EntreContos

Detox Literário.

Aquela Dor Agridoce, Aquele Vazio Conveniente – Conto (Fabio D’Oliveira)

Daniel não gostava daquela combinação de cores. Roxo e amarelo. Chamativo demais. Mas mantinha a parede da sala daquela forma. Não tinha dinheiro para contratar um pintor.

— Está me escutando, Dani? — questionou Bernadete, sua mãe, no telefone.

— Sim, sim, claro que estou — mentiu.

Quando ela retornou à ladainha de sempre, distraiu-se com outra coisa: a manchete principal do Jornal do Almoço. Pelo visto, uma cachoeira de Caxambu, interior de Minas Gerais, tinha se invertido subitamente. E com as águas correndo para cima, tão velozes e violentas, três banhistas se feriram quando foram jogados ao alto. 

— Dani!

— Oi, estou aqui.

— Você não muda, nunca presta atenção em mim e…

Desligou. 

Deixou o celular de lado, afundou-se ainda mais no sofá e respirou fundo. Estava cansado. Tentou trabalhar a noite inteira em seu novo projeto e não estava disposto a absorver as reclamações infindáveis da mãe. Depois encarava sua fúria. Era pisciana, então, como sempre, iria perdoá-lo com facilidade.

Fitando o teto, meio perdido, tinha a sensação que estava esquecendo algo.

Aos poucos, um apito estridente preencheu a casa. Levantou-se num salto e correu até a chaleira, pegando-a com o único pano de prato que tinha — todo encardido. Ali estava uma coisa que amava: o vapor quente que se misturava ao odor do café. Aquela quentura, aquele cheiro… Que combinação maravilhosa! Não gostava de muitas coisas, então procurava apreciar de verdade tudo aquilo que despertava alguma fagulha de paixão, por pequena que fosse. Sentia um intenso vazio há muito tempo. E sabia o motivo. Decidiu não esquecê-lo.

Daniel amou três mulheres na vida, mas beijou apenas uma. Não dá para beijar a mãe, claro, muito menos uma menina que não te conhece. Sim, amor de mãe, e sim, amor platônico. Mas a terceira foi bem diferente. Por muito tempo, acreditou que era amor verdadeiro, daquele tipo que é retratado em filmes e livros. Estava errado. Num dia quente, mas nublado, ela pegou suas coisas, incluindo seu guarda-chuva rosado, e simplesmente foi embora, caminhando em pleno ar. Foi tão alto, mas tão alto, que não demorou para sumir completamente por entre as nuvens alaranjadas pelo crepúsculo. Partiu em busca de outros ares, talvez. 

Aquela frustração causou-lhe tanta dor, tanto sofrimento, que, num impulso, decidiu apagá-la de sua vida. Foi até o Centro de Remoção de Memórias mais próximo, porém, quando concluiu o processo, não conseguiu se desfazer das lembranças.

Caminhou até o quarto e, munido de café e tédio, tentou se focar no livro que deveria escrever. O prazo era longo, mas o editor era impaciente e pavio-curto. Tinha que entregar algo sólido de tempos em tempos. Escreveu uma página inteira num rompante, mas ficou horrível. Bebericou o café. Recomeçou o trabalho, apagou e escreveu novamente. 

Estava preso num abismo criativo há algum tempo.

Agoniado, desviou a atenção para o celular. Entre futilidades, olhou, de relance, para o armário. Sentiu um frio na barriga. Leu um artigo sobre como os fracassos fortalecem e moldam o caráter das pessoas. Tolice pura. Criticou alguém na rede social, mesmo sendo desnecessário. E, mais uma vez, pegou-se olhando para o closet.

— Foda-se…

Sem pensar muito, abriu a porta do armário com força, tateando a parte superior. Encontrou a caixinha. Pegou-a com cuidado e sentou-se no chão. Encarou-a por longos segundos enquanto retirava a poeira acumulada. Talhado, profunda e grosseiramente, na madeira de cedro, o nome dela ainda o incomodava: Malu.

Sua caixa de Pandora.

Eram inúmeros frasquinhos, amontoados numa desordem comum para ele e identificados com etiquetas que datavam as memórias. O técnico responsável pela remoção avisou: se beber o líquido dos frascos, a memória retornará ao lugar que pertence, mas se apenas cheirá-la, terá um breve vislumbre dela. Precisava ser cuidadoso, pois, com o tempo, a lembrança iria evaporar por completo, sendo perdida para sempre.

Hesitante, fechou os olhos e escolheu, intuitivamente, um dos recipientes. Sentiu a fragilidade do vidro. Inalou o perfume.

“Era verão. Ele estava na praia com ela. Mesmo com o rosto levemente nebuloso, seus cabelos se destacavam, balançando no ritmo da brisa. Belos cachos negros. Foi uma boa manhã. Brincaram na água por horas, tal como crianças.”

