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Detox Literário.

Os amores quietos são eternos – Conto (Leandro Santos)

Vexado, abandonado, exilado, sofrido, abatido, esquálido, demovia seu vendaval indo ao encontro da venta do finado boi à porteira. Ao abri-la, a densidão brava d’dentro do menino desaguou as chuvas mais brabas, invernais e rebeladas em ir à escola. 

Ao que tudo lhe indicava a experiência escolar seria: eclíptica, nebulosa, álgida, tal qual a estação e as lágrimas trasladadas dos seus olhos. Refletia-se no interminável lacrimal corporal cortado pelas pálpebras. Dilacerado, parecia ao matadouro ou partido deste. Desfigurado e restituído, chorava carcaças.

Nunca saiu efetivamente da barra das saias das copas das árvores, nem do refúgio dos colonhões, nem da varanda aonde zunia o sopro dos campos, donde reboavam os berros do curral. Quando o fez não o quisera. 

Sua mãe o incentivava muito para seguir os passos fundamentais, ela fustigava a vara ao ar na simulação do açoite, caso ele teimasse, mais uma vez, em voltar. Dados os incentivos certeiros, não tinha escolha.  

Embarcou emburrado, turrão, com o ar tétrico da face boi, na perua rumo à cidade. O esburacado caminho percorrido findou a imagem da casa, a possibilidade da volta, o conhecido. A indiferença dos outros meninos à sua dor, principalmente a do perueiro, fizeram com que ele diminuísse a birra [ninguém o acudiria]. Impessoal, quase findaram as suas lágrimas verdes, as quais ainda persistiam rorejadas e exiladas, despencadas vez ou outra, acompanhadas de soluços e forçadas pelas bacadas.

Desembarcou próximo ao imenso portão da escola, isento de qualquer alegoria familiar, por isso medonho. Nada o representava, nada conhecia, um nada se sentia. Encarara-o, relembrara da porteira, lamuriou da mesma forma dantes, só substituindo o desconjuro pela saudade. 

Com vieses delicados, calmos, ternos, a divindade da salvação escutara o referido choramingo epônimo, com as digitais das palmas das suas mãos as afogou na face do sofrido, tirando-o da sua inundação. O menino a admirara tão radiante, que seus desagues secaram de vez [feito riacho seco alumiado pelo sol do estio profuso]. Ele riacho, ela sol.  

A menina brilhava tanto que ele se afixou na escola, deixara o sítio, o conhecimento pouco, tudo tão conhecido, para trás. Agora, transpunha através das suas águas um mundo novo, estranho, carinhoso, tudo tão desconhecido, pela frente. 

Ela o garrou pelo braço levando-o à primeira aula. Taciturno no durante [o silêncio é adequação ao contemplo da paisagem] se encantou pela loura menina aprendendo sua primeira lição [lecionada pela professora mais afetuosa que já conhecera]. 

Sentaram-se um ao lado doutro, o menino, boquiaberto, prestava atenção em tudo que os olhos dela tomavam nota. Enquanto todos só tinham uma lousa pra ver: ele duas; Em vez de plana: orbiculares; Em vez de gizes: caixas de lápis de cores com todos os azuis, dependendo do relance todos os verdes também; Em vez de apagadores: pálpebras, as quais ponderavam seu aprendizado; Em vez das vogais: vogava;

Ao toque das horas do sinal escolar, a despedida se dera ao desespero acima do sino: ele berrou ensurdecimentos. Ela novamente usou seu poder de deusa das lições, acalmando-o aos sussurros do amanhã. O garoto a seguiu pelo corredor descascado, pelas árvores ainda não esculpidas com seus nomes de casal, até chegar ao diminuto portão aberto em até logo. Por ela, a assiduidade acompanhava o difuso batimento cardíaco buscando reencontrá-la [revê-la]. 

No dia seguinte, antes da perua buzinar, ele olvidara a porteira, deixara o sítio tergiverso, o choro pelo sorriso, o perueiro com um bom dia, o sendeiro aos assovios. Quando vislumbrara o portão, resplandeceu a face. Seu sol o aguardava.  

Na sala de aula ela tomava nota das primeiras letras, ele rabiscava a carteira com corações com o nome do casal predicado, escrevinhados nos raios. Crente que se declarava entre retas quebradas e curvas tremelicadas, sem o menor significado aparente, só de significantes adentro. Lá o nome dela se eternizava.  

