EntreContos

Detox Literário.

Um bom domingo (Pierrot)

O sol se divide entre os Cristos crucificados. Um, espichado num longo vitral, outro, numa enorme cruz, assustam o pequeno Cláudio ao pé da mãe, concentrada na benção do Pastor.

Presentes os poucos de sempre. Alegra-se o Pastor ao ver que todos deixam os estóicos bancos para buscar a Sagrada Comunhão. Adultos, crianças (também são permitidas hoje na celebração), velhos. É uma pequena porção, mas de muita fé.

O Pastor, sujeito miúdo de olhar bondoso, mas rigoroso, cabelos bem aparados, grisalhos apesar do seu rosto de moço, termina a benção. Um pequeno semicírculo fechou-se ao redor dele. Atrás o altar, onde um dos Cristos sofre. O vinho é distribuído, a hóstia.

Seu Pedro, bancário aposentado, participante ativo da Diretoria da Comunidade, é o primeiro a receber o corpo e o sangue do Salvador. Será o primeiro a tombar. Dona Almira, nonagenária solteirona, culpa a cálida dormência que a possui ao excesso de doces da festa de aniversário do Lar. Os dois Cristos voltam seus rostos para Cláudio e sorriem. E o semicírculo vai se desfazendo, os membros caindo juntos pelo largo tapete vermelho-escuro.

Mal desfalece o último e de sob a batina do Pastor surge um cutelo.

33 comentários em “Um bom domingo (Pierrot)

  1. Elisa Ribeiro
    25 de novembro de 2020

    O delírio do menino Claudio durante uma cerimônia religiosa.
    A chave para minha hipótese de que o louco do conto é a criança, encontrei-a no primeiro parágrafo, na informação de que os Cristos crucificados assustam o menino Claudio. Eu também sempre me assusto e costumo me recusar a frequentar igrejas em que há tais imagens.
    O autor optou por utilizar uma estratégia minimalista para contar sua história o que resultou favorável. Sem maiores explicações, pareceu-me que a história contada realmente rendeu mais impacto.
    Como microconto, o texto resulta eficiente. O final aberto caiu muito bem. Não vi problemas de revisão.
    O que não gostei: o uso de “O Pastor” para designar o celebrante da cerimônia religiosa resultou em uma ambiguidade intransponível para mim na tentativa de interpretar o texto.
    O que gostei: um texto curto e rápido foi uma benção nesse desafio estafante.
    Parabéns pela participação.
    Desejo sorte no desafio. Um abraço.

  2. Jorge Santos
    21 de novembro de 2020

    Olá. Gostei mais do seu conto do que deveria ter gostado. Curto e grosso, sem perder tempo em grandes discussões filosóficas, mas lançando-as no espírito do leitor. O resumo é simples: Pastor da Igreja psicopata envenena os participantes de um culto durante a comunhão. Fica em aberto um final sangrento. O conto é uma metáfora do bem e do mal e do peso que a religião tem na sociedade. Está bem escrito. O autor fez bem em não ter estendido o texto para o adaptar ao limite deste desafio. A mensagem passou, é isso que interessa. Em termos linguísticos, nada a indicar. Gostei do desfecho, completamente inesperado. Funcionaria muito bem em filme.

  3. Amanda Gomez
    19 de novembro de 2020

    Resumo📝 Uma ato de violência acontece em uma igreja, partindo da imaginação louca de um menino.

    Gostei 😃👍 Um micro conto que permite as mãos diversas interpretações. Optei pela versão em que tudo se trata de um delírio do menino, quando as estátuas piscam um para a outra, o ponto alto do texto, isso fica meio claro. O Massacre comum seria possível não fosse esse pequeno detalhe ” fantástico” Lembro que quando era criança também morria de medo da imagem de Cristo na cruz. Aliás, encarar imagens religiosas é uma coisa meio assustadora, a todo momento imagino que vão se mexer 😅. O conto pede que o leitor se desdobre sobre as poucas palavras e intérprete como bem entender. É um exercício interessante. Parabéns pelo trabalho.

    Não gostei 😐👎Há uma crítica religiosa vestida em esteriótipos comuns em histórias que abordam esse tipo de questão. Essa parte enfreaqueceu o texto.

