EntreContos

Detox Literário.

O Vereador epitafista (Mac Brava)

Na cidade paraense de Placas,  o jovem Vereador Olivier, foi eleito com a maioria dos votos, com o lema “ abaixo a hipocrisia”. Oton, seu pai,  ex-prefeito com mandato por muitos anos na cidade, só saiu da prefeitura após sofrer um acidente à cavalo, e foi morrendo aos poucos, paralisado, o que fez com as pessoas se sentissem muito próximas àquele drama.  

Olivier, filho único, decidiu que seu pai,  não viraria Santo por isso, como todos se transformam,  imediatamente às mortes. Que a sua lápide deveria representar uma identidade verdadeira, por mais simples que fosse. Deste modo, Olivier estava alinhado com o lema que o elegeu e escolheu para o pai,  um texto sem nenhuma reverência ou referência maior : “caí do cavalo”.

          Como a lápide já estava pronta e ninguém conseguiria demover Olivier de escrever algo diferente, mesmo que fosse exagero ou até mentira, recorreram à viúva dona Marita.  Naquele momento, o que ela mais queria, era  fazer companhia ao falecido, e o máximo que poderia pensar era: “Marita, aqui te espero. Oton.” 

           Mas ainda assim, as pessoas se incomodavam com  a secura do texto da lápide, o quê que seu Oton poderia ter feito de tão ruim para ele ou para a família, que nada mais sentimental fosse deixado por escrito.  Mas o jovem Vereador não só estava seguro sobre sua decisão, como apresentaria na Câmara um Projeto de Lei que dispunha sobre o futuro das lápides. Quem quisesse ser enterrado no cemitério “Você não está sozinho”,  além de fazerem jus ao nome do Município “Placas”, essas deveriam ser representativas de como a pessoa realmente viveu. Alinhava-se ao lema que o elegeu e deste modo, que as pessoas tentassem melhorar seu modus vivendis

         Ao  texto em itálico, seguia a explicação que todos deveriam se reunir em caráter de urgência urgentíssima, para sugerir em vida, e levar à aprovação, o texto que melhor lhes caberia. Do contrário, receberia a redação com a visão da própria comunidade, para o bem ou para o mal. O Projeto de Lei, colocado o termo modus vivendis,  em latim, mostrava  erudição, como Olivier, realmente tinha sido educado, inclusive tendo estudado no estrangeiro. 

       Seu Oton e dona Marita decidiram,  já na escolha do nome para o menino, um que desse um  “tchan” de lorde, além de começar com a inicial do nome do pai, nasceu para viver e morrer, de modo diferenciado. Olivier não fazia questão de ser chamado como queriam seus pais. Com a pronuncia assim,  Olivi-ê. E muitos dos eleitores,  votaram nele só por amor ao seu Oton, nem mesmo sabendo como pronunciar direito o nome do seu filho, preferindo chamá-lo de “seu Olivi” desprezando totalmente o que daria o “tchan” ao seu nome. 

       Mesmo achando o texto curto e seco para uma pessoa tão boa como o pai dele foi,  os eleitores acataram, pois concordavam que era coisa reservada da família. Os vereadores afinal acabaram achando boa a ideia.  Um mecanismo para as pessoas tentarem viver melhor, antes que pudessem ser enterrados, não direto como Santos. O “bom pai” escrito na lápide, não conseguiria explicar, bom para qual dos filhos, com tantas mulheres. “Excelente marido” não mostrava os roxos deixados na esposa e nos filhos. “Exímia esposa”  só se fosse sinônimo de  preguiça e perdulário. E por aí vai. Nunca morrem como pessoas comuns, com defeitos humanizados, que passaram pela terra,  lembrados por seus feitos, e por quê não dizer,  efeitos? 

        Mas as pessoas foram ficando preocupadas com a aprovação do Projeto, que com certeza, teria maioria na Câmara e seria sancionada pelo prefeito, que só não era o próprio “seu Olivi” por quê ele mesmo, não tinha ambição de crescer na política. Queria mesmo era fazer o povo viver melhor. 

          O efeito foi quase imediato. A partir do dia em que se  tornou Lei Municipal, as pessoas “se viraram nos trinta”,  para “ficar bem na fita”. Como muita gente estava meio sem saber o que poderia escrever nas suas lápides, e Olivi-ê sempre defendendo a bandeira “abaixo a hipocrisia” chegou a dar um exemplo prático e citar uma “Youtuber” famosa no Brasil. Uma senhora casada, mãe de 4 filhos, que vem se dando muito bem, palestrando sobre sexo: “ Aqui não jaz uma mulher fria”, exemplificou. As pessoas se entreolharam e franziram as sombrancelhas, mas se seu lema antes já era lei, imagine agora, tomado ao pé da letra, sustentada pelo prefeito de Placas.

       Para ajudar as pessoas a “digerirem melhor a ideia”, Olivi-ê contou ainda sobre um  “cemitério alegre” na cidade de Maramures, ao Norte da Romênia, na fronteira com a Ucrânia, onde todas as lápides são divertidas e as pinturas coloridas. Ele  lembrava apenas que não havendo regras,  divertida ou séria, teriam que ser verdadeiras. Do contrário, o povo daria a última palavra e ao morto restaria apenas, revirar na sepultura, como é de se prever. 

       O padre Jorge Antônio, bem no estilo Papa Francisco, moderno e sensível, aprovou a ideia, que embora não citasse Deus na Lei Municipal, sabia que a intenção era das melhores. Converter o povo para a fraternidade, mesmo que parecesse chantagem, como foi o argumento de alguns, que nem tiveram chance de defenderem melhor este posicionamento. O Padre Jorge Antonio decidiu que qualquer que fosse o seu texto, seria em latim. Achava uma língua de raiz e a maioria para não aparentar ignorância, não questionaria muito a inscrição, o que certamente  já comprovado, “passaria com a boiada”. 

       O marqueteiro ofereceu colocar painéis gratuitos pela cidade:  “Somos todos Big Brothers” e Olivi-ê achou boa a mensagem, embora em inglês, muita gente nem sabia que estava sendo vigiada, mas o sentido duplo, reforçava a mensagem de melhorar o convívio. Além do que, não custaria nada para os cofres públicos. Que isto ficasse absolutamente transparente no Portal. 

        Os artistas da cidade decidiram parafrasear Molière: “nestes momentos faz-se de morto, e na verdade, faz muito bem”. Não se chegou a se discutir muito, visto a situação de extrema pobreza em que se encontravam os artistas depois da pandemia.  Por unanimidade,  algum valor a cidade de Placas, deveria retribuir a eles, nem que fosse no último ato. E assim, as cortinas foram fechadas, bem como o assunto.  

         Os alcóolatras optaram também por uma lápide coletiva, que resolveria tanto  o problema financeiro, quanto de criatividade.  Já calando a boca de quem quisesse esculhambar: 

– “ Enfim deixei de beber. – Qual texto mais verdadeiro poderiam impor?” – Aprovadíssimo, disseram os integrantes da intitulada Comissão Epitáfica.

         

       Fazendo auto-reflexão, seu Dotim da mercearia, sempre sensato, sua única falta de senso,  foi ter se  casado com uma megera, que nem rica era, reservou a lápide, em segredo, para evitar mais xingamentos e humilhações para ela. Tomou para si, a total responsabilidade, tanto na terra, quanto no céu e lacrou :  “aqui descansa minha querida esposa, senhor recebe-a com a mesma alegria com que lhe mando”. 

