EntreContos

Detox Literário.

Kléos Andron (Giorgios W. Bush)

“Ira! Cante, Ó Deusa, sobre a Ira de Aquiles, filho de Peleu, que trouxe incontáveis dores aos Aqueus. Um homem corajoso que levou muitas almas ao Hades e fez de muitos heróis presas para os cães e abutres…” O menino em cima de um barril recitava esses versos, ele hesitou um pouco e inclinou a cabeça em silêncio, tentando se lembrar de mais versos do poema de Homero.

“Continue filho, vamos! Eu sei que você consegue!” Disse um homem que se sentava em uma rocha assistindo o filho proclamando o poema.

“…pois assim se cumpriram os conselhos de Zeus no dia em que Agamemnon, líder dos homens, e o semi-divino Aquiles entraram em disputa um com o outro.” Completou o menino. O pai começou a aplaudir admirado.

“Muito bom, filho. Já aprendeu os primeiros versos da Ilíada. Que orgulho tenho de você! Que um dia se torne um bravo guerreiro e leve nosso nome para a glória das batalhas!” Ao dizer essas palavras, o pai caminhou e ergueu os braços para tirar o menino de cima do barril.

Era um fim de tarde nos pastos verdejantes da Macedônia, a família eram pastores que cuidavam de ovelhas na região. Não tinham renome e nem prestígio, por isso pai do rapaz tinha a ambição de fazer do filho um soldado que teria a sua glória gravada nos anais da história da Macedônia. Pondo o filho de pés no chão, o pai disse:

“Atrás daquelas rochas encontrará um regalo que lhe reservei para o dia que fizesse dez anos. Considere um presente de aniversário.”

O menino correu com suas sandálias e olhou por trás das rochas onde antes o pai estava sentado, havia ali uma réplica de espada feita com madeira. O menino ergueu a espada e bradou em uma imitação de voz grave: “Eu sou tão forte como Aquiles!” E correu em direção ao pai lhe golpeando com a espada. O homem agarrou seu cajado de pastor e começou a se defender dos golpes da criança.

“Vai precisar de ser mais rápido que isso se quer vencer a mim! Não vê que sou como um Héracles?” Respondeu o pai rindo.

O pai desferiu um golpe que jogou a espada do garoto no chão, e posicionou o cajado contra o pescoço do filho como se o cajado fosse uma lança prestes a perfurar seu pescoço.

“Viu, você não é páreo para mim!” disse o Pai.

“Não me dou por vencido!” E o garoto segurou o cajado pela ponta puxando o pai, que deixou sua força lhe trair de propósito, fingindo uma queda. A criança rolou no chão e apanhou a espada mais uma vez.

“Ainda não acabou!” Disse o menino.

“Parem com isso vocês dois! A comida já está pronta.” Gritou uma mulher de uma certa distância, ela estava no portal de entrada de uma pequena casa onde viviam..

“Você pode até me derrotar, pestinha. Mas com sua mãe não tem discussão.” Disse o pai se levantando.

E caminhando para casa o filho perguntou para o pai:

“Pai, por que Homero inicia a Ilíada falando sobre a Ira? A Ira é necessária para um guerreiro?”

“Não filho, se você ouvir a Ilíada com atenção saberá que a Ira foi o que causou a morte de Aquiles. A Ira e o Orgulho, nada disso é bom para um guerreiro. A virtude da guerra é ter claridade de mente. Com paciência que se vence guerras.”

“Como você sabe de tudo isso, Pai?”

“Porque quando eu era jovem eu lutei contra os Ilírios. Participei da campanha sob a liderança do Rei Pérdicas, muitos homens bons morreram pelas mãos dos bárbaros naquela batalha. O próprio Rei morreu e isso foi antes do nosso rei Felipe assumir o comando.”

“Seus amigos também morreram, pai?”

“Sim, morreram ao meu lado filho… Não é algo bom de se ver. E não há nada mais triste do que um batalhão sobrevivente voltando para casa derrotado. É o que Homero chamou de Nostos. Uma desonra que carrego até hoje.”

