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Detox Literário.

A LoucaHistória da Buchadinha (Onairda Neseb)

Assim como existem as histórias de pescador, existem também as de caçador. Essa que conto agora é uma história de terror. Passando de caçador para caçador, chegou ao conhecimento do meu avô que sempre contava nas reuniões de família. As crianças morriam de medo, enquanto os adultos davam risadas. É a apavorante história de um caçador ganancioso que costumava matar todo tipo de animal que encontrava; para tirar o couro ou a pele para sua coleção pessoal.

Contam que certa vez, esse caçador saiu para caçar enquanto acampava em uma floresta e matou um pequeno macaco. Tirou o couro do pobre animal e dispensou a pouca carne que o bicho tinha juntamente com o bucho e demais entranhas. Deixou tudo jogado no chão da floresta, exceto o couro. Voltou para o acampamento, acendeu uma fogueira, comeu qualquer coisa e assim que caiu a noite, se recolheu na sua barraca; estava cansado. 

Dormiu por algumas horas e durante a madrugada, acordou ouvindo uma voz estranha. Levou um susto, pois acreditava que estava em um local isolado da floresta onde não haveria ninguém mais além dele. Será que teria sido um sonho? Mesmo assim ficou intrigado, pegou a lanterna e sua espingarda e saiu da barraca para ver o que estava acontecendo. Iluminou com a lanterna em diversas direções e não via nada. Somente mata; árvores na escuridão da madrugada.

De repente, ouviu novamente a estranha voz e dessa vez, ouviu perfeitamente. A voz dizia em tom de pergunta: “Cadê o meu courinho que dói, dói, dói?” O caçador achou que aquilo só podia ser alguma brincadeira de alguém e avisou que estava armado. A voz na escuridão repetiu a pergunta: “Cadê o meu courinho que dói, dói, dói?” O caçador já assustado e sem entender nada, deu um tiro para cima.

Nesse momento ele ouviu um barulho de gravetos se quebrando atrás dele. Virou-se rapidamente e apontou a lanterna para ver o que era; não acreditou no que estava vendo. Na sua direção, vinha rastejando as entranhas gosmentas do pequeno macaco que ele havia matado algumas horas antes. Era uma mistura de carne e bucho ensanguentado que perguntava com uma voz sofrida: “Cadê o meu courinho que dói, dói, dói?” Uma cena típica de um filme de terror.

O caçador arregalou os olhos e deu um tremendo grito de pavor. Largou a espingarda e saiu correndo em estado de pânico. Dizem que nunca mais voltou à floresta. Nunca mais caçou. Segundo a história, o caçador chegou à cidade em choque e não dizia coisa com coisa. O homem enlouqueceu. Essa é a história da buchadinha.

36 comentários em “A LoucaHistória da Buchadinha (Onairda Neseb)

  1. Amana
    22 de novembro de 2020

    Obs.: A nota final não se dará simplesmente pela soma da pontuação dos critérios estabelecidos aqui.
    Resumo: Um causo sobre um caçador que fica louco por causa de um macaco.
    Parágrafo inicial (1/2): O primeiro parágrafo desperta o interesse, mas a leitura da continuidade do texto faz com que a gente desanime, nossa expectativa vai toda por água abaixo.
    Desenvolvimento (1/2): Disse que era um conto de terror, mas não vi o terror, faltou desenvolvimento do gênero. Causos são curtos, em minha opinião, mas a loucura veio só ali no finalzinho, na antepenúltima frase do último parágrafo, nem foi desenvolvida, então pra mim está fora da temática do desafio. A buchadinha é o bucho do macaco que o caçador jogou fora? Se sim, não acho que isso justifique o título dado ao texto.
    Personagens (1/2): Pouco desenvolvido. Quem é o caçador? Aqui ele é apenas personagem necessária ao causo, nada mais que isso.
    Revisão (1/1): Não vi nada fora do lugar, se há coisas a corrigir não me atrapalharam a leitura.
    Gosto (1/3): Infelizmente enredo e personagens não me cativaram. Boa sorte no desafio.

  2. Jorge Santos
    21 de novembro de 2020

    Olá autor ou autora. Gostei deste seu conto de terror. Só é pena que o tema deste desafio seja Loucura. Embora a mesma esteja patente a dois níveis (Caçador que caça tudo o que vê apenas para lhe tirar a pele; Caçador que enlouquece depois de ser perseguido pelos restos do animal ao qual acabou de tirar a pele).

    O conto é excessivamente curto e pouco desenvolvido. Poderia ter sido mais explorada a loucura do caçador – dizer que ele tinha enlouquecido é pouco para um desafio como este, onde temos de ir mais longe. Creio que teria sido capaz – não encontrei erros e o conto escorreu com fluidez, pelo menos os poucos parágrafos que o compõem. Mas esperava mais desenvolvimento e, já agora, menos previsibilidade.

  3. Rubem Cabral
    20 de novembro de 2020

    Olá Onairda Neseb.

