EntreContos

Detox Literário.

O que alguém guarda de si (Endy Ele)

– Porcaria! – Foi o que ele disse, não tendo força para se levantar. E sentia uma leve dor na região do peito cada vez que os pulmões se enchiam. Parecia que acabaria vomitando uma gosma de sangue. Seria como abortar a si mesmo por aquilo que pulsava fora do normal.  Mas aos poucos respirava devagar até se recordar do quanto havia bebido no dia anterior e a que horas da madrugada havia desmaiado no chão da sala. 

– E se eu morresse hoje? – Questionava-se o morto-vivo a mirar a parede azul. – Se eu morresse hoje, de alguma maneira encontraria a mulher que desfaz as minhas tristezas com o nosso tênue laço de alegria. A mulher de cabelo castanho, macio e desarrumado. Ela é a minha rua sem saída. Oh, mulher! Se eu morresse hoje estaria contigo para sempre, como uma estrela desfigurada pela paixão que brotou para consumi-la ainda mais.

Desmaiou outra vez. Possivelmente o álcool o tornava mais ridículo. 

– Porcaria! – Tornou a acordar. Mirou o olhar para a garrafa de uísque vazia. – A gente era como os lobos que foram os nossos pais, agora somos os humanos que nos ensinaram a ser. 

Que pensamentos eram aqueles? Por que vinham daquele jeito? 

– Sonho maldito! – Concluiu, e dormiu mais uma vez. O mormaço do quarto traduzia o calor da cidade. Era trinta de dezembro de dois mil e nove. Todo aquele calor justificava os pés de tomate terem murchado no jarro ao pé da porta. Mas antes, o jovem ressacado lembrara-se de aguar as plantas. Inclusive andara satisfeito por haver lembrado. Era um bem alcançado depois de dias sem prestar atenção ao jarro e, ao mesmo tempo, um lamento. Mas o calor também era um vilão. Se ele não sonhasse tanto poderia confirmar isso. 

Ele a procura. Ela é o seu tesouro escondido. Ainda que se iguale a vestígios pós-traumáticos, há alguma possibilidade de sentir a brevidade do maior sentimento que poderia se desenvolver. 

Lá está ela. Grotescamente exuberante! Mulher das torrentes de uma voz inigualável. É da fortaleza dela que diminui a desgraça dele, mas ele não entende isso e simplesmente vaga na impossibilidade de superar o fato da liberdade que Babilina jamais, por nenhuma hipótese pretende que se termine. Porque ela é dona de si mesma, a sua voz é a voz de muitas outras que são ela, e que multiplica quem o seu nome carrega. Portanto, ninguém poderia entender a ronda do devaneio a desabrochar espinhos dentro do pensamento dele a não ser que ele entendesse isso e mergulhasse no avesso do que a história dos homens lhe pregaram. Uma cruz valeria bem mais que tal forma de debruçar o olhar sobre o corpo da mulher, e muito mais que subestimar o pensamento delas. 

– Vamos passar a noite, o resto da noite juntos? O que acha? 

Babilina olha-o por um instante. 

– Sim, claro que sim… – Sussurra a resposta no meio da sala do cinema. 

Babilina é a expressão do artista que dá vida à beleza. Ela é o filme que em nada possibilita a atuação de alguém. Quem quer que esteja em participação com a sua vida, tem que apenas viver as circunstâncias, aceitar os equívocos, as possibilidades de qualquer outro momento que não seja projetado ou programado, ela não gosta de programas.

