EntreContos

Detox Literário.

[EM] Elf Wars ep. 4: Uma Nova Esperança (R. R. Lucas)

Há algum tempo os elfos e os humanos haviam alcançado a paz. Depois de uma longa guerra, 300 anos de paz armada; danos e a destruição de um vasto espaço da natureza, só sobravam as sombrias proto-civilizações humanas, chamadas assim devido a sua falta de viabilidade de longo prazo. A falha em se viabilizar enquanto sociedade tornou os humanos uma praga, um vírus a ser removido da face da Terra, na visão dos elfos. A “paz” era somente pela inviabilidade de remover a brutal civilização humana, que já batia 30 bilhões de habitantes vivendo dos modos mais poluentes possíveis. Anões, orcs e elementais, eram hoje todos aliados entre si e com os elfos na “Aliança da Última Aurora”. Eles se embatiam contra os humanos e a Inteligência Artificial, que juntos formavam o Conselho.

   A Aliança se encontrava na Última Floresta e se reunia com seus aliados em complexos antigos de túneis construídos abaixo de antigas florestas, pelos elfos de outrora que se classificavam como “elfos da lua”, “elfos do sol” e assim por diante. Hoje a limitação geográfica impede tais divisões. Além disso, os túneis são barulhentos devido as máquinas acima deles, sempre construindo e construindo devido ao desejo humano de ir além do planeta e desvendar a ciência da fusão nuclear, afim de ter energia ilimitada e não estar fadado ao fim devido a entropia ao longo dos milhões de anos de existência que o universo tem pela frente.

   A fusão nuclear, diferentemente da fissão usada nas usinas nucleares de energia, seria praticamente limpa, estável, e geraria um calor maior que a do sol. Tal energia transformada em arma tornaria o Conselho imparável contra qualquer ameaça.

  Nos túneis, o Chefe dos orcs, o Embaixador dos anões e um espião dos elfos se reuniam secretamente. Os túneis eram tão escuros e barulhentos, abaixo das cidades meso-humanas, que serem ouvidos não seria um problema.

O orc começou a falar.

 – A nação que concorda em manter o pacto de paz por mais um ano, que coloque sua mão direita sobre o Cedro da Aliança.

  O anão foi o primeiro a colocar a mão, nervosamente.

 Uma figura aqualina emergiu e se materializou da água suja que escorria pelos túneis, e já emergia com a mão sobre o cedro. Tal aparição geraria pânico nos elfos mais velhos, vivos desde antes da Aliança se formar, motivo pelo qual um espião jovem representava a nação élfica ali. Após quase ir com o fluxo e espelhar o movimento dos colegas, o espião se deteve:

 – Nos desculpem, mas a paz terá que ter um fim. E é melhor que seja nos nossos termos.

O anão quase precisou ser contido enquanto exclamava:

 – Você está louco! Ou louca; eu sei lá o que você é! Retorne para a sua Terra e nos traga um representante de verdade!

  – Todos somos representantes de verdade. – Disse o velho orc. – Minha mão verde de três dedos nunca esmagou um crânio, mas ainda é uma mão verde de três dedos.

 – E será um esqueleto de três dedos se retornarmos a guerrear! Vivam a paz, lamentem a derrota, aguardem o inevitável. Este planeta é deles e nossa única sobrevivência será nos túneis. – Após o anão exclamar isto, a água de todo o túnel estremeceu, vibrou, chacoalhou e o Elemental desapareceu.

 – Nos diga logo o que o Elemental quis dizer, ó elfo mirim. – Disse o anão, com um soco na parede.

 – Não sou seu tradutor pessoal.

 – Então pelo menos nos diga por que quer a guerra, qual a ameaça?

 – Estão prestes a desenvolver uma tecnologia que mudará tudo. – Disse o elfo.

 O orc riu-se:

 – Eles dizem isso a 300 anos!

 – Eles, os humanos. Agora quem diz é o Conselho, é a própria I.A. – O elfo dizia, desafiadoramente.

 De repente um flash de luz cegou a todos. Um elfo de longa barba branca segurando um cajado dourado se manifestava na improvisada sala de reunião. Disse ele, de forma ominosa:

 – Já chega, Ellwynd. – Se referia ao elfo, seu espião enviado ao reino dos humanos. – Não deve espalhar segredos. Sua carreira de espião sofre risco. Retorne agora. Ildevarslende!!