    O conto em emoji : ⛪ 👦🍷🍞🔪

  4. Paula Giannini
    16 de novembro de 2020

    Olá, Contista,
    Tudo bem?
    Resumo – Em um delírio, menino vislumbra assassinatos em sua igreja.
    Minhas Impressões:
    Um conto curto, porém, guardando a força de um ótimo miniconto no qual o (a) autor(a), para contar sua história, escolheu uma terceira pessoa que é quase um narrador câmera, descrevendo a cena através de um distanciamento que dá ao leitor a impressão de assistir a um filme.
    Interessante notar que, embora o(a) contista trate de um momento de comunhão (Igreja Católica), pequenos detalhes de outras religiões surgem durante a narrativa. Assim, de certa forma, o conto permite que a crítica, não sei se propositalmente, caiba em todas as religiões.
    É certo que um texto pode ser lido com interpretações as mais diversas, e, o trabalho permite que o leitor escolha se o assassinato coletivo do fiéis de fato ocorreu, ou se a coisa toda se passou simplesmente na imaginação do pequeno. Ponto a se notar é que, de acordo com a escolha do leitor, dependendo de sobre quem recai a “culpa” dos assassinatos, deslocamos, igualmente, o foco de “onde se encontra a loucura na trama”, no Pastor ou no Menino. Como leitora, optei pela versão do delírio, baseada na cena em que ambos os Cristos voltam suas cabeças para a criança no altar. Uma cena, escrita em uma única frase e que, devo dizer, é muito impactante.
    Como estou dizendo a todos por aqui, se minhas impressões, por acaso, não estiverem de acordo com sua obra, apenas desconsidere. Aqui estamos todos para aprender.
    Beijos e muito sucesso no Desafio.
    Paula Giannini

  5. Anna
    16 de novembro de 2020

    Resumo : Padre claramente perturbado mentalmente envenena o vinho da comunhão. Após os fiéis morrerem mutila os corpos com um prazer extremamente doentio.
    Comentário : O conto mostra de forma extravagante a hipocrisia religiosa. Os religiosos pregam o amor ao próximo e lascam todo mundo.

  6. Andre Brizola
    15 de novembro de 2020

    Olá, Pierrot.

    Conto sobre um pastor (ou padre, fiquei na dúvida onde é que ficou a incoerência), que assassina sua congregação através de envenenamento e mutilação.

    Ok, um clérigo é sempre um bom personagem como ferramenta para lidar com a loucura enquanto tema. Um clérigo maligno é como somar dois mais dois e obter cinco como resultado, ou seja, você pode achar que tem em mãos algo preciso, e de repente se vê com algo mais, um bônus.

    Trata-se de um conto curto. Mas não acho que a brevidade do enredo seja um problema. Acho que a forma escolhida contempla todas as nuances mais à flor da pele, deixando de lado as camadas mais profundas (o que não depõe contra o enredo). É conciso, mas resolve todos os conflitos apresentados.

    Vejo como problema uma coisa, a incoerência com relação ao nosso clérigo assassino. Estou utilizando a palavra clérigo porque não sei qual seria a correta. Embora o termo utilizado no texto tenha sido pastor, todas as outras características que remetem ao ritual religioso dizem respeito a uma religião católica, ou seja, ministrada por um padre. Não é realmente importante para a trama se o cara era um pastor ou um padre. Mas a inconsistência me incomoda um pouco.

    Me parece um conto escrito de maneira rápida, com o fluxo de pensamentos funcionando junto com a digitação para aproveitar a inspiração do momento. Não sei se isso reflete a realidade, mas é a impressão que obtive da minha leitura.

    É isso, boa sorte no desafio!

