EntreContos

Detox Literário.

Filhos da Amazônia (Priscila Pereira)

Sonhava com a floresta todas as noites, sem exceção. Tudo sempre do mesmo jeito. A quentura abafada e úmida, o suor escorrendo pelo rosto, o céu escondido pela copa das árvores, a luz do sol que, atravessando a densa folhagem, mostrava um padrão rendado de luz e sombra. O som de milhares de criaturas conversando entre si. Cantos lúgubres de pássaros raros, assobios festivos, asas batendo, o som relaxante de água abundante e sapos coaxando, gritos histéricos de macacos em bando e rugidos assustadores de onças-pintadas.

E ele parado no meio da mata, só vendo, ouvindo e cheirando. Os cheiros eram a melhor parte do sonho, não conseguia explicar como, mas tinha certeza que nunca havia sentido antes, só nos sonhos, mas isso era impossível, não era? Cheiro de vida, verde, terroso, frutado e almiscarado. Acordava ainda embriagado pela doce fragrância da floresta. Sabia que era a Amazônia, mais por intuição do que por conhecimento. Pelo que sabia era paulista de nascimento e nunca havia saído do estado.

O sonho não o incomodava, ao contrário, esperava ansioso por ele. Mas a curiosidade aumentava a cada dia. Estaria visitando outra dimensão? Chegou até a pesquisar sobre projeção astral, sua alma poderia deixar seu corpo e passear realmente pela floresta toda noite? No fundo não acreditava em nada disso e ficava cada dia mais intrigado.

Tentou lembrar quando os sonhos começaram… lembrou da vó Chica, sua avó materna, contando uma lenda sobre o surgimento da Amazônia, ouviu tantas vezes que decorou cada palavra. O primeiro sonho foi na noite do velório da avó, os pais na sala velando o corpo e ele, ainda adolescente, vencido pelo sono, teve seu primeiro sonho com a floresta. Desde então, mais de dez anos se passaram sem que o sonho falhasse uma noite sequer.

Marcelo era formado em análise de sistemas e com a ajuda dos pais, abriu uma microempresa de informática, que logo cresceu e se firmou, vendia qualquer produto relacionado à informática além de fazer manutenção e suporte técnico, e ainda fornecia internet. Conseguira sucesso profissional. Morava sozinho desde a época da faculdade, tinha um cachorro e namorava uma garota incrível há mais de três anos, era um típico trintão bem conservado, com tudo encaminhado na vida, pronto para se acomodar e iniciar uma família. Visitava os pais todos os sábados, e foi em uma dessas visitas que resolveu contar sobre os sonhos.

— Mãe, nós já estivemos na Amazônia, quando eu era pequeno? — Uma pergunta tão boba, com uma resposta tão simples, mas foi capaz de fazer a mãe corar violentamente e quase engasgar com o café com leite que tomava.

— Não, nunca… Mas por que essa pergunta assim, de repente? — Disse, limpando a boca e olhando para o marido.

— Nada… é só que eu sonho toda noite com a floresta, pensei que pudesse ser uma lembrança, sei lá…

— Desde quando isso, filho? — O pai perguntou, tentando parecer desinteressado.

— Começou no velório da Vó Chica… ela costumava contar uma lenda… desde então sonho todas as noites que estou na floresta. Não é estranho isso?

— Acho que deveríamos contar para ele. — Disse o pai, olhando nos olhos da mãe.

— Paulo, ficou louco? De jeito nenhum! — Ela torcia as mãos parecendo implorar para o marido ficar quieto.

— Já passou da hora dele saber, Joelma.

— Saber do que? Fala logo de uma vez, pai.

— Você já esteve sim na floresta, parece que nasceu lá. Nós não podíamos ter filhos e a burocracia da adoção aqui é uma tortura, então… nós… meio que… adotamos você de forma ilegal… — Paulo respondeu alisando a toalha de mesa, enquanto Joelma parecia que desmaiaria a qualquer instante.

— Como assim? Não tô entendendo…

— Pagamos um cara e ele trouxe você, ainda bebê, acho que tinha quase um ano, ou um pouco mais que isso. Não sabemos de mais nada, só que você vivia na Amazônia. — Falava depressa, como ansioso de se livrar de uma carga pesada.

— Mãe, é verdade isso? Vocês não são meus pais biológicos?

— Eu falei pra você não contar, Paulo, ele não devia saber nunca! Olha, meu filho, nós queríamos muito um bebê, você sempre será nosso filho, não importa que não tenha saído de mim…

— Eu não estou acreditando nisso! Então vocês pagaram pra alguém me sequestrar? Me tiraram da minha família de verdade? Eu posso ser um nativo da floresta?

— Não sei… Não pensamos em nada disso, tentamos não pensar… só queríamos muito um bebê, não importava como… sei que parece horrível, mas olha como você está bem agora, meu filho, imagina como estaria se tivesse continuado no meio da selva? Poderia estar vivendo como um índio agora… — Joelma tentava argumentar, imaginando que fizera um favor para o rapaz, afinal de contas.

— Mãe! Pelo amor de Deus! Não pensa que a minha verdadeira mãe pode estar me procurando até hoje? Ou no quanto ela deve ter sofrido?

