EntreContos

Detox Literário.

Cê tá pensando que eu sou Loki, Bicho? (Mutante)

“Vamos para longe

Vamos pra onde eu vou

Será que é difícil esquecer os males?

Let’s go to the sunshine

Vamos pra onde eu vou

Será que é difícil esquecer os males? “

 

Os passos eram firmes e pareciam seguir um destino certo. O barulho do cascalho do acostamento abafava um pouco o som dos veículos que passavam em alta velocidade. De qualquer maneira, ele não percebia os ruídos. Estava em outro plano. Caminhava havia mais de quatro horas, não sentia cansaço, sede ou fome. O gesticular dos braços mostrava que conversava sozinho. De quando em quando levantava a cabeça e erguia o dedo num pedido de carona. Escolhia sempre os caminhões. Nunca carros pequenos, nunca carros de família. “Família é uma mentira”. Quando a exaustão rompesse o transe, pararia num posto de gasolina para descansar. A rotina era a mesma há vinte dias, desde que foi embora de casa pela terceira vez. 

— Como vai, senhor? Poderia me dar uma carona?

— Você quer ir para onde, rapaz?

— Fortaleza, a cidade do sol!

— Posso te deixar em Paulo Afonso, de lá você se vira.

— Está ótimo. 

O caminhoneiro ficou olhando para o jovem barbudo e sujo com uma expressão mais de pena do que de desconfiança. Os anos de experiência na estrada faziam-no saber que o rapaz não era perigoso. 

O rádio da Scania tocava uma canção da banda Legião Urbana. Rodrigo estancou a subida para boleia, com um pé no degrau e o outro suspenso no ar, e vidrou os olhos no aparelho de som. “Quem me dera ao menos uma vez ter de volta todo ouro que entreguei a quem…”. 

— Gosta da Legião? — Perguntou o motorista.

— O Renato Russo ficava me espionando, a mando de minha mãe, quando eu estava na Colômbia. Eu ficava sentado numa calçada de um restaurante, depois que me roubaram tudo, todo o dinheiro da venda do meu carro. Ele achava que eu não iria reconhecê-lo, porque ele usava um gorro cobrindo toda a cabeça e um pouco dos olhos. Mas era ele mesmo. Não tinha como não saber que era ele. Afinal, passei minha vida inteira escutando suas músicas. Hoje não ouço mais. Ficar espionando os outros e fingir que está morto não é coisa que se faça, ainda mais comigo, que sempre fui um fã. Ele é um canalha!  

O caminhoneiro, que passava um lenço desbotado pela careca brilhosa, arregalou os olhos na direção do jovem andarilho. 

— Uai, o Renato Russo morreu mesmo. Não morreu? — Rodrigo percebeu a expressão de espanto do homem.

— O senhor tá certo, ele morreu sim. 

— Ah, bom, agora sim — falou e deu um suspiro de alívio.

— Mas, só neste paralelo, em outros, ele está bem vivo, e gosta de espionar, garanto ao senhor. — O rapaz disse enquanto concluía sua subida. Acomodou-se no banco do veículo soltando um gemido. Retirou a mochila das costas e a colocou a seus pés, no chão da cabine.

O motorista examinou o carona novamente, desta vez com um certo receio, e mudou a estação do rádio. O caminhão saiu do posto de gasolina e retornou à rodovia Santos Dumont da BR 16. Em poucos minutos, o passageiro dormia pesadamente.

“Você vai para onde, meu filho? “

“Vou para a Colômbia, mãe. ”.

a—a Vai fazer o que naquele país, rodrigo! ”. 

“Vou me juntar as FARCS, ou qualquer outra coisa, sei lá, só não vou ficar aqui neste país de merda! ”. 

“Rodrigo, querido, escuta o que você está dizendo. Já vendeu o carro, abandonou empregos, especializações, abandonou a carreira, não conversa mais com seus amigos. Até a Luciana você perdeu. Veja se isso é coisa que alguém com a cabeça saudável faça. ”.

“Amigos? Eu não tenho amigos. Eu não confio em mais ninguém. A única coisa que vocês sabem dizer é que eu estou doente, que eu estou louco, que a Luciana não me enganou, que ela não vendeu a ideia da série que eu escrevi sobre o médico, que ela não está bem de vida agora por conta da minha criação. Vocês não veem isso? Não veem que estão sempre armando para mim? Que estão querendo foder com minha vida? Era para eu estar rico, milionário! Mas, não, vocês não veem isso, ou fingem que não veem. E ainda dizem que são minha família. Dizem que me amam. Vocês não me amam. Vocês não acreditam em mim. Eu escrevi House, quantas vezes eu tenho que dizer isso? EU NÂO ESTOU LOUCO! ”

— Não… não estou louco, não — Rodrigo acordou assustado sem saber aonde estava.

