EntreContos

Detox Literário.

[EM] A última casa antes do muro (Rainha do Quintal)

— No nosso bloco?

— Não, no do lado.

— Você já falou com eles?

— Eu nunca os vejo.

Os quatro alunos voltaram os olhos novamente para seus livros e ficaram abruptamente em silêncio, quando a porta de entrada se abriu para a sala de estar, que era pequena, mas confortável, em que estudavam. Um jogado no chão, sobre o tapete felpudo bege, apoiava o antebraço direito na mesa de centro retangular, em vidro. Uma esparramada pela poltrona xadrez puída, com os pés no sofá, quase tocava, com o dedão, os cabelos escuros de mais um deles, deitado com um almanaque pesado nas mãos. O quarto estudante quase não era visto, na cadeira, dobrado sobre a escrivaninha de madeira nobre e escura, num canto da sala, ao lado da janela retangular e comprida, de esquadria branca, que a dividia ao meio.

Ela passou por eles e avaliou, sem dizer uma palavra sequer, o que faziam. Seguiu para o escritório da república, que ficava nos fundos da casa minúscula de tijolos a vista. Somente ela usava aquele cômodo, somente ela tinha a chave.

Professora T. é, realmente, um ser rígido. Os alunos não gostam quando ela começa a dar ordens de uma forma tão dura e sequenciada, sem vírgulas, pausas ou emoção. Monocórdica. Sem variações de timbre ou tom. Ela dita ordens como quem dita um texto. Eles também não apreciam quando ela dita textos. Foi um alívio que T. passasse por eles sem evocar nenhuma norma ou tarefa.

Não que não gostassem dela. Ela parecia ter por eles grande cuidado – ao menos, mostrava ter cuidado com seus esforços para a avaliação final. Era para isso que se preparavam noite após noite: a grande prova, que seria feita no câmpus detrás do muro, onde ocupariam um novo lugar, se aprovados. Sentiam o peso do privilégio de estarem ali, em um grupo reduzido, seleto, ao se debruçarem sobre aquela imensidão de conteúdo, numa enorme lista de disciplinas.

T. usava um coque alto e grandes óculos de aros finos. Sempre impecável, vez ou outra esticava o casaqueto de crochê verde claro sobre o corpo firme e austero, quase asceta, como ela toda era.

Ao contrário, Professor F. era flácido, e seu humor era flácido. O riso, sardônico, e ele sempre tinha uma piada leviana – e totalmente inadequada – à boca. Era, obviamente, o preferido daqueles quatro alunos, já que parecia menos inclinado a exigir deles tanto rigor acadêmico. Ao mesmo tempo, como não escapava a alguns dos estudantes, não parecia nutrir afeto por ninguém. Enquanto T. conduzia seu time com controle extremo, F. limitava sua mentoria a uma conexão mínima.

Professor F. não era o responsável por aquela turma que habitava a última casa antes do muro. Ele era o orientador da penúltima casa, em que cinco estudantes, também na faixa dos vinte anos, preparavam-se, com maior ou menor grau de dedicação, para a grande prova.

Era sobre a casa da quadra ao lado que os meninos falavam e, quando Professora T. fechou-se no escritório, retomaram a conversa, num tom de voz notavelmente mais baixo. Os postes de luz da quadra ao lado já não acendiam havia uma semana. E o poste de luz que ficava em frente à casinha no mesmo bloco havia falhado algumas vezes naquela noite.

BF88-21, conforme seu registro acadêmico, chamou LM88-22. Em frente à penúltima casa, também tudo estava completamente apagado agora. Eram as duas únicas casas naquela quadra, rodeadas por quadras com casas semelhantes, mas vazias, à norte, sul e leste, e pelo muro, à oeste.

— Você chegou a ver alguém na casa nos últimos dias?

— Eu, sinceramente, não me lembro… Eu mal saio daqui da república — respondeu LM88-22.

— Ninguém veio trocar a luz deles… — Bê falava sobre a penúltima casa — nem as da quadra ao lado.

— Professor F. não veio? — perguntou DM88-20, ainda sentado à escrivaninha.

— Estou achando tudo muito quieto hoje.

— É sempre tudo muito quieto — disse Éle.

— Será que já foram chamados, Bê? Para a prova? — foi a vez de VM88-21 questionar.

— Pode ser, Vê. É provável. Estamos nos preparando há tanto tempo… Há tanto tempo que nem sei… logo chegará nossa hora.

