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Detox Literário.

Árvore da Loucura (Carlos Fati)

Nosso avô Zé de Fulosina se chamava, na verdade, José Xavier da Silva. Era casado com a decidida Leivina Generosa de Souza, que descendia da linhagem dos da Pedra, que gerou tanta gente polida como Adelino da Pedra, pai de Darcy da Pedra, irmão de Jandira e Gildete, sobrinhas da nossa avó. Por parte de pai. 

Zé de Fulosina (porque era filho da velha doca e avara Fulosina – qualquer semelhança com flor é mera coincidência!) e Leivina da Pedra geraram, entre outros, Aurindo Xavier da Silva e Anita Generosa da Silva. Esta se casou com Arlindo Alves de Oliveira e, juntos, fizeram nove filhos, dos quais a primogênita é Maria Helena. 

Nossa prima Lena ou Leninha (como a chamávamos) contraiu matrimônio com Dão Prado. Nove meses depois, deu à luz Márcio e, passados mais dois anos, nasceu Joérlio (Jô). Os dois, que passavam as férias de meio e final de ano na Fazenda Sítio Novo, nem desconfiavam que fariam história… 

Márcio, ainda adolescente, se amigou com Joelma. Já o irmão caçula, esse passou a se interessar por música pop americana – sabia os Back Street Boys de cor. Juntamente com outros rapazes, contudo, Jô criou uma banda de forró, A Sapatilha 37, da qual era vocalista. Para delírio dos poucos fãs.

Antes que a banda deslanchasse, Jô resolveu ir tentar a sorte na Europa. Sempre cantando forró. 

Da união de Márcio com Joelma (“essa geração não tem um pingo de juízo”), nasceu Anthony (a ideia do nome americanizado partiu do pai), um moleque esperto e motivo de orgulho dos avós paternos Dão e Lena, dos bisavós Arlindo e Anita e dos trisavôs Zé de Fulosina e Leivina da Pedra (“qual é mesmo o nome do menino?”). Anthony não se lembra dos trisavôs, mas conheceu pessoalmente o bisavô Arlindo, que viria a falecer em Belo Horizonte de uma complicação renal. A bisavó Anita está tinindo de saúde, apesar da idade avançada.  

O relacionamento de Márcio com Joelma durou pouco (qual a surpresa?). Quando resolveram juntar os panos, eram muito jovens e, portanto, despreparados para assumir tanta responsabilidade – as cobranças de uma vida a dois, o pão nosso de cada dia, a educação do filho, e assim por diante. 

Márcio se separou de Joelma e, na primeira oportunidade, embarcou com mala e cuia pros Estados Unidos – via México. Nos primeiros meses, mandou religiosamente a mesada de Anthony, que ficara com a mãe no Brasil. Depois se revelou um pai irresponsável e inconsequente. 

“Como a parábola do filho pródigo”, comparou a avó Lena, que é evangélica. 

Tanto os avós paternos (Dão e Lena) quanto os maternos (João Marceneiro e Mazinha) gostam muito do fruto da paixão intempestiva de Márcio com Joelma. O sentimento é mútuo. Mas Anthony gostaria mesmo é que seus pais ficassem juntos para sempre. A vida – o pequeno aprendeu isso a duras penas – é cheia de altos e baixos. Subidas e descidas, diria seu Zé de Fulosina. 

Logo após a separação, Joelma conheceu um senhor de meia idade, cujo nome não vem ao caso, com quem viveu maritalmente por quase um ano. De novo, a relação se deteriorou. Balzaquiana carente, a mãe de Anthony se desentendeu feio com o ex-sogro e, revoltada, decidiu também se aventurar lá fora. (Dizem que vive com um portuga muito generoso.) Anthony ficou sob os cuidados de Dão e Lena. 

A vida segue em frente, como o rio Umburana. Anthony tem 12 anos e, no momento, passa uma temporada com a avó materna Mazinha, que acaba de se separar de João Marceneiro. A loba não desistiu de ser feliz e já encetou novo relacionamento. O felizardo é Manuel não sei de quê – modernoso e compreensivo –, que não sabe se atua como pai ou avô de Anthony. 

Padrasto é coisa do tempo dos bufões, vive repetindo Manu.

Para Anthony tanto faz como tanto fez, porque é mais sobrevivente que remanescente. E não adianta lhe repetir essa loucura de bisavô, trisavô, tataravô ou Fazenda Sítio Novo. Onde tudo começou há muitos e muitos anos. 

“Quero mais é mergulhar nesse mundão”, desconversa o trineto de Zé de Fulosina, mais louco da pedra do que saudosista da silva.

39 comentários em “Árvore da Loucura (Carlos Fati)

  1. Amana
    22 de novembro de 2020

    Obs.: A nota final não se dará simplesmente pela soma da pontuação dos critérios estabelecidos aqui.

    Resumo: Ficamos sabendo da árvore genealógica de uma família e das loucuras (?) de seus componentes.

    Parágrafo inicial (1/2): Não me empolgou, mas ao menos fiquei sabendo o início da origem da tal família.