    Resumo do conto:

    Caçador malvado matou pequeno macaco por sua pele. À noite, enquanto estava acampado na mata, os restos sangrentos do animal vieram reclamar sua pele de volta, levando o homem a fugir e a enlouquecer.

    Análise do conto:

    É um caso bem legal para se contar ao redor de uma fogueira qdo fazendo camping. Contudo, como conto, achei que o texto deixou a desejar: há quase só uma cena, não há desenvolvimento de personagens ou mais trama e resvala bem de leve no tema do desafio.

    Boa sorte e abraços.

  4. jowilton
    19 de novembro de 2020

    O conto narra uma história sobrenatural de um caçador.

    Achei o conto médio. A narrativa é boa e o texto é bem escrito. Mas o impacto foi muito baixo. Como costumo comentar em casos de contos muito curtos, para mim, o impacto deve ser grande para que eu goste muito. No entanto, o conto cumpre com o papel de divertir o leitor, apesar da simplicidade da história. A loucura apareceu raspando. Boa sorte no desafio.

  5. Amanda Gomez
    13 de novembro de 2020

    Resumo📝 Um causo sobre um caçador que se vê em uma situação inusitada quando os restos mortais de um macaco o persegue, levando-o a loucura.

    Gostei 😃👍 Gostei do texto curto, mas é mais preguiça do que qualquer outra coisa haha. Achei o título engraçado, achei que teria a ver com comida, mas quando o autor descreve a cena, confesso que achei estranhamente engraçada, um bucho de macaco falante. A história é bem contada, introduz elementos que nos permite moldar o personagem, de certo não era uma pessoa normal, por ser tão sanguinário com os animais. Talvez matando eles ele conseguia conter alguma ânsia maior em fazer o mal. E isso o adoeceu.

    Não gostei 😐👎 Acho que foi um texto ” pra participar” sem maiores pretensões, apesar de dentro da medida, estar bem acrito, acaba sendo uma história preguiçosa, bem, os causos geralmente são assim. O tema foi abordado de forma abrupta, só pra preencher a lacuna. Embora acredite que uma pessoa com as características desse caçador, de fato, não pode ser normal.
    Destaque 📌

    O conto em emoji: 🧔🏹🐒🥴

  6. Andre Brizola
    10 de novembro de 2020

    Olá, Onairda.
    Conto sobre um causo, contada como uma “história de pescador”, onde um caçador é assombrado por um macaco que havia caçado, ficando louco.
    Acho que a primeira coisa a ser dita sobre o conto é a de que ele se aproxima de forma muito tênue à proposta do desafio, que é apresentar o tema loucura. Acho que a opção do autor, aqui, falha ao apresentar um enredo em que a loucura possa ser considerada como tema. Ela é mais um acessório com o fim de reforçar e apoiar a história do caçador.
    Tendo isso em mente, trata-se de um conto divertido, ora enveredando pelo humor, ora pelo terror. Não há muito o que aparar do enredo, pois é bastante enxuto e direto. Dentro da proposta de apresentar um causo assustador ao redor de uma fogueira, assando marshmallows, eu diria que ele é bem adequado.
    Alguns trechos poderiam ser revistos em uma versão futura. Talvez com a inserção de mais detalhes, inclusive, a fim de deixá-lo mais rico e caracterizado dentro de algum dos gêneros citados.
    É isso. Boa sorte no desafio!

  7. Rafael Penha
    9 de novembro de 2020

    RESUMO: Causo contado sobre um caçador de animais que finalmente enlouquece ante a carnificina que ele mesmo fez.

    COMENTÁRIO:
    Olá Onairda, Seu conto tem um potencial imenso, mas na minha opinião, não senti que o explorou.
    A premissa da história, apesar de não original, é interessante. O autor podia explorá-la na forma do horror ou na forma cômica. O autor preferiu a segunda, o que não é um problema, visto ser um causo. O tom anedótico, descompromissado e a própria “fala das entranhas” já confere uma leveza piadística, apesar de ser algo horrível.

    A meu ver, o problema é que o autor não mostrou em momento nenhum a loucura no conto, apesar de ter um prato cheio na mão. Caso empregasse mais algumas centenas de caracteres, poderia ter aprofundado a história do caçador e mostrado a sua jornada para a loucura, ou mesmo o simples gatilho que o jogaria nela.

    O autor FALOU que o caçador ficou louco, mas não MOSTROU, isso para mim seria o principal.

    O conto é bem escrito, tem gramática bem empregada, uma narrativa fluída e simples que incentiva a continuar lendo, mas a história careceu de mais desenvolvimento.

    Um abraço!

  8. Anna
    8 de novembro de 2020

    Resumo : Um caçador malvado mata todos os animais que lhe cruzam o caminho, apenas para adicionar o couro em sua coleção. Até que um dia, um macaco morto e sem couro volta a vida para lhe perguntar onde seu couro se encontra e reclamar de dor. O caçador enlouquece após essa cena.
    Comentário : Que conto maravilhoso. O enlouquecimento do caçador representa para mim o clamor dos animais mortos sedentos por justiça divina.

  9. Ana Maria Monteiro
    8 de novembro de 2020

    Olá, Autor.

