EntreContos

Detox Literário.

Vamos Terminar (Bia Vera)

Saio cedo do trabalho. Costumo chegar em casa umas seis e meia, sete horas. Sete e quinze ela ligou. Amor, sou eu. Achei estranho. Quem costuma me chamar de amor? Talvez a Isabele, da sessão de embalagens. Mas a voz não era da Isabele, era mais grave, mais firme. Mesmo assim, resolvi arriscar. Pode falar, amor.

Sabe o que é?… É que… Eu pensei bem, e acho que a gente devia terminar. Não entendi nada. Eu não tinha namorada. Quem está falando?, perguntei afoito. Amor, sou eu. Quem mais te chama de amor? Você tem outra? Ela falou meio rindo. Eu disse, olha, não é que eu tenha outra, o problema é que eu não tenho nenhuma. Eu não tenho namorada.

Pô, Rodrigo, não precisa agir assim. Como você sabe meu nome? Quem é você? Pô, Rodrigo, numa boa. Não achei que você fosse reagir dessa forma. Achei que a gente até podia ficar amigo, sabe? Tudo bem… Não é má ideia. Vamos ficar amigos, depois a gente começa a namorar, depois quem sabe a gente termina. Ela riu. Você não tem jeito mesmo, né. Mas não dá, cara. Eu quero conhecer outra pessoa, quero conhecer alguém diferente, que me leve para jantar, que leve ao teatro, a uma viagem, sei lá. Com você é só da cama para o cinema, do cinema para a cama. Tem dó, né. O mundo é maior que isso.

Tá, garota, eu concordo com você. O mundo é maior que isso. Só tem um problema, você não é minha namorada. Você errou de número e está falando com um completo desconhecido. Ah, é? Você tá falando sério? Você não é Rodrigo Costa Miranda? Sou. Você não mora na Alameda Chico Reis? Eu estava achando aquilo muito estranho, talvez fosse uma pegadinha combinada pelo pessoal do trabalho. Onde eu trabalho?, perguntei. Eu nunca fui lá no seu trabalho, sei que a empresa se chama Tectec e vocês fabricam teclado. Sei que é indo para a zona norte, antes de chegar em Santa Carolina. Aliás é uma pena, né. Nós estamos terminando e você nunca me levou na empresa, nunca me apresentou para o seu pessoal.

Olha, menina, eu não sei o que dizer. Você está certa a meu respeito, mas eu estou sem namorada já faz quatro anos. Eu não te conheço, não faço a menor ideia de quem você é. Você por acaso não é amiga de uma das meninas da empresa, e você pegou essas informações sobre mim e ficou fantasiando que é minha namorada?

Ah, Rodrigo, não exagera, né. Você não é tão lindo assim. Para eu entrar numa loucura dessas, você tinha que ser muito gato.

Quem te deu meu telefone?

Você.

Olha, sinceramente, não estou lembrando. Realmente não me lembro de namorar ninguém depois da Marcela. Como você pegou meu telefone, como você tem essas informações sobre mim? Você era amiga da Marcela? De onde a gente se conhece?

Rodrigo, eu não estou acreditando. Você tá doidão, cara. Doidão mesmo. A gente ficou uns dois anos juntos e você está falando que nem lembra de mim. Olha só, procura um psiquiatra, cara, sério mesmo. Você não está com a cabeça legal.

Não vou procurar psiquiatra nenhum. Pense bem. Pode ser o contrário. Você pegou algumas informações sobre mim com uma amiga minha, e agora você está doidona, fantasiando que a gente namorou. Nós nunca namoramos, você é que está fantasiando isso.

Meu Deus, que loucura. Você está louco, cara, louco mesmo. Mas tem uma coisa boa nisso tudo. Você não vai sofrer, não vai ficar chateado. Se você acha que a gente nem namorou, não tem problema nenhum a gente terminar.

Isso é verdade, agora você mandou bem.

Eu é que vou ficar um pouquinho chateada. A gente podia ser amigo. Afinal, você é um cara legal, divertido, você é tranquilo, nunca levantou a voz comigo. Só é paradão demais. A gente podia ser amigo, mas namorar não dá.

Pois é, namorar não dá.

Mas a gente podia ser amigo.

Melhor, não. Vamos esquecer isso tudo. Eu não te conheço. Você não me conhece. Vamos fazer assim.

Pô, cara, que pena. Você pirou e agora eu estou me sentindo meio culpada.

Não, pelo amor de deus. Não se sinta culpada. E a gente já falou mais de meia hora. Tá na hora de desligar.

Olha, se você quiser a gente marca alguma coisa. Me vendo você vai pelo menos lembrar quem eu sou. Não vai ficar essa coisa meio louca na sua cabeça.