    Desenvolvimento (1,5/2): Olha, eu gostei do ritmo da narração, foi interessante acompanhar esse caminho feito pelo narrador e descobrir coisas pitorescas sobre os integrantes (eu nunca imaginaria que os Backstreet Boys aparecessem em um texto de uma pegada mais regionalista, isso ficou engraçado), quebrando a expectativa, de uma certa forma. Mas acho que o tema do desafio ficou bem escondido aí, no meio. Não vi nada de louco na história. Pra mim essa família é tão normal quanto as outras, rsss… Ao chegar ao final, fiquei frustrada, achei que ia acontecer alguma coisa finalmente com o Zé da Fulosina, algo que justificasse a presença do conto no desafio com tema de loucura, mas de repente acabou e foi só isso. Quebrou minha expectativa totalmente, mas não de uma forma boa. Até me lembrou o poema “Quadrilha” do Drummond, não sei o porquê, mas no caso do referido poema, a quebra de expectativa ao final é a cereja do bolo.

    Personagens (1/2): Sabemos algo de várias personagens, mas pôxa, não se desenvolvem. É como se eu estivesse ouvindo alguém falar de vários parentes, porém sem se aprofundar muito. Faltou desenvolvimento em relação a todos eles.

    Revisão (1/1): Está bem escrito, do ponto de vista gramatical. Se tinha algum erro, não notei.

    Gosto (1,5/3): Não gostei muito, apenas da agilidade do texto e do seu regionalismo. Desejo boa sorte no desafio.

  2. Jorge Santos
    21 de novembro de 2020

    Olá, Fati.
    Este seu conto enquadra-se perfeitamente no tema Genealogias. O problema é que o tema deste desafio é “loucura”. O resumo do conto é simples: é uma árvore genealógica que me fez lembrar da primeira parte do Génesis, da Bíblia.
    O conto está bem escrito. O autore tem o domínio da escrita e isso ainda me deixa mais triste, porque sei que poderia ter feito melhor se não tivesse escolhido este caminho. A repetitividade desmotiva a leitura e a não adequação ao tema é fatal: parto do princípio de que deve ter havido um caso de consanguinidade ou incesto algures, mas a forma como está apresentado o conto não me motiva a desenhar a árvore genealógica.

  3. Amanda Gomez
    19 de novembro de 2020

    Resumo📝 Apresentação da árvore genealógica de uma família absolutamente, comum.

    Gostei 😃👍 Geralmente gosto de textos regionalistas, gosto dessa pegada, do sotaque, das entrelinhas. Por trás de tantos nomes da pra enxergar algumas nuances da história, a forma como os personagens atuais chegaram ao hoje. A frase final tem uma boa sacada. A linguagem me soou familiar pois é muito comum por aqui citar os parentes dessa forma embaralhada.

    Não gostei 😐👎 A questão é que o conto não tem um enredo a qual o leitor possa se apegar, você é apresentado a um personagem e no seguinte a outro e outro e por aí vai. Não tem como se prender, se cativar. Eu sinceramente tentei escolher um personagem citado e buscar um pouco sobre ele no decorrer, mas no fim… não sobra nada. Infelizmente um conto que não cativa, é uma pena pq se for pegar algumas boas sacadas aqui e acolá e transformar em uma história de fato, sairia uma coisa legal. Mas, não quero ditar regra, tenho curiosidade de saber os bastidores desse crianção.

    O conto em emoji : 🧬🤷🏻‍♀️

  4. Rubem Cabral
    19 de novembro de 2020

    Olá, Carlos Fati.
    Resumo do conto: narra-se a genealogia de uma família do interior, com os destinos de trisavós, bisavós, avós, pais e filhos.
    Análise do conto: o formato narrativo é agradável, pois o narrador “puxa” o leitor para si. Contudo, o conto não atende ao tema do desafio, têm personagens demais e não os desenvolve, e não chega a esboçar uma trama.
    Abraços e boa sorte no desafio!

  5. Fil Felix
    18 de novembro de 2020

    Boa noite!
    Um relato breve sobre a árvore genealógica de uma família, dos seus fundadores até os atuais herdeiros.
    Um conto leve e divertido sobre essa árvore genealógica. Particularmente gosto bastante desse regionalismo, boa parte dos meus parentes (do lado de PE, principalmente os mais velhos) citam muito o nome das pessoas da mesma forma como está no texto (José de Não sei quem, Maria de Fulana…). Dá um charme a mais. A quantidade de nomes/ pessoas não me incomodaram, também ajuda a dar essa identidade ao conto, que fica com ares de causo. De maneira geral, e se não fosse pelo desafio, teria sido um conto divertido.
    Mas como estamos falando de um desafio sobre a “Loucura”, ao meu ver o conto abordou de maneira muito abstrata o tema, essa loucura familiar. E também não há um acontecimento em si, um clímax. Temos apenas a descrição de como a família foi se formando, até chegar no Anthony, que quer cair na vida. Além dessa descrição, não vamos muito além (até porque o texto é curto). Como leitor, não consegui me identificar com as situações ou personagens.

  6. Marco Aurélio Saraiva
    17 de novembro de 2020

    Resumo: a história resumida de uma família bem normal.