        Alguns já tinham pensado vários outros textos contendo xingamentos e até termos chulos, mas se seu Dotim não tivesse tido este “insight” espetacular, no páreo estaria: “Aqui jaz uma mulher com prendas muito ocultas”. Como este texto ficou às moscas, por conta “da jogada de mestre” do seu Dotim, chegou a se pensar em Consuelo. Depois da viúvez, sem filhos, caiu em vários “contos do vigário” esperando na janela, pelos possíveis futuros maridos, o que nunca aconteceu.  Passando quase a ser a “Geni” da cidade, bastante elogiada por sua performance amorosa. Mas diferente da Geni do Chico, essa doava. Pelo fato de ser bastante romântica, de ter independência financeira,  pela entrega total, ampla e irrestrita com que viveu e viverá por muito tempo, – Se Deus quiser ( e há de querer) diriam – decidiu-se pela lápide: ‘Só sua”. Consuelo considera uma verdadeira homenagem e chegou a pendurar a sua, como se fosse um quadro, enfeitando seu quarto.   

       O bicheiro Alvim da Pina, escolheu pela frase “fim do jogo”, tendo ficado em dúvida entre a primeira e “fui, se puder, negocio e volto”, muito típica do senhor Alvim da Pina, que não tinha nenhuma habilidade na vida, a não ser apostar na sua (má) sorte. Tanto que a comissão achou meio perigoso criar esta expectativa nas pessoas da volta dele, mas com a palavra “se”, dependendo ainda de um bom comportamento dele, que com certeza, não teria, ambas foram analisadas mas a vencedora, foi mesmo “fim do jogo”. Assim daria por encerrada definitivamente, sem sombras de dúvida, a  vida pregressa do bicheiro Alvim da Pina. Aliás vida que não se resumia apenas ao jogo de bicho, e muito aos vícios todos. Para esclarecer melhor, unha e carne com Rodrigo e Tião da Zinha, que logo logo aparecem por aí. 

         Seu Antero, da farmácia, sabia que teria que em algum momento, citar Rodrigo, o filho mais velho, que só lhe deu desgosto e por isso mesmo,  retirado do testamento.  Toda a cidade sabia, menos ele. Seria uma lápide- revelação: “com amor de todos os seus filhos, menos Rodrigo”. 

         O pastor Mauro, da Igreja “Busque a Deus”, com milhares de seguidores no Instagram e no Youtube, era um charme e usava aqueles microfones sem fio, dourado e prateado, como o que a Xuxa estreiou na TV há dez mil anos atrás, no mesmo ano em que nascia Raul Seixas. Pastor Mauro decidiu que não escolheria nenhum texto, deixando essa difícil tarefa, para seu próprio rebanho. Todos comentaram a coragem do pastor.

        Tião da Zinha,  condenado por vários furtos, mas sua especialidade, roubar galinhas de cor preta para macumba, acabou sendo preso também, pelo crime de agressão.  Ele descobriu que a pinga e a farofa dedicada a um dos  “serviços” tinham sido consumidas pela turma da lápide coletiva: “enfim parei de beber”, numa festa lual-encruzilhada. Mas o réu que nunca confessou nenhum dos crimes,  embora tenha sido reconhecido através do buraco da fechadura, para manter a segurança da vítima, manteve seu direito constitucional de ficar calado:  ‘não tenho mais nada a dizer” seria sua última declaração. 

        

          As filhas de dona Ismar e seu Valdo, as lindas Clivia, Rosa, Hortênsia e Petunia, optaram todas por unificar o nome das flores e elegeram Jasmim, a filha mais nova, como representante. A análise da comissão, levou em conta vários pontos, mas principalmente a criatividade, embora alguns desconfiassem de plágio. 

“Aqui Jaz-mim”. 

         E assim a cidade foi  vivendo seu dia a dia cheio de reflexões e  auto reflexões. A medida foi se mostrando eficaz, dentro do possível e do impossível. Como a esposa do seu Dotim, da mercearia, sentindo que “o bicho ia pegar”, começou a tentar ser mais simpática com todo mundo, mas soava tão falso, que não adiantava mais. Ela chegou a reclamar por escrito para os vereadores, como sempre fazia. Mas seu Dotim interceptava suas cartas, queimava, pois já tinha decidido que era muito tarde para ela mudar. Teria que nascer de novo. Mas apesar de tudo e de todos, a amava.

         Até Rodrigo do seu Antero, da farmácia, sabendo o que lhe esperava,  apareceu e tentou fazer as pazes com a família, mas não deu tempo. Seu Antero morreu de desgosto, ocasionando um ataque fulminante no coração. Rodrigo indignado, lendo a placa que continha seu nome, sabendo “in locco” ser herdeiro de nada, escomungava o pai, ali mesmo no cemitério “Você não está só”.  Aos berros jurava  que tinha tentado fazer as coisas direito, parando de beber, de fumar, de traficar, menos de jogar e sair com o amigão Alvim da Penha. Ah! E de mexer com mulher casada. 

            Chegou a confessar que resolveu deixar as casadas de Placas e se dedicar exclusivamente, às das cidades vizinhas, ampliando seu perímeto, como dizia “ zona de segurança” para suas investidas amorosas. E ali aproveitava para detonar com as mulheres da cidade dele, felizmente sem citar nomes, mas pesava aquele enigma, de todas as casadas que já tinham “se acostado” com Rodrigo.  O termo “acostado”, que em Português significa deitar, ele usava na intimidade com as damas, que achavam o máximo, ele falar espanhol, soando bem mais romântico,  se passando por um flamante amante ‘estrangero’ (leia-se estran-rrero). 

        Elas de derretiam pois além de bem dotado e sua fama, corria milhas e milhas dali, ele já na introdução, sem cerimônias, metia aquela mão enorme no vão entre as costas e o bum bum das casadas, trazendo-as para pertinho dele, no ímpeto como um dançarino de tango, mas sem a música, e aos ouvidos sussurrava” “dice me mi amor, tu quieres te acostar comigo, si como non?”. Perguntando e já respondendo positivamente, o que dava um ar de total segurança, o que tirava o fôlego delas, que nunca disseram um não. 

           Na maioria das vezes, ficava meses sumido, com medo de algum marido estressado, como ele alegava ao pai. Já tinha sido jurado de morte várias vezes, mas segundo seu Antero, nenhum plano tinha sido sucedido. Como pai, não poderia supor ser um  bom plano,  embora a cena do cemitério, onde senhor Antero estivesse, sem constrangimentos, escreveria em letras garrafais:  ‘plano MUITO BEM sucedido”. 

        Rodrigo, tomando ciência da Lei Municipal, e depois disto, de cabeça fria, mas o resto do corpo quente,  até compreendendo a pressão que o seu pai estava sofrendo para definir o texto do seu epitáfio, resolveu tomar para si a missão de escrever ele próprio o seu, e não deixar que ninguém o fizesse.  Por conta das amantes casadas, seu texto já em lágrimas seria: “saudade aliviada”.  

Rodrigo manteve sua palavra: 

“Eis-me. Acostado e rígido!” –  Melhor que isso, não fariam, orgulhou-se!