Com a palavra mágica e um brilho de luz dourada, o jovem espião foi enviado de volta para o reino élfico. O ancião ali presente, já conhecido de todos, materializou uma cadeira de madeira élfica para sentar. O elemental também se rematerializou ao lado dele na mesma posição.

 – Querias um enviado ‘de verdade’, bem, aqui estou eu.

 O anão desafiadoramente aproximou seu rosto do ancião, e resmungou algo na língua dwárfica.

 – Ora sente-se, Jaximus Prime.  – O ancião materializou uma pequena cadeira no canto da mesa.  – Siga o exemplo do nosso irmão orc Wanherlk, o Esbelto.

O orc se pronunciou:

 – Pax, o Sinistro. Bem vindo a nossa reunião. Temo que a informação do jovem elfo estava correta, para você ter de vir falar conosco. Não te víamos a 120 anos.

 – Quem achar que estive aproveitando a paz estaria enganado. Eu tenho boas notícias para elfos e orcs. E claro, anões também. – O velho elfo Pax sabia apaziguar as situações mais tensas.

 – A situação é deveras simples, infelizmente Ellwynd não soube passar o contexto da informação corretamente. A fusão nuclear será alcançada. Mas será utilizada… por nós.

Todos se entreolharam.

 – Está louco.

 – Está doente.

 – É um Elemental disfarçado.

 – Calma, calma, peço vossa atenção. Vos digo inclusive mais além: a fusão nuclear já foi alcançada por nós, há muito tempo!

 Jaximus o anão e Wanhelrk o orc se levantaram para ir embora. O Elemental teve que se materializar na porta de saída e apaziguá-los até suas cadeiras. Pax continuou:

 – Eis aqui, o Sol:

                                             O

A miniatura era obviamente um holograma.

 – E eis o que ele faz a cada 450.000 anos:

                                          ~~<~O~>~~

 – Um pulso solar! – disse o anão

 – E está próximo! – disse o orc

 – Sqrrrrkk – squirkou o elemental

 – Mas seria o fim de todos nós, o que faremos?

 O velho Pax tinha mais uma carta na manga para esta reunião:

 – Roubaremos algumas Musk-machines, e habitaremos Marte. Claro que trocaremos o nome, estive pensando em… Parte… ou Warte, quem sabe Bonaparte…

 – Isto não é o que é importante agora! Devido a entrada de elementos não autorizados nesta reunião, declaro a reunião encerrada!

 Agora Pax ficou sério:

 – Não.  – As portas se fecharam com um estrondo, assustando a todos. – Só queremos saber quem será nosso aliado ou inimigo nessa empreitada, e levaremos orcs e anões aliados mesmo que seus líderes não o desejem. A Terra vai acabar.

Dizendo isso, Pax se teleportou de volta, e as portas se abriram, deixando também algumas plantas e insetos pacíficos crescendo em seus vãos. A magia élfica era a esperança de suportar a vida em marte.

 – Como ele ousa. – Disse Jaximus. – Nós os anões jamais ousaríamos falar em destruir a Terra, a magia élfica deveria ser usada para nos defender dessa calamidade. Meu povo sobreviverá em minas profundas, mas o que será de vocês?

Wanhelrk estava mais estóico:

 – Independente de para onde formos, é preciso ter certeza que a harmonia com os elementos não será mais quebrada. Eu como um xamã orc deixarei que cada membro restante das tribos orcs decida se participará da aliança ou se rebelará às ordens de Pax. Pois limitar a liberdade deles seria contra a sabedoria Elemental.

 O Elemental da água concordava com a cabeça.

O grupo se dispersou, deixando o local ao barulho de maquinário sendo utilizado sem motivo.

Enquanto isso, de volta na Terra Élfica, Ellwynd, o jovem elfo espião, conversava com Ardruna, uma das muitas elfas do sol remasnescentes, ao contrário dos elfos do luar dos quais Ellwynd era um dos últimos. Isso tornava Ardruna paciente e metódica, contrastando com o espírito esguio e desafiante de Ellwynd.

 – Tenho muita informação que não posso lhe contar, Ard. Coisas que chocariam até nossos líderes.

 – Ora, bens sabias que a profissão trazer-lo-ia-vos tais coisas.