    O tema do desafio é Loucura, mas não necessariamente quer dizer que o intuito era deixar o leitor louco com a leitura. Árvores genealógicas são, por definição, complicadas de entender – imagina um conto onde metade do que é escrito é sobre pai, tios, avôs e avós, bisavôs, trivós… complexo! O conto, infelizmente, me perdeu nos primeiros parágrafos. Quando vi a quantidade de nome e olhei para o título do conto, veio um desânimo…

    Bem, ainda assim segui adiante. A historia não é sobre loucura, até onde vi. É uma história simples de uma família comum, com seus dramas ocasionais e rebeldias aqui e ali. Apesar de muita coisa acontecer em pouco tempo, a sensação é de que nada realmente aconteceu; ao menos nada de diferente, nada do que já não vimos.

    Desde já peço perdão pelas palavras que talvez pareçam rudes. Imagino que eu, como autor, gostaria da sinceridade do leitor, e esta foi minha opinião sincera. Não quer dizer que estou irritado com a leitura ou que acho que você, o autor, seja ruim nem nada. Para dizer a verdade, sua escrita é super tranquila de ler, sem erros, e fluida. O que foi problemático para mim neste conto foram as decisões de narrativa, como citar mais de dez nomes diferentes em poucas sentenças e esperar que o leitor acompanhe o ritmo.

    Enfim, o conto não me agradou, tanto pela complexidade da tal árvore genealógica quanto pela falta de um conflito ou um enredo instigante.

  7. jowilton
    16 de novembro de 2020

    O conto narra a história de algumas famílias, como num heredograma.
    Achei o conto médio. A leitura fluiu bem, apesar de tantas descrições de nomes e da formaçào de geraçôes de parentes. Entendi que o autor quis levar o texto para o lado da comédia e até conseguiu em alguns momentos, poucos, mas conseguiu. Contudo, esse tentativa de humor não foi suficiente para que o texto que cativasse. Também acho que o tema passou de raspando na história. Boa sorte no desafio.

  8. Andre Brizola
    9 de novembro de 2020

    Olá, Carlos.

    Um conto sobre a genealogia de uma família, desde os primórdios de Zé de Fulosina, até Anthony, passando por casamentos, divórcios, fugas ao exterior, novos casamentos e novos divórcios.

    Acho que devo comentar o conto de duas formas. A primeira diz respeito ao conto propriamente dito, uma vez que se revela bastante leve, fluido e razoavelmente divertido. Muito fácil de ler, a escrita é carismática e atrativa, sem grandes enroscos lexicais ou aventuras herméticas. Não percebi grandes falhas técnicas e gramaticais que comprometessem a leitura e acredito que uma futura revisão vá resolver qualquer pormenor que tenha sobrado.

    A segunda forma de comentar é levando em consideração o tema do desafio. E aqui acho que está o grande problema do conto. Não entendo o foco em uma vasta ramificação da árvore genealógica como uma loucura. Na verdade, ela parece bem menos complicada que um determinado ramo da família de minha esposa, que até hoje nunca entendi bem. Já a menção à loucura de Anthony, na arrematação do conto, me pareceu algo forçado, algo surgido do nada, talvez para alimentar a tese de que o conto versa, sim, sobre a loucura. Mas a minha percepção é de que o tema não foi contemplado a contento.

    Se gostei do conto? Sim, gostei. Num desafio de contos com tema livre provavelmente seria um dos meus preferidos, pois a estética me pareceu muito atrativa e a narrativa também. Mas acho realmente que faltou aderência ao tema do desafio e, em uma comparação com outros contos com maior foco na loucura, ele acaba perdendo pontos.

    Bom, é isso. Boa sorte no desafio!

  9. Anna
    8 de novembro de 2020

    Resumo : O conto nos mostra toda a árvore genealógica de uma família. E foca na história de dois pais jovens e desmiolados que acabam deixando o filho aos cuidados dos avós.
    Comentário : O conto é bom. Me levou a refletir sobre a falta que pais ausentes causam em seus filhos. Anthony me pareceu um jovem rebelde que pretende preencher com aventuras o vazio que os pais lhe causaram.

  10. Ana Maria Monteiro
    7 de novembro de 2020

    Resumo: impossível resumir, o conto é em si mesmo a sinopse de uma saga familiar que fica por contar.

    Comentário: também é muito difícil comentar este conto em que os nomes se sucedem em catadupa, entre casamentos, nascimentos e separações. Não posso dizer que gostei nem que não gostei, mas deu para perceber que você escreve muito bem e consegue manter as ideias alinhadas (teve de tomar notas para não se perder?) até na descrição desta perfeita loucura que se revela ser a árvore genealógica da família e pouco mais. Nesse sentido, estrutural, está perfeitamente adequado ao tema e ainda chega a ser uma leitura divertida. Acredito que o conteúdo das histórias de todos estes personagens também seria uma loucura, mas essa não caberia no espaço de 3000 palavras.

    A proposta é ousada, mas foi certamente maturada antes de ser apresentada (até rima e tudo), mas estaria mais adequada para quando foi o desafio experimental).

    Também é verdade que gostaria de ler a história detalhada desta família. Escreva o livro: fica a dica.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  11. Priscila Pereira
    5 de novembro de 2020

    Resumo: O título é o resumo do conto. Uma árvore genealógica de uma família.

