EntreContos

Detox Literário.

O Fantástico Mundo de Bartolomeu (Bartolomeu)

Fantástico mundo de Bartolomeu 

 

Universo. Espaço onde afluem as mais diversas teorias sobre o que existirá para além dele. Mitos ostentam a mais fértil das mentes, acasos se revelam como advertências. O imaginário do homem não tem limites. O universo deixou de ser mera utopia, passando sua conquista a ser um objetivo das nações financeiramente mais poderosas. Lendas envolvendo seres vindo das galáxias transformaram-se em inspiração de escritores, avistamentos de objetos voadores não identificados são notícias quase diárias. O povo tem ânsia de conhecer o que haverá para lá da cortina negra, sarapintada de pontos luminosos que a ciência designou de estrelas. Relatos de extraterrestres habitando nosso planeta, seres verdes e com antenas na cabeça, simples flaches luminosos movimentando-se a alta velocidade, espécie de humanos vestidos com roupas prateadas, etc. etc.etc. Perguntar-se-á: Onde fica a religião no meio de tanta fantasia? A igreja por ventura estará a se render as provas científicas? O que se sabe é que cada vez mais vem ganhando expressão as diversas teorias do que o mundo e o universo criou-se a ele próprio!

Fechem os olhos e imaginem-se pisando a terra avermelhada de marte debaixo duma atmosfera densa e a cheirar a chofre. Sintam o vento quente vergalhando-vos fato marciano. A presença dos montes envolventes como a vos dar as boas-vindas! Não seria extraordinário? Deslocarmo-nos em veículos elétricos carregados pela luz solar, subirmos as imponentes montanhas de areias vulcânicas de tom encarnado E avistarmos a gigantesca cidade que fora edificada por milhares de operários vindos do planeta terra com um arreigado objetivo, fazer com que a raça humana esteja mais próxima dos outros seres vivos que habitam o mesmo universo!

Prédios e prédios ligados entre si e edificados com materiais resistentes aos raios UV  onde a energia é retirada da luz solar. Construções metodicamente alinhadas em círculos e expostas as tempestades solares, tirando e distribuindo a energia equitativamente pelas urbanizações. Inventaram-se roupas específicas, veículos, empregos, onde a fonte de sustentabilidade, os minérios acumulados por milhares de séculos nas entranhas do planeta. Ferro, bronze, estanho, produto que enormes naves movidas a plutónio transportam entre marte a lua e a terra, fazendo dos três astros celestes os novos mundos que muitos diziam nunca ser possível. Mas não se pense que tudo era pacífico. O homem estava a pisar terreno minado! As enormes crateras que os antigos observavam desde a terra, não eram nem mais nem menos do que buracos feitos por algo ou alguém com um poder incomensurável. Montanhas, ou melhor, quando se pensava quereriam montes feitos pelos elementos, veio-se a constatar que não passavam de buracos metodicamente escavados por uma raça de seres vivos que habitava Marte desde os primeiros dias do universo. Seriam eles também fruto da gigantesca explosão? Fosse como fosse, era um povo que em nada se assemelhavam aos humanos. Muito pelo contrário. Depois de séculos tentando explorar o planeta vermelho, estava prestes poisa guerra mais sangrenta, a mais mortífera de todas. Foi-se mexer com uma verdadeira bomba de neutrões. 

