EntreContos

Detox Literário.

Tempestades (Fátima Heluany)

Ela dormia virando na cama! numa cama enorme, num quarto enorme, sozinha.  Acordou cercada de feras, sacudida por ruídos temerosos. Suor na testa, baba no travesseiro. 

Janela entreaberta, olhos em fogo a espreitá-la nas trevas. Relâmpagos. Começou a ver-se cercada por afinados punhais. 

Estavam aparecendo cadáveres na região, talhos roxos entre as pernas… Tão grande tristeza nunca sentida que nasceu nesta estupidamente imprevisível noite: sepultada nas escavações do ensombrecido rosto.

 

Acomodou-se, pálida e desafiante. Descobriu-se: corpo manso, seios ostensivos. Dedos tontos… 

Criava um clima!

82 comentários em “Tempestades (Fátima Heluany)

  1. Daniel Reis
    1 de fevereiro de 2020

    Gostei do começo, da pontuação anárquica, da construção do segundo parágrafo… porém, a partir da aparição dos cadáveres, a história ficou simbólica demais, e me senti burro. Melhorou em “dedos tontos”… mas também não me agradou o desfecho da última frase… boa sorte a você!

  2. Tom Lima
    1 de fevereiro de 2020

    Criou um clima, de fato. Até um clímax, aparentemente.
    O estranho causado pelas cenas de terror anteriores, junto com a revelação final, que parece uma masturbação é bem interessante. O contraste, pra fora do esperado. Um gozo que vem do horror e da tristeza.
    A força do conto está nesse contraste, mas me pareceu que ele poderia ser aumentado, dando um pouco mais de espaço para o momento depois da pequena morte, como dizem os franceses. As cenas de horror desaparecem, ou continuam lá? Nos dois, poderia haver indícios de que essa é uma forma de lidar com o horror, o que seria interessante.
    Abraços.

  3. Ana Maria Monteiro
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Consuelo. Em 99 palavras conseguiu criar um clima e dar o contraponto, não está ao alcance de todos. Ainda assim, faltou um pouco de transição, ainda que o resultado final tenha sido muito bom. Parabéns e boa sorte no desafio.

  4. Anorkinda Neide
    1 de fevereiro de 2020

    Preciso refazer o comentario pois decidi votar..
    .
    Então, cara escritora de terror… rsrs
    Gostei bastante deste texto… Tem uma frase enorme ali que ficou um tanto desconexa, mas tirando isto, o conto está perfeito em seu mistério inicial e suas entrelinhas que instigam e perturbam o leitor.
    Parabéns

  5. M. A. Thompson
    1 de fevereiro de 2020

    Entendi que a moçoila teve um pesadelo e ao acordar se masturbou. Parece incompleto. Boa sorte.

  6. Gustavo Azure
    31 de janeiro de 2020

    A escrita é boa e as palavras, aparentemente foram bem pensadas. Porém é um tanto quanto confuso e algumas partes parecem totalmente desconexas. O final retoma um clima que dá a entender um teor sexual meio fora do resto. Boa sorte!

  7. Givago Domingues Thimoti
    31 de janeiro de 2020

    Psé, achei que o conto ficou extremamente enigmático, o que acabou pesando um pouco na leitura. Embora a escrita esteja boa, por conta desse excesso de lacunas, creio que o conto é, no máximo, regular

  8. Carlos Vieira
    30 de janeiro de 2020

    Oi, Consuelo! A narrativa se desenvolveu bem, o que gerou inicialmente um cenário claro de suspense. No ponto de virada também visualizei um cenário de sensualidade, clímax. No entanto são cenários tão distintos para mim que tive dificuldade de fazer a associação dos termos em comum, que sugerissem ambiguidade para a concatenação em ambas as situações. Interessantes, nesse sentido, as expressões “olhos em fogo”, “ruídos temerosos”, “talho roxo entre as pernas”. Parabéns e boa sorte.

  9. Gustavo Araujo
    29 de janeiro de 2020

    Um plot twist interessante. A narrativa inicial conduz o leitor para uma atmosfera de terror, mas tudo acaba em dedos ágeis, com uma garota inspirada por um sonho excitante. Uma boa aposta, bem escrita até, que tem seu valor. Não chegou a me arrebatar, mas reconheço a competência. Parabéns e boa sorte no desafio.