Estou adorando essa coisa meio louca. Amanhã vou contar para o pessoal da empresa. Vou contar que uma louca me ligou, achando que era minha namorada e queria terminar. De repente alguém até vai dizer que foi um trote inventado por eles.

Não, Rodrigo, eu não sou trote, não. Mas deixa, para lá. Eu tenho umas fotos suas, um dia talvez eu resolva te mandar.

Faz isso não, amiga. Perde seu tempo, não.

Tá, legal. Vou desligar. Estou vendo que você não quer mais falar comigo.

Isso, vamos desligar. Já basta de loucura por hoje.

Tchau, amigo.

Tchau.

34 comentários em “Vamos Terminar (Bia Vera)

  1. Marco Aurélio Saraiva
    24 de novembro de 2020

    RESUMO: Rodrigo recebe uma ligação de uma mulher que diz ser sua namorada e que tem todos os seus dados, mas ele não se lembra de ter uma namorada. Ambos acabam terminando apesar de, para ele, nunca terem começado a namorar.

    É um conto difícil de ler por quê o autor não se deu ao trabalho de separar as falas. Não há travessões ou aspas… às vezes nem ponto ou vírgula! Uma frase termina e a outra começa, e a frase anterior pode ter sido falada pela mulher, e a frase seguinte falada por Rodrigo, mas o leitor só descobre depois, quando fica confuso e volta pra entender o contexto.

    Em termos de enredo, entendi o objetivo e gosto do tema: quem era louco na história? Será ela, que ligou tendo fantasiado que era sua namorada? Será ele, que não lembrava da própria namorada? Brincar com pontos de vista é algo muito interessante e pertinente, especialmente nos dias de hoje com esta quantidade exagerada de notícias e narrativas divulgadas com um só viés.

    A escrita precisa melhorar. Precisa ser mais clara. Não me importo se você usa travessão, aspas, ou simplesmente parágrafos… mas ALGO tem que separar as falas de seus personagens. Também vem a calhar separar diálogo de parágrafo descritivo, mas não é exatamente algo escrito em pedra. Do jeito que está o texto, porém, parece ter sido parte de algum desafio de “escreva um conto em um minuto”, onde você sequer teve tempo de digitar vírgulas. Corrido demais.

  2. Jorge Santos
    21 de novembro de 2020

    Olá, Bia Vera.
    Depois de alguns contos mais complexos, é refrescante ler um conto mais linear como o seu. Nele, um homem recebe uma chamada de uma namorada, mas ele sabe que não tem.
    O interessante deste conto é ficarmos sem saber saber a verdade. Trata-se de uma brincadeira dos colegas ou ele tem um problema psicológico? A autora decidiu não revelar, e é isso que cria a magia em contos lineares como este. Estamos á espera de uma qualquer revelação bombástica, mas a mesma não acontece. De qualquer forma, fiquei com a impressão de que o mesmo conto tinha um excesso de linearidade. Poderia ter sido mais aprofundado – no formato em que está é excessivamente superficial.

  3. Anna
    19 de novembro de 2020

    Resumo : Homem recebe ligação inusitada de uma mulher terminando com o mesmo. Só que o homem não lembra de ter namorada mas a mulher parece saber muito sobre ele. Não se sabe quem está certo.
    Comentário : Que leitura gostosa, rápida e divertida. Na minha opinião pessoal ele é o louco, afetado por algum tipo de doença mental que afeta a memória, apesar que a mulher pode ser apenas uma conhecida obcecada por ele.

  4. Rafael Penha
    18 de novembro de 2020

    RESUMO: Um homem atende o telefone e se vê falando com uma pessoa que clama ser sua namorada, mas ele não faz ideia de sua existência.
    COMENTÁRIO: O seu conto é deveras diferente, original fluído, mas tenho que confessar que não me agradou muito, apesar de eu não poder dizer que realmente não gostei. Achei normal, ok.
    Pra começar, acho que o conto peca numa ideia que prezo muito: a verossimilhança. Me vendo na situação, eu já teria desligado o telefone no primeiro parágrafo, imagina um louco(a) me liga se dizendo minha namorada? Desligo mesmo. Não acho muito plausível uma pessoa estender uma conversa como essas.
    Essa constatação leva a duas hipóteses:
    1- Rodrigo é louco e não reconhece sua namorada.
    2- Rodrigo está falando sozinho no telefone e seria mais uma conversa dele com ele mesmo, na sua mente.
    Graças apenas a estas hipóteses eu conseguiria classificar o conto no tema da loucura. Bem no subtexto porque explicita ou implícita, não loucura percebi no conto.
    Outra coisa que me incomodou foi a narrativa sem diferenciação entre o que era rodrigo narrando, Rodrigo pensando e a namorada falando. Tudo sem aspas, sem uma formatação diferente para cada. Me enrolou um pouco e tornou meio cansativo para mim, causando estranhamento até o final. Não sei se foi essa a intenção do autor, mas se foi, atingiu êxito.
    O final é aberto demais, eu gostaria de uma conclusão um pouco mais satisfatória. O personagem termina da mesma forma como começou. Os grandes mestres da contação de histórias dizem que uma história trata de um pedaço da vida de um personagem. Alguns narram toda sua vida, mas a maioria trata de um pequeno pedaço, da parte mas interessante de sua vida. Eu duvido que a história do conto foi a parte mais interessante da vida e Rodrigo, provavelmente ele terá esquecido este telefonema no dia seguinte. Essa premissa infelizmente se encaixou a mim como leitor. Não vi nada de atrativo neste momento da vida de Rodrigo. Talvez colocar alguma conclusão mais concreta ajude a desfazer esta impressão em leitores como eu.
    Enfim, um grande abraço!

