EntreContos

Detox Literário.

Ousadia da palavra escrita (Luz do túnel)

A adolescente reflete sobre sua vida olhando para o teto, “quem é Carol?” Chega na conclusão que é uma boba que tem medo de ser ela mesma e ganhar a má fama de chata. Os livros são sua grande paixão, mas ela nunca teve coragem de pegar um livro emprestado na biblioteca da escola, sempre acaba lendo pela internet escondida na tranquilidade do seu lar, os livros da biblioteca são um amor impossível e o que os separa é seu medo de ser diferente, é bom ser igual mesmo que o igual seja ruim. Fica feliz ao admitir para si mesma a própria covardia porque sabe que a aceitação do erro é o primeiro passo em direção a mudança, pensa por um momento que seu rosto bonito, cabelos pretos ondulados não parecem combinar com sua personalidade insegura, porém a insegurança é um defeito universal e ela se consola ao saber que não é a única tola.

A mulher com vinte e dois anos se tornou uma nova criatura, mudou de estado e decidiu ser ela mesma. É incrível como mudar para longe da cidade natal pode ser libertador, os conhecidos de muito tempo parecem ter um poder imenso sobre nós, nem sempre esse poder vem do amor, nos sentimos na obrigação de agradar de certa forma até os desafetos porque eles representam uma parte importante de nossa vida, mudar de cidade pode nos fazer entrar em conexão com nossa essência e luz interior, claro que iremos estabelecer vínculos em qualquer local mas é mais fácil ser livre em um local que não abrigou sua infância porque percebemos melhor que uma nova fase surgiu  e outras aventuras irão começar. Carol não possui mais medo de ser chata e só quer ser feliz porque percebeu que a maior chatice é a infelicidade de um sonho retido, ela se entregou aos caprichos das palavras que teimam em pular para fora dela e serem colocadas no papel, a ousadia da palavra escrita está presa do fato de eternizar a liberdade de expressão. Se a Carol te lembrar você repense sua vida e viva de verdade, ter coragem não significa viver uma vida desregrada e sim viver seu sonho mais latente.

12 comentários em “Ousadia da palavra escrita (Luz do túnel)

  1. Fernanda Caleffi Barbetta
    11 de junho de 2021

    Olá Luz do túnel, seu texto traz uma reflexão bastante pertinente. Quem não se fez a mesma pergunta que Carol? Legal ter abordado o fato de a personagem ter se encontrado quando afastou-se de sua cidade Natal, comigo aconteceu algo parecido. Às vezes precisamos nos afastar do ambiente que nos rotula para nos encontrarmos. Muito bom.
    O texto é bom, mas acredito ter sido mais uma crônica, com questionamentos e desabafos.
    “Chega na conclusão que” – chega à conclusão de que
    em direção a (à) mudança
    O conto começa com a narração em terceira pessoa, referindo-se a Carol, mas depois o narrador passa a se incluir no enredo, utilizando a primeira pessoa do plural.

  2. Elisabeth Lorena
    9 de junho de 2021

    Ousadia da palavra escrita (Luz do túnel)

    Olá.
    Seu texto é um texto em prosa quase poética. Um desabafo sobre crescimento, maturidade e vivência. Suas indagações e descobertas são bastante humanas e por isso críveis. Quase todo mundo em algum momento tentou evitar enfrentar a maré e se permitiu levar pelo sabor das águas, igualando-se a todos os diferentes que fingem ser iguais.
    Contudo, conto não é, falta a estrutura, mesmo que seja uma fotografia de alma em forma de escrita.
    Tema existe: Literatura, primeiro para apreciação e depois como feitura literária. Nesse ponto há algo interessante a observar. O apreciar quase proibido e oculto ocorreu na fase da inocência e insegurança da menina. O fazer literário veio com o princípio da maturidade e a aceitação de si como alguém diferente. Perfeito.
    Há certa epifania na mudança de lugar. Ao se deslocar de Estado, encontrou-se, mudou de postura em relação ao mundo. O fato de mudar cria algo, além do texto, mas que se reflete nele, que a seduz e a faz encontrar-se a si mesma, deixando de olhar o outro e de buscar reflexo nele.
    Uma pena que a execução dessa mudança de perspectiva tenha sido apenas sentida. Fica aquela impressão que não havia de imediato a intenção de trabalhar isso e, lembrando de Poe e a sua “Filosofia da Composição”, quando o enredo é quebrado ou criado durante a escrita e não antes, na formulação e execução mental da ideia, o desfecho fica quebrado, o ápice da narrativa se perde. O vácuo que fica mostra mais que a narrativa em que espaço o tom se perdeu e a intenção se reformulou.
    Obviamente que aqui não estou dizendo que não se deve criar por inspiração, entretanto, o Desafio tem regras e temas – que você alcançou com perfeição. Mas as faltas e o peso da narrativa em alguns momentos carregaram mais que os sentimentos que estão postos no texto. O que é uma pena. Também luto muito com esses parágrafos longos na minha escrita também. Com o tempo, combatemos naturalmente, mas de princípio é necessário observar melhor.
    Quanto aos equívocos pronominais e outras coisinhas, creio que os colegas deverão falar – eles sempre os encontram rápido demais.
    E a “lição de moral” era desnecessária. A conexão com Carol acontece nas primeiras linhas. Na minha humilde opinião a fala “Se a Carol te lembrar você repense sua vida e viva de verdade, ter coragem não significa viver uma vida desregrada e sim viver seu sonho mais latente.” é totalmente desnecessária. Para mim, certos arremates no tecido terminam por estragar toda a colcha.
    Sucesso no Desafio.