       Seu Dodó, da padaria, gordíssimo e fazedor de verdadeiras delícias, tinha mania de contradizer os outros. Tão chato que a família muito antes da pandemia, já tinha aplicativo de entregas em casa, para evitar confronto e bate boca na padaria, como aconteceu várias vezes, com o cliente indo embora sem pagar pelo pedido, sem levar as encomendas ora saídas do forno, ora saídas do freezer.  Foi unânimidade a sugestão da sua placa, proposta por Olivi-ê,  agora aclamado de “Vereador epitafista”.  Quando seu Dodó apareceu com o texto “ acabou-se o que era doce”  que ele achava, lhe caía como luvas, foi sequer analisado. Sua sentença estava decretada: “Aqui estou contra a vontade”. 

         Muito esperado, era o texto do sapateiro  Zequinha. Todos sabiam que ele não teria  a coragem de se referir como sua marca maior, seu problema de gases. Apesar de poder ter sido lembrado por outros feitos de maior relevância, infelizmente, se lembrariam dele, verdadeiramente,  por isso. O Vereador epitafista chegou a sugerir:  “bati as botas”. Mas a população queria fazer cumprir a lei,  o que pensando bem, é sempre melhor. Mesmo  levando em conta a pessoa doce que  foi, nem puderam  aproveitar o texto do seu Dodó da padaria, “acabou-se o que era doce”, que estava desperdiçado. Mas seu Zequinha, já não estando mais ali para ser confrontado ou até se envergonhar, não viram maiores problemas na hora de escolher pela frase:  ‘para onde foram todos”. 

        O poeta seu Felippe, preferiu uma lápide vertical, onde coubesse um poema do seu preferido  Paulo Leminksi. 

“ Aqui jaz um grande poeta. 

Nada deixou escrito.

Este silêncio, acreditem.  

São suas obras completas”. 

       A comissão passou toda a noite discutindo a posição vertical da lápide e chegaram até a sugerir vários outros poemas, como o de Leon Tolstói sobre a liberdade: 

“Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade,

 mas sim a verdade. 

A liberdade não é um fim, mas uma consequência”.

          Embora lindo o poema de Leminski, decidiram  pelo poema de Tolstói mesmo,  que fala sobre a verdade e sobre o fim. Que este poema sim, teria tudo a ver com o tema. Concluindo que não entenderam como “o silêncio” poderia substituir os “escritos de um grande poeta”, foram 38 votos para a mudança,  contra 2 ( do poeta Felippe e do Vereador epitafista), mantendo a verticalidade por respeito à vontade do morto, ali vivinho da Silva, embora arrasado, de Leminski para Tolstói. 

       Na outra manhã, o poeta Felippe se juntou aos artistas, alegando “estou numa trama” como diria Alfred Hitchcock. – Menos mal, analisaram.  – Poderia ter se bandeado para a turma do “por fim deixei de beber”.  

       Embora a maioria já tenha feito sua parte, uns tentando se melhorar para ficarem marcados como pessoas de bem, e outros já tendo definidas suas lápides, evitando constrangimentos e confrontos futuros, embora jovem, qual seria a frase escolhida pelo Olivi-ê?  

      “Fiel ao seu próprio espírito”. Aprovada sem emendas nem rasuras.

34 comentários em “O Vereador epitafista (Mac Brava)

  1. Rafael Penha
    24 de novembro de 2020

    RESUMO: Vereador instaura nova lei sobre epitáfios, deixando a cidade e seus residentes em polvorosa.
    COMENTÁRIO: Este conto tem uma leveza, cadência e tom típicos de uma crônica. Recheado de comentários espirituosos, personagens inusitados e humor inteligente.
    A narrativa é interessante, traz algo novo para este desafio, tão eivado de histórias tristes ou dramáticas, assim, o alívio é bem-vindo. Contudo, não posso deixar de dizer que não consegui enxergar loucura neste conto. Na verdade, na minha visão, a situação narrada poderia ser bastante verossímil na vida real, numa cidade pequena de interior.
    Apesar da narrativa trazer leveza e o tom irônico e bem humorado ajudarem a manter o leitor cativo, a história parece empacar em determinado ponto, dedicando-se mais a dar os epitáfios de cada cidadão, do que levando o enredo adiante. O Conto se transforma numa piada com as personalidades da cidade.
    O personagem principal Oliver perde protagonismo para essa piada e some do meio até o final da história, deixando-a vaga, solta.
    O final, me pareceu abrupto, após tão longa explanação dos epitáfios pessoais. Acho que a premissa foi legal, mas poderia ter sido encerrada com um final mais espirituoso.
    Apesar dos poréns, foi original ao fazer essa abordagem mais bem humorada, mas de novo, para mim, o tema do certame acabou sendo esquecido.
    Grande abraço!

  2. Jorge Santos
    21 de novembro de 2020

    Olá autor(a). Procurar a loucura no seu conto é como procurar uma agulha num palheiro, sendo que nem a agulha nem o palheiro existem, o que torna ainda mais difícil a procura. O texto, que não se pode denominar de conto, na minha humilde opinião, fala de um vereador que obriga a que os epitáfios sejam verdadeiros, em vez das clássicas frases genéricas. Obedecendo a esta premissa, o texto é uma longa explicação de qual seria o epitáfio de cada residente da pequena cidade de Placas. Felizmente que foi imposto um limite de palavras e a cidade era pequena. No final, surge o epitáfio do próprio vereador. Não há perguntas, não há respostas nem loucura neste texto. Tem alguns momentos de humor, mas não quero viver num mundo onde o humor seja considerado loucura. Mesmo assim, gostei do texto, que mostrou que o autor tem potencial. No plano linguístico, notei alguns problemas de pontuação, nada mais.

  3. Anna
    18 de novembro de 2020

    Resumo : Um vereador maluco decide que a descrição dos mortos no túmulo devem ser fidedignas a vida dos mesmos.
    Comentário : O vereador é extremamente irritante, o conto é engraçado mas se a história se passasse na vida real o vereador que seria hipocrita, pois o povo brasileiro precisa de um vereador que faça bons projetos e não de um idiota que receba dinheiro para inventar marmota.

  4. Giselle F. Bohn
    17 de novembro de 2020

    Um vereador tem a ideia de que os epitáfios nas lápides sejam condizentes com as vidas dos futuros defuntos. (Nossa, que resumo horrível hahaha…)
    Em primeiro lugar, muito, muito obrigada pelo sopro de ar fresco neste desafio! Este conto com uma pegada cômica nos trouxe um refresco mais que necessário! Ufa!
    O conto é legal, com uma ideia bem criativa. Ele fez com que eu me lembrasse que aqui na minha cidadezinha na Alemanha as pessoas cuidam obsessivamente dos túmulos da família para que os outros não pensem que o morto não era querido. E os velhinhos ficam muito preocupados que a vizinhança possa pensar que os filhos, netos etc não gostavam deles o suficiente para cuidar da sepultura – sim, eles se preocupam com o que vão pensar depois que eles morrerem! Enfim, digressões à parte, sua ideia foi genial!
    Embora eu já tivesse visto alguns desses epitáfios em uma piada, há muitos anos, a maioria foi muito bem elaborada. Parabéns por isso!
    Na minha opinião, porém, o texto se estendeu um pouco além da conta, e o trecho que trata de Rodrigo ficou meio desproporcional. As vírgulas separando sujeito e verbo ou verbo e predicado, aliadas a mais algumas falhas bobinhas, prejudicaram um pouquinho o ritmo. Mas nada que lhe tire o mérito de ter escrito um conto tão gostoso. Boa sorte no desafio!