  5. Priscila Pereira
    13 de novembro de 2020

    Resumo: Um cara recebe a ligação da namorada terminando tudo entre eles, mas ele não sabe de nada disso.

    Olá, Bia!
    Sabe o que é mais legal no seu conto? É não saber quem está louco, ou se tudo não passou de uma brincadeira…. Supondo que não era uma brincadeira, quem seria o louco?
    É um conto bem legal, ágil e fluído. Inteligente uso do tema. Está bem escrito. Mas… Sempre tem, né.. comparando com outros contos com uma trama mais elaborada e profunda ele fica em desvantagem. Se vc pretendia ganhar vai ficar chateada comigo(Sorry), mas se só queria participar e se divertir, o conto é perfeito.
    Parabéns! Boa sorte!
    Até mais!

  6. Andre Brizola
    13 de novembro de 2020

    Olá, Bia.

    Conto que narra uma conversa telefônica entre Rodrigo e uma garota que se diz sua namorada. Ele não a conhece, mas ela o confronta com conhecimento sobre sua vida. Ambos desligam sem elucidar o que de fato está acontecendo.

    Um bom conto. Há uma dinâmica interessante percorrendo todo o texto. A forma, através do diálogo entre as duas partes, é bastante fluida e funciona. É crível e é fácil de visualizar tanto Rodrigo como a namorada, encarando o telefone perplexa. Não temos pista sobre quem é de fato o louco. Mas o final aberto, sem elucidar esse mistério, acabou sendo mais interessante do que se ficássemos sabendo de fato quem é o louco da conversa. Na minha visão o louco é Rodrigo.

    Mas acho que o conto merecia uma repaginada. No começo os diálogos ocorrem dentro de um mesmo parágrafo, formato que é alterado no decorrer do conto. Achei que essa quebra de padrão prejudicou um pouco da estética. Outra coisa é que no começo os diálogos são intercalados com narrações, reproduções do narrador Rodrigo. Do meio pra frente isso desapareceu totalmente. Não é um problema grave, mas que contou contra na minha experiência de leitura.

    Achei que o tema loucura foi abordado de forma correta, mesmo que não exista de fato loucura (não sabemos mesmo se é uma brincadeira ou um dos personagens é louco de fato). Mas é tênue, de qualquer maneira.

    É isso. Boa sorte no desafio!

  7. Fil Felix
    13 de novembro de 2020

    Bom dia!
    Um homem recebe a ligação de sua suposta namorada querendo terminar com ele, porém ele não a conhece.
    Numa primeira leitura não gostei tanto do conto, achei muito aberto e mais para o lado do cotidiano insólito que propriamente uma loucura. Mas refletindo um pouco, acabei me interessando mais. O formato dos diálogos indiretos (não sei se é assim que chama!) foi estranho no início, mas depois se desenrolou bem. Mesmo sem indicar quem está falando, as vozes dos dois personagens ficaram muito claras e a leitura bastante fluida, gerando essa identidade visual.
    Há um diálogo caótico onde um dos dois não sabe o que está fazendo. Ou ela realmente criou todo esse cenário em sua mente e agora quer terminar um relacionamento que não existe. Ou ele criou outra realidade em que bloqueou a namorada. Os discursos vão indo e vindo, deixando ao leitor que interprete a situação. Ou os dois tem razão e estão fazendo uma ligação cruzada entre realidades. Tudo é possível.

  8. Amanda Gomez
    12 de novembro de 2020

    Resumo📝 Em um dia normal, um homem recebe a ligação de uma mulher que pra ele é desconhecida. Para ela, eles são namorados prestes a terminar. O final é aberto.