Bê e Éle não tinham visto nem Professor F. e nem os cinco moradores da casa vizinha. Talvez fosse a grande prova. Talvez logo fosse a vez deles.

A caixa de mantimentos estava à entrada, como habitualmente aparecia, no que eles chamavam de “geração espontânea”. Cada um separou sua cota e ajeitou seus itens num espaço pré-determinado do armário.

— De novo esse suplemento alimentar? — Dê analisava o pó fino e pardo, à semelhança de serragem, tal qual o sabor.

— T. falou que ajuda. Que é bom para os músculos — Vê respondeu.

— Eu gostaria que tivesse vindo aquele cereal crocante. Corte de verbas?

— Redução de gastos.

Estava quase amanhecendo e eles estavam com sono. Tinham sobrevivido a mais uma noite de estudos e o sumiço dos alunos da casa próxima cutucava sua ansiedade. Era um simulado? Era a prova? Tinha chegado a vez deles? “Quando estiverem prontos”, era o que a Senhora T. sempre repetia.

Dormiram como pedras. A noite chegou silenciosa, como era aquele bloco. Eles tomaram suas vitaminas e cozinharam um caldo quente; fazia 18 graus. Enrolaram-se cada um em sua manta e, sem tardar, tomaram cada um seu livro nas mãos, ao ajeitarem-se pela salinha.

Bê levantou-se sem que os demais percebessem. Ouvia um barulho estranho na casa ao lado. Não soube precisar que horas eram. O relógio na sala estava parado e ninguém tinha aparecido para consertá-lo. Vagarosamente deslizante, amparou-se nas beiradas da janela de seu dormitório, de onde podia ver as janelas dos quartos da casa vizinha. Espiou.

Havia pouca iluminação, a luz da lua e nada mais, e Professor F. prensava uma das alunas contra a fachada, onde um arbusto podia encobrir, mais ou menos, a visão da cena grotesca, mas não ocultava os ruídos, os risos e os gemidos. A estudante era tão pequena em comparação a F. que desaparecia entre o corpo largo e a parede de tijolos. Arfante, ele parecia faminto.

Na sala da república, Vê deu-se conta de que Bê não mais estava com eles quando pensou em pedir a ela que emprestasse um de seus muitos lápis coloridos para marcar um texto. A verdade é que aquele livro tinha tantos rabiscos que seria difícil distinguir quais seriam os seus. Encontrou-a numa perplexidade pueril. Ela cobria a boca com uma das mãos e com a outra, apoiava-se na cama, enquanto continuava a assistir à cópula do outro lado, com os olhos arregalados.

— Bê está assustada no quarto, Éle – Vê chamou LM88-22.

Os outros dois chegaram ao cômodo em tempo de testemunhar uma narrativa completamente diferente. Senhora T., parada diante do casal desproporcional, tomou a menina pelo braço e a arrastou para dentro da casa. Bateu a porta e se voltou para F.

— Agora a T. vai ficar puta – disse Vê, assertivo, na segurança do quarto de Bê.

— Tenta escutar alguma coisa… vai lá – Éle empurrou Vê, com um tranco nas costas, contra a janela.

Bê correu para a cozinha.

Agora era T. quem encostava F. contra a parede da casa, mas ele não parecia intimidado. Os três meninos nunca tinham visto T. em exaltação. Era uma movimentação incomum.

— O que você estava pensando?

— Estava me divertindo um pouco. Você sabe como o trabalho pode ser entediante.

— F., reporte-se ao comitê de ética. Faça isso ou eu o farei.

— Porra, T., você é foda… me deixa em paz…

— Você já está até falando como um deles… mas se lembre de que não é! Do papel que você ocupa.

— Comitê de ética o caralho!

— F., vou falar de um jeito que você consiga entender…Você não está autorizado a se divertir com nenhum aluno, meu ou seu… e você não pode comer nenhuma aluna, minha ou sua!

— E por que não?

— Senhor F., o senhor está cansado de saber que temos protocolos e procedimentos aqui. Não é nenhuma novidade. Regras são regras. Posso fechar os olhos desta vez… você sabe que isso me custará minha própria filosofia em relação ao projeto. Desde que você ajuste seu comportamento.

Mas F. não ajustou. Passadas umas noites, ao menos, todos tiveram a impressão — completamente errônea — de que Professor F. havia levado as orientações de Professora T. a sério. Não tinha.

