EntreContos

Detox Literário.

[EM] Contatos imediatos à meia-noite (Lerysonda)

Era noite de sexta-feira no Trapiche da Barra. A Biu tinha trazido o afilhado pra passar o fim de semana com ela, com ela e com a Têca. Ele era um menino cheio de energia, Erick, na flor da puberdade; ostentava um bonito par de olhos verde cor de folha e um corpo esguio e cinturado, parecia um nadador. O garoto morava no interior do estado, numa cidadezinha rural cuja maior novidade era a vaquejada que acontecia de quinze em quinze dias.

Naquele dia, antes de irem pra casa, resolveram dar uma passada na praia, levar o menino pra ver o mar, molhar o pé na água espumante que voltava cheia de sargaço naquela época do ano. Foi um lindo passeio regado a tapiocas e água de coco e, pra completar, Erik pôde escolher alguns suvenires da ferinha do artesanato da Pajuçara: canetas de bambu, uma caixinha enigmática feita com palha trançada e um marcador de livros de filé colorido. Quando entraram no ônibus Ponta verde/Mercado, Erick correu pro assento da janela e se agarrou aos seus presentes como se fosse um tesouro.

Passava da meia noite; pra dizer com exatidão, era doze e dois da manhã e a Biu estava sem sono, pra variar. Por outro lado, a Têca dormia como um bebê e Erik também, provavelmente vítima do cansaço que os passeios litorâneos costumam causar, sobretudo pra quem não está acostumado. Todo mundo na casa ronronava, menos ela. Não havia nada mais que ela pudesse fazer a respeito, já tinha tomado o Valium e agora segurava a caneca cheia de chá de camomila enquanto assistia a um programa de venda de joias na TV.

Vale dizer que não houve qualquer som, nem incomum, nem corriqueiro. O que chamou a atenção da crédula Biu foi um conjunto de raios coloridos que transpassaram a janela. Parecia um tipo de aviso: Num segundo, ela admirava o anel de diamantes que estava sendo leiloado ao vivo, no outro, a sala fora invadida por luzes azuis e vermelhas. De início, Biu achou que se tratava da viatura da polícia, poderia estar havendo alguma confusão na rua; mas como não houve qualquer barulho, apenas o reflexo ficando um pouco mais claro a cada momento; ela decidiu ir até a cozinha e olhar pela abertura do vitrô.

O que ela relatou, por mais precisa que sua descrição tenha sido, é ainda um mistério. No final da Rua Primeiro de Maio, onde ela morava, havia um espaço aberto, descampado na maior parte, mas adornado com algumas plantas em redor. Foi lá que tudo aconteceu. A casa da Biu ficava a distância de três casas do lugar, o que fazia da visão dela privilegiada.