Sedento, Daniel pegou outro frasco.

“Anoitecia e estava bem frio. Abraçados sob o edredom, ela o encarava sem piscar. Era uma disputa. Deixou-a ganhar, mas Malu não percebeu. Enquanto ria orgulhosa, Daniel continuou fitando aqueles olhos de esmeralda.”

Sentia o coração bater forte. Não podia parar!

“Malu estava sentada perto da janela. Observava a vizinhança, quieta e com um olhar distante. Mesmo quando Daniel a questionou, ela decidiu não responder. Aquele silêncio era horrível. Não brigaram, apesar de dormirem em cômodos diferentes naquela noite.”

Aquilo doeu. E muito…

“Estava num restaurante de alto padrão. Malu, do outro lado da mesa, parecia feliz. Conversavam sobre o futuro. Planos e mais planos. Aparentemente, concordava e gostava das ideias dele. Num momento, ela se inclinou, com um fino sorriso no rosto, e beijou-o. Seus lábios eram sempre rosados, com ou sem maquiagem.”

Talvez devesse parar. Tinha um impulso, quase incontrolável, de consumir todas as memórias de uma vez.

“Quanto mais insistia, mais Malu se fechava. Qual era o problema dela? Por que estava tão distante? Naquele dia, em especial, sequer trocaram uma palavra. Estava deitado na cama quando ela atravessou o quarto e deitou-se ao seu lado. Tão perto, mas tão longe…”

Era a última, prometeu para si mesmo.

“Estava atrasado para a faculdade. Esbarrou em alguém quando foi conferir as mensagens do celular. Livros e cadernos caíram para todos os lados. Contrariado, abaixou-se para pegá-los. Mas, quando olhou para a dona dos objetos, a irritação sumiu na hora. Conversaram um pouco e, antes de ir embora, perguntou seu nome. Era Malu e cursava arquitetura. Quando olhou para trás, viu que ela também espiava.”

Tremendo, quase pegando mais um frasco, Daniel fechou a caixinha e guardou-a no fundo do closet. Precisava sair. Não trocou de roupa, saiu como estava: de pijama, cabelo desgrenhado e transtornado. Perto de casa, num parque bem arborizado, sentou-se num banco com três pernas e acendeu o cigarro.

Por que insistia naquilo? Malu tinha ido embora há mais de dois anos. Decidiu abandoná-lo. Talvez até passou por um processo de remoção de memórias. Algum dia, provavelmente, cruzariam na rua. Reconheceriam-se? Não. Manteve apenas referências dela, para não esquecer que já amou uma mulher e, por algum tempo, foi amado de volta. Retirou o suficiente para não sofrer.

Sentiu uma intensa tontura e vomitou pertinho dos pés de uma senhora que passeava com seu poodle. Era uma espécie de gosma senciente, que rosnou para o cachorrinho e sumiu numa fresta da mureta do jardim principal. 

“Memórias malditas…”, pensou.

Daniel voltou para casa quase correndo. Já não era popular, mas agora, com aquele vexame, sentia que seria o assunto da tarde daquele aglomerado de abutres decrépitos e futriqueiros.

Dessa vez, ao invés do café, sorveu uma boa dose de cachaça. De volta ao quarto, escreveu sem parar por horas. Sentia-se estranhamente eufórico. Não demorou, porém, para o costumeiro desânimo retornar. Num suspiro penoso, caminhou até a janela e fumou mais um pouco, agora com longas e pausadas baforadas. Estava anoitecendo. Não dormia há dois dias e não estava com sono.

Daniel não sabia, sincera e profundamente, o que era melhor: aquela dor agridoce ou aquele vazio conveniente.

9 comentários em “Aquela Dor Agridoce, Aquele Vazio Conveniente – Conto (Fabio D’Oliveira)

  1. Anderson Do Prado Silva
    3 de maio de 2020

    Olá, Fábio! Feliz aniversário! O melhor presente que posso oferecer a um escritor é a leitura de seu texto!
    Você escreve muito bem! Então, é sempre um prazer lê-lo! (Li também, dia desses, o seu “Viridis”!)
    Minha temática favorita são as questões sociais. Mas, como disse, você escreve muito bem, por isso faço-lhe concessões.
    Não tenho dom para a crítica, então vou me limitar às seguintes observações, dúvidas e sugestões:

    “Decidiu não esquecê-lo”. Acho que o “não” obriga o uso do “o”. Assim: “Decidiu não O esquecer”.

    “Reconheceriam-se”. Cara, aqui a coisa fica difícil. Você entende de gramática? Eu não. Mas fico na dúvida se o correto não seria “Reconhecer-se-iam?”

