EntreContos

Detox Literário.

Gelo e Lâmina (Giovani Gomes)

Ouvi a plateia e esperei para entrar, excitado com o ressoar das vozes e da lâmina que sulcaria o gelo sob meus pés. Logo que a luz da arena me atingiu, sorri: é só uma garotinha – um primeiro pensamento.  Disparei em sua direção, leve como pluma, um movimento à glória…

Abro meus olhos, a dor me recebe –  sinto o gosto da terra congelada sobre a qual meu corpo está caído. Diante de mim a derradeira imagem: ela está ali, apoiada sobre um dos joelhos, um sorriso cínico no rosto e minha Ulfberht nas mãos.

77 comentários em “Gelo e Lâmina (Giovani Gomes)

  1. Vanilla
    1 de fevereiro de 2020

    O início foi bem construído, mas acho que perdeu um pouquinho de força com o tempo. Mesmo assim, ideia bem legal, parabéns!

  2. Daniel Reis
    1 de fevereiro de 2020

    Tive que pesquisar o Ulfberht, mas achei totalmente válido o detalhe da espada. E a história sendo narrada pelo perdedor foi uma boa sacada. Espero ler mais, nesse universo. Parabéns!

  3. Tom Lima
    1 de fevereiro de 2020

    O primeiro parágrafo dá a entender que é alguém indo para uma competição ou apresentação de patinação no gelo. A segunda um viking derrotado pela garotinha?
    Fiquei procurando algo que relacionasse as duas cenas, assumindo que uma era de patinação e outra de batalha, ambos indo para a glória, mas não há informação suficiente no texto para isso.
    Relendo algumas vezes, não parece que são duas cenas, mas que a pessoa que escreveu buscou, como um mágico, desviar a atenção no primeiro parágrafo, para der um “prestige”, aquele momento que o magico diz “tadããã”. É uma boa estratégia, mas aqui a imagem da garotinha com a espada está deslocada demais, ficando muito sem sentido, parece que falta informação. Me lembrou aquela cena da terrível besta fera de Caerbannog, mas sem os efeitos que esta tem no Em busca do cálice sagrado.
    Abraços.

  4. Ana Maria Monteiro
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Prem. O conto está um pouco confuso: havia combates no gelo na Idade Média? Inicialmente pensei que era um artista que ia fazer uma apresentação artística sobre o gelo, afinal percebi que seria uma luta e essa surpresa não teve o sabor agradável de ser surpreendido, antes me senti um pouco trapaceada. Foi muito confuso, mesmo o desfecho gera confusão: a própria arma estava nas mãos do opositor? Por que não permitiu que fosse somente uma apresentação artística? Ainda assim, apreciei o sorriso cínico. Parabéns e boa sorte no desafio.

  5. Carolina Langoni
    1 de fevereiro de 2020

    Não sei que tipo de batalha é essa, mas me parece uma competição de patinação no gelo (por causa da lamina separando o gelo sob seus pés)
    Nitidamente, o personagem se deixou levar pela aparência da garota a subestimando e cantando vitória e, no final ela roubou a arma decisiva, passando por cima dele.
    Gostei do texto, da mensagem e achei interessante as comparações utilizadas (mesmo não conhecendo o que é, existe uma coisa nas mãos de todo mundo chamada internet para pesquisar), me fez aprender algo novo :DD

  6. Rubem Cabral
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Prem.
    Achei interessante o início da construção: sugerindo patinação no gelo ou lâmina de faca, etc. Contudo, o arremate não ficou tão bom, terminando tudo de forma meio abrupta.
    Boa sorte no desafio!

  7. Matheus Pacheco
    1 de fevereiro de 2020

    Um conto estilo “Martin”, condensando uma brutalidade e um mistério. Minimante confuso no final.
    Até o uso do gelo lembra Martin.
    Um ótimo conto, que infelizmente não fui capaz de entender em sua totalidade.
    Um abraço.

