EntreContos

Detox Literário.

[EM] De catástrofe em catástrofe (Augusto Canabrava)

             Na primeira década do século vinte e um aconteceu a grande transformação. Só que é útil rememorar, que após a tragédia humana, que foi a pandemia do COVID 19, a pesquisa laboratorial ganhou grande impulso e com esta determinação de pesquisar, jorraram verbas para estes laboratórios. Institutos de Pesquisas, que passaram a ser jóias representativas dos governos e, como sempre acontece, por baixo dos tapetes ocorreram fatos profundamente lamentáveis. Corrupções, roubo de informações e ate assassinatos encomendados ocorreram nos bastidores dos governos e se nas vias internacionais eram apregoadas pesquisas internacionais, nas entrelinhas havia a política suja, a politiquice e sairia da proposição esmiuçar os chamados malfeitos, que englobam atos desumanos. Dá sempre para perguntar não somos todos irmãos? Sendo o homem animal político, sempre que corro a críticas, coloco um pensamento de político que viveu sempre entre sístoles e diástoles e por viver em gangorra sua concepção política, democrática, vem e recorro a ela nesse, que considero prefácio ao conto, que vai a uma das mais estapafúrdias pesquisas humanas e só concebê-las já era ousadia. Vide Winston Churchill. “Ninguém pretende que a Democracia seja perfeita, ou sem defeito. Tem-se dito que a Democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”. E vamos a um dos dois maiores escritores da Última Flor do Lácio, Eça de Queiroz (o outro, sem dúvida, Machado de Assis) e se falava de Portugal em 1871 nas “Farpas”, que editava com Ramalho Ortigão, o apregoado pode ser arrolado para vários países, inclusive alguns da América Latina. Deixo ao leitor a possibilidade de colocar carapuças. Eça escreveu:

                   “O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!” Por favor, copy desk, deixe o acção em homenagem ao autor de “Alves & Cia”. E, se Portugal 2021 é outro, tanto que muitos patrícios correm a morar no “jardim da Europa a beira mar plantado”, porque não nos apegarmos à esperança de dias melhores?

                       Antes do invento, que motiva o conto, ocorreu o acidente rotura do toldo orbe envolvente e é privilégio de quem escreve ao seu bel prazer contrariar a ordem cronológica, até chegar ao que julgo clímax futurológico.   

