EntreContos

Detox Literário.

[EM] O Homem que não Morria (Enuwidred Gladfate)

“E assim como tudo começou

na escuridão termina o verso.”

O LIVRO D`A PALAVRA – PHRASILLION

Hoje o sol se foi. Suas chamas se apagaram e sua luz morreu, e um oceano inerte, de águas paradas rolou em ondas murchas até as praias vazias, em um mundo vazio e só, nu de toda vida e esperança, somente eu restei, o último homem sobre uma terra morta que não pode morrer.

O frio do vácuo exterior avança inexorável por sobre as construções do orgulho e pretensão humanos, tudo corrompido e purificado pelas mãos justas do tempo.

A escuridão gelada engole todas as luzes e sua boca desapiedada se fecha sobre mim com as presas inquietantes da solidão. Seu silencio vasto e preenchido de ecos ressoa fantasmal e nítido aos meus ouvidos anelantes por vozes.

O odor mofado e frio de enclausuramento desprende-se de todo o cadáver do mundo, poluindo e sufocando minha garganta muda com seu gosto acre e amargo de ambição, ao meu redor todos os tesouros do mundo chacoalham seus valores inúteis em um sarcástico e zombeteiro riso metálico.

O desespero da impotência humana, fraca, débil, diante do movimento incessante que não se deixa aplacar, da roda sem fim da vida diante da morte apertou meu coração de tal maneira angustiada, comprimiu-o entre seus dedos magros e famintos de esperança, de tal forma agoniada, que por um instante apenas, um segundo de renovada esperança até ele cessou de bater e todo o meu ser ansiou por morrer, mas o relógio da carne recomeçou seu hediondo compasso.

Agora, que todos que amava se foram e nada mais me resta senão a pálida e triste memória da recordação, agora que todos os sonhos e ideais me foram negados, agora que todas as razões bastam-me e a culpa já não corrói minha vontade com temor e comiseração, agora que nenhum laço mais existe entre mim e a minha humanidade e a liberdade quimérica me envolve em seus braços de canibal sereia, agora e somente agora, depois de tudo perdido e passado eu vejo a necessidade e sinto a fome de todas estas coisas porque estão para além do meu alcance, agora.

Aqui, sentado acima e por sobre o mundo todo vejo os dogmas ignorantes de cada uma das cruzes que nasceram com os nomes de homens, e vejo seus algozes, sua responsabilidade, suas culpas e cicatrizes, e vejo cada gesto e cada pensamento e palavra que saíram de dentro do homem, sempre duplos e ambíguos, vazios de significado, formas-mentiras que jazem em caixões de vidro guardadas como sabedoria, e vejo feixes de lenha humildes que nasceram com nomes de homens e vejo sua riqueza simples de palavras e gestos e seu terrível destino de sacrifício, mas sou cego e não me vejo não.

Sinto o universo a morrer ao meu redor, sinto seu grito silencioso de angústia passiva diante do cessar de suas correntes, do estancar de sua pulsação, sinto o lapso, o momento de pausa em sua respiração.

Sinto tudo isto que vai além de mim, como o sentir de meu próprio coração.

Mas já não sou homem, sou antes uma aberração, porque diferente dos homens já não vivo, nem morri ou cessou de bater o meu coração.

Encontro-me vivo a cada dia, a cada noite sonho morrer, acordo somente para descobrir que continua inexorável a minha maldição.

Todos eles são mortais, os homens, somente eu é que não.

Assim galguei dez mil séculos, deixei-os para trás e continuo a seguir.

Tudo o que um dia possuí, perdi!

O ar parado e enegrecido da atmosfera preenchida por ilusões e irrealidade abafa o impulso da vida que corre dentro de mim e sua tentação opressora domina toda tentativa e impulso de viver intensamente, a dor e a culpa coagem minha vontade e anestesiam meus sentidos com suas necessidades ordinárias: fome, desejo, sexo.

Movo-me sem consciência pela terra morta, e meus olhos vítreos e vazios não vêem a realidade que corre ao redor e através de mim, mas vêem apenas eu mesmo, só, inominável e verdadeiramente real, meus sentidos são farsas enganosas que mentem a mim mesmo sobre tudo e todo resto que me cerca, nada é como em verdade parece ser.

De todas as virtudes do homem, a verdade‚ a mais ambígua, dúbia e escapável, é a mais imperiosa das qualidades!

E todos eles são mortais, os homens, os homens ocos.

