EntreContos

Detox Literário.

A inconsciência cruel do ser (Euler d’Eugênia)

Dna grávida, no entanto do oitavo mês, tudo ocorrera conforme: saudável, sem necessidades externas, extremas ao reduto do desejoso estado de sítio, firme nos afazeres esmerados da conduta do lar: no eito do desvio da barriga das coisas [se habilitara muito bem, eficaz, translativa]. A labuta contra a escassez lhe habituara a condução da primazia desde seu primeiro chute famulento na pança languida da congênita mulher [antes de vir ao mundo, se adaptara a ele]. 

De forma hábil, quando tudo saltado aos orbiculares, na guerra esfria consigo, fechava às pálpebras a condição negra da negativa. Suava frio na iscolha de não ver [próprio da prática invejável do querer inexistente], demovia, rodopiava, dançava em aquietação, inquieta, irrequieta, curvara pescoço, consecutivamente a face repousara no peito sestro da corrente ar no baile cego dos desejos invisíveis. Numa bobagem dum enroscar, num arrasta-pé faceiro, lá no cantinho desprendido: um eflúvio, de fragrância pura no aroma milho melífluo, temperado intimamente, cozido na nostalgia, enrolado na sua própria palha verde-clara, surgira à vontade matadeira, essa atacou o desatino sem fundo d´agora devoradeira.  

Entregue a abstração, nada disso aconteceu nesse então, coisa imprópria da imaginação. Próprio de toda invenção, no início inexistível [da propriedade: adentro], depois irresistível [da impropriedade:         ]. Tudo evitado, num só foi representado, porém distante da estação, misturou, coadunou, embolou, matizou, o ciclo outonal do chega logo plantação a sua especulação. 

Empamonhando sonho diurno, sonambulava outra afabilidade no amanhecido pão caseiro de toda manhã, descascava borda de tórrida miragem palha: verdinha a apascentava saciando-se por instantes. Iconoclasta, requeimava o miolo desaguando a boca de saliva no amanteigado amarelo do milho resfriado, fechando a mordida no auspicioso vácuo insosso. Na ruminação o engasgado: faltava suculência, o devaneio era requentado na demasia, afinal se tratava de dois corpos num tumescente espaço.

Imersa na tentativa, o delírio ela realizava. Transmutada em semente em todo santo momento se cobria de terra fofa no equinócio gestão, no banho-maria lunar brotava espiga de muitos grãos, catava cabelo boneca, limpava, ralava a massa ouropel, úmida, lubricada, rorejava pepitas ao seu apreço aurifico, ajuntava a poça [em desespero dos ademanes côncavos] resplandecendo ao aconchego da palha berço, renascia pamonha no seu vislumbro grávido [somente].

…Entoante de toda canção delirante de refrão ambulante e reboante: olha a pamonha, olha a pamonha, trazida no bico de toda cegonha, cego-nha, fresquinha, aproveite, se deleite, se contente, traga o se… se:es:balde: dona: dona… 

Adn não se importava com mais nada, alucinada em irisar tudo de verd-e-mareloe-sperançaciano se descolorira em transe gris, nele se descobrira indolente [insolente]: perdera peso [ganhou gravidade]. Ninguém fazia ideia da última alimentação de verdade [sabendo-se: a veracidade é irrealidade]. 

Os gêmeos siameses [o primogênito e a vontade espigosa] tomavam seu corpo em expansão exponencial, personificando a superstição: vai nascer cuspido e esgarrado: com cara de… Aliás, própria da praga: casou porque embuchara: quista no caso: antes o acaso: de caso pensado: na artimanha do planejado na minucia: irmã engravidara, pai obrigara matrimônio, logo, vergonha para uns, oportunidade pro’utros. Plano espelho, de irmã pra caçula [diminuto]. Na obrigação da ocasião, perdera a virgindade pro´espigão [papai autoritário, mamãe condizente. Sofria com eles, sofrerá com ele, alento no singular ao menos], apesar do pouco grado domem milharal, não tinha doutra escolha. Vira em Pendão [próprio da graça do destino: teso, espichado, de cabeça esbraseada, cabelos esguichados, não haveria meio de fugir do batismo popular] sua salvação; Na única união possível: o coito [do regozijo afora: no escurinho, num paiol cheio de milho seco, não demorara muito pro broto gerar e, menos ainda, do tempo castigar]. Bem, proveria de um tudo que não teve a ela [um nada diferenciado: única benção na vida infausta], menos o que não poderia [vide a pamonha em época d’scassa matéria prima]. Sabendo disso [e nem tanto], mulher fez o que fez para tê-lo de vez. 

Pai na bondade do desvinculo, partilhou terras batidas pras filhas uma condição: um cunhãozim pra cada, perto de um brejim, pra bem longe de mim. Ora a desonra dói nlhos [de nem querer oolhar] e elas pra lá foram assim: uma perto doutra, vizinhas, de maridos um já sendo patrim.  

Dsa dera a luz ao seu esses dias, menino mimo, em colo resolvido. Mãe de esprito protetor, expurgada de filho, confabulava ajuda à irmã ainda gestacional – comovida com a causa desejosa, no tento foi ao alento. 

Surgiu em dias de estalo, observara milho duro, aquele de estouro, de pipoca, acima do fogão de lenha, matutara fogo, chamuscara solução: de grão em grão, observando-o tem a mesma composição, quem sabe resolução?! Oras… Por que não?! 

Jogara água no tacho, fervilharam os grãos [amoleceram os corações], fabricara anódina do seu sortilégio: amarelo-ouro, consistente, de aparência verossímil. Embrulhara na palha seca mesmo. Já rolara nela mesmo… Inquiriu despretensiosamente Dsa. 

Pronto, batera à porta da vizinha com o presente entre as mãos, ainda fumegando [um futuro sombrio]. Surpreendida com a gentileza, agradecera. Finalmente, lambera os beiços – com o palpável, visível, comestível – os quais, em recíproca imediata, agradeceram proferindo apotegmas devocionais por tirá-la da maldição verdemarelazul. 

Imagina, não há de quê! Precisando… Coonestou Dsa.

Dna saíra do estado alucinado, da fome saciada, com a energia reestabelecida, sistema cognitivo apostos, demonstrando todo seu acarinho se ofereceu para limpar à casa da mana. Entendiam a remoção da sujeira à vassouradas na superfície conspurca como um estado puro damor [visto a delicadeza de a piaçava ser a mesma duma mão epiderme ao rejubilo no indicativo cafuné: da cabeça ao chão]. 

Certeza? Justo agora que se reestabeleceu da fraqueza infinda… Interpolou Dsa. 

Lustrando os móveis com a barriga, encerando a casa com os pés inchados, suspirando alívio, pôs fim à tarefa: casa limpa: amor demonstrado, mas esse pulsava, reacendeu, colocando lenha na brasa do fogão de barro – para servir à irmã, ao sobrinho nascido, ao cunhado, ao marido, ao primogênito recôndito entre suas costelas, ao planetário todo daquelas terras, se assim necessário – um jantar de revelações.  

Tenho fubá aqui, cê me ajuda a fazer um bolo? Sugeriu, após uma pitada nebulosa de farinha polvilhada na vasilha, Dsa 

Adn extenuada, por outro lado, levando chutes mentais do filho global, na obrigação da compensação, se prontificara em fazê-lo sozinha. Batera o bolo de fubá, cozinhara o contentamento entre as faíscas chamuscadas da sempre fogueira comemorativa [do pagamento da gentileza inacabável]. Nessa noite festejaram o fim da agonia [ou o refluxo desta – cruz credo].

A retroalimentação da placenta a partir daí assumira o direito sobre Adn mais uma vez, sem vez [da dívida eterna: de favor em favor para pagar um favor que nem solicitara], virou escrava da condição implícita de toda ajuda: o desfavorecimento. 

Faxinando, escoando imprevistos na barra da saia, derramara o líquido dos dois corpos, na poça mais profunda da dependência, da parteira, irmã estendera a mão novamente [o pagamento infinito acrescentou mais uma parcela]. 

Nasceu! Vou cortar o cordão… Espia: molenga, glabro, rechonchudo, fulvo, envolto: pamonha! Na pura felicitação do ato parideiro, sentenciou Dsa. 

A alcunha se sobressaiu ao nome [para ativação inconsciente do relembro do favor penitência durante uma vida cobrança], amarrando-o a ela por toda a vida [-a-desgraça-a-pessoa-]. Apesar do pejorativo, no aspecto de firmeza, demonstrava retidão fibrosa em toda ocasião, pronto a qualquer labuta sentenciada. Ajudava a mãe, serviçal, em toda curvatura histórica.

Ao aparente revés da compensação, Dsa engravidou novamente, rapidamente [ao sacio do bucho] desejou solicitamente: pamonha, na evidenciação do zombado ao menino cerealizado. Adn encheu tacho com as miniaturas do filho, buscando equidade [cortaria o laço a dentadas do desamarro], de nada ao adianto: népoca de milho: grãos-múltiplos não se equivale a grão-caruncho [na balança o incontrolável pesa infinito]. 

.

.

Se primo precisasse dum brinquedo mais aconchegante, Pamonhadentro bravamente se: acomodava, compactava, encolhia. 

Se primo queimasse a sola do pé no terreirão, Pamonhatenuante servilmente se: estendia, expiava.  

Se primo solicitasse o alimento da boca, Pamonhanemia generosamente se: amarelava.   

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Aprimorado, Pamonha estava no ponto

91 comentários em “A inconsciência cruel do ser (Euler d’Eugênia)

  1. Alexandre Coslei
    30 de novembro de 2020

    RESUMO:
    Narrativa sobre irmãs que se desenvolve em paralelo ao meio em que estão inseridas

    ABERTURTA:
    A abertura é extremamente rebuscada, o que vai contra a minha ideia de um bom conto. Não motiva a leitura, cansa logo de cara. O segundo parágrafo possui um erro de ortografia que não me pareceu erro de digitação, o que me indica revisão sem a devida dedicação. No mais, com algum esforço, podemos captar a ideia do autor nas primeiras linhas, o que é bom.

    DESENVOLVIMENTO:
    O conto todo segue numa estrutura rebuscada e em um vocabulário que às vezes rima dentro das frases, o que considero ruim para uma narrativa em prosa. Sei que o autor pode ficar aborrecido, mas a sinceridade possui a intenção de ajudá-lo em futuras construções: a leitura foi cansativa.

    CONCLUSÃO:
    A ideia original. O autor foi ousado na forma, não se prendeu aos grilhões de pretender agradar qualquer leitor. Ousadia é sempre um fator positivo.

    Desejo boa sorte e sucesso.

    • Euler d'Eugênia
      30 de novembro de 2020

      Sempre é bem vinda quando a leitura é atenta, porém não foi o seu caso. O segundo parágrafo é um tanto óbvio, mais um tentando encontrar erros em vão.
      Nem ligo pra forma. A ideia a qual acha que é, não é, tão logo, nem original eu fui e tão pouco ousado…

    • Euler d'Eugênia
      30 de novembro de 2020

      Muito me irrita um comentário desse, em si é contraditório e até presunçoso. Se a abertura é rebuscada como eu consigo errar a palavra ‘escolher’, se é rebuscada eu ‘tento impressionar’ e erro o suposto básico?! Bem, não, claro que não. Mas o divino leitor quer demonstrar toda a sua sabedoria, e faz alusão ao erro. Revisão sem a devida atenção ou leitura sem a devida atenção? Claro, leitura! O texto foi relido inúmeras vezes, ô, mestre.
      Ô mestre das dicas de angariar leitores num estalar de dedos, obrigado por dizer-me sobre como conduzir uma prosa e em algum momento pensou sobre o intuito da rima ou não? Sobre o que diz ela no texto? Porque o pouco uso? Quando se usa? Não, claro que não, pois não entendeu absolutamente nada. E é claro, pode sair pela culatra dizendo que outros também não entenderam, pois são tantos outros preguiçosos para ler um texto. E, naturalmente, eu me defendo dizendo dos que entenderam (até citei no comentário de fechamento do desafio – fiz questão).
      Não ligo sobre gostar, o que me enoja aqui é a pretensão da crítica sem entender absolutamente nada e ainda pressupõe métodos fáceis pra eu conseguir conquistar leitores (sendo claro que quem sugere o saiba – que pretensão!).
      Sobre a suposta linguagem rebuscada, eu sei o significado de todas as palavras usadas e suas intenções, você quer que eu pressuponha que o leitor não saiba?! Quer que nivele? Quer que seja simples (sendo-o relativo)? Quer que segregue da cena, o que a cena criou?
      Se é cansativo, não se dê ao trabalho de escrever qualquer coisa, desista logo e seja objetivo, sem pretensão, sem diminuição, só diga a verdade: não gostei (simples). Respeite o autor.
      Esses ilustres comentários me enervam, como pode isso entre escritores?!