Professor? Como os descobriram? Boa pergunta, respondeu Bartolomeu a aluna sentada ao fundo da sala. Como acima narrei, os humanos extraíam do subsolo de Marte muitas riquezas, bem juntinho as galarias de túneis que serviam de ligação entre as comunidades dos Glonds!Ouviram-se risadas. Não acreditam? Prof, perguntou um rapaz nas primeiras carteiras. Como eles eram? Seriam verdes? Boa pergunta João, respondeu-lhe Bartolomeu. Não Passavam de meros colonos de baratas! A Saula de aula quase veio abaixo com a gargalhada generalizada. Estão a rir-se? Quando lhes disser que estes seres semelhantes as nossas baratas tinham um poder incomensurável, pararão de se divertir. O que eles tinham de tão terrífico senhor professor? Bartolomeu mirou bem nos olhos da jovem nas carteiras do fundo. Minha menina. Quando o primeiro homem tocou ou melhor, foi tocado pelo dito animal, simplesmente caiu redondo! Bela imaginação senhor professor, murmurou um jovem junto da janela. Por agora talvez tenhas razão, Luís, respondeu-lhe Bartolomeu. Mas é minha convicção que os seres extraterrestres não se parecerão connosco. Como podem parecer se os alimentos, o que os faz viver nada tem a ver com o que comemos e bebemos. Quero que pensem bem neste texto e amanhã me apresentem o desenvolvimento do mesmo, novas ideias, outros cenários partir daqui! 