Os quatro estudantes se colocaram ocultos atrás da mesma janela, no escuro, enquanto acompanhavam uma nova discussão do outro lado da rua.

— T., você é um pé no saco, sabia… Você nem queria que o garoto tivesse vindo para cá. Sabia que era desordeiro, sabia que era insubordinado…

— Bem, F., me parece que você acaba de se auto-descrever. O comportamento de cada aluno é algo que não nos compete avaliar, contudo. É uma questão de princípios! E ele estava sob minha responsabilidade! 

— Lá vem você com essa história de princípios de novo… De responsabilidade…

— F., eu não fui clara? Você me conhece há muitos anos. Anos suficientes para saber que não concedo segundas chances!

— Você leva tudo isso muito a sério…

— Nunca mais se aproxime da minha casa! Dos meus alunos!

— Bem, você não é a única a ditar as regras… Você sabe quem me colocou aqui…

T. arrastou F. para dentro da casa ao lado e os jovens da última casa antes do muro não escutaram o resto da conversa. Só um barulho – de algo que se quebrava. Foi um som alto que os desconcertou.

— Teve briga. Ahhhh teve briga — sentenciou Vê.

Nas noites seguintes, ninguém mais viu Professor F.

— Se eu pudesse apostar… eu apostaria que Professora T. tem algo a ver com isso… ela tem patente mais alta — era Éle quem dizia.

— Como você sabe disso? — perguntou Bê.

— Postura… repare nela. E olhe como o novo orientador abaixa a cabeça quando ela passa.

O novo orientador seguia T. enquanto ela apresentava o bloco antes do muro.

— Nesse caso, apesar de ser difícil, estamos em vantagem em relação aos demais… — completou Dê.

— Sim, se eu pudesse apostar… apostaria que tivemos sorte – respondeu Éle.

— Tivemos… Ninguém nunca veio consertar o poste de luz em frente à casa ao lado — era Bê quem observava a rua escura.

Eles estavam preparados havia tempo e, naquela noite, estavam prontos, depois do escrutínio da Professora T. Bê e Dê foram os primeiros a serem convocados. Ela os olhou de cima a baixo, pediu que calçassem os tênis e que levassem suas canetas. Três horas depois, Senhora T. voltou e repetiu as orientações para Éle. Ele fez como os colegas. Colocou seu par  de tênis detonados e pegou suas canetas. Seguiu T., que abriu uma porta rangente no muro, para atravessarem.

Éle chegou a uma sala vazia. Estava ansioso pela prova, e para se encontrar novamente com Bê e Dê. Sentou-se no cômodo de 3×3 onde só havia uma mesa clara e uma cadeira.

Professora T. chegou com um séquito. Eram nove indivíduos, de aparências e idades variadas. Éle não viu papel e ocorreu a ele que, apesar das canetas, a prova poderia ser oral.

Os nove se aproximaram e abriram suas bocas, assim como T., de tal forma que suas mandíbulas se partiram ao meio, e as cabeças derrubadas para trás revelaram fileiras de dentes minúsculos, enquanto se organizavam pelos pedaços de LM88-22.

T. voltou a cabeça para acima do pescoço, limpou com as mãos pequenas gotículas de sangue dos lábios, ajeitou o casaqueto e encontrou o novo orientador da penúltima casa no corredor.

— Como posso calcular a quantidade de cada um deles para cada um de nós?

— Não calculamos por pesagem, mas por partes.

— Oh, interessante… Senhora T., realmente, o que a senhora tem feito pelo projeto… seus resultados trouxeram um alimento de melhor qualidade — elogiou o novo orientador.

— É assim que damos sentido a eles. Enriquecimento ambiental e conforto. Eles precisam de metas, precisam que sua existência adquira sentido, para que o processo de engorda não seja estressante demais. Ao mesmo tempo, é necessário que não disponham de liberdade suficiente para compreender a natureza do confinamento. Deixamos que tenham uma vivência em simulacro à vida que viviam em seus habitats até a metade do tempo, num plantel com as matrizes, depois os dividimos nas unidades de engorda. Eles vivem o mesmo ritmo que nossos relógios biológicos. Mas não são notívagos, creio que saiba disso. Foi um longo processo até conseguirmos uma adaptação bem-sucedida.

— Mesmo assim, se me permite dizer, eles estão cada vez mais raros. Leva muito tempo para chegarem ao nível de aproveitamento. Não poderemos alimentar todas as colônias se não conseguirmos aprimoramento genético que nos permita consumi-los mais cedo.