    Gostei 😃👍 Gostei de encontrar um texto leve, perspicaz com um tom de humor muito bem vindo. Achei que a estrutura do texto ia me travar, mas teve efeito contrário, ficou dinâmico, mais fluido. Os diálogos são ótimos, uma conversa totalmente louca. O legal é que não sabemos quem está com um parafuso solto na história. Bem, apesar dela estar cheia de informações ele pareceu bem mais firme sobre o desconhecimento. Acho que a linguagem dela demonstra mais inconstância, então achei que ela pode ter feito como ele imaginou. Pegou informações e ligou em meio a um surto. Acho também que uma mulher não aceitaria tão de boa ser esquecida dessa forma 😆. O ritmo leva o leitor feliz para o desfecho deixando pra a imaginação dele a ” moral da história” Um conto divertido, entretém e é um alívio diante de tantos dramas.

    Não gostei 😐👎 Acho que dava pra se alongar mais e dar mais pistas ao leitor sobre os personagens, se falou muito sobre ele e não sabemos nada sobre ela, acho que ficaria bem balanceado algumas informações.

    O conto em um emoji : 😆

  9. Paula Giannini
    11 de novembro de 2020

    Olá, Contista,

    Tudo bem?

    Resumo: O namoro termina, porém, ele não se lembra dela.

    Meu ponto de Vista:

    Um texto cômico, divertido, leve e até com ares de crônica que cheguei a imaginar como integrante de um bom vídeo de humor ou uma cena no teatro. Entre tantos contos tendendo para o trágico, seu trabalho foi um respiro nas leituras.

    O ponto alto, para esta leitora aqui, foi o fato de o(a) autor(a) não revelar se o namoro, mola que impulsiona a trama, realmente aconteceu ou não. Assim, cada leitor dará ao desfecho seu próprio caminho, cabendo o papel de louco ao personagem narrador ou à sua interlocutora, de acordo com a própria interpretação pessoal. Assim, de certo modo, o(a) contista cria uma estrutura de duas camadas que (repito a ideia) se acaso encenada, poderia, inclusive, ser realizada com ambos os pontos de vista separadamente.

    Digo a todos por aqui: se acaso minha análise desagradou em algo, por favor desconsidere. Aqui estamos todos para aprender.

    Desejo sucesso no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  10. Ana Maria Monteiro
    11 de novembro de 2020

    Olá, Autor,

    Resumo: uma chamada telefónica que só não se verifica ser um engano bem louco porque a moça sabe exatamente com quem está falando. Ao final, ficamos sem saber quem é que está enganado.

    Comentário: Antes de começar, apenas uma pergunta: aquela “Isabel da sessão de embalagens”, é de secção de embalagens, certo? Fiquei na dúvida.

    Agora, sim, o comentário. O conto é leve, fluído, bem escrito e lê-se com um sorriso. A ideia de linhas cruzadas não é nova, mas aqui elas não se trata de um engano, como se percebe pela quantidade de informação que a moça sabe sobre o rapaz.

    Você podia ter colocado um pouco mais de narrativa, uma vez que o conto começa com o moço a narrar.

    A ideia de começar o diálogo de forma sucessiva e depois continuá-lo separando as falas, talvez se justifique pela intenção de transmitir um certo atropelo inicial, com a confusão instalada, antes de se instalar uma conversa mais pausada e carregada de nonsense.

    A loucura está presente de forma ligeira, pois pode tratar-se apenas de uma brincadeira de mau-gosto.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  11. Elisa Ribeiro
    11 de novembro de 2020

    Sujeito recebe ligação de uma desconhecida, que se diz sua namorada, querendo romper o namoro, restando a dúvida se a louca é ela que não o namora ou se o louco é ele que não a reconhece.
    Uma abordagem curiosa do tema do desafio e uma premissa muitíssimo interessante. Embarquei no seu conto animada com a narrativa leve e agradável e os diálogos que me soaram bem naturais. O problema foi que a boa ideia e a fluidez narrativa não foram suficientes para sustentar o texto que careceu tanto de um desenvolvimento mais robusto como de um final mais impactante.
    O que não gostei: minha experiência de leitura foi uma curva de animação decrescente.
    O que gostei: da ideia. Merece uma nova chance em uma história mais nutrida. Seus diálogos também ficaram excelentes.
    Parabéns pelo texto. Sucesso no desafio. Um abraço.