Ele percebia as agonias dela. Ele tinha acabado de suportar as dele. E eles se deram bem, logo de cara. Antes de prosseguir com o dia a dia que os levaram a se conhecer cada vez mais, é preciso mencionar o encontro: cena de “olhos nos ói” – como dissera o avô dele, contando-lhe um caso. – Foi quando ele a convidou para dançar, ou talvez ela tivesse sugerido isso, brevemente, no instante em que os olhares eram um só. Mais inédito que isso foi a dança ter unido os seus corpos depois que a música tocou. Parecia que o DJ sabia a música certa para o casal se embelezar. Uma, duas, três músicas. Ele tentou beijá-la. Naquela altura não trocaram muitas palavras, mas ele ouviu o seu nome. Combinava com uma frase que leu no caminho até aquele lugar. Ele tentou beijá-la. Ela preferiu que fosse melhor não. Ele se conteve. Ela só queria dançar, ou somente o seu juízo estava contra o seu corpo e a sua vontade, segundo o pensamento dele. Era como uma imaginação um encontro como aquele ter acontecido. O universo carecia daquela energia que brotava do casal.  Porque as pessoas passam muito tempo perdidas ou perdendo-se. Depois daquela noite o encontro continuou a acontecer. Eles iam a lugares e eram bons companheiros, foi então que um descobria as agonias do outro; distantes, ela era apenas a lua que mudava, e ele era apenas o sol que as nuvens não deixavam aparecer. Durante a noite ele tentava fazer com que ela se iluminasse. Porém, era juntos que se alegravam em eclipse total, fosse de dia, fosse de noite. 

Ele evita certos assuntos para não mexer em feridas mal curadas. É como aceitar um castigo sem merecê-lo para que sirva de bom aprendizado. Se ele mexe em certas feridas, despreza a si mesmo, fica a mercê do que os outros aprendem e praticam com as experiências. Conscientes ou não de ensinarem um bom caminho. Ele os respeita, respeita cada indivíduo em suas escolhas e manias. Respeita as formas e as massas disformes, podendo enxergar aquilo que ainda resta na vida, nesta passagem triunfal. 

Sóbrio, ele se sente um lixo. Bêbado, ele se sente um deus. 

Tem sido ridículo ao se despir, ao deixar exposta sua alma. Antes fosse o corpo apenas, mas a alma?! É por muita ingenuidade.

– Se não somos e se você não quiser somar comigo, a gente não vai multiplicar. – Disse ele.

– Multiplicar? Você realmente acha que não multiplicamos a cada momento juntos? Multiplicar requer estar sob uma relação a qual eu me respeito em não me permitir? Pois eu lhe ofereço um pensamento mais seguro dentre o seu impermeável horizonte. Até porque nenhuma alma merece as punições que o corpo se submete.

– Tenho me desviado de mim. Confesso, meu abismo é essa falta de ser forte com o que sinto, e muito mais com o que sinto por alguém que precisa mais de si mesmo que de mim. Mas como eu mesmo farei para precisar mais de mim que a retribuição de outra pessoa ao que sinto?

– Não há caminho para isso. Há uma verdade, ainda que as verdades sejam momentâneas; você precisa, talvez, descobrir esse momento.

– Você me ajudaria?

– Essas descobertas só têm sentido se forem com quem as busca, talvez com algum auxílio, do qual não poderia eu ajudar você.

– E por que estamos juntos afinal?

– Porque não precisamos estar. 

– Como não?

– Você precisa disso. Eu pensei que poderíamos deixar que o fluxo natural da vida nos unisse e fortalecesse essa união. Mas você não precisa de mim, você precisa, na realidade, de si mesmo. 

Ele suporta a si mesmo quando é para destruir o que lhe faz mal. Por isso bebe demais no momento em que deveria morrer. Para ele é a melhor escolha, pois conhece a todos os seus abismos. Ao menos é o que acredita. Quem sabe se tivesse aceitado o que Babilina dissera, pudesse afirmar com veemência sobre ser uma pessoa aberta. Mas algo contradiz o que ele é para ele próprio. Ainda há tempo para saber? Quem saberia responder a tal pergunta senão as atitudes para quem a pergunta está devidamente direcionada? A que fim? Ele também é livre para se livrar de qualquer pergunta e escolher a sua máxima direção e tentar resolver possíveis desacordos consigo mesmo. 