— Você dormiu por cinco horas, meu amigo. Não está com fome? Vou parar daqui a um quilômetro. — O passageiro balançou a cabeça afirmativamente. Estava faminto.

— Muito obrigado, seu Arnaldo, por pagar a comida. Se o senhor quiser posso lavar o caminhão.

— Não é preciso, rapaz. Você está vindo de onde?

— De bê agá. 

— Puxa, já viajou setecentos quilômetros! Pegou outras caronas?

— Sim. Outras duas.

— Saiu de casa á quanto tempo?

— Não sei ao certo. E, na verdade, não me importa, o tempo é relativo, é uma ilusão teimosamente insistente, como disse Einstein. É como um bloco universal que a gente se espalha nele. Pode ter sido ontem ou há um ano. Em outra dimensão, eu ainda nem saí de casa. Não me preocupo mais com isso. Somos o hoje, o ontem e o amanhã. É tudo ao mesmo tempo agora, como na música. E, por isso, a viagem no tempo é possível. Percebe?

— Acho que não. 

O que seu Arnaldo percebia cada vez mais é que aquele rapaz tão educado precisava de ajuda. 

— “Cê tá pensando que sou, Loki, bicho? Sou malandro velho, não se mete no enguiço. ”. — Rodrigo cantarolou abrindo um sorriso. Seu Arnaldo também sorriu.

— De quem é essa música?

— Sério que não sabe?

— Não faço a mínima ideia de quem canta esse trem.

— Caramba, é do trabalho solo de seu xará, Arnaldo Baptista, que era dos Mutantes.

— Sei, os Mutantes eu conheço, é bem da minha época. Vou procurar este disco para ouvir.

— O senhor vai gostar, é um discaço. É um pouco triste, porque ele foi feito depois que ele se separou da Rita, da Rita Lee. Sabe? O nome do disco é Loki. 

Seu Arnaldo começou a espirrar, um espirro atrás do outro.

— Desculpe, é esta minha alergia que ataca de vez em quando.

— Isto não é alergia, tá parecendo mais sinusite. O senhor está com o nariz entupido e seu espirro, me desculpe, está muito fedorento. E a secreção que eu vi o senhor limpando aí agora é bem amarelada. Tudo indica que seja sinusite mesmo. 

— Já tinham me dito isso uma vez. Eu usei antibióticos. 

— Sei, as vezes passam amoxicilina com clavulanato de potássio, ou mesmo azitromicina.

— Uai, foi essa amoxicilina com esse tal de clavu alguma coisa. Foi esse trem aí mesmo.

— O mais certo é o senhor lavar as narinas de três a quatro vezes por dia com soro fisiológico. Vai amenizar a inflamação. 

O caminhoneiro estava cada vez mais curioso e surpreso com seu colega de viagem.

— Rodrigo, você tem família? Pai? Mãe? Tem mulher, namorada? Filhos? — O rapaz não escutou as perguntas ou fingiu não escutar, estava absorto mexendo em sua mochila. O caminhoneiro não insistiu e mudou de assunto.

— Tem alguma roupa limpa ainda aí nessa mochila? Você precisa tomar banho urgentemente, meu amigo, seu cheiro está insuportável. Pior do que meu espirro. Uma catinga de bicho morto — Rodrigo tirou de dentro da bolsa um emaranhado escurecido de tecido que lembrava uma calça jeans e uma camisa de botão — Não tem como você usar isso. Toma banho e lava essas roupas, inclusive estas que você está usando, colocamos para secar num varal que eu tenho lá no caminhão. Eu te empresto uma bermuda e uma camisa. Acho que vai dar certinho, o coroa aqui ainda está em forma. Vamos descansar por aqui até as vinte e duas horas. Até Paulo Afonso ainda faltam novecentos quilômetros e de noite a viagem rende mais e eu gosto do silêncio que a estrada faz durante a madrugada. 

Seu Arnaldo dormiu no caminhão. Rodrigo foi para o oitão do ponto de apoio rodoviário. De banho tomado, roupas limpas e barriga cheia, sentia-se satisfeito. Sentou-se recostado na parede, olhando o céu que se alaranjava, enquanto cofiava a barba. Cochilou em pouco tempo. 

“Quando eu tinha oito anos eu conheci a Liv Tyler no aeroporto de Brasília. Ela falou comigo e disse que eu era especial. A mãe estava comigo neste dia. ”.

“Deixa de falar merda! Você nunca conheceu essa atriz. ”.

“Conheci sim, lá no aeroporto de Brasília. A mãe estava lá. Eu tinha oito anos. E ela sabia que eu era especial. ”.