— Ah filho, essa gente não é como nós… são selvagens… — Ao olhar bem para ela foi como se um cristal muito fino e belo se estilhaçasse.

— Selvagem como eu? Tenho certeza que eles tem muito mais alma e coração que vocês! — Levantou da mesa, pegou seu celular e foi até a porta, sem se despedir.

— Espera, filho, é diferente… — Ele já havia saído.

Boca seca, coração nos ouvidos, dedos enterrados no estofado do assento… Então era assim estar em um avião que levantava voo? Sensação horrorosa! Deu graças a Deus por não precisar fazer isso com frequência, mas essa viagem era por um bom motivo. Estava a caminho de Manaus. Ia enfim conhecer, ou melhor, voltar para a floresta amazônica. Fechou os olhos e lembrou da conversa com Marília, sua noiva.

— Você devia ir pra floresta…

— Fazer o que? Procurar minha verdadeira família?

— Não… Isso é quase impossível… pra ter uma chance de encontrar eles, você teria que procurar a polícia e contar o que seus pais fizeram, aí sim teria uma investigação oficial e quem sabe podia dar resultado… mas seus pais, com certeza, iriam para a cadeia…

— Eles bem que mereciam… mas não tenho coragem… e se eu investigasse sozinho?

— Não custa tentar…

Ainda não sabia o que fazer, rejeitara todas as ligações de seus pais, e chegou a fingir que não estava em casa quando foram até lá. Precisava de um tempo… pensar… assimilar a coisa toda… realmente precisava estar na floresta novamente, lá era seu verdadeiro lar. Imaginou como seriam seus pais, se eram realmente indígenas, vasculhou suas memórias, sensações e emoções e estava em paz com essa ideia, até queria que fosse verdade. Sentia-se especial, diferente, filho da floresta. E ela fora um ótima mãe, o chamara continuamente em sonhos. Lembrou da lenda que Vó Chica lhe contava… ela, com certeza, sabia de suas raízes e queria de alguma forma que ele também soubesse, sem realmente contar toda a verdade. Fechou os olhos e recitou palavra por palavra, com a mesma entonação entusiasmada da avó.

A criação de Amazônia

Em um tempo muito antes do nosso tempo, em uma realidade muito antes da nossa realidade, quando o mundo ainda era povoado pelas divindades, assim que o dia se despediu, as estrelas entoaram uma canção, esperando por Jaci.

Tupã, com sua força e poder encheu o firmamento com grossas nuvens escuras, e bradava bênçãos e maldições com sua voz de trovão, riscando o céu com sua luz. O doce cheiro de terra molhada e o odor químico dos relâmpagos passearam pela noite.

Jaci despertou do seu sono e brilhou intensa, afastando as nuvens e limpando o céu. A beleza da melodia das estrelas e o frescor de fim de tempestade a fizeram chorar. Então, do som da voz de Tupã e das lágrimas de Jaci, nasceu Amazônia, menina moça, formosa, valente guerreira.

Era muito alta, ossos largos, pele beijada pelo deus sol, cabelos mesclados de todos os tons de verde, fazendo um enorme volume, que a menina não fazia questão de conter, e ainda enchia-os de flores e folhas. Tinha olhos redondos, amarelos, delineados e astutos como os das onças e voz melodiosa como a dos pássaros. Andava descalça, gostava de sentir a terra sob seus pés. Pintava o rosto para a guerra e sempre tinha o arco e flecha nas mãos. De Tupã herdou a força e coragem, de Jaci a sensibilidade e a fertilidade, tudo o que tocava florescia, germinava, revivia.

Os animais eram atraídos por ela, que sempre os amparava e acolhia. E no auge de sua vida, protegendo a natureza ela vivia. Tanto amor não cabia mais em si, e lhe expandia, a tornava imensa, poderosa e mesmo assim vulnerável, sua maior força era também sua maior fraqueza. Queria tanto proteger plantas e animais que deu sua vida por eles.

Pai Tupã, com a filha inerte nos braços, não chorou nenhuma lágrima, sabia exatamente o que ela pretendia. Não podia ser mais menina, queria ser maior. Fez dela então uma floresta, e a colocou bem no meio da Terra. 

Seria eterna, mãe, rainha!

De onde sua avó havia tirado essa história? Nunca saberia. Essa lenda tinha muito mais significado agora… Tentava não pensar no que seus pais fizeram, mas era impossível. Quem era ele? Quem ele teria se tornado se não houvessem intervindo em seu destino? Tudo o que tinha agora seria legítimo? Seus pais eram criminosos, deviam ser entregues para as autoridades! Mas, por outro lado, sempre tinham lhe dado amor e carinho, apoio financeiro, apoio emocional, eram ótimos pais e não mereciam essa ingratidão. Entretanto, sua verdadeira família pode ter sido despedaçada por seu desaparecimento, sua mãe pode não ter se recuperado até hoje, seus irmãos, se é que os tinha, podem ter sido afetados profundamente por seu sumiço! Chega! O avião se preparava para o pouso e Marcelo estava exausto de tanto pensar.