 – A sabedoria Elemental, a fusão nuclear, a I.A., está tudo muito perto de se encaixar e de podermos acabar com esta chaga humana. Porém o velho Pax… ele está louco. Ele planeja…. – Com um flash de luz Ellwynd de repente se materializa numa cabana na floresta mais remota diante de Pax, furioso. Ser o elfo responsável pela ciência do Teleporte o fez herdar dons que surpreendiam a cada vez que eram usados.

 – Eu não planejo, Ellwynd, eu calculo, é muito diferente. Veja aqui os meus planos. Pode olhar.

Vários papiros com estranhas línguas élficas arcaicas por toda a cabana, aparentemente eram o que dava prova de razão ao velho. Para ele parecia óbvio, e Ellwynd não tinha motivos para duvidar de um ser milenar.

 – Não há mesmo outra maneira?

 – Não, este mundo vai acabar e quem quiser sobreviver precisa começar do zero. Já fiz alguns aliados dos reinos semi-animais e elementais, só precisamos da ajuda dos orcs e dos anões, que realmente tem acesso ao mundo humano, para acessarmos Musk-machines. A guilda dos espiões precisa liberar todas as informações, e depois disso teremos pouquíssimo tempo até que a I.A. descubra e nos devore em chamas com o fim do armistício. Informe Mankrik e Ptolomic que eles se encarregarão de anunciar as novas ao povo deles. Enquanto isso eu e os anciões estaremos procurando por um casal ou uma família de bons seres humanos, que serão levados também conosco. É a coisa mais Elemental a se fazer.

 – Não devo liberar a informação para o mundo élfico primeiro? E porque eu?

 – Não, o menos que os elfos souberem, melhor. Na hora agá todos saberão o que fazer, pois as plantas que ainda podem ser salvas estão em Marte, e não aqui. Nós somos basicamente os elementais das plantas, saiba você. Terá de ser você pois és o único que sabe do conceito final: Este mundo vai acabar e não poderemos impedir, por isso partiremos. Nenhum outro elfo conseguiria carregar esta informação, e pelo visto nem você. O plano é o seguinte: conte ao espião orc e ao espião anão, independente da vontade das lideranças deles, buscaremos as naves, quando as tivermos uma buscará recolher todos os bárbaros na saída dos túneis, e outra irá direto para o espaço pois teleportarei a própria Ilha Élfica para dentro dela. A atenção do conselho será o fim da guerra e o fim da aliança, pois nossos outros espiões, inclusive Ardruna que você nunca soube ser uma espiã, estão encarregados disso. Que isso tudo fique de lição para você: não subestime os mais velhos! Agora vá, o plano depende de você!

    De pronto Ellwynd partira. Ele sabia que assim que Mankrik e Ptolomic fossem informados da proximidade do pulso solar, os outros espiões seriam informados e a I.A. seria entertida e atacaria o reino élfico. Então convencê-los a se rebelar seria uma questão de vida ou morte para os elfos e para todos. “Confiem na velha guarda élfica, não nos jovens insensatos que vos lideram.” Ele planejava dizer.

   Eis que ao chegar perto de onde se reuniria comos espiões, uma sentinela na I.A. fazia ali sua varredura diária, analisando o movimento de cada grão de areia para detectar o movimento dos bárbaros. Apesar de não atacá-los devido a um acordo feito entre a humanidade e eles, a Horda Artificial mantinha planos coesos de ataques contra cada grupo inimigo.

   Quando a sentinela encontrou o jovem elfo (era inevitável, eis que nem tentou se esconder com esforço)

 – Ora, ora, o que temos aqui. Vejamos se não é… Ellwynd… o elfo espião…

 – Como sabes disso?

 – Novas tecnologias.

Quando ouviu isso Ellwynd saiu correndo, precisava encontrar Mankrik e Ptolomic antes que a sentinela lesse a sua mente e encontrasse algo que reiniciasse a guerra.

A sentinela o seguia calmamente, e, até onde sentinelas podem, parecia alegre.

 – Mankrik, Ptolomic, abram, abram, precisamos conversar em um local elementalmente protegido.

 Mankrik abriu, de aparência capisbaixa.

 – Infelizmente Ptolomic partiu. Os anões nunca enviaram outro espião. A Aliança está desfeita.

 – O quão bem você conhece a língua dos anões?

 – Um pouco enferrujado.