    Resumo: A história, em tom de fábula, é sobre um caçador que mata por prazer e vaidade e acaba perseguido por uma das suas vítimas, o macaco Buchadinha.

    Comentário: Este conto passa excessivamente longe do tema loucura, não sendo suficiente o enlouquecimento do caçador para justificar o tema.

    Ainda assim, e imaginando que pudesse suceder, seria uma história bem louca e capaz de enlouquecer qualquer um.

    No entanto, a forma desenvolta como se desenrola, prende a atenção e cria interesse, sendo impossível não sentir um aperto no peito ao imaginar as entranhas do pobre macaquinho à procura do seu courinho.

    Uma leitura de entretenimento muito bem conseguida.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  10. Paula Giannini
    6 de novembro de 2020

    Olá Contista,

    Tudo bem?

    Resumo – Caçador perseguido por sua caça enlouquece.

    Minhas impressões:

    Com cara de causo (que também é um subgênero do conto) o texto parece mimetizar um cânone, o da fábula, trazendo para o centro da narrativa uma recriação de antigas histórias da cultura popular brasileira.

    Chamou-me atenção a passagem do macaco pedindo a devolução de seu courinho, em especial a fala “que dói, dói, dói”, quase um jargão cômico utilizado em lendas africanas e, em nosso brasileiríssimo “O macaco e a boneca de piche”. (Me mate devagar que dói, dói, dói, me pele devagar, que dói, dói, dói…). Interessante notar que o jargão, quando utilizado, na grande maioria dos casos, está associado ao animal macaco, e que, em Macunaíma, Mário de Andrade também o colocou na “boca” do personagem principal.

    Gosto demais de lendas e de cultura popular brasileira, minha sugestão, porém, se é que me permite que faça uma, é que o(a) autor(a) nos traga algo de nossa cultura inserido em uma criação mais autoral. Isso seria lindo.

    Ressalto que o simples fato de abordar nossa cultura já é mérito.

    Como disse a todos, caso minhas impressões errem o alvo, peço que as desconsidere. Aqui estamos todos para aprender.

    Beijos

    Paula Giannini

  11. Leandro Rodrigues dos Santos
    5 de novembro de 2020

    Caçador que mata um macaco, e é perseguido pelos seus restos

    Há muitos erros no texto todo, repetições intermináveis.

  12. Misael Pulhes
    5 de novembro de 2020

    Olá, “Onairda Naseb”

    Resumo: uma história-lenda de um caçador que, certa vez, depois de matar e arrancar o couro de um macaco, passa a ser perseguidos pelos seus restos intestinais.

    Comentários: É um conto com estilo muito interessante. A história em si é boa e imagética.

    No entanto, vejo alguns problema. O primeiro é se dizer uma história de terror, mas ser contada num clima muito descontraído. Talvez seja essa a intenção do autor, mas não se encaixou bem pra mim.

    Há alguns problemas estéticos também, a meu ver, como esses primeiros “versos”: “Assim como existem as histórias de pescador, existem também as de caçador. Essa que conto agora é uma história de terror”. Esse “or” final, rimando, parece uma bobeirinha e, se não foi deliberado, soa como uma falta de zelo no acabamento no texto.

    O estilo de “causo” contado à beira duma fogueira é elogiável.

    Boa sorte!

  13. Elisa Ribeiro
    3 de novembro de 2020

    Caçador certo dia mata um macaco, tira-lhe o couro mas dispensa-lhe a carne e enlouquece ao ser assombrado pelas entranhas do bicho.

    Conto ligeiro narrado em tom de causo. Apenas tangencia o tema do desafio, ao meu ver, ao citar ao final que o sujeito protagonista caçador enlouqueceu. Mas não se preocupe porque não tiro ou dou pontos por causa disso. O problema é que um conto que falha na abordagem do tema, já começa em desvantagem pela frustração de expectativa.

    O conto tem uma estrutura simples, é despretensioso e está bem narrado, sem problemas de grafia, ou coesão, ou continuidade. Embora com essas qualidades, só a título de explicar para o autor como é a experiência de leitura de alguém que espera algo diferente, já no segundo parágrafo me distraí do texto tendo que retomar a leitura para reconectar.

    O que não gostei: a fuga ao tema faz o leitor sentir-se, assim, meio ludibriado, se é que você me entende.

    O que gostei: a simplicidade e a correção da narrativa. O estilo causo de contar uma história agrega uma atmosfera de brasilidade que sempre não deixa de ser interessante e sedutora.

  14. Lara
    3 de novembro de 2020

    Resumo : Uma caçador impiedoso matava os animais e tirava o couro. Até que um dos cadáveres reviveu e perguntou onde estava seu couro. O caçador parou de caçar e perdeu o juízo.
    Comentário : Gostei do conto. Me levou a pensar que toda ação tem sua reação. O caçador acabou colhendo os frutos de sua maldade.

  15. Fabio Monteiro
    30 de outubro de 2020

    Resumo: Caçador é assombrado pela sua caça. Devo dizer, carcaça.