Manaus era incrível, a zona urbana parecia muito com São Paulo, com seus prédios imensos, engarrafamentos, agitação, muito calor… mas era mais colorida, e o povo, ah o povo era diferente, acolhedor, hospitaleiro. Sentia-se em casa. Mal podia esperar para conhecer a floresta.

Pensou muito no que faria, já decidira que tentaria pesquisar, sozinho, nos órgãos do governos e ONGs responsáveis por desaparecidos. Seria difícil achar alguma coisa de mais de trinta anos atrás, sem levantar muitas suspeitas. Mas, tinha que ver a floresta primeiro. Só deixou a mala no hotel, tomou banho, como fazia calor naquele lugar! Pegou a mochila e foi para a agência que o levaria até o coração da floresta.

Até parecia um de seus sonhos, assim que entraram na embarcação e se distanciaram do perímetro urbano, já conseguia sentir o clima da selva, como se antecipasse algo que nunca vivera, bem, vivera, mas não em um período em que pudesse se lembrar, só no subconsciente. Seu corpo parecia reconhecer o que via, reagia aos sons, à paisagem, aos cheiros, ainda discretos. Era como voltar para o lar, um lar ancestral. Sentia-se ligado àquele lugar como se os cipós, galhos e ramos, os “cabelos” da Amazônia da lenda de sua avó, estivessem grudados a ele desde seu nascimento e o acompanharam até onde o destino, ou a intervenção humana no destino o levou.

Depois de muito tempo, enfim chegou até o interior da floresta amazônica. Pediu para o guia um momento sozinho, mesmo que ainda no alcance de sua vista, e conseguiu estar exatamente como no sonho, ele e a floresta, só vendo, ouvindo e cheirando, e sim, era o mesmo cheiro. Inspirou o máximo que seus pulmões permitiam e soltou devagar, curtindo a sensação de reviver algo. Tinha certeza de que realmente já vivera na floresta. Sua vontade era tirar a bota e sentir o chão sob seus pés, uma vontade quase incontrolável de tirar toda a roupa e correr livre, com o rosto pintado para a guerra, e o arco e flecha nas mãos, exatamente como a menina Amazônia, antes de ser transformada em floresta.

Não soube quanto tempo passou, mas depois de andar com o guia, ver inúmeras espécies de animais e plantas, e de observar de longe uma aldeia, pois não tinham permissão para entrar e conversar com os habitantes, retornaram para o barco, precisavam voltar para a cidade. A experiência foi incrível, quase espiritual, não dava para explicar com palavras. Sentia-se conectado com a floresta, quase como se ele fosse a Amazônia. Não sabia o que fazer… não conseguiria mais viver tranquilamente em São Paulo, mesmo que sua empresa e sua noiva estivessem lá. Queria viver o mais perto possível da floresta, queria descobrir quem era sua família, custando o que custar.

No outro dia foi até o centro de crianças desaparecidas de Manaus e verificou que não conseguiria encontrar sua família sozinho, o número de desaparecidos mais ou menos na época em que achava que fora raptado era grande demais e muitos ali bem que podiam ser ele… não dava pra saber. Ler sobre o desespero das famílias, ver tantas fotos de criancinhas lindas, e saber que foram tiradas de suas famílias por capricho de pessoas insensíveis à dor alheia foi demais para ele processar. Encontrou uma senhora que contou sua história, sua filha havia desaparecido há doze anos e ela ia todos os dias até o centro para saber se havia alguma notícia. Doze anos! Tinha que tentar achar sua verdadeira mãe! Já estava decidido!

Precisava voltar para SP e ter uma conversa séria com seus pais. E com Marília. Nada mais seria como antes. Havia tomado uma decisão que mudaria radicalmente toda a sua vida. De qualquer forma estava em uma encruzilhada, não havia opção indolor, não mais.

O voo de volta foi mais suportável, tinha muita coisa para pensar. Mal percebeu o tempo passar. Assim que chegou, ficou em casa uma semana, tentando se convencer de que havia tomado a decisão certa, procurando alternativas menos horríveis para seus pais, pensando nas implicações para seus negócios passar por uma mudança daquele porte. Decidiu esperar mais um mês, testar sua decisão. Nesse meio tempo foi ver seus pais.

Estar frente a frente com eles foi desconcertante, olhar para seus rostos cansados, as olheiras profundas, o abatimento, a culpa, o remorso, quase destruiu sua decisão. Mas lembrou daquela mãe, indo todos os dias procurar notícias da filha. Não era justo! Não podia deixar como estava. Devia isso a todos as crianças raptadas, de sua terra e do mundo.

— Me perdoe, mãe, mas eu preciso achar meus pais verdadeiros, o que vocês fizeram foi imperdoável, se ninguém procurasse esse “serviço” o número de crianças desaparecidas seria muito reduzido. Eu tenho que denunciar vocês… — O horror no rosto da mãe já era esperado, mas ao contrário do que esperava, não houve uma explosão.

— Nós já esperávamos por isso, estamos preparados. — O pai respondeu, segurando a mão da mãe.