  5. Luciana Merley
    17 de novembro de 2020

    O vereador epitafista

    Olá, autor.
    Um vereador que consegue aprovar um inusitado projeto de lei antihipocrisia.

    Impressões Iniciais – Um texto muito divertido e diferente da maioria “pesada” desse desafio. Confesso que renovou meu ânimo. Muitas vírgulas fora de lugar, mas, consertos desse tipo qualquer corretor pode fazer.

    COESÃO – Toda a narrativa gira em torno de um foco: a louca ideia do vereador. Cada frase lida traz à mente a palavra “epitáfio”. Tudo e todos convertem para ela, logo, muito coeso.

    RITMO – Muito bom. Fluido e leve.

    IMPACTO – A comédia é a maior de todas as artes, dizem muitos analistas. De certo modo, concordo. Conseguir atrair a atenção do leitor ao ponto da diversão, é mesmo algo muito difícil. Seu texto foi eficiente nesse sentido. A única sugestão é elaborar um final mais catártico para o vereador, caso deseje.
    Um abraço e parabéns.

    • Amanda Gomez
      18 de novembro de 2020

      Resumo📝 Um vereador recém eleito aprova uma lei que exige que as lápides dos moradores contenham um epitáfio honesto e sem hipocrisia, causando uma “revolução” na cidade.

      Gostei 😃👍 Gostei da leveza do conto, muito bem vindo no meio de tantos dramas. Gosto de histórias estilo ” causo” e essa foi bem interessante, diferente. Teve boas sacadas e o passeio pelos moradores da cidade e suas peculiaridades também funcionou bem. Achei engraçada a movimentação delas e algumas histórias em especial como a de Rodrigo. A lápide do pai dele ficou muito boa. Um texto bem escrito e criativo. Parabéns.

      Não gostei 😐👎 Acho que a novidade foi se perdendo enquanto o texto se alongava, parece que o autor não tinha mais truques na manga para não apenas entreter, mas sim cativar o leitor, isso aconteceu pq o time de terminar o conto passou se quem ele percebesse. Um texto menor e com um fechamento mais impactante teria feito maravilhas na última impressão do leitor.

      O conto em emoji : ⚰️📜

  6. Andre Brizola
    14 de novembro de 2020

    Olá, Mac.

    Conto sobre Olivier, vereador da cidade de Placas, que promove certa revolução ao conseguir aprovar lei obrigando que os epitáfios contivessem textos exprimindo a realidade sobre o falecido, ao invés das palavras pouco convincentes e hipócritas normalmente utilizadas.

    Um conto bastante divertido, bem escrito e com enredo fora do normal para este desafio (que tem se mostrado tão soturno e pesado). Impossível não lembrar de Odorico Paraguaçu. Ambos políticos, ambos carismáticos, e ambos fixados nos eventos de morte de sua cidade. O enredo passeia pelas várias personalidades da cidade de Placas e suas reações à lei criada por Olivier, analisando as suas tentativas de garantir um epitáfio de seu gosto.

    Como aspectos positivos posso citar o ritmo imprimido, que garante a leveza da leitura e permite que o leitor desfrute dos comentários cômicos e dos epitáfios cínicos e sarcásticos. A escolha lexical também é bem apropriada, indo do simples ao mais elegante nos momentos mais poéticos. É um mérito grande optar e se destacar em um gênero cômico num desafio que, provavelmente, vai ser marcado por uma maioria de enredos de dramas pessoais.

    Como aspectos negativos cito a falta de maior participação do personagem que deveria ser o principal, o Vereador Olivier. Por muitos momentos do conto ele fica abandonado, de modo que o conto acaba assumindo mais um aspecto de crônica. Seria legal que os eventos se desenrolassem com sua participação. Outra coisa que achei falha diz respeito ao tema do desafio. Não notei a loucura no texto. Há sim uma semelhança ao singular Dr. Bacamarte no que diz respeito a como sua excentricidade atingiu o dia a dia de sua cidade. Mas no caso aqui achei que se trata disso, uma excentricidade que conseguiu apoio legal.

    É isso. Boa sorte no desafio!

  7. Paula Giannini
    13 de novembro de 2020

    Olá, Contista,
    Tudo bem?
    Resumo: Vereador resolve registrar nas lápides o real perfil dos mortos.
    Minhas impressões:
    Comédia é um gênero que, quando escrito em forma de conto, muito se assemelha à crônica. Um texto divertido, perspicaz e muito criativo. Um respiro nesse mar de loucura trágica.
    O epitáfio abaixo foi meu preferido e veio bem a calhar com o desafio, não acha?
    “ Aqui jaz um grande poeta.
    Nada deixou escrito.
    Este silêncio, acreditem.
    São suas obras completas”.
    Engana-se quem pensa que fazer comédia é algo fácil. Não é. É preciso que o leitor se identifique ainda mais com o que está escrito que em outros gêneros, para que embarque no jogo sem torcer o nariz, e, efetivamente ria. Aqui, vemos um(a) autor(a) muito competente neste sentido.
    Se posso fazer uma pequena sugestão: talvez fosse interessante inserir algo de trama no desfecho do Vereador criador dos tais epitáfios, além, claro, do epitáfio que lhe caberia, caso viesse a falecer. Digo isto, pois, ainda que o conto seja uma comédia, a certa altura, o desfile de piadas consecutivas também cansa um pouco o leitor.
    Como digo a todos, se algo em minha análise não condiz com sua obra, desconsidere. Aqui, estamos todos para aprender.
    Beijos
    Paula Giannini

  8. Jefferson Lemos
    12 de novembro de 2020

    Resumo: Um vereador implementa uma lei sobre as lápides da cidade contarem apenas a verdade sobre os defuntos que elas representam. Então acontece um tour pela cidade e pela humoradas lápides que enfeitarão o cemitério da cidade, cada uma com sua particularidade.
    Olá, caro(a) autor(a)!
    Seu texto tem um fluxo narrativo legal, que tem um tom de oralidade e faz parecer uma história contada numa roda de amigos. A trama em si é divertida, com todas as frases que vão aparecendo, a descrição dos personagens, a personalidade do Olivi-ê. Mas devo dizer que eu tive problema em encontrar a loucura, propriamente dita. Eu entendi que você passou a loucura através da ação (não me parece nada comum toda essa mobilização para escrever as palavras finais de sua lápide), mas ficou mais parecendo algo excêntrico do que louco. Apesar de tudo, ngm parecia louco ai. O texto também tem uns erros gramaticais que atrapalham a leitura. Muita vírgula em lugar indevido, algumas falhas pequenas de revisão. Eu tive que ler o conto duas vezes, na primeira ele pareceu muito grande porque esses pormenores foram tornando a leitura muito cansativa.
    É um texto que busca o alívio cômico da loucura, mas achei que precisa de um pouco mais de lapidação, na revisão e principalmente na adequação, por mais que seja divertido.
    De qualquer forma, parabéns pelo conto e boa sorte!