“Presta atenção, Rodrigo, você não pode ter conhecido essa mulher. Quando você tinha oito anos, ela também era uma criança, ela não poderia ser a atriz famosa que é agora. Você é inteligente, meu irmão. Pensa no absurdo que você está falando. ”.

“Vocês não sabem nada sobre o mundo. Sobre as coisas que acontecem em baixo dos nossos olhos e não percebemos. Eu agora consigo. Mas, não vou mais perder tempo com vocês. Vocês não acreditam em mim. Não sei porque vocês foram me buscar. ”. 

“Já falamos, o pai piorou e queria lhe ver. Além do mais, você saiu sem dizer para onde ia, deixando todo mundo preocupado. Um mês para dar notícias de onde estava. Isso é sacanagem, Rodrigo. Fez a mesma coisa quando inventou de ir para a Colômbia. Você não acha que está precisando de tratamento? ”. 

 “Não acredito que vocês fizeram isso comigo. Nunca mais falo com vocês. Não confio mais em vocês. Não se considerem mais meus irmãos. Mentir sobre a saúde do pai, para me trazer para cá, me internar! Mas, não se enganem, eu vou voltar para Fortaleza! ”.

As vinte e duas em ponto a dupla de viajantes caiu na estrada. Rodrigo estava calado, olhando pela janela, resmungando. Parecia inquieto. Após quase duas horas de viagem, o caminhoneiro puxou papo.

— Rodrigo, está tudo bem?

— Sim, está tudo bem. Fazia alguns dias que eu não comia tanto e fiquei com o estômago pesado.

— Eu tenho antiácido aqui.

— Não precisa, estou melhor.

— Quem é Luciana, Rodrigo? — O rapaz virou-se de súbito para o motorista. Seus olhos pareceram escurecer. Seu Arnaldo ficou assustado com aquele olhar.

— De onde você conhece a Luciana, meu senhor? — A voz saiu grave, como se fosse de outra pessoa. 

— Calma, rapaz, não conheço ela. Enquanto você olhava a estrada, você repetiu o nome dela um monte de vezes. Não entendi o que você tanto dizia, mas o nome Luciana eu escutei claramente, muitas vezes. — Rodrigo voltou a encarar a estrada pela janela e depois de algum tempo, parecendo remoer o que falaria, disse:

— Luciana era minha Arwen, minha elfa linda. Nos conhecemos dentro do ônibus, pegávamos o mesmo todas as terças a noite. Ela morava com a família em um conjunto bem próximo da minha casa. Eu sempre a olhava, só que não tinha coragem de ir falar com ela. A beleza dela me paralisava. Até que venci meu medo e fui até ela, conversamos por horas naquela noite. Depois deste dia, não demorou muito para começarmos a namorar. Ficamos juntos por seis anos, éramos noivos. Mas ela me traiu. 

— As mulheres de hoje em dia não estão nada fáceis mesmo. Elas parecem que viraram homens, só que viraram homens cafajestes. 

— Não, não é o que o senhor está pensando. Ela não me traiu com outro cara. Foi muito pior. Primeiro eu achei que ela havia me abandonado porque não a levei para São Paulo quando fui fazer residência. Ela queria ir comigo, casar. Mas não era hora de casar ainda. Nós brigamos. A família dela também fez pressão. Após dois meses eu larguei a residência, a área que eu havia escolhido na época não era o que eu imaginava. Fui falar com ela, mas ela não quis conversar comigo, não quis nem me ver. Depois de algum tempo foi que descobri o real motivo. Fui atrás dela de novo. Ela me chamou de louco… é… então… não quero mais falar disso, seu Arnaldo!

Tá bom, não vamos mais falar da Luciana. Você foi fazer residência? É isso? Você é médico, meu filho?

— Sim, sou. Quer dizer, eu era. 

— E a sua família? Seu pai e sua mãe, ainda são vivos? Você tem irmãos?

— Meu pai faleceu há sete anos. Do resto da dita família não quero falar. 

— Mas eles moram em Belo Horizonte ou você já vem de outro lugar? 

— Moram em bê agá. 

— Será que eles não estão preocupados com você? Eles sabem para onde você está indo?

— Não quero falar deles, meu senhor! — A voz mudada, olhos sombrios.

— Tudo bem, tudo bem. Vamos seguir viagem em silêncio.

Rodrigo se virou para a janela e se encolheu como se fosse dormir. No entanto, Seu Arnaldo sabia que ele não dormia. O corpo estava tenso, como se o rapaz travasse uma batalha para ficar imóvel. A cabeça mexia como se ele estivesse conversando em silêncio.  

O dia começou a amanhecer e Rodrigo saiu de seu transe com o barulho dos freios do caminhão. Ele esticou o corpo lentamente, como se saísse de dentro de um casulo. 