    Narrativa simples, sem muito disso ou daquilo. De vez em quando apetece. Foge desses textos tão cheios de sabedoria e palavras difíceis que não nos levam a lugar nenhum.
    Admiro a simplicidade com que contou o causo.
    Pobre caçador. Jamais imaginaria ser assombrado pela sua própria caça.

    Boa Sorte.

    Considero seu texto melhor que o de muitos aqui neste desafio.

  16. opedropaulo
    29 de outubro de 2020

    RESUMO: Contando uma história trazida do tempo do seu avô, o narrador fala desse caçador cruel que matava por vaidade e o dia em que foi aterrorizado por um animal que quis sua pele de volta, enlouquecendo.

    COMENTÁRIO: Pareceu-me mais um causo do que um conto, mas não é uma distinção que me importa muito. A estória intriga, armando o clímax bem como em outras estórias de terror. O gênero não é limitado pelo tema do certame, o problema aqui é que o tema é marginal. Aliás, o autor pareceu querer forçar o tema na estória pela via mais artificial possível: nominalmente. A loucura está no título, é mencionada no final, mas é assim que fica conhecida aqui: “por nome”. Uma outra forçada de barra apareceu também no trecho da esplêndida cena de carne e entranhas inquirindo de seu couro. A descrição nos apresentava uma imagem verdadeiramente horripilante, até que veio o desnecessário: “cena típica de um filme de terror”. Ao concluir o parágrafo com a intenção embutida nele, o efeito se perdeu. Ou seja, o texto funcionou bem e, vendo que sobrou bastante espaço, certamente poderia ter sido desenvolvido ao ponto de abranger o tema e nos dar uma estória verdadeiramente pautada pela loucura. Um maior desenvolvimento também faria bem a estória não só no sentido temático, mas também ao apresentar personagens com os quais pudéssemos nos relacionar em algum grau, já que aqui o mais próximo de um personagem é o caçador cuja única ação é motivada pela vaidade dentro de um enredo estruturado em uma fórmula típica. Só o aprofundamento desse personagem já agregaria valor à trama. Do lado técnico do texto, achei alguns problemas de vírgula.

    Boa sorte!

  17. Bianca Cidreira Cammarota
    29 de outubro de 2020

    Olá, Onairda Neseb!

    O conto relata o narrador dissertando a história de um caçador que enlouquece após uma experiência de terror na floresta.

    Visualizei um acampamento de escoteiros, à noite, onde eles se sentam em volta de uma fogueira para contar histórias de terror. Acho que você imaginou algo assim quando resolveu escrever, não foi?

    A história tem uma premissa interessante e, por isso, queria que ela tivesse sido mais longa e mais complexa. Sua imaginação é muito boa : ter uma ideia interessante é fantástico! De uma próxima vez, desejo ver mais ideias suas desenvolvidas, tramas mais intrincados. Adorarei ver!

    Também preste um pouco de atenção na sua pontuação na próxima vez. Senti falta de algumas vírgulas em determinados lugares e outras indevidamente colocadas. Cuidado com o ponto e vírgula: não é fácil utilizá-lo. Na dúvida, use o ponto final e comece outra oração.

    Boa sorte!

    Abraços

  18. Luciana Merley
    29 de outubro de 2020

    A LoucaHistória da Buchadinha

    Olá, autor.
    Farei um resumo e em seguida deixarei minhas impressões conforme os critérios CRI (Coesão, Ritmo e Impacto). O impacto é, na maioria das vezes, o critério definidor da nota final.

    Um causo sobre um caçador cruel que gostava de arrancar a pele dos animais por puro prazer. Certo dia ele foi perseguido pela buchada do animal que ele feriu.

    Impressões iniciais – Um causo engraçado, contado de forma bastante “casual”, como se estivesse numa roda com amigos, com linguagem muito simples e bastante explicativa. Não costumo me ater a correções de pontuação e vi que elas já foram bem feitas em outros comentários.

    Coesão – O texto gira em torno de um único fato, logo, é bastante coeso.

    Ritmo – Rápido como uma piada. Pelo fato de ser bastante curto, foi uma leitura prazerosa. Textos contendo explicações sobre o próprio texto (“esse caçador saiu para caçar; se recolheu na sua barraca; estava cansado; Uma cena típica de um filme de terror.”), denotam alguma inexperiência na escrita, o que é absolutamente normal e acontece com todos em algum momento. As muitas leituras vão corrigindo isso. “Ler para escrever” é o principal curso que todos nós deveríamos fazer. E por fim, escrever, escrever, reescrever…

    Impacto – Achei engraçado, em especial a parte do “dói, dói, dói”. Rir é sempre bom e mostra que o conto fez sentido, causou algum impacto desejado. Concordo que o conto não tratou sobre o tema literal, mas, que o autor deu uma forçada para que loucura estivesse presente na percepção que as pessoas da cidade tiveram do personagem. A escrita de humor é, sem dúvida, a mais difícil de todas, logo, parabéns pela ousadia.