“Um dia eu vou marchar com o Rei Felipe por toda a barbárie e vingarei seus amigos, Pai!”

O pai deu uma risada.

“Que Ares lhe garanta isso, filho. Que Helios ilumine seu hóplon!”

 

A mãe tinha preparado uma lebre para o aniversário do menino, a família se reuniu ao redor da mesa pequena mesa de madeira e agradeceu a Deus Diana pela caça. Além do filho mais velho, o casal também tinha uma filha de seis e um menino de três anos; O primogênito era consideravelmente alto e forte em sua idade, tinha um físico herculano. Lebre era seu prato predileto, ele saboreou o prato com um sorriso no rosto.

 

“Dâmocles, venha comigo até aqui fora. Tenho uma surpresa” Disse o pai ao fim da ceia.

Do lado de fora da casa, uma lua cheia iluminava todo o pasto. O pai tirou de um embornal uma estatueta. Era uma imagem do Deus Ares feita em madeira entalhada.

“Hoje você fará um juramento perante ao deus dos exércitos, para que um dia seja um grande guerreiro.” Disse o pai. “Me dê a sua mão.”

E o rapaz estendeu a mão para o pai, que a segurou com o braço esquerdo e puxou uma faca com a mão direita.

“Vou lhe cortar a mão e o sangue será despejado sobre a imagem do Deus, entendido?”

“Sim, pai.” Disse o menino sem titubear.

Cortando a mão do menino, que sangrou aos borbotões, o garoto levou a mão escorrendo até a estatueta de Ares.

“Jure comigo, repetindo minhas palavras.” Comandou o Pai. “Eu, Dâmocles, Filho de Higino.”

“Eu Dâmocles, Filho de Higino” Repetiu o filho.

“Prometo comprometer-me com a arte da guerra, em respeito ao bravíssimo Ares” Disse o Pai.

“Prometo comprometer-me com a arte da guerra, em respeito ao bravíssimo Ares.” Repetiu o Filho.

“Jamais covarde, sempre destemido.” Disse o Pai, e o filho repetiu.

“E mesmo que eu caia de bruços na terra derrotado por meus inimigos.” Continuou o pai e mais uma vez o filho repetiu.

“Não me acovardarei. Pois é melhor ser derrotado em Kléos Andron do que vencido em Nostos.” O filho repetiu o pai, mesmo sabendo das consequências daquelas palavras, ele não titubeou.

O pai tomou-lhe a imagem e deu um beijo.

“Meu bravo Dâmocles, hoje você fez um pacto de sangue com o deus e um dia ele irá lhe retribuir a honra. Todos os dias lhe darei um pouco de leite, banhe a imagem de Ares com o mais puro leite de cabra, um sacramento para que ele nunca o abandone.” Concluiu o pai.

O pai colocou as mãos ao redor dos ombros do filho e seguiram para se repousarem dentro da casa, seu pai enfaixou sua mão com ervas e deixou a estatueta de Ares ao lado da cama do menino, e assim, todos na casa foram dormir.

 

Nove anos se passaram desde aquela noite. Como de costume todas as manhãs, Dâmocles reservava uma concha de leite e derramava sob a imagem de Ares. Por todos esses anos ele se exercitava enquanto ajudava seu pai a pastorear suas ovelhas. Corria, levantava pesos, lutava com seu irmão mais novo. Ele ansiava pelo apogeu de pôr seu esforço em prática. Quando o filho terminou de banhar a imagem do deus, ouvia-se o som dos cascos de um cavalo lá fora. Todos saíram para ver o que era.

O cavaleiro era um arauto militar. Vestia um quíton com um manto cobrindo metade do peito, sinalizou o cavalo para se aquietar e tomou em mãos um pergaminho. Começou a ler em voz alta:

“Por decreto do vosso Basileus, Felipe II da Macedônia, filho de Amintas, senhor do Mar Egeu: São convocados conscritos para a guerra contra os Citas, inimigos da civilização grega que ameaçam as fronteiras ao norte da Macedônia. Por ordem, todos os jovens aptos ao combate e com idade superior aos 18 anos devem comparecer até a pólis mais próxima e integrar um regimento. Recusar essa ordem resultará em destituição de bens de toda a família e a prisão do covarde.” E terminando de ler, olhou para o patriarca da família e perguntou. “Há algum jovem preparado para o combate nesse domicílio?”