— Seu pai sempre sentiu muito remorso com o que fizemos. Faz anos que queria contar tudo. Eu confesso que, por mim, levaria isso para o túmulo, que aliás, não demorarei a encontrar. Faz o que tiver que fazer, filho, mas eu quero dizer que o meu amor por você sempre foi real, como se você tivesse realmente nascido de mim.

— Eu sei, mãe, se houvesse outra maneira… Mas apesar disso tudo, eu amo vocês como meus verdadeiros pais, vocês me deram tanto amor e carinho, eu não queria mesmo ter que fazer isso…

— Não se preocupe com isso, filho, não precisa se torturar, eu mesmo vou falar com a polícia… Como sua mãe disse, eu iria me entregar de uma forma ou de outra.

Marília aceitou passar o resto da vida ao lado de Marcelo em Manaus, estava doida para conhecer a cidade e principalmente a floresta. Se casariam antes da viagem. Levou quase seis meses para conseguir transferir sua empresa sem grandes prejuízos e da melhor forma, mas finalmente estava voltando de vez para casa.

A adaptação na nova cidade foi quase instantânea, sua empresa foi bem recebida e já dava sinais de lucro. Seus pais respondiam em liberdade ao processo judicial e ajudavam na busca pela quadrilha responsável pelo rapto de Marcelo. E até agora, não havia nenhum sinal de sua verdadeira família. Ao que tudo indicava ele era um nativo da floresta mesmo, sua família não devia ter dado queixa, ele não estava nos registros. Seria quase impossível achá-los. Haveriam quantos como ele? Quantas famílias indígenas chorariam seus filhos perdidos sem chance alguma de achá-los?

Marcelo nunca desistiria. Com a ajuda de Marília e de seus pais, abriu a ONG Filhos da Amazônia, que tentava localizar famílias indígenas que possuíam filhos desaparecidos e os colocavam no sistema, aumentando assim suas chances de encontrá-los. Esperavam logo começar a obter resultados, e quem sabe achar seus pais, seu povo, no processo. Sabia que conseguiria, pois era valente guerreiro, um legítimo filho da Amazônia.

14 comentários em “Filhos da Amazônia (Priscila Pereira)

  1. marcoaureliothom
    27 de junho de 2020

    Olá autor(a)!

    Antes de expor minha opinião acerca da sua obra gostaria de esclarecer qual critério utilizo, que vale para todos.

    Os contos começam com 5 (nota máxima) e de acordo com os critérios abaixo vão perdendo 1 ponto:

    1) Implicarei com a gramática se houver erros gritantes, não vou implicar com vírgulas ou mínimos erros de digitação.

    2) Após uma primeira leitura procuro ver se o conto faz sentido. Se for exageradamente onírico ou surrealista, sem pé nem cabeça, lamento, mas este ponto você não vai levar.

    3) Em seguida me pergunto se o conto foi capaz de despertar alguma emoção, qualquer que seja ela. Mesmo os “reprovados” no critério anterior podem faturar 1 ponto aqui, por ter causado alguma emoção.

    4) Na sequência analisarei o conjunto da obra nos quesitos criatividade, fluidez narrativa, pontos positivos e negativos, etc.

    5) Finalmente o ponto da excepcionalidade, que só darei para aqueles que realmente me surpreenderem.

    Dito isso vamos ao comentário:

    RESUMO:
    É um conto sobre um jovem adulto adotado que descobre ter sido vítima de tráfico de pessoas. Revoltado contra essa prática denuncia os próprios pais e abre uma ONG para ajudar a combater este tipo de adoção. Os pais se redimem juntando-se ao grupo.

    CONSIDERAÇÕES:
    Mais um conto que descreve a crueza que é o mundo, embora eu também fique dividido entre deixar uma criança viver em condições precárias, mas com os pais, ou dar-lhe a chance de uma vida melhor, com outra família.
    É um eterno dilema pelo qual nunca passei e espero não passar.
    Apesar da boa história, mais um conto com potencial para virar filme, a forma como a revelação foi feita em meu entendimento não foi a melhor forma como esta situação poderia ter sido contada.
    Da mesma forma a reação do personagem em relação aos pais adotivos, aqueles que lhe deram amor e o sustentaram, também nem me agradou e nem me convenceu enquanto narrativa, devido a facilidade com que o personagem se coloca contra os pais.
    O conto está dentro do tema proposto, é atual, porém pouco criativo, no sentido de descrever uma narrativa que já é conhecida e rotineiramente apresentada no mundo real.
    Independentemente da avaliação, aproveito para parabenizar-lhe pela obra e desejo sucesso na classificação final.

    Boa Sorte!