  9. Ana Maria Monteiro
    12 de novembro de 2020

    Olá, Autor.
    Resumo: O vereador epitafista Olivier, após decidir fazer verdadeira justiça no epitáfio do pai, percebeu como isso seria ilustrativo da verdadeira vida de cada um e dos seus feitos ou, como refere, efeitos e decidiu apresentar um projeto de lei que determinasse que todas as placas mortuárias deveriam seguir essa linha, podendo ser escolhidas em vida pelos seus futuros destinatários.
    Comentário: O seu conto é hilariante e tem por base uma ideia excelente e muito original, por esse motivo, antes de me rasgar em elogios, começo pelos apontamentos menos desejáveis: senti que falta alguma revisão (não entrarei em pormenores quanto a ela) e a mais grave, embora simples é a seguinte em que creio que esta frase diz exatamente o oposto do que pretendeu: “ninguém conseguiria demover Olivier de escrever algo diferente”, seria mais “ninguém conseguiria convencer Olivier a escrever algo diferente”.
    E agora podemos passar ao comentário sério e aos elogios. O vereador é um homem honesto, embora não desprovido de um pretensiosismo que não encontra eco nos habitantes da vila, que ignoram galhardamente esse desejo e lhe chamam de “seu Olivi”, nome desprovido de qualquer mais-valia. A crítica social está bem distribuída ao longo de todo o conto e passa quase despercebida, mas está lá e, em caso de dúvida, nota-se bem na oposição que apresenta entre a ambição de fazer carreira política e a vontade de desejar o que é realmente melhor para as pessoas (não vou discutir os méritos ou deméritos da regulamentação seja do que for); para quem tivesse dúvidas, esta afirmação esclarece perfeitamente a dicotomia incontornável entre o que se pretende politicamente e o que se leva a efeito.
    Esta forma de crítica, tão bem introduzida e semeada ao longo de toda a história, é obra de um autor maior.
    Delirei com alguns epitáfios, com outros nem tanto, mas houve esmero na escolha, como houve muito humor – uma verdadeira lufada de ar fresco neste certame, cujo tema torna necessariamente pesado.
    A loucura passa um pouco à margem, mas esse facto não se fará presente na minha nota final, que será decerto muito boa.
    Imaginação, sagacidade, sentido de humor, capacidade de execução, tudo muito bom.
    Parabéns e boa sorte na desafio.

  10. opedropaulo
    12 de novembro de 2020

    RESUMO: Após a morte do pai, Oliviê segue a sua carreira e dá início a uma nova sensação municipal quando decide inscrever na lápide do seu pai, querido por todos, a causa de sua morte. A partir daí, escreveu uma lei, aprovada em Câmara, que todas as lápides teriam escritas que sintetizariam a verdadeira vivência do falecido, a ser escolhida por ele ou, no silêncio, atribuída por outros. Dessa maneira, cada cidadão de Placas dedica parte de sua vida a imaginar o que estará escrito em sua lápide e até mesmo se formam grupos decididos em lápides coletivas.

    COMENTÁRIO: Para simplificar a análise, separarei em três eixos: técnico; temático; e narrativo. No primeiro eixo, o conto opta por uma narração de caráter oral, como se alguém contasse a estória ao leitor e, portanto, optando por um palavreado mais direto e simples. Por outro lado, há várias vírgulas mal colocadas e vi pelo menos um caso de acentuação equivocada, o que, mesmo em uma narração de caráter falado, ainda atrapalha o ritmo da leitura. Agora, quanto ao tema, fez-me pensar um pouco, pois tenho defendido uma perspectiva ampla sobre a loucura, tentando tirar a ênfase de sua manifestação clínica. Meu ponto de partida é que não se fala do louco sem falar do normal, o primeiro sendo o ponto fora da curva que é o segundo. A normalidade não precisa necessariamente constar em um personagem, podendo também se colocar no ponto de referência que o leitor guarda para aquilo que considera normal, fazendo, portanto, o que é regular no conto ser altamente irregular para quem o lê. Achei que este foi um pouco do caso aqui, mas a falta de um contraponto para a situação absurda da cidade me fez achar que a abordagem não foi habilidosa, fazendo da loucura a premissa do conto. Como todos os personagens agem sob a regra do epitáfio, parece mais normal do que louco, ainda que seja curioso e, na maioria do tempo, engraçado. Enfim, vamos à narrativa. Algumas linhas acima, comentei sobre o tema ser aproveitado como premissa. Então vai soar parecido quando eu disser que o enredo também não parece abandonar a premissa. Isto é, com toda cidade voltada às lápides, o conto não mostra realmente uma estória única, mas um conjunto de pequenas estórias em que os cidadãos são apresentados junto às suas respectivas lápides. Dá o sentido de que a própria cidade é o personagem e no começo as tiradas são bem engraçadas e a cada personagem que aparece se anseia para saber qual será o seu epitáfio. Porém, eventualmente se torna cansativo e o conto repete a fórmula de apresentar um personagem, sempre um nome qualquer com alguma atribuição, no geral por profissão ou hábitos, e então dá uma sentença inventiva para enterrar de vez o recém-chegado. Com essa recorrência, o conto não ganha força, faltando ao texto uma história. É um conto bem-humorado e criativo, mas que peca na revisão, no atendimento ao tema do certame e ao se decidir sobre que estória quer contar.

    Boa sorte.

  11. Elisa Ribeiro
    11 de novembro de 2020

    Vereador eleito com o lema “abaixo a hipocrisia’ propõe lei determinando que epitáfios reflitam com verdade vida e obra dos moradores da cidade.
    Um texto de humor cuja abordagem ao tema do desafio, creio, está na subversão da ideia senso comum de que dos mortos não se podem apontar os defeitos.
    O argumento é interessante e o humor torna seu texto singular nesse desafio, o que é bom. A linguagem mais informal é adequada ao texto, mas algumas falhas de revisão e repetições acabaram por perturbar um pouco a leitura. A narrativa por vezes se torna tortuosa com recursos a flashbacks, retomadas de personagens a posteriori e parágrafos longos e explicativos. Tive que retomar a leitura às vezes para conseguir compreender algumas piadas. Talvez seja um problema apenas desta leitora, mas pode ser um feedback interessante para o autor considerar a hipótese de utilizar parágrafos mais curtos e menos tortuosos numa reescrita.
    O que não gostei. humor é sempre um risco e, sendo bem direta, seu texto não funcionou muito bem comigo. Por mais que me esforce para que isso não impacte na avaliação e tal, inevitavelmente impactou na experiência de leitura.
    O que gostei: alguns momentos muito bons nos textos das lápides dos personagens.
    Parabéns pela ousadia em nos trazer um texto tão francamente cômico. Desejo muito boa sorte no desafio.

  12. angst447
    10 de novembro de 2020

    RESUMO
    Vereador propõe que todos os cidadãos da cidade de Placas elaborem o próprio epitáfio, de acordo com a sua vida. A determinação resulta em uma série de epitáfios bastante peculiares.