Depois da aula, Bartolomeu como sempre o fazia foi até ao ginásio fazer uma hora de exercício físico. Depois, jantou no restaurante do costume e por volta das 8 da noite meteu a chave a porta. Era uma rotina diária mas que não o cansava, adorava o que fazia. A história que havia inventado estava a o deixar motivado, pois sempre tivera o objetivo de escrever um livro sobre o espaço e suas supostas criaturas. Era mais que uma invenção, ele acreditava mesmo que não seria só a raça humana a habitar o universo. Por enquanto nada fora descoberto, mas acreditava convictamente que o homem era observado por outros seres. Sabia que muitos o achavam um quanto ao tanto maluco, contudo, isso não o importava, nem lhe tirava o sono. Como seus alunos não podiam rir se os seus próprios colegas o olhavam de lado? Muitas vezes gostava de olhar a noite estrelada e imaginar que aquela imensidão não poderia ser só duma raça! Cada piscadela de estrela, cada queda duma cadente, cada movimento espacial tinham um significado, queria crer. Era uma espécie de código universal, uma secreta comunicação entre os astros, sinais que só seres muito mais inteligentes poderiam decifrar. Após muitos minutos a janela observando as estrelas e o sempre enigmático universo, Bartolomeu adormeceu sendo despertado pela madrugada por um barulho vindo da cozinha. Tentou fechar os olhos, mas o barulho continuava e cada vez mais insistente. Aborrecido dirigiu-se até o local. Acendeu  a luz e deu uma vista de olhos e não viu nada de anormal.  Devo estar mesmo a ficar maluquinho, murmurou. Quando fechava a porta, novamente ouviu o barulho. Voltou a acender a luz e desta vez constatou que o ruído vinha detrás do micro-ondas. Desarredou um pouco e verificou que não passava dum grilo. Todavia, o bichinho manteve-se imperturbável. Destemido, exclamou Bartolomeu.   Vai, fora daqui senão tenho de te eliminar. Contudo, o bicharoco parecia não temê-lo. Valentão,  han exclamou. Podia muito bem ter regressado para o quarto, mas havia algo no grilo que despertou sua atenção.  Mas que raio? Bartolomeu aproximou-se cuidadosamente do bicho e tentou tocá-lo. Por incrível que lhe parecesse, manteve-se no mesmo lugar. Quando o tocou, Bartolomeu foi violentamente tomado por uma corrente elétrica  fazendo com que perdesse os sentidos.   No dia seguinte acordou  normalmente e muito satisfeito. Quanto a madrugada passada, o professor  pensou não ser mais do que um sonho, um sonho derivado as múltiplas histórias que gostava de criar  para depois as narrar aos seus alunos. Tomou banho e mais uma vez dirigiu-se para a escola. No trajeto, enquanto dconduzia,  Bartolomeu sentiu uma enorme dor de cabeça. Deve ser meu cérebro cansado, pensou. Uma aspirina resolverá o assunto, acrescentou.  Porém, em vez de cessar, a dor aumentava, ao ponto de ele nãopoder mais guiar seu carro. Encostou a berma e ainda teve tempo de ligar todos os piscas de emergência e bozinar. Depois de receber a notícia, Cátia sua filha apanhou um avião desde frança onde estudava para Lisboa. Horas mais tarde e já junto de seu pai,  aguardava por informações a respeito do seu estado clínico. A equipe médica que o seguia, ainda procurava o motivo pelo qual ele desmaiara. Não encontramos nada nas análises sanguinas, nas radiografias e mesmo a tac não mostrou algo de anormal. A situação complicara-se quando os enfermeiros que o acompanhavam 24 horas por dia detetaram deformações no seu rosto   e que rapidamente se alastrou para todo o corpo.  Cátia que não arredava pé do hospital, foi chamada a infermaria. O médico de serviço quis que olhasse  a galopante transformação em seu pai. A moça não conseguiu segurar as lágrimas. Seu pai em poucos minutos virou um monstro. Sua face assemelhava-se a face dum insecto e todo seu corpo criara uma espécie de carapaça. Cátia era formada   em biologia, não lhe foi difícil descobrir as parecenças. Os enfermeiros desdobravam-se    em limpar os restos humanos que pouco-a-pouco vinham sendo substituídos  por membros estranhos. Então a equipe médica entendeu reportar aos órgãos superiores o insólito acontecimento. A direcção   depois de constatar o sucedido, resolveu manter em segredo  o facto verdadeiramente bizarro.   A infermaria era um corrupio  de cientistas. Foram horas de volta  da espécie de bicho  que substituiu o corpo de Bartolomeu. No entanto, contra todas as espectativas, seu coração continuava a funcionar. Tinha corpo de insecto sem asas, duas pequenas antenas na cabeça, parecidas com as dos grilos.  O antigo  corpo do professor ficou reduzido a metade do tamanho.  Foi com alguma naturalidade que muitos ficaram  em pânico, como acontece quando se está perante algo veramente  invulgar, algo assustador.  Depois de muitas horas procurando explicações  para o sucedido, depois da comunidade científica  tentar indagar porque aconteceu, depois do corpo por breves minutos ficar só, no regresso notaram que o bicho havia desaparecido pela janela. Ora, sem saberem seda sua perigosidade, não sabendo como se deslocava, foram obrigados a relatar os factos as alteridades. Não havia televisão que não mostrasse a foto do animal. Todo o país ficou em alerta, um ser estranho vagava pelo território! O alarde foi tão grande que o presidente da república viu-se na obrigação de aquietar as almas mais intranquilas, e eram muitas. Cátia teve de se submeter a várias baterias de esames,teve de contar sua vida desde quase a nascença. Após duas noites sem dormir, com as chaves de casa do seu pai na mão, foi para lá que  entendeu dormir. Estava destroçada. Sua vida dum momento para o outro virou um caus. No entanto, ao chegar o destino, deparou-se com um homem a sua espera. Era o dr. Luís Castro, um cientista estagiário. Preciso dormir, disse-lhe ela quando ele lhe pedira para visitar a casa de seu pai. Vencida pelo argumento do jovem, lá acabou por auterizar. Bastaram alguns minutos no interior  para que detetassem algo de muito estranho. A janela da cozinha estava aberta e algo sujara todo o chão da casa, pegadas nunca antes vistas.  Quando ambos tentavam segui-las, um extrondo na cozinha  fez com que voltassem ao ponto de partida. Mal abriram a porta, foram surpreendidos por um ser aterrorizante. Era uma espécie de lovadeus. Ele olhava-os brandamente, especialmente quando seus olhos batiam nos de Cátia. Os sons eram desconexos        e incompreensíveis  que saíam de sua boca. Depois do primeiro impacto e vendo eles que não era hostil, descansaram por fim seus corações. Cátia aprocimou-se do bicho e a dois passos dele, perguntou-lhe: Tu guardas o meu pai?   Os olhos salientes  do bicho olharam-na com meiguice. Cátia chorou. Pai, o que aconteceu meu lindo?  Ele deslocou-se meio aos saltos meio a andar até seu quarto  e apontou para sua escrivaninha. Cátia reparou que havia um livro aberto na página 12. Percorreu os olhos  e começou a ler: Teremos de evadir a terra e dizer aos humanos que nos deixem em paz. Estivemos por milhões de anos em marte e é lá que pretendemos ficar.  Escolheremos um de entre vós. Será um sinal  da nossa superioridade, um aviso  muito sério. Podemos e temos poder  suficiente  para transformar todos vós eem Glondes. Não o faremos porque respeitamos  todos os milhares de povos  que abundam na mãe galáxia.   Vais me abandonar? O agora Glonde, estendeu-lhe a pata felpuda e tocou-lhe levemente os cabelos. Tentou prenunciar  algo mas não conseguiu.  É incrível o que estou a viver disse o cientista Luís.  Cátia conduzia  seu carro  em alta velocidade através do bosque por estradas estreitas até parar junto duma clareira  bem no alto do mesmo. Ela sabia que era o foco das atenções, contudo  esperou pela madrugada até ficar livre dos holofotos da comunicação social. Abriram a bagajeira e num salto o Glonde correu até o centro da clareira. Parecia esperar alguém pois Seus olhos perscrutavam uma vez os astros, outras sua filha.   Cátia manteve-se junto do automóvel   contristada. De repente levantou-se uma ventania para logo surgir por cima deles um objecto voador pejados de potentes luzes. A dois, três metros do chão, desceu do centro da nave uma espécie de elevador iluninado. Dando a última olhadela a sua filha, entrou para de imediato ser sugado para o interior. 