  7. opedropaulo
    15 de novembro de 2020

    RESUMO: Como dizia o U2, Sunday, bloody Sunday…

    COMENTÁRIO: A ideia é interessante, mas a execução não se desenvolveu o suficiente para causar verdadeiro impacto. Com certeza há espaço para ter aprofundado mais do que quis mostrar nesse conto, fosse na perspectiva do sacerdote, fosse na dos visitantes. Há, em plano de fundo, uma estória de “culto”, a qual eu confesso odiar. Mas não se preocupe, garanto que a nota não será influenciada por descontentamento meu e até te dou um trecho de explicação: recentemente tenho assistido a filmes em que no final se revela que o grande horror, aquilo que vinha assombrando os protagonistas, era tudo fruto de um culto. Com isso, criei uma cisma com esse tipo de estória, pois faz do culto um recurso narrativo extremamente preguiçoso. Agora veja, eu disse que, em si, meu descontentamento não influenciaria a nota, mas devo admitir que o problema aqui, o do pouco desenvolvimento, está justamente em ter feito da reviravolta o conto. Para além da descoberta de que é um culto, o conto não cresce para lugar nenhum, no enredo ou no tema. Além disso, há algumas construções frasais estranhas que incomodam um pouco, mas, como já apontei acima, não são o principal problema do texto.

    Boa sorte.

  8. Ana Maria Monteiro
    15 de novembro de 2020

    Olá, Autor.
    Resumo: Cláudio vai com a mãe à missa e assiste a um massacre em que o padre ou pastor envenena os presentes, esquartejando-os em seguida.
    Comentário: Um miniconto sempre prima pela concisão. Quando é bom, pode abrir espaço a diversas interpretações. Este é bom.
    Eis a minha interpretação, a que consegui enquadrar no contexto do tema do desafio: Cláudio, um menino impressionável, vai à missa com a mãe. Todo aquele espetáculo, o ambiente claustrofóbico, a cantilena do padre, o êxtase beatífico dos crentes, “o corpo e o sangue”, criam nele um estado de alucinação em que imagina o pastor a assassinar e esquartejar toda a gente. Pobre menino!
    Excelente miniconto de terror em que a loucura se faz presente, tanto na imaginação do menino, quanto no comportamento que imputa ao padre.
    Apenas uma advertência: é conveniente ter cuidado quando se escreve e não misturar coisas que, sendo o mesmo, não se misturam. Particularmente nestes assuntos de fé, os crentes costumam ser pessoas muito fanáticas e que se sentem insultadas facilmente (veja-se o caso do professor decapitado em França, para não ir mais longe), tenha cuidado quando escrever para não cometer deslizes que, não tendo a menor importância, poderão ser usados como armas contra si.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  9. Jefferson Lemos
    14 de novembro de 2020

    Resumo: o culto que se torna um massacre.

    Olá, caro autor.

    Texto curto e com um bom plot. No entanto, pequeno demais. Faltou desenvolvimento, a história daria uma boa dose de terror pro desafio. Com uma revisão sobre as incoerências do texto e uma expansão do mesmo, certamente vai ficar um história muito boa. Me lembrou um pouco preacher.

    Parabéns pelo texto e boa sorte!

  10. antoniosbatista
    13 de novembro de 2020

    Resumo: Menino vai à missa com a mãe. As pessoas que recebem a hóstia desmaiam. Quando todos caem, o pastor tira um cutelo de sob a batina.

    Comentário: Gostei do conto de Terror. Me pareceu que o pastor teve um surto mental, ficou doido e resolveu matar suas “ovelhas”. A escrita não é ruim, mas há alguns equívocos; pastor não usa batina e sim, padre. Na igreja católica quem faz a missa é chamado de padre e não, pastor. Pastor é das Igrejas Evangélicas e lá, não é missa, é Santa Ceia compondo-se de pão e vinho. Boa sorte no Desafio.

  11. Leandro Rodrigues dos Santos
    12 de novembro de 2020

    Menino acompanha seu assassinato na igreja.
    Tecnicamente, tem poucos erros, mas diversos: pronominal, verbal e repetições.
    A descrição da morte foi boa, o ponto de dedução é o principal desse texto.

  12. Regina Ruth Rincon Caires
    11 de novembro de 2020

    Um bom domingo (Pierrot)

    Resumo:

    “O sol se divide entre os Cristos crucificados. Um, espichado num longo vitral, outro, numa enorme cruz, assustam o pequeno Cláudio ao pé da mãe, concentrada na benção do Pastor.”

    “Um pequeno semicírculo fechou-se ao redor dele. Atrás o altar, onde um dos Cristos sofre.”