    Olá, Carlos!
    Eu invejo o seu domínio da linguagem, tudo muito bem escrito e descrito… Mas… Eu não gostei do conteúdo, o conto ficou chato, o enredo é simples demais e não tem uma história, sem contar que não achei o tema do desafio. Não quero ser chata, desculpe. Seu conto tem qualidades, o uso impecável da linguagem, o cuidado na escrita, dá pra ver que você escreve muito bem. Queria ler outros contos seus. Desejo sorte no desafio.
    Até mais!

  12. Leandro Rodrigues dos Santos
    5 de novembro de 2020

    Rapaz do céu quanto nome! Bem, é a árvore da família até chegar em uma descendência que vai procurar viver.

    Tecnicamente tem alguns erros pronominais, de pontuação e conjugação. Quanto ao texto confuso por demais as ligações do nome a pessoa, muita informação em tão pouco espaço. Entendo ser a vontade, mas tirou o meu interesse.

    • Giselle F.
      7 de novembro de 2020

      Amigo, desculpe, mas fiquei curiosa: pode apontar esses erros com precisão? Gostaria de saber mesmo, porque li e reli e não encontrei erro nenhum! Obrigada!
      PS – Não sou a autora desse conto, estou só intrigada mesmo! 🙂

      • Regina Ruth Rincon Caires
        7 de novembro de 2020

        Não encontrei erro, até fui verificar a regência de “comparar”. Se existe erro, não percebi.

      • Giselle F. Bohn
        7 de novembro de 2020

        Pra não dizer que não vi nada, tem um “está” que deveria ser “essa” no segundo parágrafo. Juro que não vi mais erro nenhum. Por favor, aponte, porque estou questionando meu domínio da língua portuguesa agora! 😅

      • Giselle F. Bohn
        7 de novembro de 2020

        Corretor infernal!
        Tem um “esta” que deveria ser “essa”.

    • Leandro Rodrigues dos Santos
      7 de novembro de 2020

      Desculpe-me a imprecisão, retornei para pontuar, caso não te agrade, não o farei mais. Mencionei devido ser um concurso de português, a propósito.

      Separei alguns exemplos, porém existem mais alguns:

      -Conjugação pronominal:
      “passou a se interessar/interessar-se”, devido o infinitivo do verbo.
      “adianta lhe repetir/ repetir-lhe”.

      -Repetição:
      “…moleque esperto e motivo de orgulho dos avós paternos Dão e Lena, dos bisavós Arlindo e Anita e dos trisavôs Zé de Fulosina e Leivina (recomendo uso de vírgula por cá)…”.
      “…Os dois, que passavam as férias de meio e final de ano na Fazenda Sítio Novo, nem desconfiavam que fariam história…” (recomendo: ambos passavam). Há muitos ‘que’s no texto.
      Sugiro também que olhe ao ‘como’ e se achar interessante, substituí-lo por feito, tal qual. Há alguns no texto, por sê-lo curto, é, na minha visão, o uso de sinônimos.

      -Conjugação verbal:
      “a mãe de Anthony se desentendeu (desentendera, pretérito mais que perfeito, pois essa ação acaba no passada e faz com que surja outra, decidir-se aventurar lá fora) feio com o ex-sogro e, revoltada, decidiu também”
      Existe um ou outro mais.

      *Teve precisão no uso do esta, pois indica a pessoa, logo é sem acento mesmo.

      Espero ter ajudado, se não, retiro as infelizes correções.

  13. Paula Giannini
    5 de novembro de 2020

    Olá, Contista,

    Tudo bem?

    Resumo – Árvore genealógica em um retrato da saga de uma família.

    Meu Ponto de Vista:

    Antes de iniciar, devo dizer que tenho uma proximidade grande com a questão “árvore genealógica”, é algo que me atrai sobremaneira, e, mais que isso, algo que, sei, rende histórias incríveis. É no humanos que encontramos material para o ficcional. Minha mãe possui uma pesquisa de nossa família com uma árvore bem extensa, cada história mais louca que outra.

    Agora, focando em seu texto, devo dizer que a premissa é fascinante. Toda família é, de fato, uma loucura e o(a) autor(a) promove um desfile genealógico que me soa como autoficional, bem como se parece com uma introdução para algo maior, quem sabe um romance contando com maiores detalhes as sagas desses personagens tão ricos apresentados no texto.

    Como aqui estamos em um desafio, os leitores certamente buscarão por enredos ligados de forma mais explícita ao tema, quem sabe até, por uma elaboração mais formal daquilo que se pode esperar por trama.

    Esta leitora aqui, no entanto, vislumbrou este conto como um tipo de prólogo para algo maior e, se me permite, fica aqui a sugestão. Autobiográfica ou não, a árvore apresentada é um “prato cheio” para histórias incríveis.

    Como disse a todos, se minhas impressões erraram o alvo, preço que as desconsidere. Aqui estamos para aprender, todos nós.

    Beijos e boa sorte no desafio.

    Paula Giannini

  14. Elisa Ribeiro
    3 de novembro de 2020

    O conto narra a árvore genealógica de uma família desde o patriarca, Zé de Fulosina, até seu trineto, Anthony.

    Reli seu texto tentando encontrar o nexo com o tema do desafio, mas ele realmente me escapou. A única pista para desvendar sua intenção, encontrei-a no título remetendo para a ideia de que todas as famílias são ao mesmo tempo loucas e banais.