Quando Biu abriu cerca de um centímetro do vidro da janela,  o que seus olhos viram lhe causou um duo de sensações: primeiro o choque inicial que sentimos sempre que algo inesperado acontece, depois o pavor congelante que nos toma ao entrarmos em contato com o desconhecido. No final da rua, no mesmo espaço onde os meninos da vizinhança costumavam jogar bola, pairava sobre o chão de terra um tipo de nave. Seria clichê descrever o formato oval que já tanto relataram os filmes de ficção, mas a verdade precisa ser dita e era exatamente assim que Biu avistou aquele objeto: A nave tinha um formato ovalado, achatado embaixo e redondo por cima. Não se pode precisar a cor do artefato devido ao reflexo causado pelas luzes; essas sim, eram claramente azuis e vermelhas, dispostas em um filamento que parecia dividir a máquina bem ao meio, parte superior e inferior. Na parte de cima, pôde perceber um tipo de janela larga como se fosse a cabine de navegação ou algo do tipo; em redor disso, diversos recortes arredondados circundavam, mas nada se podia ver do lado de dentro, talvez fossem revestidos por algum tipo de material fumê. Na parte de baixo, diversas outras luzes, maiores e mais fortes iluminavam o terreno como se fossem refletores. Devo dizer que quando a Biu me contou esta história, fiquei um tanto frustrado; esperava que houvesse uma escada iluminada, pés de metal fincados no chão e algum tipo de líder etê parando bem na entrada. Nada disso! Benedita da Silva, a Biu do Mercado, a mulher mais simples e verdadeira que eu já conheci me falou, com uma riqueza de detalhes, sobre o que viu em seguida: No espaço aberto, vários hominídeos transitavam de um lado pro outro, em um tipo de confusão organizada. A aparência deles era bem similar aos extraterrestres que costumam saltar dos livros e programas sci-fii, sem grandes alterações; apenas a tonalidade da pele diferia do verde comumente relatado, estava mais pra um marrom acinzentado que escurecia em partes específicas do corpo pequeno; mediam cerca de um metro de altura e apresentavam formas similares a de um corpo terráqueo, um rosto esférico com dois olhos grandes e escuros, duas orelhas pequenas, nariz e boca, tirando os tamanhos um tanto diferenciados e desproporcional, podia-se considerar dentro da normalidade; o corpo aparentemente nu ostentava um par de pernas curtas e braços longos com dedos mais longos ainda. O grupo de invasores, se é que podemos chama-los assim, se comportava como alunos em uma excursão, desbravando a terra desconhecida. Lembro-me do olhar aterrorizado da Biu ao me dizer que eles, os homenzinhos do outro planeta, estavam espalhados, uns extraiam partes do solo, pedras, grãos de areia e outras coisas mais que encontravam sobre a terra; outros arrancavam folhas e flores de todos os tipos, outros, ainda, cortavam galhos e até nossas amêndoas e mangas pra, depois, guarda-las em recipientes que, segundo a Biu, era uma mistura de balde com bolsa coletora.

Biu tentou acordar a Têca, queria dividir com ela a visão, queria ter a certeza de que não estava sonhando nem nada, por mais que soubesse que não estava. Não conseguiu. O Valliun fazia muito mais efeito na parceira do que nela, sempre foi assim. Pensou no que Erik acharia daquela aparição, certamente seria muito mais aventura do que teve a vida inteira no seu povoado, mas não, não iria causar um trauma no garoto, se é que iria conseguir tirá-lo da cama, também. Não havia nada que pudesse fazer, sabia que nem mesmo acreditariam nela no dia seguinte. Voltou novamente à janela e espiou uma última vez até o fim da rua. Ainda estavam lá. Ela lembra de ter sentido um certo alívio, não estava sonhando, afinal. No minuto seguinte, ela foi tomada por uma sensação de medo que a fez tremer até sentir os dentes baterem uns nos outros. “E se eles puderem me ver aqui? E se notarem minha presença?” Usou toda a força que resistia no seu corpo e fechou, cuidadosamente, o vitrô da janela da cozinha. No sofá, a TV ainda ligada agora apresentava um programa religioso, um culto aberto onde o bispo erguia frente à câmera um copo cheio d’água abençoada pelos poderes de intercessão dele mesmo.

Passaram algumas horas até que ela pôde levantar do seu lugar preferido e se dirigir até a cama. Nada de luz acesa ou de barulhos no trajeto. Passou pelo quanto onde Erik dormia e se certificou de que ainda permanecia lá no seu sono inocente. Estava. Não tinha sido abduzido nem nada parecido.

Na manhã seguinte, acordou no horário de costume e fez suas coisas de costume. Da janela da sala tudo parecia normal; lá, no campinho improvisado que alegava a criançada da rua, nenhuma presença estranha; apenas meia dúzia de garotos empinavam suas pipas coloridas. Os corpinhos mirrados, cobertos apenas pelos calções, em nada lembravam os seres assustadores da madrugada anterior.

Biu respirou fundo, decidiu que não contaria nada pra ninguém, nem pra cética Têca, muito menos pro afilhado que viera passar uns dias com elas em busca de diversão. Ela sabia muito bem que sua lucidez e até sua sanidade seriam questionadas pela amada, o que certamente iria magoá-la. Sabia, também, que mesmo que fosse pra televisão relatar a experiência vivida por ela na noite de 13 de março, seria desacreditada e talvez, até mesmo, chacoteada por todos que tem em suas convicções uma verdade absoluta.