  19. jeff. (@JeeffLemos)
    28 de outubro de 2020

    Resumo: um conto narrado em forma de fábula. A história de um caçador que era conhecido por matas para pegar peles de animais e acaba sendo surpreendido por um deles.

    Olá, caro autor.

    Seu conto é bem curto e narrado de uma maneira bem leve, num tom de fábula e com um conteúdo bem similar à esse tipo de narrativa. Quanto á parte técnica, não achei o conto ruim, a leitura foi bem ágil e fluida, como uma narrativa de conto de fadas. Quanto ao conteúdo, não me agradou. Não senti emoção na história, a loucura foi posta de lado apenas como um acessório pra para se encaixar no contexto do certame, mas de modo superficial e sem o peso necessário pra impactar. Achei que em termos de qualidade e conteúdo, infelizmente sua historia ficou um pouco abaixo do esperado.
    De qualquer forma, parabéns pelo texto e boa sorte no desafio!

  20. cicerochristino
    27 de outubro de 2020

    Resumo:
    Trata-se de uma estória em tom de fábula, que seria contada de geração em geração até chegar aos ouvidos do narrador, na qual um caçador teria sido assombrado por uma de suas presas após abatê-la.

    Comentário:
    Lembra muito as fábulas que escutava quando criança, e a escrita tem o mesmo tom que tais causos possuíam. É muito prazeroso de ler, pois ativa uma nostalgia dos tempos em que os avós contavam estórias da mata e dos bichos e que preservar a natureza não era considerado algo polêmico.
    Apesar de a loucura aparecer no final do conto, não me parece se tratar do tema central. Então, ainda que não fuja completamente da proposta do desafio, o foco me pareceu estar longe da loucura em si.
    Muito obrigado por trazer este tipo de narrativa nostálgica, embalou a criança que vive em mim.
    Parabéns e boa sorte!

  21. Antonio Stegues Batista
    27 de outubro de 2020

    Resumo: Homem vai caçar na floresta, mata um macaco, tira o couro, deixa o resto e volta para o acampamento. No meio d noite ele corda com uma voz perguntando pelo couro. Ele sai da barraca e vê as entranhas do macaco pedindo o couro de volta.

    Comentário: Um causo de caçador que não deixa de ser uma história de terror. Está bem escrito, Boa construção de frases, embora as descrições não geram tanto impacto e terror contundente aquele que dá tensão e suspense antes da cena avassaladora. Achei um bom conto, um causo adaptado ao tema, simples, sem floreios desnecessários. Boa sorte.

  22. Fil Felix
    26 de outubro de 2020

    Boa noite!

    Um conto com cara de causo. Alguém narra uma história, dessas de terror que são passadas entre as gerações, sobre um caçador que é perseguido pelas carnes de um macaco após escalpelá-lo.

    É uma história simples, bastante curta até, funcionando como a “origem” dessas figuras “loucas” que toda cidade tem uma. Nesse caso, como o caçador possivelmente enlouqueceu. Por ser curta e bastante direta, não há muito aprofundamento ou metáforas, apesar de brincar com as histórias de pescador/ caçador (nesse caso), trazendo também um pouco de lenda e mistérios da floresta. Mas não vai muito além disso, o final parece que cria um gancho para poder entrar no tema do desafio. Os gritos da carne ficou semelhante à carne do Curupira em Macunaima, que começa a gritar dessa mesma forma (não sei se foi coincidência ou não). Como saldo positivo, um texto bastante fluido, tranquilo de ler, sem entraves e que fisga o leitor.

  23. Fheluany Nogueira
    26 de outubro de 2020

    O caçador arrancava a pele de suas caças, e acaba por ser perseguido pela alma de uma das vítimas (macaco), que quer a pele de volta.

    O texto lembrou-me um “causo”, uma história fantástica meio assustadora, absurda e meio engraçada. Traz o ritmo, o sotaque e expressões interioranas e a lição de moral do gênero. Não é bem uma trama de loucura, mas de um enlouquecimento.

    Boa sorte. Abraço.

  24. Regina Ruth Rincon Caires
    26 de outubro de 2020

    A Louca História da Buchadinha (Onairda Neseb)

    Resumo:

    A história de um caçador que arrancava a pele de suas caças, e que, de repente, é perseguido pela “alma buchadinha” de um macaco (vítima).

    Comentário:

    Um texto que relata a perseguição que faz um macaco ao seu caçador. O macaco quer a sua pele de volta. A narrativa me levou à infância, quando ouvia os casos contados (principalmente em velórios) nas rodas de homens. Eu ficava sempre por perto, acurava os ouvidos para não perder palavra. Depois, me borrava de medo.

    A leitura prende a atenção, dá uma vontade danada de chegar ao desfecho.

    Acredito que o autor quis fundamentar o enlouquecimento do caçador com o pavor que sentiu vendo aquela buchada disforme (que deve ser uma cena horrível) se arrastando em direção a ele.

    Onairda, li sua história com muito gosto, uma delícia de texto!