  2. Elisa Ribeiro
    29 de novembro de 2020

    A gravidez das irmãs DNA e DSA é narrada por meio de paralelos com a cultura do milho e a preparação da pamonha. (Na fatura do texto, uma metáfora sobre o mecanismo do favor-divida, como já esclarecido em comentário que consultei porque não sou boba).
    Sintaxe, léxico (neologismos, inclusive e o palavras não dicionarizadas) e pontuação excessivamente afetados tornam a leitura tortuosa ao extremo. Acrescenta-se a isso a saturação do texto com metáforas nada triviais. O autor desafia o leitor além do que seria recomendável em um desafio literário com tal volume de leituras a serem feitas, é o que penso.
    O que gostei: a sonoridade do seu texto. Há um ritmo nas frases que faz querer lê-lo em voz alta.
    O que não gostei: a dificuldade. As metáforas encavaladas acabam esgotando o leitor, ao menos essa leitora aqui.
    De qualquer forma, há belíssimos momentos no seu texto. Parabéns por isso.
    Desejo sorte no desafio. Um abraço.

    • Euler d'Eugênia
      29 de novembro de 2020

      Não participo de concursos (esse é o meu primeiro, quando entrei não tinha a metade dos textos), eu, após perceber que seria denso meu texto à leitura, pedi à exclusão (devido a impossibilidade, fui vendo também as reações e tentando combatê-las – em vão).
      Não imaginava que seria difícil, mas, creio, que essa aparente dificuldade é devido o estágio de leitura que estão acostumados: a de impulso, e ainda que naturalmente pouco se lê, desse pouco, menos ainda literatura e ainda com baixíssima continuidade.
      Não era pra ser difícil à leitura. Quanto mais se lê (literatura), mais a entende, ficam fáceis os textos, até portanto desenvolvemos, quase que sempre, as mesmas histórias.
      Ainda acho que o desentendimento do meu texto é culpa dos falsos leitores de literatura que aqui estão presentes. Não gostar dele é natural, porém não entender, não é.
      Não me lembro de usar palavras não dicionarizadas e neologismos (no máximo uma ou outra troca de uma letra).
      De qualquer forma, obrigado.

  3. Marco Aurélio Saraiva
    24 de novembro de 2020

    Resumo: duas irmãs, Dna e Dsa, vivem o drama da gravidez indesejada (mas não por elas) e vivem em terras rurais, onde tudo é milho, de uma forma ou de outra.

    É uma prosa poética, onde a trama é senão algo secundário, onde a palavra, a forma e a beleza tomam o primeiro plano, fazendo-se valer de construções autorais, brincadeiras com letras e palavras, e conjurando imagens abstratas para o deleite da imaginação. Contos assim não podem ser lidos só uma vez – não tem como entender em uma só leitura. Em parte, acredito que não sei nem se existe isso de “entender” contos desta espécie; me parece que o objetivo aqui é mais ler as palavras e se deixar levar.
    Sinceramente? Pessoalmente não gostei da leitura. Há tanta preocupação com a forma e com as construções frasais que cada parágrafo leva uma eternidade para ser lido, digerido e assimilado pelo cérebro. Quando se chega no terceiro parágrafo já não se sabe sobre o que está lendo. Gosto de prosas poéticas, mas para mim há um limite para a dificuldade em que é aplicada a leitura. Provavelmente foi escolha consciente a sua: a de limitar seu conto aos leitores que têm tempo / energia / dedicação / paciência para voltar e reler e reler ainda outra vez.

    Quanto à adequação ao tema… para mim foi quase um “metapensamento”: a loucura está na leitura em si, que é extremamente oscilante e inconsistente (às vezes em um bom sentido, às vezes não)

    • Euler d'Eugênia
      24 de novembro de 2020

      Respeito seu ponto de vista, não gostar é pessoal demais para impor algo. Espero que reconsidere somente que esse texto já foi entendido, tão logo, há de considerá-lo como compreensível. Talvez seja algum problema interpretativo seu. Jamais pensei que não seria tangível ao entendimento, até fiquei surpreso.
      Não vejo como prosa poética, não tive o menor intuito disso. É como escuto os diálogos do texto, assim foram feitos em prosa.
      A minha preocupação com a forma é zero. Zero. Só é assim, em nenhum momento pensei como ficaria melhor ou não com uma quebra ou não de palavras, parágrafos, enfins. Imaginei desta maneira.
      Quanto a energia para leitura, acredito que não dependa nenhum pouco disso. Deve de ser outra questão.

      • Marco Aurélio Saraiva
        28 de novembro de 2020

        Falou bonzão! Você é sinistro, foi mal aí, eu que não sou capaz de entender tanta sapiência. Perdão aí pela minha ignorância. O lance é esse aí mesmo: todo mundo que não entendeu seu conto claramente é burro e está errado.

        PAS

      • Euler d'Eugênia
        28 de novembro de 2020

        Senhor Marcos, a questão a qual me refiro é o modo que nos expressamos, da maneira mais rápida possível, por emojis, por abreviações, por número limitado de caracteres, por título de notícias, por notas falsas (sem consulta veraz), da leitura de impulso (a citei algumas vezes nos comentários – desta forma: por impulso, dizem que meu texto não é compreensível, não é o caso).
        Não suponha que o chamei de burro, ou desprezei seu intelecto, ou engrandeci meu texto, pois não o fiz (pontuei as suas questões relativizando-as a quem entendeu, já que disse o avesso). Se não entregue à leitura de impulso, naturalmente compreenderá o conto. Porque não supõe um significado ao conto (ou me pergunte se estou querendo dizer o que você acha) em vez de interpretar o indevido?! Ao menos o comentário cê tentou interpretar (estranho, pois não é o objetivo do desafio)…
        Qual seria o seu objetivo então?! Suponho que seu comentário seja mais um querendo ‘lacrar’, pois mesmo eu dizendo que não, é sim. Enfim, ao menos tento: não o desprezei e engrandeci-me [não!].
        Repito: o texto não é nada demais e entendível.

  4. Fernanda Caleffi Barbetta
    23 de novembro de 2020

    Resumo
    O texto fala de uma mulher que engravidou para ser obrigada a se casar e deixar a casa do pai, assim como havia ocorrido com sua irmã.
    Comentário
    Gostei da analogia que fez entre o processo que vai do cultivo do milho ao preparo da pamonha e da concepção ao nascimento do filho.
    A mudança no nome da protagonista me confundiu e não sei se foi proposital.
    Alguns deslizes gramaticais:
    Lhe(a) habituara a (à) condução
    iscolha – escolha
    Entregue a (à) abstração
    limpar à (a) casa da mana

    • Euler d'Eugênia
      23 de novembro de 2020

      Obrigado pela compreensão. Realmente a mudança é proposital, porém continua com o mesmo significado (dna-adn).
      Sobre os possíveis erros, vamos lá (peço que quando supor o erro, já que é tão vasto o uso das regras, que especifique o porque do aparente erro. Claro, eu posso estar errado, acontece, porém tente ser clara, já que você também pode estar errada).
      -Limpar à casa da mana, está correto o meu uso com crase, pois a palavra casa é determinada com adjunto adnominal (casa – da mana). Sem o adjunto adnominal não vai crase, mas não é o caso.
      -Entregue e iscolha já pontuei em outro comentário.
      -O uso do ‘lhe’ foi para evitar a repetição do ‘a’, mas realmente, por norma, está errado. Refiz essa frase para evitar esse erro.

  5. Jorge Santos
    21 de novembro de 2020

    Olá. Este foi o texto mais confuso que li neste desafio. Para ser franco, desisti a meio. O conto narra a história de uma mulher grávida. O autor decidiu usar levar neste conto o experimentalismo ao extremo, quer pelo abuso do vocabulário, quer pela forma de utilização da pontuação. Normalmente aprovaria este recurso, mas o sentido do texto perdeu-se completamente. O nível do vocabulário não é coerente com a história. Os sinais de pontuação não são relevantes. No meio disto, encontro erros básicos de linguagem, eventualmente propositados, mas que contrastam com o nível exagerado do vocabulário.

    • Euler d'Eugênia
      21 de novembro de 2020

      Mais relatos errados, mais uma vez recomendo: aos que não entendem sugiro que parem de se postarem grandiosos. Assuma a ignorância e não haja como ignorante. Não tenho empatia por isso, tão logo não serei simpático.
      Ô, senhor altissonante da compreensão em desistência, peço, imploro, a gradíssima gentileza de mostrar-me os erros que seus olhos altamente sagazes encontraram, pois, se não, parecerá somente ego ou estou enganado? O vocabulário não é condizente com a sua leitura pela metade [tenha paciência!]?
      Por favor, não é obrigado a comentar criticas, nem nada, não fale nada quando não tem o que falar, só diga que não gostou e siga, não tente diminuir meu texto. Seja sensato, senhor.

  6. Anna
    17 de novembro de 2020

    Resumo : Duas irmãs vivem em uma cidade que produz milho. É como se o milho fizesse parte delas, tudo parece girar em torno do milho.Admito que não entendi tudo.
    Comentário : “Aprimorado, Pamonha estava no ponto”. Não entendi o desfecho, peço que o autor me explique, é porque outro bebê nasceu ?. Não entendi porque a vida deles é tão miserável, é porque eles necessitam do milho ? Só existem se tiver milho ? Se o milho não brotar eles vão morrer de fome ? Creio que o conto permita várias formas de interpretação. Quero deixar claro para o autor que tudo é uma evolução, ninguém escreve de maneira perfeita, nenhum conto do desafio é perfeito, a perfeição não existe. Esse conto causou muita polêmica e isso faz parte do meio literário, cite um grande autor que nunca deu o que falar. Digo para o autor seguir em frente e continuar escrevendo e expondo seus contos. Eu percebi que o conto se passa em um ambiente rural e o milho parece ser TUDO para os habitantes do local, espero que o conto não seja uma critica as cidades rurais, até porque só comemos porque alguém plantou, acho que o autor aponta que a loucura está na falta de sonhos, sendo o milho o único objetivo.

    • Euler d'Eugênia
      17 de novembro de 2020

      Isso mesmo: escrevemos literatura, uma arte, não um artigo, um diário, um desabafo, o mínimo é a boa vontade da interpretação, a qual teve. Grato.
      A utilização do milho ilustra o desejo em seus estados: grão, embrião, pendão, espiga, caruncho, pamonha [além de sua cor amarela, que transluz o estado do desejo pulsante].
      O final é uma construção do nome do personagem, já que no decorrer do conto digo sobre pamonha como adjetivo, e no final ele se personifica, virando um substantivo, por isso ‘Pamonha estava no ponto, após ser lapidado’, ou seja, quando ele finalmente virou a submissão (encolhido, deitado e amarelo).
      Obrigado pela força conquanto leitura!

  7. Andre Brizola
    14 de novembro de 2020

    Olá, Euler.

    Conto que aborda a gravidez e as relações de Dna e Dsa, duas irmãs, que desonram o pai ao, aparentemente, engravidar antes de casar, e vão morar em terras cedidas por ele, mas distantes. Durante todo o texto, paralelos entre o feto/filho de Dna, com o milho e seus derivados, em especial a pamonha. O cenário, rural, revela um pai tradicionalista, hábitos arcaicos, e um apamonhamento do filho de Dna perante seu primo, filho de Dsa.