  10. Andreza Araujo
    29 de janeiro de 2020

    A metáfora com orgasmo feminino (é isso?) não foi muito feliz, pra mim. Antes fosse só um texto sobre uma tempestade, achei as analogias desconfortáveis. Não achei sensual nem entendi o suspense. Mas foi uma leitura agradável. Boa sorte!

  11. Gio Gomes
    29 de janeiro de 2020

    Fantasias macabras! Achei um ótimo mix, fluido e com final amarrando as pontas.

  12. Wallace Ferreira Anselmo
    28 de janeiro de 2020

    Eu não tenho um corpo feminino, mas eu no orgasmo jamais imaginaria coisas tão macabras como essa, se esse foi o ponto do conto ” Orgasmo” para mim falhou.

  13. Fil Felix
    28 de janeiro de 2020

    Bom dia! É um conto bastante metafórico, que acaba gerando no leitor diversas interpretações. O final indica que a mulher estava se masturbando e toda a cena como um grande orgasmo, que começa como algo temido e pavoroso, chegando ao esperado clima. Mas mesmo assim algumas frases do início me pareceram um tanto desconexas, como algumas descrições longas e muito exageradas.

  14. Catarina Cunha
    28 de janeiro de 2020

    Mulher cria um cenário macabro para temperar seu prazer solitário.
    Elementos fundamentais do microconto:
    Técnica — regular. O texto perde em fluidez. Exclamações desnecessárias.
    Impacto — muito bom. O último parágrafo deu a síntese do conto.
    Trama — boa. Nada fazia sentido até a última frase.
    Objetividade — boa. Melhor seria se as ideias fossem mais concatenadas, mas a criatividade venceu aqui.

  15. Amanda Gomez
    28 de janeiro de 2020

    Olá,
    Bem o texto não está muito claro, propositalmente. É um risco, as vezes o autor tem que pensar que o que está claro na mente dele não se transmitiu nas palavras, algumas metáforas são bem vindas outras só servem pra confundir.
    Achei o conto intenso, boas cenas, boa escrita, mas sem o entendimento final não sobra muita coisa. Claro que pode ser falha minha, mas fazer o quê… No mais a leitura foi boa.
    Boa sorte!

  16. Sarah S Nascimento
    28 de janeiro de 2020

    Olá, seu microconto é intenso! O clima, as palavras, tudo contribui para sentirmos a sensação de medo, pavor e loucura que a protagonista sente.
    Ficou um pouco assustador, gostei das descrições de como ela via os relâmpagos e como também parece tudo surgindo da mente dela. Ou seja, uma união de uma tempestade violenta e da mente dela, dando a isso proporções maiores e mais aterrorizantes.
    Meu único ponto negativo é que não entendi o final. O que significa o último acontecimento, que clima é esse que é criado no fim?

  17. Priscila Pereira
    27 de janeiro de 2020

    Olá, Consuelo!
    Olha… não sei se captei a mensagem do conto… é um pesadelo? Um ataque de criaturas? Demônios? Vampiro? Alucinações? Ficou vago demais pra mim… e o final é inverossímil demais… quem criaria um clima numa hora dessas? kkkkk
    Parabéns e boa sorte!!

  18. Angela Cristina
    27 de janeiro de 2020

    Olá!
    Para mim, o texto apresentou a luta da personagem em explorar e permitir-se dar prazer ao próprio corpo, lutando contra seus próprios medos e preconceitos.
    Texto forte e ousado.
    Parabéns.

  19. Cicero G Lopes
    27 de janeiro de 2020

    Ela não dorme e surgem os fantasmas a lhe tentarem, seriam aqueles “falecidos” que a gente teima em não esquecer e enterrar de vez? Boa sorte.

  20. brunafrancielle
    27 de janeiro de 2020

    Digamos que o terceiro paragrafo nao combina com o quarto.
    Ou eu não entendi direito o último parágrafo.
    É alguma coisa a ver com erotismo, correto? Onde cadáveres entram nisso?
    Se era uma linguagem metafórica, falhei em perceber.
    Mas o microconto tem uma aura e narrativa legais. Só faltou coerência para mim.