  8. M. A. Thompson
    1 de fevereiro de 2020

    Deixou a desejar devido a necessidade de conhecer as referências para haver compreensão. Ainda assim parece um trecho de uma obra maior, não de um microconto acabado. Boa sorte

  9. Gustavo Azure
    1 de fevereiro de 2020

    Achei que microconto que não coube no espaço proposto e brincou com situações antagônicas que se tornaram um clichê, como a criança superforte, de certa forma. A citação específica da espada torna a narrativa um pouco confusa, por não ser algo comum no nosso cotidiano. Boa sorte

  10. Thata Pereira
    1 de fevereiro de 2020

    É um risco usar referências que são desconhecidas. Precisei pesquisar o que era Ulfberht e não sei se o conto tem mais alguma referência. Eu acredito que sim, porque ficou tudo muito solto… arena de batalha? Mas uma garotinha? em uma arena de batalha? Que existia há anos atrás? Garotinhas também lutavam nas arenas?
    Boa sorte!!

  11. Renata Rothstein
    31 de janeiro de 2020

    O conto está bem escrito, mas com algumas referências específicas que necessitam de pesquisa para ter sentido.
    Fiquei com uma sensação de “sei lá”…
    Desejo boa sorte!

  12. Marco Aurélio Saraiva
    31 de janeiro de 2020

    Uma cena de um conto fantástico. Uma inversão interessante de papéis: geralmente a narrativa conta o lado da garota que supera o adversário, e não o contrário.
    Seu conto é uma cena de algo muito maior mas que, apesar de bem escrita, não instigou muito a continuidade da história na mente do leitor. Mesmo assim, gostei do cenário descrito e da rápida batalha.

    Escrita: Muito boa
    Conto: bom

  13. Sarah S Nascimento
    31 de janeiro de 2020

    Olá, gostei do seu título, usou palavras bem definidas, me chamaram a atenção.
    Quanto ao microconto, ficou uma cena muito bem descrita, a ansiedade do personagem principal antes da luta, como ele enxerga a arena e principalmente quando ele recebe o golpe.
    Quando li a primeira vez fiquei me perguntando se o personagem seria um animal, por conta da velocidade que ele corre para a adversária.
    Depois fui pesquisar no google o significado de Ulfberht e compreendi que na verdade ele era um guerreiro.
    Foi um conto interessante, mas se de fato era uma cena da época dos vikings, acho que faltou contextualizar.
    Agora se dos vikings era só a espada mesmo, então ficou ótimo.

  14. Sarah S. Nascimento
    31 de janeiro de 2020

    Olá, gostei do seu título, usou palavras bem definidas, me chamaram a atenção.
    Quanto ao microconto, ficou uma cena muito bem descrita, a ansiedade do personagem principal antes da luta, como ele enxerga a arena e principalmente quando ele recebe o golpe.
    Quando li a primeira vez fiquei me perguntando se o personagem seria um animal, por conta da velocidade que ele corre para a adversária.
    Depois fui pesquisar no google o significado de Ulfberht e compreendi que na verdade ele era um guerreiro.
    Foi um conto interessante, mas se de fato era uma cena da época dos vikings, acho que faltou contextualizar.
    Agora se dos vikinhs era só a espada mesmo, então ficou ótimo.

  15. Angela Cristina
    31 de janeiro de 2020

    Olá!
    Por ignorância, fui ao Google aprender o que era uma Ulfberht.
    Ótimo texto.
    Primeiro pensei numa singela apresentação de patinação no gelo, mas…
    Parabéns.

  16. Jowilton Amaral da Costa
    31 de janeiro de 2020

    O texto me pareceu um pouco confuso e é somente uma cena de batalha, onde se tenta extrair alguma metáfora ou lição, um conto mais do mesmo. Achei o enredo bem fraco também. Boa sorte no desafio.

  17. Catarina Cunha
    31 de janeiro de 2020

    Viking é morto por mocinha, repetindo o clichê do empoderamento feminino através da guerra.
    Elementos fundamentais do microconto:
    Técnica — muito boa. Trata-se de um jovem talento? Acredito ser um diamante a ser lapidado por horas de teclado.
    Impacto — bom. Estilo intenso.
    Trama — fraca. Nada de novo ou que mexesse comigo.
    Objetividade — regular. As construções remetem mais a uma sinopse do que a um conto.