    Tenho que admitir que tive que ler o conto três vezes para chegar num misto de compreensão e confusão. Nas duas primeiras leituras fiquei apenas na confusão. Há muita informação distribuída em uma utilização da língua que me faz pensar em Policarpo Quaresma e sua petição para que o país abandonasse o português e adotasse o tupi-guarani como língua pátria. O uso da língua é interessante, mas a dificuldade imposta é demasiada. Opção do autor, sem problema algum. Mas as análises serão feitas por diversos tipos de leitores, e nem todos terão o conhecimento, o interesse e/ou a paciência para imergir em um texto tão complexo. Alguns irão mergulhar de cabeça, enquanto outros ficarão no raso, pois ali eles já se divertem sem ter que se preocupar com as ondas mais fortes.

    Na linguística textual há um parâmetro da construção de sentidos chamado aceitabilidade, que se refere à concordância do receptor da mensagem e está ligada à sua competência de compreensão. Ou seja, se o leitor não tem a bagagem cultural ou contextual para captar a mensagem, ela não é transmitida. E acho que isso acontecerá muitas vezes com este conto. É um erro optar por um uso tão complexo da língua? De forma alguma. Mas é uma opção entre várias outras disponíveis. E, é claro, estamos aqui falando de arte, e não de uma reportagem, ou um artigo, o que valida totalmente a alternativa escolhida, mesmo que ela atinja menos alvos do que o pretendido.

    Mas, debruçado no texto, tentei encontrar não só o enredo, mas também aquele item tão importante para o desafio: a aderência ao tema. Do primeiro acredito ter encontrado alguns fiapos, mas do segundo não achei fio. Volto à aceitabilidade. Se não possuo a chave, a porta não é aberta. E isso, infelizmente não é opção do leitor.

    Bom, é isso. Boa sorte no desafio!

    • Euler d'Eugênia
      14 de novembro de 2020

      Grato pelo comentário sensato. Se interessado em entender sobre o que aborda e a tangência ao tema do concurso o comentário da Luciana Merley é bem pontual sobre o texto.
      Concordo com seus apontamentos, destaco essa parte:
      “E, é claro, estamos aqui falando de arte, e não de uma reportagem, ou um artigo, o que valida totalmente a alternativa escolhida, mesmo que ela atinja menos alvos do que o pretendido”.
      Inicialmente não fazia ideia que o texto seria incompreensível, por isso tão colérico com os apontamentos errados, independente da interpretação, o mínimo em alguns comentários não foi realizado, que seria entender o que é a inconsciência cruel presente no texto, o título do texto, a porta de entrada de todos os textos e mesmo assim me pontuarem tantas ignorâncias.
      Obrigado também pelo não ataque, já é algo a agradecer aqui.

  8. Paula Giannini
    13 de novembro de 2020

    Olá, Contista,

    Tudo bem?

    Resumo: Na privação quase total ela(s) sobrevivem.

    Minhas impressões:

    Existem dois tipos de contos, na verdade existem vários, mas, vamos nos ater a dois que já estará de bom tamanho. Um é aquele que narra uma história e o outro, aquele que se veste de literaridade para contar a história por caminhos outros. Este segundo prefere o labor da linguagem à trama.

    Aqui, encontramos o segundo caso. Um conto que trabalha com a ancestralidade feminina, trazendo ao leitor, na carne dessas irmãs, ou melhor seria dizer nos grãos, a marca do destino como a invisível mão da miséria, da subjugação, da luta na lida, da sobrevivência a todo custo. Como a raiz que teima em rebrotar vida.

    Guardando bem guardadinhas as devidas proporções, o texto me remete ao livro Lavoura Arcaica. A gente embrutecida pela terra, pelo arcaico, em uma poética analogia, aqui, com a semeadura do milho.

    Há muitas metáforas interessantes e belas: o grão do milho que é também migalha de subsistência, o próprio milho em seu ciclo, o(a) DNA que é a ancestralidade da dura vida de toda mulher, e por aí caminhamos.

    Quanto à literaridade, como leitora, confesso que aprecio ambas as formas acima citadas, porém, tenho mais prazer com a segunda, que me faz ter a certeza de que um leitor não necessita entender o todo, há no tecido das palavras algo mais. Algo a se buscar, uma beleza, enfim. No entanto, acredito que a responsabilidade em carregar um conto que se pretende de tamanha robustez (especialmente em um desfio literário) caminha junto com a certeza de que, como autores(as), e como humanos que somos, não sabemos tudo (ninguém sabe) e corremos o risco, sim, de cometer deslizes ortográficos ou gramaticas que poderão ser corrigidos depois. Quando colegas apontam erros por aqui, o fazem na melhor das intenções (ao menos na grande maioria das vezes). Erros, corrigem-se. Uma boa verve, entretanto, não se aprende em lugar nenhum, ela nasce com um autor e sua é muito bela.

    Parabéns pelo belo trabalho.

    Como digo a todos, se algo em minha análise não condiz com seu texto, apenas desconsidere. Aqui estamos todos para aprender.

    Beijos e sucesso no desafio.

    Paula Giannini

    • Euler d'Eugênia
      14 de novembro de 2020

      Olá, Paula, tudo na medida do inaceitável e por aí? [rs!]
      Obrigado pelas tangências de compreensão, fico contente pela sua demonstração, em lê-lo, dividi-lo, imergir.
      Quanto aos apontamentos de erros são muito bem vindos, se bem estruturados, eu não menosprezo a percepção de ninguém, mas quando ele é feito presumindo minha ignorância sobre o assunto, eu não aceito, pois são infundados. Apesar da aparente boa intenção, a maioria dos apontamentos estavam errados.
      Do mais, grato!

      • Paula Giannini
        16 de novembro de 2020

        Querido Euler,
        Creia-me, minhas intenções não são apenas aparentes, mas sim, reais. Gosto de discutir literatura e, creia-me, as impressões de um leitor, por errôneas que sejam, escapam-nos como criadores e aí é que reside a beleza do Entre Contos, na possibilidade de termos um pequeno recorte daquilo que o público de todas as naturezas terá de nossa obra no mundo real.
        Desejo real sorte no desafio.
        Beijos
        Paula Giannini

      • Euler d'Eugênia
        16 de novembro de 2020

        Concordo, incialmente me assustou, não esperava os desentendimentos e os ataques, por isso me exasperei e, agora, sei como meus textos serão recebidos. Entendo a literatura sendo abrangente, que os entendimentos são plausíveis a todos (todas as palavras tem seus significados, desta forma, para certos textos, talvez requeira maior pesquisa e calma, para ligá-las e interpretá-las), porém há a lida com a má vontade, está facilmente percebível, por isso não aceita. Imagino, como escritor e acima de tudo como leitor, jamais me dar por vencido por um texto e que devemos sim, quebrar a barreira da leitura de impulso, tratar o texto com maior cuidado, pois só assim interpretaremos melhor.
        Nem só creio como respeito seus apontamentos, mais uma vez obrigado.

  9. Fil Felix
    13 de novembro de 2020

    Boa tarde!

    A história de duas mulheres e a relação entre elas, tanto de moradia, familiar, nascimento (e morte?) em paralelo aos ciclos do milho, colheita e cozimento. Há algo de mundo invertido/ paralelo/ espelho/ de dentro pra fora.

    Bom, é um conto bastante abstrato.Há passagens que simplesmente não sei se estão escritas de maneira errada de propósito ou não. Algumas abreviações, espaços em branco e muita informação entre colchetes que dão uma cara de poema concreto ao conto. Mas pelo formato de parágrafo, ficou bem estranho. Talvez se tivesse colocado essas partes como verbetes ou indo um pouco alem na formatação, pra gerar essa identidade visual, talvez fosse melhor absorvido (pelo menos pra mim).

    Por ser abstrato/ complexo e recheado de palavras que praticamente não utilizamos, também dificulta o entendimento das passagens. Alguns trechos revelam figuras de linguagem, metáforas e ilustrações interessantes, quando flui um pouco melhor. Mas de maneira geral, não gostei muito e achei a construção difícil pelo difícil. E não sei se captei o que o autor queria passar.

    • Euler d'Eugênia
      13 de novembro de 2020

      De antemão: realmente você não sabe. Você não utiliza as palavras, eu utilizo, respeite o meu uso e tente não diminuir o significado delas ou o meu uso, só porque não faz parte da sua bolha.
      Quanta estranheza [a mim]: escritores novamente reclamando de palavras!
      Por gentileza, quando não entender tente não atacar. Se não entende, não se posicione. Há comentários interessantes aqui, que foram francos em dizer: eu não entendo. Assim como outros, um logo abaixo do seu, que dominou o entendimento do texto. Logo, entendo que a falha possa ser sua e não do texto, ou o problema nunca é você!?

      • Regina Ruth Rincon Caires
        13 de novembro de 2020

        Euler, acho que estamos em tempos tão difíceis, há um cansaço geral, e vejo, aqui, tanto desgaste em discussões desnecessárias. Economizemos nossas energias. Por favor, vamos aguardar o final do desafio, muitos participantes ficarão satisfeitos com os esclarecimentos sobre os textos. O clima criado por essas encrencas infindáveis, esse ambiente ácido, esse mal-estar generalizado, nada disso é construtivo para um grupo que ama a escrita. Não estamos numa arena, estamos entre iguais, lúcidos (tirante o tema), vamos tentar manter o clima amistoso. Todos estamos desgastados, fim de ano chegando, a vacina apontando no fim do túnel… É bom tecer a paz, vamos fazer isso. Espero que me compreenda… Abraços…

      • Euler d'Eugênia
        13 de novembro de 2020

        Não te compreendo. Se é tão desgastante porque veio discutir? Viu que sou irredutível quanto ao meu posicionamento, ou não? Eu não pareço claro? Não aceito os ataques.
        Quem não entendeu, não tem o direito de falar nada. Não cobro o posicionamento de ninguém, inclusive o seu por não ter entendido, aliás até disse que era falho contigo, pois não me atacou naquele momento.
        Aos que não entendem sugiro que parem de se postarem grandiosos. Assuma a ignorância e não haja como ignorante. Não tenho empatia por isso, tão logo não serei simpático.
        E friso: meu texto não é pretensioso, é só mais um dentre tantos [se com entendimento, é muito bem vinda a crítica]. Não aceito posicionamentos chulos, pois meu texto não merece.
        *Ama a escrita, será? De cada dois comentários, um é falando mau do uso das palavras, desconsiderando-as.

  10. Luciana Merley
    13 de novembro de 2020

    A inconsciência cruel do ser

    Olá, grande autor

    Essa é uma história sobre a servidão, ou não? Sobre a subserviência? Pior. A servidão inconscientemente herdada, hereditária, “sinada” desde o primeiro respiro fora do ventre. A inconsciente servidão do ser (assim o compreendi).

    DNA ou ADN (uma brincadeira linguística reveladora sobre a nossa enciclopédia genética – a sina física (psicológica também? Será?)
    Seu texto exigiu algumas leituras, pesquisas e muitíssima atenção às metáforas. Exige também que eu deixe de lado os meus critérios “fechadinhos” de avaliação (CRI).
    Duas irmãs, pobres, que vêem no engravidar (no embuchamento), a única oportunidade de sair de casa. Conheci inúmeras assim lá nos interiores que tanto conheço. Afirmo que sua capacidade de criar metáforas exatas é extraordinária (extra- ordinária em meio às frivolidades e obviedades que escrevo e leio na literatura contemporânea).

    Veja (m): “papai autoritário, mamãe condizente. Sofria com eles, sofrerá com ele, alento no singular ao menos”. Não está claro o quão ruim o pai era, mas era. Nesse trecho tem uma sacada muito realística de quem já conheceu essas histórias reais: a percepção (prática, pragmática) de deixar de sofrer em casa para sofrer pelas mãos de um só (o marido).

    DNA, acostumada desde o ventre à escassez, habitua-se com a fome de 2 corpos. O pai, por vergonha decide livrar-se das filhas e entregá-las à falta de sorte. O trecho em que DSA socorre a irmã na sua mais urgente necessidade (a fome), mostra o início (mais palpável) da relação socorro-favor-dívida e da condição de superioridade – subserviência entre elas. Entendo que tanto a relação favor-dívida, quanto o sentimento de superioridade-subserviência são INCONSCIENTES, ou seja, o texto não está tratando de abusos físicos, sequer de autoritarismo entre as irmãs. O trecho seguinte, mostra bem que a gratidão é o valor que dá esse ponta pé inicial “Entendiam a remoção da sujeira à vassouradas na superfície conspurca como um estado puro damor”.