    AVALIAÇÃO
    O conto é escrito com humor, apresentando criatividade e bom jogo de palavras.
    A loucura está mesclada ao texto, subentendida na ideia da criação de epitáfios bem malucos.
    O ritmo da narrativa mantém-se bem desde o começo e favorece a leitura que flui facilmente. Apesar de alguns lapsos de revisão, o texto surpreende pela originalidade e leveza.
    A linguagem empregada condiz com o tema abordado, sem rodeios que entediem o leitor.
    Este é um conto que traz um respiro, um alívio, entre tantos chamamentos á loucura. Rir com a loucura dos outros talvez seja a melhor forma de prevenir a nossa própria insanidade.
    Boa sorte e que o seu epitáfio seja – Vivi, Escrevi e Venci.

  13. antoniosbatista
    7 de novembro de 2020

    Resumo: Vereador da cidade de Placas, cria um projeto de lei para a confecção de lápides com epitáfios conforme o gosto do defunto. Mais ou menos isso…

    Comentário: Achei o conto mais engraçado do que maluco, e também o tal vereador. O conto pendeu mais para comédia, do que loucura. De qualquer forma, é uma boa história, muito bem engendrada, com seus epitáfios cômicos. Considero que está no tema, por conta da ideia maluca do vereador. Aliás, eu não tinha entendido o título, só fui entender depois de ler o texto. É um bom conto, sem dúvida e merece uma boa nota.

  14. Misael Pulhes
    7 de novembro de 2020

    Olá, “Mac Brava”.

    Resumo: a partir da ideia do jovem vereador Olivier, a cidade de Placas, no Pará, começa a pensar sobre que frases – sem hipocrisia! – deixariam em suas lápides.

    Comentário: Nossa, que coisa boa de se ler! Acho que foi o primeiro texto humorístico do concurso até aqui, certo?! Fez bem ao certame essa respirada, esses gracejos. Eu gostei demais da ideia e da condução estética do texto. Me lembrou até algo de Machado e do Ítalo Calvino (cf., por exemplo, Um General na Biblioteca). Mas a atmosfera do texto é tipicamente brasileira, muito bem humorada, cheia de personagens-tipos… Esse monte de referências NÃO FORÇADAS, não pedantes, também me agrada muito!

    Se a ideia é ótima, e isso é óbvio, outra coisa também é óbvia: o texto precisa de uma carinhosa revisão. Faça-a, por favor, porque esse texto merece tal lapidação. Há erros DEMAIS. Isso costuma me irritar muito. Não fosse o texto tão gostoso, eu estaria bravo haha. Mas não. Dei boas gargalhadas. Uma alta, aliás, no genial trecho “Aqui jaz-mim”!!!!!!!

    Restaria uma questão – que a gente passa pra banca né?! – sobre a fidelidade ao tema…

    Ah, o final poderia ter um “punch” maior, talvez.

    Não fossem uns errinhos e alguns excessos, eu já teria o meu escolhido. Mas estará certamente entre os textos memoráveis desse ótimo concurso. Obrigado pelas risadas e muito boa sorte!!

  15. Regina Ruth Rincon Caires
    7 de novembro de 2020

    O Vereador epitafista (Mac Brava)

    Resumo:

    A história contada sobre o jovem Vereador Olivier (vereador epitafista), que resolve criar uma lei municipal obrigando cada cidadão a deixar escrito o epitáfio para ser colocado na própria lápide, quando morrer.

    Comentário:

    Bom, é o texto indicado para começar um dia bem-humorado. Não há um parágrafo que não produza um sorriso no leitor, e até mesmo gargalhada.

    A começar pelo nome do cemitério (“Você não está sozinho”), no texto, tudo é muito original. A pronúncia do nome do vereador, escolhido após muita pesquisa para mostrar pompa, ironicamente acaba em piada (“seu Olivi”).

    Nestes desafios, o leitor sempre aprende. Eu não sabia da existência do Cemitério Alegre, na cidade de Maramures, ao Norte da Romênia. Que lindeza! Passei tempo pesquisando e lendo sobre ele.

    Como não rir com tanta criatividade e perspicácia? O autor conta sobre o epitáfio do padre, inserindo, debochadamente, fato do nosso cenário político. “FELOMENAL”!!!

    “O Padre Jorge Antonio decidiu que qualquer que fosse o seu texto, seria em latim. Achava uma língua de raiz e a maioria para não aparentar ignorância, não questionaria muito a inscrição, o que certamente já comprovado, “passaria com a boiada”.”

    A lápide coletiva para os alcoólicos é um abuso de criatividade. O epitáfio “ENFIM DEIXEI DE BEBER” é para gargalhar. O epitáfio que o seu Dotim fez para a esposa, outra piada pura: “aqui descansa minha querida esposa, senhor recebe-a com a mesma alegria com que lhe mando”.

    Enfim, um texto de muita imaginação, bem bolado, prende o leitor do começo ao fim, sem pestanejar ou parar para beber um cafezinho.

    Agora, há muitos deslizes, requer uma revisão criteriosa. Principalmente com pontuação e colocação pronominal.

    Quanto ao tema exigido, acredito que a delícia de “loucura” da vila é suficiente. Há loucura e loucura. Na minha opinião, cumpriu a meta.

    Mac Brava, parabéns pelo trabalho! Adorei!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  16. Fheluany Nogueira
    5 de novembro de 2020

    Apresentação de uma série de personalidades de um lugarejo, a partir do projeto de lei de um vereador para regulamentar o uso de epitáfios.

    Uma sátira bem feita. Com desfile de vários tipos humanos de uma cidadezinha. O tema da loucura talvez esteja nessa preocupação com atos e leis insignificantes e a política.

    Texto divertido, despretensioso, bem-humorado faz críticas sociais e referências de forma inteligente; com o riso provoca reflexões. O uso de frases-clichês para os epitáfios tornam o texto criativo e mais engraçado.

    Bom trabalho. Sorte no desafio. Um abraço.

  17. Alexandre Coslei (@Alex_Coslei)
    4 de novembro de 2020

    Vereador se movimenta para padronizar o uso das lápides.

    Ideia divertida, o autor soube conduzir o humor. O que me desanimou foram os equívocos de pontuação logo no início. Não atrapalha, mas incomoda e macula o texto. A forma de condução da linguagem é boa, a ideia é ótima, o que me faz pensar que merece uma revisão mais caprichada pelo autor. Tirando esse detalhe, que é importante no caso do conto, eu gostei da narrativa e da forma como o leitor foi conduzido na história. Foi uma forma muito original de abordar o tema do certame. Tem mérito.

    Desejo sucesso.

  18. Fabio Monteiro
    4 de novembro de 2020

    Resumo: Uma cidade se movimenta para deixar em suas lapides frases que contenham verdades sobre suas vidas. Uma ideologia deixada pelo então atual vereador da cidade, visando delinear a realidade e não redundâncias sobre quem essas pessoas verdadeiramente foram.

    Interessante casualidade. Com essa onda de mortes que assola o mundo, boa parte das pessoas se preocupa sim com o legado que irão deixar. Para alguns a materialidade. Para outros, a forma como o mundo as veem enquanto estiveram com vida. A ultima mensagem é tudo.

    De certa forma, ou a cidade inteira é louca por entrar na onda coletiva de gastar suas energias nesse tipo de condição, ou, o texto demonstra o quanto podemos ser movidos como gados impensantes de ideias pouco proveitosas.

    No que se refere a politica o texto casa bem com a temática. Seguimos, ou melhor, alguns seguem fervorosamente ideias de políticos e suas promessas sem nem mesmo pensar no impacto futuro dessas ações.