    Ultrapassei a profusão de nomes do início do seu conto com a intuição de que eles não agregariam nada à trama, o que de fato aconteceu, e consegui me entreter com seu texto que está bem escrito e gera interesse. Para mim soou mais como crônica, principalmente pela ausência de enredo e conflito na história contada.

    O que não gostei: da fraca aderência ao tema do desafio.
    O que gostei: da escrita leve e agradável.

    Parabéns pela participação. Grande abraço.

  15. Lara
    3 de novembro de 2020

    Resumo : O conto começa contando quem casou com quem, até nascer Anthony que nasceu de uma união precoce que terminou cedo. Anthony tem que lidar com a vida aventureira dos pais e morar com familiares.
    Comentário : Gostei do texto apesar da não ter gostado da parte de quem casou com quem. Mas me levou a pensar sobre a fragilidade dos relacionamentos modernos em contraste com a solidez dos casamentos de antigamente. Será que realmente a sociedade evoluiu ou só ficou mais complicada ?

  16. Rafael Penha
    2 de novembro de 2020

    Olá, Fati,

    RESUMO: A arvore genealógica de uma família até chegar à Anthony.

    COMENTÁRIO: O conto é escrito de forma maestral. A abundância de nomes e sobrenomes quecaem como uma avaçanche no autor logo de início poderia facilmente ser monótona e maçante. Mas o autor consegue dar um tom jocoso, de anedota que mantém o leitor preso e entretido.

    A leitura acaba sendo gostosa e divertida vendo o filho de alguem casar com outro que era filha do avô cujo bisavô era tal coisa…. muito legal.

    Por outro lado, apesar da leveza e do ritmo gostoso da história, não vejo trama aqui. Apenas uma narrativa de arvore genealógica. Nao percebi história a ser contada e poucos personagens apresentam um pouco de personalidade.

    Assim como não percebi históira, não percebi o tema loucura esplorado também, talvez a loucura seja abordar tantos nomes de forma tão fluida, afinal, dizem que a loucura e a genialidade são lados da mesma moeda, não é?

    Um grande abraço!

  17. Fabio Monteiro
    30 de outubro de 2020

    Resumo: Uma loucura, simples assim. Uma arvore genealógica descrita nos mínimos detalhes de quem ficou com quem, quem casou com quem e quantos filhos vieram disso tudo.

    Sabe quando você abre a bíblia esperando ver uma mensagem de Deus para você e cai exatamente na parte da criação?

    Me senti assim lendo seu conto.

    Aliás, teu conto está muito bem descrito.

    Narrativas são o seu forte, não tenho duvida disso. Mas, me deixou meio louco aqui na interpretação. Tive de anotar os nomes numa folha a parte para ver se estava entendendo bem onde queria chegar.
    No fim, chegamos no Anthony. Paramos aí. Ouso pensar que o autor tinha outros personagens na manga, porém, optou pela finalização.

    Loucura?
    Só vi mesmo na ambientação.

    Boa Sorte.

  18. Bianca Cidreira Cammarota
    28 de outubro de 2020

    Olá, Carlos!

    O conto relata a árvore genealógica de Antony, partindo do seu trisavô, José de Fulosina, e seguindo nas gerações em seus relacionamentos, separações, filhos, realizando um entrelaçamento entre os parentes até chegar em Antony, o fruto de toda a família e sua suposta “loucura” é justamente “cair no mundão”, como se desejasse de desvencilhar da família e suas ligações.

    Creio ter entendido a ideia do autor, que seria mostrar os entrelaçamentos dos membros da família, passando de geração em geração, formando, digamos um molde de família que todos nós possamos encontrar alguma familiaridade, por menor que seja, entre tantas ligações e histórias. Também acredito que o autor quis mostrar que as pessoas tem suas histórias particulares, mas sempre atadas à família como um todo, talvez isso ressaltando as deficiências pessoais.

    Não é o estilo de texto que aprecio, mas é patente o cuidado ao ser construído. Parabéns, autor(a) por fazer algo singular.

    Abraços.

  19. Fernanda Caleffi Barbetta
    26 de outubro de 2020

    Resumo
    Conto fala sobre a árvore genealógica de uma família, nos apresentando cada um de seus membros e suas particularidades.

    Comentário
    Seu texto é muito bem escrito, divertido, com sacadas inteligentes. Lembrou-me o Quadrilha, do Drummond. Parabéns. Preciso ressaltar que na minha opinião, faltou um enredo, uma trama central.
    Gostei dessa ideia da pedra polida… “ linhagem dos da Pedra, que gerou tanta gente polida “
    Não consigo considerar que o seu conto esteja inserido no tema loucura.
    O autor domina a língua portuguesa, não encontrei nenhum deslize gramatical. Apenas um ponto final fora de lugar.
    Gostei da linguagem leve, do estilo e da fluidez. Confunde-se com uma crônica. Um texto gostoso de ler apesar do emaranhado de nomes, que acabou tirando a atenção dos fatos. Parece que os nomes são, na verdade, o mais importante na história. Quando o nome diz muita coisa, torna-se uma boa sacada. Quando não diz nada, é desnecessário.