    A dívida aumentando quando o líquido (de dois corpos) se derrama na casa da outra e ela torna-se também a parteira “o pagamento infinito acrescentou mais uma parcela”. A irmã não é só a que alimenta, mas a que traz à vida.

    Uma pausa para outro trecho de muita profundidade: “escrava da condição implícita de toda ajuda: o desfavorecimento.”

    Enfim, o destino sendo selado, ou continuado, quando a irmã decreta a sina pisicológica do novo ser: “Espia: molenga, glabro, rechonchudo, fulvo, envolto: pamonha! Na pura felicitação do ato parideiro, sentenciou Dsa.”

    Mole, pelado, amarelo: Vai ser PAMONHA na vida, parafraseando Drummond.

    “ A alcunha se sobressaiu ao nome”, ou seja, o apelido determinou o destino e selou a dívida eterna. “Ajudava a mãe, serviçal, em toda curvatura histórica.”

    DNA ainda tentou um lapso de dignidade inconsciente. Com a nova gravidez da irmã, ela esperava devolver a utilidade, reverter o vetor da necessidade, quitar a última parcela e ainda, quem sabe, receber algum troco de gratidão. Mas o desejo comestível da irmã foi como um relembrar (inconsciente) do destino traçado. “Após engravidar novamente “desejou solicitamente: pamonha, na evidenciação do zombado ao menino cerealizado”

    e o autor lacra o caixão com essa sequência fabulosa comparando o menino pamonha (ou a própria experiência da irmã inferiorizada) a grãos caruncho, sem peso, sem valia: “buscando equidade [cortaria o laço a dentadas do desamarro], de nada ao adianto: népoca de milho: grãos-múltiplos não se equivale a grão-caruncho [na balança o incontrolável pesa infinito]”.

    “Se primo solicitasse o alimento da boca, Pamonhanemia generosamente se: amarelava.” É a última frase da sequência de 3 e que contém toda a catarse do texto. Bastaria ler essa frase atentamente e todos saberiam do que se trata (na minha opinião). Uma frase que foi um soco no peito do meu estômago cheio. Chorei ao lê-la, confesso.

    E a loucura? Onde está? Está nas trincheiras da mente. No cárcere da não-estima, na incapacidade de reagir ao que te oprime. Está na impotência humana.

    O milho, quanto a ele, acho que até existe na história, mas é puro instrumento metafórico. Superfície para a sua riquíssima e belíssima trama profunda.

    Se posso fazer uma única sugestão, seria suprimir a última frase. A penúltima contempla o sentimento contido nela. (Mas sua manutenção não afeta tanto assim).

    Caro autor, perdoe-me se errei feio na interpretação do seu texto. Tenho dúvidas de que esse desafio nos apresentará um texto superior ao seu (eu acho, pq não li todos), logo, espero que ele não seja eliminado como você solicitou. Quero ter o prazer de dar-lhe 10,5.

    Assim como todos que desejam escrever ficção sobre política deveriam ler antes “Poema Sujo” , os que anseiam vingar-se das injustiças (todas elas) deveriam ler o seu texto. A beleza da arte (na minha visão até aqui aprendida) não está na trivialidade e bem menos nos conceitos jogados na cara do outro, mas naquilo que está mais escondido e que as palavras (que separam espinhas e medulas) conseguem encontrar.

    Parabéns e espero contemplá-lo no pódio.

    • Luciana Merley
      13 de novembro de 2020

      Me esqueci de escrever….o título me remeteu ao clássico “A insustentável leveza do ser” e posso estar delirando, mas podem existir fragmentos no seu texto como o princípio Nietzschiano do círculo vital e retorno, assim como a questão do fardo existencial.

      • Euler d'Eugênia
        13 de novembro de 2020

        Há algum tempo atrás, esse texto, inicialmente, era uma teoria filosófica, era um estudo sobre o comportamento humano em relação ao favor. E realmente ele teve influência de Nietzsche, na época eu o estudava.

    • Euler d'Eugênia
      13 de novembro de 2020

      É pontualíssimo esse trecho [é exata a explicação do título, porquanto do texto em toda a sua linguagem, palavra por palavra]:
      ”relação favor-dívida, quanto o sentimento de superioridade-subserviência são INCONSCIENTES”
      Muitíssimo obrigado, não pelos elogios [as quais poderiam ser críticas], mas pela compreensão tão exata, sútil e desdobrada do que fiz. Quanto a última frase: considerarei. Em nada mais tenho a acrescentar, só agradecê-la por demais!

      • Luciana Merley
        14 de novembro de 2020

        Fico feliz que eu tenha compreendido e sei que a sensação – de ser compreendido – é muito boa. Parabéns mais uma vez.

      • Euler d'Eugênia
        14 de novembro de 2020

        Luciana, lhe confesso que até me assustou um teco, parecia que estava dentro da minha cabeça e ainda pisando em meus miolos, devido a esmagadora precisão do seu entendimento. Seu comentário foi extremamente importante, ainda mais pela discussão envolvida aqui: a incompreensão do texto. Mais uma vez obrigado.

  11. Priscila Pereira
    12 de novembro de 2020

    Resumo: Duas irmãs engravidam e o pai dá um pedaço de terra para dividirem, o conto mostra como elas convivem, como nascem seus filhos e como o milho acaba moldando suas vidas.
    Olá, Euler!
    Não sei se interpretei seu conto como deveria, mas li com muito cuidado. Não gosto desse tipo de narrativa, mas não acho que esteja errada, é só diferente e de difícil compreensão. Eu imaginava enquanto lia, imaginei que elas engravidaram do milho, um bebê nasceu igual a uma espiga e outro igual uma pamonha, não sei se foi isso que você planejou, mas foi o que eu vi.
    Não acho que seu conto se encaixe no tema, porque de loucura, só a forma com que foi escrita, na história mesmo não vi nada.
    Eu achei um desafio bem legal conseguir ler e tentar entender o seu conto, então pra mim já valeu sua participação. Espero que não desista!
    Parabéns pelo conto! Boa sorte no desafio!
    Até mais!

    • Euler d'Eugênia
      12 de novembro de 2020

      Primeiramente obrigado pelo comentário com bom senso.
      Após, lhe digo: suas interpretações tangenciam a história, suas ilustrações foram perspicazes, e é interessante em um conto não descritivo trazer imagens. Houve o interesse em compreensão e é delicado de sua parte.
      Quanto à loucura, está principalmente donde parece ser a parte de maior dificuldade do texto: o primeiro terço. Mas, ainda me permito em guardar os significados do conto pra mais adiante, supondo novas percepções de leitura.
      Quanto a narrativa, é só uso da terceira pessoa, uso o narrador-onisciente, não entendo não gostar disso, pois é donde se baseia a maioria dos textos. Porém, compreendo não gostar do conteúdo, excesso, quebras, ou afins, mas do modo de narrar, não (se quiser alongar sobre, fique a vontade).
      Esse texto não é diferente, um desafio, nada disso, é só mais um (pessoal exagera, é tranquilão).
      Valeu mesmo por não se deixar influenciar pelos lúgubres ante a queda do meu texto, S2!

      • Priscila Pereira
        30 de novembro de 2020

        Olá, Euler!
        Ainda firme na missão?
        Quando eu digo que não gosto desse tipo de narrativa, quero dizer o excesso de metáforas, ainda que bem colocadas, não quis dizer o terceira pessoa nem o narrador onisciente, embora eu prefira primeira pessoa, no presente, mas é difícil quem consiga manter um texto longo nesses termos.
        Até mais!

  12. Jefferson Lemos
    12 de novembro de 2020

    Resumo: eu, sinceramente, não sou capaz e nem tenho QI suficiente pra resumir esse texto que eu praticamente não entendi nada.

    Olá, caro autor.

    Eu tentei, mas não consegui gostar desse texto. Ele me parece mais um compilado gigantesco de vocabulário, mas não vi muito propósito. Se tirasse todas palavras difíceis e que deixam o texto com uma cara de 200 anos, talvez pudesse ter dito o mesmo com a metade, e de uma forma mais compreensível (mas escolha do autor, eu, como leitor, tô dando minha opinião). Talvez meu comentário esteja um pouco ácido demais, mas já percebi pelos comentários que eu poderia receber acidez mesmo sendo educado falando que não entendi nada do texto, então por que faria de outra forma se não essa?
    Não vou falar da parte gramatical, porque aparentemente o próprio Bechara escreveu esse conto. Talvez eu leia de novo para tentar entender, mas se é necessário uma segunda leitura pra começar a sacar o que tá acontecendo no conto, ai fica meio complicado. Vi que você falou sobre dois ou três comentários terem entendido o que você quis passar aqui, mas não se pode esquecer que isso é um desafio, e você está escrevendo para os outros 53 participantes que estão no desafio.
    Finalizando: o conto é estranho, não consegui ver propósito além de uma demonstração exagerada de vocabulário e tive uma dificuldade tremenda (não apenas eu) em compreender o texto. De qualquer forma, boa sorte no desafio!

    • Euler d'Eugênia
      12 de novembro de 2020

      Fique a vontade em suas demonstrações, conheço bem a bondade do julgamento.
      É um tanto curioso escritores incomodados com palavras, até julgando-as datadas.
      Não é questão de inteligência, disso e aquilo, é simplesmente vontade de passar da leitura de impulso.
      E creio que o moderador do concurso, devido a tantas manifestações contrárias ao meu texto, não vá considerá-lo como obrigatório em todos os quesitos de avaliação. Não se preocupe em lê-lo novamente. Já passou, disse o que primeiro passou pela sua cabeça e está abençoado a prosseguir seu caminho.

  13. Ana Maria Monteiro
    12 de novembro de 2020

    Olá, Autor.
    Resumo: a história de DNA e DAS, duas irmãs, uma grávida, outra já mãe. A narrativa estabelece um paralelismo entre o desenrolar do desenvolvimento e todo o processo de desenvolvimento do milho.
    Comentário: O seu conto deu muita celeuma e, por esse motivo, li os comentários e percebi como se sente superior a todos nós. Quase garanto que, a final, será desclassificado por não se ter dado ao trabalho de ler e comentar todos os contos presentes no desafio.
    Também não poderia comentar o seu conto pois não possuo arte, discernimento, intelecto, ou seja lá que raio for o que você entende que é preciso para que alguém seja digno de ler o que escreve e falar sobre. Não percebi patavina e você afastou-me de qualquer desejo (que decerto seria vão) de tentar descortinar o que terá pretendido dizer.
    Deixo-lhe apenas um repto: se é realmente tão superior quanto se pensa, mostre-o cumprindo a sua parte do acordo que consta do regulamento para poder participar; se ler e comentar literatura tão pobre quanto a que está ao nosso alcance proporcionar a uma mente como a sua, pode à mesma mostrar que é gente quebrando o anonimato e sendo desclassificado.
    Caso não cumpra o acordo nem se desclassifique, apenas sobrará a ideia de um ser soberbo, arrogante, vaidoso, narcisista e cobarde.
    Nada mais tenho a acrescentar.

    • Euler d'Eugênia
      12 de novembro de 2020

      Ainda bem que o título do conto reproduz pontualmente algumas manifestações. Desde o primeiro comentário contrário ao conto, eu pedi a exclusão (por vê-lo incomodando a maioria), essa mesma não pode ser realizada, é contra as normas e ao que me parece você e mais alguns outros também não entenderam e certamente nem o leu (e a propósito os comentários parecem ser mais interessantes, e adentram neles ‘comentando comentários’), comentou qualquer ataque, virou as costas e foi embora, logo acredito que não estou ferindo a maioria de vocês (pois nem ligam);
      Quanto a minha personalidade que julga conhecê-la bem, não vou comentar alucinações.

  14. Leandro Rodrigues dos Santos
    10 de novembro de 2020

    Uma tratativa do inconsciente, tanto do desejo, quanto do favor. Ambos cobram o juízo da personagem Dna e a penaliza. Seu desejo se personifica.
    Tecnicamente tem leves erros, um vírgula ou outra errada, uma palavra errada (patrim/padrim). Entendo o estilo do parênteses, porém há excesso (tiraria alguns e só os deixaria em detalhes).

    • Euler d'Eugênia
      12 de novembro de 2020

      Sim, acertado sobre o resumo. Quanto aos apontamentos, os mesmos foram lapidados.