“Sim.” Respondeu o pai. “Meu filho está pronto para seu dever com a Macedônia”

“Eu estou pronto. Partirei hoje para a pólis!” respondeu Dâmocles.

“Em nome do Basileus Felipe, eu lhe saúdo por sua coragem, meu jovem” Disse o arauto. “Na academia lhe será entregue um escudo hoplita e um lança sarissa, esteja preparado!”

“Estimável mensageiro, na verdade eu luto com espadas e não lanças!” protestou Dâmocles.

De cima de seu cavalo, o arauto lançou um olhar de desprezo para Dâmocles. “Você é apenas um pastor de ovelhas e lutará com o que lhe for entregue. Passe bem, jovem!” E chacoalhando com as estribas do cavalo, foi galopando à procura de outro domicílio.

O pai de Dâmocles colocou a mão em seu ombro. “Estou com muito orgulho de você, filho. Seu irmão cuidará das ovelhas pois hoje eu te levarei até a pólis.”

 

Dâmocles se apresentou na academia da Pólis, um oficial de conscritos anotou seu nome, dando-lhe um número de regimento, um escudo e uma lança. “Por seus ombros largos, vejo que é muito forte. Será infantaria de choque.” disse o oficial. ‘Infantaria de choque…’ pensou Dâmocles. ‘É a linha de frente do confronto, os primeiros a enfrentarem os adversários antes da cavalaria. Eu precisarei de todas as bênçãos possíveis!’

E assim, naquele mesmo fim de tarde as tropas já estavam preparadas para marchar ao norte, sentido à Trácia onde se encontrariam o com o Rei e seu filho Alexandre. Ao se despedir de seu pai com um abraço, Dâmocles sentiu que o homem agora parecia mais velho e mais frágil. Higino deixou escapar uma lágrima de seus olhos, Dâmocles levou a mão direita até o rosto do pai e enxugou a lágrima com o polegar. “Não se preocupe, pai. Seu filho irá lutar com valentia e lhe trazer os louros da vitória.” E com o apito do oficial militar, Dâmocles deu de costas e partiu junto ao batalhão de conscritos.

 

Por dois dias marcharam por entre ermas colinas da Macedônia, e na manhã do terceiro dia chegaram até o acampamento na fronteira da Trácia. O próprio Rei Felipe em cima de seu cavalo inspecionou a tropa de conscritos que havia chegado. Dâmocles notou que o rei tinha uma aparência de bruto mas em sua expressão demonstrava serenidade e sabedoria, o Rei tinha uma cicatriz em seu olho direito e, mesmo enxergando com um olho só, ninguém em toda a Grécia tinha uma capacidade de visualizar os momentos antes de uma batalha da mesma forma que ele.

“Jovens conscritos,” o rei iniciou um discurso, “eu vos saúdo por seu serviço. Sei que devem estar cansados, mas não há tempo para repousar. Mantenha seu corpo e sua mente preparados, pois meus batedores confirmaram que um regimento de Citas está vindo em nossa direção. Vocês vão se posicionar atrás da falange, defendendo os flancos da cavalaria.”

E uma trombeta anunciou a chegada dos Citas, que cavalgavam por detrás de uma colina. Todos estavam a cavalo e havia ao menos cinco mil deles contra três mil gregos macedônios.

“Tropas, assumir posição!” De cima de um cavalo, um jovem de cabelos louros gritou essas palavras. Não parecia ter mais que dezesseis anos, o rapaz era Alexandre, filho do Rei Felipe. “Falange, avance um passo de cada vez”

A falange se dividiu em três pelotões em formato triangular que avançavam lentamente. Em vez de se chocar de frente, os cavaleiros Citas circundaram falange lançando flechas de cima de seus cavalos.

“Ótimo, eles morderam a isca.” Comentou o Rei Felipe com seu filho Alexandre. E em voz alta deu um comando para todas as tropas: “Cavaleiros Macedônios, para o centro do triângulo! Infantaria, proteger os nossos flancos!”

