousada. Mesmo que a cabeça doesse, ainda conseguia digerir o que tinha acabado de acontecer comigo. Era um sinal de que eu num ia me da bem na cidade, portanto, deveria voltar pro Canavial, convencer Mainha que lá daria pra viver bem, que não precisaria de fica longe pra vir bonança. Estava sem uma moeda nos bolso, sem nada, sem ter como fazer nada. Um dinheiro que Bisa juntou a vida toda. A véia morreu com cento e quatro, vice. Imagina o tamanho da perca. Que faria? As moeda, as luta, os suor, foi tudo embora com os parente. A família Nazareno era uma árvore quebradiça, tendo apenas dois galho, e ambos já estavam sem folhas verdes e deslumbrantes. Conforme o corpo esfriava, as dor dos inchaço invadia seus nervo. Nazareno ia apalpando o rosto, o olho esquerdo estava coberto com a carne inchada da bochecha gorda feito pão; a boca cortada, salivando ferro puro. Ele ainda tinha que pegar suas juta na pocilga, sair sem Redondinha ver, pois já não tinha mais o valor pra quita os gasto do quarto. Lá na frente dos caminho, quando foi pra cidade, foi talvez entender o porquê dessas rastera da vida. Mas demorou pra Nazareno Quase Adulto. Ele ainda tinha coisa de curumim dentro dele, como se o Nazareno Menino vivesse todo o tempo grudanhado nas suas costa. Daqui poucas semana seria a tal festa que come peru, festança de dezembro que Bisa dizia que a sinhá fazia, e José queria ter a oportunidade de conhecer isso lá na cidade, mas estava sem esperança. Eu olhava com pena, andava devagar com ele, passo a passo, só não marcávamos a mesma lama, isso apenas os pés dele conseguiam fazer. O matagal tinha cheiro de colônia fresca, ele pegou algumas folhas pra limpar o sangue do rosto, dos olhos. O caminho que antes ele fez rápido igual lebre, agora parecia longo, como se fosse chegar ao fim só na velhice; ainda mais coxo como estava. Nazareno foi sendo levado na maré igual eu gosto de ser levado. Eu fui levado por conta das cantiga dos menino aqui na esquina, e ele pelas porrada da vida e de cabras. Por causa de mulher ele apanho, ele: Nazareno. Por causa de mulher…

Os zóio abrindo grande, que chegava a mostrar os branco, fez lembrar que já estava perto da esquina da pousada e Deus ou Diabo deu o milagre ao home. O tal caminhão que levava passageiro passava um tanto rápido na rotatória que se ligava à pousada. Foi as ultima força que tinha, correu sem pensar na dor, foi abstraindo, foi fingindo que não tinha nada de cortado, nada sangrando. E foi. Tento alcançar conforme pude a rua, o caminhão vinha vindo, Nazareno surgiu sob a madruga acenando desesperado, até que os joelho falhou e Zé cai no chão. Pisco e viu o céu começando a acinzenta pra querer abrir. Pisco duas, viu o caminhão passando. Disgraça. Pisco, viu o caminhão parando.

5 comentários em “Sangria numa noite de Bahia – Conto (Andreas Chamorro)

  1. thiagocastrosouza
    10 de março de 2021

    Andreas, hoje consegui ler seu conto. Depois de ler aquele sobre Exu, até me ajeito na cadeira antes de começar, e que viagem! Vocabulário regional, vingança injusta e uma penca de desgostos: independente do contexto, certos dramas e emoções humanas são os mesmos.

    Grande abraço!

  2. Anderson Prado
    16 de janeiro de 2021

    A reprodução da linguagem oral inculta, aliada à profusão de personagens e apelidos, pouca utilização do acento circunflexo e alguns parágrafos longos, atravancou a leitura em alguns momentos. Fora isso, o retrato da pobreza e da ignorância ficou muito bom. O ponto alto do conto é o desfecho lírico, apesar de trágico.

  3. antoniosbatista
    12 de janeiro de 2021

    Muito bom!

    “Cada autor deve criar seu próprio léxico, do contrário não pode cumprir sua missão”

    Guimarães Rosa

  4. Leda Spenassatto
    12 de janeiro de 2021

    Uau!
    Estou sem fôlego.
    Que belo conto, até parece música caipira eternizada .
    A junção do Zé com o narrador matou a Lebre.

  5. Euler d'Eugênia
    12 de janeiro de 2021

    Relatos de um capanga, nos quais narra o açoite de Nazareno por ter se envolvido com a mulher, Jussara, do seu senhorio, Gilberto. Conjuntamente demonstra as comiserações da vida, a migração à cidade, a dominância decorrente do poder e até o show que esse poder traz, vide Funil que morre só para entreter, ou seja, banaliza a vida.
    Interessante às comparações aos bichos: tartaruga, peixe, porco e por aí vai. Demonstrando o olhar do narrador-personagem com seu universo, mais alinhado aos bichos que aos homens, além de mostrar sua essência animalesca.
    Entendo o coloquial nas falas (do texto todo ser uma fala, por isso as quebras gramaticais), porém, por vezes, existe exatidão na gramática, já noutras ‘erra’. Ficou estranha essa oscilação vide:
    “Gilberto nem mexeu a boca num esboço de responde o sotaque. Coração de José parecia um atabaque tocando pra Zazi, chegava ser mais alto que a música distante. O dono do cabaré fico pensativo por uns instante, mas sem deixa de encara Nazareno com olho de pantera, massageando o queixo a procura do que dizer”. Há o erro proposital em ‘fico e instante’, porém tudo está correto. Não casa o ‘erro’ com o restante e a meu ver não faz sentido ele errar o ‘fico’ e não errar o ‘mexeu’, dele errar o plural de instante e ser coerente com o ‘olho de pantera’ e ‘olhos de pantera’ seguindo a ideia do texto.
    Ignora alguns pronomes: ‘foi se defendendo’, ‘apavorada, se metendo’, mas é pontual em outros: ‘também, culpando-o’, ‘beira, deixe-me’.
    Destaquei algumas, mas é recorrente no texto, o conto vive essa incoerência, o que me fez distanciar dele e contestar o uso da verossimilhança do discurso narrado.
    A meu ver, há excesso do uso do ‘como’, principalmente no final do texto. Mesmo o universo ser de poucas palavras para ilustrar o conhecimento do caboclo, em algumas passagens nem precisava do ‘como’, isso me cansou de ler.
    No todo, tive dificuldades com o texto e essa dificuldade foi causada pela linguagem escolhida. Gostei do desfecho da história, da piedade sentimental que trouxe o final.

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Publicado às 12 de janeiro de 2021 por em Contos Off-Desafio e marcado .