      • Thiago de Castro
        12 de novembro de 2020

        BINGOOOOOOO!

  15. antoniosbatista
    8 de novembro de 2020

    Resumo; A confusa história de dona Dna (?) com a gestação de seu filho comparada ao nascimento do milho, do qual se faz, além de outros produtos, a pamonha, mais ou menos isso…

    Comentário; Como mostra o resumo, não entendi muito bem o argumento e qual sua intensão. Há muitas frases elaboradas com palavras que não se usa num texto informal. É necessário usar o dicionário para entender certos trechos, o que torna a leitura atravancada por pausas e causa aborrecimento e o leitor acaba desistindo. Além do mais, há frases com palavras que não se combinam, não tem um sentido claro. Exemplo; “(…) saudável (sem doenças) sem necessidade externas (aqui não sei a quem se refere, a mãe ou a criança ainda para nascer?), extremas (intensas) ao reduto (espaço fechado) do desejoso (cobiçado) estado de sitio (cercado). Outra frase confusa: “no eito (sucessão de coisas) do desvio (mudança de direção) da barriga das coisas(?) [se habilitara muito bem, eficaz (bom resultado), translativa (mudança?) ” equinócio( duração do dia idêntica noite) gestão ( administração) Não entendi essas frases. É um conto que tem originalidade, claro em alguns trechos e confuso na maioria. Me parece que as frases têm um sentido figurado, metafórico, que funcionou na cabeça do autor, mas não na do leitor, já que, todas as coisas têm seus pontos de vista. Quando muitos analisam alguma coisa, nem todos percebem a mesma coisa do mesmo espaço e tempo. A tal Teoria da Ordem Implícita. Boa sorte.

    • Euler d'Eugênia
      8 de novembro de 2020

      Como você mesmo relata, você não entendeu bem. Os trechos destacados nem vou comentar devido a grande má vontade em seleção do significado. Há claro o limitante a você, normal, acontece. Não quer entender mesmo.
      Bem, eu muito me pergunto o que faço aqui, pedi a exclusão do conto da página, não pode ser feito, e entro pra ver devido, creio, ser a primeira vez que divulgo um escrito meu (deve ser alguma ansiedade), fico imensamente triste com os respaldos tão ignorantes (como o seu). Apesar que teve três comentários, um muito preciso, sobre a minha obra, logo demonstra que as coisas não fazem sentido só pra mim, mas pra, pelo menos, mais uma, duas, três, pessoas. Isso me trouxe sorrisos em compensação. E nunca que vai ser falha da sua interpretação [jamais]…

      • antoniosbatista
        8 de novembro de 2020

        Caro senhor Euler de Dona Eugênia
        Acho que o senhor tem bastante idade, imagino uns 98 anos e ainda está na Idade Média, pois aprecia e cultiva línguas mortas. Dedico ao senhor, uma Cantiga de Amor:
        Em gran coita, senhor que peior que mort é, vivo per bõa fé, e polo voss’amor esta coita sofr’ eu por vós, senhor, que eu
        vi polo meu gran mal; e melhor mi será de morrer por vós já e, pois me Deus non val est coita sofr eu por vós senhor, que eu polo meu gran mal vi; e mais mi val morrer ca tal coita sofrer pois por meu mal asi esta coita sofr’ eu por vós,
        senhor, que eu vi por gran mal de mi, pois tan coitad’ and’ eu.

        Poema de Dom Dinis, rei de Portugal- 1261/1325.

        Me parece que o senhor ficou ferido no seu ego, caso contrário, não teria respondido nenhum comentário, pois o Desafio é uma brincadeira saudável e não palco de disputas para ver quem é o mais inteligente. Aliás, o QI de uma pessoa, não se mede pelo que ela sabe pois ninguém nasceu sabendo e sim a capacidade de aprender ainda criança, são as crianças prodígios. Legal que o senhor sabe tudo de gramática, mas tem problemas com as emoções. Cuide-se.

      • Amana
        12 de novembro de 2020

        Exclusão só se você revelar sua identidade, mas parece que está gostando dessa treta toda aqui.

      • Euler d'Eugênia
        12 de novembro de 2020

        Acho que as pessoas incomodadas deveriam infringir as regras (não é o meu usual), já que são tão bondosas em sugeri-lo. Ninguém é obrigado estar aqui e muito menos sugerir a exclusão doutro, mas a política do cancelamento é essa mesmo, certo?! Pois, obviamente, eu escrevi um texto grotesco, ofensivo e a todo momento estou sendo, no mínimo, leviano em meus apontamentos, eu mereço o deboche, as suposições, o cancelamento.
        E devido o nível da maioria dos comentários, fique tranquila quanto a lidar com o meu texto, é só dizer as primeiras palavras, sem filtro nenhum, que vier a cabeça e pular pro outro conto… Rapidão, agora, já cascudo, vou ignorar. Faço deste comentário o meu último a quem a resposta deveria ser o silêncio.

      • Amana
        12 de novembro de 2020

        Seu conto estando aqui eu vou ler e comentar da mesma forma que os outros. Na verdade já o li até certo ponto e compreendo perfeitamente os comentários dos colegas. Espero que cumpra a sua palavra de não comentar mais nada, pelo menos não dessa forma grosseira como está fazendo.

      • Euler d'Eugênia
        13 de novembro de 2020

        Amana, tadinha docê, que te liberte da minha gigantesca grosseria, mas e da sua grosseria velada? Em vir em um comentário aleatório e sugerir pra eu me desclassificar? Mas cê não foi direta, né? Sugeriu… E sugerir não é cruel, não chama atenção dos outros, né? Ou vai dizer que estou inventando, que cê não sugeriu?! E agora me diz o que ler do seu comentário aleatório? (Só peço que não me julgue tolo);

        “Exclusão só se você revelar sua identidade, mas parece que está gostando dessa treta toda aqui”.

        E em alguns comentários eu fui um doce, agora cê não se questiona o porque? Por que em alguns eu fui bacana? E olha que 90% dos comentários tem alguma crítica. Não é questão do meu ego, não é isso, é a inconsciência cruel de vocês. Nos que é claro o ataque do nada, eu não aceito, pois é um desrespeito com o meu texto.

        Agora me diz, você merece ou não merece o meu silêncio?

  16. Misael Pulhes
    7 de novembro de 2020

    Olá, “Euler D’Eugênia”.

    Resumo: a história da gravidez de Dsa (Adn, Dna… três nomes para a mesma mulher, certo?) e do nascimento de seu filho, num paralelo metafórico com a germinação e ‘nascimento’ do milho (sinto ter faltado com exatidão).

    Comentários: Algumas coisas que não se podem negar: (i) o autor é corajoso; (ii) tem vocabulário; (iii) tem estilo próprio; (iv) foi original.

    No mesmo grupo de coisas inegáveis acho que se pode incluir: há muitos erros gramaticais e alguns ortográficos. E é um conto arriscado. Não se pode torná-lo público sem a convicção de que deverá lidar com críticas – muitas injustas; algumas, não.

    Eu estou bem inapto, ainda, a dar conselhos, mas acho que lendo alguns comentários se percebe insatisfação na leitura do conto. E talvez o que mais me chateie é saber que há virtudes e potencial que poderiam, quem sabe, ter criado algo que mantivesse a originalidade e estilo, mas fosse um tanto mais palatável. Mas, eu sei, não é fácil e posso estar sendo injusto aqui.

    É que literatura, como alguém já disse, precisa divertir também, entreter; melhor: cativar. E esse texto se arrasta um pouco com muito experimentalismo (exibicionismo? não julgarei). De modo que o enredo – bom em si – acaba aparentemente sendo relegado a uma posição menos digna do que merece.

    E também fico na dúvida quanto à aderência do conto ao tema.

    Eu não quero que minhas dificuldades pessoais apontem problemas que não há. E também gostaria que o(a) autor(a) visse no feedback aqui pontos que podem ser assimilados e misturados com o que de virtude já há na sua escrita. Estou, aliás, ansioso de ler mais coisas suas.

    Abraços!

    • Euler d'Eugênia
      7 de novembro de 2020

      Dna e Adn são variantes da mesma, devido mudar a condição e continuar a mesma (por isso a troca), já Dsa é a irmã.
      Agradeço as observações. Quanto a interpretação, julgamento do estilo, não entrarei mais nesse demérito desgastante, só reitero não ser nenhum experimento, ego, e coisa e tal – nada disso, fiz conforme via e sentia. Acho injusto o julgamento, aliás.
      Porém um aspecto que me chamou atenção no seu comentário, gostaria, se bem aventurado, que me dissesse donde estão os erros gramaticais e até ortográficos (pois reli e não os percebi, me importo bastante com os mesmos, os quais assiduamente estudo, talvez seja alguma regra-exceção que desconheço, ou até mesmo ignorância e peço que me fale sobre, se possível).

      • Giselle F. Bohn
        11 de novembro de 2020

        Pois não, mas parei no terceiro parágrafo. Entre aspas estão seus erros:

        “iscolha” – escolha
        “languida” – lânguida
        “fechava às pálpebras a condição negra da negativa” – Fechava as pálpebras à condição negra da negativa.
        “Entregue a abstração” – Entregue à abstração

        Acontece nas melhores famílias, não liga, não. Estamos todos aqui para aprender, como bem disse o Sr. Antonio. 🙂

      • Euler d'Eugênia
        11 de novembro de 2020

        Giselle seu intuito foi a correção simplesmente, não teve qualquer instrução, vai saber o motivo, não?! Talvez deva ser o seu uso errado do português, será?!

        -iscolha é de propósito (por isso é evidente, uma graça como se dissesse: a não escolha)
        -lânguida fugiu o acento mesmo (não é desprezo de norma, é natural, acontece)
        -‘fechava às pálpebras (acertado o meu uso, devido o feminino no plural: pálpebras em conjunto com o artigo definido ‘as’ ‘a+as’, logo vai crase: às)
        -‘entregue a abstração (quem entrega, entrega algo, verbo transitivo direto, logo não é necessário o uso da crase)

        Ou seja, de quatro que você destacou, em três está errada, só em uma, o acento que faltou, acertou. Logo peço a gentileza de pesquisar melhor antes de vir destacar erros.
        Agora te pergunto e se eu ‘corrijo’ o meu texto com os seus apontamentos errados? Ou seja, transformo o acerto em erro devido à sua má instrução? Por favor, tenha um pouquinho mais de discernimento e tente parar de querer causar, obrigado.

    • Giselle F. Bohn
      11 de novembro de 2020

      “iscolha” não existe, mas então aceito que foi um neologismo seu, embora não entenda porque o prefixo “is” indicaria negativa. Não seria “in”? Quanto ao “evidente”, amigo, nada no seu texto é evidente!

      -‘fechava às pálpebras (acertado o meu uso, devido o feminino no plural: pálpebras em conjunto com o artigo definido ‘as’ ‘a+as’, logo vai crase: às)

      Não, errado, sua explicação não tem pé nem cabeça: “às” significa “a”(preposição) + “as” (artigo). Quem fecha, fecha algo, não “a” algo. É fácil ver seu erro: troque “as pálpebras” por “os olhos” e verá que não há preposição. A crase deveria estar em “à condição negra”, como em “Fechou os olhos à injustiça”, afinal, fecha-se ALGO A algo.

      Quando ao “entregue”, vejo agora que na sua leitura usou como em “a abstração foi entregue”. Então de fato está correto. Na minha leitura (falha, admito desde o começo de que não entendi nada do seu texto), seria “Rendida à abstração”, como em “Entregue à preguiça, ela bocejou.” Então aqui foi apenas um erro de interpretação meu.