  21. Raione LP
    26 de janeiro de 2020

    Também tive essa impressão de uma narrativa de terror ou suspense à qual parece se mesclar o erotismo, numa espécie de reviravolta ou inversão de expectativa ali no quarto parágrafo (a qual não elimina a dúvida). Contudo, trata-se de uma história de contornos vagos (o que faria sentido caso a intenção fosse associá-la aos sonhos). Esta frase soou ao mesmo tempo cacofônica e truncada aos meus ouvidos: “Tão grande tristeza nunca sentida que nasceu nesta estupidamente imprevisível noite: sepultada nas escavações do ensombrecido rosto”.

    Não me pareceu interessante encerrar o texto com o que parece ser um trocadilho (“Criava um clima!”).

  22. Bia Machado
    25 de janeiro de 2020

    Olá, tudo bem? Se fosse só a descrição do momento de terror, iria achar mais do mesmo, bem clichê. Mas aí vem a parte do erotismo e fiquei me perguntando quem é que cria um clima com base nessa tensão toda? Uma escritora de contos de terror? Olha, não curti o excesso de adjetivos, mas parabéns. Obrigada!

  23. Eder Capobianco
    25 de janeiro de 2020

    Poderia ser um micro-conto de suspense………ou sensual……….talvez de terror……….mas faltou alguma coisa para ser qualquer uma destas categorias……………o ponto de exclamação logo na primeira oração já indicava algo meio confuso na narração……….parece um pouco perdida, mas passa longe de ser um fluxo de consciência…………me parece que o escritor poderia fazer várias escolhas para o texto, mas não fez nenhuma……………..

  24. Vanilla
    25 de janeiro de 2020

    Achei confuso num mal sentido, nãos ei se gostei disso. Toda essa visão da realidade da personagem em ver coisas que não são reais é uma narrativa bem interessante, mas não gostei muito da estrutura e do jeito que tudo começa, demoro um pouco para pegar o ritmo de tudo e em tantas poucas palavras é até chato, sabe. Sinto que falta informação para a compreensão da sua ideia em geral. Obrigado pela experiência, boa sorte!

  25. Fabiano Sorbara
    25 de janeiro de 2020

    Olá, Consuelo! Achei o texto confuso, talvez seja pela ideia de transmitir ao leitor um pesadelo. Ao final me pareceu que um toque de erotismo misturado no enrendo. Juntando tudo fiquei com a impressão de ser uma mulher que luta contra o prazer sexual. Foi o que entendi.
    Desejo boa sorte no desafio. Abraços.

  26. Thata Pereira
    24 de janeiro de 2020

    Será que entendi? Será que posso comentar o que eu entendi? kkkk’
    A reviravolta foi o que eu gostei do conto, o que vem anteriormente achei bem confuso. Demorou pegar o ritmo para entender, precisei ler três vezes. o que eu entendi é que trata-se de uma fantasia sexual. Será isso?
    Boa sorte!!

  27. Ana Carolina Machado
    24 de janeiro de 2020

    Oiiii. Um microconto de suspense sobre coisas que podem acontecer durante uma noite em que uma moça está aparentemente sozinha. Acho que o que ocorreu com ela foi um tipo de paralisia do sono que ia para o lado do erotismo, com imagens que parecem reais mas não são, a tempestade e a solidão apenas agravaram isso. Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio!

  28. Marília Marques Ramos
    24 de janeiro de 2020

    Achei interessante, porém um pouco confuso. Parece que não termina ao terminar. Boa sorte!

  29. lialaz
    23 de janeiro de 2020

    Confuso, porém interessante. Faltou ligar melhor as ideias. Boa sorte!

  30. leandrociccarelli2
    23 de janeiro de 2020

    O texto não é fluído, tive que reler algumas vezes. A ambientação psicológica é muito boa, mas achei as ideias confusas, não me cativou. Boa sorte!

  31. Anônimo
    23 de janeiro de 2020

    Olá!
    É uma história de horror? De erotismo? Não sei, mas gostei das possibilidades que a história apresenta.
    Narrativa bem construída.
    Parabéns!

  32. Rubem Cabral
    23 de janeiro de 2020

    Olá, Consuelo.
    Interessante a mistura/dicotomia de possível terror e erotismo. Pensei em gatos quando foram citados olhos e punhais, mas eles não apareceram.
    Boa sorte no desafio!