Um mês se passou desde que aqueles seres vieram conhecer nosso lugar. Nada de anormal aconteceu durante este tempo, a não ser na cabeça da pobre Biu que passou a dormir menos ainda. Enfrentava horas de insônia intercaladas com idas até a cozinha e espiadas pelo vitrô até o final da rua. Nunca mais houve nada, nenhuma luz, nenhum barulho, nenhuma outra expedição exploratória.

Era noite de segunda e Biu tinha tido um dia cheio no mercado. O começo da semana era sempre intenso pros negócios e também pras pescarias e ela tinha uma barraca de frutos do mar no Mercado da Produção; era conhecida por cobrar sempre um preço justo pelo pescado e por doar os peixes que sobravam no fim do expediente. Quando chegou em casa, lá pelas nove da noite, tudo que ela queria era apagar, mas sabia que não seria assim tão fácil, ainda mais porque estava sozinha, Têca tinha viajado pro interior pra acompanhar a mãe de Erik em uma cirurgia de vesícula. Esquentou a comida preparada no dia anterior e se jogou no sofá. Na TV passava na Tela Quente, um filme sobre o tsunami da Tailândia e uma família que estava em férias e foi separada pelo desastre natural, mas que conseguiu se encontrar no final. Ela adorava finais felizes, se emocionava e chorava feito criança.

O filme acabou por volta das doze e, como sempre, ela já tinha cumprido seu ritual noturno: O comprimido calmante, a xícara de chá de camomila e a espera, sempre a espera.. De repente, um brilho incomum, apesar de familiar, cruzou a janela da sala. Biu sentiu o coração acelerar, se estivesse ainda segurando a xícara teria deixado cair. Na janela, luzes azuis e vermelhas brilhavam ofuscantes. Nem um minuto se passou até que um grande estrondo fizesse o coração dela parar e voltar a bater duas vezes mais rápido que o normal. Do lado de fora, a rua que havia sido escolhida como ponto de estudo há exatos um mês, se tornara o cenário de uma invasão alienígena; ao menos era o que parecia, Da janela da sala, dezenas de naves semelhantes a que tinha visto naquele dia fatídico sobrevoavam ameaçadoras a vizinhança. Foi questão de tempo até que Biu percebesse que, além das luzinhas coloridas e dos potentes fachos refletores, os ovni’s também lançavam raios-lasers que incendiavam qualquer que fosse o alvo. Assistiu horrorizada a casa da Dona Lúcia ser transformada numa gigante bola de fogo para em seguida ser desintegrada. Sabia que deveria correr, se esconder, qualquer coisa que a pudesse proteger daquele ataque, mas não conseguiu. Estava apavorada demais, seus pés jaziam fincados no chão, o olho arregalado assistindo aquela destruição sequencial: a casa da Lú, depois a da Jussara na esquina e, pelo número cada vez maior, incontável na verdade, de naves que seu olho podia ver, era questão de minutos até que todo bairro fosse destruído. Como em um filme, recordou os movimentos simultâneos dos seres que recolhiam pedaços do seu mundo. Não era estudo, afinal, era a preparação para uma ação de domínio. Pensou que deveria ter avisado alguém, deveria ter ido à mídia ou à sede do governo. Talvez pudessem ter se preparado para aquilo. Talvez devesse ter sido mais corajosa e deixado o medo de lado, “O que importava se fosse desacreditada? Qual o peso do seu ego em relação à todos aqueles que ela acabar a de ver morrer? Quanto ela valia se comparada com toda uma rua, um bairro? Na TV a transmissão foi interrompida pela chamada de emergência da emissora. Biu olhou atentamente pra tela que transmitia a abertura acinzentada do plantão. “Será que já vão noticiar isto?” “Será que já tiveram tempo de receber e processar a informação? Não conseguiu saber, no segundo seguinte a energia elétrica da casa foi cortada, o que parecia ter ocorrido com toda a vizinhança. Biu correu até o vitrô da cozinha como se o lugar pudesse lhe oferecer algum conforto, alguma ciência diferente do que a janela da sala oferecia. Tudo em vão. No terreno baldio do fim da rua, tudo parecia tranquilo, não era mais do interesse daquele povo desconhecido. Nenhuma nave estacionada, nenhum homenzinho de medidas desiguais buscando amostras do nosso mundo natural. O que acontecia naquela noite de segunda-feira era muito mais urgente, muito mais definitivo; era o fim de uma era e o começo de um reinado extraterreno. Naquele dia, os moradores de um planeta qualquer que ela nunca iria descobrir o nome, tomaram posse de tudo que o olho podia ver e além, a cidade, o estado, o mundo. Naquela madrugada tranquila de junho, onde se aprendia como usar os recursos da gravadora, nossa ternura lhe dispensavam de toda e qualquer desilusão que possa ter tido.