  18. Amanda Gomez
    30 de janeiro de 2020

    Olá,

    Uma batalha estilo ” Coliseu do gelo” um guerreiro pronto para mais uma batalha, está acostumado a ganhar. Acha o adversário inferior, o fato dele não se surpreender por ser uma mulher ou pequena mostra que ele mata qualquer coisa que passar pela frente dele. O que acontece é que não entendi a proposta do conto… dever algo maior que apenas não subestimar o oponente e etc. Me senti um pouco perdida no enredo, mas em compensação a ambientação se destacou. Tirando a parte da ”terra congelada”

    Boa sorte no desafio.

  19. Fil Felix
    30 de janeiro de 2020

    Bom dia! O conto traz várias referências bastante específicas, tive que dar uma olhada nos comentários pra me situar melhor. De início imaginei alguma coisa mais circense, um espetáculo de mágica, mas na verdade se trata de uma batalha. Trata questões de empoderamento, de subestimar a vítima ou seu adversário e reviravoltas. Uma premissa interessante, mas confesso que fiquei um pouco perdido.

  20. Rafael Carvalho
    29 de janeiro de 2020

    O conto é quase uma versão alternativa da morte do Rei da Noite pelas mãos da Arya. hehe
    Achei interessante a forma de como o conto foi escrito, comecei o conto tenho certeza que se tratava de um duelo de patinação no gelo, mas o desafio era muito mais épico. Só não curti a imagem escolhida, de resto me agradou bastante.
    Parabéns pelo texto, boa sorte.

  21. Cicero G Lopes
    29 de janeiro de 2020

    Constrói a história com o cenário, e vai acrescentando os detalhes, a garotinha, o gosto da terra, a Ulfberth… Bom conto. Boa sorte!

  22. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2020

    Olá, Prem.

    Sua maior falha, nesse conto, é sua falta de precisão na escrita. Você insere muitas informações, que acabam confundindo o leitor, sem facilitar sua leitura. E ficamos com a sensação de que é apenas um trecho de uma história bem maior. Mas você não escreve mal, apenas não deve ter experiência com microcontos, pois eles exigem mais foco e objetividade.

    A única ideia que conseguimos retirar do texto é que não devemos julgar alguém pela sua aparência. Isso me lembra o Nagisa do mangá Assassination Classroom, que é sempre subestimado.

    Enfim, é isso!

    Parabéns! E boa sorte no desafio.

    • Prem Baarish
      1 de fevereiro de 2020

      Eu absolutamente concordo com seu comentário. Gratidão.

  23. Ana Carolina Machado
    28 de janeiro de 2020

    Oiiii. Um microconto sobre uma batalha em que a mais improvável vence e o que aparentava ser o mais forte pereceu pela sua arrogância de já ter achado que venceu a oponente, uma garotinha. Me lembrou um pouco da fábula da lebre com a tartaruga, em que a lebre perde pela arrogância. Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

  24. Sabrina Dalbelo
    28 de janeiro de 2020

    Olá,
    Eis aqui o micro conto sobre empoderamento feminino mais bem escrito e executado do desafio. Está alto nível.
    A arrogância do gladiador, certo de que vai derrotar a oponente feminina, a quem julga como uma “pequena garotinha”, é quebrada pela derrota. Afinal, a personagem feminina vencedora é mais forte do que ele.
    Essa leitura literal faz todo sentido, conquanto quem quiser possa compreender a história de forma mais simbológica.
    Parabéns. Eu achei ótimo!
    Top 20!
    Um abraço,

  25. Pedro Paulo
    28 de janeiro de 2020

    As aparências enganam. O principal mérito do microconto é não esclarecer de imediato do que se trata, com uma descrição que segue a perspectiva do protagonista – narrador personagem – a respeito do que o espera. É uma perspectiva de quem aprecia a cerimônia, o que contribui para a construção da expectativa e para a surpresa final.

  26. Maria Alice Zocchio
    28 de janeiro de 2020

    Conto bem escrito e com uma referência bastante específica que é a arma medieval. Mesmo sem pesquisar, é possível entender , mas o melhor foi pesquisar. Imagino que num contexto maior, a pesquisa nem seria necessária. Gostei.

  27. Claudio Alves
    28 de janeiro de 2020

    Aprendi o que é Ulfberht! O Gladiador se deu mal, pelo excesso de confiança, pelo já ganhou da plateia. Quantas vezes nosso excesso de confiança nos derruba! Bom conto! Boa sorte no Desafio!