O menino cada vez mais empolgado, cada vez mais escritor, cada vez mais apaixonado, cada vez mais analfabeto. Na primeira prova nem um ‘a’ soube escrever. Os pais foram chamados na averiguação do retardo do filho. Dispuseram os exames, denotaram o reflexo do conhecimento em perfeito estado. Não há avaliação para o sentimento, se o tivesse, constaria o quanto babava perante o solstício. 

A causa era a barda, certamente. Alguma birra disfarçada de penitência ao forço escolar imposto outrora. Nunca tive nem chance de estudar, agora esse peste que tem de tudo não o faz. Merece apanhar e como merece! Sentenciou o pai no melindre da retidão.  

O ralho do cinto se sobressaiu à voz do seu amor coonestado. Coagido, arquitetou plano silente do desamor e, sem querer, da eterna nostalgia. Se houvesse aproximação: emudecia, semicerrava os -lh-s para não admirá-la, tateava de soslaio as paredes e sumia em si. Quando ninguém o via tapava com a ponta do punhalzinho todos os chamarizes homônimos denunciativos do seu primeiro amor. 

Afastara-se dela, sentara distante, estarrecera a abscônsia d’olhar, mirando-o ao quadro negro [idêntico à carcaça ausente de boi]. Nele, encontrou o conforto enegrecido que precisava. 

Não aprendeu mais nada sobre os sentimentos, restando-lhe o alfabeto.

18 comentários em “Os amores quietos são eternos – Conto (Leandro Santos)

  1. Thiago de Castro
    7 de janeiro de 2021

    Leandro, que coisa mais linda! aqui, mais do que o texto anterior, há um enredo mais claro, porém percorrido de maneira original, poética e cotidiana. Há um carinho na escolha das palavras que se faz evidente, nada sobra e tudo brilha.

    Como sempre, bons textos me remetem à outros. Lembrei de “Um cinturão”, do Graciliano, assim como um conto do Mia Couto, “O menino que escrevia versos”.

    Obrigado por compartilhar o conto conosco.

    • Euler d'Eugênia
      8 de janeiro de 2021

      Muitíssimo do obrigado!
      Verei os textos mencionados, grato pelas indicações.

  2. Anderson Prado
    3 de janeiro de 2021

    Olá, Leandro! Parabéns pelo texto! Apesar do afastamento do casal no desfecho, não deixou de ser um bonito retrato do primeiro amor! Você nos trouxe uma prosa musical e poética! Abraço!

    • Euler d'Eugênia
      3 de janeiro de 2021

      Muito obrigado pela leitura.
      Gratíssimo por perceber a musicalidade.
      Abraço!

  3. opedropaulo
    3 de janeiro de 2021

    É um conto de profundidade em vários aspectos. Comentando-o, por via de regra só posso abstrair.

    No que toca os rumos do personagem principal, a história se divide em duas partes, cada qual com um sentido: na primeira, o personagem vai contra a sua vontade; na segunda, vai por conta própria. É interessante que em ambas as partes cada parágrafo possui uma densidade de sentimentos e informações que de um jeito ou de outro constroem a narrativa. Para exemplificar, na primeira metade do conto, ao mesmo tempo em que se demonstra com clareza a completa relutância do personagem ir até a escola, também se avistam sinais de seu contexto familiar e domiciliar, assinalando a sua origem e a importância e expectativas colocadas na sua educação. Além disso, e isto é importante, também chama a atenção do leitor para uma zona de conforto de onde o personagem está sendo tirado. Sendo tirado. Mais adiante, ele a deixará de bom grado, pois, e isto é um tema universal, fácil de se identificar, encontra o seu primeiro amor. A escola não faz mais sentido para ele, não, é ressignificada e suplantada sob o que realmente importa, que é ela. Tudo o que ele conhecia não o conforta ou o segura, pois agora ele conheceu algo melhor.

    Faz sorrir de nostalgia. O final é até certo ponto uma surpresa, pois por vias inesperadas, o rapaz finalmente se encontra com o que lhe traçara a escola, mas a custo daquilo que realmente queria. É uma lição de vida e, sendo um conto sobre algo banal, mas significativo, o final sugestivo coube bem, pois, como é na vida, não nos disse o que vai acontecer, mas deixou claro que, definitivamente, coisas acontecerão.

    Feliz que tenha ficado conosco, Leandro. Mais um bom acréscimo à área OFF.

    • Euler d'Eugênia
      3 de janeiro de 2021

      Muito obrigado pela compreensão e elucidação em pontos. Mais uma vez zeloso e gentil.
      Fico por demais de contente quando se remeteu à clareza do conto (rs!), às partes coligadas, ao aspecto dual e que dele se derivou à convergência do personagem.
      Mais uma vez, agradeço!