Dâmocles se preocupava um pouco pois não tinha agilidade com lanças, se um cavaleiro Cita avançasse em sua direção, como poderia derrubá-lo? Enquanto marchava ao centro da triangulação feita pelas três falanges, Dâmocles fez uma prece à Ares. “Ares, conceda-me força. Se eu apenas tivesse uma espada…”

Guardando seus arcos, os Citas tomaram espadas para chocar contra a cavalaria protegida pela infantaria leve. Três cavaleiros vinham na direção de Dâmocles que preparou seu escudo contra o choque, foi então que a cerca de três metros ele viu uma espada fincada na grama entre ele e o cavaleiro inimigo. ‘Uma espada! Ares concedeu meu pedido!’ pensou ele.

E correndo, jogou sua lança de lado e pegou a espada afiadíssima. Dando uma cambalhota no chão, esquivou do golpe do cavaleiro e atacou as patas de um dos cavalos, que caiu lançando o Cita ao chão. Outros dois flanqueiam-no desferindo golpes, com o escudo se protegendo contra o da esquerda, desarmou o da direita ao acertar-lhe a mão com a espada. Virou-se para o da esquerda, rebatendo seus golpes, em um momento de oportunidade, fincou-lhe a espada abaixo das costelas, a espada afiadíssima penetrou a armadura do Cita Ariano que caiu do animal. Quando Dâmocles olhou de volta para a cavalaria, viu que o príncipe Alexandre havia caído de seu cavalo e um lanceiro Cita golpeava o hóplon do príncipe. 

Dâmocles correu e com sua espada partiu a lança do cavaleiro adversário e antes que esse tomasse outra arma, rolou por baixo do equino e fincou a espada por entre as costelas do cavalo que ergueu as patas derrubando o Cita. Dâmocles ajudou o príncipe a se levantar, e se posicionando à frente como um guardião para o filho do rei, foi rebatendo os cavaleiros que avançavam em sua direção.

“Quem é você, conscrito, que com bravura defende seu príncipe?” perguntou Alexandre.

“Eu não sou nada mais que um macedônio!” respondeu Dâmocles, abrindo passagem para o príncipe se refugiar entre a falange. Os falangistas retomaram posição para atacar os Citas emboscados entre os triângulos. Era impossível para os cavaleiros escaparem das falanges.

O comandante adversário deu um sinal para baterem em retirada, àquela altura já havia perdido mais de mil cavalos na investida frustrada.

Ao ver os adversários batendo em retirada, os gregos urraram em comemoração.

Ao fim da batalha, Alexandre encontrou com Dâmocles.

“Qual é o seu nome, valente soldado?” Perguntou o Príncipe.

“Dâmocles, filho de Higino. Meu pai lutou contra os Ilírios ao lado do Rei Pérdicas, derrotado voltou para o lar se tornando um pastor de ovelhas.” Respondeu Dâmocles. “Hoje luto em nome de meu pai!”

Alexandre estendeu a mão para um aperto, Dâmocles retribuiu o gesto.

“Você honra o nome do seu pai, Dâmocles filho de Higino. Conquistou Kléos Andron com bravura. Quero você ao meu lado como cavaleiro de minha guarda pessoal.”

“Agradeça à Ares, pois ele que me deu a espada que garantiu a vitória.” E Dâmocles exibiu sua espada. Havia sido forjada pelo próprio Hefesto?

Observando o artefato, Alexandre concluiu.

“Aquele que é querido dos Deuses é querido por toda a Macedônia.”

5 comentários em “Kléos Andron (Giorgios W. Bush)

  1. Emanuel Maurin
    28 de novembro de 2021

    Giolérgios W. Bush, olá. Tudo de bom para você. Como vão os poços de petróleo?
    Um pai ensina o filho os versos do Ilíadas e a guerrear, e um dia o filho é chamado para a batalha e se prontifica de imediato. O texto está dentro dos padrões mitológicos, gostei do primeiro parágrafo e do encerramento. O texto também é fluido, esta bem estruturado e o final me agrada. Boa sorte no desafio.