  33. Rafael Carvalho
    22 de janeiro de 2020

    Então… Talvez pela quantidade de outros contos que havia lido antes de chegar no seu, ou por falta de tato nesse formato literário, tive que reler algumas vezes para ter um possível “bom entendimento do texto”. O que tornou um pouco cansativo.
    Apesar disso indiscutivelmente o micro conto é bem escrito, audacioso e interessante, talvez em uma leitura mais ociosa eu tivesse conseguido apreciar mais.

    Parabéns pelo texto, boa sorte.

  34. Davenir Viganon
    22 de janeiro de 2020

    Uma noite em que uma mulher fica sozinha pode ser tanto erótico quanto terror e o autor fez questão de deixar isso em aberto. O grande trunfo do conto. Não há história apenas uma pincelada de sensações. Muito Bom!

  35. Rsollberg
    22 de janeiro de 2020

    Fala, Consuelo.
    Então, esse conto possui o que mais aprecio nessa modalidade minimalista, que é justamente o fato de abrir possibilidade para interpretações.Hermético, cuidadoso, pouco revelador.
    Ficamos diante de duas possibilidades, dois caminhos, um mais nítido e outro mais sombreado até a surpresa final. “Dedos tontos” é a uma chave importante.
    “sepultada nas escavações do ensombrecido rosto.” o rosto de um possível vilão na espreita? Ou o rosto da personagem principal, deformado pelo onanismo e sombreado pelo lençol?
    O “criar um clima” é a cereja do bolo pois brinca com o arquétipo do terror, a atmosfera que permeia o gênero e com o uso moderno/”romântico da máxima.
    Penso que foi um grande acerto do autor misturar o erótico e o terror/suspense, pois o primeiro serve muito ao segundo. Como não se lembrar imediatamente da famigerada cena de Alfred Hitchcock em psicose em “afinados punhais”! Sim, essa sacada é ótima porque brinca com o “afiado”, ou seja, é alimento para mente.
    Os roteiristas de hollywood perceberam rapidamente o poder do erotismo nesses filmes. Não somente pela óbvia nudez chamariz, mas porque na sociedade moderna a roupa representa mentalmente nossa primeira defesa. Ao estarmos nus estamos completamente indefesos. Tirando o Van Damme, obviamente. Isso é tão espetacular que há grandes chances do pudor ganhar do instinto da autodefesa, usamos o mesmo exemplo da consagrada cena de Janet Leigh, quantas pessoas na mesma situação, ao encarar o assassino automaticamente se cobririam ao invés de reagir? Eu mesmo não sei o que faria.
    Contudo, cabe ressaltar que o terror também serve ao erótico, isto porque projetamos nossos medos, gerando uma adrenalina, em um ambiente controlado psique, Uma criação que podemos abandonar voluntariamente e não apresenta riscos, ou seja, o seu tão oportuno “clima”!!
    E, por fim, em uma leitura extrema, aproveitando-se do gore e das cabeças mais perturbadas, podemos dizer que a protagonista ao pensar nos cadáveres ambulantes emule um desejo socialmente proibido, patologia bizarra, de necrofilia onde em imaginação é permitido.
    Enfim, deixa eu estacionar meu tico e teco um pouco para descansar!
    Culpa do seu conto, autor! Que fez tudo isso comigo.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  36. Sabrina Dalbelo
    21 de janeiro de 2020

    Olá,
    Um micro bastante intenso. As metáforas foram muito apropriadas. Bem interessante a sacada da criação “do clima” dessa mulher, por ela mesma. Legal mesmo.
    Só uma única uniquinha sugestão: menos adjetivos. Teu micro é bom e ficará melhor após cortar alguns.
    Um abraço!

  37. Matheus Pacheco
    21 de janeiro de 2020

    Um terror misturado com erotismo, o final me pegou desprevenido e te digo que a surpresa foi muito boa e me fez soltar um riso de surpresa. Gostei bastante dessa “reviravolta” criada pelos olhos e pelos dedos (Que horror de comentário).
    Um ótimo conto.
    Um abraço.

  38. Pedro Gomes
    21 de janeiro de 2020

    Infelizmente não consegui perceber. Demasiado subtil.