— Os mais novos são, de fato, uma iguaria, mas o custo de produção é inviável. Com um exemplar M de 20 anos conseguimos, por exemplo, alimentar de nove a 10 de nós. É um resultado estupendo.

— Estupendo!

— Temos uma divisão totalmente voltada à procriação de mais espécimes. Conseguimos recuperar uma grande e saudável safra deles da Terra, antes da última mortandade. É fato, estamos em entressafra. Há que se ter um consumo comedido. Quando o planeta deles se tornou incompatível com a nossa vida, a fusão de nossas espécies se deu incompleta. Nós, no entanto, evoluímos, mas nem por isso deixamos de ter deveres morais com nossos inferiores. Não aceitamos maus-tratos. Dignidade não exclui produtividade, algo que seu antecessor, F., não soube compreender… os nossos deveres morais com eles…

— Seu ativismo a precede, Senhora T. Não sei se é adequado perguntar, Senhor F. foi… redesignado?

— Oh, não, não… o comitê diretor avaliou que ele seria mais útil como recurso proteico aos membros de nível A.

— Senhora T., eu não entendo…

— Eu o comi.

O novo orientador abaixou a cabeça mais uma vez, num misto de admiração e medo. Na última casa antes do muro, Vê lia uma enciclopédia enquanto aguardava a sua chamada para a grande prova.

8 comentários em “[EM] A última casa antes do muro (Rainha do Quintal)

  1. Lucas Julião
    6 de maio de 2021

    Ambientação: Me arrependeria de desistir. Não fazia muito sentido, mas fez! conforme o tempo vai passando as coisas vão ficando claras, isso é interessante.

    Enredo: saudável. Muito bom

    escrita: Acho que algumas coisas poderiam melhorar para deixar as coisas mais fluídas.

    Considerações finais; É um conto bom. Acharia melhor reformulá-lo mas ainda sim é uma ótima história e tem um final perfeito e sem furos (como indicado) mas é uma distopia e não um pós-apocalíptico.

  2. Natália Koren
    6 de maio de 2021

    – Ambientação: A construção de clima me lembrou um pouco o filme “Não me abandone jamais”, com o ambiente escolar aparentemente ordinário que ainda assim vai trazendo aquela sensação de que algo não está certo. A questão da noite no início achei meio confusa, e não tenho certeza se foi tão bem explicada no final, mas para mim foi o suficiente… deixa aquele tantinho pra gente pensar 😉
    – Enredo: Aqui estou com bastante dificuldade de fazer qualquer comentário… A premissa é incrivelmente semelhante com um anime que assisti (em um nível inacreditável, na verdade o enredo é exatamente o mesmo, inclusive o modo de construção da narrativa, com a revelação quando o aluno é chamado, teoricamente, para um lugar melhor). Então eu não consegui achar a ideia criativa, apesar de ser diferente de tudo o que já li. Lá no início eu já tinha a impressão de estar indo para o mesmo lugar do anime, e por isso não fui surpreendida, o que é uma pena. Se eu tivesse lido isso sem esse conhecimento prévio, teria achado genial e muito louco, exatamente o tipo de coisa que eu adoro. Mas infelizmente teve essa questão 😦
    – Escrita: No início estava achando um pouco difícil de acompanhar, principalmente a primeira descrição dos alunos na sala, e então os nomes em código. Mas depois fluiu bem, os diálogos são bem dinâmicos e o fato de passar a chamar os alunos por apelidos ajuda bastante, conduzindo a gente facilmente pelos acontecimentos.
    – Considerações Gerais: Um conto bem feito, mas para mim teve o problema da similaridade de ideia com a outra história, então acabou não me causando nenhum impacto. Digo novamente, é uma pena, porque dá pra perceber que foi escrito e pensado com cuidado.

  3. thiagocastrosouza
    5 de maio de 2021

    Ambientação: Boa e orgânica com o mistério que visa construir. Casas isoladas, luzes apagadas, como uma colônia de férias.

    Enredo: Tem o mistério como mote principal. Há algo suspeito que é percebido pelo ponto de vista dos alunos, o que ajuda na construção do mistério. O desfecho surpreende pelo fator terror, mas acaba sendo muito explicativo na forma como T. revela as intenções do seu grupo, assim como aproveita para citar, rapidamente, o final do mundo. Ainda assim, o final tem um tom macabro e fatalista.