Mais uma vez tenta abortar pela garganta e pelo pensamento as imagens que confeccionaram o imaginário de ser homem ao lado de Isabela. Se me permitissem a quantidade de páginas que tem todos os livros sagrados juntos, reunidos ou misturados, ainda seria pouca para mencionar a imensurável Isabela. Seu inescrupuloso habitat natural a fizera magnificamente ISABELA. A beleza, pelo que se pode notar na conformidade de seu nome, estava intrínseca a ela. A Isa mais que Bela, A Bela mais que Isa, a cem por cento de mil de outras cem demandas que ela mesma soube permitir-se mulher.   

Ele inventou de sair a beber o Rio Capibaribe inteiro, mas de álcool, por Isabela. Acabou onde? Num lugar de dança em desmedida fração de tempo. Lá estava Babilina. 

Babilina ainda é uma de suas paixões pela loucura. É o giro de uma moeda que vai ao chão por descuido.

19 comentários em “O que alguém guarda de si (Endy Ele)

  1. Fernanda Caleffi Barbetta
    26 de novembro de 2020

    Resumo
    Homem viciado em álcool nutre um amor por duas mulheres e mantém-se sempre alcoolizado pois assim sente-se um deus.

    Comentário
    O seu conto possui passagens bem escritas, interessantes como: “Ele evita certos assuntos para não mexer em feridas mal curadas. É como aceitar um castigo sem merecê-lo para que sirva de bom aprendizado” mas possui muitos trechos confusos. Por exemplo: “Uma cruz valeria bem mais que tal forma de debruçar o olhar sobre o corpo da mulher, e muito mais que subestimar o pensamento delas.”
    Não sei se compreendi o conto na totalidade. O protagonista estava sempre bêbado? Ficou estranha e abrupta a passagem dele no quarto sonhando para o cinema. Era ainda um sonho? Desculpe se não fui capaz de compreender.
    “Mirou o olhar para a garrafa de uísque vazia” – apenas mirou a garrafa ficaria melhor
    Gostei da analogia ao sol e à lua, ao eclipse. Uma boa ideia.
    Repetição de palavras e alguns pronomes podem ser eliminados para dar mais fluidez ao texto.
    O tema não foi propriamente tratado em seu conto. Existe o problema com a bebida, mas não percebi a representação da loucura em si.

  2. Fheluany Nogueira
    26 de novembro de 2020

    Alcoolizado, o protagonista expõe a sua dor pela perda da amada.

    Divagações, lembranças, fluxo de consciência, autotortura e reflexões, mas não um enredo, uma trama. Uma imersão no luto, mas pouca loucura.

    O texto lembrou-me o byronismo, com o estilo de vida boêmio, voltado para vícios, caracterizado pelo pessimismo, pela angústia.

    Os diálogos meio artificiais, algumas repetições travaram a leitura, mas não o prejudicaram. Parabéns pelas frases de efeito e pela forma como figurou o amor com tanta ênfase.

    Sorte no desafio! Abraço.

  3. Ana Maria Monteiro
    25 de novembro de 2020

    Olá, Autor.

    Resumo: Um homem dedica-se ao esquecimento através do álcool, depois de perder a mulher que ama, encontra outra, tem com ela uma relação próxima e distante. Todo o texto é uma ode ao amor perdido.

    Comentário: Mais um não conto, este repleto de poesia e beleza. Tem frases carregadas de beleza e a leitura é muito agradável.

    Merece uma revisão mais apurada, embora não tenha grandes problemas a esse nível, apenas pequenas coisinhas.

    Deixa algumas reflexões bem profundas, expressas nos diálogos e também nos devaneios em que o protagonista se interroga quanto à própria essência do seu ser, quem é, o que é por escolha, o que escolhe, o que pode não escolher, está muito bom a esse nível. Infelizmente, foge muito ao tema, embora não vá sofrer grande penalização por esse motivo.

    É um belo texto.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  4. jeff. (@JeeffLemos)
    23 de novembro de 2020

    Resumo: um homem que reflete sobre decepções da vida sob o efeito do álcool, que passou a fazer parte da sua vida.

    Olá, caro autor.