  2. Daniel Reis
    27 de junho de 2020

    3. Filhos da Amazônia (Jaci)
    Resumo: Marcelo começa a ter sonhos com a Amazônia que o fazem questionar, depois de adulto, se já estivera lá. Questiona seus pais, que admitem tê-lo adotado e que provavelmente ele havia nascido lá. Em busca de suas origens, vai até a região e descobre que sua história não é tão incomum assim, muitas crianças foram sequestradas para famílias brancas. Ao fim, mesmo sem encontrar sua família de sangue, muda-se para a região e passa a atuar numa ONG ligada a crianças desaparecidas.
    Comentário: na PREMISSA, o drama dos filhos sequestrados e/ou dados à adoção ilegal é um tema bem interessante, que foi conectado pelo autor ao tema do desafio, ainda que surgindo de forma extraordinária (sonhos). No que diz respeito à TÉCNICA, a leitura foi suave, ainda que alguns diálogos precisem de um pouco mais de polimento e algumas decisões das personagens (culpar os pais, perdoá-los e depois eles se entregarem de livre vontade) pareçam um pouco inverossímeis. Com relação ao EFEITO NO LEITOR, foi um conto neutro, que não desagradou a leitura mas que, na conclusão, se mostrou um tanto acelerado e de difícil credibilidade. Boa sorte no desafio.

  3. Gustavo Araujo
    24 de junho de 2020

    Resumo: Sonhos recorrentes com a Amazônia levam Marcelo a descobrir que fora raptado de lá ainda criança; regressando a Manaus e à floresta, ele procura por suas origens. No fim, enquanto os pais se veem às voltas com a Justiça, ele e a namorada fundam uma ONG para ajudar pais a encontrarem crianças desaparecidas naquela região do Brasil.

    Impressões: fiquei um tanto dividido com relação a este conto. A ideia é ótima, apesar de não ser original (bem o que é original hoje em dia?). O primeiro parágrafo funciona muito bem para fazer o leitor mergulhar na trama e perceber que há uma conexão especial entre a floresta e o protagonista. Nesse sentido, o conto me fez recordar do sensacional “O Chamado da Floresta”, do Jack London, ou mesmo “Na Natureza Selvagem”, do Krakauer, que tratam dessa afinidade que temos com o nosso passado enquanto espécie, algo instintivo mesmo. Não só florestas, mas montanhas, lagos, enfim…

    Entretanto, depois desse início promissor, tudo se acelera por demais – os pais assumindo o crime de rapto, a ida de Marcelo à floresta, a impossibilidade de encontrar seus pais verdadeiros, a fundação da ONG.

    De tudo isso, o que mais me incomodou foi a revelação dos pais. Não ficou legal. Teatral, na verdade, meio dramático demais. Dificilmente uma conversa dessa natureza aconteceria desse jeito. Creio que uma maneira mais interessante para Marcelo saber de suas origens seria encontrando uma carta antiga, com os pais já mortos — o que eliminaria outro problema do conto, que é a responsabilização criminal do casal, algo que no fundo não parece ser o mais importante na mensagem que se quer passar ao leitor. Por essa carta, então, Marcelo poderia puxar a linha até descobrir que fora adotado, ou melhor, raptado ainda pequeno e assim iniciar suas buscas, que é o realmente interessa na história.

    Por outro lado, gostei do fato de ele não ter encontrado os pais. Isso equivaleria a abraçar o clichê máximo. Acho que a ideia da ONG caiu muito bem nesse contexto porque provavelmente é isso que acabaria acontecendo. No fim, temos o homem comum que descobre sua verdadeira vocação, que é ajudar os outros. Isso ficou realmente legal. A vida como ela é.

    De todo modo, parabenizo a autora e desejo boa sorte no desafio.

  4. Amanda Gomez
    24 de junho de 2020

    Resumo 📝 A história de Paulo, que depois de sonhos recorrentes com a amazônia acaba descobrindo que é um nativo de lá. Foi adotado ilegalmente por seus pais. A conexão com a região é tamanha que ele visita o lugar e decide que quer descobrir suas origens, denuncia os pais e abre uma ONG para ajudar outras famílias que tiverem seus filhos roubados. No final se muda pra lá com a noiva.
    Gostei 😁👍 Gostei bastante da escrita,é um autor que faz o bom uso das palavas e tem facilidade em descrições, ambientações. No externo no geral. Isso fica claro na parte da lenda que é o ponto de destaque do conto em si, muito bem feito, cheio de cores e nuances. Acho que o enredo é positivo, passa uma mensagem bacana e um alerta também. Gostei do nome e da imagem do conto. No geral ele está redondinho.
    Não gostei🙄👎 O problema que temos aqui é o personagem, quando a gente não desperta sentimentos pelos personagens, seja ele bom ou ruim é muito dificil comprar a história deles. Marcelo é raso. Os pais dele também, a conversa que tiveram são bastante inverossímeis. Não sei, acho que faltou nos conflitos do texto e na criação dos personagens a mesma profundidade que o autor deu a amazônia, a ambientação…a lenda.
    Destaque📌 “Jaci despertou do seu sono e brilhou intensa, afastando as nuvens e limpando o céu. A beleza da melodia das estrelas e o frescor de fim de tempestade a fizeram chorar. Então, do som da voz de Tupã e das lágrimas de Jaci, nasceu Amazônia, menina moça, formosa, valente guerreira.”
    Conclusão = Texto bem escrito, que mescla involuntariamente brilhantismo na ambientação e opacidade nos personagens. Um conflito importante, uma mensagem bacana. No geral um texto interessante.
    Parabéns e boa sorte.