A minha visão deste mundo morto preenche meu ser com um espetáculo de indizível tristeza, porque eu me decidi a ir além das aparências, até a essência de todas as coisa, acima e para fora deste sufocante desespero da descrença que devora o interior dos homens e se alimenta de seus sonhos, seus ideais e seus espíritos, mas quando atingi o ápice da compreensão da vida do mundo olhei ao redor e descobri um vasto vazio moral emerso em uma terrível e desesperada fome de vida, que jamais poderia ser aplacada, porque o interior dos homens se havia contraído de tal forma, devido ao tempo incontável que estivera faminto e mendigando vida onde já não havia, que este interior já não suportava o contato com a menor porção de vida e coisas belas e arte, e a expulsava involuntariamente, como o faminto vomita o alimento após muito tempo sem comer.

A fraqueza humana pesa sobre meus membros, trazendo a sua vulnerabilidade forte que me apascenta e me impede de reagir, sou um mero escravo das circunstâncias tangido ao acaso e nada que fizer poderá alterar isto, agora.

Uma força estranha, uma vontade incessante, o medo da obliteração, ainda me faz andar nas ruas da solidão.

Não acredito na existência de coisa alguma, e no entanto não nego a minha fé, porque somente posso acreditar em mim e naquilo que eu posso ver? Ou naquilo que está além de mim e que eu não posso ver? Eu acredito nas coisas reais, não nas verdadeiras.

E isto encerra meu ser em grades de realidade, e a ilusão leva embora minha liberdade.

Ah, MEU DEUS, como sou igual aos outros homens, inconstante e mutável, fraco e débil, cuja direção e fim, nunca encontrados são sempre esquecidos e relegados, cuja vontade inepta e débil não resiste além do primeiro esforço inicial, diga-me porque não posso morrer? Porque tenho que continuar vivendo?

Deixo-me vagar sem rumo através daquele oceano morto, a lâmina azul-verde de suas águas paradas e obscurecidas refletem agora a serenidade que reina no meu interior, e encontrando-me assim abandonado, entre os céus e o mar de um mundo morto, único homem vivo, penso em Deus.

Tenho tempo, tenho muito tempo para falar de vida e morte.

Resta-me apenas aguardar o inevitável fim de tudo.

Resta-me apenas esperar o inexorável nada.

Resta-me esperar as cálidas chamas do último fogo, da última luz que quebrará esta escuridão espiritual para trazer consigo a morte e a purificação.

Então sopra sobre mim um hálito quente e olhando por sobre a superfície da Morte vejo a Sua Face, e suplico.

” Agora basta, Senhor, retira-me a vida pois não sou melhor que meus pais. “

1º LIVRO DOS REIS, 19:04

13 comentários em “[EM] O Homem que não Morria (Enuwidred Gladfate)

  1. davenirviganon
    8 de maio de 2021

    [EM] O Homem que não Morria (Enuwidred Gladfate)
    Ambientação= Uma Terra em que todos morreram menos o protagonista.
    Enredo= Basicamente a situação em si, até o encontro no fim do conto, que foi muito repentino.
    Escrita= Bastante poética, pouco fluída, devido ao uso de frases longas que complicam desnecessariamente a vida do leitor.
    Considerações gerais= É um bom conto, com uma escrita poética bem feita. Porém senti falta de um pouco de especulação sobre como seria estar nessa situação. Até no sentido de emoções, há apenas melancolia, mas não foi justificada pela perda de sensação do tempo, por exemplo. Não foi explorada as condições psicológicas do sobrevivente. São coisas que não precisam ficar de fora por causa do uso da linguagem poética.

  2. Luis Fernando Amancio
    8 de maio de 2021

    AMBIENTAÇÃO
    A Terra após o apagamento do Sol. A vida no planeta acaba, mas um homem, imortal, se vê sozinho, abandonado em um mundo morto. Muito bem feita, a gente sente a solidão desse homem num planeta apagado.
    ENREDO
    O enredo é, basicamente, a ambientação. Pouco acontece. O homem divaga metafisicamente sobre sua situação desoladora.
    ESCRITA
    Muito bonita, o autor possui uma veia poética inegável. Tudo é muito adjetivado. Vejo um problema no excesso de frase longas, muitas tomam o parágrafo todo. Isso demonstra certa dificuldade em se comunicar, já que o texto fica confuso.
    CONSIDERAÇÕES GERAIS
    O texto sem ação é um risco, sobretudo em um desafio bastante voltado para a ficção científica. Esse gênero é bem conhecido pelo apego do leitor a tramas mirabolantes – tem comentarista, por exemplo, que fica só apontando “furos” nas histórias. Seu texto tem muitas qualidades, a situação do último homem, o que não morre mesmo após o fim do planeta, é claustrofóbica. Podemos refletir muito sobre a situação como metáfora. As frases gigantescas, porém, comprometeram minha experiência de leitura. A conclusão, também, me deixou decepcionado. Foi, literalmente, um deus ex machina. Em todo caso, vejo virtudes e talento na elaboração do texto. Parabéns!