                         2031. O índice de suicídios é maior que em 2015. Em média se trabalha seis meses por ano e duas horas por dia. O salário médio atingiu mil dólares/mês para os pobres e não há mais inflação. O tempo médio em frente a computador é dezoito horas por dia e se dorme cinco horas por noite. Então ocorreu o Acidente TOE 01/2031. O Toldo Orbe Envolvente dista 152 km da Terra. E incrivelmente o TOE apresentou rotura. A Terra fica em permanente claridade, isto é, iluminada, ainda que possam ocorrer noites artificiais ao tempo em que se pode defender de ataques. O TOE a cento e cinquenta quilômetros da Terra tem arcadas de saída. Com o conhecimento da química dos afetos humanos se planeja melhor casamentos e diminuem separações. Sexo racional sem paixões maiores, ou traumas. Amor, quem sabe? E ocorreu o acidente TOE 01/2031. Fez-se noite em Brasília. Logo em Brasília! Há equipes de prontidão para consertá-lo. Por sorte, ou azar, pela tal rotura se pode ver Vênus, resplandecente. Alguns inexplicavelmente choraram, outros desmaiaram, terceiros se beijaram e o absurdo aconteceu quando o Engenheiro-Chefe, encarregado de acionar a equipe de consertos terráqueos, nada fez. Ele é meu avô e estava com ele. Sentou-se no meio fio e escreveu um poema em homenagem à Vênus. Versejar ao invés de tomar as providências necessárias! Meu avô, Arthur Laurence Keats, não foi punido, pois não houve dano maior e porque também tem currículo inigualável. SOTE 107 (Socorro Toldo Orbe Envolvente) da Lua consertou o TOE de fora para dentro. Todos saíram daquele transe. Ministérios foram acionados, para estudarem reações esdrúxulas. Ninguém chegou a conclusões aceitáveis. Hipóteses em profusão significam distanciamento da verdade. Posso adiantar que para Sir Arthur Laurence Keats a beleza de Vênus perfurou o toldo orbe envolvente. Lendo o calhamaço na Hiper Nuvem Genesis173/31, vê-se que Keats incrivelmente acreditava cientificamente na força destruidora da beleza e do amor. Deixemos Keats com suas alegorias e volto à nossa base. Vale dizer que inventores muitas vezes inventam para o bem e podem ocorrer indicações para o mal e vou, para não me alongar, a apenas três exemplos. Santos Dumont (sou mais ele que os tais Irmãos W) quando inventou o avião, não pensava que seu invento fosse até usado para jogar bomba atômica! Quanto de importância o computador fez pelo progresso humano, ainda que “fakes” e visões indesejáveis sejam comuns nos dias atuais e já pensaram um menino de nove anos olhando em site pornográfico, como pode deturpar sua vida? Bell, como iria pensar, que um telefone vermelho pudesse acabar com o mundo. Quando poderia supor que esta engenhoca fosse ficar na dependência de um Ronald Trump? Paciência solicito a volta à loucura básica. Durante a corrida para a criação das vacinas, importantes laboratórios correram para serem os primeiros a as terem, já que a mortalidade da pandemia foi elevada e em alguns países atingiu até cerca de dez por cento dos casos, enquanto de fato não ocorresse vacina competente, o surto fez sangrar vidas e também a economia dos países, especialmente nos países mais pobre, ou em desenvolvimento. E se a doença foi forte fator de retrocesso e sob todos os aspectos, já que em vários países seus governos estavam a perigo, idem ideologias, o retrocesso foi mundial. Se algum país conseguisse criar algo distinto, muito especial, talvez os ânimos se acalmassem. Com este quadro geral, cambiante, ainda que os acontecimentos cujo foco abordado seja relativamente recente, vale juntar fatos e teorias que propiciaram descobertas científicas de relevo. Tanto a criação de fato foi notória, que se largou a idéia do toldo orbe envolvente tão falado, que virou TOE. Vale citar elementos científicos, que deram escopo para chegar-se ao fim não imaginado até então. Vide clonagem primeiramente de ovelhas e outros experimentos idênticos, descoberta e uso de células tronco e exponencialmente os experimentos de laboratório referentes à compreensão da complexidade dos hormônios femininos. E se pensou que seria mais fácil clonar humanos, que vê-los nascer. A ética e um resto de sensibilidade fizeram que a Ciência rapidamente corresse para outra solução e, contrariando a Bíblia, as mulheres que quisessem, passariam a ser ovíparas, não sentindo as dores do parto, ou das operações cesarianas e principalmente os terríveis incômodos dos nove meses de gestação. Estudos hormonais foram essenciais e São Paulo foi pioneiro neles.  