    Parabéns pelo “bom contar”!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  25. Giselle F. Bohn
    26 de outubro de 2020

    Caçador se vê aterrorizado pelo retorno das entranhas de uma de suas vítimas e enlouquece.
    Conto gostosinho de se ler; vai direto ao ponto e envolve o leitor. O autor cometeu alguns deslizes, mas nada que comprometesse sua intenção de contar uma história como se estivesse ao redor do fogueira em um acampamento, cercado de amigos. Olhando por esse ângulo, foi muito bem sucedido: prendeu a atenção de todos nós aqui!
    Parabéns e boa sorte no desafio! 🙂

  26. Leda Spenassatto
    25 de outubro de 2020

    Resumo:
    Anedotas de um caçador

    Comentário:
    A Louça história da buchadinha tem uma lacuna, que para mim, mais parece a história de um caçador medroso do que um louco, ou de alguém que enlouqueceu.
    Achei desnecessário esse último parágrafo
    “O homem enlouqueceu. Essa é a história da buchadinha”.
    Adoro contos que deixam no ar questionamentos , dúvidas, perguntas .
    Obrigada pela história!
    Boa sorte!
    Abraços!

  27. José Leonardo
    25 de outubro de 2020

    Olá, Onairda Neseb. (Espero não ser um anagrama de sua identidade verdadeira…)

    RESUMO: uma história intencionalmente curta e adorável, à moda de causo, sobre tripas penadas que perseguem seu carrasco e procuram a pele roubada.

    COMENTÁRIO: talvez o enredo não angarie muitos pontos por aqui, autor, tanto pela brevidade quanto pela adequação, a depender da percepção do leitor. Eu achei uma graça, pois é o resumo do resumo, à beira do fogo-de-chão e diante de crianças (na minha cabeça). Diversas variantes, envolvendo outros elementos da vasta fauna mitológica nacional, apresentam desfechos um tanto semelhantes, meio que demonstrando a madrasta Natureza vingando-se do Homem por meio de seus agentes.

    Importantes são as sugestões quanto à gramática e ortografia. De qualquer modo, como meu foco é outro, não vim para correções, tampouco para hastear o estandarte com o gezão preto losangular do Granmar Nazi.

    Boa sorte no desafio.

  28. Fernanda Caleffi Barbetta
    24 de outubro de 2020

    Resumo
    Caçador acostumado a caçar e tirar a pele dos animais que matava se vê sendo assombrado pelas entranhas de um macaco que acabara de matar.

    Comentário
    Seu conto é bom. É uma história que nos prende a atenção, bem contada para nos entreter do início ao fim. Mas acho que não aborda exatamente o tema loucura. Houve uma certa tentativa de adequar o conto ao tema, colocando a palavra louco no título e incluindo “O homem enlouqueceu” no finalzinho. Mas para mim, não foi o suficiente para inserir-se no tema propriamente dito.
    Cuidado com a repetição de palavras. Somente no primeiro parágrafo, caçador apareceu quatro vezes. Outro exemplo de repetição desnecessária: “ouviu novamente a estranha voz e dessa vez, ouviu perfeitamente.”
    O caçador já assustado e sem entender nada, (tirar a vírgula) deu um tiro para cima.
    Vinha (vinham) rastejando as entranhas gosmentas
    Uma cena típica de um filme de terror. – eu tiraria esta frase porque é uma intromissão desnecessária do narrador.
    Não sou muito fã do ponto e vírgula e você o usou em caso onde uma vírgula bastava e um ponto final seria uma boa opção. Exemplo: “Somente mata; árvores na escuridão da madrugada”
    A buchadinha não foi citada durante o texto e, no final, ficou uma certa sensação de que se perdeu alguma coisa no meio da história.

  29. Alexandre Coslei
    24 de outubro de 2020

    Homem mata macaco e passa a ser assombrado pelos seus restos. O macaco quer de volta a integridade do seu cadáver.

    O autor optou por uma linguagem simples, um enredo explícito. Não vou me dedicar aos aspectos gramaticais porque sei que todo o autor anseia pelas impressões sobre a ideia e a criatividade. É um conto que me passa a impressão de ser produto de um escritor ainda em aprendizado, tateando pelas traiçoeiras sendas da escrita. Todos somos aprendizes, acredite.

    Não foi mal. A ideia é intrigante, nos puxa mais para uma inquietante primeira impressão de terror do que de loucura. Na conclusão, vemos que os dois sentimentos se entrelaçam.

    Eu aconselharia ao autor que insista na prática do seu investimento literário. Como orientação para o texto, talvez conseguisse mais impacto sendo menos explícito nas fotografias do enredo, uma narrativa que deslize pelas sutilezas do psicológico do personagem.

    O conto me chamou a atenção e com certeza está no páreo. Cumprimento o autor pelo bom trabalho. Sorte. Espero vê-lo na reta final.

  30. Thiago de Castro
    24 de outubro de 2020

    Resumo: Um caçador ganancioso, fissurado em retirar o couro de suas presas, se vê assombrado pelos restos de um macaco que matou.