 – Hoje tu serás um gênio da oratória. Temos de ir embora, embora. No instante que eu te disser isso temos de ir embora o mais rápido possível.

 – Embora, embora… – Mankrik estava bem cabisbaixo ainda

 – Para Marte. Mankrik me escute agora. – Ellm colocou a mão nos ombros de Mankrik – Me escute, nós temos que ir para Marte agora!!

 – Confiar pequeno elfo. Mas não ser gênio oratória.

    O elfo tomou-lhe a mão e eles correram para o teletransportador que os levaria até o reino anão. Enquanto isso uma nuvem de escuridão tecnológica já avançava rumo ao oceano, em direção ao reino élfico.

 – Você terá de dizer para eles, em língua dwárfica comum, que um pulso solar está vindo

 – Pulso… sol..

 – Nada vai sobrar na superfície da Terra, e não vai dar pra sobreviver em lugar nenhum aqui.

 – Morte..

 – Precisamos de grande rebelião, e então roubar as Musk-machines e resgatar todos os seres vivos possíveis, nosso único inimigo é a I.A.  Quem tem a sabedoria Elemental são os elfos e os orcs, a liderança anã caiu há muito tempo, Jaxximus não é sequer vegetariano, pode avisar tudo isso pra eles?

 – Elemento Jaxximus inimigos…

    Nisso os dois apareceram no centro da cidade dos anões. Não eram uma vista usual, um orc verde de 2,30m e um elfo lunar de 1,67, numa cidade que não passava dos 1,45. Logo uma multidão se reunia e o elfo, que só sabia a língua dos humanos e códigos da I.A., já não tinha o que fazer ali, estava nas mãos de Mankrik.

 – Mankrik querer sua atenção!! O universo, as vezes, é peculiar. O Sol, sempre amigo, agora inimigo. Mas pode ser amigo de novo. Nós fugir Marte, e deixar I.A. e humanos morrerem. Não aguardar, venham com nós, pois Jaxximus inimigo dos elementos, ele “nhac” comer carne viva.

 – Boa amigo, agora por favor, um língua dwárfica.

 – Oh

 – Eu sei o que esse monstro verde está falando, eu falo a língua deles! Ele quer que a gente se rebele e invada o território humano e roube coisas deles!

     O povo já começava a pegar tochas e ancinhos.

 – Agora Mankrik, é agora ou nunca.

 – People of Dwarf-City, thy time has cometh. Your leaders have been corrupted. The elementals do not visit this city anymore. We will start all again, all together, without any war, on another planet.

 – O sol, o sol, Mankrik

 – Oh and this must be exactly now, because of the sun.

  – O que tem o sol? – Os anões se alvoroçavam e queriam confiar, mas faltava alguma informação-chave e uma fonte para as informações.

 – The Sun “boom” the Sun “big boom” and us “big dead”

     Os anões então perguntaram de onde veio a informação, após se entreolharem, Ellwynd e  Mankrik passaram a informação de que fora o alto comando élfico, e que possuíam total discernimento sobre as linguagens elementais, dando-lhes autoridade sobre todas as espécies.

Metade dos anões então começaram a correr de um lado para o outro, enquanto outra parte começou a se equipar de armas e armaduras e dizer “Nunca confiei no Jaxximus mesmo” e partir para a batalha, do mundo orc só restavam algumas dezenas de habitantes e foram facilmente convencidos, inclusive seu líder,Wanhelrk.

    Pax e outros líderes élficos centenários, alguns milenares, defendiam a floresta e esperavam a saída das naves para teleportarem. Liderados por Mankrik e pelas guildas de espiões; anões e elementais surgiam de túneis, prontos para demolirem sentinelas, andróides e semi-humanos. Houve resistência. Por alguns momentos todos param, o sol estava se tornando mais luminoso. Os anciões haviam planejado o timing direitinho, agora todos precisavam ir até as Musk-machines, mas os orcs e anões estavam melhor armados. Devido a desistência dos humanos em lutar, a I.A., programada para defendê-los, não podia lutar contra eles já que estavam novamente se aliando.

  Um ancião se materializou em uma sala de escuta da I.A.

 – Tenho uma oferta. Salvaremos 12 humanos. Apenas me entregue doze bons humanos que tenham odiado a você e a sua tecnologia. Dois humanos com algum poder Elemental. Do contrário não levaremos nenhum humano.