— Rodrigo, vou parar aqui um pouquinho. Tenho que dar uma carga no celular para avisar a patroa que estou quase chegando em casa. Paulo Afonso fica a cinquenta quilômetros daqui. A gente aproveita e come alguma coisa, um pãozin de queijo cairia bem agora, só não sei se nesse apoio eles vendem. Quero dar pelo menos uns vinte minutos de carga no telefone. Comprei um carregador que se conecta no isqueiro aqui do carro, mas já quebrou. Essas merdas não valem nada hoje em dia. 

— Vou ficar aqui mesmo. Não estou com fome. 

— Ah, eu quase me esqueço. Aí atrás do seu banco tem uma sacola com coisas que eu comprei para você no apoio rodoviário onde almoçamos. São umas latas de salsicha, dois pacotes de pão de forma, muçarela, salame, mortadela, umas frutas e duas garrafas de água de um litro cada. Não é muito, mas acho que vai te ajudar um pouco. 

— Não precisava, seu Arnaldo, muito obrigado.

— Não há de quer, doutor. Tem certeza que não vai descer? 

— Tenho certeza sim e não me chame de doutor, meu senhor! — Voz sinistra, novamente.

O caminhoneiro demorou mais do que o previsto para voltar, ficou envolvido numa conversa com alguns companheiros de jornada. Rodrigo estava irascível.

— Não, ele não faria isso.

“Tem certeza, que não faria? E o nome dele? O mesmo nome do cara que você é um grande fã. Você sabe que não existem coincidências. Ele foi mandado por eles. Não viu o tanto de perguntas que ele fez? E como ele sabia o nome da Luciana? Ele tá de armação. Quando você chegar em Paulo Afonso, eles estarão lá para nos pegar. Não confia nele, doutor. ”.

— Não me chama de doutor, porra! Quantas vezes eu já pedi, não sou mais médico. 

“Olha lá, olha lá, ele está ligando, olha lá, ele vai nos entregar Rodrigo, vamos embora. AGORA! ”.

Rodrigo deu um pulo no banco do carro e saiu rapidamente da cabine. De repente, já alguns metros à frente, voltou para o caminhão.

“Tá voltando porquê? Vamos embora, vamos embora. ”.

— A comida, vou pegar a comida.

“Não, essa comida pode estar envenenada, ou com algum sonífero. Se você comer eles vão nos pegar. ”.

Rodrigo deu meia volta e correu colocando a mochila nas costas.

“Para a mata, corre para a mata. ”.

Seu Arnaldo o procurou por quase uma hora no posto de gasolina, até que desistiu e seguiu o seu destino.

Rodrigo ficou quase duas horas dentro do bosque. Ele queria ir embora, queria ligar para casa e dizer onde estava. Não sabia ao certo o que estava fazendo ali.

“Lembre-se do portal. O portal está em Fortaleza. Aquela vez nós quase conseguimos. Lembre-se que só pelo portão conseguiremos voltar no tempo e mudar tudo isso. Mudar esta vida de merda que vivemos hoje. Só atravessando o portal você vai conseguir ser reconhecido pelo que fez, por sua criação, por seu talento. É com o portal que você será feliz de novo, Rodrigo. ”.

As pupilas do doutor se dilataram, ele se levantou e se dirigiu ao acostamento da rodovia, determinado em chegar a Fortaleza

“Cinquenta quilômetros até Paulo Afonso a gente tira de letra, meu amigo, e, se dermos sorte, ainda podemos conseguir outra carona, e irmos direto para a cidade do sol. ”. 

Rodrigo sorriu radiante.

19 comentários em “Cê tá pensando que eu sou Loki, Bicho? (Mutante)

  1. Fheluany Nogueira
    28 de novembro de 2020

    Caminhoneiro dá carona ao protagonista e, aos poucos vai descobrindo que ele tem problemas mentais. Ele foge, mas quer ir para Fortaleza, onde acredita haver um portal que poderá curá-lo. Consegue outra carona.

    Ótima ideia usar um caronista-andarilho-médico como o “louco” do tema proposto. Interessante que em várias cenas (como a traição da namorada ou a busca pelo portal), ele tem consciência de que não está bem. E que sorte a dele de conseguir sempre boas pessoas que lhe dão carona.

    Personagens e ambientação críveis e simpáticos. Texto bem cadenciado e escrito, pitadas de bom-humor e excelentes referências musicais, poucos desvios da linguagem-padrão. Foi um conto agradável de ler e com um final se não impactante, satisfatório, circular, em aberto.

    Independentemente da avaliação, aproveito para parabenizar-lhe e desejo sucesso na classificação final. Um abraço.