  20. Jefferson Lemos
    26 de outubro de 2020

    Resumo: A árvore genealógica da família de Anthony, o americanizado pelos pais, e a loucura (que começa em ter que gravar todos esses nomes) que é a família da Pedra.

    Olá, caro autor!
    Inicialmente eu fiquei de nariz virado para a história. Pensei estar lendo a bíblia em algum momento, e meu primeiro impulso foi fazer o mesmo que eu fiz quando peguei a bíblia pra ler: eu não tô nem ai pra esses nomes. Mas aqui é uma história, um desafio, os nomes certamente seriam importantes no decorrer do conto. E por fim acabaram sendo, mas não da forma que eu esperava. Essa maneira de escrever parece muito uma característica dos autores nacionais de outrora, e isso me chamou muito a atenção. Mas quando vi o final anunciado do conto, sem que percebesse a base sólida da história, fiquei um pouco decepcionado. Entendo que é uma loucura vista de por outra perspectiva e significado pro que é loucura, mas senti que faltou muito. O texto parece um pequeno fragmento de algo muito maior.
    A qualidade da escrita é visível, isso você tem e muito, e a ousadia também. Só senti falta de estar conectado com a história, e acho que é uma das partes mais importantes do desafio em si.
    Enfim, de qualquer forma você escreve muito bem!
    Boa sorte no desafio e parabéns pela ousadia e pelo conto!

  21. opedropaulo
    25 de outubro de 2020

    RESUMO: Nos é contada a história de uma família, passando pelas gerações até nos apresentar a Anthony.

    COMENTÁRIO: No geral, já tenho minha opinião formada pela leitura quando passo pelos comentários. O mesmo ocorreu aqui, mas dessa vez posso reaproveitar o comentário de um outro entrecontista para tecer o meu, o de Alexandre, especialmente o que disse sobre o início. Eu também sou daqueles que valoriza um começo que traga o leitor logo de cara. Quando escrevo, tento iniciar com esse efeito, mas, apesar disso, não encaro como regra. Ainda assim, o início desse conto me colocou na tangente. A profusão de nomes e laços me confundiu e o conto seguiu na mesmíssima toada, nunca se atendo a um personagem só ou a uma trama definida. Na verdade, encerrou-se quando pareceu definir o protagonista. O tema parece se insinuar pela natureza ziguezagueante dcomo se conta a estória, mas de uma forma tão indireta que na minha avaliação considerarei que pouco atende ao desafio. Por outro lado, o conto tem competência técnica, com uma narrativa ágil e bem-humorada, que remonta a um relato oral, como de um causo. É mais causo do que conto, ainda que eu entenda que um conto pode conter um causo.

    Boa sorte!

  22. Regina Ruth Rincon Caires
    25 de outubro de 2020

    Árvore da Loucura (Carlos Fati)

    Resumo:

    A história da árvore genealógica formada pelos antepassados dos da Pedra e dos antepassados do Zé da Fulosina, chegando até Anthony. Doideira total.

    Comentário:

    Um texto interessante que descreve a confusa construção de família. Não há como entender completamente a formação da família sem anotar nomes ou retornar a leitura. É um quiprocó enlouquecedor de nomes, misericórdia! E é impressionante a exatidão do que é dito. Parece um quebra-cabeça, um belo exercício.

    Uma vez que o título é de compreensão translúcida, fiquei pensando no pseudônimo. Seria o nome do jogador português? Não decifrei. Agora, há dois sobrenomes no texto que são interessantes. Analisei.

    O conto proporciona uma leitura instigadora, o leitor fica motivado a entender o imbróglio da família, quer seguir o fio da meada. Gostei do exercício investigativo (tipo: following the money), e, confesso, precisei anotar nome por nome.

    Narrativa bem construída, agradável, com traços cômicos e irônicos, excelente leitura para um começo de dia.

    Parabéns, Carlos Fati!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  23. José Leonardo
    25 de outubro de 2020

    Olá, Carlos Fati.

    RESUMO: texto que dispõe a árvore genealógica de uma família, usando uma linguagem mais divertida que Moisés (ou a tradição) no Êxodo, mas mesmo assim falando mais da árvore e um pouco de seus troncos e ramos.

    COMENTÁRIO: a loucura está no título, então, tecnicamente, não está ausente… O conto se propôs não a mostrar a grande família em seus membros, mas só a grande árvore. Isso é ousado (diferente). Parabéns.

    Ainda assim, há como a memória de Zé da Fulosina permeando as passagens, o que pode nos aduzir a um “ramo principal” dessa bela árvore; algo como um conto de Roberto Bolaño (cujo título me escapa, mas disposto no livro “As Agruras de um Verdadeiro Tira”, presenteado a um dos ilustres entrecontistas num Amigo Secreto anos atrás) que narra a genealogia de Olegario Cura Expósito (o Lalo Cura de “2666”). No caso de Lalo, o fio condutor é a sucessão de estupros de personagens femininas, ao longo de gerações, que redundará, muitos anos depois, no nascimento do próprio Lalo.

    Não posso afirmar se o conto me atraiu, mas que é inteligente e diferente, isso sem dúvida.

    Boa sorte no desafio.