  39. Maria Alice Zocchio
    21 de janeiro de 2020

    Parece que o terror sugerido não é o terror fantástico. É algum fantasma real. Há uma tristeza, mas há a descoberta. É erótico . Trabalhou bem o tema e está bem escrito.

  40. Maria Alice Zocchio
    21 de janeiro de 2020

    Parece que o terror sugerido não é o terror fantástico. É algum fantasma real que v Há uma tristeza, mas há a descoberta. É erótico . Trabalhou bem o tema , está bem escrito.

  41. Maria Alice Zocchio
    21 de janeiro de 2020

    Parece que o terror sugerido não é o terror fantástico. É algum fantasma real que veio visitar. Há uma tristeza, mas há a descoberta. É erótico mito mais que fantástico. Trabalhou bem o tema , está bem escrito.

  42. Anderson Góes
    21 de janeiro de 2020

    Isso é um pesadelo? Ou a informação foi sutil e eu deixei passar ou faltou isso… Entretanto é um conto bem escrito e com um começo excelente, parabéns pelo conto e boa sorte!

  43. renatarothstein1
    21 de janeiro de 2020

    Terror e erotismo juntos no mesmo micro. Uau. O clima estava criado, já imaginamos o restante.
    Será que todos os moradores da cidade curtiam, ou a última vítima estava carente?
    Humm…
    Boa sorte no Desafio
    Abraços

  44. Fabio D'Oliveira
    21 de janeiro de 2020

    Olá, Consuelo.

    É um texto para ler com calma. Precisa interpretar, também com calma.

    Para mim, pelo menos, é um micro erótico, feito, de propósito, para confundir o leitor. Um terror que não é terror, afinal. Essa artimanha é perigosa. Muitas pessoas são literais. O ideal, ao meu ver, é construir um texto que signifique algo para os dois tipos de leitores: aquele que é literal e aquele que interpreta. Nesse caso, de forma literal, é meio confuso. Só interpretando para entender, e talvez até interpretemos errado, pois as dicas estão bem escondidas.

    Enfim, é isso!

    Parabéns pela ousadia e boa sorte no desafio!

    • Sabrina Dalbelo
      21 de janeiro de 2020

      Concordo com o Fabio.
      O grande desafio do teu conto é atingir os leitore literais, porque ele é bastante metafórico.
      Por alguns comentários, já vi que vários não entenderam. Uma pena.

  45. Rodrigo Fernando Salomone
    21 de janeiro de 2020

    Parabéns Consuelo, gostei da personagem acordar com a libido nas alturas após o pesadelo, kkk, pelo menos foi o que eu entendi.Boa sorte.

  46. Evandro Furtado
    21 de janeiro de 2020

    O conto é carregado de um erotismo muito único, repleto de corpos tempestuosos, com o perdão do trocadilho. Gosto da ideia da tempestade como sendo o outro, representando o ato sexual em sua selvageria imprevisível. Acho, no entanto, que há um exagero com as palavras, e essa falta de simplicidade acaba por impedir que o conto seja ainda melhor.

  47. Fabio
    20 de janeiro de 2020

    Tive certeza de que se tratava de um conto de terror, quiça, um suspense. Foi muito boa a forma como explorou este duplo sentido que me levou a um quase sabrinesco.
    Boa sorte.

  48. Neuceli Silva
    20 de janeiro de 2020

    Consuelo, fiquei ansiosa pela continuação de sua história. Tive a sensação de que está faltando algo para fechar.

  49. Rozemar Messias
    20 de janeiro de 2020

    Você escreve bem, o conto começou envolvente, mas acabou criando confusão e gerando frustração! Talvez com um número maior de palavras possa dar continuidade ao suspense do início. Boa sorte!

  50. Fernando Cyrino
    20 de janeiro de 2020

    Olá, Consuelo, cá estou eu às voltas com a sua história. Puxa, você escreve bem, mas conto-lhe, companheira, que essas Tempestades me pegaram e me deixaram, além de molhado, um tanto confuso. Interessante que o começo da sua história me conduzia para algo que iria provocar terror, ou mesmo que gerasse suspense. Só que lá pelo meio do conto acontece uma virada radical, tipo um “cavalo de pau” que você dá no automóvel e isto, sem dúvida que me provocou uma tremenda confusão. Entrou na história a sensualidade (que achei então, quando aconteceu, que já estava presumida no seu pseudônimo) e saiu fora a tensão do medo e possivelmente até da presumida violência. Resumindo, amiga, foi como se a sua tempestade houvesse se anunciado como uma tormenta colossal, só que quando ela aconteceu na verdade, veio uma chuva não tão forte. Acho que essa mudança do clima da tensão para o erotismo terminou por provocar essa grande perda na narrativa. Puxa, começou tão bem, mas ficou devendo no final. Pena. Grande abraço e boa sorte.

