EntreContos

Detox Literário.

[EM] Margarida (Marji)

Ela tinha sete anos e vagava pelas ruas buscando o que pudesse encontrar. Não havia restado muito da cidade, tudo que um dia foi erguido hoje estava no chão: casas, prédios, árvores, pontes. Não restou nada. A lama dominava o cenário, legado da enchente de três dias atrás. Nenhuma alma dividia o espaço com a menina, ela vagava só, sem rumo, sem mapa, no escuro. No escuro não porque era noite, mas porque a nuvem de poeira e poluição era tão densa que cobria o sol, o céu estava assim há duas semanas e a pequena menina não sabia se um dia voltaria ao normal, para falar a verdade, alguém de sete anos nunca havia visto um “céu normal” já que pelo menos há cinco décadas a poluição reinava nas grandes cidades do mundo.

Ela continuava caminhando, tinha sede e fome, mas não desistia, no fim acho que tinha esperança. Esperança de que? Não sei, esperança, crianças têm esperanças e ela não era diferente. Algo bom poderia acontecer se não desistisse. Caminhou mais e mais, até que parou, ofegante pela desidratação. Agachou-se um minuto, para descansar as pernas. A vista embaçava e tudo parecia rodar, não conseguiu se manter com os pés no chão e sentou-se no asfalto quebrado e lamacento. Aos poucos sua vista ia retornando, acompanhando a respiração que acalmava os batimentos cardíacos (batimentos esses que soavam como uma contagem regressiva). Olhou em volta depois de recuperar o pouco de saúde que lhe era possível e algo no horizonte chamou a atenção de sua vista, algo pequeno mas colorido, estava lá, a uns dez passos de distância, fincado no vão do asfalto. Se aproximou lentamente, foi engatinhando, até estar frente a frente com o achado. Era uma flor. Um Margarida que nascera e sobrevivera entre o asfalto e os escombros. A menina sorriu. Lembrou de sua mãe. Com as mãozinhas trêmulas e frágeis, arrancou a Margarida pelo caule e colocou-a no cabelo. De alguma forma se sentia menos sozinha agora. Como se sua mãe, através daquela pequenina flor, lhe acompanhasse na caminhada infinita e lhe acolhesse, recuperando as forças para dar um próximo passo.

Aquele achado revigorou a pequena criança, que se pôs de pé e voltou a caminhar por entre os destroços. “Você acha que eu vou morrer, mamãe?” perguntava para a flor. Falar exigia um enorme esforço para os pequenos lábios secos de sede da menina, mas não podia evitar, sentia que precisava se comunicar com a pequena presença que encontrara. Não estava mais sozinha, e não queria que a flor se sentisse novamente só como estava no asfalto. “Eu acho que não, se eu for esperta e encontrar água, vou viver”. Parava para respirar. “Vou encontrar água e comida e vou ficar forte para construir de novo nossa casa.” Para onde vão nossas esperanças quando crescemos? A menina continuava a caminhar, ninguém poderia apostar que suas pernas aguentariam tanto, ainda assim ela seguia, sempre em frente, acreditava que esse era o segredo, nunca desviar de seu caminho.

Parece que seu plano estava lhe recompensando. Não demorou muito e uma outra coisa chamou-lhe a atenção, uma silhueta ao longe, recostada em uma enorme pedra de concreto, não conseguia identificar muito bem o que era devido àquela escuridão nublada que cobria os céus. Andou mais um pouco até poder distinguir: era um homem. Definitivamente um homem, largado entre os escombros. Devia estar tão cansado que mal podia estar de pé.

— Olá! – ela gritou.

Deu mais uns passos para frente.

— Eeei! – gritou novamente, enquanto acenava com as mãos.

O homem ouviu o segundo chamado, e com alguma dificuldade, se remexeu em sua posição, libertando o braço e erguendo-o o mais alto que podia. A menina foi até ele. Estavam agora frente a frente, ele era um homem velho, de barba branca e comprida, olhar cansado, lábios secos, magro como um cachorro abandonado.