A casa de número quinze estava escura, mas não a ponto dela não poder enxergar o sofá vermelho de Chenille ou a o aparelho de televisão que calara entristecido. Num rápido passar de olhos, Biu relembrou o quanto cada parte daquele lar foi importante em sua vida, lembrou do dia que plantaram a roseira na varanda da frente há mais de cinco anos e da pintura que fizeram na parede no início do ano, da discussão entre ela e Têca por divergirem na cor. Engraçado como as coisas se tornam pequenas diante do fim, diante da morte. A família dela que não aceitava a relação, a prefeitura que cobrava cada vez mais impostos. Ironicamente, tudo que costumava tirar o sono dela não fazia mais qualquer diferença. Os estrondos ocorriam em espaços de tempo cada vez menores enquanto os clarões pareciam mais visíveis, muito mais intensos e mortais. Não tinha nada que ela pudesse fazer, a não ser rezar. Rezar e agradecer por sua amada estar bem longe daquele cenário de guerra, segura e alheia num quarto de hospital. Achava ela, Pensou no seu menino, o menino Erik. Imaginou-o dormindo na sua cama de taipa na fazenda Boa Sorte, sendo embalado pelo canto sinfônico de mil cigarras. Agradeceu mais uma vez, e outra e mais, e quantas foram possíveis até que a luz chegou nela vinda de cima, tão forte como se tivesse visto Deus. O tempo parou naquele momento. Não houve o som ensurdecedor de uma explosão, nem a dor que ela imaginava sentir sob um raio direcional. Não houve nada e o nada pairou naquele lugar, naquela hora e para sempre.

9 comentários em “[EM] Contatos imediatos à meia-noite (Lerysonda)

  1. Anderson Prado
    5 de maio de 2021

    Ambientação: A ambientação é boa no início do conto, mas, ao final, o autor se perdeu.

    Enredo: O enredo é interessante no início e no desenvolvimento, mas o desfecho deixou um pouco a desejar – ficou confuso, pois já não dava mais para saber quem era o narrador nem se o narrador era em primeira ou terceira pessoa.

    Escrita: A escrita é boa, sendo poucos os deslizes cometidos (faltou só um pouquinho de capricho na revisão).

    Considerações gerais: É um conto mediano, mas com evidente potencial para ser bom. A escrita é boa e a proposta de escrever fora do eixo Rio-São Paulo possui méritos. Ainda assim, um erro de narração pôs tudo a perder. No início, parecia um causo; ao meio, já não dava para saber quem era o narrador; no final, o fim do mundo ocorreu e ficamos sem saber quem, afinal, contava o causo (a escolha da primeira pessoa não foi uma boa ideia, tanto que acabou se confundido com a terceira em alguns momentos). Pra mim, a nota é 9,7.

  2. opedropaulo
    5 de maio de 2021

    AMBIENTAÇÃO: O conto conseguiu demarcar bem a diferença entre o lar campesino de Erick e sua viagem ao litoral alagoano. Apesar disso, quando o conto mergulha no tema do desafio, a ambientação ficou parecendo um pouco despropositada, mas comentarei isso mais à frente.