  28. Evandro Furtado
    28 de janeiro de 2020

    Esse conto tem uma boa premissa e justamente por abordar um tema bastante específico, precisaria de um espaço maior para ser desenvolvido. A cena em questão me parece parte de um cenário maior a partir do qual possa se desenvolver para criar impacto no(a) leitor(a).

  29. Priscila Pereira
    28 de janeiro de 2020

    Olá, Prem Baarish!
    O que pesquei do seu conto: Um guerreiro que participava de uma luta de vida ou morte para o entretenimento de uma plateia, vê sua adversária e acha que já ganhou só pq ela é uma garotinha, e no final se vê derrotado por ela, que ainda rouba sua espada viking. Pesquei certo?
    Então, é uma premissa muito interessante, quebra a expectativa e tal, mas ficou muito no ar o propósito de tudo, ficou um pequeno pedaço de algo muito maior, que eu acharia muito legal de ler, se escrever o resto me avisa, tá?!
    Parabéns e boa sorte!

  30. Davenir Viganon
    28 de janeiro de 2020

    Parece sobre patinação no gelo mas é sobre uma batalha numa arena viking (tive de pesquisar o nome da espada) com uma criança(?) que foi uma referência que perdi. Gostei da mudança de perspectiva. Bom conto!

  31. Anderson Góes
    27 de janeiro de 2020

    Muito criativo, pesquisado e bem construído. Gostei bastante, tem um momento de virada que eu aprecio muito em contos!
    Boa sorte!

  32. brunafrancielle
    27 de janeiro de 2020

    É um conto aberto. Imaginei uma competição de luta até a morte sobre o gelo, talvez. Um tema muito estranho e diferente contado de forma muito obscura. Não sei se gostei dessa combinação de fatores.
    Porque não dá pra ter uma certeza do enredo, por ele ser bizarro demais. O detalhe do gelo principalmente. Qnd se inicia, se imagina outra coisa, algo mais inocente.
    De qualquer forma, um conto interessante e fora do comum.

  33. Andre Brizola
    26 de janeiro de 2020

    Olá, Prem! Minha primeira impressão era a de um conto sobre patinação no gelo. Principalmente por conta da lâmina riscando o gelo, do público e da arena. Quando surgiu a garota tive certeza sobre a patinação artística. E de repente há um morto no chão e uma arma viking. Se a intenção era a alusão à patinação no gelo, então isso funcionou. Se foi uma coincidência, então aí o conto tem um sério problema de ambientação. De qualquer maneira, acho que a alusão à arma viking foi um erro. Seguidores da série Vikings, historiadores, Bernard Cornwell e até fãs do Amon Amarth podem saber de que se trata, mas todos os outros teriam que pesquisar, ou deduzir esperando pelo melhor. E eu não acho isso legal num conto, sobretudo se o termo pode ser substituído simplesmente por “espada” sem prejuízo à trama. Mas, no geral, o conto está bem escrito e o ritmo é muito bom. A divisão entre dois parágrafos, um com introdução e outro com o desfecho, deixou o formato perfeito. É isso! Boa sorte no desafio!

  34. Givago Domingues Thimoti
    26 de janeiro de 2020

    Acho que vou ser mais um leitor perdido, sem entender o que é Ulfberht e o que se passou no conto. Creio que microcontos nao necessariamente precisam passar uma mensagem fácil. Por isso, é bem comum vermos contos nos quais você precisa ler algumas vezes para entender o que o autor quis dizer e etc…
    Isso não acontece aqui. Aparentemente, o conto não fornece informações capazes de passar um entendimento da história, deixando-a aberta demais. No final, não sou capaz de concluir se é uma metáfora que diz basicamente que o grande público desse artista é sua filha ou se é um artista que realmente se apresentou para uma menina…
    Enfim, confusão…

  35. Marília Marques Ramos
    26 de janeiro de 2020

    Conto cheio de mistério! Adorei! A sensação que ele transmitiu é muito genuína!

  36. antoniosbatista
    26 de janeiro de 2020

    ,Se houvesse maiores e melhores informações. O leitor que não sabe o que é um ulfberth, vai ficar confuso, como eu fiquei. Mesmo sabendo que é uma arma, (tive que ler os comentários) o argumento é muito simples e não trouxe nenhum impacto, Talvez se a menina fosse filha dele, ou algo parecido, seria mais dramático, mais interessante.