  3. Marcia Dias
    6 de maio de 2021

    Ambientação: Onírica. Uma viagem da alma viva no mundo morto ou do homem morto no mundo vivo. A gosto do leitor…

    Enredo: Uma representação do fim do mundo bem assustadora para mim! Não tenho medo de construções caindo e bombas sendo lançadas na minha cabeça ou alienígenas me abduzindo. Mas tenho medo desse mundo que o autor descreveu. Cruz credo! Poesia do fim do mundo! Uma angustiante descrição de uma única consciência no universo todo: a sua própria. Não tem mais ninguém que veja o que ele vê e como ele vê. Solidão maior não existe.

    Escrita: Muito boa, mas me perdi um pouco porque às vezes sou concreta e preciso pisar na grama, rs.

    Considerações Finais: Acredito que não é um conto que se espera por aqui nesse desafio, em específico. No entanto, como a forma do tema proposto é livre, achei que esse foi o melhor fim do mundo que vi até agora (li 6), em forma poética, no que se refere ao ambiente retratado interior e exteriormente.

  4. Anderson Prado
    5 de maio de 2021

    Ambientação: Boa: senti-me perfeitamente imerso nesse mundo desolado habitado por um único homem imortal.

    Enredo: Bom, desde que ressalvado que o conto não tem por objetivo a construção de um enredo, mas sim a ambição de retratar o desespero de um homem solitário e imortal.

    Escrita: Boa, mas talvez fosse possível podar alguns excessos, como a prolixidade de adjetivos, desde que isso não deturpasse o lirismo do texto.

    Considerações gerais: Estou verdadeiramente surpreso com minha reação a este conto. Ele tinha tudo para me desagradar: 1. ausência de imagem ilustrativa, a denunciar um autor iniciante neste espaço, pois, de regra, os veteranos usam imagem; 2. teísmo; 3. adjetivação excessiva; e 4. pouca dinamicidade e fluidez narrativa (alguns parágrafos longos, ausência de diálogos e ação, personagem lamuriante). Porém, para meu completo espanto, gostei do conto. De fato (como acusam meus algozes), sou inconstante. É o vigésimo quinto conto que leio e, portanto, tenho uma boa noção do que este desafio ofereceu e, bem, pra mim este conto aqui trouxe uma quantidade interessante de ineditismo. Com efeito, os contos deveriam abordar o “fim do mundo”, sendo certo que aqui encontramos uma abordagem inusitada do tema. Em primeiro lugar, o autor (como fazia Saramago, como faz Mia Couto e outros tantos praticantes do fantástico) adotou uma hipótese absurda e sem explicação alguma: um único homem sobrevive a uma extinção em massa. A partir daí, o autor passou a discorrer sobre a solidão, a angústia e o desespero desse homem, que, por humano que é, e ainda que um dia tenha sido um ateu, acabou culminando em Deus. Perfeito! O conto faturará uma nota 9,8.

  5. Kelly Hatanaka
    5 de maio de 2021

    Ambientação:
    Excelente. O clima pavoroso de escuridão total, o silencio, a angústia, são muito bem descritos.

    Enredo:
    Em termos de enredo, nada acontece. E isso não é ruim. O conto é um relato do que se passa na cabeça deste personagem que não morre e testemunha o fim da humanidade.

    Escrita:
    Escrita muito correta e bem estruturada.

    Considerações gerais:
    É um texto muito bom, de muita qualidade, mas não me empolgou. Gostaria de saber o que de fato aconteceu. O mundo foi destruído por guerras, ou só desabou aos poucos? Quem é este homem que não morre? O que ele faz nesse mundo escuro e vazio?

  6. Danilo Heitor
    4 de maio de 2021

    Ambientação: boa para o que a história pretende contar, a amargura do último homem em um planeta arrasado.