    Não sei, seu conto me causou uma sensação muito estranha. Eu entendi do que se tratava, mas achei muito confuso. Muito mesmo, em alguns momentos a história parece se perder, nos diálogos que parecem longos, ou muito “robôticos”. Pareciam muito iguais, no fim das contas. Parece que não teve muita nuance, ficou no mesmo ritmo com o pensamento desse personagem e a loucura mesmo eu não vi. A ressaca, o sofrimento, todo o processo de “luto”, mas não loucura. No geral, sua história não me agradou muito, seja pela maneira confusa que foi narrada, ou pela história em si que deixou a desejar no que diz respeito ao tema.
    De qualquer forma, parabéns pelo texto e boa sorte!

  5. opedropaulo
    21 de novembro de 2020

    RESUMO: Um indivíduo afoga as suas frustrações na bebida enquanto idealiza uma mulher que não concordou estar com ele.
    COMENTÁRIO: O conto se dedica a expor o sofrimento do personagem, não muito bem equilibrado entre expor a dor que sente, sua entrega à bebida e a melancolia quando se lembra da amada. Ao escrever o resumo, vi-me concordando com Bibi quando comparou o texto aos românticos oitocentistas. É como se o personagem abraçasse qualquer sofrimento que viesse: primeiro o do amor idealizado e não correspondido, depois o álcool. Não gostei da maneira como o conto foi escrito, os primeiros parágrafos não esclarecem sobre o que exatamente estamos lendo e, embora fique mais perceptível depois, o estilo narrativo deixa correr o processo caótico do pensamento livre, com trechos confusos no sentido e na maneira como foram redigidos, o que torna a leitura trôpega. Quanto ao tema, tento manter esse critério aberto, mas aqui há uma insinuação mais do que uma abordagem direta, o que acaba por enfraquecer o texto dentro do certame.

  6. Jorge Santos
    21 de novembro de 2020

    Olá.
    Resumo: homem com dependência do álcool sonha com Babilina, a mulher dos seus sonhos.
    É um conto confuso, que lembra a prosa de Bukowski pelo tom negro, mas com a simples diferença de que Bukowski não ser confuso. Percebi o dilema do personagem, tão comum a quem se refugia na bebida para escapar a uma realidade crua. Neste aspecto, o conto conseguiu cumprir o objectivo, mas senti-me algo perdido.

  7. Elisa Ribeiro
    17 de novembro de 2020

    Digressões, memórias e reflexões acerca do amor/desilusões amorosas de um homem bêbado/alcóolatra (?).
    Ao longo do texto acompanhamos, pela voz do narrador, as reflexões misturadas às memórias de um homem de ressaca. Após um encontro com certa Isabela ele reflete sobre outra, Babilina.
    O primeiro ponto é que ressaca não é exatamente loucura, talvez uma forma de loucura provisória, os que já experimentamos sabemos. Nesse sentido, seu conto está ok, ao, digamos, tangenciar o alvo do desafio. Arrisco dizer que foi a estratégia encontrada pelo autor para enfrentar o tema: descreveu o que é provavelmente o tipo de loucura que ele já experimentou nas vísceras.
    A linguagem me pareceu por vezes afetadamente tortuosa na intenção de representar o pensamento do personagem. Mas, a despeito da dificuldade imposta para o leitor, pareceu-me, digamos, verdadeira em expressar os conflitos do autor. A chave para tal percepção iluminou-se para mim ao encontrar o trecho: “Mas algo contradiz o que ele é para ele próprio”; após ler isso me reconciliei com o texto, em consideração ao que julguei autenticidade do autor.
    Há problemas de revisão e um estranho uso dos pronomes relativos, notadamente em algumas falas de Babilina. Ok, pode ser o dialeto da garota, já conheci gente que falava assim, mas de qualquer forma fica registrado o ponto de atenção.
    O que não gostei: o esforço que a compreensão das frases circulares e repletas de duplas negativas me exigiu sabendo que tenho mais 30 textos pela frente. Você, autor, me deve isso.
    O que gostei: de encontrar o que chamei de verdade do texto, desvendar o autor por trás do texto, se é que não estou enganada.
    Parabéns pelo trabalho.
    Desejo sorte no desafio. Um abraço.