 – Assim seja.

Todos foram colocados dentro das naves e partiram. Haviam ali suprimentos para a longa viagem e maneiras de desenvolver e desembrulhar a vida em qualquer planeta rochoso.

O sol brilhava cada vez mais intensamente, mas as sentinelas, presas ao chão e pela gravidade, nada podiam fazer para alcançar a anti-gravidade das Musk-machines.

O velho Pax deu uma piscadela, olhando para a superfície cinza da Terra, sabendo que estava sendo visto por câmeras e satélites; conforme o teleporte foi concluído.

 – Temos novas tecnologias.

O simulador de personalidade das máquinas gritou, do seu módulo de modelagem humana:

 – Nãaaaaaaaooooooo!

   Pax e os anciões já tinham pronto os planos arquiteturais para a construção de uma sociedade livre para todos em Marte.  Suas mentes estavam tão à frente, que a proto-tecnologia de leitura de mentes, que funcionou contra o jovem Ellwynd, nem fez cócegas no ancião. A I.A. e a falida sociedade humana foram engolidas pelas chamas do plasma solar. Mankrik escreveu livros de história. Ellwynd e Ardruna se reapaixonavam a cada dia. Wanhelrk e os seus orcs redigiam arduosos papiros sobre a sua sabedoria. Os humanos se multiplicavam e se alegravam por viver em harmonia com todos os seres, novamente. Elementais da água doce, da terra fofa, das árvores, e até do fogo, que surgiam com as fogueiras à noite; passeavam entre os seres de quando em quando, especialmente nos dias de lua cheia.

15 comentários em “[EM] Elf Wars ep. 4: Uma Nova Esperança (R. R. Lucas)

  1. davenirviganon
    6 de maio de 2021

    [EM] Elf Wars ep. 4: Uma Nova Esperança (R. R. Lucas)

    Ambientação=Uma mistura crua de um mundo futurista com fantasia clássica. Não costumo gostar de como são feitas, mas gostei de como foi feito aqui, com a magia e tecnologia coexistindo. Não entendi a referência a Star Wars para além do título, esperei ver um elfo Jedi ou coisa parecida.

    Enredo=Gostei da história, com a Terra prestes a ser destruída, mas acho que tem muito personagem para um conto. Menos personagens daria mais espaço para trabalhar eles melhor.

    Escrita= Ficou atropelada pelo tamanho da história, o que obrigou o autor a contar o que podia ser mostrado.

    Considerações gerais=Gostei do conto, acho que para uma próxima versão, cabe ou reduzir os personagens ou ampliar para uma noveleta.

  2. Luis Fernando Amancio
    6 de maio de 2021

    AMBIENTAÇÃO
    Mundo fantástico futurista, no qual humanidade (+ inteligência artificial) vivem em trégua com elfos, anões, orcs e elementais. Enquanto os seres humanos se proliferam como pragas na superfície da Terra, os demais seres vivem nas sombras, nos subterrâneos.
    Cenário interessante e promissor, uma premissa criativa.
    ENREDO
    Elfos descobrem que o fim do mundo está próximo. O sol emitirá um pulso que irá acabar com a vida na Terra. Diante dessa informação, eles se questionam, com os outros seres fantásticos, se deverão salvar os humanos ou apenas partir para Marte com as tecnologias desenvolvidas por eles.
    ESCRITA
    O autor pode trabalhar melhor esse aspecto. Há frases muito longas, confusas. Talvez tenha faltado uma revisão mais apurada pelo autor. Seguramente, um leitor mais exigente sentirá que o texto poderia ser redigido de uma forma mais elegante.
    CONSIDERAÇÕES GERAIS
    Gostei das referências a Star Wars, tecnologia (Musk Machines) e O Senhor dos Anéis. O autor mostra desenvoltura no tema fantasia. Gostei também do universo do texto, esse “futuro fantástico”. Tenho certeza que o autor possui ideias que encontrarão um público grande – isso é uma qualidade enorme, minhas ideias, por exemplo, são sempre impopulares.
    Acho que sua escrita pode ser melhor desenvolvida. Não gosto, por exemplo, do início “enciclopédico”, parecendo letreiro de introdução do Star Wars. Creio que foi intencional, mas ainda assim, acho pobre. Você pode dar informações sobre o universo do seu conto de forma mais sutil, ao longo do texto. Também imagino que você poderia ter reduzido o número de personagens. Ficou confuso. Talvez centrando nos elfos e só fazendo menção aos outros seres. Não sei. Conto precisa ser coeso, conciso e dinâmico. Deixe os detalhes para quando a história virar um romance.