  4. Fabio D'Oliveira
    28 de dezembro de 2020

    Eu estava pensando, Leandro-Euler, que muitas vezes não aproveitamos determinada arte por não darmos abertura para ela realmente entrar. Eu costumo evitar textos difíceis por serem cansativos para mim. Dessa vez, diferente do período do desafio, permiti-me mais. A falta de pressão ajudou, claro, hahaha.

    Você claramente está desenvolvendo um estilo próprio, algo de personalidade forte, diferente de muitos escritores-camaleões, que se moldam ao gênero-tema que estão escrevendo. Mais uma vez, foi difícil acompanhar a narrativa, que demanda uma leitura mais vagarosa, porém, esse enredo é mais simples, o que facilitou meu entendimento. As metáforas embelezam e são certeiras. Há certa poesia no texto. Consegui me aprofundar: a primeira leitura foi trabalho; a segunda foi prazer.

    Eu gosto de textos sensivelmente humanos. O início lento, que mostra toda a agonia do menino em deixar seu porto seguro, tudo que ele conhecia, para se aventurar no desconhecido, é essencial para entendermos o que ele sente. E acho coerente a agilização quando ele se apaixona platonicamente. Eu entendo assim: vazio é lentidão, morosidade; paixão é movimento, é fogo que alimenta a alma. Identifiquei-me com a passividade do personagem, inclusive. Em minha infância, eu era assim, submisso aos outros, não tinha coragem de falar ou expressar o que sentia, era fechado em mim. Tinha vários amores platônicos, hehe. Apanhava adoidado do meu pai. Então eu entendo essa resignação. E senti que ele se focou no conhecimento por ser algo que sobrou pra ele. Uma distração, talvez. Fiz algo parecido, mas ao invés de ser com estudo, foi com os videogames e livros.

    Você é deveras humano, Leandro-Euler, na forma de se expressar, pelo menos, hahaha.

    Admito que estranhei algumas escolhas estéticas e tive mais dificuldades de entendê-las, como o lance do “-lh-s”, mas isso é pura ignorância minha. Você é um escritor capaz e com um estilo próprio, mas por ser difícil, pode acabar tendo dificuldade de aceitação em algumas áreas. Acho que vivemos um tempo onde a comunicação ágil e dinâmica é mais valorizada, exatamente por ser mais fácil, pois vivemos acelerados no cotidiano. Não sei… Sei apenas que terá uma boa base se continuar publicando, pois escreve muito bem, mas que pode ser um caminho árduo até lá. Talvez tenha sorte e pule isso. Quem sabe, né, vejo que procuramos padrões em tudo, mas o caos sempre dá um jeito de bagunçar as coisas e tirar algumas coisas da curva habitual.

    • Euler d'Eugênia
      28 de dezembro de 2020

      Que comentário tocante! Eu tive tudo na minha vida de maneira bem monótona, passei a vida olhando os outros, por isso me interesso por literatura, é aonde posso escrever uma vida diferente e até complexa, já que a minha é tão, tão, comum. Posso ser outro e fico contente que, de certo modo, fui você nessa história. Grato pelo relato.
      Concordo com os pontos de destaque, ainda mais quando levantou as minhas dificuldades aparentes. Realmente, a minha comunicação ‘exige’ certa lentidão e é contrária à agilidade de hoje. Entendo que devo ter tranquilidade nesse processo de revelação do que escrevo e do que espero.
      Muito obrigado!

      • Fabio D'Oliveira
        28 de dezembro de 2020

        Ah, eu te entendo completamente…

        Minha vida é bem ordinária agora, mas tive uma fase de rebeldia, que foi o oposto da minha infância (acho que foi uma revolta explosiva, daquelas internas, onde a briga é mais conosco do que com o mundo). A regra era bebida, droga e vadiagem. Hoje em dia, sinto-me envolto num véu monótono, trabalho e casa, casa e trabalho, entonces, estou num impasse: não sei o que fazer. Sinto-me agoniado, porém, aliviado pela estabilidade. Uma coisa é certa, não sei se concorda, mas a paz me parece mais atraente, principalmente depois de tudo que vivi.

        Enfim, esqueci de falar uma coisa, tenho esse defeito, falo demais: eu adoro seus títulos. O outro título é maravilhoso, mas esse é especial, pois resume em essência o que o amor platônico é e, consequentemente, o que seu texto representa. Ainda tenho em mente minhas paixões platônicas e não esqueço de forma alguma. Muito certeiro e poético, duas coisas que admiro.