    Fui verificar Maramures, ao Norte da Romênia. Quem puder que dê uma olhada sobre essa parte citada no texto do autor(a). É lindo e assustador ao mesmo tempo. Um cemitério feito de lapides coloridas. Deve ter vindo daqui sua inspiração caro autor(a) para criação do texto e suas lápides fraseadas.

    Cemitérios são riquezas históricas. Explorar esse cenário é um ótimo atrativo.

    Estou cá pensando o que poderia deixar descrito na minha lápide. Vish! Você me fez incorporar demais como seu texto.

    Lhe desejo Boa Sorte.

  19. Fernanda Caleffi Barbetta
    3 de novembro de 2020

    Resumo
    Vereador cria lei para que as lápides contenham uma frase que identifique o morto pelo que ele fez em vida.

    Comentário
    Seu conto é leve, divertido em muitos momentos. Gostei da ideia das frases nas lápides e do fato de as próprias pessoas serem responsáveis por defini-las ainda em vida. O texto foi bem desenvolvido, com boas sacadas, como – “ Enfim deixei de beber. – Qual texto mais verdadeiro poderiam impor?”, “festa lual-encruzilhada”, entre várias outras.
    Não foram todas as piadas que arrancaram sorrisos e gargalhadas, mas é um texto divertido.
    Neste desafio estou com certa dificuldade em determinar a adequação ou não ao tema. Podemos considerar o vereador um louco por sua ideia estapafúrdia? Sim, é uma ideia meio maluca, mas não me parece completamente dentro do tema.

    Algumas falhas por falta de revisão, como: “o que fez com (que) as pessoas se sentissem”. E vários equívocos na hora de utilizar as vírgulas:
    decidiu que seu pai, (tirar a vírgula) não viraria Santo
    o que ela mais queria, (tirar vírgula) era fazer
    E muitos dos eleitores, (tirar vírgiula) votaram
    por quê (porque) ele mesmo, (tirar vírgula) não tinha

    o quê (tirar o quê) que seu Oton
    Elas de (se) derretiam pois além de bem dotado e sua fama, corria milhas e milhas dali – não entendi essa frase.

  20. Ana Cláudia Barros Fontenele
    2 de novembro de 2020

    Ironicamente, li esse conto no Dia dos Finados. Me senti culpada por ter gargalhado horrores? Um pouco, mas vou superar. Esse conto me lembrou uma lápide que vi na internet que dizia “ M*rdas acontecem.”( eu provavelmente escreveria isso na minha) e não esperava rir tanto quando comecei a ler, mas aqui estou sorrindo para a tela do celular. Sinceramente? Obrigada por alegrar o meu dia.

  21. Sábia
    2 de novembro de 2020

    Resumo : O vereador decreta que todas as lápides devem condizer com a vida que os mortos tiveram.
    Comentário : Muito original a ideia.Leva o leitor a se perguntar : O que seria escrito na minha ?

    • Mac Brava
      2 de novembro de 2020

      E qual a sua sugestão para a sua Sábia?

      • Mac Brava
        3 de novembro de 2020

        Para a sua lápide Sábia

        ” Trocou de acento”

      • Sábia
        18 de novembro de 2020

        Viveu para ler e escrever, conversou também mas não tem certeza se essa parte valeu a pena.

  22. Angelo Rodrigues
    2 de novembro de 2020

    Resumo:
    Jovem vereador propõe, em sua cidade, que todos arranjem um epitáfio que lhes convenha, ainda em vida. A partir daí, ocorre uma sucessão de propostas e determinações sobre o que seria escrito nas lápides dos moradores da cidade de Placas.

    Comentários:
    O autor faz um desfile de personagens de uma cidade pequena. Aponta a todo momento as características de cada um. O bêbado, a mulher que ama além do que aceitam que ela ame, o homem do jogo, o poeta, o sapateiro, etc.

    O conto, francamente despretensioso, faz um retrato de subúrbio pequeno, talvez de cidades do interior com suas características. Tem uma inclinação – o conto – pelo popular, pela galhofa tão característica de muitos que por lá vivem, que levam a vida driblando as suas dificuldades com o riso, e pouco se dão ao fato de que hoje tanto se cobre o politicamente correto da graça.

    As piadas lacradas por meio de epitáfio se sucedem, boas, ruins ou infames, e todas na busca de tirar um sorriso do leitor – o que é ótimo – consiga ou não. Vale o esforço em formulá-las.

    O conto é uma espécie de mergulho num passado nem tão recente, onde efetivamente, nos subúrbios ou nas cidades pequenas – acredito – as pessoas se interessavam tanto pela vida dos outros. Não creio que isso aconteça mais, ou, se acontece, é residual. As pessoas, de maneira geral, estão, como todos estão, focadas em seus interesses pessoais, ganhar a vida – o que é cada vez mais difícil –, e esse mundo curioso da fofoca, da galhofa, da comunidade interativa, ficou – e está ficando – para trás.

    Penso que o pudor, o sexo oblíquo ao “aceitável”, a restrição dos direitos e tal, já não interessem muito a ninguém, e vive-se o que bem se quer; porque viver se tornou mais difícil.

    O texto tem uma construção peculiar ao leitor, que, tão solto no dizer, também o foi na formulação textual.

    No que diz respeito à loucura – motivo do certame – creio que a prontidão do autor foi retirada, optando ele por nos apresentar um texto onde a loucura, talvez, seja viver numa cidade que tanto se mete na vida alheia, ainda que pareça boa a intenção.

    Boa sorte no desafio.

  23. Leda Spenassatto
    1 de novembro de 2020

    Resumo:
    Um conto comédia.
    Na cidade paraense de Placas um projeto de lei foi criado por um vereador para que as pessoas criascem seus próprios epitáfios.
    Comentário:
    Me diverti muito lendo os epitáfios. No exato momento que estava lendo o parágrafo sobre o O pastor Mauro, da Igreja “Busque a Deus”,
    com menção a Xuxa ( injusto, dez mil anos atrás) hehehe. Pura coincidência na TV Globo uma entrevista com a apresentadora.
    Um texto com ritmo, leveza e muito humor . Super bem escrito. Só senti falta de um ‘que’ aqui: que fez com as pessoas se sentissem muito próximas àquele drama.

    No restante está impecável para mim, com apenas uma ressalva; cadê a loucura?

    Se o projeto do vereador Olivie ou o vereador são os loucos, então não existe loucura.

    Ainda assim, seu conto é maravilhoso, adorei!

    Sorte boa!

    • Mac Brava
      2 de novembro de 2020

      Leda, a loucura está e esteve dentro de mim, antes, durante e espero, pós pandemia. Para continuar encontrando temas, personagens e personalidades, que possam fazer o mundo real uma sátira humana. e apesar de tudo, poder rir.
      Acho que consegui um pouquinho. Obrigada e boa sorte também!

  24. Almir Zarfeg
    1 de novembro de 2020

    Resumo:
    Por iniciativa do vereador Olivier, epitáfios passaram a ser obrigatórios nas lápides do cemitério da cidade de Placas!

    Comentário:
    O texto é bem ágil, atrativo e, por isso, segura a atenção do leitor do início ao fim. Talvez por causa da pressa, contudo, o autor não deu tanta importância à revisão ortográfica, o que não tira os méritos da narrativa, que atrai sobretudo pela leveza temática e estilística. Meus parabéns ao autor.