    “Quando ela retornou à ladainha de sempre, distraiu-se”: quem “distraiu-se”? Pelo que segue, eu sei quem “distraiu-se”, mas a pergunta é: você intencionalmente deixou para que o leitor, pelo seguir da leitura, identificasse quem “distraiu-se” ou foi “sem querer”? Se foi intencional, deixe como está. Se não foi intencional, explicite quem “distraiu-se”: ele se distraiu, ele distraiu-se, Daniel se distraiu, Daniel distraiu-se.
    Essa supressão ou identificação do sujeito pelo contexto, torna a ocorrer em “Desligou”. Quem desligou. Você exige esforço do seu leitor. Se for intencional, ótimo. Se não for intencional, você não prefere facilitar a vida do seu leitor? A opção é sua. Saramago não facilitava nada para ninguém, e era um gênio. (Perdão pelo exagero da comparação.)
    “Ele estava na praia com ela. Mesmo com o rosto levemente nebuloso, SEUS cabelos se destacavam”. Novamente, entendo os “seus” pelo contexto. Mas não seria melhor, por exemplo, “os cabelos DELA”?

    “tinha se invertido”. Se foi intencional, deixei como está. Se não foi intencional, não prefere “invertera-se”?

    “sensação que”. Se foi intencional, está certo. Mas se não foi intencional, não prefere “sensação DE que”?

    “Aquela quentura, aquele cheiro…” EU não gosto do uso de reticências. Fica-me parecendo que faltou cacique ao escritor, faltando-lhe o “quê” ou o “como” dizer. Eu suprimiria. “Aquela quentura, aquele cheiro” me dizem tudo o que preciso saber.
    “— Foda-se…” Mesma questão. “Foda-se.” diz-me tudo. Não preciso das reticências.
    ““Memórias malditas…” Idem.

    “Ali estava uma coisa que amava: o vapor quente que se misturava ao odor do café. Aquela quentura, aquele cheiro… Que combinação maravilhosa!” Primeiro, você diz que ele “amava”, depois você usa “maravilhosa”. Pareceu-me excessivo. Sem o “maravilhosa”, a construção me pareceria melhor.

  2. Elisa Ribeiro
    27 de abril de 2020

    Olá Fábio. Gostei demais do seu texto, de verdade. Dentre os autores aqui do EC para mim você é um dos mais criativos e interessantes. Acredite, não é um elogio que faço só para te agradar.

    Embora eu não curta nada alta fantasia, daquele tipo que fala de outros mundos, elfos, duendes e fadas, nada me agrada mais em um texto do que a inserção de elementos insólitos em tramas realistas, entre aspas. E é exatamente isso que me encantou no seu texto.

    Ao conjugar as paredes roxas e amarelas da sala do personagem com a cachoeira que jorra para cima, seu texto prepara o leitor para a atmosfera que permeia o que vai ser narrado. Um Um ambiente com referências no real mas exagerado onde estão autorizados subversões da lógica.

    Logo em seguida, a referência a uma chaleira que apita me atirou no País das Maravilha de Alice. Não sei se foi a intenção, mas surtiu em mim esse resultado.
    Os três amores de Daniel, gostei da pegada. Só achei que a “menina que não te conhece” enfraqueceu um pouco o impacto. Talvez uma professora, uma artista inalcançável, sei lá, algo tão robusto como a mãe ou o primeiro amor.

    Seguindo, achei que faltou um link entre a “Centro de Remoção de Memórias” e os maravilhosos frascos que pelo cheiro evocam memórias. Que ideia mais feliz nesse seu conto deliciosamente sinestésico. A citação das lembranças me remeteu para outro de seus contos. Aquele de uma nave no desafio FC.

    Adiante, um “reconheceriam-se”. Acho que o correto seria reconhecer-se-iam, mas como ninguém merece mesóclise (se bem que combinaria com o insólito que atravessa seu texto) uma sugestão seria reescrever o período.

    Uma outra sugestão, nesse caso mais genérica e profunda, seria lapidar esse personagem. Minha impressão foi de que ele está meio aquém do seu texto, o que quer que isso queira significar.

    Gostei do título mas acho que apenas “Aquele vazio conveniente” me atrairia mais.

    É isso, meu amigo. Adoro comentar textos que me empolgam. Melhor ainda quando sem compromisso de resumos, comparações, julgamento e notas.

    Um beijo.

    • Fabio D'Oliveira
      27 de abril de 2020

      É uma pena que não flerte com o absurdo como eu, Elisa. Mas confesso algo: também não gosto muito de elfos, dragões, anões, etc. Eu procuro criar minha fantasia através de sonhos. Claro que pego referências externas, incluindo da alta fantasia, mas evito usá-los como base da receita.