      Tem muitos mais erros no seu texto, ou melhor, coisas que parecem erros, mas não vou mais voltar aqui. Eu nem ia mais responder porque todo essa discussão é muito besta e eu mesma odeio Grammar Nazi, mas queria mostrar-lhe que, sim, o senhor erra, como todos nós, mortais. E isso é lindo. Quem não tem mais nada a aprender nesta vida, não é mesmo? 🙂 Sem ofensas, né? Vamos um dia tentar ser amigos? A vida é muito curta pra gente ficar se enlameando em tretas! 🙂

      • Euler d'Eugênia
        11 de novembro de 2020

        Giselle como você é teimosa, já deve ter escutado isso aos milhões!
        Vamos lá outra vez e a derradeira [espero]:
        -Você estaria certa se fosse a pálpebra (singular), ela não vai crase, pois aí entra no objeto direto, já quando plural feminino precedido de artigo definido no plural vai a crase! Às pálpebrAS (substantivo feminino no plural). Para ajudá-la lembre-se: às claras, às vezes… É o mesmo conceito! Enfim, entendeu seu erro?
        -Nem vejo como neologismo, só mudei uma letrinha, não usei o in, por parecer ser uma decisão in-terna, in-trospectiva (não sendo o caso da personagem), o i sozinho parece pontual a minha ideia, já que é geral, não é uma decisão interna. E vejo o i antagônico ao e (geralmente associado a adição, fiz o inverso com o ‘i’).
        Meu texto tem poucas falhas, pra falar-lhe, eu o escrevi faz algum tempo, identifiquei algumas coisinhas já e melhorei (recolhendo posicionamentos cabíveis do pessoal aqui).
        Não o vejo difícil, não o é e realmente é preguiça de quem não entende ou não habituação a leituras não tão claras. Estamos acostumados ao mais fácil possível (ao impulso, ao consumo rápido de tudo), e meu texto é no máximo mediano a compreensão. Vocês (tem algumas exceções) estão exagerando.
        A discussão besta e errônea é toda sua! É que você pegou mal minha aparente grosseria (e fora que foi extremamente grosseira – a todo momento tenta diminuir meu texto, e até já o xingou, mesmo sem entender nada) e quer me dar lições… Assim como a maioria aqui, não aceita eu falar o que eu acho sem ser brando. Quer catequizar-me, já me adaptei… Só que eu estudo demais pra escrever, pontuar as minhas críticas. Não são infundadas (como a sua, rs), as faço com exatidão, e procuro mesmo assim tratá-los com respeito (apesar de não parecer a você, tudo que pontuo quero ajudar… Afinal, estou compartilhando conhecimento. Acredito que até você tenha aprendido comigo agora, rs).
        E, sim, estou aprendendo aqui antes que você comece outro tralalá…

  17. Regina Ruth Rincon Caires
    7 de novembro de 2020

    A inconsciência cruel do ser (Euler d’Eugênia)

    Resumo:

    Confesso que não consegui resumir o texto. Sei que é falha minha, não consegui assimilar o conteúdo. Tenho plena consciência de que existe leitura para a qual o meu conhecimento está muito aquém. Este texto está muito além do meu entendimento. Desculpe-me.

    Comentário:

    Prezado autor, gostaria que você entendesse que fiz questão de ler inúmeras vezes o seu texto. Não só por causa da celeuma criada, mas essa atitude faz parte do meu método de participação dos desafios. Eu não leio nada superficialmente. Eu me empenho em entender o texto, em decifrar a mensagem que o colega colocou no papel. Até li o texto em voz alta, percebi rima em parágrafo, pesquisei palavras que não conhecia, enfim, usei de diligência para absorver a sua ideia. Desculpe-me, não consegui. Acredito que a sua mensagem está muito além da minha compreensão. Não fique triste comigo.

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

    • Euler d'Eugênia
      7 de novembro de 2020

      Quanta delicadeza em seu relato, até demonstrou preocupação comigo, obrigado! Sinto-me falho contigo.

  18. Euler d'Eugênia
    5 de novembro de 2020

    Sim, os nomes são derivados desse pensamento, fico contente que tenha percebido.
    Acerca de suas considerações grato, são pontuais!

  19. Fheluany Nogueira
    5 de novembro de 2020

    Duas irmãs se casam, obrigadas, porque engravidaram. Tornaram-se vizinhas, e vivem um relacionamento estranho, continuado com os primos.

    Um texto complexo, com labor artesanal em que estilo e conteúdo se fundem.

    Talvez a loucura seja desta leitora, mas vejo nos nomes das personagens irmãs: DNA – molécula que carrega toda a informação genética de um organismo e DSA – anúncios dinâmicos da rede de pesquisa, com tentativa de mostrar o mundo atual do consumismo e das redes sociais. E os seres vivem em uma inconsciência cruel (título bem adequado e sugestivo).

    A linguagem é apresentada como uma atividade construída pelos interlocutores, como ação; recria a fala do homem do interior não apenas no plano do vocabulário, mas também no plano da sintaxe e da melodia da frase e até do pensamento simbólico (o milho é o que se tem na roça).

    Parabéns pelo trabalho. Abraço.

  20. Fabio Monteiro
    4 de novembro de 2020

    Resumo: Duas mulheres DNA e DSA (irmãs). Elas engravidam e mediante a grandes mudanças nas suas vidas lidam com ansiedades geradas pelo seu contexto de vida. Em certo ponto parece haver a associação da gestação com o desenvolvimento de grãos de milho.

    Caro autor(a).

    Eu não li uma, mas três vezes para chegar a uma conclusão. O fato é que a linguagem usada dificultou um pouco a minha interpretação. Você é uma pessoa muito culta e, devo dizer, muito sábia também. Usar os termos que usou e encaixa-los em frases de forma a dar sentido ao texto não é tarefa fácil. Te parabenizo pelo desempenho. Provavelmente lhe deu bastante trabalho a escrita.

    Eu fiz uma analise da comparação de uma gestação a preparação de grãos, algo que nunca imaginei fazer na minha vida. De certa forma, tem lá suas peculiaridades. Um processo delicado de zelo e cuidado. Fatídicas emoções transfiguram a qualidade dos sentimentos das protagonistas.

    O termo insosso me fez pensar se a gestação estivesse adequada ao que foi projetado pela protagonista (Me refiro aqui ao comparativo gestação e preparação de grãos, coleta, receitas e afins). No fundo, ela grita. Parece se expressar pedindo socorro.

    Eu estive lendo alguns comentários. Muitos fogem da minha percepção. Mas eu creio que cabem interpretações. Um texto pode ser entendido de diversas formas. Quase nunca da forma como autor realmente quis que ele pudesse ser entendido.

    Quando arriscamos com palavras de muitos sentidos esta interpretação fica ainda mais evidente.

    Eu desejo que ele se mantenha dentro do certame. Suporte ai as criticas e conclusões. Seu texto tem grandes riquezas.

    Boa Sorte

    • Euler d'Eugênia
      4 de novembro de 2020

      Obrigado pela imersão. Sobre o insosso, usei-o relativo ao vácuo, em uma alusão ao espaço que tem na boca, como se fosse comido o nada, o insosso. Também acho que ela grita.
      Eu realmente não imaginava que meu texto seria de ‘difícil’ compreensão, que ‘exigiria’, não os divulgo. Pontualmente esse é o primeiro contato que tenho com o ‘público’, logo eu me tomo como parâmetro, pois se não entendo, faço releituras, resumos e conto a gota as palavras até compreender.
      Sei que algumas análises foram desleixadas [independente da interpretação]. Você também sabe se lê-las sobre seu texto, isso é inegável. Assim, deixei claro, talvez poderia ter sido brando [apesar de não condizer comigo essa atitude quando trato da escrita].
      De qualquer modo, até tenho ‘hater’ agora, que vêm aqui pra dar ‘deslike’ em todos os meus comentários [até nos elogiosos], como isso é louco!

  21. José Leonardo
    2 de novembro de 2020

    Olá, Euler D’Eugênia.

    RESUMO: escrito num estilo entre o Manuscrito Voynich e discursos de Rui Barbosa, retrata a história de Dna (Adn?) e a irmã Dsa, ambas grávida após bimbadas aparentemente consensuais e reprimidas pelos pais, cujo cenário é o meio rural ou mais propriamente a roça de milho.

    COMENTÁRIO: preliminarmente, Euler, gostaria de chamar seu texto de “Conto Amarelo”, devido à predominância da cor (e das feições anêmicas que alcunharam de Pamonha um dos rebentos, se entendi isso mesmo). E embora seja um texto um tanto difícil de interpretar/entender, não só pelo uso de arcaísmos/obsolescências ou que nome aprouver para tais palavras, mas também pelas estruturas inusuais (arcaísmo?!), teias de palavras que parecem dar um significado mas a mim dão outro…

    Se o entendimento não é pleno, pelo menos emerge uma teoria: é possível que o autor, já com o conto completo, tenha escolhido modificar radicalmente (será?) sua prosódia habitual e nos brindado com esse conjunto de blocos hermético e requintado. E só pela dificuldade de tentarmos encontrar sentido em algo que soa quase indiscernível, num primeiro momento, mas guardando certa lógica, num segundo, me faz parabenizá-lo pela ousadia (como leitor mediano pra baixo, entendi pouco, mas há de surgirem aqui mentes iluminadas que destrinchem seu conto).

    No mais, desejo boa sorte no desafio, sugiro temperança nos diálogos com seus comentadores e tranquilidade ante ataques descabelados que venham a surgir.

    • Euler d'Eugênia
      2 de novembro de 2020

      Muito obrigado pela franqueza e até conselhos, realmente a questão me pulsou. Quanto sua análise, realmente a predominância é amarela, cor da loucura [só pra constar], aliás mais um dos inúmeros desdobramentos desse texto.
      Entendo o não entendimento, apesar de não ver barreiras que travem um texto [já que todas as palavras usadas já foram criadas], acredito que falte paciência ou talvez peso para alguém ler o que escrevo [vejo que ninguém me conhece, não publico o que escrevo, estou começando agora em fazê-lo].
      O não gostar entendo, natural. Mas a ignorância do ataque é exagerado demais, como admoestar o que não entende!? [Bem, não é o seu caso, rs. Mais uma reminiscência]
      Jamais pendo pro hermético, pra achar-me, qualquer coisa do gênero, só escrevo e reescrevo o mesmo muito [muito], e assim, talvez, pareça ficar fechado, mas não é isso.
      O jeito dele é através da fotografia que pensei [o melhor encaixe], pois vejo formas nos meus escritos enquanto criados na minha mente em imagens, tento colocá-las no papel, após o descarrilamento das imagens mudas, do mesmo jeito.
      Não é por graça, por nada, é só encaixe ao que vejo.

  22. Rafael Penha
    2 de novembro de 2020

    RESUMO: Duas irmãs engravidam, sob o olhar de um pai abusivo. A primeira tem um filho fraco de força, mas forte de caráter, que faz de tudo para ajudar o outro bebê.

    COMENTÁRIO: Um texto realmente experimental, no sentido mais estrito. Para se brincar com a regra, primeiro é necessário conhecê-la, e o autor demonstra conhecimento linguístico suficiente para fazer contorções e rimas que, se a primeira vista parecem desconexas, à segunda podem fazer mais sentido.

    Aqui, o autor preferiu brincar muito mais com a forma de contar do que com a história em si, e por isso, para mim, a loucura se traduziu mais no estilo narrativo que no próprio enredo.

    Em minha avaliação, o autor fez um conto mais para si mesmo que para outros. Um ensaio desafiando conceitos. Talvez tenha sido bem sucedido no desafio auto-imposto, mas esperar que todos entendam completamente o texto, as metáforas e tudo o mais que eu chamo de “malabarismos linguísticos”, talvez seja pretensão demais.

    Eu sou do time mais interessado no enredo que na beleza da narrativa (sei que encontro pensamentos antagônicos num site onde abundam professores de português), e no quesito enredo, mesmo que tenha sido desenvolvido, foi totalmente eclipsado pela forma como foi contado.

    Como um ensaio linguístico, achei válido, inteligente e desafiador. Como conto, achei prepotente, insosso e desinteressante.

    Um abraço!