    Enredo: não acontece muita coisa. Nesse sentido, se a intenção era apenas desafogar os sentimentos da personagem, está ok, mas no geral não empolga muito.

    Escrita: está bem escrito, poucos erros gramaticais, mas muitos adjetivos. A separação entre os blocos de texto não fez sentido, porque todos eles tem o mesmo enredo, então nem precisava. Achei o texto um pouco empolado demais.

    Considerações gerais: achei o conto mediano. Não empolga nem decepciona, mas também não traz nenhuma novidade.

  7. opedropaulo
    4 de maio de 2021

    AMBIENTAÇÃO: É um mundo desolado pelo qual caminha o personagem. O texto transmite a imagem de um mundo vazio, frio e abandonado, um verdadeiro abismo e, ao invés de descrever este mundo, faz o leitor visualizar por meio das reflexões e andanças do protagonista, abordagem à qual me referirei com mais profundidade em outro tópico. Como é o sentimento que torna o ambiente palpável e em nenhum momento as emoções do personagem escapam da leitura, a presença opressiva do apocalipse se manteve ao longo do texto.

    ENREDO: Este é um ponto fraco do conto. Sempre que penso no quanto uma história pode ser complexa, exercito sintetizá-la ao máximo, tentando visualizar o que ela conta. Por vezes, poder resumi-la é bom e, por vezes, que o resumo se estenda também é positivo. Aqui, pode-se resumir o conto como a história de um homem que anda sozinho por um mundo acabado e reflete. Não se cria durante a leitura nenhuma indagação de para onde ele vai e é antes a sua solidão e o próprio despropósito de sua vida errante que vão sendo constantemente reafirmados na narrativa. No máximo, a conclusão sugere que sua caminhada era em procura da morte atrasada, já que no final ele se encontra com a morte e suplica para que o leve. Talvez, se por exemplo a morte tivesse sido referenciada como uma entidade sempre na proximidade, sofridamente perseguida pelo personagem, esse final tivesse mais impacto. Mas este é apenas um exemplo, até porque tampouco foi afirmado que a visão da morte foi mesmo real, podendo ser mais uma representação dos sentimentos do andarilho. Vê-se que foi uma escolha clara do autor entregar à introspecção o “grosso” da narrativa.

    ESCRITA: Este é, na maior parte, um ponto positivo percebido na leitura. Como são os pensamentos e sentimentos do personagem os transmissores do cenário, a escrita poética transforma a emoção do protagonista em imagens que remetem ao mundo acabado, permitindo uma melhor imersão. Há também um lirismo, alguns trechos parecendo escritos para soarem melódicos, havendo um em específico que até rima. Apesar de se mostrar um talento evidente para tanto, o recurso se torna repetitivo e cansativo, sem um enredo claro ao qual o leitor possa se apegar, o que arrastou a leitura.

    CONSIDERAÇÕES GERAIS: Concluindo o que apontei acima, avalio que se apresenta aqui um texto em conformidade com o tema e de um autor que, talentoso na escrita poética, falhou em achar o balanceamento entre forma e conteúdo, excessivo em conjugar imagens ao tempo em que não trabalhou bem a história por detrás delas.

  8. antoniosbatista
    3 de maio de 2021

    Ambientação= Ambiente suscetível a vários aspectos e definições.

    Enredo= A. Um só homem sobreviver por séculos e ele se lamenta por não poder morrer, pelo menos de causas naturais. A história, o relato, a crônica, não revela como foi o fim do mundo, se por guerra nuclear, pulso solar, peste, meteoro…

    Escrita= Boa. Mas achei que há algumas redundâncias e contradições; “oceano inerte- que rola”. “ Terra morta- terra que não pode morrer”. “ Silêncio preenchido com ecos”. “ Vejo feixes de lenha- sou cego não vejo nada”.

    Considerações Gerais= Achei o texto muito carregado de adjetivos, tantos que a história se resume a eles. Apenas lamentos de alguém que não morre. A história é de um homem só que se lamenta e é só isso que o conto conta. Não me impressionou por não revelar nada original. No entanto, o autor tem talento, só precisa escolher melhor seus argumentos e não exagerar nos adjetivos. Recomendo ler, Só a Terra Permanece, de George R. Stewart. Boa sorte.