  51. Vitor De Lerbo
    20 de janeiro de 2020

    O conto começa forte e imponente, bonito na narrativa e empolgante. A escrita flui e cresce. Aí parece encontrar seu ápice lá pelo meio da narrativa e regredir. A última frase me pareceu totalmente desconexa do resto do conto, com palavras tão bem trabalhadas e sedutoras.
    A virada do terror para o erótico faz total sentido, e a ideia foi ótima. Mas algo na execução me perdeu.
    Ainda assim, mais pontos positivos que negativos.
    Boa sorte!

  52. Vil Verdict
    20 de janeiro de 2020

    Começa bem. E, imediatamente após, perde a força… A ideia da virada pelo viés da sensualidade é muito interessante, mas igualmente finalizado sem a intensidade esperada e prometida no primeiro parágrafo. Faltou algo que permeasse todo o texto com o que você quis passar. Abraços textuais, Consuelo.

  53. Fheluany Nogueira
    20 de janeiro de 2020

    Texto de suspense e terror concluído com uma sensual reviravolta. Não interessa se sonho ou fantasia. Ocorriam mortes em série na região. O medo da protagonista é real. Bem escrito.

    Parabéns. Boa sorte. Abraço.

  54. Áureo Poente
    20 de janeiro de 2020

    Seria um pesadelo ou algo mais? Se tem alguma informação que deixei passar antes do final, perdão porque não entendi a conclusão… Entretanto é um conto bem escrito e com um começo excelente, sei que as vezes é complicado se fazer entender em poucas palavras e se faltou algo ao texto não foi por causa de inabilidade de autor, parabéns pelo conto e boa sorte!

  55. Augusto Schroeder Brock
    20 de janeiro de 2020

    Olá!
    Comecei o conto com uma boa impressão mas que aos poucos foi murchando. O terceiro parágrafo me trouxe confusão e me afastou do conto. De qualquer forma, tens uma escrita que me agrada. Parabéns pelo texto.

  56. Luiz Eduardo Domingues
    20 de janeiro de 2020

    Gostei muito da primeira parte, quando tinha a impressão de que se tratava de um pesadelo da personagem. O final ficou um pouco confuso e, pessoalmente, não consegui relacionar diretamente ao começo da história. Em todo caso, gostei muito da escrita. Parabéns!

  57. Pedro Paulo
    20 de janeiro de 2020

    De um pesadelo monstruoso, fatal e pirotécnico, a um prazer privado. Muito bem, tentarei avaliar a técnica, área em que eu mesmo não me julgo tão capaz como outros de nossos colegas. A descrição inicial contribui para um senso de desordem e claustrofobia, novos perigos, um mais mórbido do que o outro, parecem cercar a protagonista em uma noite insone. A construção “(…) tão grande tristeza nunca sentida que nasceu nesta estupidamente imprevisível noite: sepultada nas escavações do ensombrecido rosto.” me pareceu uma insinuação a uma linguagem teatral, em que o investimento emocional do leitor deveria encarnar a própria catarse do sonho da protagonista. A linha imediatamente seguinte, com a personagem acordada, nos explica suas ações de uma forma contrastantemente sucinta, que mistura ação e descrição, deixando o leitor ligar os pontos até o desfecho, o clima.

    Então é um microconto de duas partes, uma sonho e outra realidade, não muito bem conectadas entre si e distintas em sua escrita, o que para mim não causou um efeito ou um impacto, dado que durante a breve leitura me vi mais confuso do que em sintonia com o que lia. Talvez o efeito tenha sido esse, mas devo acrescentar que minha confusão não foi pelas figuras macabras do sonho dela e sim por não entender para onde seguia o microconto… mas talvez microcontos tenham sim o direito de obrigarem seus leitores à releitura. Afinal, o tamanho dá essa vantagem ao autor.

    Boa sorte!