Margarida uma das melhores alunas de Bartolomeu e uma das mais entusiastas   sobre  o espaço e tudo o que o rodeava,  detetou  no infinito manto negro um pequeno ponto luminoso movendo-se em direção a galáxia mais próxima da terra. Imaginou-se  no interior duma nave  tripulada por seres extraterrestres  em busca de novos povos, novas formas de sobrivência no fantástico mundo de Bartolomeu, seu professor sua inspiração.É isso. Exclamou A moça. 

Bom dia alunos. Vamos então ver quem tem a melhor história. Margarida, começo por ti. Qual o título da tua História, perguntou-lhe o professor.  Margarida Levantou-se e leu: Fantástico mundo de Bartolomeu!

Universo. Espaço onde afluem as mais diversas teorias sobre o que existirá para além dele. Mitos ostentam a mais fértil das mentes, acasos se revelam como advertências. O imaginário do homem não tem limites. O universo deixou de ser mera utopia, passando sua conquista a ser um objetivo das nações financeiramente mais poderosas. Lendas envolvendo seres vindo das galáxias transformaram-se em inspiração de escritores, avistamentos de objetos voadores não identificados são notícias quase diárias. 

Bartolomeu  ao ler a história de Margarida pela segunda vez, sorriu e pensou para si mesmo:  Fantástico, E mais fantástico sendo eu o protagonista principal!

15 comentários em “O Fantástico Mundo de Bartolomeu (Bartolomeu)

  1. Fheluany Nogueira
    28 de novembro de 2020

    A tarefa do professor apaixonado por vida extraterrestre é cumprida à risca por uma aluna que o transforma em ET e o envia para Marte.

    Um texto divertido e surpreendente. “Metamorfose”, “Alienígenas do Passado” e outras obras do gênero servindo como inspiração; uma ideia criativa e interessante, mas com alguns equívocos, que deram à execução um tom infanto-juvenil:

    • Não consegui identificar o tema proposto pelo desafio. Sci-fi e fantasia não são loucura, ao meu ver. Ou loucos seriam todos que acreditam em alienígenas?

    • O texto não está bem estruturado quanto à paragrafação, formatação dos diálogos, perdendo assim o ritmo e a fluidez da leitura.

    • Não consegui captar se o Português é luso ou brasileiro, pois há erros comuns aos dois e, se esses erros ocorrem intencionalmente para tornar a redação da aluna mais verossímil, também não se justificam, pela idade ou sua nacionalidade.

    Leia bastante e continue escrevendo. Você tem potencial. Parabéns pela participação e um abraço!