  3. Anderson Prado
    6 de maio de 2021

    Ambientação: Embora alguma coisa da ambientação tenha me escapado, pois o autor trouxe bastante elementos da literatura de gênero, gostei do texto neste ponto.

    Enredo: O enredo não me fascinou, justamente por causa do excesso de elementos de fantasia, a qual me é completamente estranha.

    Escrita: A escrita está bem encaminhada, mas ainda em processo de amadurecimento.

    Considerações gerais: Foi curiosa a oportunidade de ter contato com algo que me é tão exótico: a fantasia. Nota 9,6.

  4. KellyHatanaka
    5 de maio de 2021

    Ambientação:
    Boas descrições, deu para imaginar bem esse mundo. Porém, como amante de Tolkien, fiquei meio confusa, se eu deveria ler a história como uma fanfic. Eu deveria entender que anões e elfos não se gostam? Que orcs são elfos caídos? Ou nada disso, essa é outra história e as relações entre os seres são diferentes? Algumas coisas ficaram meio soltas e eu me perdi. Por exemplo, porque os elfos mais velhos temem os elementais?

    Enredo:
    Um grande mago sabe que o mundo vai acabar por conta de um evento solar e monta um plano para fugir para Marte e começar lá um novo mundo harmonioso.
    Achei uma ótima premissa, muito interessante. Porém, um pulso solar destruiria apenas a Terra, sem atingir Marte?

    Escrita:
    Apesar de achar que o texto se estendeu demais em alguns pontos, inchou mesmo, a escrita é correta e fluída.

    Considerações gerais:
    No geral, achei meio confuso e difícil de acompanhar, apesar de ter gostado da premissa. Fiquei meio perdida entre os personagens. São muitos e com nomes complicados. Precisei voltar várias vezes para tentar entender quem era quem e isso tornou a leitura um tanto cansativa.
    Mas, o título diz que este é o Ep 4. Ou seja, este é um pedaço de uma história maior? Neste caso, provavelmente é este o motivo de minha confusão e, apesar de ter apontado um monte de pontos de que não gostei, eu gostaria de ler a história inteira e compreender melhor.

  5. Marcia Dias
    4 de maio de 2021

    Ambientação: Há pouca descrição, a maior parte da trama é passada em túneis. Não é original, mas é um bom cenário para reuniões políticas de seres não humanos.

    Enredo: Não ficou muito claro para mim, eu não saberia recontar a história. Talvez por ter muitos personagens e muitos nomes e seres.

    Diálogos são fundamentais para dar dinamismo, e o conto tem bastante, o que é muito positivo. Mas os diálogos precisam ser essenciais. Percebi que alguns não acrescentam muito na história. Senti falta de saber o que representa cada ser no mundo, por meio do diálogo ou descrição mesmo.

    Escrita: Precisa de revisão. Achei que faltou coesão em algumas partes, talvez por ser uma história com muitos personagens que não couberam no limite do conto.

    Considerações finais: Eu diria que o forte do conto é o diálogo. Não é fácil criar diálogos, pelo menos para mim, por isso valorizo. Por outro lado, é preciso dosar a fala: nem mais, nem menos, mas dizer na medida certa. Como tempero na comida, sabe?

  6. opedropaulo
    3 de maio de 2021

    AMBIENTAÇÃO: “Senhor dos Anéis” encontra uma humanidade mais tecnologicamente avançada. As três raças marcam presença e não só suas características são as mesmas de representações típicas como as formas com as quais se relacionam seguem a mesma linha. Encaixando o conto no certame, um apocalipse solar se aproxima, tensionando o relacionamento entre as raças, que já é hostil. As referências são óbvias e não me pareceu haver um esforço para trazer originalidade à ambientação, seja nos personagens, na escrita ou no enredo, como se o próprio convencional desse cenário fosse o que dirigisse a trama. Então, embora se adeque tematicamente, empobreceu o texto justamente por pedir mais trabalho criativo.