  12. Luciana Merley
    11 de novembro de 2020

    Vamos terminar
    Olá, autor.
    Rodrigo recebe um telefonema de uma mulher que ele diz não conhecer e dizendo ser sua suposta namorada terminando o namoro.
    IMPRESSÕES INICIAIS – Uma ideia bem bacana e desenvolvida com muita leveza.
    COESÃO – A loucura não fica explícita na narrativa, mais parecendo se tratar de uma brincadeira bem elaborada. Contudo, há sim um núcleo central que é exatamente essa dúvida acerca da sanidade de ambos. Um narrador não confiável ou uma brincadeira de bom gosto?
    RITMO – Bem leve, com diálogos em formato não comum, mas, bem ajustados ao texto, conferindo uma fluidez bem legal.
    IMPACTO – Um texto leve e engraçado. Gostei da experiência da leitura. Achei que o autor não quis mesmo criar uma mega obra super profunda e não identifiquei nada além do que está na superfície, contado. Quanto ao final, bastante simplista, eu diria, causando uma sensação que não é tão boa de: “é só isso”? Mas, parabenizo pela autenticidade e pela linguagem muito gostosa de ler.

  13. Leandro Rodrigues dos Santos
    10 de novembro de 2020

    Um namoro que já acabou faz tempo, só que agora resolvem colocar um ponto final.

    Tecnicamente tem leves erros de conjugação verbal, colocação nominal. Algumas repetições a mais. Certamente dá pra melhorá-lo na escrita;

    No todo, foi levando o conto para lê-lo, a confusão do personagem também, é do leitor e esse foi o mérito do texto.

  14. Jefferson Lemos
    10 de novembro de 2020

    Resumo: Uma ligação de término de namoro que fica um pouco confusa após surgir a dúvida sobre quem realmente está ficando louco.
    Olá, cara autora!
    Gostei do que fez. Esses diálogos rápidos deixaram o conto muito dinâmico, li de um fôlego só. Gostei de como eu pude imaginar tudo sem precisar de muitos detalhes. Término de namoro mexe comigo porque o meu é recente, seu conto me deu gatilho.
    Gostaria de ver essa ideia mais desenvolvida. Eu gostei de toda a maneira com que ela foi construída, mas a forma como foi apresentada poderia ser um pouco mais polida. Eu entendi o lance de fazer os diálogos como um texto narrativo, causa certa estranheza e tudo mais, mas as vezes fica um pouco estranho ler o conto todo assim, na minha opinião. Acredito que os diálogos separados daria uma dinâmica mais legal.
    Mas é isso, apesar dos pormenores é um conto muito legal, muito divertido e bem imagético mesmo sendo pouco descritivo.
    Parabéns e boa sorte!

  15. opedropaulo
    10 de novembro de 2020

    RESUMO: i’m thinking about ending things… Brincadeira. Certa noite, Rodrigo recebe uma ligação inusitada, vinda de uma mulher que sabe seu nome, trabalho, endereço, que está junto dele faz dois anos, agora quer terminar e, ao mesmo tempo, que ele jamais conheceu. Resta saber quem está enganado. De quem vem a loucura?

    COMENTÁRIO: Conto divertidíssimo. A situação intriga o leitor logo de cara, tamanha a sua estranheza. O texto é pautado pela dinâmica do diálogo, o vai-e-volta sem a autora apontar em que lado está a confusão. Além de ser engraçado, é também interessante. Em pouco tempo me vi buscando traços de loucura, pequenas pistas de quem estaria enlouquecendo nessa conversa maluca. A premissa é simples e o desenrolar não foge muito do que se imagina a partir do começo, mas sua execução é orgânica e isso dá em um conto redondo e original, valoroso em sua simplicidade. Ótima abordagem do tema.

    Boa sorte!

  16. Misael Pulhes
    5 de novembro de 2020

    Olá, “Bia Vera”.

    Resumo: um cara recebe uma ligação da suposta namorada querendo terminar, mas não a reconhece como a namorada. Estaria ele louco? Ou ela?

    Comentários: a premissa é boa e isso de deixar o leitor em dúvida de quem está louco é muito bom. O conto é divertido, gostoso de ler porque todo em diálogo, bem dinâmico, mas acaba servindo mais como uma obra de entretenimento rápido e nada inesquecível. Poderia ser o começo de algo mais aprofundado. E não estou falando de uma dramatização desnecessária. Poderia até mesmo ser um baita conto de humor. Faltou fôlego talvez.

    Mas a autora sabe escrever. Proporcionou um momento gostoso de leitura. Boa sorte!!!

  17. Alexandre Coslei (@Alex_Coslei)
    4 de novembro de 2020

    Um telefonema. Uma mulher diz ao homem do outro lado da linha que está rompendo a relação entre os dois. O homem não sabe quem é.

    A ideia é muito boa mesmo. Excelente. Daquelas ideias que dão inveja, queria ter tido uma ideia assim rss… Apesar disso, o desenvolvimento do conto, diante da grandeza da ideia, foi superficial. Sim, está bem escrito, a chama da tensão entre os personagens é ótima, mas tudo ficou na superfície e o fim me pareceu banal.

    Louvo o autor pelo encontro de uma ideia tão rica, por isso mesmo o aconselho a sentar novamente e desenvolvê-la com o capricho que ela merece.