  2. Jefferson Lemos
    26 de novembro de 2020

    Resumo: professor discursa com alunos sobre os segredos do universo, e em seguida segue um relato de contato alienígena que busca a paz entre as espécies.

    Olá, caro autor.

    Seu conto traz uma ideia interessante, um tanto kafkiana com traços de sci-fi. O conto tem situações bem legais e que possuem uma carga narrativa boa, mas quando essas ideias entraram em contato com a modelo de escrita escolhido pelo autor, tudo fica meio perdido.
    Acho que o principal problema do texto é a estética. É cansativo, você vai descendo e vê aquele bloco inacabável de texto e as situações vão alterando de forma repentina, mostrando muitas ações mas sem conteúdo, e com alguns erros que atravancam a leitura. E ainda tem o tema, que ao meu ver não existe aqui. O texto fala sobre imaginação, mas não loucura.
    Tem elementos muito bons n história, mas ela precisa de mais atenção aos detalhes pra ficar encorpada e satisfatória, pelo menos ao meu ver.
    De qualquer forma, parabéns pelo texto e boa sorte no desafio!

  3. Ana Maria Monteiro
    25 de novembro de 2020

    Olá, Autor.
    Resumo: O excêntrico professor Bartolomeu, que adora dar largas á imaginação inventando histórias fantásticas para os eus alunos enquanto divaga sobre os segredos do universo, pede uma redação sobre o assunto e é surpreendido pelo relato de uma aluna que pega no tema e leva mais longe a imaginação de Bartolomeu, inclusivamente colocando-o como protagonista de factos extraordinários.
    Comentário: Um conto que me surpreendeu e divertiu; surpreendeu-me por não conseguir descobrir a nacionalidade do autor e divertiu-me pelas peripécias kafkianas em que a aluna meteu o próprio professor.
    Ainda que a redação esteja propositadamente carregada de erros ortográficos a fim de justificar a escrita dessa aluna, o texto merece uma boa revisão. Precisa dela por três motivos: também tem erros fora da redação (galarias, por exemplo), alguns dos erros propositados não fazem sentido e a linguagem usada na redação não se adequa à idade em que se dão tantos erros; a escrita não segue nem deixa de seguir o acordo ortográfico e tanto usa construções frasais próprias do português exclusivamente BR, quanto do português PT. Foi esta terceira observação que me impediu de descobrir a sua nacionalidade, por exemplo: tal como a maioria dos brasileiros, você ignora gloriosamente o correto uso do acento grave (ou crase), e tal como qualquer português, você escreve facto e usa as conjugações gramaticais, maioritariamente, como nós as usamos também.
    Quanto à história em si mesma, está bem imaginativa e é muito divertida, mas não encontrei o tema loucura em lado nenhum, o professor pode ser um bocado excêntrico, mas excentricidade está bem longe de loucura.
    Em todo o caso, foi uma leitura agradável e divertida.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  4. Fil Felix
    25 de novembro de 2020

    Boa tarde!

    Uma professor que conta histórias do espaço acaba lendo uma redação de um de seus alunos, onde se transforma em personagem protagonista e metamorfoseado.

    A história geral do conto é interessante, trazer essa metalinguagem e a “história dentro da história”, tanto o real quanto o imaginário/ leitura do professor se misturando ao mesmo tempo. Porém senti dificuldade em ler e compreender o texto. Em partes devido ao português ser PT-PT, tendo suas particularidades, mas também por encontrar alguns erros no caminho, tanto de digitação/ gramática, quanto os de layout. Parágrafos muuuuito longos, que destoam dos demais. Cenários que mudam da água pro vinho, como a cena em que Catia está na casa e, na frase seguinte, já está em seu carro. Também não consegui ver muita ligação com o tema loucura, enxerguei muito mais como a imaginação da menina em criar toda a história, com ares a lá Kafka, trazendo seres do espaço e insetos gigantes. No geral, gostei da proposta, mas não gostei muito do conto :/

  5. opedropaulo
    23 de novembro de 2020

    RESUMO: Uma aluna que admira seu professor o faz protagonista de uma estória sobre os verdadeiros moradores de Marte e o seu aviso para que deixem o país vermelho em paz. A não ser que os humanos desejem se tornar… outras coisas.