      • Euler d'Eugênia
        28 de dezembro de 2020

        Nunca tive nenhuma fase incomum, sempre monolítica, rs! Acho que até infelizmente, rs!
        Também o entendo, a estabilidade apraz. Eu fiz algumas adaptações na minha vida para sair do trabalho, tenho diminuído os horários (regrei meus hábitos, consumo menos também), consequentemente a responsabilidade e o financeiro foi junto, mas não importa, devido o alívio. Tenho investido esse tempo ‘de sobra’ nos meus escritos. Tem sido um alento, tem me ajudado bastante.
        Eu penso bastante em determinados títulos, do modo que você expôs, foi exatamente o modo que pensei, cês tem poderes psíquicos, rs!
        Ah, não é defeito algum falar ‘demais’, pra mim é qualidade.
        Mais uma vez, obrigado!

  5. Luciana Merley
    28 de dezembro de 2020

    Ah! A infância e o mundo que vira do avesso num só dia.
    E dessa, como da outra…eu entendi seu conto direitinho (hahaha) (Acho).

    Os dois sentimentos que marcaram-me com mais força:
    1 – o amor nas várias versões pelos olhos da criança.
    2 – o trato que os pais dedicavam (ou ainda dedicam) aos filhos. A vara ao invés do diálogo, mas que costumava funcionar muito mais para o caráter futuro dos filhos do que muitos dos diálogos igualitários de hoje em dia (e não estou defendendo vara ao invés de diálogo).

    Você não estava a dificultar nossa vida. A linguagem meticulosa, escolhida a dedo, preferidora dos últimos sinônimos, parece ser mesmo seu ESTILO. E que bom porque estilo é coisa difícil de se alcançar na escrita. Eu não me importo, gosto por demais da linguagem rebuscada. Não acho que literatura é lugar de confirmar meu pouco vocabulário, mas de aprender mais.
    A primeira frase é engasgada assim como no outro texto. Tive que reler umas 3 x. O boi é real na vivência do menino e é instrumento metafórico. Boi teimoso, que dá trabalho no embarque (quem já viu caminhão encostado no embarcador, sabe bem.) Os termos embarque e desembarque são próprios das situações humanas e bovinas, mas, tratando-se do ambiente escolhido pelo autor, posso afirmar que foram escolhidas para gerar essa ambiguidade.
    O final é triste e encantador.

    Congratulações, caro autor. Que bom que permaneceu por aqui. Parabéns especialmente por decidir moldar o trato, e assim, arreganhar porteiras em direção ao relacionamento no EC.

    • Euler d'Eugênia
      28 de dezembro de 2020

      Entendeu de maneira exata mais um vez, rs!
      Sim, fazem parte do meu estilo.
      O vocabulário é um mero detalhe.
      Parece que não sei convidar o leitor ao texto, as frases iniciais tem essa pegada ‘complexa’ mesmo. Hoje percebo que todos os meus textos são ‘complexos’ e parei de exigir compreensão e foco o entendimento nas reações que causo.
      Fico lisonjeado que tenha notado a ‘face boi’ do texto.
      Acredito que tenhamos vivências parecidas, por isso me entende [e acho que é recíproco, agora, rs!]. Mais uma vez, muito obrigado!

  6. Bruno de Paula
    28 de dezembro de 2020

    E aê, Leandro.

    Realmente, dessa vez deu pra entender a história direitinho. Mais que isso, é um enredo fácil de se conectar. Com menor intensidade, acho que quase todos passam por isso. E eu tive que consultar o dicionários poucas vezes até, rs.

    Não vou discutir questões estéticas porque essas lhe são muito peculiares e eu as respeito, ainda que não as entenda. Os colchetes ao invés de parênteses – que continuam aparecendo em excesso – o uso por vezes (aparentemente) desnecessário dos dois pontos, as letras maiúsculas após o uso de ponto e vírgula… Nada disso faz muito sentido para mim e não posso dizer que não tornam a leitura um pouco mais difícil, mas também não posso dizer que me atrapalharam no entendimento do conto. Fiquemos no 0x0, rs.

    Só nesse trecho ” Por ela, a assiduidade acompanhava o difuso batimento cardíaco buscando reencontrá-la [revê-la]”, que achei realmente muito esquisito o revê-la após o reencontrá-la, que são basicamente sinônimos. Mas tenho certeza que você tem uma justificativa elaborada para diferenciar as palavras, haha.

    Então me atendo ao conteúdo: gostei! 😀

    O começo é meio lento, mas serve bem ao propósito de ambientar o leitor na realidade do personagem. E é curioso como você descreve o lugar mais através dos sentimentos dele do que com descrições físicas. Um ponto alto pra mim.