  24. Alexandre Coslei (@Alex_Coslei)
    24 de outubro de 2020

    Vou resumir a trama como uma saga de família.

    Há uma regra clichê que tenta nos ensinar que o primeiro parágrafo de um texto de ficção deve ser arrebatador, um convite irresistível que nos conduza pelo próximas das linhas. Não sou muito de me prender a regras, regras aprisionam e tendem a pasteurizar a arte. Infelizmente, no caso deste texto, pela configuração da narrativa, acredito que um primeiro parágrafo mais potente seria vital para despertar o interesse pela continuidade da leitura. O texto é complexo em personagens e o tema da loucura me pareceu ter ficado abafado, camuflado de uma forma secundária.

    O que encanta no conto é a maneira como o autor conduziu a linguagem, uma linguagem gostosa, espontânea, que acaba compensando a falta de uma construção mais elaborada no começo do texto. Confesso que tive dificuldades com o texto, mas terminei por perceber a essência da ideia e vi que o autor se empenhou em nos oferecer uma boa história.

    Sorte e sucesso.

  25. Nilza
    24 de outubro de 2020

    Me perdi um pouco em meio a tantos nomes, a narrativa assim me fez perder um pouco o prazer da leitura, que ao final não me fez muito sentido. O tema não me remeteu a loucura, apenas ao emaranhado de nomes de uma árvore genealógica!!

    Boa sorte!!

  26. antoniosbatista
    24 de outubro de 2020

    Resumo: O conto mostra a genealogia de uma família e a história de seus membros através do tempo.

    Comentário: De início fiquei confuso com tantos personagens, marido, esposa filhos, avós bisavós, etc. numa linha temporal resumida. Me perdi no meio dos galhos genealógicos. Acho que esse tipo de argumento fica bem num romance, na saga de uma família dos tempos medievais até hoje. Num conto curto não cabe fazer tal coisa. O conto é bem escrito com um toque de humor, mas faltou o verdadeiro sentido da loucura. Acho que o tema Loucura ficou só no sentido metafórico. Boa sorte.

  27. Luciana Merley
    23 de outubro de 2020

    ÁRVORE DA LOUCURA

    Olá, autor.
    Farei um resumo e em seguida deixarei minhas impressões conforme os critérios CRI (Coesão, Ritmo e Impacto). O impacto é, na maioria das vezes, o critério definidor da nota final.

    O trajeto do sobrevivente Anthony em meios aos galhos tortuosos da árvore genealógica da sua família.

    Impressões iniciais – Gostei do tamanho logo de cara. Tenho 2 filhos pequenos e contos curtos me ajudam muito (rsrs) (já que vc diz que eu gosto de rsrs). Se parece com uma crônica, mas é um conto, pois captei algum desejo, em algum personagem, nalgum lugar escondido entre essas folhas.

    Coesão – Parece, ao olhar desatento, um monte de informações de um cartório qualquer, mas, percebi a intenção de expor de forma muito bem humorada a “loucura” cotidiana das grandes famílias do interior. Conheço muitas assim e com esses problemas “de nomeação”, inclusive.

    Ritmo – Acelerado e adequado ao que parece ser a marca que o autor quis deixar no leitor.

    Impacto – Gostei muito. Diferentão e audacioso. O estilo da linguagem me encanta. O jeito espremidinho de encaixar as palavras (eu nunca soube explicar esse estilo de escrita). A quase rima entre os nomes e sobrenomes, as metáforas inteligentes, o humor sagaz…podem falar mal, mas não vão esquecer da sua árvore.

    Parabéns, quase mineiro.

  28. Fheluany Nogueira
    23 de outubro de 2020

    Histórico de certa parte dos antepassados de uma família.

    Acho que o conto partiu do princípio que “de louco todo mundo tem um pouco”, pois, apesar de me perder com tantos nomes, não percebi nenhum caso específico de loucura clínica, mas senti muita doidura no todo da família. O título já diz tudo.

    O tema é apresentado de forma diferenciada, divertida e concisa. A lista de nomes, de casamentos, de filhos traz um caos intencional e interessante em um texto bem escrito.

    Boa sorte no desafio. Abraço.

  29. Leda Spenassatto
    23 de outubro de 2020

    Resumo:
    Uma família com seus acertos e desacertos.

    Comentário:
    Um enredo pertinente a inúmeras famílias brasileiras. E, o papel real e fundamental dos avós na criação e educação dos netos.
    O conto me intrigou um pouco, a descrição de tantos nomes me fez recorrer a leitura de vários parágrafos.
    Fiquei atenta e curiosa para saber quem seria o louco na família, não descobri.
    Porém, a família em si já é uma loucura. Talvez essa seja a sua intenção, Árvore da Loucura.
    Parabéns por abordar a família, instituição complexa e na maioria das vezes nosso Porto seguro.
    Boa sorte!

  30. CLAUDIA ROBERTA ANGST
    23 de outubro de 2020

    RESUMO:
    O desenvolvimento de uma grande família, suas particularidades formando uma enorme árvore genealógica com suas raízes, tronco e ramos.