  58. Marco Aurélio Saraiva
    20 de janeiro de 2020

    Aparentemente parece um conto sobre os pesadelos de uma mulher solitária sobre assassinatos (possíveis estupros) recentes relatados nas redondezas. Muito por alto dá a entender que ela, na verdade, se excita com a ideia. Sei lá… foi o máximo que consegui tirar do texto.

    “sepultada nas escavações do ensombrecido rosto” – Não entendi nada desta frase.

    O final também: tão confuso que nada que eu tentasse atribuir fez sentido. Deveria ter algum sentido óbvio? Talvez não. Mas a minha experiência ao final da leitura foi confusão e preguiça de ler novamente.

    Escrita: Confusa

    Conto: Médio.

  59. Sandra Teixeira
    20 de janeiro de 2020

    A história prendeu-me no início, mas depois me deixou um pouco confusa. Contudo, achei criativo. Parabéns e boa sorte no desafio.

  60. Fernanda Caleffi Barbetta
    20 de janeiro de 2020

    Olá, Consuelo, gostei da forma como tentou surpreender o leitor, começando com um cenário asustador, como se feras tivessem invadido o quarto dela e, no fim, revelar que ela apenas criava seu prórpio clima para preparar-se para o prazer solitário da masturbação. Gosto de ser surpreendida em microcontos. Só não entendi este trecho: “Estavam aparecendo cadáveres na região, talhos roxos entre as pernas… Tão grande tristeza nunca sentida que nasceu nesta estupidamente imprevisível noite: sepultada nas escavações do ensombrecido rosto”, quebrou a narrativa e me pareceu que ficou fora de contexto, para mim este trecho é confuso e desnecessário. Parabéns e boa sorte.

  61. Claudio Alves
    20 de janeiro de 2020

    Texto bom e ágil. Diante do medo, muitas reações. Mas surpreendeu essa, adotada pela personagem, de procurar seduzir o potencial agressor. Boa sorte!

  62. Angelo Rodrigues
    20 de janeiro de 2020

    Acredito que o autor tenha buscado passar ao leitor a ideia de que uma mulher se masturba sob cobertas, a começar pelo título e pelo pseudônimo: Tempestades representando o fluxo do “orgone” movendo-se em seu corpo, talvez por decorrência do Consolo (Consuelo) utilizado nessa festa íntima.
    Fico em dúvida se esse clima de esconde-esconde textual pode ser vitorioso quando tenta passar ao leitor uma ideia, dado que, imagino, deixa dúvidas pelo caminho que acabam por dificultar a leitura e frustram a intenção do autor.
    Boa sorte.

  63. Alice Castro
    20 de janeiro de 2020

    Não entendi o objetivo do conto. Nem a intenção da escritora. Era para ser um conto de terror? Se sim, o final ficou perdido. Se não, o que seria?

  64. Jowilton Amaral da Costa
    20 de janeiro de 2020

    O que entendi foi que uma mulher tem um pesadelo, sonha com cadáveres que empunhavam punhais afiados e quando acorda ela se masturba. kkkkkkkkk Se não foi isso, me desculpe. A parte do terror foi até bem construída, no entanto, o final confunde um pouco. Boa sorte no desafio.

  65. drshadowshow
    20 de janeiro de 2020

    Captei o pesadelo, mas não as metáforas. Não compreendi a conclusão e nem a proposta. Não me tocou.

  66. Jorge Miranda
    19 de janeiro de 2020

    Lendo o texto fiquei na dúvida se era um pesadelo ou algo real. Achei uma leitura fácil e no, geral, um bom texto. Boa sorte no desafio.

  67. Emanuel Maurin
    19 de janeiro de 2020

    Acordou de um sonho cercada de feras e punhais, pelo jeito tinha mais de um abusador e ainda pintou um clima. Bem, fiquei em dúvidas se eram seres das trevas ou assassinos. Boa sorte

  68. Nelson Freiria
    19 de janeiro de 2020

    Não sei dizer se gostei ou não do que li. As informações estão ali, mas não fornecem uma caminho claro. O que fica subentendido não é suficiente para se chegar a uma ou mais respostas, deixando todos os caminhos abertos. Isso pode ser bom ou ruim, dependendo da maneira que for feito. Na minha humilde opinião, faltou um pouco mais de esmero para dar uma orientação a história. Mas mesmo assim ela atenda muito bem a proposta do desafio.