    • Euler d'Eugênia
      2 de novembro de 2020

      Mais um resumo que não condiz, chega a ser bem chato. Bem, já pedi a exclusão do conto da página. Ao menos, saio contente: uma pessoa entendeu, certamente ela deve ser um gênio ou uma pessoa que jamais se entedia, vai saber… E jamais, será falha dos leitores-escritores da página [a propósito excelente ideia da página, apesar de tanta cabeça ínfima – será que posso escreve ‘ínfimo’ ou é mais um exagero? Ou ataque porque a pessoa não escreveu nada com nada no resumo, só pra constar que leu e deu de ombros pois coloquei uma palavra não usual… A propósito, seja sincero, diga: não entendi e não me interessa, é melhor isso, aí, se coloca um monte de asneiras e eu digo que as são, sou exasperado e ainda usando as mesmas palavras do comentarista. Será que não é grosseria tratar de qualquer jeito um conto que passei horas escrevendo e com a maior boa vontade, ir nele e escreve qualquer coisa? Bem, não é].
      Aos inúmeros gênios da leitura preguiçosa, separei um trecho:
      “rolarriuanna e passa por Nossenhora d’Ohmen’s, roçando a praia, beirando ABahia, reconduz-nos por commódios cominhos recorrentes de vico ao de Howth Castelo Earredores”
      Entendeu ele?
      E não vai achando que depois melhora [fica fácil], é só assim. É o primeiro parágrafo do livro. Isso foi escrito em 1939, e não se trata da forma, tem conceito e cada palavra tem conceito [cada umazinha, a leitura é de conta gota], não é só forma, graça, invenção de palavra, regozijo de literato. É literatura pura, é vontade transcendente, não é menos, é exponencial [nesse caso até helicoidal]. Esse trecho é maior trecho de todos os livros que já existiram, mas obviamente quem tem preguiça de entendê-lo, vai xingá-lo, diminuí-lo. Entende que já se passou 81 anos desdele e só regrediu a escrita a ponto de inúmeros ataques a um texto qualquer [o meu] sem entendê-lo? Sem ninguém [quase ninguém], ao menos ter a delicadeza de saber o que significa? É uma reflexão esse trecho [caso comecem as suposições alucinógenas novamente];

      • Euler d'Eugênia
        2 de novembro de 2020

        Estendendo-me mais um teco: veja o quanto de comentário inconscientemente cruel [o titulo do texto], após me taxarem de grosso, ou qualquer coisa do gênero, todos os comentários subsequentes o são [e ainda deixo claro que não o fiz e se o fiz quem se sentiu ofendido poderia ter dito, há espaço celestial nos comentários]. Mas sempre tem a coitada [a suposta defensora dos fracos, em que nada tem haver com o assunto] que profere a moral e todos acreditam [recorta o comentário, só vê um lado, supõem um monte – até sobre a minha personalidade, posta como quer e todo mundo vai junto, é um retrato da latrina mundana], pois é… Uma loucura isso, não?

  23. Claudia Roberta Angst
    2 de novembro de 2020

    RESUMO:
    Dna segue o exemplo da irmã Dsa e engravida antes de casar. Age assim no intuito de diminuir o seu sofrimento, tornando-se singular ao invés de plural (que sofria com o pai e a mãe). Sua gravidez começa na palha e termina na pamonha. O filho nascido mole (talvez com algum problema sério de ser mesmo um pamonha e servir a todos menos a si) torna-se acolhimento, divertimento e até alimento para o primo mais novo.

    AVALIAÇÃO:
    Conto que foge do esperado, rompe com a rigidez de regras e assume uma criatividade fadada a pouco entendimento. Original, sem dúvida.
    Tive dois momentos distintos como leitora: até certo ponto do texto, achei a narrativa quase incompreensível e cansativa, mas a partir de um parágrafo qualquer, mais para o meio do que para o fim, descobri-me curiosa para saber que fim teria o grão de milho plantado entre a palha seca. Talvez porque a partir daí, a trama apropriou-se de uma linha de raciocínio que me fez perceber o que acontecia com os personagens.
    Há uma enormidade de metáforas e elementos jorrando simbologia, que ora encantam, ora desviam a atenção para o nada. Mas quem sou eu para julgar excesso de metáforas e rimas, prosa poética ou delírios? Sempre cometo esse ato de loucura, e quase sempre escapo por um triz.
    Portanto, apesar de não ter compreendido a trama na sua totalidade, tive prazer em debulhar todas as espigas e entender alguns grãos que me fizeram sorrir.
    Boa sorte e que a colheita seja farta.

    • Euler d'Eugênia
      2 de novembro de 2020

      Agradeço a disponibilidade da tentativa. O raciocínio é desde o começo, mas, talvez eu não o deixo claro aos leitores. E leitores esses, muito sagazes, ainda mais os que tem por aqui. Certamente uma falha minha.

  24. Leda Spenassatto
    2 de novembro de 2020

    Resumo:
    Duas irmãs interioranas as voltas com a gravidez, a fome e a violência abusiva do pai.

    Comentário:
    Uma situação, infelizmente, real e recorrente em muitos lares.
    Um bom tema. Mas, talvez, se tivesse usado um linguajar mais simples e sem tantas rimas você conseguiria transmitir melhor a sua brilhante ideia.
    A Loucura, talvez esteja implícita, eu não consegui identifica-la.
    Perdoe a minha ignorância.
    Sorte aí.

    • Euler d'Eugênia
      2 de novembro de 2020

      Seria qualquer pecado diminuir a linguagem. Do mais, obrigado.

  25. Giselle F. Bohn
    2 de novembro de 2020

    Não vou nem tentar resumir este conto. Juro que li, duas vezes, aliás. Mas está muito além da minha capacidade interpretativa. Tem uma Dna, que de repente vira Adn (foi falha de digitação, foi proposital, ou é ainda uma terceira personagem?), tem uma Dsa, tem pamonha, tem marido, tem cunhado, tem pai, mas não me perguntem mais do que isso. Até quebrei minha própria regra e fui ler, antes de escrever, os comentários anteriores pra ver se me davam uma luz, mas nem assim. E quando vi as patadas que o autor deu na galera (totalmente gratuitas e prepotentes!) fiquei mais perdida ainda sobre o que dizer. Então decidi falar o que me veio à cabeça.
    Cara (se você for mulher, saiba que eu também minhas amigas de “cara”, não se ofenda), talvez você se ache do caralho, alguém que vai reescrever a literatura brasileira, alguém muito à frente do seu tempo, sei lá. E talvez seja mesmo. O mundo precisa de pessoas como você: visionários, vanguardistas, experimentais e tal. Mas eu não serei sua leitora; não estou apta a apreciar um texto desses, então não vou fingir que achei bom, agradável de ler, intrigante, perspicaz, inteligente, espirituoso – nada disso. Achei um puta saco. A única coisa que tenho a oferecer é a minha sinceridade. Desculpaê.
    Fico aqui esperando seu rebote, que, espero, seja no mínimo claro o suficiente para esta ignorante aqui.

    • Euler d'Eugênia
      2 de novembro de 2020

      Tudo bem em não entender, quando se há a vontade em fazê-lo. Creio não ter dado patada em não mais que um comentário, aliás só transferindo com as mesmas palavras o que foi proferido [observe]. Se o fiz, não foi a intensão [ou a intensão seja a sua interpretação]. Aliás, não a ataco [caso novamente pareça].
      Busco algo a mais, o além de juntar letras em busca de significado, que esteticamente também transfira algo.
      Adn e Dna são a mesma, ambos carregam nossas cargas genéticas, é uma variação linguística.
      Não me vejo vanguardista, inovador, só, no máximo, fiel a minha proposta. São suposições suas.
      Pareço incomodar, creio que não participarei do concurso, para ninguém ser obrigado a ler algo que seja ‘um puta saco’ [apesar de desconhecer o que significa o conto]. E, por gentileza, tente mediar sua ‘verdade’, talvez ela possa não ser verdade e somente suposições mal geridas, igual o fez aqui.

      • Giselle Bohn
        2 de novembro de 2020

        Você não considera os enunciados abaixo como “patadas” desnecessárias e prepotentes? Sério?

        “ Está claro que mal leu o texto, tirou a conclusão mais rápida e proferiu qualquer comentário. O texto não diz isso: não aborda a relação com o pai e a irmã não é parteira. Bem, por aqui vejo a sua falta de habilidade em leitura. Não sei o que está acostumado a ler, mas é claro que meu texto não irá conseguir. Porém vou copiar um outro comentário [de alguém que valeu a pena responder] para você entender sobre as ‘rimas’ que é mais profundo que sua baixa percepção pode aludir.”

        “Vejo o comentário superficial, talvez seja pelo rigor do meu texto ou a sua leitura rápida, pois ‘reclama’ por ler lentamente.
        Enfim, parece só um comentário ‘obrigatório’.”

        Não suporto gente grosseira. Eu jamais escrevi um único comentário duro aqui no EC, porque tenho respeito pelo trabalho de todos, mas a sua postura foi muito irritante. Quanto à “verdade”, disse reiteradamente que essa era a minha. Achei um texto chatíssimo. Minha percepção e só minha. Mas eu jamais diria isso se não tivesse lido suas réplicas hostis.
        Sugiro que fique na competição e receba mais avaliações. Verá, talvez, que a leitura foi “um puta saco” só pra mim mesmo. Certamente você aprecia uma adulação, e tenho certeza de que vai receber, em especial de leitores mais qualificados do que eu. Mas sugiro também que seja menos arrogante.
        Em tempo: é “intenção”, não “intensão”. Mas talvez tenha só criado mais uma palavra.
        Boa sorte.

    • Euler d'Eugênia
      2 de novembro de 2020

      Intensão existe obviamente, por gentileza pesquise as palavras antes.
      O fiz em um comentário, usando as mesmas palavras [sem acréscimo ou vulgaridade, como parece que te apraz]. Leia o comentário da pessoa também, não só a replica, ô, justiceira dos oprimidos. Bem, não irá entender mesmo e julga o chato por desconhecimento, como a mesma diz. Falta-lhe muito.

      • Claudia Roberta Angst
        3 de novembro de 2020

        “Intensão” refere-se a um aumento de tensão, de intensidade, de força ou de energia. A palavra existe mesmo, mas foi empregada de forma incorreta.
        “Se o fiz, não foi a intensão [ou a intensão seja a sua interpretação]”.No caso, o correto seria mesmo “intenção”. Todo mundo pode errar. Minha intenção é ajudar.
        Paz.

      • Euler d'Eugênia
        3 de novembro de 2020

        Errei ao escrevê-la em uma resposta rápida, normal [ou nunca escreveu uma palavra errada!? Mas é óbvio que quer que eu admita isso: olha errei uma palavra em uma comentário na internet. Satisfeita?! Teve prazer em corrigir-me?! Em tentar mostrar-se superior? E a inconsciência cruel?!].
        Agora, se me permite, me referi a questão da defensora dos fracos e oprimidos tê-la dito que não existia, que eu teria inventado [sendo que nem fiz isso no conto: usei de neologismos]. Obviamente não precisa de outra defensora dos fracos e oprimidos, uma já é bem inconveniente, acredito, não precisar de duas em um mesmo comentário, ô, senhora do cancelamento;
        Aliás, nesses comentários acima, tem mais algumas erradas, pois não dá pra corrigi-las, caso vasculhe para se sobressair, porém o conto segue sem nenhum erro.

  26. Thiago de Castro
    2 de novembro de 2020

    Resumo: o conto gira em torno de duas irmãs e o nascimento de um filho. Através de metáforas dentro de uma narrativa não usual, o texto aborda temas como relação familiar, tradição, expectativa, abuso emocional, entre outros.

    Comentário:

    Euler, achei o texto desafiafor e carregado de poeticidade. Pensei como um texto performático e, no decorrer da leitura, fiquei buscando paralelos em outras obras, para me situar. Me veio dois nomes: Ricardo Aleixo e Allan da Rosa. Este segundo me veio tão forte que fui na estante comparar seu conto com os presentes em Reza de Mãe e chegar nessa conclusão: Você vai por um caminho inventivo, reorganizando as palavras, a pontuação, os adjetivos, a formatação, enfim, não sendo domesticado pela língua, mas chamando ela de colega e extrapolando as possibilidades narrativas com tudo o que ela tem a oferecer.

    Li duas vezes o texto e creio ter captado parte do enredo, duas irmãs em dificuldade, uma gravidez iminente, a figura de um pai autoritário e abusador, um nascimento e suas metáforas. A figura do milho remete a um ar roceiro, duro, ao mesmo tempo que trás uma memória afetiva, dos doces de família, coletivos, a pamonha, o debulhar, enfim, fez sentido dentro da sua maneira de contar.

    Quanto a pontuação e as rimas, não vejo problemas se essa é a proposta do texto. Elas são coerentes quando se fazem presente no todo do conto. Gosto do Marcelino quando diz que não são rimas, mas ímãs no texto, concatenando as ideias e dando ritmo a leitura.