    Caro(a) autor (a), tenho algumas pequenas considerações sobre seu conto. O formato curto deixa a leitura fluída e bastante agradável. Além disso, o tom de lenda interiorana, apesar de ser uma história de terror e loucura, é leve e quase humorístico.

    O texto é recheado de clichês narrativos, como nos trechos:

    “Será que teria sido um sonho?” – Esse é clássico quando temos uma situação delirante, surreal ou extraordinária.

    “De repente, ouviu novamente a estranha voz e dessa vez…” – Aqui imaginei o contador fazendo uma expressão de suspense, enquanto todos os ouvintes seguram a respiração esperando pelo pior. Mais um clichê, porém aceitável nesse tipo de história.

    Ainda há mais permeando o conto todo, porém, apesar de parecerem batidos para mim numa primeira leitura, achei que dão mesmo para o texto o tom de causo contado oralmente, para prender os ouvintes em torno da fogueira.

    Algumas palavras se repetem também, o que poderia ser resolvido com um bocadinho mais de cuidado na revisão, nada demais.

    Em todo o conto, só achei desnecessário mesmo a seguinte passagem:

    “ Uma cena típica de um filme de terror.” – Aqui você nos tirou do clima interiorano, enfatizando o horror que já tinha sido descrito anteriormente por meio de um reforço que subestima o leitor, se tivesse finalizado o parágrafo sem esse complemento, estaria ótimo.

    O saldo geral é que, como um todo, o conto é bem simpático. Os clichês narrativos, como disse acima, deixou ele bastante familiar, me remetendo a algumas obras infantojuvenis que admiro bastante, como os livros de folclore do Ricardo Azevedo. A fala do macaco sem couro me lembrou o curupira de Macunaíma, que gritava “Carne da minha perna!”

    Parabéns e boa sorte!

  31. NILZA MARIA
    24 de outubro de 2020

    Resumo:
    Mudando a narrativa do conto de pescador para caçador, o caçador em um acampamento, mata um pequeno macaco que volta para tirar-lhe o sono.

    Comentário:
    Muito interessante! A narrativa, apesar de sangrenta, dá um tom leve na história. Um toque de humor que prende a atenção para o que vem a aeguir. A história por sua vez, não apresenta em si uma loucura, não me parece “a louca história da buchadinha” e sim o triste fim da buchadinha que levou o caçador a desistir da sua louca mania de caçadas. Mas a questão aí é ajustar o título, sendo o louca história do caçador e triste fim da caça!!

    Boa sorte!!

  32. Nilza Maria Borim
    24 de outubro de 2020

    Muito interessante! A narrativa, apesar de sangrenta, dá um tom leve na história. A história por sua vez, não apresenta em si uma loucura, não me parece “a louca história da buchadinha” e sim o triste fim da buchadinha que levou o caçador a desistir da sua louca mania de caçadas. Mas a questão aí é ajustar o título, sendo o louca história do caçador e triste fim da caça!!

    Boa sorte!!

  33. Almir Zarfeg
    24 de outubro de 2020

    Resumo:
    Mais uma daquelas histórias de caçador, que chegou ao conhecimento do avô do jovem narrador.

    Comentário:
    Trata-se de um causo, dos tantos que chegaram até nós, leitores, pela oralidade. O autor apenas se deu ao trabalho de organizar, em forma de texto, a narrativa. Muito interessante, cheia de humor, bem descontraída. Apesar de um ou outro vacilo formal, a narrativa cumpre a função de entreter o leitor com uma história leve e bem-humorada. Está mais para fábula do que propriamente conto, mas está valendo e eu, desde já, desejo sorte para Onairda!

  34. Claudia Roberta Angst
    24 de outubro de 2020

    RESUMO
    Causo ocorrido com o avo caçador do narrador. Macaco caçado, macaco morto e destituído de seu couro, volta para assombrar o caçador.

    AVALIAÇÃO
    O título é engraçadinho. fiquei pensando quem era a buchadinha. Buchada de macaco?
    Aproveite todas as dicas – bem detalhadas e didaticamente expostas – do Anderson.
    Evite repetição de palavras ou sons muito próximos – como no começo – pescador, caçador, terror. A não ser que a intenção tenha sido mesmo de criar um jogo de rimas.
    Sendo o conto uma narração de um causo, a leitura é mais dinâmica e apresenta fluidez. Além disso, o texto é curto, o que impede que o leitor se canse. No entanto, o conto é apenas isso – um causo que culmina com um fato gerador de um estado de loucura. Vou considerar que a abordagem do tema proposto pelo desafio foi feita.
    Boa sorte e poupe os macaquinhos.

  35. Anderson Do Prado Silva
    24 de outubro de 2020

    Resumo:

    Neto conta um causo ocorrido com o avô caçador.

    Comentário:

    Olá, Onairda, parabéns pelo conto e boa sorte no desafio!