  8. Leda Spenassatto
    16 de novembro de 2020

    Resumo:
    As frustrações de um grande amor afogadas pelo álcool.

    Comentário:
    Tendo como pano fundo o álcolismo, seu conto e bem retratado e justificado pela dor do protagonista.
    Quanta loucura cabe na alma de um ser com pouco controle das suas vontades.

    Adorei o final do seu texto, ficou maravilhoso . Gosto muito de contos com finais abertos, que deixam por conta do leitor questionamentos ao seu entendimento.

    Sucessos!

  9. Anna
    12 de novembro de 2020

    Resumo : Homem se torna alcoólatra por ter perdido um grande amor e passa seus dias entre a bebida,memórias e delírios.
    Comentário : O conto é triste e belo ao mesmo tempo. Percebi a beleza da saudade e tristeza do protagonista, me fez refletir sobre minhas próprias tristezas e saudades. Quanta loucura pode produzir uma expectativa quebrada, um amor desfeito.

  10. Bianca Cidreira Cammarota
    12 de novembro de 2020

    As reflexões sobre o amor perdido de um homem que se entregou para a bebida .

    O conto é prosa poética, lembrando bem os românticos do século XIX. A linguagem é bonita, possui metáforas lindas e conceitos filosóficos sobre a relação entre duas pessoas.

    O enredo, na minha opinião, é a própria premissa pensada e repensada em tons líricos. É bonito. É um texto difícil de se ler em virtude de, apesar de passear em fato e sentimento que a humanidade padece (a perda do amor), ele se eleva a tons não comuns ao dia a dia.

    Acredito que a melhor forma de apreciar esse conto é encará-lo como poesia e assim lê-lo, com o coração preparado para tal.

    Parabéns pelo conto-poesia. Despir a alma para os outros é algo difícil e para poucos.

  11. Lara
    11 de novembro de 2020

    Resumo : Homem se entrega a bebedeira e devaneios ao perder sua amada.
    Comentário : Conto belamente escrito, com traços poéticos. Gostei de ler sobre o sofrimento do homem e me pareceu que ele se apega a esse sofrimento porque é tudo que sobrou de sua amada.

  12. Giselle F. Bohn
    11 de novembro de 2020

    Homem amargurado com o amor faz considerações.
    O texto é interessante e bem escrito. O destaque do texto é o parágrafo que descreve a dança dos personagens – cheio de lirismo. Parabéns por isso!
    No entanto – sempre tem um “mas”, então mudei um pouco! -, o conto não me pareceu muito fiel ao tema “loucura”; novamente vemos aqui a sobreposição de alcoolismo e loucura. Não sai totalmente, mas não me parece muito natural.
    Também me incomodou um pouco a repetição de termos como “si mesmo”, consigo mesmo”, “ele próprio” e todas suas variantes.
    Há algumas falhas técnicas, em especial no uso dos pronomes relativos; nada, porém, que comprometa o prazer da leitura.
    Os diálogos me soaram um pouco forçados, e o conto de um modo geral pareceu estender-se desnecessariamente em alguns momentos, mas muito provavelmente isso se deve mais a uma falha minha como leitora do que sua como autor ou autora. Eu tenho uma quedinha por textos enxutos e por diálogos que me tragam algum tipo de identificação, logo, esse estranhamento vem de uma limitação minha, não sua.
    De um modo geral é um bom conto, bem feito e com certeza conseguirá uma boa nota. Parabéns e boa sorte!

  13. Dan
    10 de novembro de 2020

    Ao lê-lo permite-nos cambalear no limiar entre a loucura e a quase total compreensão da existência; entre si mesmo e o outro. Parece dizer-nos que amar é embriagar-se de passados.