    • Amanda Gomez
      24 de junho de 2020

      Acho que confundi toda com os nomes dos personagens hahaha

  5. Regina Ruth Rincon Caires
    24 de junho de 2020

    Filhos da Amazônia (Jaci)
    Resumo:
    A história de Marcelo, vó Chica, Paulo (pai), Joelma (mãe) e Marília (noiva). A partir de sonhos recorrentes, após a morte da avó, Marcelo descobre que era filho adotivo. Resolve voltar para o lugar em que nasceu (Amazônia) e procura compreender as suas origens. Ao final, decide viver em Manaus e funda a ONG “Filhos da Amazônia”.
    Comentário:
    Um conto em ritmo acelerado, fluente, sem muitas reflexões. A história narrada pela avó, e que entremeia a narrativa, é uma belezura. Li e reli. Espetacular!
    A escrita também parece ter sido feita de maneira acelerada. Há muita “virgulação faltante”, cabendo ao leitor, de maneira pessoal, fazer as pausas para respiro. Nada que uma leitura cuidadosa não dê jeito.
    O texto é bem estruturado, coeso, e traz linguagem simples. Bem acessível. Acredito que, se narrado com menos velocidade de informação, proporcionará leitura ainda mais prazerosa.
    O título refere-se ao desfecho com seu significado (ONG criada). O pseudônimo deve ser homenagem ao índio, Jaci significa “lua”. Seria isso?
    Parabéns, Jaci!
    Boa sorte no desafio!
    Abraços…

  6. Tereza Cristina S. Santos
    22 de junho de 2020

    O conto tem como personagem central Marcelo, morador de São Paulo, analista de sistemas que consegue abrir uma microempresa de informática com a ajuda dos pais. Quando foi visitar os pais, perguntou a mãe se na infância já havia visitado a Amazônia e revelou que toda a noite sonhava com a floresta. O pai contou que o filho vivia na Amazônia e tinha sido comprado por eles. Marcelo decidiu pegar o avião e ir a Manaus conhecer a floresta amazônica. Um mês após ter voltado de Manaus, procurou os pais e decidiu denunciá-los a polícia pelo seu rapto do seio da família. O pai se entregou a polícia, Marcelo casou com Marília e transferiu sua empresa para Manaus. Seus pais responderam o processo em liberdade condicional e juntamente com Marília ajudaram Marcelo a fundar uma Ong Filhos da Amazônia para tentar encontrar famílias indígenas que tinham filhos desaparecidos.
    O texto é bem estruturado, possui início, meio e fim. O texto desperta a curiosidade do leitor. O autor consegue desenvolver as idéias com coerência.O argumento do texto está dentro do tema proposto.

  7. Anderson Do Prado Silva
    21 de junho de 2020

    Resumo: Jovem descobre que seus pais o sequestraram na infância, o que o leva a partir para a Amazônia em busca de suas origens.

    Comentário: Apesar de ter achado o autor extremamente promissor, com boas ideias e português bem encaminhado, no que toca às técnicas de narração, o autor ainda pode amadurecer, pois o texto carece de verossimilhança e de conflito.

    Dicas:

    – o verbo “ter”, na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, possui acento circunflexo. Porém, no texto: “eles tem”;

    – o vocábulo “que”, empregado imediatamente antes do ponto, possui acento circunflexo. Porém, no texto: “Fazer o que?”.

  8. pedropaulosd
    13 de junho de 2020

    RESUMO: Marcelo tem o mesmo sonho toda noite. A situação o leva a questionar os pais, que confirmam sua suspeita de ter alguma raiz na Amazônia. Foi sequestrado ainda bebê e levado a eles. Furioso e confuso, decide averiguar por si mesmo e ao visitar a floresta descobre que, sim, o sonho era tão real quanto sentia porque ele vinha mesmo dali e que deveria retornar. Mesmo doendo, denuncia os pais e transfere sua vida, profissional e pessoal, para o Norte, passando a patrocinar o auxílio a indígenas que tiveram as famílias despedaçadas pelo tráfico humano.