— O que você está fazendo aqui?

— Eu vim andando…

— De onde?

E a menina aponta a direção de onde veio. Não sabe se entendeu bem a pergunta.

— Onde estão seus pais?

— Mortos.

O homem suspira.

— É claro… os meus também estão. Sinto muito.

— Olha o que eu achei! – e retirando a pequena flor dos cabelos embaraçados, estica os braços em direção ao homem, mostrando a florzinha como se fosse um troféu.

— Muito bonito!

— É uma Margarida, como eu. Eu também me chamo Margarida. É um bom sinal, um sinal que minha mãe deixou pra mim. Significa que vamos viver.

O homem cabisbaixo respira ofegante, olha para baixo e, com dificuldade em mexer os lábios, diz à criança.

— Eu não acho que alguém vá sobreviver a isso, minha filha…

— A Margarida sobreviveu.

— Bom, não mais, você arrancou, agora ela vai morrer, como nós dois.

A menina para um pouco, abaixa a cabeça e pensa nessas palavras. Não sabe se deve acreditar. Continua a ter esperanças. Olha perdida ao seu redor, tudo está morto, mas ela e a Margarida ainda estão vivas. O homem vê a inquietude de Margarida e convida-a para se sentar ali, recostada no concreto, ela acata o conselho.

— Tome, um pouco de água que ainda tenho, vai te fazer bem.

Retira de trás da pedra uma garrafa suja, cheia por um terço com uma água turva porém ainda um pouco transparente. A menina abre o recipiente sem exitar e vira o conteúdo na boca. O homem a adverte:

— Ei, ei, ei! Não tudo, não tudo!

— Desculpe.

– Tudo bem. Não faz diferença no fim das contas. Vamos morrer mesmo, pra que sofrer mais. – e vira a última gota da garrafa na boca, lambendo o que restou de água naquele recipiente.

Os dois ficam em silêncio, um vento arenoso bate em seus rostos, eles fecham os olhos e por um momento sentem a própria existência. Um único momento, em que todas as dores são levadas pela ventania e eles sentem a vida correr lentamente nas veias uma última vez, ali, existem e estão presentes, como há muito não estiveram, tudo parece desaparecer e só resta os dois e suas pequenas vidas no universo. Por um momento, tudo está em paz. O momento entretanto logo se acaba, e a dor da fome volta a perturbar nossos sobreviventes.

— O que aconteceu com o mundo? – pergunta de súbito a menina

— O que aconteceu? Está morrendo! Olhe ao redor, tudo está morrendo.

— A enchente matou tudo?

— Se você quiser uma resposta reconfortante, sim, a enchente matou essa cidade. E um furacão matou a outra, um tsunami a outra, e assim em cada cidade deste mundo… – parou um segundo para respirar – mas se quiser a verdade, vai saber que isso não tem nada a ver, vai saber que não foi isso que aconteceu.

— O que aconteceu então?

— Aconteceu que o mundo foi assassinado! Tudo foi assassinado, meus pais, seus pais, meus irmãos, tios, tias, colegas, todo mundo foi assassinado, o mundo foi assassinado, sufocado pelo maldito plástico e a merda do aquecimento global! Isso tudo – e aponta ao redor – isso tudo quem matou foi o homem e suas malditas máquinas! Estamos a séculos tentando matar este planeta e finalmente conseguimos!

A menina fica em silêncio, pensando naquelas palavras.

— Sorte daqueles que morreram primeiro, e não precisam sofrer como estamos sofrendo.

A menina olhava a flor entre seus dedos, a contemplava, ela lhe dizia algo que não sabia expressar, apenas sentir. Sentia-se como aquela Margarida. De Margarida para Margarida. Não sentia nada do que aquele velho dizia, já com a flor, sentia tudo, sentia as pétalas, o caule, tudo lhe trazia esperança. Não se importava com a razão daquela esperança, apenas em senti-la.