    Desejo sucesso no certame.

  18. cicerochristino
    4 de novembro de 2020

    Resumo:
    Rodrigo recebe telefonema de uma pessoa que diz ser sua namorada. A pessoa revela o desejo de romper o relacionamento que supostamente mantinham, entretanto, o protagonista jura não recordar da pessoa, frisando que não namora com ninguém há quatro anos. A interlocutora, do outro lado da linha, aconselha que o protagonista procure auxílio psiquiátrico. O conto termina com o fim do diálogo inconclusivo.

    Comentário:
    Acho interessante contos que se resumem a um diálogo (lembrou alguma coisa do Luis Fernando Veríssimo). Poderia fortalecer com um toque de humor mais marcado. Achei fluido e coeso, mas senti falta de impacto. Outro detalhe (realmente, não passe de mero detalhe) que poderia soar positivamente seria a suposta namorada se identificar com um nome. Quanto ao tema, acho que se encontra bem centralizado na narrativa. No geral, muito boa a escrita. Atiçou minha curiosidade.
    Meus parabéns!

  19. antoniosbatista
    4 de novembro de 2020

    Resumo: Homem recebe telefonema de uma mulher dizendo qu é sua namorada e que quer terminar a relação, mas o rapaz diz que não tem namorada.

    Comentário: Os diálogos sem travessão se misturam com a narração logo no início, mas logo depois deu para compreender o que era conversa entre duas pessoas e a narração do personagem que conta a história. Fiquei em dúvida sobre qual dos dois é o “louco” na história. Talvez os dois? De qualquer forma é um bom conto, gostei, está bem escrito e tem uma estrutura diferenciada, original. Boa sorte.

  20. Mac Brava
    2 de novembro de 2020

    Resumo: Uma conversa telefônica entre Rodrigo e uma desconhecida, que liga para terminar uma possível relação pelo telefone. O que acontece é que Rodrigo não se reconhece neste namoro, e não vê nenhuma utilidade em terminar algo, que nunca começou.

    Cara autora,

    Acredito que a loucura do texto é você nem conhecer uma pessoa e ela saber tantos detalhes sobre a sua vida. As redes sociais fazem isso melhor que as fofocas nas empresas. A pessoa querendo ou não é descoberta e passa a fazer parte da vida daqueles que nem conhece.
    Breve como um telefonema, mas achei um pouco repetitivo.
    Ainda assim, sucesso no certame, mas o nível está muito bom, altíssimo! É realmente um grande desafio.

  21. Regina Ruth Rincon Caires
    2 de novembro de 2020

    Vamos Terminar (Bia Vera)

    Resumo:

    Um texto que descreve uma ligação telefônica entre dois desconhecidos, entre um desmemoriado e a namorada ou entre um sujeito e uma doida? Apesar de ser uma conversa lógica, não consegui entender a “loucurinha” oculta.

    Comentário:

    O texto proporciona leitura divertida, descompromissada. Não assimilei a razão da conversa, parece-me um diálogo insólito. Mas pode trazer um problema de amnésia ou pode ser uma brincadeira. Ou pode ser apenas uma “loucurinha” entre jovens.

    Não há deslizes na escrita, mas não tenho mais nada a comentar.

    Bia Vera, boa sorte no desafio!

    Abraços…

  22. Sábia
    2 de novembro de 2020

    Resumo : Um homem recebe um telefonema de uma mulher que afirma ser sua namorada e quer terminar com ele. Só que ele não lembra de ter namorada.
    Comentário : Amei o texto pela dúvida que fica,quem estaria certo nessa história ?

  23. Almir Zarfeg
    2 de novembro de 2020

    Resumo:
    Um homem é surpreendido por um telefonema de uma mulher que diz ser sua namorada.

    Comentário:
    Trata-se de um flagrante daqueles que, no mínimo, dão uma boa crônica. E deu uma bela narrativa cheia de humor e alguma tensão que, ao fim e ao cabo, promete deixar o leitor bem descontraído. E com gostinho de quero mais. Parabéns!

  24. Fabio Monteiro
    2 de novembro de 2020

    Resumo: Um homem e uma mulher ao telefone. Ela diz conhece-lo, ele diz que não. Ela diz te-lo como namorado. Ele não se lembra. Terminam como se nada tivesse começado.

    O texto é criativo no sentido de adequá-lo a tematica. Lapsos de memoria aqui se encaixam bem.

    Para o desafio, comparado aos demais que li, se apresenta mediano. Faltou aquele ponto de impacto.

    Nao se trata de uma critica, apenas uma analogia.

    Boa Sorte no desafio.

  25. Fheluany Nogueira
    31 de outubro de 2020

    Homem recebe telefonema de uma moça que afirma ser a namorada que quer romper a relação. Ele teima que não tem nenhuma namorada.