    COMENTÁRIO: Acho que é certo quando afirmam que não existe uma ideia nova e que o desafio está na abordagem. A premissa de uma pessoa tentando se reconectar com suas raízes cabe nisso, pois não é novidade, mas aí depende de como será trabalhada. Dessa maneira, achei uma boa premissa para este tema, pois dá chance a um olhar externo sobre a Amazônia, criando um movimento de viagem floresta adentro, dado que temos esse retorno até onde nunca se esteve. No entanto, apesar da ideia ser boa, achei a execução bem pouco envolvente. É um problema de narrativa, presente tanto na estrutura como nas personagens. Os únicos conflitos presentes são quanto à origem da personagem, sobre abraçá-la ou ignorá-la, mas também sobre fazer justiça ou não. A questão é que esse dilema só aparece na última parte da leitura, quando o personagem tem que fazer essa decisão. Por um lado é coerente que a visita à floresta tenha aumentado sua dúvida e o pressionado a fazer uma decisão, mas por outro, até lá aconteceu pouca coisa que me aproximasse da personagem e fizesse com que me importasse com ele. Isso, talvez, porque fora esse problema o personagem pareceu vazio, sem outros anseios que não esse. Sua caracterização é genérica, resumida a “um trintão bem conservado que namora uma mulher incrível”, enquanto que as outras personagens têm funções simplesmente narrativas. A noiva aparece por um momento para apoiá-lo numa decisão difícil e os pais são espectros do mesmo erro: a mãe quer morrer com o segredo e o pai se ressente. Para o personagem praticamente é como se tudo desse certo, menos sua origem, e, assim, tudo até ele ter que escolher foi bem desinteressante, incluindo a lenda, ainda que dê consistência ao lado místico que acompanha o personagem em seus sonhos. Sua chegada na Amazônia parecer como uma volta para casa está de acordo com o que o sonho quer transmitir, mas foi feito como se tudo correspondesse a ele e, dessa forma, pareceu que toda vida que ele levou antes não importa, como se ele inteiro fosse apenas para aquele momento. Isso poderia soar poético, mas expõe mais um vazio na personagem. O clímax, o encontro com os pais no qual a escolha é feita, também não tem impacto, pois tudo segue sem enfrentamento, como para manter a conformidade com o equilíbrio da personagem, sem tira-lo de sua zona de conforto. O final vai nessa mesma linha, faltando um “viveram felizes para sempre”. Porque o que pareceu é que, se a vida já era boa em São Paulo, no Amazonas é ainda melhor! Os pais, que fizeram um mea culpa, respondem em liberdade! A esposa? Ora, é claro que ela topa! E, é claro, o personagem não encontra a sua família, mas: ele ajudará outros a encontrarem. Enfim, não se trata do final ser feliz, mas o principal problema foi o caminho até lá. Acho que as personagens poderiam ser melhor caracterizadas em suas personalidades e participações no enredo, bem como a narrativa poderia dar mais tensão ao protagonista, engajando o leitor junto a ele e seus anseios. Espero que as críticas tenham soado construtivas.

    Boa sorte.

  9. Fabio D'Oliveira
    13 de junho de 2020

    Resumo: Marcelo sonhava com a floresta amazônica toda noite. Num dado momento, descobre que foi adotado de forma ilegal e decide conhecer seu verdadeiro lar. Enfrentando um verdadeiro desmonte em cima de tudo que acreditava, o protagonista assume seu lugar como filho da floresta.
    Olá, Jaci!
    Quase escrevi um conto sobre a lua e sua relação com um humano, sabia? Então o nome não é estranho para mim, hahaha. Antes de qualquer coisa, saiba disso: você é uma escritora nata. Sua escrita é fácil, a narrativa é bem construída e natural, existem paisagens belíssimas, principalmente a abertura do conto. No entanto, o conto não acompanha seu potencial. Ele é razoável, mas poderia ter sido excelente.
    Veja bem, você escreve muito bem e o problema pode ter sido ocasionado por outros fatores: preguiça, falta de inspiração, pressão pela falta de tempo pra escrever, etc. Depois da abertura fantástica, feita com cuidado, o conto acelera, sempre num ritmo crescente, até, de fato, começar a atropelar tudo e todos. São muitas informações, com muito pouco desenvolvimento, o que gera cenas forçadas e que dificilmente evocam emoções no leitor. A revelação dos pais, por exemplo, foi tão anti-natural que fiquei com um nó na garganta, hahaha. Além disso, o personagem parece uma marionete, sem qualquer sistema própria de moralidade bem definida. Você decidiu que puniria os pais dele e pronto. Tenta, em alguns pontos, levantar dúvidas por parte de Marcelo, mas soam tão artificiais que parecem ter sido inseridos apenas para induzir um conflito no personagem. Mas fica claro que você vai puni-los, até pelo tom moralista que você constrói quando Marcelo visita o Centro de Desaparecidos. Uma coisa que não entendi: porque os sonhos começaram depois da morte da avó? Fiquei esperando uma explicação fantasiosa, fantástica de verdade, mas essa questão ficou esquecida. Talvez tenha sido proposital, claro, porém, fiquei um pouco frustrado.
    Sendo bem sincero, a história ficaria perfeita se você seguisse um rumo mais simples, Jaci. Depois dos sonhos e da menção da avó, Marcelo poderia descobrir o segredo de outra forma, e poderia ser algo mais intimo, que ligasse a avó ao passado do protagonista. E assim, num impulso incontrolável, ele poderia retornar para seu verdadeiro lar, abandonando tudo. Seria mais real, mais humano. Marcelo poderia perdoar os pais, mas não querer mais viver com eles. A namorada poderia não gostar da ideia. Poderiam ter conflitos reais, sabe?
    Você tem muito potencial, basta ter calma e focar nisso. Tenho certeza que vai escrever coisas maravilhosas, se já não escreveu e foi um conto ruim (todos escrevemos contos ruins, hahaha).
    Muita felicidade para você!