    Mas o conto brilha mesmo após a paixonite. E aqui é muito curioso como o garoto enxerga de formas diferentes os caminhos de ida e de volta, inclusive com o portão imenso ficando diminuto.

    Apesar de dizer que não faria observações estéticas, tenho que dizer que gostei bastante do “-lh-s” representando o semicerrar do olhar. Essa escolha fez sentido pra mim, rs.

    O final, talvez alguns o digam anticlimático, mas eu gostei. Pareceu realista e representa uma segunda ruptura da relação do personagem com a escola que é basicamente sua relação com o mundo exterior. A última frase é muito boa. E a ideia de seguir narrando mais através dos sentimentos do personagem do que pelos olhos do narrados permeia o conto inteiro. Legal isso.

    Enfim, apreendendo tudo ou não, foi uma boa leitura. Não arrebatadora, mas faz sentido quando você diz que é algo de parte maior. Esse é um recorte bastante bem feito.

    Parabéns. E não me agrida, por favor. Eu juro que sou legal, rs.

    Abraço!

    • Euler d'Eugênia
      28 de dezembro de 2020

      “Não me agrida” foi sensacional, kkkkkkkkk.
      Os parênteses, não tem a especificidade do colchete, o qual uso em transições verbais, usos filosóficos e até matemáticos. Todos específicos demais e insustentáveis, se fosse o parênteses.
      Os dois pontos são enumerativos, por isso o uso constante. Consoante com o ‘excesso’ de palavras que uso, seguem enumerando-se, casando-se.
      O ponto e vírgula, é uma pausa (menor que o ponto final, maior que a vírgula), às vezes quero deixá-la um teco mais longa, por isso o uso da maiúscula (pois associo mais ao ponto final). Noutras vezes, não uso. Pois quero maior agilidade (associo à vírgula). Assim vou mediando a intensidade conforme comparo com a vírgula e o ponto final, em intermédio da letra maiúscula.
      O ‘reencontrar’ é sonoro (coligado ao som do coração), o ‘rever’ é visual, por isso que são distintos. É quando o som encontra a imagem, por isso foi usado. E são confluídos com a construção do olhar no texto, por isso eu brinco com as letras do ‘olho’ (já que se tornou totalmente visual e sonoro. Bem, ao menos, na minha cabeça, rs!).
      Evito as descrições físicas, não gosto muito delas, elas são as mais impróprias do nosso ser. Pois são herdadas, rs!
      Muito obrigado pelas suas impressões!

  7. angst447
    28 de dezembro de 2020

    Ainda acho que o autor é um senhor com certa vivência, mas, de repente, não.
    Bonita e triste história de amor. Os primeiros amores tendem a ser marcantes, mesmo que não passem de sentimentos platônicos. A inocência sem a lapidação de realidade.
    Texto escrito com personalidade, mas compreensível. Quem não entenderia o descaso pelas letras quando se tem borboletas transpassando o coração?
    Gostei muito da frase final, deu um belo desfecho. Claro que o menino irá aprender mais sobre sentimentos, mas talvez divida a paixão entre os livros e os namoros.
    Muito bom!
    Observação: já imaginou se o seu protagonista se apaixonasse pela menina do conto da Gisele Bohn?

    • Euler d'Eugênia
      28 de dezembro de 2020

      Acho-me um senhor com certa vivência, sim! Ao menos minha rotina não é muito diferente, rs!
      Ah, borboletas S2!
      Crossover sugestivo (e aí Giselle o quê acha?), confesso que tenho hiperidrose nas mãos, principalmente quando se trata de revelar sentimentos, rs;
      Muito obrigado pela leitura!

  8. antoniosbatista
    28 de dezembro de 2020

    Escolher o conhecimento em lugar dos sentimentos. Não acho que seja conclusivo para o menino, o amor só é adiado, a vida segue e outros amores virão.

    Pois é, desta vez deu pra entender a trama do conto. Muito bom.

    • Euler d'Eugênia
      28 de dezembro de 2020

      Muito obrigado pela leitura, senhor Antônio.
      Não foi conclusivo a ele, meio que naquele período foi o que sobrou, não propriamente uma escolha [creio, rs].
      Viu, só. Esse é mais claro [rs!]. O outro tinha muitas camadas, assim, deve ter ficado ‘complexo demais’.
      Sim, o amor é só adiado!

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Informação

Publicado às 28 de dezembro de 2020 por em Contos Off-Desafio e marcado .