  2. Ana Maria Monteiro
    26 de novembro de 2020

    Olá, Autor.
    Resumo: Rodrigo, ex-estudante de medicina, está convencido de que escreveu a série Dr. House e que a sua namorada, Luciana, lhe roubou a ideia da série e enriqueceu graças a isso. Convencido de que existem dimensões paralelas, onde o tempo e a realidade não coincidem com os que vivencia, acredita que existe em Fortaleza o portal que poderá passar e voltar atrás no tempo, a um momento anterior ao roubo e recuperar o que lhe pertence e o fará rico. Faz a viagem de boleia e todo o conto se passa com um dos camionistas que lhe dá essa boleia.
    Comentário: a história não é nada do outro mundo, mas os personagens são muito ricos e bem construídos. É fácil, quase inevitável, delineá-los, quase vê-los, visualizar todas as cenas e ganhar empatia com ambos. O motorista é uma excelente pessoa e muito interessante, Rodrigo tem toda uma história familiar, de visa e de loucura, também ela aliciante. O autor tem experiência, sentido de ritmo, domínio da narrativa e um ótimo sentido de humor. O conto, apesar do tema, é muito divertido. Responde muito bem ao desafio e precisa de uma revisão em dois ou três pontos, nada de especial.
    A ideia do portal é sempre apaixonante pelas possibilidades que se pode imaginar. Infelizmente, o tempo não volta para trás e Rodrigo seguirá na sua busca e loucura provavelmente para sempre.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  3. Jefferson Lemos
    26 de novembro de 2020

    Resumo: A história de rodrigo em sua jornada para fortaleza, onde podemos ver que suas alucinações regem sua vida, e ele passa por uma aventura até chegar ao local que deseja.

    Olá, caro autor.
    Tive dificuldade de resumir o conto, é mole? Mas gostei bastante. Gostei da sua ideia, e meu deus eu ri demais com o stalker Renato Russo, meu deus! Hahahhahaha
    Gostei dos seus personagens, principalmente de como você deu voz para eles. Os diálogos e tudo mais, tá bem crível e agradável de se ler. Consegui imaginar bem o Arnaldo, o Rodrigo, a situação em si, essa atmosfera que você quis criar. Mandou muito bem nisso!
    O texto peca um pouquinho na revisão, como já foi dito, mas tem uma história que prende bastante do início ao fim. O final eu gostei, achei que fechou legal o conto, a loucura toda do rapaz.
    Parabéns pelo seu texto, gostei! E boa sorte no desafio!

  4. Priscila Pereira
    25 de novembro de 2020

    Resumo: Rodrigo pega carona pra chegar em Fortaleza para encontrar um portal e voltar no tempo.
    Olá, Mutante!
    Eu queria conhecer o Rodrigo, já que foi ele que escreveu House!! Amo House, já vi um monte de vezes! Kkkk
    Então, coitado do Rodrigo. O personagem está muito real, parabéns! Está profundo e não estereotipado, mostrando claramente alguma patologia mental e uma loucura subjetiva.
    O conto precisa de revisão, já apontado pelos colegas. O enredo é simples e direto. Um bom conto!
    Parabéns! Boa sorte!
    Até mais!

  5. Amanda Gomez
    25 de novembro de 2020

    Resumo📝 Homem em situação de rua e com problemas mentais passa a vida pedindo carona. Acredita que há um portal no nordeste que vai levá-lo de volta no tempo afim de corrigir seu passado.
    Gostei 😃👍 Gostei do conto, tem uma atmosfera diferente dos outros do desafio que li até agora. Gostei da interação entre os personagens, fiquei com receio a todo tempo que o cara tivesse um surto e fizesse algo com o motorista ” gente boa” a forma de contar o passado do personagem foi acertada, tudo ficou compreensível. A vida que ele tinha, a pressão, as perdas, os sonhos. Deixar tudo isso pra trás deve ter sido um baque e tanto ao ponto dele ficar assim, por anos, em busca do portal. Destaco a figura do motorista, ótimo personagem, gostei dos diálogos e o final é um pouco triste, mas, não tinha como ser diferente também. Belo trabalho.
    Não gostei 😐👎 Nada em específico.
    O conto em emoji : 🚛🛣️

  6. Fil Felix
    25 de novembro de 2020

    Boa tarde!
    Um homem abandona sua família e emprego para encontrar um misterioso portal em Fortaleza, pegando carona pelo caminho e lidando com as vozes na sua cabeça.
    O conto possui um desenvolvimento interessante, capaz de prender o leitor e gerando até uma tensão. Os diálogos e as descrições são bastante fluidos, a gente consegue identificar as personagens e seus conflitos, montando esse quebra cabeça. Há as referências à cultura pop, música e filmes, fazendo o leitor viajar no tempo (trocadilho!). Lembro de uma música na voz da Baby do Brasil que cita Loki também e que nunca entendi. Mas o texto peca um pouco na revisão e acabamento, há alguns erros de gramática no decorrer e também “visuais” (digamos assim), que ficaram estranhos. Como diálogos por travessão, aspas e as vezes no meio dos parágrafos normais. O final fiquei esperando alguma reviravolta, principalmente quando a voz na sua cabeça, aumentando sua paranoia, faz com que ele duvide do motorista. E isso é um lado positivo da escrita, criando essa tensão. Mas o final, trazendo a ideia do portal, não sei se curti tanto.