    Um conto aberto para muitas interpretações: qual dos dois personagens é o louco? Brincadeira dela? Ou dele? Esquecimento dele? A trama é crível e bem construída, mas faltou algo no desfecho.

    Uma leitura divertida, agradável; apenas houve uma certa confusão por causa da formatação dos diálogos.

    Sorte no desafio. Um abraço. 😊

  26. britoroque
    31 de outubro de 2020

    Bia, gostei muito do seu conto. Queria que essa loucura acontecesse comigo. Pelo menos eu teria algo diferente para contar para o pessoal da empresa.

  27. Giselle F. Bohn
    31 de outubro de 2020

    Homem recebe telefonema de uma mulher dizendo ser sua namorada e querendo romper o relacionamento. Ele, por outro lado, tem certeza de que nem namorada tem.
    Este conto tinha tudo pra ser fantástico, mas, infelizmente, morreu na praia. Começou bem pacas, super interessante, bem gostoso de ler, amarradinho, e aí ficou prometendo, prometendo e não chegou a lugar nenhum.
    O que aconteceu, afinal? Foi uma zoação orquestrada pelos amigos? Uma amnésia dele? O cara é louco? A menina é louca? Eu adoro finais abertos, mas aqui o final não ficou aberto, ele nem chegou a se abrir! Uma pena mesmo.
    Estou triste de pensar no potencial que este conto tinha, putz…
    De qualquer maneira, foi bem conduzido e gostoso de ler, parabéns por isso! Se ao menos ele não tivesse dado chabu… ah, teria sido show!
    Boa sorte!
    PS – Meia hora conversando?! Parece comigo e com meus exageros aqui em casa: “Já falei mil vezes pra vir almoçar!”, “Estou há duas horas te esperando!”. Meus filhos não gostam nada disso: “Você só falou três vezes, mãe!”, “Você ficou cinco minutos me esperando!”. Dá um toque pro seu protagonista, porque ele – como eu! – não será levado a sério nunca com essa mania de aumentar as coisas. 😉

  28. Bianca Cidreira Cammarota
    31 de outubro de 2020

    Bia Vera, boa tarde!

    O conto se desenrola em uma ligação telefônica surreal entre duas pessoas sobre um suposto (ou não!rs) relacionamento que vai terminar (sem ter começado?!rs)

    Conto leve, divertido, fluido. Gostei muito dele justamente por sua simplicidade e jovialidade. Uma situação que, por mais incrível que possa parecer, não duvidaria que já tivesse ocorrido em nosso louco mundo real.

    Ser simples não indica necessariamente que foi fácil de construir o texto. O leitor vê o produto pronto e não a fornalha na qual as ideias se amalgamam! Gostei muito mesmo!

    Só uma outra observação, que, creio, foi a pressa na revisão: vírgulas fora do lugar. (sou chata…? Espero que não). E a outra questão que não entendi é o formato: o conto iniciou em um bloco único, misturando as falas das duas personagens, implicando em uma rapidez e confusão, a fim de que o leitor fizesse a separação dos personagens. Um estilo, claro. Porém, no meio do texto, inicia-se parágrafos isolados das falas de cada um, o que quebrou, para mim, a velocidade e o ritmo da leitura. Foi proposital essa mudança ou foi um lapso na revisão?
    Você deixou o final totalmente aberto, ou seja, não sabemos quem é o louco, sem nenhum indício de quem estava ali enganado.

    Só fiz essas duas observações que em nada tiraram, para mim, o brilho da insustentável leveza do ser de duas criaturas loucas no celular! risos.

    Parabéns! Seu conto é muito bom!

  29. angst447
    30 de outubro de 2020

    RESUMO
    Rodrigo recebe telefonema de uma moça que se diz sua namorada e que quer terminar com o relacionamento. No entanto, o rapaz afirma não ter namorada e nem conhecer aquela louca que sabia tudo sobre ele. Uma loucura de conversa.

    AVALIAÇÃO
    O conto desenvolve -se quase na sua totalidade em forma de um diálogo sem sinalização. Tudo fica mesclado em um bloco, o que leva a crer que possa ter sido o fluxo de pensamento do Rodrigo. Delírio talvez.
    A linguagem empregada é clara e simples, e e a leitura flui com muita facilidade. Bom ritmo favorecido pelo tamanho do texto que não se alonga desnecessariamente.
    Achei divertido.
    Boa sorte e desliga esse celular aí.

  30. Leda Spenassatto
    30 de outubro de 2020

    Resumo:
    Dois loucos no telefone.

    Comentário:
    Bia Vera, gostei da maneira que você relatou a loucura , deixando a cargo do leitor interpretar quem dos dois é o louco da História.
    Gosto muito de história com finais abertos, onde quem lê pode interpretar ao seu Bel prazer o final da história.
    Parabéns e sucessos!