    Os dois Cristos voltam seus rostos para Cláudio e sorriem. E o semicírculo vai se desfazendo,…”

    Para poder resumir o texto, atentei para essas frases em destaque (acima). O que está descrito faz parte da visão do pequeno Cláudio. Entendo como uma alucinação, um “laivo” de loucura, qualquer coisa do gênero.

    Comentário:

    Um texto conciso, de entendimento ambíguo, técnica intencionalmente escolhida pelo autor. Numa primeira leitura, o leitor se depara com uma missa empapada de sangue. Mas, se começa a observar as descrições “fantasiosas”, percebe que há algo sem lógica, imagético. E essa percepção o leva ao “olhar” de Cláudio. Apenas o menino está imerso nesse cenário sanguinolento. Seria isso?

    Se a intenção do autor fosse o primeiro cenário criado, o conto seria de terror. Para expressar a loucura, transtorno, o autor narra a partir da perspectiva do menino.

    A concisão do texto em nada lhe tirou o valor, a narrativa é muito boa. De difícil compreensão, mas um belo trabalho.

    Parabéns, Pierrot (lunático, distante e inconsciente da realidade)!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  13. Fil Felix
    10 de novembro de 2020

    Boa tarde!
    Durante um culto de domingo, alguns fiéis acabam morrendo e o principal suspeito é o pastor.
    Bom, o conto é curto e apresenta uma cena com algumas mensagens nas entrelinhas, principalmente devido ao tema (loucura) não aparecer explicitamente. Fica a interpretação se o pastor ou o garotinho que estão com seus delírios. Mas encontrei alguns problemas no caminho e, particularmente, não gostei muito. Achei rápido e até meio simples demais nas passagens, apesar da escrita ser boa e levar o leitor à leitura de maneira muito fluida e tranquila.
    A ambientação, com os vitrais e crucifixos, remetem à uma igreja católica. A hóstia também. Mas a ideia de pastor remete à igreja evangélica. As poucas pessoas e a ideia de círculo dá a entender quase que é uma seita. Alguns probleminhas de dualidade que acabaram prejudicando um pouco o leitor, no caso eu, de entrar na magia do conto.

  14. Fabio Monteiro
    10 de novembro de 2020

    Resumo: Culto do capeta.

    O tipo de cena que imaginei acontecendo uma certa vez. Psicopata famoso é aquele que não esta nem ai para religião, ele vai lá e faz. Pior, faz dentro de um lugar sagrado.
    O enredo é bom. Acredito que tenha faltado explorar um pouco mais as cenas.

    Boa Sorte

  15. Fernanda Caleffi Barbetta
    5 de novembro de 2020

    Resumo
    Pastor mata fiéis após a missa com a hóstia e o vinho. Após o assassinato de todos, pega o cutelo, na intenção de esquartejar os corpos.

    Comentário
    Um miniconto de terror muito bom. Gostei da imagem que criou com os cristos crucificados. “Um, espichado num longo vitral, outro, numa enorme cruz”.

    Gostei da sua opção por nos apresentar logo de cara a criança assustada aos pés da mãe, pois ao final, quando percebemos o rumo que o texto toma, nos lembramos do Claudio e ficamos aflitos por ele.

    O final, com o cutelo não foi tão arrebatador porque todos já estavam mortos. Talvez se nos fizesse duvidar se eles estariam vivos ou não seria o impacto seria maior.

    Seria loucura ou maldade? Muitas vezes atos cruéis usam a demência como desculpa. Gostaria que tivesse mostrado mais facetas deste padre, nos apresentado melhor a sua personalidade. Havia o limite de três mil palavras, talvez fosse legal usar algumas para aprofundar neste sentido. Inclusive o menino poderia ter sido melhor trabalhado.

    Apenas após ler os comentários que me dei conta desta confusão entre pastor, hóstia, imagens nos vitrais. Não sou religiosa e não me atentei a isso. Mas é importante uma pesquisa para que o conto seja verossímil.

  16. Fheluany Nogueira
    4 de novembro de 2020

    No domingo, o menino Cláudio participa de uma missa em vê os participantes morrerem sob o cutelo(símbolo dos assassinatos do Pastor.