  3. Mauricio Piza (@mtplopes)
    9 de junho de 2021

    Texto bem escrito e claro, no tema do desafio. Realmente, é mais uma crônica do que um conto. Minha sugestão é de desenvolver situações que retratem os dois momentos do personagem criado, e articular uma transição entre eles.
    Parabéns e boa sorte!

  4. gisellefiorinibohn
    9 de junho de 2021

    Oi, Luz!

    Seu texto não me soou exatamente como um conto, mas, talvez, uma crônica. É um texto delicado, que indica ter sido escrito por alguém muito sensível, mas a maneira como o tema foi abordado me pareceu um pouco juvenil. Poderia ter sido expandido e mais trabalhado. No fim, o que acho que faltou mesmo foi um enredo mais desenvolvido.

    Quanto à parte técnica, acho que a pontuação pecou em alguns momentos, o que fez o texto perder ritmo e cadência. Há algumas falhas de revisão que já foram apontadas, então não preciso repetir.

    De qualquer maneira, é um texto poético que gera identificação com muitos de nós; afinal, quem nunca se sentiu inseguro?

    Parabéns e boa sorte no desafio! 🙂

  5. claudiaangst
    7 de junho de 2021

    Olá, Luz do túnel, tudo bem?

    Farei considerações sobre seu conto na forma de A-R-T-E:

    A = A arte em si = literatura, as palavras postas no papel com liberdade de expressão. Tema do desafio abordado.

    R = Revisão = pequenos deslizes:
    – Chega na conclusão > Chega à conclusão
    – má fama de chata > fama de chata – não é um erro, mas não vejo necessidade de dizer que é uma má fama.
    – em direção a mudança > em direção à mudança

    T =Trabalho de escrita/narrativa = Um texto bastante curto que parece ser mais um fluxo de consciência, uma reflexão sobre como somos impactados pelo meio em que vivemos e reféns do que os outros pensam de nós. Também aponta como a mudança de local e, principalmente, de perspectiva torna tudo mais fácil, inclusive para se viver os próprios sonhos. Linguagem clara, mas que traz um tom poético bem de leve.

    E = Então, autor[a] = Não chega a ser uma narrativa, mas apresenta uma gama de reflexões. Talvez o conto mais rápido de se ler e o mais complicado de se comentar.

    Parabéns pela participação e boa sorte no desafio.

  6. Jorge Santos
    7 de junho de 2021

    Olá, LT. Curiosa escolha de pseudónimo, que se entranha no sentido do texto – é escrito por aquilo que a personagem procura no texto todo, a luz no fundo do túnel. Revi-me neste texto. Durante muitos anos não escrevi uma linha. A procura pelo sentido da vida é uma busca complicada, uma questão de prioridades: para sermos nós próprios temos sempre de perder alguma coisa, de magoar alguém. O mais importante é seguirmos o nosso caminho, sem medo de falhar. Não é fácil, e este seu curto texto demonstra isso. Como pontos negativos, começaria exactamente pelo curto tamanho do texto. Poderia ser facilmente mais desenvolvido – mas as ideias base estão lá e a mensagem é passada. Por outro lado, há frases excessivamente grandes, que dificultam a leitura. Fora isso, é um bom texto.

  7. Regina Ruth Rincon Caires
    7 de junho de 2021

    Ousadia da palavra escrita (Luz do túnel)

    Comentário:

    Que delícia de reflexão! Interessante que pode parecer um questionamento adolescente, mas, inexoravelmente, essa inquirição nos acompanha ao longo da jornada. Na juventude, na vida adulta, na velhice… É a busca incessante de encontrar o espaço que nos é próprio, é a procura do nosso “encontro”.