    AVALIAÇÃO:
    O título resume todo o conto/crônica/sei lá.
    Gostei do tamanho do conto e da fluidez da narrativa. O excesso de nomes não me incomodou, me deixei perder e não fixei nenhum. Achei interessante o trocadilho – “[…] Pedra, que gerou tanta gente polida” Pedra polida, lapidada! Louco de pedra?
    O tema proposto pelo desafio talvez se encontre muito dissolvido entre tantos personagens. Família é loucura? Ser louco pela família? Um bando de doidos que insistem em se reproduzir.
    O ritmo do texto é muito bom, a linguagem clara, e tudo converge para fluidez da leitura.
    Fiquei esperando por um desfecho surpreendente, mas ele não aconteceu.
    O(A) autor(a) conhece bem o ofício das letras e se saiu bem na criação de um texto leve e divertido. Loucura?
    Boa sorte! E cuidado para não quebrar nenhum galho dessa imensa e louca árvore.

  31. Thiago de Castro
    23 de outubro de 2020

    Resumo: O conto trata da história de uma família.

    Comentário:

    O texto é enxuto, eficiente e cirúrgico. Achei que tem um aspecto ágil que me lembrou a crônica. Confesso que fiquei confuso com a genealogia, mas depois que engrena Anthony, após tantos nomes e apelidos característicos, o fio se estabelece e é mais fácil de se orientar. Acho que a confusão inicial que me incomodou num primeiro momento, por ser proposital, acabou entrando como uma ferramenta narrativa sobre a dificuldade e complexidade que são as relações familiares. Não identifiquei a loucura propriamente no texto, ou em algum personagem, mas talvez ela esteja diluída na forma caótica como a família se desenvolveu, o que também é válido.

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

  32. Angelo Rodrigues
    23 de outubro de 2020

    Resumo:
    Uma história sobre famílias, gente casando-se com gente, tendo filhos, partindo e voltando.

    Comentários:
    O conto está bem escrito, o que é ótimo.

    Tenho um pouco de implicância com textos que se assoberbam com nomes que pouco empurram a trama adiante. O traçado das árvores genealógicas de uns e de outros, quando não explicam o centro do texto, do conto ou similar, acabam confundido mais que ajudando.

    Há pontos em que o autor percebe seu próprio excesso: “qual é mesmo o nome do menino?”, ou “Joelma conheceu um senhor de meia idade, cujo nome não vem ao caso…”

    Os nomes se perdem conforme a leitura avança, até mesmo porque não são nomes de se guardar facilmente.

    Legal o modo de contar, mas, acredite, fiquei o tempo todo imaginando que em determinado momento a loucura – objeto do certame – acabaria aparecendo. Não apareceu.

    Se tanto, diria apenas que FAMÍLIA É COISA DE DOIDOS, mas, além disso, ficou faltando.

    O conto tem bom ritmo, gera interesse, que vai se perdendo em nomes que pouco ensejam contar uma história associada ao tema, além do fato de que, tais famílias, não se distinguem de outras. Famílias são loucas, mas o que distinguiria esta das outras. Isso seria o conto.

    Lembrei-me da primeira página, primeira linha, de Anna Kariênina, de Tolstói, quando ele diz “Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.”

    Acredito que a explícita infelicidade, de alguma forma, os diferenciaria.

    Boa sorte no desafio.

  33. Anderson Do Prado Silva
    23 de outubro de 2020

    Resumo:

    O conto narra a história de uma família.

    Comentário:

    Dentro do que se propôs a fazer, este texto foi muito competente. É sintético, divertido, escrito com ótimo domínio da gramática, sofreu excelente revisão e abordou o tema de maneira muito inusitada.

    Seu autor possui certa afeição pelo regionalismo e pelo falar do povo.

    Gostei do conto. Senti certa afinidade.

  34. Giselle F. Bohn
    23 de outubro de 2020

    Resumo difícil, este… Bom, aqui é descrita uma família, geração após geração, com seus casamentos, separações, nascimentos e mortes.
    O conto é bem escrito, não notei erros e segue de maneira linear sua narrativa sobre a família e seus caminhos. Não vi, porém, adequação ao tema. Onde está a loucura? Nada me soou louco nessa família, tão parecida com tantas outras. Não encontrei tampouco um fio condutor, aliás, quem é o narrador, que inicia o conto com “Nosso avô”? Seria uma pessoa então da família? Quem? E qual é o conflito único que caracteriza o bom conto? Seria esta a história de Anthony? Se for, não houve muito o que contar. Outro problema que encontrei é que tenho dificuldade (mas admito ser um defeito meu) em manter minha atenção quando há muitos nomes e muitos personagens sem profundidade. Isso me distrai, eu tenho que ficar voltando pra ver quem é quem e eu logo perco o interesse na história. Mas, repito, isso é menos uma falha do autor do que minha: eu devo ter déficit de atenção.
    O título me pareceu também descabido, porque ninguém nessa família me pareceu louco. Minha família é bem mais doida do que essa! Aliás, pensando bem, eu deveria ter escrito sobre ela; ganharia fácil este desafio! :))
    De positivo, porque não quero que você, autor, pense que achei tudo ruim: o conto é bem escrito e a linguagem é agradável; bem gostoso mesmo! Se tivesse um pouquinho mais de doideira seria perfeito! 🙂
    Boa sorte no desafio!

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Informação

Publicado em 23 de outubro de 2020 por em Loucura.