    Um pastor psicopata e assassino. Impactante miniconto de terror que choca pela antítese entre o ambiente religioso e as mortes, o cutelo. Esse clima é reforçado pelo pseudônimo, um palhaço triste, apaixonado por quem não o quer.

    Título e imagens cheios de sarcasmo. Descrições objetivas.

    Gosto da linguagem sintética e das entrelinhas desse tipo de conto. Sorte no desafio Um abraço.

  17. Anorkinda Neide
    4 de novembro de 2020

    Considero aqui q este mini conto desencontrou-se no ritmo deste grupo de escritores.
    há a possibilidade de 3000 palavras, nao é isso? entao um microconto chega e as pessoas o lêem no afã da leitura rápida pra dar conta de ler tudo.
    E acaba não absorvendo o que um microconto tem a oferecer, a subjetividade, a entrelinha.
    .
    Pastor sempre nos remete a culto evangelico, mas claramente aqui há um conto catolico.. a palavra Pastor foi subtraída do catolicismo? acredito q não.
    .
    O conto está sob o ponto de vista do menino Claudio, embora esteja na terceira pessoa e eu vi que nao houve mortes ou envenenamentos, mas a loucura de Claudio assim viu.. numa alucinaçao, a frase mais importante do conto é aquela onde os dois Cristos sorriem para o menino.
    Está claro pra mim que tudo se passa na mente de Claudio.
    ;.
    é um bom conto
    parabéns a autora

  18. Jania Marta
    4 de novembro de 2020

    Os organizadores do ” concurso” não sabem tecer comentários, já enviei e-mail solicitando que não coloque o meu conto em algo assim que não respeita as outras pessoas.
    O ” concurso ” oferece somente um único livro, é trabalhoso mas acha estar no direito de ofender os participantes como aconteceu em comentário nesse conto.
    Lamentável

    • Fabio Baptista
      4 de novembro de 2020

      Lamentável é a sua falta de humildade para aceitar opiniões sobre seu texto (que está longe de ser uma unanimidade, aliás…).
      E, ainda mais lamentável, é participar de algo sem ler o regulamento e depois ficar reclamando.

      • Jania Marta
        4 de novembro de 2020

        O texto não é meu, como você fala de algo que não sabe? Como se dá ao trabalho de comentar algo que nem leu? Eu disse que avisei que não era para postar oque escrevi, entenda, oque eu escrevi não foi postado! Para você comentar algo se dê ao trabalho de ao menos ler!
        Pelo nível do seu comentário dá para ver que esse blog é totalmente amador, o povo desce o nível e não tem moderação alguma.
        Entre Contos não use fantoche para falar comigo.

    • Fabio Baptista
      4 de novembro de 2020

      Jania Marta, já que o blog é tão ruim, pedimos a gentileza de que não apareça mais por aqui, pois não queremos ofender tão ilustre figura com nosso amadorismo.

      Obrigado,

      MODERAÇÃO ENTRECONTOS

  19. Priscila Pereira
    3 de novembro de 2020

    Resumo: Uma reunião em uma igreja acaba em vários assassinatos.

    Olá, Pierrot!
    Olha… Dá pra perceber que vc não entende nada sobre igrejas, tudo bem, sempre acabamos marginalizando o que não conhecemos. Só a nível de chatice mesmo, igrejas que tem pastor ao invés de padre não tem vitrais com o Cristo morto, e não comem a hóstia.

    Bem, tirando a chatice, o conto é raso cara. Podia ter aprofundado isso. Queria um pastor que envenenace o rebanho e picasse todo mundo, ok, se aprofunda nós personagens, em suas motivações. Do jeito que está, pra mim, está muito fraco, desculpe.
    De qualquer jeito, desejo sorte.
    Até mais!

  20. Leda Spenassatto
    3 de novembro de 2020

    Ao final de um culto evangélico, num domingo, todos desfalecem aos olhos atônitos de Cláudio que vê sair debaixo da batina do pastor um cutelo.

    Um bom Domingo, cruzes!
    Foi isso mesmo que eu entendi?
    O pastor, na hora em que os fiéis se aproximavam para receber o corpo e sangue do Salvador, matou todo mundo com um cutelo escondido sob a sua batina.

    Muita sorte , Pirrot!