— Se eu comesse e bebesse bastante água, poderia reconstruir minha casa, aí poderíamos morar lá.

— E de que adiantaria? Não há como viver aqui. Nem sol nós temos mais, e se tivéssemos não aguentaríamos cinco minutos debaixo dele. Não se sinta mal, não é sua culpa, você não tem culpa de ter nascido em um mundo destruído, desde que eu tinha a sua idade ouço falar que o mundo está morrendo. Nada foi feito e agora olha onde estamos.

— Essa Margarida também nasceu em um mundo destruído.

— E logo vai morrer. Percebe? Não há pra onde fugir.

— Mas nasceu. A vida sempre nasce.

O homem ficou em silêncio, Margarida também já não tinha mais forças para conversar, encostou-se no braço do velho, acomodou as pernas no chão e, fechando os olhinhos, adormeceu, lenta e serenamente, em um sono do qual não mais acordaria. Deixou cair a pequena flor no chão. O velho a recolheu e prendeu-a de volta no cabelo da menina. Ficou ali refletindo por mais algumas horas até adormecer também. Se pudessem sentir o sol, perceberiam que ele já estava se pondo e, deste mundo, só quem ainda vivia era a pequena flor no cabelo de Margarida.

16 comentários em “[EM] Margarida (Marji)

  1. Marcia Dias
    9 de maio de 2021

    Ambientação: Um horizonte de destruição e do que já foi vivo um dia. Um mundo pós tsunami apocalíptico mundial.

    Enredo: Margarida, menina sobrevivente, mas à beira da morte, devido à fome e sede generalizada, encontra uma flor no meio dos destroços. É uma margarida, como ela. A menina sente uma esperança grande e inexplicável diante da morte. Encontra um outro sobrevivente, um idoso, tão moribundo quanto ela mesma, mas com a grande diferença de que a flor não lhe despertou nada. Ele estava certo. Os dois últimos sobreviventes morreram de fato e a flor permaneceu viva, talvez por mais uns poucos dias. Torci muito para que algo sobrenatural acontecesse e eles se salvassem. Mas estamos falando de fim de mundo, certo? Melhor conto até agora, dos dez que li.

    Escrita: boa!

    Considerações finais: A autora apresentou dois personagens em meio a um mundo destruído, que me cativaram. A menina, por sua inocência, e o velho, sem esperanças, mas capaz de dividir seu último gole de água com uma desconhecida. Para o pouco tempo de que um conto dispõe, foram ótimas escolhas! Me envolvi com eles e fiquei muito perplexa quando morreram também, embora tudo caminhasse para isso.

  2. opedropaulo
    6 de maio de 2021

    AMBIENTAÇÃO: Muito bem estabelecida, presente na descrição do cenário destruído e nos sentimentos conflitantes entre esperança e desalento que marcam a discussão entre as duas personagens. Desse modo, embora sejam duas opiniões opostas, o ponto de referência ainda é o mesmo, que é o fim do mundo. O apocalipse é constantemente relembrado, seja pela destruição nos arredores, seja pelo sol que não aparece.

    ENREDO: Há uma premissa simples que é muito bem trabalhada na história, quase uma homenagem à ingenuidade infantil, em que a esperança sempre se sobrepõe à realidade, o olhar do velho sendo mais cético e realista. A “perda de inocência” é um tipo de história comum em apocalipses, mas aqui o autor optou por manter a resolução da criança, desafiando a certeza fatalista de seu interlocutor. Como é a criança que acompanhamos primeiro e acabamos criando uma afeição por ela e sua obstinação, mantém-se uma esperança de que os dois poderiam sobreviver e achar um lar, mas então o texto nos apresenta à dura conclusão do conto e de suas vidas, deixando a menininha certa em apenas alguma coisa, que foi a vida da Margarida, talvez simbólica de sua própria convicção de poderia sim haver vida naquele lugar.