E oitenta e sete vírgula três por cento das mulheres em idade fértil no Brasil optaram por serem ovíparas, valendo lembrar que as primeiras idéias, que levaram a grandes e memoráveis façanhas vieram de Porto Alegre, ex Porto dos Casais. Não cabe aqui lembrar o que foi feito para livrar as mulheres dos longos meses de gestação e depois do afastamento do trabalho, só que a clonagem, o projeto genoma, a engenharia genética de ovos de águias, o conhecimento total da sequência do DNA e um ato cirúrgico simples e sob anestesia local, permitiram que as mulheres pusessem ovos, não maiores que um ovo de avestruz. As transformações hormonais, mais até do que as anatômicas foram implementadas e depois de algumas experiências falhas e escondidas da imprensa, foi conseguido o sucesso. Lembre-se que comumente fracassos são erradamente atribuídos à Imprensa. E se insucessos foram acobertados, não foi à primeira vez, nem será a última que insucessos são puxados para baixo do tapete.  Como a Rússia foi acusada de ter perdido astronautas, até que o sucesso foi alcançado e em plena guerra fria. O mundo é azul, apregoaram lá de fora. Em resumo. Vamos às poedeiras. O ovo era formado, quinze dias depois seria necessária a gala, que podia ser até artificial e em sete meses, as mulheres poriam o ovo, que estavam prontos para serem chocados. E as mulheres poriam no máximo um ovo por ano. Note-se que ainda não haviam conseguido acelerar a maturação do ovo no útero para menos de sete meses e este foi um dos motivos da catástrofe. As maternidades, ou a maioria delas, foram transformadas. As mulheres, ditas bíblicas, que preferiram seguir a tradição e continuar sofrendo os desconfortos do período de gestação e as dores dos partos, ou das cirurgias cesáreas, que já naquela época superavam em muito o número de partos normais, davam movimento aos estabelecimentos com a ordem antiga, onde trabalhavam os remanescentes da Obstetrícia clássica. Logicamente que as poedeiras foram assunto de charges, que enfureceram as ligas feministas. Mulheres pondo ovos e cacarejando, empoleiradas, ou sendo “galadas” em terreiros, ou mulheres exibindo cloacas. Nem sempre o “chargista” tem sensibilidade. As desvantagens e vantagens da imprensa livre, que o digam os políticos, nunca superaram as virtudes da total liberdade de imprensa e, ressalvando-se possíveis consequências jurídicas, que alguns atos merecem e têm, censuras nunca mais, ainda que de quando em quando tentem colar esparadrapos em bocas da imprensa, que também nem sempre é livre. E sempre há tribunais, onde se, pode processar, ou ao menos reclamar do que julgou ofensivo, ou calunioso. Mesmo quando de raspão sub-repticiamente falo em desgovernos, julgo oportuno colar frase de político. “Ninguém pretende que a Democracia seja perfeita, ou sem defeito. Tem-se dito que a Democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”. Winston Churchill. Calar a imprensa é antidemocrático e só leva a atraso. Sobre o cacarejar, nada a reclamar muito, pois na sociedade hodierna pobres daqueles que não cacarejam, ao menor ovo metafórico que põem. A mídia sempre recomenda que fatos sejam, de forma tonitruante, espalhados aos quatro ventos e até por brisas. Quem não alardeia seus ovos, não é notado e não alcança o sucesso. Se conseguir pô-los sob os olhos da imprensa melhor ainda. Como também é fácil deduzir, voltando às ovíparas, ocorreram estudos em vários centros dos Estados Unidos da América do Norte, do Japão, da Alemanha e da Índia, apregoando técnicas diferentes para a transformação das vivíparas em ovíparas e todos dependendo muito de modificações hormonais. Por fim o modelo misto, arquitetado pelos Estados Unidos, Japão e Alemanha, venceu por ser mais prático, higiênico, barato e por ter força política. E as muitas maternidades se transformaram e poucos queriam reconhecer-se, em imensas chocadeiras e os “pinteiros” foram chamados também de creches, ainda que as creches tradicionais aumentassem em número, para permitir que as mulheres continuassem trabalhando, mesmo após receberem seus filhos. Uma convulsão social de monta ocorreu. No modelo antigo as avós estavam ficando sacrificadas e os clubes da terceira idade reclamavam em todas as oportunidades da sobrecarga de cuidar de netos. Diariamente sofisticados “ovoscópios” examinavam os ovos e, se um processo de má formação era detectado e com possibilidade de impedir o nascimento de um bebê padrão, saúde 100, a maturação do ovo era interrompida. Logicamente houve batalhas judiciárias e