    ENREDO: Sobre o despropósito que indiquei no tópico anterior, quero dizer que a história em si demora muito a começar. Embora se possa argumentar que os primeiros parágrafos quiseram apresentar o lugar, os personagens e o relacionamento entre eles, alongou-se muito na introdução, com todas essas apresentações podendo ter sido mais sutis e orgânicas na narrativa. Aliás, a personagem Biu é a única sobre quem o narrador se debruça mais detidamente, de modo que os outros dois personagens se tornam acessórios na história, sem personalidades que cativem e, portanto, quase parte do cenário. Quando os alienígenas são introduzidos é que o conto parece tomar rumo, mas mesmo assim, a história não engrena, podendo apontar alguns motivos: o início pouco envolvente, a personagem que, ainda sendo a protagonista, também não possui muito aprofundamento e e os elementos da trama sendo trabalhados sem muita inovação. A história fica entregue à dúvida da personagem sobre o que tinha visto e o que faria e, com certeza, há um potencial para um conto bem interessante aí, mas este não foi aproveitado e aprofundado.

    ESCRITA: Com certeza, há bastante competência descritiva aqui, poucos erros notados e um pragmatismo que empresta agilidade à narrativa, embora nem sempre, como mostram os parágrafos longuíssimos em que os detalhes são esmiuçados em demasia. Todo esse potencial poderia ter sido melhor trabalhado enxugando esses parágrafos, cortando o que não precisa ser descrito e dando espaço para as personagens se definirem diante do leitor, ao mesmo tempo em que a paranoia, principal elemento trabalhado pela história, poderia ter sido o fio de condutor de tudo. Isto é apenas uma possibilidade que percebi no texto. Pode ser que a autoria tenha tido outras ideias e planos que eu não apreendi.

    CONSIDERAÇÕES GERAIS: Acho que, além de uma revisão para eliminar eventuais erros, uma reescrita mais profunda eliminaria a gordura do texto e também daria mais chance às possíveis histórias que um fim do mundo incerto poderia suscitar, não só na dúvida perturbadora da personagem, mas também na reação das pessoas que vivem ao seu redor, da própria sociedade, etc… Isto é, trabalhar o potencial da história.

  3. Danilo Heitor
    4 de maio de 2021

    Ambientação: gostei bastante, deu pra sacar tanto a cidade quanto a relação cidade x campo, e a chegada dos ETs foi muito bem descrita.

    Enredo: achei confuso. Começa parecendo um causo, as personagens sendo construídas, a relação entre elas, mas de repente foca em uma personagem só e o resto vira acessório. Além disso, parece que quem tá contando é alguém que ouviu da personagem, mas isso nunca mais é retomado no texto. Acho que também pode ser confuso os motivos dos ETs terem escolhido essa cidade e não outras, porque começar uma conquista por um lugar sem tanta importância geopolítica – se é que é mesmo, porque fiquei na dúvida sobre se era um bairro afastado de uma cidade grande ou uma cidade menor.

    Escrita: tem poucos erros, poucas passagens confusas, flui bem.

    Considerações gerais: é o sexto conto que leio, dos 30, e o que mais gostei até aqui! Mas acho que poderia ter se desenrolado melhor e/ou seguido por um caminho mais coeso.

  4. antoniosbatista
    4 de maio de 2021

    Ambientação= Muito boa, excelentes imagens visuais de cenário e ação.

    Enredo= Apesar de ser um argumento batido, comum; alienígenas invadindo a Terra, gostei da história.

    Escrita= Escrita simples, sem exagero nas descrições e adjetivos. Leitura fluida.

    Considerações Gerais= Notei alguns lapsos na narração, como se o autor(a) ficasse indeciso em dizer uma coisa ou outra. Uma observação: Se um objeto voador for identificado como uma nave alienígena, não se deve dizer que é um OVNI, Objeto Voador Não Identificado. Boa sorte.

  5. Thiago de Castro
    3 de maio de 2021

    Ambientação: Boa, fora do eixo Rio/SP ou cidades internacionais. Já citei isso em outros contos do site, mas gosto quando uma vida simples e cotidiana é assaltada pelo inesperado. Há um misto de surpresa e familiaridade que nos coloca dentro da história.