    Algumas dicas de escrita e sugestões de correções:

    – quando o “que” estiver introduzindo uma explicação, deve ser antecedido e, se o caso, sucedido por vírgulas. Dessa maneira, “que sempre contava nas reuniões de família” é uma explicação sobre o “avô” e, portanto, deveria ser antecedido por vírgula. Sem a vírgula, o “que” passa a ter natureza de especificação, ou seja, é como se, havendo vários os avôs, se pretendesse especificar qual deles, o que não me parece ser o caso. O que você realmente pretendia era explicar que a história era sempre contada nas reuniões de família.

    O mesmo ocorre em “as entranhas gosmentas do pequeno macaco que ele havia matado algumas horas antes”. Perceba que o “que” está introduzindo uma explicação e, portanto, deveria ser antecedido por vírgula. Sem a vírgula, o “que” passa a ser uma especificação, fazendo parecer que havia na floresta diversos macacos mortos pelo tal avô. Está conseguindo perceber a importância do uso correto da vírgula no “que” para distinguir uma explicação de uma especificação?

    Olha, acontece de novo aqui: “bucho ensanguentado que perguntava com uma voz sofrida”. Antes do “que”, é preciso inserir vírgula, pois a natureza é explicativa e, não, especificativa. Sem a vírgula, fica parecendo que havia vários “buchos ensanguentados” a perguntar, quando, na verdade, havia um só.

    – quando você interromper a estrutura ordinária de uma frase para inserir uma indicação de tempo, sugiro que utilize vírgula para destacar essa temporalidade. Por exemplo, em “Dormiu por algumas horas e durante a madrugada, acordou”, coloque “durante a madrugada” entre vírgulas (você colocou vírgula apenas após, esquecendo do antes).

    O mesmo ocorre em “e dessa vez, ouviu perfeitamente”. Coloque “dessa vez” (indicação de tempo) entre vírgulas (você colocou apenas depois).

    Ainda ocorre o mesmo em “Nesse momento ele ouviu”. “Nesse momento” indica tempo e, portanto, deveria ser seguido de vírgulas.

    Ah, lembrei que ocorreu também em “e assim que caiu a noite, se recolheu”. “Assim que caiu a noite” também indica tempo, e deveria vir entre vírgula (você usou apenas depois.

    – Evite usar “qualquer” da maneira como você fez em “comeu qualquer coisa”. Quando você usa “qualquer” assim, fica parecendo um autor ou narrador preguiçoso. Diga o que foi comido ou diga apenas “comeu”, sem o “qualquer coisa”. Evite expressões como “comer qualquer coisa”, “comeu alguma coisa”, “foi fazer outra coisa qualquer”. Enfim, evite tudo o que possa parecer que você é um autor ou o seu narrador é um preguiçoso.

    – Em “local isolado da floresta onde não haveria ninguém mais além dele”, você deveria ter encerrado a frase em “isolado da floresta”, pois o que se seguiu a “isolado da floresta” ficou parecendo redundante. Se é “isolado” é claro que seria “onde não haveria ninguém mais além dele”. Eentende? Descuidos como esse empobrecem o seu texto.

    – Em “O caçador já assustado e sem entender nada, deu um tiro para cima.”, você deveria ter inserido uma vírgula antes de “já assustado”. Perceba que “á assustado e sem entender nada” quebra a estrutura ordinária da frase. Sem esse trecho, a frase seria “O caçador deu um tiro para cima.” Quando você realiza esse corte numa frase, você deve fazê-lo usando vírgulas antes e depois (você usou apenas depois).

  36. Angelo Rodrigues
    24 de outubro de 2020

    Resumo:
    História de caçador. O homem vai à floresta, mata um macaco, tira sua pele e, a partir daí, os restos do bicho passam a persegui-lo, querendo de volta o couro que lhe foi arrancado.

    Comentários:
    Um causo. Acho que nenhum desafio um causo deixou de estar presente. Sempre alguém contando a alguém uma história estranha, arrepiante, circunspecta e tal. Gosto de causos, e esse aqui apresentado não fica atrás. De modo geral são histórias simples, retilíneas, de desfecho inusitado.

    Acredito que os causos sejam o viés restante das origens dos tales, os precursores dos contos, que de oralidade (como acredito que seja o modelo do aqui apresentado), passam à escrita, tornando-se efetivamente contos e migrando em direção aos livros.

    No que o autor aqui nos mostras, não foge à regra. Conto de pescador; conto de caçador. O homem que vai à floresta e espíritos malignos o perseguem após uma aprontação qualquer. Uma mensagem boa: não faça o mal a quem não o merece; pode haver revide. E tudo aqui ficou por conta do macaquinho endiabrado.

    Na customização para o desafio, entretanto, acho que a construção ficou um pouco enviesada, como se ao final, o relato fosse “torcido” na direção da necessidade de atender ao pedido – a loucura.

    Sendo assim, não se tratou da loucura, mas de algo que levou alguém até ela; uma consequência. Não é um conto sobre a loucura, mas um relato de fantasmas, terror e tal, que terminou vazado em direção ao tema.

    Não tira o mérito do texto, mas, a mim – se não estou enganado – me pareceu que tangenciou o desafio, um pouco enjambrado.

    Boa sorte no desafio.

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Informação

Publicado em 24 de outubro de 2020 por em Loucura.