  37. Luiz Eduardo Domingues
    26 de janeiro de 2020

    Não sei exatamente o que dizer do conto. Como li em outros comentários, acho que a construção do texto acabou atrapalhando um pouco a compreensão da história. Mesmo vindo a saber mais tarde o que era uma “Ulfberht”, não foi o suficiente para saber exatamente do que se trata. Uma luta? um jogo? algum tipo de esporte olímpico? Percebe-se que a temática é bastante conhecida pelo autor, porém penso que como uma obra que deve ser acessada por um público mais vasto, o conto deve ser menos hermético. Boa sorte!

  38. Carlos Vieira
    26 de janeiro de 2020

    A ambiguidade é uma ferramenta interessante (e perigosa rsrs) na proposta do microconto, o que leva a um ponto de virada na imaginação do leitor (aquele bom e conhecido… “ah, é isso!”). Aqui percebi um ponto de virada não só na imaginação, mas também na própria narrativa, com a surpresa de um guerreiro que tomba diante de um adversário que subestimou.

  39. Regina Ruth Rincon Caires
    26 de janeiro de 2020

    Prem Baarish, que pseudônimo diferente!

    Percebe-se que o autor não é iniciante na escrita. Trabalha bem com as palavras.

    De início, pensei que fosse uma apresentação de patinação no gelo, o barulho das lâminas deslizando na pista. Depois, percebi que era uma batalha e que o campo estava coberto de neve. Lâmina era a espada. A personagem foi abatida por uma mulher. Seria isso?!

    Espero que tenha sucesso na peleja.

    Abraços…

  40. Raione LP
    26 de janeiro de 2020

    A cena está bem descrita, prende a atenção, instiga a curiosidade a respeito do contexto. A rápida reviravolta (patinação no gelo > combate de espada), provocada praticamente pelo termo Ulfberht (que imagino que quase todo mundo teve que procurar no Google), funciona bem. Todavia, resta a impressão de que se trata de uma vinheta de algo maior.

  41. Bia Machado
    26 de janeiro de 2020

    Olá, tudo bem? Tive que ir ao Google para saber a tal da palavra estrangeira o que era. Ok, fiquei sabendo e só então eu pude compreender o que era o enredo, antes só o que tinha me passado pela cabeça, por causa do título, era a patinação, acho que se tivesse usado a palavra “espada”, no lugar do nome estrangeiro dela, já trabalharia com a “quebra de expectativa” do leitor, surpreendendo-o, pois ela está bem no final… Gostei da surpresa da oponente ser uma menina. Obrigada!

  42. Valéria de Lima Vianna
    25 de janeiro de 2020

    Um microconto que precisei ler duas vezes e ainda precisar ler os comentários… Para o autor, tudo está muito claro, naturalmente. Mas, para um desafio… Claro, depois que entendi, achei interessante, mas aí perde o impacto… O ideal é que o texto nos passe a informação de forma a mais direta possível, atingindo a emoção de imediato. Mas percebi que muitos gostaram! Parabéns e boa sorte.

  43. Luciana Merley
    25 de janeiro de 2020

    Olá, tudo bem? Irei reproduzir aqui algumas observações que fiz em outros contos. A subjetividade é essencial à escrita de ficção, mas mesmo na construção de uma trama profunda, o autor precisa inserir elementos básicos no texto de modo a permitir a sua elucidação. Senão, ficamos a maior parte do tempo conjecturando acerca das intenções do autor, e isso não me parece muito bom, menos ainda para um leitor pouco acostumado a observar textos experimentais. O ambiente da sua história poderia ter sido muito claro e bem definido e saberíamos em que lugar a cena estaria acontecendo, assim no preocuparíamos com as subjetividades inclusas.
    Mas, seu texto é bem construído gramaticalmente e de leitura fluida. Aqui valem as tentativas e as experiências. Eu mesmo, arrisco, erro muito e em algumas poucas vezes acabo acertando.
    Um abraço.

  44. Fabiano Sorbara
    25 de janeiro de 2020

    Olá, Prem! A escrita está muito boa. Suspense no ar, ponto de virada. Fiquei em duvida se o personagem é um guerreiro na neve, um patinador no gelo, mas não é preciso que o autor revele tudo em um micro.
    Desejo boa sorte no desafio. Abraços.