  7. Fernanda Caleffi Barbetta
    24 de novembro de 2020

    Resumo
    Rapaz com problemas mentais viaja de Belo Horizonte a Fortaleza pegando carona e andando pela estrada, imaginando encontrar em seu destino um portal que salvará a sua vida.

    Comentário
    Bastante criativo o seu conto, divertido em alguns pontos, como quando ele cita O Renato Russo e a série House… muito boa ideia rsrs.
    Percebo que houve uma preocupação em amarrar toda a história, como quando coloca o rapaz dando dicas médicas para mostrar que ele tinha conhecimento, que havia estudado.
    Gostei do desenvolvimento dos personagens, que se tornaram bem reais. Houve uma empatia com ambos.
    Boa ideia a de contar um pouco do que aconteceu no passado por meio dos sonhos dele o que deu um dinamismo ao texto.
    Alguns diálogos estão muito longos, explicativos demais, o que os tornou artificiais e cansativos.
    O final foi bom, nada muito surpreendente mas foi um desfecho coerente com a loucura do personagem, com o que nos foi apresentado desde o início.

    Faltou um boa revisão, como em “a—a (tirar os “as”) Vai fazer o que naquele país, rodrigo (Rodrigo)! ”.

    Encontrei também alguns deslizes gramaticais:
    as (às) FARCS
    Saiu de casa á (há) quanto tempo?
    “— Muito obrigado, seu Arnaldo, por pagar a comida. Se o senhor quiser posso lavar o caminhão.” – poderia ter colocado o caminhoneiro falando seu nome antes do nome aparecer aqui.
    as vezes – às vezes
    — Tem alguma roupa limpa ainda aí nessa mochila? Você precisa tomar banho urgentemente, meu amigo, seu cheiro está insuportável. Pior do que meu espirro. Uma catinga de bicho morto (ponto final)

    Este diálogo está muito longo. E faltou ponto final entre a interrupção do narrador e a nova fala.
    — Rodrigo tirou de dentro da bolsa um emaranhado escurecido de tecido que lembrava uma calça jeans e uma camisa de botão (ponto final) — Não tem como você usar isso.

    “lá no caminhão” – estão não estavam no caminhão?
    acontecem em baixo (embaixo) dos nossos olhos
    buscar. ”. – o ponto final, neste caso, é apenas antes das aspas
    queria lhe (te) ver
    As (Às) vinte e duas
    as terças a (à) noite

  8. opedropaulo
    23 de novembro de 2020

    RESUMO: Rodrigo está fazendo uma longa caminha até Fortaleza quando encontra Arnaldo, que oferece carona até uma cidade próxima. Na estrada, os dois fazem uma improvável amizade enquanto Rodrigo disputa uma luta contra os seus demônios e o seu passado, o caminhoneiro em seu próprio esforço para desvendar o rapaz que acolheu. No final, divergem. Rodrigo não pode confiar em ninguém. É o que a voz diz a ele.

    COMENTÁRIO: Adorei o conto “na estrada”. Tenho que procurar mais estórias assim e, se é um leitor dessas, aceito recomendações. Outro aspecto positivo foi investir em um conto cujo centro narrativo é a interação entre esses dois homens, um preso aos seus pensamentos e o outro tentando desvendá-lo. Essa dinâmica cria uma tensão que, ao mesmo tempo, também vai fortalecendo um laço entre os dois personagens, o caminhoneiro tentando cuidar do seu carona a partir do momento em que percebe que o rapaz tem algum problema. Foi interessante ver o meio termo que os dois acharam para se comunicar e a linha tênue entre o amistoso e a agressividade. Também foi uma boa estratégia aproveitar as divergências entre eles para nos apresentar mais sobre Rodrigo, a um tempo só dando o seu passado enquanto explica quem ele é e qual é o seu tormento. O final tem impacto e é triste, metendo o rapaz em um ciclo do qual não pode escapar enquanto estiver sob influência da voz esquizofrênica, a paranoia. Achei alguns erros (um lhe mal colocado, um à que era para ser há), mas o conto flui muito bem e esses deslizes não atrapalharam a leitura.

    Boa sorte.