    ESCRITA: É sensível e ao mesmo tempo prática, sabendo balancear bem os sentimentos das personagens e o que fazem. Também é boa em nos permitir visualizar o cenário, sabendo escolher como e quando descrever, aqui e ali apontando outros indícios do assassinato desse mundo. Quanto ao bom uso da língua, não encontrei deslizes.

    CONSIDERAÇÕES GERAIS: É uma história simples que foi muito bem executada, atendendo ao tema e engajando o leitor linha a linha. O final surpreende, mesmo que a premissa seja bem conhecida. Boa sorte!

    • Marji
      6 de maio de 2021

      Nossa, agradeço muito as palavras, foi incrível ter esse feedback!

  3. antoniosbatista
    5 de maio de 2021

    Ambientação= Ambientação bem construída, trazendo um sentimento de desolação.

    Enredo= Mundo destruído pela mão do Homem, não é uma história original, nova, mas o conto mostra a verdadeira natureza da tragédia que é, quando a esperança acaba e a Humanidade sucumbe.

    Escrita= Escrever em Tempo Verbal Presente, não é fácil. Acho eu, pois corre-se o risco de errar. Você começa a narrativa em Tempo Verbal Passado, depois muda para Tempo Verbal Presente e finaliza com Tempo Verbal Passado. O certo é um só Tempo Verbal, Presente ou Passado. Exemplos=”Ela tinha sete anos e vagava pelas ruas “Tempo Verbal Passado”) Ela tem sete anos e vaga pelas ruas (tempo Verbal Presente) Isso parece ser uma coisa sem importância, mas é uma das regras que deve ser seguida para mostrar a habilidade do autor, a sua Arte Literária, além da boa construção de frases.

    Considerações Gerais= Gostei do conto, cheio de emoções. Torci para que a menina pudesse sobreviver. Foi triste ver(ler) os dois personagens morrerem. Boa sorte.

  4. Tolbert Dzowo
    4 de maio de 2021

    Estás de parabéns percebi o Erendo do princípio ao fim,
    Ambientação : pude me envolver com o mundo sentir a poera do mundo contaminado bater no meu rosto, a sede e o cansaço da menina.
    Erendo : Gostei li e entendi a ideia do princípio ao fim, sem contar que é um futuro pelo qual todos nós esperamos, realmente estamos matando o mundo e nesse mundo eu detestaria estar no lugar da menina.
    Escrita :simples e compreensível
    Considerações : Se a Margarida nasceu não quer dizer haja água por perto? Ou toda ela estava poluída? A vida sempre nasce com isso eu fiquei esperando que de algum jeito ela vivesse. Foi um bom conto

    • Marji
      5 de maio de 2021

      Fico muuuuuito feliz que você gostou. Significa muito pra mim. Sobre as considerações, é sempre um mistério para mim como as plantas nascem nos lugares mais improváveis possíveis, são formas de vida muito adaptáveis e acho que é um pouco dessa sensação que eu queria transpassar. Já o final, sim, é um pouco triste mas trás essa carga mais realística pro conto, a menina tem uma visão bonita do mundo, mas é um mundo amargo e inabitável, a pureza infantil é aterrada neste cenário e passa a não ser suficiente pra salvar o planeta nem as vidas das personagens.

  5. thiagocastrosouza
    3 de maio de 2021

    Ambientação: Creio que a autora conseguiu atingir seus objetivos. Me percebi, assim como os personagens, num mundo abandonado e acinzentado, tomado pela poluição.

    Enredo: Bem simples, para falar a verdade, o que não é um problema grave, mas o conto, principalmente no meio, fica nesse lugar incerto, dos personagens conversando sobre o que aconteceu, que é onde enxerguei a autora tentando imputar certas reflexões sobre o mundo contemporâneo. Porém, o final é forte, toda a esperança da menina coroada com a morte de ambos foi bastante dolorido.