  69. Elisa Ribeiro
    19 de janeiro de 2020

    Tive que ler algumas vezes para construir uma interpretação. Durante uma noite inquietante, mulher desperta com a presença do que poderia ser um serial killer que anda fazendo vítimas na cidade e resolve sensualizar com o malvado. Seria isso? O mérito aqui foi me intrigar. Boa sorte! Um abraço.

  70. Regina Ruth Rincon Caires
    19 de janeiro de 2020

    De início, acredito que a personagem despertava de um pesadelo. Quando acordou, as imagens a acompanhavam. A figura do serial killer talvez tenha despertado o apetite sexual. Os relâmpagos trazidos pela tempestade dão ao texto um toque macabro, trazem leve suspense.

    Boa sorte no desafio!

    Abraços!

  71. jetonon
    19 de janeiro de 2020

    Pesadelos? Magia? Imaginação? O criador desse conto deixou vagar pelas ondas do bem e do mau, do sentido e do equívoco, do prazer e da dor. O clima criado está no olhar daquele que a assisti.
    Boa sorte!

  72. Nilo Paraná
    19 de janeiro de 2020

    Achei que o texto forçou demais num ambiente de suspense que quase estava esperando algo doce aparecer para quebrar o clima. Apesar disso, foi muito bem escrito. Em uma analise geral gostei.

  73. Andre Brizola
    19 de janeiro de 2020

    Olá, Consuelo! Há uma intenção clara em seu conto. A surpresa de estarmos lidando com o terror para, no ápice, nos descobrirmos em um conto mais, como direi, sensual. Nada de errado nisso. Acho que o plot twist é bem saudável e, no meu entender, deixa o conto realmente interessante. A transição entre os estilos é feito de forma adequada e eficiente. Mas, sinceramente, não gostei da conclusão. Achei que poderia ter terminado antes, nas reticências, deixando a criatividade do leitor trabalhar. O arremate com “Criava um clima!” não me agradou. É isso, boa sorte no desafio!

  74. angst447
    19 de janeiro de 2020

    Texto bem escrito que narra um pesadelo e seus efeitos em uma mulher, talvez escritora de contos de terror? A excitação causada por um sonho com serial killer, em uma noite solitária e tempestiva, dá origem à inspiração. Boa sorte!

  75. antoniosbatista
    19 de janeiro de 2020

    A personagem dorme numa cama enorme e sonha com ruídos sinistros, monstros na janela e um serial killer deixando uma trilha de cadáveres. O pesadelo despertou sua libido. Existem pessoas que sentem prazer com o macabro. Bom argumento, boa escrita.

  76. Carolina Langoni
    19 de janeiro de 2020

    Gostei bastante do começo, já que ele dá ênfase na medida certa de uma maneira bem dramática.
    Mostrou muita emoção para mim.
    Parabéns :DD

  77. Luiza Moura
    19 de janeiro de 2020

    Bem interessante a ideia de introduzir o surrealismo apesar dos desafios. Achei bastante corajosa a atitude do autor!

  78. Paulo Luís
    19 de janeiro de 2020

    A típica narrativa surrealista incongruente, sem lógica dos sonhos, plasticamente bonito, mas o rebuscamento demasiado atrapalhou um pouco o sentido do conto.

  79. Luciana Merley
    19 de janeiro de 2020

    Olá. Macabro e surpreendente no final, mas acho que perdi alguma coisa. O rebuscamento da linguagem não me pareceu tão adequado ao texto em alguns momentos e tornou a leitura muito dura. Mas valeu pelo inesperado. Um abraço.

  80. Anorkinda Neide
    19 de janeiro de 2020

    Wow!! Estas sao as fantasias sexuais das escritoras de terror? kkkk
    Bota criar clima nisso!!
    Vc escreve muito!
    Parabéns

  81. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2020

    Olá Consuelo,
    Na escrita nem sempre o que se lê é o que o autor procurou transmitir. Senti um pouco o desconforto de achar que faltou alguma informação, alguma referencia, apesar de um bom texto, leitura fácil e ágil. Boa sorte!

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Publicado às 19 de janeiro de 2020 por em Microcontos 2020 e marcado .