  9. Jorge Santos
    21 de novembro de 2020

    Olá, Bicho Mutante. Este conto narra a história de Rodrigo, um homem de meia idade com distúrbios psicológicos que vive na rua há vinte anos. Ele apanha boleia/carona de um comunista e é aqui que é feita a caracterização da personagem. Gostei da forma como foi feita a caracterização, mas deveria ter mais desenvolvimento.

  10. Josemar Ferreira
    18 de novembro de 2020

    O conto retrata a psicose de um ex estudante de medicina. Existe uma voz que o persegue quase o tempo todo. Se ele chega ao “portal” consegue voltar ao início de tudo, talvez à retomada de sua sanidade.
    Eu achei muito fácil o jeito como o motorista do caminhão conduzia a situação, com pouca estranheza, sendo cuidadoso em comprar alimento para os dois, em sugerir um banho à pessoa que estava de carona, confiando-lhe estar no interior do caminhão sozinho… Acho que poderia ter um pouco mais de ligação com a realidade, que, ao meu ver não seria assim tão facilmente acolhedora. Eu vi uma certa humanidade, mas também uma certa utopia na relação de dois estranhos, em que um ainda por cima é louco.

    No mais, gostei da leitura. Às vezes há uma sensação de paradas bruscas, mas é devido a voz que ronda a cabeça do jovem rapaz que pede carona.

    Boa sorte no desafio.

  11. Elisa Ribeiro
    13 de novembro de 2020

    Sujeito doidão viaja de carona pela estrada e encontra um caminhoneiro gente boa.
    Um enredo sem grandes malabarismos com personagens facilmente reconhecíveis pelo leitor rendeu aqui um conto interessante, que prende a atenção exatamente pela familiaridade do leitor com as situações e os comportamentos narrados. O final aberto, sem reviravoltas ou impacto para o meu gosto combinou perfeitamente com a história contada.
    O que não gostei: em alguns momentos me desconectei durante a leitura. Talvez seu texto mereça uma pequena enxugada.
    O que gostei: a humanidade dos seus personagens.
    Parabéns pelo conto que me rendeu uma leitura bem agradável. Desejo sorte no desafio. Um abraço.

  12. Anna
    11 de novembro de 2020

    Resumo : Um médico mergulha em suas loucuras e acaba por virar andarinho. Em uma das caronas que pega o motorista é extremamente gentil e tenta lhe ajudar mas o protagonista foge dele.
    Comentário : O conto mecheu muito comigo. Me fez pensar sobre a fragilidade do ser humano e que qualquer um de nós corre o risco de enlouquecer. Creio que a história desse médico pode ser desenvolvida em um livro.

  13. Bianca Cidreira Cammarota
    11 de novembro de 2020

    Andarilho com distúrbios pega carona com caminhoneiro e estabelecem vínculo.
    Mutante, seu texto grita verossimilhança. É crível. Viajamos juntos com essa dupla e há beleza no relacionamento de ambos, a humanidade em tempos tão estranhos. Humanidade em Rodrigo, mesmo em sua insanidade. Humanidade no seu Arnaldo, em sua simplicidade e profunda empatia. Isso é belo, Mutante.
    O texto é fluído. As personagens são palpáveis. O enredo não é original, mas desenvolvido bem. O final, no entanto, na minha opinião, merecia mais, muito embora também esteja coerente com a história.
    Alguns trechos proferidos pelo protagonista poderiam ser transferidos para a narração em vez de diálogos, pois ficaram com ar de explicativos, informativos, na minha opinião. Quando ficam na descrição do narrador, também há possibilidade de exercitar a linguagem em figuras de linguagem, brincar com a língua portuguesa, embelezar o texto.
    O conto é bom, autor! Parabéns e boa sorte no desafio.

  14. Leda Spenassatto
    10 de novembro de 2020

    Resumo :
    Um andarilho pega carona no caminhão do seu Arnaldo, que se afeiçoa a ele e descobre que é um médico
    Comentário:
    Adorei! Do começo ao final seu quebra cabeça, ( me permite falar assim) é instigante, envolvente e pretensioso. Tanto é que me prendeu a ele o tempo todo.
    Tanto Arnaldo como Rodrigo desempenharam muito bem o papel que você delegou a eles.
    Uma única coisinha me intrigou um pouco; caminhoneiro escutando Legião Urbana? É isso mesmo, ou foi proposital?
    “- O Renato Russo ficava me espionando, a mando de minha mãe, quando eu estava na Colômbia”.
    Aqui, sem falar nada você jogou a isca. O peixe é grande!
    Esse é um dos contos que mais gostei até agora.
    Te desejo de montão, sucessos!

  15. Thiago de Castro
    10 de novembro de 2020

    Resumo: Louco de estrada recebe carona de um caminhoneiro. Ambos desenvolvem uma estranha relação de amizade e desconfiança.