    COMENTÁRIO: Mais um conto de ficção científica, dessa vez no espectro mais clássico do gênero, com direito a alienígenas e guerras planetárias! Com essa ousadia, ainda senti falta do tema do certame. Como tudo se revela uma estória escrita pela aluna para apresentar ao professor, há o argumento de “que se passa tudo em sua cabeça”, mas está longe de ser uma distorção da realidade na mente da menina e, aliás, isso não faria de todos nós concorrentes neste desafio loucos? Bom, eu não descartaria essa tese tão rapidamente, mas, no quesito de atendimento ao tema, afirmo que não vi abordagem nenhuma no conto. Quanto à narrativa, há uma estória clara e discernível, sobre um professor que vê seus anseios se tornarem realidade de forma dolorosa, mas, com a redenção de poder informar aos terráqueos que devem tomar cuidado com a sua curiosidade sobre o espaço. Há alguns problemas a serem apontados, porém. Na escrita, encontrei alguns erros de digitação, ortografia e pontuação, o que acabam por atravancar um pouco a leitura. Ainda nesse aspecto, os parágrafos longuíssimos são cansativos e perdem a essência ao narrar muitos fatos distintos em que aparecem novos personagens e situações. A falta de discurso direto, os travessões, não chega realmente a atrapalhar, pois não houve um momento em que confundi se havia alguém falando algo, mas, por outro lado, teria aliviado o problema dos parágrafos grandes. Do lado narrativo, o enredo se apresenta bem estruturado, com início, meio, fim e algumas revelações, mas tive dois desapontamentos, pois há dois momentos em que a estória se desvia para ser “uma estória dentro de uma estória”. No início, vamos de Marte ao professor em sala e, em seguida, da tortuosa jornada desse personagem à descoberta de que tudo era uma invenção de sua aluna. É uma subversão da expectativa que decepciona ao invés de surpreender, pois tem a sensação de não ter começado a leitura de fato. Os personagens que aparecem são acessórios para uma estória já bem propagada, do “cientista” que se torna monstro e, assim, ameaça a si mesmo e a todos ao redor. Teria sido melhor se pudéssemos saber mais do que se passava na mente do monstro, ou na vida que a filha levava e o que essa vida vai passar a ser… ou mesmo nos tais cientistas que acompanharam de perto e agora tem que encarar nisso o primeiro contato interplanetário da História. Os fatos ficam dispersos e não há algo a que o leitor se agarre, então a estória não envolve tanto.

    O EntreContos é uma oportunidade imensa, pois junta escritores para lerem e serem lidos, uma transação que é necessariamente crítica. Espero ter satisfeito o seu conto com uma leitura atenta e um comentário construtivo. Espero que continue participando e, para além deste grupo, leia e escreva bastante. Escrever bem é, no geral, escrever e ler muito. Sinta-se à vontade para responder o meu comentário, apontar alguma discordância, defender o seu texto ou o que quiser. Incentivo que proceda dessa forma, na verdade.

    No mais, boa sorte!

  6. Jorge Santos
    21 de novembro de 2020

    Olá Bartolomeu. Neste conto, um professor é transformado em barata por um ser alienígena. Só que nada disto é real. E mais não digo para não estragar a surpresa.
    Gostei do conto, mas achei que tinha demasiados estereótipos. Parece uma homenagem à Metamorfose de Kafka e ao filme District 9, onde um homem se transforma em alienígena. Não consegui esquecer estas duas referências enquanto lia o conto. O desfecho é interessante, um final feliz, completamente o oposto do final de Metamorfose. Talvez por esperar um desfecho mais negro, gostei do desfecho do seu conto. Aquilo que não encontrei foi a loucura. Tudo não passa da imaginação de uma criança motivada por um professor. Quando a imaginação infantil for considerada loucura, espero já não estar neste mundo.