religiosas. Uma triste e aceita eugenia vingou. Cada uma destas medidas, consideradas progressistas, era discutida em tribunais e os países criaram leis específicas e, como tem acontecido ultimamente, inclusive no século passado, a profissão de advogado se tornou ainda mais atraente, decaindo as profissões ligadas à área da saúde, pois as campanhas profiláticas com vacinas deram resultados importantes. Como preconizavam os gregos, houve uma depuração natural da raça, permitida nas maternidades pelas inspeções diárias dos ovos. E não houve muita discussão sobre estes ideais de depuração das raças, exceto no Brasil e na França e isto já era de esperar na terra do futebol e do carnaval e na terra de Voltaire e Rousseau. Os cientistas encarregados dos estudos “ovoscópicos” chegaram a interessantes conclusões em inúmeras pesquisas. Uma lembrança pessoal. Tínhamos casa com terreno 10 por 30 e tínhamos pequeno quintal, onde criávamos umas poucas galhinhas. Tínhamos chocadeira elétrica e havia que virar os ovos diariamente. Meu pai pegou um tubo de madeira, acoplou potente lâmpada e todas as noites estudávamos os embriões, pelo que chamávamos de ovoscópio; Estávamos no Grajaú em 1945. Voltemos aos modernos e futuros ovoscópios, que serviam para prosseguir, ou parar, evoluções e estudar a saúde dos embriões. Vamos dar apenas uma idéia sumária sobre estas. Gestores, machos e fêmeas, que consumissem tóxicos, incluindo cigarros, afins e bebidas alcoólicas em excesso, teriam ovos mais sujeitos a interrupções de maturação. Os filhos de ovos eram mais uniformes em comportamento e inteligência, que os gestados em ventres maternos. Perguntava-se agora para que se iam querer gênios no mundo moderno, pois com suas idéias estapafúrdias poderiam atrapalhar a evolução natural das comunidades. Vários casos de não reconhecimento de paternidade foram levados às varas de família por homens inseguros, que acusavam as esposas de usarem homens conhecidos e de estampa, para servirem como seus reprodutores, desprezando sem alarde o material dos maridos. Houve também processos de pessoas pobres, alegando que os seus embriões foram declarados mortos, só que estes fatos não teriam acontecido e estes ovos foram usados para substituir alguns ovos de desenvolvimento defeituoso de pessoas abastadas. Depois de demorados processos, nada foi comprovado e muita exploração política o assunto permitiu. Alguns estudos dinamarqueses falaram em robotização da Humanidade e eles gritaram para as próprias paredes e a evolução e o progresso seguiram com computadores quase racionais, estabelecendo uma ordem mais perfeita e a vida humana média atingiu cento e trinta e três anos. O sistema ósseo, como se prognosticou no século vinte, continuou sendo o mais sensível, apesar de todos os cuidados e intervenções genéticas no sistema ósteo-articular-ligamentoso e as campeãs, em relação à mortalidade, continuaram sendo as osteopatias degenerativas. AIDS, Alzheimer, tuberculose, aterosclerose coronariana, enfermidades oncológicas e doenças tropicais puderam ser consideradas acontecimentos do passado. Havia apreciável transparência nas contas públicas e a nova ordem imperava. Até que o Asteróide Alfa-345 se chocou com a Terra, apesar do bombardeio atômico que sofrera três meses antes. Talvez tivesse passado ao largo da Terra, não fora o tal bombardeio. A trajetória deste asteróide, depois do bombardeio, não foi recalculada por cientistas alternativos, pois todos confiaram excessivamente no supercomputador de Tucson e seus complexos cálculos. Não ocorreu a revisão dos cálculos, porque os cientistas dos principais centros estavam em corrida contra o tempo, tentando levar a maturação dos ovos humanos para um tempo igual a dos ovos das galinhas, vinte e um dias. Faltou, disseram alguns filósofos remanescentes, Arte à Ciência, para melhorar resultados e em todos os campos do conhecimento. Acrescentando que a arte tem a humildade que muitas vezes falta à ciência. Esta intenção de diminuir o tempo de maturação dos ovos humanos ficou como um inútil projeto e nem os terráqueos, que moravam na Lua, ficaram para contar esta história, que a Lua se foi com a Terra. Não fora a cidade experimental Marte e nem mais haveria História. E que os nós futuros, esses sim marcianos, saibam cuidar do seu planeta, melhor que cuidamos da Terra, onde ocorreram terríveis guerras, desmatamentos, preconceitos, desigualdades e põe maldades e tolices sem conta no rol das ações políticas. Enfim a graça e não ter de fato um fim.