  2. Kelly Hatanaka
    28 de novembro de 2021

    Oi Giorgios.

    Minha avaliação será feita com quatro critérios: tema (2 pontos), correção/escrita (2 pontos), criatividade (3 pontos), personagens (3 pontos).

    Tema (1): Conto razoavelmente dentro do tema. Ares é mencionado, sua participação no desfecho da história é sugerida. Mas o conto apenas utiliza-se levemente deste elemento enquanto conta a história de um pastor que se destaca heroicamente em uma batalha e cumpre o desejo de seu pai.

    Correção/escrita(1): A escrita é muito bonita e fluida, fica claro que foi feita uma ótima pesquisa, porém há alguns deslizes que escaparam de uma revisão mais atenta, por exemplo: “ao redor da mesa pequena mesa de madeira”, “perante ao”, “se repousarem”. O que é uma pena. Já a descrição da batalha foi muito bem feita. É possível visualizar a cena. Isso é algo muito difícil de se conseguir. Parabéns!

    Criatividade(2): É uma história simples, porém bem contada, onde o trabalho de pesquisa se destaca. Apesar de não haver nenhum elemento muito criativo, o texto cumpre o que se propõe a fazer e entrega uma história bem amarrada e coerente o que, na minha avaliação, é algo importante.

    Personagens(3): Falando em coerência, o desenvolvimento dos personagens também merece destaque. Higino e Dâmocles são muito bem desenhados e esta coerência dá estrutura à história. É fácil torcer pelos personagens, revestidos de um heroísmo que é até difícil de compreender nos dias atuais, aquele heroísmo clássico que pretende reverberar no futuro.

    Geral: um conto gostoso de ler, com uma narrativa segura e bem conduzida.

    Parabéns e boa sorte.

  3. Lucas Suzigan Nachtigall
    26 de novembro de 2021

    Em primeiro lugar, parabéns pelo conto. Gostei muito da primeira parte, amei o modo como você trata da construção da narrativa entre pai e filho. Detalhes à parte (gregos eram no geral menos propensos a ouvir mulheres), a narrativa está muito boa. E gostei da ideia central da narrativa da segunda parte.
    Acho que os dois personagens centrais estão bem desenvolvidos. Alguns estranhamentos passaram pela minha cabeça, como por exemplo, “Diana”. Diana é uma divindade latina, que posteriormente será sincretizada coma deusa Ártemis, grega. A forma como foram tratados os soldados é um pouco anacrônica à época, mas nada muito gritante, embora pudesse ser repensado.
    De qualquer forma, gostei muito do conto. Parabéns

  4. Antonio Stegues Batista
    21 de novembro de 2021

    Achei um bom conto. Uma história de ficção que traz personagens históricos e menciona o deus grego, Ares e Hefesto. Em princípio, achei que Dâmocles fosse aquele da espada suspensa sobre a cabeça, mas é apenas um homônimo. Parabéns ao autor pelo cuidado em colocar detalhes, usos e costumes, referencias autênticas do período histórico. Uma história de época necessita de uma boa pesquisa e você fez isso com sucesso. Achei que o conto passa raspando pelo tema, Mitologia, mas está valendo. É um bom conto, bem escrito, com uma excelente história.

    • Giorgios W Bush
      21 de novembro de 2021

      Obrigado por ler, Antônio.
      Sim, eu raspei pelo tema e originalmente eu planejava colocar o personagem Dâmocles filho de Higino (como você mesmo percebeu, é um homônimo) lutando contra o deus Ares como ocorre em uma das passagens da Ilíada (Diomedes derrota Ares com auxílio de Atena). Mas em vez disso, evitei os excessos e resolvi colocar a devoção de um grego comum por um deus que protege seu ofício, no caso a espada fincada no solo seria uma intervenção sutil do deus, como um presente a um jovem que nunca deixou de prestar culto a seu patrono.
      A pesquisa foi feita por eu ser estudante de história e reservar uma admiração especial para os relatos extraordinários das vidas dos reis da Macedônia.

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Publicado em 15 de novembro de 2021 por em Mitologias.
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