    ENREDO: A história é uma tramoia entre as três raças para escapar do planeta e deixar os humanos à própria sorte, entretanto, nenhuma das personagens é trabalhada para além do que fazem ou do que está acontecendo, restando pouca identidade com a qual o leitor possa se relacionar. O primeiro parágrafo faz uma apresentação não muito sutil do contexto e em seguida a reunião entre os três líderes toma muito espaço da narrativa, sem necessariamente apresentar traços interessantes dos personagens ou mais do que o perigo imediato que, justamente por ter sido mostrado no meio de uma introdução demasiada longa, não estabeleceu nenhuma tensão na narrativa. Sem essa dúvida do que ocorreria em seguida, o desenrolar da história não me cativou, ao mesmo tempo em que tudo seguiu sem grandes surpresas, quando muito havendo um alívio cômico que, por ter aparecido uma única vez, não balanceou com o restante do texto.

    ESCRITA: A escrita é fluida e prática, o que contrasta com a falta de equilíbrio narrativo, detendo-se por demais em momentos ou interações que não tem tanto para dar em termos de história, personagem ou emoção. Dessa forma, pareceu-me que o que faltou foi mais uma atenção à qual história se queria contar.

    CONSIDERAÇÕES GERAIS: Dando prosseguimento ao que falei acima, o conto poderia ser resumido em “as quatro raças dão um golpe e deixam os humanos para trás em um planeta condenado”. E embora a história possa ser condensada dessa forma, falar mais dela seria difícil, pois todos os personagens são mais recursos para essa narrativa avançar do que personagens cujas vidas nos interessem. E em uma história na qual toda a vida está em risco, importar-se com isso é muito importante.

    Boa sorte!

  7. Danilo Heitor
    2 de maio de 2021

    Ambientação: conheço pouco desse universo de fantasia, mas achei interessante a apresentação do mundo fantasioso existindo simultaneamente ao humano. Porém, a relação entre ambos foi pouco explorada, e a ideia da IA me pareceu confusa ou pouco explicada.

    Enredo: o argumento se anuncia logo de cara, sair da Terra pra se salvar, e a partir dele tudo que acontece são conflitos no sentido de cumprir a missão. Mas essa missão está confusa, e eu tive dificuldade de sacar quem era de qual espécie, quantos humanos seriam salvos. Tem informação demais, e acho que isso se relaciona com o fato de ser um episódio de uma série maior. Talvez dentro da série isso se resolva, mas sozinho aqui o conto ficou com “sobras” desnecessárias no enredo.

    Escrita: muito bem escrito. Poucos erros, alguns problemas talvez na passagem de uma cena para a outra. Achei que no final rolou uma compressão do tempo da narrativa, que era cheia de detalhes e, de repente, depois da chegada em marte se transformou em um resumo sucinto da vida de cada um.

    Considerações gerais: não sou o maior fã de fantasia, mas gosto bastante de ficção científica. O enredo de fugir porque a Terra vai explodir é batido, mas misturando ele com fantasia ficou bem interessante. Talvez desse pra enxugar o conto e, na minha opinião, tornar a partida pra Marte o clímax da história. Do jeito que está, ela parece ser só mais um acontecimento.

  8. Thiago de Castro
    2 de maio de 2021

    Ambientação: Bem feita, apesar de complexa para mim, que não sou leitor de fantasia e FC. Os túneis, as florestas e cabanas, dentro da lógica do mundo, estão bem feitas.

    Enredo: Um pouco inchado, achei, do início até o meio. Muitos personagens, reuniões, nomes complexos, como disse acima, que dificultaram a vida desse leitor para que conseguisse se agarrar ao fio que leva até o final da trama ,que me parece bastante simples, raças subjugadas na Terra, cientes de um terrível impulso solar, roubam máquinas para conseguirem chegar em Marte e, devido aos seus conhecimentos ancestrais, retomarem a vida em harmonia. O final é excelente e confortável.

    Escrita: Impecável, sem erros, diálogos que desenvolvem a narrativa, sem manterem os personagens estáticos.

    Considerações gerais: Gostei muito do final e do movimento que criou ao longo do texto. Imaginei essa miscelânea de raças e máquinas se trombando em cidades futuristas, sujas e decrépitas. Enquanto lia, enxerguei o conto como se assistisse uma animação. Há sim, problemas, como apontei, de ritmo no início, cujas informações, nomes e explicações, deixam a leitura um pouco cansativa. Não saquei a necessidade de colocar o título em inglês.