    Enredo: Ponto baixo do conto, ao meu ver. A apresentação dos personagens no início, o menino vindo do interior com seus pertences, a caixa enigmática, o casal, toda essa movimentação até as aparições estava muito instigante, gostosa de ler, porém o desfecho colocou tudo a perder, trazendo uma mudança brusca e um pouco ilógica, pois o texto tinha uma cara de causo, alguém contando uma história que ouviu de outro alguém, mas o final acaba intimista e solitário. É bonito, mas quebrou a coesão.

    Escrita: Eu gostei, como disse, até a chegada e partida dos aliens. Você tem um estilo bem direto, quase oral, já que a proposta era colocar alguém contanto os estranhos acontecimentos daquela noite. Apesar do problema de coesão, achei o final bem escrito também, captando a morte da personagem e seus pensamentos sem grande exageros.

    Considerações gerais: Olha, tinha tudo para ser um contão! Contudo, o final previsível e as pistas falsas no início (encuquei com a caixa enigmática, achei que seria um portal, uma chave, um tesouro, sei lá) deram uma frustrada nesse leitor. Está bem escrito, os personagens tem presença e a ideia é boa.

    Grande abraço!

  6. Tolbert Dzowo
    3 de maio de 2021

    Ambientação : Boa, ele/a se focou bem na descrição.
    Erendo :Gostei deu para ler ele todo suave.
    Escrita : simples, sem exageros, gostei
    Considerações gerais : Quando, as naves vieram pela primeira vez, sei lá, isso deveria ter sido filmado ela deveria ter saído falando para geral, mas no final entendi o motivo, ela deveria se lamentar e se arrepender de ter se mantido neutra, faltou acção o personagem so ficou vivendo de boa aguentando tudo, fiquei imaginando eu aqui, se os ets tivessem vindo plantar uma bomba que fosse explodir daquia um mês, e ela tivesse que de algum jeito louco desarmar a bomba ou se os ets viessem para levar as pessoas isso de um jeito ilógico acabaria explicando o desaparecimento das pessoas 💔 estou viajando muito, mas gostei foi clara e simples sou faltou acção.

  7. Ana Caroline de Arimathea
    2 de maio de 2021

    Ambientação: Excelente, muito bem descrita

    Enredo : Eu adorei, é um texto muito sensível, consigo me identificar com o local e com as personagens que inclusive estão bem construídas, sinto empatia por elas e isso é fundamental.

    Escrita: Excelente, muito fluida, é uma delicia ler seu texto

    Comentários gerais: Gostei muito do texto, me emocionei com o final e como ela lembra da família. É um conto lindo, parabéns

  8. Ana Lúcia
    1 de maio de 2021

    Ambientação: as coisas foram bem descritas e gostei do fato de que parece que a história acontecer em uma cidade no interior do Brasil, deu um sentimento de nostalgia.
    Enredo: Achei estranho o narrador dizendo que Biu contou a ele sobre o que aconteceu sendo que todos morrem no final. O Erik é descrito como “na flor da puberdade” porém sinto que ele agia muito mais como uma criança.
    Escrita: Não vi muitos problemas. A única coisa que me incomodou mesmo foi essa parte sobre o narrador ter dito ter escutado a história de Biu mas ela morrendo no final sem contar a ninguém.
    Considerações finais: achei bem mais ou menos. Não é a coisa mais animadora, porém não é chato e lento.

  9. Lucas Julião
    1 de maio de 2021

    Ambientação: Ok. Achei as coisas até que bem descritas.
    Enredo: Tem uma falha muito grande. A biu contou para o narrador o que aconteceu mas no final do texto ela morre…Conversa entre defuntos? Porque ela não acordou os outros moradores da casa? O personagem adolescente não se comporta como um, e eu sou professor e sei como essas pestes se comportam. Fora isso tá legal. Gostei da ideia da pessoa comum ver os ets chegando.
    Escrita: Sinto que faltou uma revisão de texto. Algumas partes ficaram meio confusas, um pouco estranhas…Acho que dava para melhorar.
    Considerações gerais: O texto é legal mas não é uma história tão empolgante. Faltou um veneninho, me entende? Aquela coisa que de fato torna tudo impactante e reflexivo. Minha nota é 6,0/10

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Informação

Publicado em 1 de maio de 2021 por em EntreMundos - Fim do Mundo.