    Comentário: Puxa, seu conto me derrubou. Estava esperando um desfecho diferenciado, envolvendo melhor os personagens, que são muito bons! A relação de Rodrigo com o Arnaldo me amarrou na história, e tantos mistérios sobre a loucura do personagem e seus planos terminam sem resolução ou uma boa insinuação de final aberto. As referências são interessantes e permeiam o texto de forma coerente, no nome do motorista, nas fantasias de Rodrigo, enfim, estão à serviço do conto, mas o final me decepcionou. Uma pena.

    A forma como você descreveu um clássico doidão de estrada, que poderia ter uma carreira acadêmica e profissional bem sucedida, mas abandonou tudo por causa de devaneios era boa demais. A forma original como enxergava o mundo, o tempo, as pessoas, a defesa de teorias conspiratórias, enfim, tudo isso ficou pelo caminho, pois no final apela para o louco que escuta vozes, menos lúcido, digamos assim, e interessante dentro da proposta que você havia trazendo.

    Vale uma reescrita, se quiser, é claro, porque a premissa tem potencial! E o Arnaldo é muito gente boa, o seu e o Batista.

    Boa sorte!

  16. Giselle F. Bohn
    9 de novembro de 2020

    Homem bem doido pega carona com um caminhoneiro. Nesta viagem descobrimos um pouco sobre seu passado e o que pretende fazer.
    O conto é legal. Prende nossa atenção porque ficamos esperando ansiosos pra ver no que vai dar. Este, foi, pra mim, o único problema: não deu em nada. Ficou clara desde o início a loucura do sujeito, os delírios, a mania de perseguição, e assim se manteve até o final. Na minha opinião, faltou uma reviravolta.
    Na parte técnica, senti que uma boa revisão teria ajudado bastante. Pareceu que foi feito com certa pressa, mas pode ser bobagem minha.
    De um modo geral o conto é bom, com personagens e descrições bem feitas. Parabéns e boa sorte!

  17. Anderson Do Prado Silva
    9 de novembro de 2020

    Resumo:

    Estudante de medicina perde a razão e vaga pelas estradas.

    Comentário:

    Fiquei com muita pena do protagonista! Ele me pareceu um tipo humano muito real, desses com que nos deparamos frequentemente vagando pelas estradas! Ao mesmo tempo, fiquei comovido com a humanidade e boa vontade do caminhoneiro, assim como senti muita pena por vê-lo abandonado no posto de combustível. Mas a vida é assim, né? Coisas tristes acontecem. Que deus conforte e ampare essas figuras tão queridas, do presente conto e da vida.

    Gostei do conto, que me divertiu, distraiu e comoveu!

    Porém, o autor deve cuidar de aperfeiçoar um pouco suas técnicas de redação, lendo e escrevendo mais, além de seguir participando de desafios e concursos literários.

    O texto também precisa de uma revisão competente por leitor beta ou, melhor ainda, revisor profissional.

    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio!

  18. Angelo Rodrigues
    9 de novembro de 2020

    Resumo:
    Jovem empreende um retorno, ao lar ou ao destino que escolheu. Quer ir à Fortaleza. Tem transtornos de identidade.

    Comentário:
    História legal. Boa ambientação, creio que acertada. Uma ideia de circularidade de pensamentos, o enclausuramento dos diálogos dentro de um caminhão. Ficou legal.

    O nosso protagonista tem mania de perseguição, de grandeza, de traição. Está francamente dividido entre o que realmente é – se o que nos foi relatado corresponde à verdade – e o que imagina para si, na fantasia compensatória de suas fraquezas.

    Embora estejam bem estruturadas as transições entre o que é sonho, fantasia e realidade, penso que elas podem ainda ser melhoradas. Não falo apenas de aspas ou travessões, mas de transições literárias.

    De qualquer forma, o conto está legal.

    Boa sorte no desafio.

  19. Lara
    9 de novembro de 2020

    Resumo : Um homem que sucumbiu no mundo das ilusões viaja a pé e pega caronas com o objetivo de chegar em Fortaleza. Um caminhoneiro que lhe dá carona fica intrigado com os delírios do homem e tenta lhe ajudar de alguma forma, descobre que o homem já foi médico. Pelos sonhos do homem sua história é contada, basicamente ele perdeu o contato com a realidade e decidiu que era melhor mudar de sua cidade pois considerava sua vida ruim. Depois percebe que estragou a própria vida e procura um portal para voltar no tempo.
    Comentário : O conto é muito bom. A história do médico é impressionante, achei surreal quando ele pensou que havia escrito a série House mas sei que é perfeitamente comum em pessoas com delírios.Achei estranho a família não ter o internado em uma clínica psiquiátrica, sendo esse o defeito que achei no conto.

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Informação

Publicado em 8 de novembro de 2020 por em Loucura.