  21. lmiguelgomes
    3 de novembro de 2020

    Resumo: Uma comunidade católica é barbaramente sacrificada durante a missa dominical.

    Comentário: Conto curto, quase poético. Tem um tom envolvente e inquietante. Qual é o móbil do sacrifício, é a questão filosófica ou teológica que o leitor fica obrigado a responder.

    Os pontos fortes deste conto são uma descrição muito concreta da cena e das personagens que leva à identificação do leitor com aquele momento e os espaço narrativo que deixa em aberto: será uma metáfora sobre uma religião que condiciona os desejos ou uma fé tão forte – como adjetiva o autor – que leva os crentes a desejar chegar o mais depressa possível à presença do seu Senhor?

    Talvez um evento/acontecimento no final do conto pudesse alongar este texto tão bem escrito.

    Boa sorte para o desafio!

    Luís Palma Gomes

  22. Lara
    3 de novembro de 2020

    Resumo : Padre assassina os fiéis por meio da hóstia.E a intenção de mutilar os corpos é mostrada no final.
    Comentário : O texto me causou medo. A maldade pode estar queimando dentro da figura mais santa que conhecemos, nem tudo é o que parece.

  23. Anderson Do Prado Silva
    3 de novembro de 2020

    Resumo:

    Padre promove assassinato em massa.

    Comentário:

    Achei absurdamente genial, mas, em um desafio que permite 3000 palavras, a análise comparativa me obriga a lamentar esse texto ter sido tão curto. Achei muito criativo, assustador e, até, engraçado. Também tem uma sonoridade muito boa!

    Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio!

  24. Angelo Rodrigues
    3 de novembro de 2020

    Resumo:
    Numa comunidade religiosa, pastor, depois de amolecer o fiéis com vinho e hóstias batizadas, passa a faca em todos eles.

    Comentários:
    Conto bem legal. O autor optou durante todo o tempo pela subliminaridade dos acontecimentos que viriam. Começou passando ao leitor um ambiente aconchegante, claustral, de perfeita harmonia, e logo em seguida deu o tom do horror que a todos esperava.

    Poucas palavras foram capazes de definir o desejo do autor em passar a loucura do pastor (nem falo de suas ovelhas, que seriam loucas só por estarem ali), algo que me remeteu às comunidades de fim de mundo, religiosas e segregadas.

    Não sou entendido no assunto, mas ficou-me a dúvida se se poderia chamar de pastor a alguém que comanda ritos religiosos em uma igreja onde haja vitrais com Cristos crucificados. Não seria apenas coisa de padre?

    Creio que padres estejam ligados ao catolicismo – que tem imagens de Cristo crucificado – ao passo que pastores são evangélicos, onde não há Cristos crucificados, mas apenas a representação do cristianismo por meio da cruz solitária.

    Desculpe-me se me equivoco, mas fica a lembrança ao autor para que, sendo como penso, rever o texto; que é bom.

    Boa sorte no desafio.

    • Thiago de Castro
      4 de novembro de 2020

      Fiquei com essa dúvida também, mas como Pastor está escrito com letra maiúscula, pensei que poderia ser o nome do padre, ou algum tipo de referência, então dei um desconto, apesar do incômodo.

      • Angelo Rodrigues
        4 de novembro de 2020

        De qualquer forma, Thiago, acho que o conto sairá do certame. É o que pede a autora em comentário logo acima. Foi o que me pareceu.

  25. Ana Cláudia Barros Fontenele
    3 de novembro de 2020

    (Eu fui pra missa ontem e agora estou um pouquinho paranóica. Pierrot, pra mim, você já ganhou. Alguém, por favor, entregue uma medalha para esse escritor ou escritora.)

    Resumo: Um padre mata os fiéis.

    Eu comecei a ficar ansiosa com esse conto juntamente com o pequeno Cláudio. Tem uma atmosfera macabra que é praticamente tangível e isso é fenomenal, porque você falou muito com pouquíssimas palavras. A construção da igreja como um lugar claustrofóbico e abafado semelhante a um açougue e, a percepção do lamentável futuro que o rebanho terá nas mãos de um açougueiro foram geniais. (Como vegana, eu fiquei verdadeiramente apavorada com essas percepções.)