  9. Thiago de Castro
    3 de maio de 2021

    Ambientação: Um mundo vazio, apenas com um homem sobrante.A descrição é boa, você consegue associar o vazio desse mundo, seu abandono, com o estado emocional do personagem. Achei um pouco exagerado o uso dos adjetivos, coisa que não costumo reclamar, mas aqui, o personagem narrando a devastação, pontuando o tempo todo, ficou um tanto empolado. Por exemplo: “…oceano inerte, de águas paradas…”, você diz a mesma coisa com palavras diferentes”. Mais um, “mundo vazio e só, nu de toda vida…”, enfim, isso se ficarmos apenas no início do conto.

    Enredo: Não há um enredo propriamente clássico, com estrutura de começo meio e fim. Interpretei como divagações de um homem que viveu tanto que o mundo se acabou e ele continuou ali, assistindo a degradação, desejando sua própria morte. Por conta disso, quando já entendemos os anseios do protagonista, a leitura fica um pouco cansativa, pois acaba sendo mais do mesmo, sem o desenvolvimento necessário ou dinâmica.

    Escrita: Boa, apesar dos adjetivos que deixou a narração um pouco exagerada. Há um empolamento desse homem que entende tudo e sabe o caminho inexorável (essa palavra aparece bastante no texto) que a humanidade tomará antes mesmo de chegar no estado em que se encontra agora, de inexistência total. Apesar de curto, creio que esses pontos deixaram a leitura mais arrastada.

    Considerações gerais: Acho que fui claro nos apontamentos acima. O texto é bem intencionado, há pontos altos dentro das divagações e reflexões do personagem, mas fica amarrado a elas, não alçando voo para outros rumos. Você tem veia lírica e poética, basta encontrar o equilíbrio dentro da história que deseja contar.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  10. Tolbert Dzowo
    3 de maio de 2021

    Ambientação : Não foi muito bem descrito, estava esperando para saber mais sobre o mundo, o estado no qual se encontrava sendo ele o último.
    Erendo : eu acho que já teria perdido a sanidade faz tempo se me encontrasse em tal ocasião, porém tenha sido parado, ele se preocupava em descrever mais a sua vontade de morrer o desconforto com vida que acabou se tornado uma trama psicológica.
    Escrita : fluída.
    Comentários : gostei de ler, como o mundo e ele chegaram a esse estado? Qual motivo levou a tudo isso? realmente tem dias em que você deseja a morte, mas só não fazemos isso por ser pecado e medo, ou por achar que iremos superar isso tudo, com ele era diferente não havia nada para superar. A morte era sua sua salvação.

  11. Ana Caroline de Arimathea
    2 de maio de 2021

    Ambientação: Boa, mas poderia ter mais linhas sobre como é este mundo

    Enredo: Um pouco parado, mas eu entendo, é uma trama psicológica.

    Escrita: Boa, muito rebuscada e poética, escrita bonita

    Comentários gerais: É um conto poético e melancólico, serve bem ao seu gênero, um pouco de movimento na personagem ia bem, falta um ponto de virada que cative o leitor a continuar.

  12. Lucas Julião
    1 de maio de 2021

    Ambientação: Meu amigo, me traga uma cachaça! Depois dessa preciso beber. Entrei em depressão profunda. Tô malzão. Mas feliz com o que vi, gosto das coisas assim: Sem muita descrição de cenário, vários dilemas internos e só os devaneios do imortal. A vida é uma droga, bora morrer!
    Enredo: Gostei bastante. Sério mesmo.
    Escrita: Algumas frases são longas demais, principalmente no primeiro paragrafo. Faltou pontos finais e só isso que quebra um pouco a qualidade literária.
    Considerações gerais: Não leia esse texto se você está mal, ele vai te deixar pior. Bom mesmo seria se Deus acabasse com todos nós! As vezes parece que a morte é um sonho e a única verdade é a que está no fundo da garrafa. Sobre o texto, vale meu nove.

  13. Ana Lúcia
    1 de maio de 2021

    Ambientação: como o conto foca muito mais no interior do personagem e em seus pensamentos, achei tudo bem não descrever como estava o mundo destruído.
    Enredo: sem muita ação, mas não senti falta nenhuma dela.
    Escrita: gostosinha de ler, me senti lendo um poema extremamente melancólico e sem dúvida essa foi a ideia(afinal ele estava sozinho no fim do mundo)
    Considerações gerais: a ideia de focar mais no interior que no exterior foi muito bom. Toda a melancolia e solidão, junto com seus pensamentos foi legal e mesmo sendo uma história parada não acabou ficando tediosa.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Informação

Publicado em 1 de maio de 2021 por em EntreMundos - Fim do Mundo.