  45. Gustavo Araujo
    25 de janeiro de 2020

    Uma das estratégias para conquistar o leitor num micro conto, é conduzi-lo numa direção tal e depois, ao fim, mostrar que aquele destino era falso e que o correto estava ali, às claras, o tempo todo.

    É o que ocorre aqui. De início pensei que se tratasse de um dançarino, desses que se apresentam em coreografias em olimpíadas de inverno, pronto para entrar na arena. No segundo parágrafo, porém, me vi surpreendido ao perceber que se tratava de um guerreiro ferido por uma espada, justamente pela mulher que até então pensava-se tratar de sua parceira.

    Não sei se o primeiro parágrafo poderia de fato permitir que o interpretássemos como a chegada de um guerreiro da neve. Mas, de todo modo, ficou bacana. O plot twist funcionou bem.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  46. Elisa Ribeiro
    25 de janeiro de 2020

    Uma arena no gelo, uma luta entre um homem e uma garotinha. O sujeito acha que vai ser fácil mas a garota o aniquila com a espada que era dele. Seria isso? Achei bem escrito, o problema é esse enredo medieval. Na minha modesta opinião, acho que não combina muito com a proposta mais contemporânea do microconto. Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio. Um abraço.

  47. Fabio Monteiro
    24 de janeiro de 2020

    Não sei se entendi muito bem a proposta de seus conto. Achei que se referisse a uma atração de ballet no gelo. Depois pensei ser uma luta. Estou confuso. Preciso reler mais algumas vezes.

  48. Gio Gomes
    24 de janeiro de 2020

    Plot twistado, a balada “on ice” virando um encontro derradeiro, ou seja, um último encontro. E quaaaase no final um estrangeirismo! Quintiliano dizia que o uso de palavras estrangeiras deveria ser comedido, e você foi. Como a Fernanda, achei previsível, mas palatável.

  49. Alice Castro
    24 de janeiro de 2020

    Seria uma apresentação de balé no gelo? A menininha seria sua companheira ou vocês estavam disputando uma apresentação!? Por inferência, creio que o autor se viu desafiado a se superar, embora o tamanho da adversária lhe parecesse inferior. E subjugado, viu-se mais humilde…
    Não compreendi a última frase. Pode explicar?

  50. Prem Baarish
    24 de janeiro de 2020

    Realmente, é uma palavra complicada! Mas eu acho que uma parte da beleza que a literatura tem é justamente ampliar nosso vocabulário, e “Ulfberht” é uma palavra tão estranha, tão estrangeira e ao mesmo tempo com o significado tão abrangente que a gente acaba pesquisando no google e aprendendo. Estou gostando das revoltas que a palavra tem causado.

  51. Fernando Cyrino
    24 de janeiro de 2020

    Olá, Prem, você me provocou algumas dúvidas com o seu conto. Sim, contos pequenos são mesmo para se postarem como encruzilhadas tendo à frente várias opções de direção a serem seguidas. Era uma apresentação, era um duelo em algum ponto do futuro? Ficou legal reparar que falava de duas lâminas: a da sua bota e a lâmina da espada viking. Pareceu-me ser um desnecessário preciosismo literário colocar a espada com esse nome de marca, obrigando-me a fazer uma consulta ao oráculo virtual. Achei também que sentir o gosto da terra congelada ficou meio estranho. Não seria de gelo, simples h2o em estado sólido? Meu abraço.

    • Prem Baarish
      24 de janeiro de 2020

      Acho que o maior pecado é justamente “gosto de terra congelada”, mas no final acabei achando que é uma boa maneira de “comer terra” e ao mesmo tempo sentir o frio na boca. Acho até que é mais “bizarro” que “Ulfberht”. Admito que eu queria causar. rsrsrsrsrrsrssrsrlakrçlskflçkaç

  52. Vitor De Lerbo
    23 de janeiro de 2020

    Gostei do jogo de palavras para surpreender o leitor. Eu mesmo tinha certeza de que se tratava de uma apresentação em dupla de patinação sobre o gelo.
    Só não achei interessante usar uma linguagem tão específica pra se referir à espada; nenhum problema em querer dizer especificamente qual foi o instrumento algoz do protagonista, mesmo porque é isso que nos mostra que se tratam de vikings. Citar a “espada Ulfberht” já faria com que soubéssemos ao menos oque está acontecendo, sem necessidade de pesquisas externas.
    No todo, um bom conto.
    Boa sorte!