    Estou positivamente aterrorizada. Ah, sua escrita é maravilhosa. Resumindo, você tem uma fã.

  26. Claudia Roberta Angst
    3 de novembro de 2020

    RESUMO
    Durante celebração de missa, os presentes são envenenados no momento da comunhão. Até o menino Cláudio acaba perecendo entre os dois Cristos. E o padre ainda revela ter um cutelo. Chacina!

    AVALIAÇÃO
    Excelente mini conto. Daria para estender a narrativa um pouco mais e ganhar volume com o mesmo impacto? Talvez não, mas valeria a pena tentar, autor(a).
    A ideia foi bem desenvolvida e merecia mais palavras para apreciarmos a sua habilidade com as palavras. Gostei da imagem do paralelo entre os dois Cristos.
    Linguagem clara e precisa, ritmo perfeito. Apesar do tema pesado, encontrei beleza no quadro criado.
    Parabéns e boa sorte.

  27. Bianca Cidreira Cammarota
    3 de novembro de 2020

    Pierrot, bom dia!

    Padre assassina seus fiéis na missa através da comunhão (vinho e hóstia).

    Dando uma pausa aqui no trabalho, não resisti e vim conferir os novos contos, com o intuito de poder ler e comentar pelo menos um. A primeira frase do seu me chamou a atenção e, por isso, cliquei nele. Como uma boa primeira frase e/ou parágrafo em um escrito tem poder de chamar o leitor!

    A premissa é maravilhosa e fiquei entusiasmada ao começar ler tua história. Então percebi que ela era um mini-conto.

    Gostei tanto, tanto… e também fiquei frustrada. Entenda, autor, a frustração pertence a mim, pois queria ter visto maior desenvolvimento, as intrigas, as personagens mais detalhadas, a motivação mostrada ou insinuada (a origem da loucura do padre). Tua ideia para o conto é fantástica e, na minha opinião, merecia bem mais palavras do que as 197 aqui mostradas.

    Autor ou autora… há tanto talento aí! Demonstre mais da próxima vez! Sei que o desafio coloca apenas um limite máximo (3.000 palavras), então você poderia ter feito até um conto com o número abaixo desse limite da sua escolha, como fez; mas fico só imaginando se seu conto tivesse ao menos 1.000 palavras… mil palavras nas quais muito provavelmente eu me deliciaria, haja vista que você já deu uma palhinha do seu dom.

    Sei que a concisão e a brevidade são características dos dias de hoje. No entanto, sempre haverá tempo para apreciar o talento e creio que não só eu também desejaria ver mais de ti.

    Parabéns pelo seu talento. Tua escrita é ótima. Quero ver mais.

  28. Thiago de Castro
    3 de novembro de 2020

    Resumo: Padre envenena, secretamente, o vinho distribuído na comunhão para mutilar os corpos abatidos. É um conto que trata sobre a loucura a partir de uma atmosfera de terror.

    Comentário:

    Caro Pierrot, seu conto, dos curtinhos aqui do desafio, foi o que mais me agradou até agora! Em um edital onde se permitem até 3000 palavras, o excesso pode ser entediante, se mal aproveitado, e o texto curto pode ser taxado de mal trabalhado, com pouca profundidade. É difícil fazer as coisas na medida, e aqui, você fez.

    Toda construção da sacralidade amparando a loucura do Pastor, foi muito bem colocada no parágrafo de abertura, na movimentação dos fiéis. Eu estava lá, contemplando a luz do Sol entrando pelos vitrais, e me vi levantando do banco e integrando a fila dos condenados.

    Um conto sobre loucura, mas também de terror insinuante. A fidelidade para com um líder, religião, seita, que pode levar a tragédias (existem vários exemplos na história, de suicídios coletivos, assassinatos, enfim, a galeria é vasta), é um tipo de loucura coletiva? No caso aqui do conto, o Pastor se aproveita dessa entrega cega.

    Da comunhão onde se consome o corpo e sangue de Cristo, os abatidos terão sua própria carne e sangue consumidas.

    Impactante, muito devido a concisão.

    Parabéns pelo texto o boa sorte no desafio!

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Informação

Publicado em 3 de novembro de 2020 por em Loucura.