    • Mac Brava
      2 de novembro de 2020

      Almir, obrigada pelo “post”. Tem razão, em relação à revisão ortográfica, pequei.
      Vou me atentar da próxima vez e não foi pela pressa, foi pela cachoeira de idéias que não consigo represar. Mas vou criar um Dam ou um dique sim. Fundamental!
      Outros leitores atentaram para o mesmo erro que cometi. Esta observaçao crítica engrandece. Obrigada!

  25. Thiago de Castro
    1 de novembro de 2020

    Resumo: Vereador eleito cria uma lei para que sejam definidas os epitáfios dos cidadãos a partir de sua conduta em vida, o que gera uma grande mudança de hábitos na cidade de Placas , onde todos buscam melhorar sua conduta devido a constante vigilância que se impõe.

    Comentário: Texto ágil, de alto teor humorístico e com uma série de personagens marcantes. Se fosse localizado na Bahia, taxaria o conto de Jorge Amadiano, pois a constelação de personagens e sua relação com a cidade e uns cons os outros tem o mesmo poder cativante que encontro no autor. A loucura, creio, talvez esteja diluída em todos os cidadãos de Placas pelo desejo de realizarem a melhor performance em vida visando um decente epitáfio. Uma histeria coletiva em tempos de pandemia, mais para o bem do que para o mal. Contos neste formato, de pequena Vila ou cidade, sempre são um excelente laboratório para analisar as relações sociais ( me lembrei do conto A Nova Califórnia, do já referenciado Lima Barreto). Quando a tarefa é feita com humor e boa escrita, melhor ainda.

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

  26. Leandro Rodrigues dos Santos
    1 de novembro de 2020

    Resumo: instauração de epitáfios obrigatórios nas lápides, projeto iniciado pelo filho do prefeito, o mesmo sendo vereador e em homenagem ao falecimento do pai. O conto em si é tratado pelas principais esferas da sociedade e cada uma fazendo observações sobre seus epitáfios;

    É um texto atual, o qual busca tratar os modismos usando-os; A ideia no todo é boa, porém, vejo, má execução, já que traz o texto carregado de repetições (muito ‘que’, ‘e’, palavras iguais, tente substituí-las por vírgulas, gerúndios e use a criatividade) , usos errados de pronomes – principalmente no posicionamento deles(e até mesmo a falto do uso dele na substituição dos substantivos ), um texto ‘sujo’ que ofusca o brilho da ideia.
    Faltou posicionar o texto no começo que se tratava da pandemia, o termo é imposto no meio do escrito, pareceu ‘jogado’, creio que seja pela evidência do momento, mas se lido em outra época não se fará claro;

    Poderia ter sido melhor escrito, porém a ideia é boa.

  27. Anderson Do Prado Silva
    1 de novembro de 2020

    Resumo:

    A partir da iniciativa de um vereador, município decide regulamentar o uso de epitáfios.

    Comentário:

    Texto extremamente criativo e divertido: a cada revelação de um novo epitáfio, eu chegava a gargalhar. Também achei criativos e engraçados os nomes dos lugares: cidade, cemitério etc. Mas sou da opinião de que você poderia ter escondido sua inspiração: Cemitério de Maramures (eu, neste caso, preferia ter sido enganado, preferia ter acreditado que a originalidade era toda sua).

    Não compreendi onde estaria o tema do desafio. Talvez na decisão louca do município. Ainda assim, acho que o houve aqui um certo desvio.

    Autor, seja mais paciente na revisão. Infelizmente, esse foi o seu grande pecado. No entanto, tenha calma, pois essa qualidade (domínio técnico) é a mais fácil de adquirir ou contornar. Por exemplo, há escritores que “não escrevem”, sabia? Sidney Sheldon, por exemplo, em seus melhores e mais produtivos momentos, ditava seus textos, romances e roteiros, para que outros (secretários) escrevessem. Enfim, ou você mesmo pode passar a prestar mais atenção na revisão, ou pode contratar um bom revisor, ou buscar um ou uns bons leitores betas.

    Por exemplo, você está separando o sujeito do verbo com vírgula: “o jovem Vereador Olivier, foi”. Está craseando antes de palavras masculinas: “acidente à cavalo”. Está separando o verbo do predicado com vírgula: “escolheu para o pai, um texto”. Está se confundindo com o emprego de “porque”, “por que”, “porquê” e “por quê”. Está se esquecendo de acentos: “Com a pronuncia assim”. Etc.

    Não sou um grande fã de citações, mas, no seu caso, gostei do aparecimento do Paulo Leminski, embora não tenha visto muito sentido na presença do Leon Tolstói.

    Parabéns pelo texto, boa sorte no desafio e tenha mais paciência na revisão!

  28. Bianca Cidreira Cammarota
    1 de novembro de 2020

    Mac Brava, bom dia!

    O conto disserta sobre a instituição de placas para os mortos, escolhidas pelos vivos, proposta esta por Olivier, um vereador honesto, face à morte de seu pai, o antigo prefeito, que, no mínimo arranhava a probidade.

    Linguagem leve, divertida, envolvente! Vemos a ideia nascer do vereador, para que a placa mortuária refletisse a verdadeira vida de seu pai e não a santidade hipócrita que geralmente as vivos atribuem aos morto. Tal ideia cresce e adquire contornos e desejos de vários segmentos, como uma boa de neve, a ponto dos moradores da cidade ficarem tão preocupados com o seu epígrafe na morte que procuraram mudar a vida apenas para terem um dizer final digno.

    Interessantíssimo o seu argumento da loucura de as pessoas mais se importarem com o que é mostrado para os outros do que realmente o que são, expressa de forma genial no seu conto. E ainda a vaidade ficar viva após a própria morte delas.!

    Há também, entre as risadas que dei aqui, a sombra de algo nas boas intenções de Olivier: sua imposição e manipulação , mesmo por um bom motivo. Até que ponto podemos e devemos fazer isso, mesmo que nossas intenções sejam as melhores possíveis? Vemos que o resultado nem de longe foi à altura da boa razão. Fica evidenciado também como nós, como humanidade, ainda somos tão pequenos que o nosso bem, a mudança para o melhor, ainda é imposto por pessoas que desejam o melhor. No fim, para mim, ratifica-se a ideia que a mudança é morosa, que os efeitos rasos nem sempre são absorvidos e promovem a real transformação.

    Adorei o argumento, a visão e o desenvolvimento de sua ideia!

    Só coloco algumas observações, quais sejam: como são relatos de vários moradores da cidade, há de se ter uma uniformidade no tamanho e foco neles, o que realmente ocorreu em boa parte. O espaço destinado para Rodrigo, o grande amante foi um pouco excessivo, o que ocasionou uma perda momentânea de enfoque da história, o holofote um tempo maior para ele do que para os outros.

    Há algumas vírgulas indevidas que não tiram em nada o brilho do texto, mas podem ser revistas.

    E, por fim, o desfecho me pareceu menor do que o conto, ou seja, esperava algo maior, mais impactante.

    Mac, que conto, viu? Fantástico! Meus mais sinceros parabéns para você e agradecimento por um texto ótimo!

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Informação

Publicado em 1 de novembro de 2020 por em Loucura.