  53. fernanda caleffi barbetta
    23 de janeiro de 2020

    Olá, Prem, apesar de bastante previsível, seu conto está bem escrito, gostei do suspense que foi criando enquanto o protagonista entrava na arena. Consegui visualizar bem a representação da vitória neste trecho: “da lâmina que sulcaria o gelo sob meus pés”, legal isso. Mas algumas coisas me incomodaram, como “terra congelada”, não era gelo?, não seria melhor água congelada? No final, acho que poderia ter substituido Ulfberht por espada para facilitar o entendimento e não precisarmos ir até o google para entender o final do texto. Sugestão, colocaria “é só uma garotinha” entre aspas por ser um pensamento. Também não entendi porque o primeiro parágrafo é no passado e o segundo, no presente. Boa sorte.

  54. Paulo Luís
    22 de janeiro de 2020

    Mais um conto, cujo autor (a), usa de seu preciosismo literário para confundir o leitor e, por tabela prejudicar a si próprio, pois, como comentar aquilo que não entendi. No mínimo, deveria usar de generosidade e traduzir “Ulfberht”, pois esta nem o Google quis traduzir. Boa sorte no desafio.

    • Prem Baarish
      24 de janeiro de 2020

      Não é preciosismo, é apenas uma palavra diferente. Ninguém sabe todas as palavras do mundo. Com relação a “se prejudicar”, não esquenta, esse desafio literário vale muito mais pelos comentários que vocês estão fazendo do que pela “vitória”. Mas obrigado pela reflexão, acho válida.

  55. Fheluany Nogueira
    22 de janeiro de 2020

    Pesquisei para entender: Ulfberht é uma espada viking. O protagonista é um gladiador ou um artista com medo da exibição? A menina o matou com a espada ou roubou-lhe a cena, chamou mais atenção ao se apresentar. É… muitas divagações…

    Texto bom no geral. Parabéns pela participação e boa sorte! Abraço.

  56. Angelo Rodrigues
    22 de janeiro de 2020

    Caro, conto danado de enigmático.
    A começar pelo que seja uma Ulfberht. Uma espada, um punhal, uma arma de fogo, uma espécie de bilboquê…
    Compreendi a cena, o cenário, a sequência de fatos, mas…
    Acho que esse tipo de construção não ajuda ao autor, e, menos ainda ao leitor. Dei uma olhada nos comentários e notei que os comentaristas ficaram se perguntando o quê seria o quê. Não procurei saber. Se há no conto algo profundamente intrínseco, aos meus olhos, perdeu-se.
    Em um conto tão curto como este, acredito que a relação meio e mensagem devem ser absolutamente explicitado, e, ainda que subjetivado, todos os elementos da elucidação textual devem estar presente. Acho que isso não aconteceu.
    Menos, aqui, é mais. Confesso que não peguei o sentido. Desculpe-me.
    Boa sorte.

    • Prem Baarish
      24 de janeiro de 2020

      Cara, seu comentário é mais enigmático que o conto. Mas eu gosto da sua observação de que “a relação meio e mensagem devem ser absolutamente explicitado” e admito que pensei nisso.

  57. Augusto Schroeder Brock
    22 de janeiro de 2020

    Olá!
    Para um público que está acostumado com ambientações medievais e elementos comuns desta narrativa, o texto deve funcionar melhor. A especificação da cutelaria, por exemplo, mais me afastou do que aproximou, pois complicou o entendimento. Mas a história funciona bem. Parabéns.

    • Prem Baarish
      24 de janeiro de 2020

      No início esses parágrafos eram invertidos, e começava com a aparência de uma luta e terminava com a medalha de ouro na olimpíada… AHAHAH Mas eu troquei porque achei que um confronto tem mais impacto.

  58. Rodrigo Fernando Salomone
    22 de janeiro de 2020

    Achei interessante essa história de duelo no gelo. Também muito bom a soberba levando a pior. Parabéns e boa sorte.