  14. Angelo Rodrigues
    10 de novembro de 2020

    Resumo:
    Homem experimenta a perda do seu amor, e tece considerações acerca.
    Comentário:
    O texto apresenta uma narrativa fluida, sem muita preocupação de chegar diretamente ao leitor. Há trechos bonitos, embora me tenha parecido um pouco desconectados – talvez pela bebida, talvez pela loucura, não sei – do leitor, como se o próprio protagonista não se preocupasse com aquele que o deve compreender, mas, sim, em expor seus sentimentos de maneira, às vezes, pouco consciente.
    Não é um conto fácil de ler, não que não apresente fluência narrativa, mas pela “soltura” da construção, como um fluxo de consciência.
    Boa sorte no desafio.

  15. Fil Felix
    10 de novembro de 2020

    Bom dia!

    Os devaneios de um homem que se perdeu por amor, se entregando à bebida.

    O estilo narrativo do texto segue por esses devaneios, fluxos de pensamento e uma ode ao amor. Senti o começo um pouco travado, é uma questão desse formato, pois se o leitor não se conecta logo ao estilo ele pode ir se perdendo. Mas lá pela metade se desenrolou bem, com passagens muito bonitas, dando um tom poético ao sofrimento. Ele fala de Isabela como se fosse sua estrela guia (ou lua, nesse caso), gosto de contos assim, que vão destrinchando as emoções e utilizando das metáforas para enriquecê-lo, mesmo quando ele rasga de elogios sua amada, não fica aquele amor pedante ou meloso. Talvez seria interessante ir desmembrando os parágrafos, desenvolvendo com um pouco mais de calma, alguns trechos ficaram um tanto confusos ou travados na leitura.

  16. Thiago de Castro
    10 de novembro de 2020

    Resumo: Homem que perde amor de sua vida sucumbe para a bebedeira e a loucura.
    Comentário:
    Uma clássica história de amor, degradação e loucura. Gostei do texto, no geral, esse tentar despertar do personagem impedido pela bebedeira, pela ressaca, dá o tom de sofrimento que permeará o conto todo. Claro que, para os apaixonados e desiludidos, seu amor é sempre o maior e mais vislumbrante, mas para mim ficou um pouco carregado as descrições e metáforas sobre a amada do personagem, de modo que em determinados momentos eu saí um pouco açucarado da leitura. O diálogo entre os dois também é peculiar, não uma conversa de casal, mas um duelo de percepções do que é o amor e estar se relacionando com alguém. Não me pareceu um diálogo real, mas acho que não precisa também. Me pareceu um trecho de teatro.
    O final é bom e a tentativa de reiniciar, pateticamente, o ciclo do amor em outras mulheres e na bebida dá profundidade na derrocada do personagem.
    Valeria enxugar um pouco o texto, mas no todo ficou bacana!

  17. MARIA APARECIDA MARTINIANO DE SOUZA
    9 de novembro de 2020

    Na minha opinião o conto é muito interessante e profundo por me fazer fazer visualizar as cenas e até sentir um pouco essa mistura de sentimentos que é retratada pelo autor.

  18. Abinadabe Monteiro
    9 de novembro de 2020

    Onde fica o botão de curtir duas vezes? Conteúdo excelente.

  19. Anderson Do Prado Silva
    9 de novembro de 2020

    Resumo:

    Homem enlouquece após perder o amor de sua vida.

    Comentário:

    Gostei da retração do amor: seu começo, meio e fim! Deparei-me, ao longo do texto, com alguns excertos muito bonitos! Aliás, o trecho que encerra é conto ficou bem legal! Desses excertos, é possível traçar reflexões interessantes! Ah, outra qualidade do texto é a representação do alcoolismo!

    Porém, o autor deve cuidar de aperfeiçoar um pouco suas técnicas de redação, lendo e escrevendo mais, além de seguir participando de desafios e concursos literário.

    O texto também precisa de uma revisão competente por leitor beta ou, melhor ainda, revisor profissional.

    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio!

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Informação

Publicado em 8 de novembro de 2020 por em Loucura.