  7. Elisa Ribeiro
    13 de novembro de 2020

    Professor que gosta de contar histórias fantásticas para seus alunos um dia se torna o protagonista da história narrada por uma de suas alunas.
    Um argumento interessante, um conto com um agradável perfume infanto juvenil e uma divertida surpresinha no final. O único problema é encaixar o tema do desafio na história contada.
    O personagem Bartolomeu é bastante cativante, as provocações que ela faz aos seus alunos são divertidas e a história de sua transformação em um extraterrestre com forma de inseto ficou ótima. O que não funcionou muito bem aqui, além da fuga ao tema já citada, foram os deslizes na revisão. Nada que uma reescrita cuidadosa não dê conta em uma breve passagem.
    O que não gostei: parágrafos muito-muito longos. Nessa maratona de leitura aqui do desafio, oferecer parágrafos sem respiro para os leitores chega a ser maldade.
    O que gostei: sua história é leve, divertida e agradável.
    Parabéns pelo trabalho. Desejo sorte no desafio. Um abraço.

  8. Leda Spenassatto
    13 de novembro de 2020

    Resumo:
    Uma aula sobre o universo e a surpreendente criativade dos alunos.
    Comentário:
    Com sua, utopia, imaginação o professor Bartolomeu desafia seus alunos a escrever uma redação sobre o Universo, e é surpreendido com a qualidade do texto de Margarida.
    Uma história muito criativa e cativante. Gostei muito.
    Seu conto só precisa ser revisto, algumas pequenas correções são necessários.
    Somos todos sujeitos a críticas. Só aproveite o lado bom delas.
    Parabéns!
    Boa sorte

  9. Bianca Cidreira Cammarota
    12 de novembro de 2020

    Professor admirador do Cosmos e da vida fora da Terra estimula seus alunos a fazerem redação sobre o assunto.
    Bartolomeu, oi! Seu conto é divertido e tem uma premissa interessante! Gostei da história, mas o tema loucura está muito disperso. Enquadra-se, na minha opinião, mais na seara de ficção científica.
    A história é bacana!
    Algumas observações: há necessidade de uma revisão (alguns erros de digitação e de pontuação). Os parágrafos enormes e os diálogos neles inseridos trouxeram uma certa dificuldade visual e no ritmo da leitura. Acredito que a configuração em mais parágrafos e os diálogos em separados mostrariam seu conto interessante de modo mais agradável.
    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  10. Anna
    11 de novembro de 2020

    Resumo : Um professor obcecado por alienigenas passa para seus alunos uma atividade de criar uma história com o tema.Uma aluna cria uma história com o professor como protagonista.
    Comentário : Confesso que caí na pegadinha do conto e realmente pensei que o professor tinha virado um alien.Parabéns pelo conto diferenciado.Talvez a loucura esteja em mim leitora que não conseguiu identificar o que seria uma redação de criança e o que seria a parte real do conto

  11. Giselle F. Bohn
    11 de novembro de 2020

    Professor apaixonado pela temática “vida alienígena” vira protagonista de uma história criada por uma de suas alunas.
    A premissa deste conto é muito interessante e o final é bem criativo. Parabéns ao autor ou à autora pelo desenvolvimento desta narrativa tão inusitada!
    Quanto ao tema “Loucura”, acho que o conto ficou devendo; onde está a loucura? O professor me pareceu excêntrico, mas longe de ser louco.
    Tecnicamente também ficou devendo, na minha opinião. Sei que o português de Portugal tem suas características particulares, mas ainda assim o texto apresenta várias pequenas falhas aqui e ali, inclusive de diagramação. Uma revisão cuidadosa seria bem oportuna.
    Mas é um conto agradável de ler e que mantém nossa atenção o tempo todo. O final surpreendente foi uma sacada bem legal! Parabéns e boa sorte no desafio!