  59. Anorkinda Neide
    21 de janeiro de 2020

    Um bom texto. Não entendi, mas tudo bem… me faltam elementos, pq desconheço este universo representado.
    Entendi q ele foi soberbo e nem viu o golpe q o derrubou pois ele menosprezou a inimiga, mas nao entendi os patins e a plateia.

    • Prem Baarish
      21 de janeiro de 2020

      Patins? Não tem no texto. O que tem é uma “lâmina que sulcaria o gelo sob os pés” do protagonista.
      rs

  60. Nilo Paraná
    21 de janeiro de 2020

    gostei da narrativa e da escrita. o google me contou o que é Ulfberht. otimo micro conto.

  61. Emanuel Maurin
    21 de janeiro de 2020

    Conto bem escrito é ótima narrativa, fiquei impressionado com a luta na arena gelada. Boa sorte.

  62. Cilas Medi
    21 de janeiro de 2020

    Entendi que foi uma luta com a espada ulfberth, mas não compreendi o sentido e a forma de contar, confusa do meio para o final.
    Entendi que foi atingido por ela, mas ficou ainda caótico.
    Estava em uma arena e a luta foi contra uma garotinha, mas continuou anárquico.
    Fiquei bagunçado.

  63. Andreza Araujo
    21 de janeiro de 2020

    Precisei ler mais de uma vez para entender, algumas imagens ficaram confusas (não consegui visualizar o local onde estavam… Uma arena com neve e terra?). O homem é derrotado pela garotinha, nos trazendo uma surpresa igual foi para o narrador. É um texto bem bolado que cumpre a proposta do desafio. Boa sorte!

    • leandrociccarelli2
      21 de janeiro de 2020

      No começo tive a expectativa de ser um patinador, mas o desenrolar da história nos revela uma luta é uma reviravolta no final. Gostei do mistério, parabéns e boa sorte!

  64. Anônimo
    21 de janeiro de 2020

    O texto cumpre bem sua missão como microconto. Se não tive lido um dos comentários eu não saberia que o personagem tinha uma arma medieval (não sei dizer se esse recurso torna o conto melhor), mas gosto do final com a menina surpreendendo aquele que acreditava vencer facilmente. Parabéns e boa sorte no desafio.

  65. angst447
    21 de janeiro de 2020

    Um gladiador/patinador? Que subestima a oponente por ser só uma menina? É isso? E o sujeito se dá mal, pois a pestinha é ágil e o derruba no chão, ou melhor, no gelo. A narrativa é linear, sem voltas desnecessárias, e o final até que se pode chamar de clímax. Ainda bem que não precisei pesquisar sobre a arma. Benditos comentários abertos! Boa sorte!

  66. Nelson Freiria
    21 de janeiro de 2020

    Ulfberht… parece que alguém espirrou perto de mim. Por não ser um elemento da nossa cultura, tive que pesquisar e percebi que poderia ter sido trocado simplesmente por “espada” e eu não precisaria desejar saúde a ninguém que soltasse um Ulfberht perto de mim.

    O micro conto faz do gap entre os dois parágrafos para causar seu efeito de surpresa, mas esse impacto ficou reduzido, já que tive de ler mais de uma vez para compreender a cena. Nem sempre esconder o jogo por trás das palavras é a melhor alternativa.

  67. Luiza Moura
    20 de janeiro de 2020

    Muito criativo e bem construído. Gostei bastante!

  68. drshadowshow
    19 de janeiro de 2020

    Tive que ler os comentários para entender. Se tivesse usado a palavra “arma” ou “machado” ao invés do nome viking, seria perfeito. Gostei do “plot twist”. Muito legal.

  69. Eder Capobianco
    19 de janeiro de 2020

    Ulfberht……..fui pesquisar…………uma arma medieval…….Viking……..daí vem o elemento do fantástico na menina dominar o homem………..tudo se passa num tempo medieval…………mas a ilustração não……….até consigo entender o sentido de gladiador ali implícito, mas um gladiador bem diferente daquele pintado no micro-conto…………essa missão o texto cumpriu……….ser um micro-conto……….

  70. jetonon
    19 de janeiro de 2020

    Acredito ser essa a sensação de um artista ao entrar no palco.
    Boa sorte!

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Publicado às 19 de janeiro de 2020 por em Microcontos 2020 e marcado .