    Escrita: Sem maiores problemas. A frase final fechou bem o texto. Só achei os diálogos um pouco sugestivos, do tipo ping-pong, onde um dos personagens pergunta exatamente o que o autor precisa explicar para o leitor.

    Considerações finais: Um bom conto, de final impactante.

    Grande abraço!

    • Marji
      5 de maio de 2021

      Agradeço muito pelos comentários Thiago!! É sempre bom ler um feedback, ajuda bastante. Pode ter certeza que vou absorver as criticas e os elogios para a próxima escrita. Forte abraço!

  6. Ana Lúcia
    3 de maio de 2021

    Ambientação: achei imersiva, consegui me sentir no universo.
    Enredo: foi comovente, foi interessante a ideia do mundo ser contada pela visão de uma criança, que costumam ser inocentes.
    Escrita: foi bom de ler.
    Considerações finais: foi um texto reflexivo e diferente de muito que vi, o fato do fim do mundo acabar sendo causado pela mão do próprio ser humano foi criativo.

    • Marji
      3 de maio de 2021

      Que bom que você gostou!! Fico muito feliz, agradeço demais seu comentário! 🙂

  7. Ana Caroline de Arimathea
    2 de maio de 2021

    Ambientação: Excelente, me senti dentro da cidade, o detalhe do céu foi muito bem pensado

    Enredo: Bonito e comovente, adorei.

    Escrita: Muito boa, consegui compreender toda a trama

    Considerações gerais: Seu texto me comove, é muito lindo e a visão infantil deixa tudo mais sensível uma excelente leitura, parabéns!

    • Marji
      2 de maio de 2021

      Muuuuito agradecida pelo seu comentário!! Me alegra imensamente saber que gostou, um abraço bem forte 🙂

  8. Lucas Julião
    2 de maio de 2021

    Ambientação: Tá da hora! mas tem um problema: Se recentemente teve uma enchente, a menina estava desesperada, teria água suja ou água de chuva acumulada em fissuras. E se ela bebeu a água na garrafa beberia de outros lugares.
    Enredo; Eu curti.
    escrita; Discordo do Anderson. Tá bem escritinho pra falar a verdade. Tinha como melhorar mas tá maneirinho.
    Considerações gerais: É levemente comovente. É triste e é um fim do mundo, mas tem um erro bem grande entre ambientação e enredo. Nota 8,0

    • Marji
      2 de maio de 2021

      Oii Lucas, primeiramente agradeço o comentário. Ficou feliz que você tenha gostado do enredo. Quanto a contradição, é muito bem pensado, talvez tenha deixado aberto quanto a isso, na minha intenção, não há muita agua disponível já que depois que a enchente seca tudo vira uma lama húmida. Agradeço mais uma vez a leitura, abraço 🙂

  9. Anderson Prado
    1 de maio de 2021

    Ambientação: A ambientação é muito boa, já que me senti perfeitamente imerso em uma cidade devastada pela poluição. Aliás, a ambientação deste conto me fez pensar nas cidades chinesas que, atualmente, já conhecem o céu turvo.

    Enredo: Achei o enredo interessante ao projetar um olhar infantil sobre o caos que o ser humano é capaz de promover.

    Escrita: É o ponto fraco do texto, pois achei que o autor ainda pode amadurecer um bocado, evitando, inclusive, cometer erros de revisão.

    Considerações gerais: O texto é delicado, comovente. É bonito, preocupante e triste ao mesmo tempo. Não fosse a escrita um pouco imatura ainda, teria angariado nota mais alta. Fica com um 9,6.

    • Marji
      2 de maio de 2021

      Ola Anderson, agradeço a sua opinião. Me alegra saber que a ambientação te agradou e trouxe referencias, bem como o enredo. De verdade, significa muito pra mim saber o que as pessoas acharam. Quanto às criticas, são super validas, tento sempre melhorar, darei atenção especial para este ponto da escrita. Abraços.

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Informação

Publicado em 1 de maio de 2021 por em EntreMundos - Fim do Mundo.