3 comentários em “[EM] De catástrofe em catástrofe (Augusto Canabrava)

  1. thiagocastrosouza
    5 de maio de 2021

    Ambientação: Se passa num futuro super tecnológico, onde é possível reproduzir humanos em ovos, além da terra estar envolvida por um toldo artificial que sofre rupturas. Foi o que consegui captar. Acho que é bem feita, e sai com naturalidade do narrador que nos conta, relatando experiências históricas, familiares, além de críticas políticas.

    Enredo: Pretensioso, talvez? Acho que as citações não ajudaram a contar a história que gostaria, há uma verborragia e um manancial de nomes, intelectuais, citações (algumas mais de uma vez) que mais incham o texto do que guiam o leitor. O conto poderia ter começado, tranquilamente, no quarto parágrafo, pois toda a volta argumentativa e críticas inseridas pelo narrador continuariam presentes na sequência. No entanto, como temos essa longa introdução, o caminho fica enfadonho, pois o narrador parece ser alguém que fala de um lugar privilegiado, pois entende os erros da ciência, a hipocrisia da política, o movimento da história, explica, comenta, tece reflexões, enquanto o leitor, no meio disso tudo, busca encontrar o fio da história, que é, aparentemente, semelhante a outros textos do desafio: cientistas preocupados com pesquisas inócuas não calculam corretamente a rota de impacto de um meteoro, o que causa o fim da humanidade.

    Escrita: Acho que só percebi um erro de digitação, mas a escrita é excelente. Coisa de gente grande, pelas referências, pela ironia, pelo estilo muito próprio. Porém, em excesso, essas qualidades prejudicaram o texto.

    Considerações gerais: Muito potencial, pouco refinamento na escolha do que contar. Há material de sobra para o autor trabalhar, mas na tentativa de mostrar tudo o que sabe, carregou demais o texto.

    Boa sorte e grande abraço!

  2. Lucas Julião
    3 de maio de 2021

    Ambientação: O autor criou um bom clima mas que não dá para ser aproveitado.

    Enredo: Ele tá confuso, não se sabe o que tá acontecendo.

    Escrita; Ela está um pouco truncada e o texto tem parágrafos muito longos.

    Considerações gerais: Respira, pensa e cria uma história curtinha. Vai te fazer bem 6,0/10

  3. Anderson Prado
    2 de maio de 2021

    Ambientação: É o ponto alto do conto, pois me senti bem ambientado nesse futuro distópico em que a gestação tradicional foi praticamente extinta, trazendo graves consequências para a humanidade.

    Enredo: O enredo é completamente errático. É difícil crer que o conto tenha um início, um meio e um fim. O conto parece um amontoado de ideias aleatórias ou com aproximação muito sutil.

    Escrita: Apesar de a escrita estar bem encaminhada, ainda pode melhorar. A paragrafação beira o absurdo, sendo o último parágrafo para lá de enorme.

    Considerações gerais: O texto foi escrito por alguém que possui uma mente efervescente. Porém, eu diria que seria de bom alvitre jogar nesse caldo um pouco de água fria para, quem sabe, atingir um pouco de mornura. O autor precisa organizar o pensamento, mesmo sendo perceptível que inteligência não lhe falta. O conto é um nota 9,6.

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Informação

Publicado em 1 de maio de 2021 por em EntreMundos - Fim do Mundo.