    Qualquer pessoa, que iniciar a leitura deste texto, terá a impressão de estar diante de um espelho. Danada essa vida que faz a gente questionar o seu valor, avaliar caminhos, escolher… É, a danada é encantadora justamente por isso. Ela sabe que é o bem maior do mundo. Danadinha!

    Acredito que o texto seja uma crônica, ou um ensaio. Um alerta! Um desabafo de quem já escolheu e não se arrependeu. Isso é bom, muito bom! A palavra escrita é sublime.

    Quanto ao trabalho escrito, seria interessante uma pontuação mais cuidada, com respiros para a leitura. A pontuação planejada auxilia a reflexão do leitor.

    O texto é bem poético, suave, altruísta. A autora narra com muita sensibilidade, fala de modo simples sentimentos nada simples. Leitura que faz bem.

    Parabéns pelo trabalho, Luz do túnel!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  8. Leonardo Philipe
    3 de junho de 2021

    Olá, Luz! Obrigado por compartilhar Ousadia da palavra escrita conosco ♥

    Texto com muitas reflexões válidas, porém, curto demais para aprofundar as questões levantadas.

    – PONTOS POSITIVOS: Tem um bom fluxo de consciência; consegue transmitir os dois momentos da personagem e o contraste de personalidade que adquirimos no processo de formação pessoal.

    – CONSIDERAÇÕES: Faltou respiro no texto. Muitas frases corridas, sem um ponto final que proporcione ao leitor um momento de assimilação do que está sendo dito.

    O tema do desafio foi abordado muito superficialmente. Ainda que a proposta fosse a de trazer um miniconto, o enredo poderia ter incorporado melhor a ousadia da palavra escrita.

    Parabéns! ☮

  9. antoniosbatista
    31 de maio de 2021

    Ambientação= Não percebi qual a Arte como tema, no conto.

    Escrita= Boa

    Enredo= Reflexões de uma adolescente que se descobre adulta com o desejo d escrever um livro, ou algo assim.

    Considerações Gerais= Não entendi o texto como conto, parece uma crônica/monólogo/ com autoajuda. Literatura é arte, mas um livro para ser considerado arte, precisa transpor os limites da criação, da inventividade, depende da escrita e outros requisitos. Achei o enredo do seu conto muito fraco. Posso errar na minha análise, pois não conheço outros contos seus, então paro por aqui. Escrever bem você escreve, mas acho que faltou inspiração para o desenvolvimento da história. Boa sorte!

  10. Fheluany Nogueira
    29 de maio de 2021

    A Literatura é abordada, primeiramentedo, sob o aspecto da leitura, ; e depois a protagonista amadurece, muda de ambiente e passa a escrever. O desfecho vem com ares de livro de autoajuda, com conselhos para o leitor.

    Faltou ousadia em desenvolver mais o texto; mesmo para um miniconto, faltou a sugestão, a história oculta. Que pena, pois fez uma boa introdução ao assunto e me parece, pela amostra, que o(a) autor(a) domina a linguagem, apesar da mistura dos pronomes de segunda e terceira pessoas.

    Parabéns pela participação. Abraço.

  11. Anderson Prado
    27 de maio de 2021

    Olá! Tudo bem?

    Seguindo os passos da melhor revisora de todos os tempos, a dileta Claudia Roberta Angst, farei considerações sobre seu conto na forma de A-R-T-E:

    A = A arte em si = Pela primeira vez, não senti o tema do desafio bem representado.

    R = Razões para ODIAR o conto (porque sou desses) = Ele termina antes de começar.

    T = Trabalho de escrita/narrativa = A escrita é boa: está bem encaminhada.

    E = Então, autor[a] = O conto é curto demais para conseguir abordar com alguma excelência o tema do desafio. Não é que você escreva mal, ao contrário, nota-se que sabe escrever, mas, no universo de um desafio literário do EntreContos, você acabou trazendo muito pouco.

    Parabéns pela participação e boa sorte no desafio!

  12. thiagocastrosouza
    26 de maio de 2021

    Resumo: Carol reflete sobre sua paixão pela literatura, medos e inseguranças.

    Comentário:

    Carol, poxa vida, queria mais dessa personagem. Pela pequenez, o conto introduz a personagem e um conflito, mas resolve essa tensão pulando do primeiro para o segundo (e último parágrafo). Acaba que o conto, por mais que tenha reflexões, ideias germinais, não cresce, e passa despercebido diante dos demais presentes neste desafio. Minicontos precisam dessa energia, de uma certa urgência, que nos arrebate ou sensibilize. Não é o caso aqui. Espero que, em outra oportunidade, Carol possa falar mais sobre como deixou de ser uma menina insegura para encarar, finalmente, seus sonhos.

    Boa sorte no desafio!

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Informação

Publicado em 24 de maio de 2021 por em Artes.