  10. angst447
    10 de junho de 2020

    RESUMO:
    Marcelo é um homem de trinta anos, noivo de Marília e profissional bem-sucedido. Tem sonhos recorrentes com a selva amazônica e decide descobrir o porquê disso. Fica sabendo que é filho adotado de forma ilegal, tendo sido raptado dos seus pais biológicos ainda bebê. Decide partir para o Amazonas, atrás de suas raízes. Denuncia o crime de seus pais, casa-se e fixa moradia em Manaus, fundando uma ONG voltada a encontrar crianças desaparecidas.
    AVALIAÇÃO:
    * T – Título: Bonito, mas pouco original.
    * A – Adequação ao Tema: O conto aborda o tema proposto pelo desafio.
    * F – Falhas de revisão: algumas, mas isso é o que menos importa na minha avaliação.
    eles tem muito > eles tÊm muito
    Fazer o que? >Fazer o quÊ?
    Devia isso a todos as crianças > Devia isso a TODAS as crianças
    Haveriam quantos como ele? > Haveria quantos como ele?
    * O – Observações:
    O conto é escrito de forma linear, partindo de um dilema/conflito representado pelos sonhos recorrentes de Marcelo com a floresta amazônica. O primeiro parágrafo, o do sonho, considero quase perfeito. Gostei muito da descrição do ambiente com toda a sua caracterização.
    * G – Gerador (ou não) de impacto – Não chegou a causar impacto, pois o título e o sonho logo no início levam o leitor a imaginar que Marcelo fosse nativo da Amazônia.
    * O – Outros Pontos a Considerar:
    Talvez pela falta de espaço, o autor tenha sentido necessidade de apressar a passagem da revelação dos pais. Infelizmente, isso tornou o diálogo pouco crível, sem a emoção que seria esperada em uma situação dessas. Também achei que tudo se encaminhou fácil demais a partir daí. Todos aceitam bem as decisões de Marcelo, sem contestar nada. Isso poderia acontecer, mas é mais difícil. Enfim, a ideia foi boa e talvez precisasse de mais espaço para o seu desenrolar.
    Parabéns pela sua participação!

  11. Gabriela
    9 de junho de 2020

    Marcelo é um jovem que tem sonhos constantes com a Amazônia.
    Intrigado com isso um dia questiona seus pais, com quem mora, se ele tem alguma relação com o local e conta sobre seus sonhos.
    Eles demonstram surpresa e preocupação com a pergunta. Ele conta que sua avó costumava contar uma lenda da região e que isso poderia ser a razão dos sonhos. Seus pais então contam que ele é filho adotivo e que foi raptado e entregue a eles.
    Ele se revolta e o conto segue com sua busca por sua família biológica, a denúncia do ato de seus pais, seu casamento, mudança para Manaus e criação de uma ONG de busca de crianças desaparecidas.
    Sem me ater à aspectos técnicos, achei que apesar de ser algo passível de acontecer, faltou emoção no momento que seus pais contam o segredo de sua adoção e na decisão da denúncia do crime.
    Ao ler, fiquei pensando: isso não aconteceria dessa forma…
    Mas é um conto…
    Boa sorte!

  12. Emanuel Maurin
    9 de junho de 2020

    Olá Jaci, tudo de bom.
    Resumo:
    O conto narra a vida de um microempreendedor de mais ou menos 30 anos, que morava sozinho e, tinha intenção de casar e sonha toda noite com a floresta amazônica. Ele sempre lembrava de sua avó contando histórias sobre a floresta.
    De tanto sonhar com a floresta, Marcelo, resolveu conversar sobre seus sonhos com seus pais, e nesse momento descobriu que ele não era filho legitimo, e que fora sequestrado ainda bem criança no Amazonas e entregue de forma ilegal a seus pais.
    Marcelo abominou a atitude dos pais e resolveu ir embora dali sem se despedir para logo mais desembarcar em Manaus. Lá, com ajuda de um guia turístico foi até o coração da floresta. Lá lembrou do que a avó lhe contara sobre a lenda de Jaci, maravilhou-se com a selva e voltou a São Paulo para acertar as contas com os pais que foram denunciados. Por fim, voltou ao Amazonas, montou uma empresa e se casou, nesse meio tempo os seus pais entraram em liberdade condicional, o ajudavam a tentar desbaratar a quadrilha que o sequestrou. Montou uma ONG e vive ajudando as pessoas que enfrentam o mesmo problema que ele.
    A narrativa flui bem, a apresentação do personagem está bem construída.
    Acho que foi muito afoita a forma que os pais contaram ao filho sobre o sequestro e não senti emoção. No mais, está bem escrito e a história é boa.
    Boa sorte

  13. antoniosbatista
    9 de junho de 2020

    Resumo= Marcelo sonha com a floresta amazônica e não sabe a causa, pois nunca lá esteve. Um dia ele descobre que foi adotado, que é um menino raptado de uma aldeia indígena. Ao saber disso, ele decide ir em busca de sua origem. Mas é muito difícil, pois se passaram muitos anos. Ele acaba indo morar na Amazônia, onde cria uma ONG dedicada a procurar crianças desaparecidas.
    Comentário= A narrativa é bem simples e dinâmica. Sem muitos floreios com informações apenas o necessário. Tem uma boa ambientação e diálogos. O argumento está dentro do tema, não tem nada de impressionante, mas é uma história que se identifica com a realidade e isso é importante. Além disso, tem uma lenda muito bonita. Boa sorte, Jaci.

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Publicado às 7 de junho de 2020 por em Amazônia, Amazônia - Grupo 1 e marcado .