    Parabéns e Boa sorte!

  9. antoniosbatista
    2 de maio de 2021

    Ambientação= Mistura de Ficção Científica com Fantasia, ficou legal, mas não é novidade. Achei interessantes as referências a R.R. Martin, George Lukas e Elon Musk.

    Enredo= O enredo não é ruim, mas há informações em excesso, detalhes dispensáveis como, elfos lua elfos sol e outros que só entraram na história para dar extensão ao texto.

    Escrita= Boa.

    Considerações Gerais= Confesso que pulei algumas partes do conto, por você divagar muito, por falar sobre o mesmo assunto. Pelo meio do conto, a leitura se tornou chata, aborrecida pois não trouxe mais nada interessante, original. Há algumas pequenas falhas de raciocínio, de lógica, que não vale a apena apontar.

  10. Tolbert Dzowo
    1 de maio de 2021

    Ambientação : Não esperava algo fora da humanidade, só por isso já acho criativo, porém tenhas se perdido um pouco
    Erendo : Foi bom, mas eu fiquei bem perdido não vou mentir, seria bom conversar consigo e ouvir qual foi sua ideia.
    Escrita : simples e precisa.
    Considerações gerais : gostei bastante de ler, gostaria de ver ela mais trabalhada e longa, com o desenvolvimento dos personagens e o ambiente. Sem limite de palavras.

  11. Ana Lúcia
    1 de maio de 2021

    Ambientação: Achei legal a junção de elementos de fantasia e sci-f, mas não sei se esse texto foi bom pro tema fim do mundo já que não parece que o conto fica muito nesse aspecto.
    Enredo: Não gostei muito de as coisas só aparecerem as vezes na história. Não só coisas como também personagens praticamente surjem do nada quando a trama precisa. Achei um recurso meio preguiçoso.
    Escrita: Achei um pouco chata e cansativa. Além de usar palavras muito difíceis deixando o texto prolixo.
    Considerações finais: como já disse no primeiro tópico não acho que foi um bom conto pro tema de fim do mundo já que ele não fica muito nisso. Focando muito mais nos elementos de fantasia e nas guerras entre raças.

    • Lucas Julião
      1 de maio de 2021

      Cara! É exatamente isso. Eu tive que sofrer para ler até o final

  12. Ana Caroline de Arimathea
    1 de maio de 2021

    Ambientação: Excelente, apesar de ser um mundo muito diferente do comum, está bem ambientado

    Enredo: Bom e bem contruido, mesmo quem não entende muito sobre as raças das personagens consegue entender a trama

    Escrita: Fluida e clara, da pra ver que é um texto bem planejado

    Considerações gerais: Muito bom o conto, de verdade, você escreve muito bem e tem criatividade. Só acho que aquele trecho em inglês pode atrapalhar quem não entende a língua, eu entendi o que você escreveu e também entendo que é uma representação da língua dos humanos, mas lembre-se que seu leitor não é obrigado a saber outro idioma, além do mas, o português também é uma língua humana, assim como o espanhol, que poderia ter dado o efeito de mudança de idioma sem prejudicar o entendimento do texto por quem não sabe outra língua. Mas no geral parabéns.

    • Lucas Julião
      1 de maio de 2021

      Fluida e clara, da pra ver que é um texto bem planejado

      Mano, não, não foi.

  13. Lucas Julião
    1 de maio de 2021

    Ambientação: mesclar ficção científica com fantasia é um desafio muito grande e complexo. Se você reformular esse universo as coisas funcionarão muito bem; mas por hora é meio confuso, sem regras claras.
    Enredo: Cara, as coisas acontecem e desaparecem do nada. Os personagens não são tão bem trabalhados e tudo fica muito confuso e não é um confuso bom. Sem contar que é uma parte de uma história que a gente não conhece. Onde dá para ler isso?
    Escrita: Cara…– Eis aqui, o Sol:

    O

    A miniatura era obviamente um holograma.

    Essa foi complicada.
    Considerações gerais: Foi uma questão de esforço. O autor poderia se esforçar mais! Nem criou um negócio novo para gente 3,0/10

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Informação

Publicado em 1 de maio de 2021 por em EntreMundos - Fim do Mundo.