    Escrita: O mérito está na forma como contou a história, inserindo pequenas pílulas de mistério.

    Considerações gerais: Um conto instigante, fora do comum aqui no desafio, pois opta pelo caminho do horror para tratar o fim do mundo.

    Boa sorte no desafio!

  4. Fheluany Nogueira
    5 de maio de 2021

    AMBIENTAÇÃO
    Um confinamento de gado de gado disfarçado de república de estudantes é o cenário, bastante crível, construído através de descrições (muitas) e diálogos. O fim do mundo é apenas sugerido.

    ENREDO –
    Um prólogo meio arrastado e uma reviravolta forte no fechamento. Um conto, no mínimo, interessante de se ler. Uma espécie de João e Maria na casa de chocolate e a bruxa malvada. A ideia da antropofagia, da forma como foi executada, provoca uma série de interpretações e reflexões .

    ESCRITA –
    Gostei muito do estilo e narrativa; a escrita é boa, embora, por vezes, confunda. Em alguns momentos, achei difícil discernir quem estava dizendo o quê ou quem estava onde, fazendo o quê. Talvez, distração desta leitora. Outro ponto são os saltos de momentos em momentos sem uma transição fácil de acompanhar. Revisão bem feita.

    CONSIDERAÇÕES GERAIS:
    É um conto criativo, que trabalhada debilmente o temas proposto e com bom domínio da escrita. Terror sutil e se concentra nas cenas finais, utilizando recursos imagéticos: uma espécie alienígena que, como um animal, faz sua sobrevivência em detrimento dos humanos que restaram da extinção do nosso planeta.

    Parabéns pelo trabalho! Abraço.

  5. Ângelo Rosa de Lima
    4 de maio de 2021

    Ambientação: Nota 10, nos posicionou no mundo perfeitamente, nos dando um insight na mente de cada aluno e dos professores.

    Enredo: Bom no que se propôs, o que não é meu estilo como leitor.

    Escrita: Sem falhas.

    Considerações gerais: Um João e Maria num mundo orwelliano com doses de apocaliptico. Não é totalmente “fim do mundo”.

  6. Ana Lúcia
    3 de maio de 2021

    Ambientação: a história foi bem ambientada. A história tem um clima de suspense e foi muito bem criada.
    Enredo: Bem desenvolvido e estruturado. Não encontrei furos. As questões que os personagens principais levantam ajudam a instigar o leitor e dão um maior sentimento de estranheza.
    Escrita: bastante clara e fluida.
    Considerações finais: um conto muito bom desenvolvido e que não cansa. As regras do mundo são claras e não deixam furos.

  7. Anderson Prado
    2 de maio de 2021

    Ambientação: Inicialmente, eu não estava gostando da ambientação, a qual estava me soando vaga. Ao final, percebi que a ambientação nebulosa objetivava manter o clima da mistério.

    Enredo: O enredo está bem desenvolvido, prestando-se adequadamente ao fim pretendido pelo autor.

    Escrita: A escrita é boa, mas ainda pode amadurecer. O autor ganhará mais e mais prática com o tempo.

    Considerações gerais: O conto não me impressionou, mas, bastante dialogado, acabou mostrando-se palatável. É um nota 9,8.

  8. Kelly Hatanaka
    1 de maio de 2021

    Olá Rainha do Quintal!
    Muito bom e assustador o seu conto! Gostei! Abaixo, meus comentários.

    Ambientação:
    Muito bem feita. A maneira como a casa e a convivência dos personagens é descrita cria uma estranheza e a sensação de algo não-natural. Os nomes dos personagens me fizeram pensar que pudessem ser robôs, ou inteligências artificiais sedo testadas.

    Enredo:
    Os questionamentos dos personagens vão criando uma tensão crescente com relação a prova e a gente vai imaginando o que pode ser. O texto dá algumas dicas que não revelam o que acontece, mas faz imaginar. Os tais postes com luzes queimadas, as casas que vão esvaziando. Achei o final muito bom, bem adequado.

    Escrita:
    Escrita clara, conduz e envolve o leitor. Eu estava cansada, mas não consegui parar de ler. Excelente!

    Considerações gerais:
    É um conto de que gostei muito. Tem um bom início, um desenvolvimento gostoso de ler e um final forte. As coisas são bem explicadas, não há furos lógicos. Muito bom!

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Informação

Publicado em 1 de maio de 2021 por em EntreMundos - Fim do Mundo.