  31. Fernanda Caleffi Barbetta
    29 de outubro de 2020

    Resumo
    Homem chega em casa e recebe um telefonema de uma mulher dizendo ser sua namorada e terminando a relação, mas ele não se lembra dela e diz não ter namorada.

    Comentário
    Gostei da ideia do conto, que causou estranheza logo de início e aguçou a minha curiosidade para descobrir quem estava falando a verdade. O texto é divertido, leve, fluido.
    Não sei se alguém ali era realmente louco, pareceu mais um trote, uma brincadeira porque em nenhum momento você nos deu pistas de algum transtorno por parte de algum deles.
    Os diálogos sem a pontuação, sem as aspas ou travessão me incomodaram um pouco. pulando de um personagem para o outro, de uma fala para um pensamento apenas com a separação pelo ponto final.
    Achei a premissa boa, mas o desfecho deixou a desejar. Poderia ter nos dado a tal pista sobre o louco no final. Mas acabou com a ligação sendo finalizada.

  32. Anderson Do Prado Silva
    28 de outubro de 2020

    Resumo:

    Homem recebe uma chamada telefônica e mantém uma conversa misteriosa.

    Comentário:

    Como foram cinco os textos publicados hoje, sendo três com estilos bastante experimentais (o que acaba sempre por me cansar um pouco), foi um prazer enorme me deparar, aqui, com o que mais gosto: bom enredo com prosa quase convencional.

    Autor, seu texto é muito divertido e sua prosa é bastante agradável.

    Não identifiquei erros gramaticais, ortográficos, de digitação ou revisão.

    A única coisa no seu texto que me causou estranhamento foi o fato de, na parte final, cada fala constar de um parágrafo diferente enquanto, na parte inicial, há mais de uma fala no mesmo parágrafo.

    Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio!

  33. Angelo Rodrigues
    28 de outubro de 2020

    Resumo:
    Homem chega do trabalho e recebe um telefonema insólito. Uma mulher, que ele não conhece, se diz sua namorada e tenta terminar o relacionamento com ele. A partir daí, se dá um diálogo meio sem lógica, ao menos para o nosso protagonista.

    Comentários:
    Conto interessante. O autor investiu numa conversa insólita entre duas pessoas, onde, provavelmente nenhuma das duas se conheciam realmente.

    O conto, me pareceu, tem um pouco uma pegada do conto “O pássaro de corda e as mulheres de terça-feira”, do Murakami.

    Nesse conto, enquanto o protagonista prepara uma macarronada, o telefone toca e uma mulher pede a ele dez minutos do seu tempo. A partir daí tem início uma conversa insólita (com a mulher querendo falar sobre os sentimentos que existem entre os dois), onde a mulher afirma conhecer o protagonista e o protagonista teima em não conhecer essa tal mulher. Ao final, nada sobre o assunto é realmente estabelecido.

    Gosto de contos assim, dessa falta de solidez nos diálogos, como se um deles – talvez ambos – vivesse uma espécie de fantasia erótica/disfuncional e tal.

    No conto presente, esperei algo mais que um desfecho melancólico, com algo além de o telefonema sendo interrompido sem mais aquele traço de realização literária/graça/loucura, sei lá, algo que me deslocasse do meu conforto como leitor.

    Percebi a noção de um conto de final aberto, o que é legal, mas não houve aquele trecho que, embora aberto, me conduzisse em alguma direção.

    Boa sorte no desafio.

  34. Thiago de Castro
    28 de outubro de 2020

    Resumo: Homem recebe ligação de uma pessoa misteriosa dizendo que quer terminar o relacionamento, apesar deste estar separado há quatro anos.

    Bia, seu conto em formato de diálogo deixa uma série de suspeitas no ar, não esclarecendo quem é o louco da história, quem ligou ou quem recebeu a ligação. A loucura, talvez, esteja nessa dúvida, que é uma boa premissa, mas não se aprofunda, sendo resolvida muito rapidamente com o desligar do telefone. Creio que daria para inserir mais loucura nesses diálogos, quem sabe aprofundar mais os personagens ou mesmo a incerteza de quem é o louco ou louca da história. O texto é bem escrito, sem grande problemas.

    Só um ponto me incomodou: “Não, pelo amor de deus. Não se sinta culpada. E a gente já falou mais de meia hora. Tá na hora de desligar” – Como é um diálogo corrido, não senti que falaram assim por tanto tempo, mas que a conversa se deu no tempo da leitura, pois não temos intervalos longos entre a fala dos personagens.

    Esperei mais desse término cheio de suspeitas.

    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

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Informação

Publicado em 28 de outubro de 2020 por em Loucura.