    Fiquei intrigado e disposto a sacar a ideia. Capaz de ler uma terceira vez antes de pontuar, assim como os colegas.

    Parabéns pela originalidade e boa sorte no desafio.

    • Euler d'Eugênia
      2 de novembro de 2020

      Grato pela imersão no texto e os tangentes resumos. Não conheço os autores citados, até fiz uma rápida pesquisa e vi que são expoentes nacionais e contemporâneos, interessantes.
      Tudo no texto, apesar do pensado, foi fluído, aconteceu com o intuito paisagístico, para trazer visualmente nem só palavras, talvez quadros ou talvez nada, que em todo nada há a manifestação do silêncio e conjuntamente imagem, uma imagem muda de palavras.

  27. Mac Brava
    1 de novembro de 2020

    Resumo: Gestação e nascimento, comparados com o feitio de uma pamonha.
    A ideia é original, interessante. Mas confesso, precisei reler e parei em diversos trechos, alguns termos, expressões por mim desconhecidos até (“chute famulento”, “aroma milho melífluo”, “glabro”. Mas também fui levada por um louco ritmo, que como disse, vivenciei duas vezes. Não sei ao certo, se usou a pontuação como pretendia ou foi erro de digitação. Mas deve ter domínio de uma certa técnica que desconhecia até aqui. Para mim, valeu o novo estilo.

    • Euler d'Eugênia
      1 de novembro de 2020

      Uns do resumo acerca se abrange esse entendimento sucinto, grato pelas duas leituras;
      Quanto aos termos, o surgimento da língua portuguesa abrange dois milênios, já o brasileiro variações por mais de quinhentos anos, assim, disponho a licença em usar palavras não tão usuais, porém pontuais na cercania do significado. Há tanto desconhecido. A pontuação é essa mesma, as reticências usadas na vertical são para insinuar [transferida de uma linha proutra] a queda do personagem. E a última, o ponto final, na vertical, é o ponto derradeiro, complementar a outra estrutura [das reticências].

  28. Almir Zarfeg
    1 de novembro de 2020

    Resumo:
    A narrativa apresenta a figura interessante de Dna, grávida de oito meses, e obrigada a se casar porque ficara grávida ou embuchara. Tomada por um delírio, a gestação da criança se confunde com germinação de grãos na cabeça dela.

    Comentário:
    Trata-se de um texto bem original, em que as irmãs Dna e Dsa são apresentadas aos leitores no que elas têm de mais rico e desafiador: sua relação tumultuada com o pai (que as expulsa de casa), a gravidez premeditada, a vida rústica, o delírio, o nascimento do filho, tendo a irmã atuado como parteira, etc. A reflexão em torno do milho e seus derivados (inclusive filosóficos) são um espetáculo à parte. O texto é interessante e desafiador, repito, mas peca pela falta de clareza, que deixa o enredo confuso e hermético. Profundidade e riqueza experimental não precisam rimar, de maneira alguma, com hermetismos e ambiguidades gratuitos. No caso, me parece, por falta de habilidade narrativa. Boa sorte à autora.

    • Euler d'Eugênia
      1 de novembro de 2020

      Está claro que mal leu o texto, tirou a conclusão mais rápida e proferiu qualquer comentário. O texto não diz isso: não aborda a relação com o pai e a irmã não é parteira. Bem, por aqui vejo a sua falta de habilidade em leitura. Não sei o que está acostumado a ler, mas é claro que meu texto não irá conseguir. Porém vou copiar um outro comentário [de alguém que valeu a pena responder] para você entender sobre as ‘rimas’ que é mais profundo que sua baixa percepção pode aludir.
      “só ressalvo sobre as aparentes rimas em aliterações, são de associações, o intuito delas é a simplicidade do conto. Busco coligá-las ao âmbito interiorano (ao uso em puxar o ‘r’ e o aumentativo em ‘ão’ – ‘bão’ – comuns no interior), é a linguagem assumindo a figura representativa. Até portanto elas são quebradas a todo momento e em nenhum proveito comandam o ritmo do conto, a vontade não é rimar, é criar a figura só pela palavra, pelo som, sem eu ter que descrever o personagem, pois em nenhum momento digo que são caboclos, do interior e assim sigo…”

  29. Bianca Cidreira Cammarota
    1 de novembro de 2020

    Euler d’Eugenia, boa tarde!

    O conto relata a a relação de irmãs ( Dna, e Dsa), em suas vidas de gestações para saírem de casa e caírem em uma realidade similar da qual fugiam.

    Imprimi o texto para lê-lo, pois a tela do computador para ler tais linhas me é difícil. Preciso ler andando e pensando. Li três vezes, parece que entendi o básico dele, muito embora creia que muito me escapa.

    Gosto de textos desafiadores, mas confesso que o seu não me agradou muito à primeira lida. Na terceira leitura, pude apreciar os jogos de palavras e frases, do universo do milho contando os mundos internos das irmãs e suas agonias. Compreendi a dependência e os ressentimentos das irmãs, a vida dura e cíclica das mesmas. Confesso, porém, que o texto não me conquistou, muito embora tenha a minha admiração pelo seu domínio da língua portuguesa a ponto de ousar algo muito diferente e muito próprio. É patente a sua genialidade, tenho que admitir. No entanto, não fui impactada. Voltarei à leitura de seu conto. Talvez em mais leituras, eu possa imergir no universo que criou.

    Abraços

    • Euler d'Eugênia
      1 de novembro de 2020

      Vejo o intuito em compreensão, algo que em vias de fato preservo gratidão. Andando e pensando, muito me apraz seu método.
      Algo que venho escarafunchando é o gosto, sinto que gostamos daquilo que é palpável, de identificação, eu não tenho essa pretensão no meu texto: que gostem dessa maneira. Não trago esses elementos de conversa com o leitor, busco desbravar a linguagem e por ela trazer a identificação, porém, ainda vejo falta de êxito.

  30. Angelo Rodrigues
    1 de novembro de 2020

    Resumo:
    Relação estranha entre Dna e Dsa, suas interações simbióticas entre o milho-grão e o milho mão que salva ao tempo em que submete. Milhobom, Milhomau, o milho que alimenta e o milho que humilho, sob o Sol que faz crescer o milharal.

    Comentário:
    Gostei do conto.
    O autor optou por trabalhar seu conto com uma linguagem disruptiva e bastante pessoal, extremada em certos pontos pela ausência de conectivos – lembrou-me um pouco o que fazia Sam Shepard em seus contos, de modo geral, bastante curtos.

    Em certos momentos me pareceu trabalhar ideias que se conectavam a Finnegans Wake, ou no livro de poesias, Pomas, um Tostão Cada, de Joyce. Meritoriamente me fez lembrar de um poema seu, sem nome, quando trabalha aliterações:

    Eu faço-lhes tal coisa – a mesma/Por que perdi o meu diadema,/E por que a Igreja, a nossa Avó/Depois me deserdou sem dó./Pros cus medrosos aliviar-se/Exerço o ofício da Catarse./Meu rubro à cor da lã branqueia;/Por mim se purga a pança cheia;/A irmãs da trupe teatral/Faço de vigário-geral.

    Não fez escolha pela compreensão imediata. Exigiu. Exigiu mais adiante. E trabalhou a todo momento com as possibilidades aliterativa do som das palavras, trabalhando como se escrevesse poesias em prosa. Trabalhando, inclusive com os espaços vazios do texto, deixando ao leitor um intervalo de avaliação subliminar.

    Interessante, é claro, embora seja um risco assumir tal forma de escrita, pois, na primeira olhada, – e sendo esta a única – lá se vai o esforço do autor.

    Gostei de perceber que as frases assumem uma recursividade muitas vezes não-linear, abrangendo conceitos aparentemente desconexos.

    Se tanto mais me permito, diria que o autor poderia furtar-se às aliterações verbais (ar, ir, er) ou de tom aumentativo, que só remetem às poesias mais chatas do mundo. Daria mais cor ao texto se não o fizesse.

    No lance da loucura, compreendi que ela veio no conjunto das dificuldades pelas quais Dna passou, da mão à boca, da humilhação seguida e perpetuada.

    Boa sorte no desafio.

    • Euler d'Eugênia
      1 de novembro de 2020

      Concordo com os pontos, só ressalvo sobre as aparentes rimas em aliterações, são de associações [longe das poesias mais chatas do mundo, rs], o intuito delas é a simplicidade do conto. Busco coligá-las ao âmbito interiorano (ao uso em puxar o ‘r’ e o aumentativo em ‘ão’ – ‘bão’ – comuns no interior), é a linguagem assumindo a figura representativa. Até portanto elas são quebradas a todo momento e em nenhum proveito comandam o ritmo do conto, a vontade não é rimar, é criar a figura só pela palavra, pelo som, sem eu ter que descrever o personagem, pois em nenhum momento digo que são caboclos, do interior e assim sigo…
      Agradeço-lhe o comentário e as referências.

  31. Anderson Do Prado Silva
    1 de novembro de 2020

    Resumo:

    O texto narra o ato de preparar uma pamonha [ou será que uma mulher engravidou de comer milho e concebeu uma pamonha?].

    Comentário:

    Euler d’Eugênia, talvez você tenha escrito um texto fantástico, com muita poesia e pleno domínio do léxico, mas este seu leitor aqui, euzinho mesmo, não conseguiu entender, tanto que o resumo beira a invencionice.

    Nada contribuiu muito pra meu entendimento e, pior pra mim, parece ter sido tudo intencional – talvez você esteja se regozijando com essa minha confissão de ignorância. Você empregou um estilo e vocabulário bem herméticos.

    Também não compreendi onde o tema do desafio se encaixa no seu texto, mas me comprometo a fazer uma segunda leitura antes de atribuir a nota. Pode ser que depois (até mesmo analisando os sempre esclarecedores apontamentos dos colegas), tudo me fique mais claro.

    Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio!

    • Euler d'Eugênia
      1 de novembro de 2020

      Por mais dúbio que pareça o resumo, há clara a tentativa de compreensão. Agradeço por isso.

      Há a intencionalidade do conceito, a exatidão da palavra, os agravantes de conectivos, porém não em ser hermético. Creio ser um pouco diferente das leituras que faz (não digo isso por elevação da minha, só para a questão do entendimento ser prática da compreensão de apoio). Grato pela sinceridade, pela análise e sobre o significado do texto deixo o borrão ser a figura verbal do significante.

  32. Sábia
    1 de novembro de 2020

    Resumo : A personagem principal está grávida e se alimenta basicamente do milho e engravidou para casar e ter de comer.
    Comentário : O texto é bem legal mas em algumas partes temos que ler lentamente para entender o jogo de palavras.

    • Euler d'Eugênia
      1 de novembro de 2020

      O resumo basicamente não condiz com a história (existe, talvez, falha minha nisso, apesar de parecer claro).
      Vejo o comentário superficial, talvez seja pelo rigor do meu texto ou a sua leitura rápida, pois ‘reclama’ por ler lentamente.
      Enfim, parece só um comentário ‘obrigatório’.

      • Sábia
        17 de novembro de 2020

        Na verdade li com atenção.
        Interpretação é algo subjetivo.
        Mas realmente a mulher diz que engravidou para se livrar da miséria.
        Como escritora iniciante te desejo boa sorte e paciência. Você me parece uma pessoa muito sensível que se ofende com facilidade. Como escritores nunca vamos agradar todo mundo. Te recomendo ter paciência e receber as críticas como forma de evoluir. Muita luz para você. Gostaria de deixar claro que não somos inimigos , somos apenas pessoas que buscam espaço no meio literário. Temos que tirar força de nossos fracassos. Cair e levantar faz parte da vida. Um dia somos elogiados e no outro criticados. Muita paz para ti. Parabéns pelo conto e continue escrevendo com amor pelo ato de escrever. Os humilhados serão exaltados.

    • Euler d'Eugênia
      28 de novembro de 2020

      Por ser o primeiro comentário que recebi, e sabendo que o texto se trata da subserviência do favor, eu disse que sua impressão era superficial, pois não se remeteu ao que o texto trata. Acreditava que era de fácil identificação, mas não o foi. Desse modo, me retrato contigo, se possível retiro o superficial e acredito no seu ponderamento.
      Obrigado.

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Informação

Publicado em 1 de novembro de 2020 por em Loucura.