  12. Thiago de Castro
    10 de novembro de 2020

    Resumo: Professor fascinado pelo Cosmos incentiva os alunos a criarem histórias sobre o universo e seres de outros planetas.
    Comentário: Achei seu texto sensível, por incrível que pareça. A figura do professor tido como maluco pelas histórias e crenças no mundo além espaço, junto da admiração da aluna que o transforma em protagonista deu um aspecto afetivo bacana para a história. Além disso, há um jogo narrativo que nos faz questionar a leitura o tempo todo: o conto começa com elucubrações elaboradas sobre o universo, a tecnologia, suas inúmeras possibilidades de vida, até descambar para o absurdo de homens-insetos. Nesse ponto, nos é revelado que se trata de uma aula, e a história segue, caindo depois num segundo absurdo quando o professor Bartolomeu se torna um imenso louva-deus e é abduzido para junto dos seus e, mais uma vez, a ficção nos é revelada. O texto pareceu-me uma homenagem aos sonhadores. Creio que foi escrito por alguém de outras bandas, pois existem muitas marcas na escrita que não consigo identificar se são erros propositais (já que é uma aluna escrevendo) ou a forma como o português é escrito por aí, mas relevei pela brincadeira do enredo.
    Talvez o miolo pudesse ser mais trabalhado, com parágrafos menos longos, mas como se revela ser uma redação de aluna, creio que também foi proposital.
    Quanto ao tema do desafio, passou mais batido, pensei, a loucura no julgamento que faziam de Bartolomeu e suas histórias. Mesmo que suas opiniões fossem vistas de maneira jocosa, creio que era querido por todos.
    Gostei!

  13. Angelo Rodrigues
    10 de novembro de 2020

    Resumo:
    Professor que viaja por mundos imaginários, cria liga e transfere suas histórias para seus alunos. Um deles, a menina Margarida, cria uma história em que Bartolomeu, o professor, é o protagonista.

    Comentário:
    História legal, contada em fases.

    Há passagens, entretanto, que me pareceram confusa, embora se revelem ao final. A história contada por Margarida, a que põe Bartolomeu no centro dos acontecimentos, passa inicialmente a ideia de que ela é “real”, embora isso se desfaça ao final. Interessante, isso.

    Bartolomeu fez escola com seus alunos. Ao menos um deles, a preciosa Margarida, entrou em sua dança e começou, também ela, a viajar.

    Embora o texto tenha um toque de Kafka, lembrei-me seguramente de Bartolomeu Lourenço de Gusmão, com sua Passarola buscando a direção do Sol, no livro Memorial do Convento, do Saramago. Um viajante tão fantástico quanto o nosso professor.

    Destaco não haver percebido a loucura pedida pelo certame. Fantasia não é loucura, não, ao menos, quando é consciente e desejada.

    Recomendaria uma revisão no texto.

    Boa sorte no desafio.

  14. Lara
    9 de novembro de 2020

    Resumo : Professor que acredita em vida inteligente fora do planeta Terra, passa esse tema para seus alunos escreverem, o leitor se surpreende com o professor virando alienigena mas no final se descobre que é apenas uma redação de uma aluna.
    Comentário : O conto é muito bom e interessante. Mas não consegui saber ao certo onde está a loucura, a loucura seria o fato de o professor ser excêntrico e acreditar em vida alienígena ?

  15. Anderson Do Prado Silva
    9 de novembro de 2020

    Resumo:

    Professor pede para que seus alunos escrevam uma história.

    Comentário:

    Adorei o conto em três momentos: primeiro, na parte de ficção científica, em que o espaço e, mais especificamente, Marte, são retratados; segundo, quando o professor começa a se transformar numa espécie de inseto (lembrei até de “A metamorfose”, do Kafka); terceiro, quando finalmente ocorre a revelação de que tudo não passou de um exercício de redação!

    Porém, o autor deve cuidar de aperfeiçoar um pouco suas técnicas de redação, lendo e escrevendo mais, além de seguir participando de desafios e concursos literário.

    O texto também precisa de uma revisão competente por leitor beta ou, melhor ainda, revisor profissional.

    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio!

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Informação

Publicado em 8 de novembro de 2020 por em Loucura.