      Todas suas dicas foram úteis, de verdade. E concordo com todas. O amor platônico deveria ser mais robusto. Deveria ter colocado, de alguma forma, que o Centro de Remoção entrega as memórias para o cliente nesses frascos, fazendo uma ligação mais clara entre os dois elementos. E preciso melhorar meus Português. Nossa, Elisa, ando tão enferrujado, tão fraco nessa área… Tenho que pensar sobre o personagem, pois ele é assim mesmo, apático, mas talvez reforçar como reviver a lembranças de Malu o tornam uma pessoa mais apaixonada, mais viva, algo que poderia ajudar o leitor a se afeiçoar mais com ele.

      Muitíssimo obrigado pela leitura!

  3. Shay Soares
    24 de abril de 2020

    Oi Fábio!
    Que ótima história!
    Sou super fã do fantástico e mais ainda quando o mundo fantástico é apresentado sem muitas pretensões do ponto de vista do personagem, como se o fantástico fosse rotineiro haha
    A trajetória do Danielé muito legal, esse acesso às memórias apagadas e a opção de voltar a tê-las é muito interessante, dá ao leitor a oportunidade de se perguntar “se fosse eu, será que eu conseguiria resistir?”. Ainda mais sabendo que toda vez q vc abre o frasco parte da lembrança será perdida. Mds, o que eu faria?!?! kkkk Enfim, muito legal mesmo, parabéns!
    Aqui eu tenho um ponto:
    ” Escreveu uma página inteira num rompante, mas ficou horrível. ”
    Eu entendo que foi o personagem, mas da maneira que foi escrito parece que foi o narrador que tá falando que o texto ficou horrível. Será?
    E cara, título muito bom!
    Obrigada pela leitura 🙂

    • Fabio D'Oliveira
      27 de abril de 2020

      Olha, Shay, eu amo o fantástico, ainda mais com nuances surreais! Então foi bem prazeroso escrever esse conto. E acredita que eu me perguntei exatamente isso enquanto escrevia? O que faria nessa situação? Tenso, haha. E sua sugestão foi ótima, o leitor pode entender que é o personagem, mas ficou tão informal que pode, sim, gerar confusão, sem falar que deixa o texto esteticamente mais feio, haha. Obrigado pelo apontamento, ajudou muito, pois posso usar esse filtro agora na lapidação de outros textos! É algo que não tinha refletido direito.

  4. Pedro Paulo
    24 de abril de 2020

    Achei prodigioso que o conto consiga simultaneamente nos apresentar o seu personagem, desde o primeiro parágrafo como um indivíduo alheio, desencontrado, e também nos consolidar esse mundo estranho e cheio de sutis absurdos. No texto, lemos pequenos fatos surreais aos quais não se dedica muita descrição a não ser o suficiente para que saibamos do que se trata e prestemos uma atenção curiosa àquilo. Uma cachoeira que vai para cima – apresentada logo no início da leitura, assim dando o tom do conto – uma mulher que anda sobre o ar, uma gosma senciente. Esses breves momentos de loucura são narrados com casualidade evocam humor e faz com que tudo fique um pouco imprevisível. Afinal, o que começou com certa normalidade mudou quando o personagem foi até um Centro dedicado ao manejo de memórias. Não houve explicação para a existência desses centros, seja no seu impacto na sociedade ou no seu modo de funcionar. O personagem simplesmente foi até lá e, algumas linhas abaixo, nos é informado que ele tem as memórias retiradas em pílulas e, bem assim, sabemos de um modo que pode ocorrer no Centro. Não é preciso mais e isso aponta para uma escrita ágil e impactante. O vazio do personagem o incomoda e está por detrás de todas as suas ações e inações, de modo que se simpatiza logo com ele e, enquanto ele revira as próprias memórias, sente-se a dor que, ao fim, é escrita como uma dúvida. Em termos de enredo, o conto tem a sua jornada. É cíclica. O personagem termina onde começou.

    Muito bom!

    • Fabio D'Oliveira
      27 de abril de 2020

      Poxa, Pedro, seu comentário me deixou orgulhoso, haha. Isso não é bom, preciso me manter numa estado de constante aprendizado. Mas, de certo forma, é bom saber que estou evoluindo e conseguindo melhorar. Muito obrigado pelo tempo que doou para ler meu conto, suas avaliações são sempre certeiras e sensíveis, iguais seus contos.

  5. Priscila Pereira
    23 de abril de 2020

    Cara, que show!! Sério mesmo! Eu amo essa realidade fantástica, as cores e formas, me lembrou seu micro… A parte do café ficou perfeita, e apesar de não tomar café puro, o cheiro é um dos meus preferidos. O personagem é profundo com suas fraquezas e tormentos, muito bem construído. A parte do vômito ficou ótima, malditas memórias! As lembranças serem cheiros também foi uma ótima sacada. Enfim, gostei de tudo, infelizmente não tenho o que falar que melhoraria essa maravilha! Até mais!

    • Fabio D'Oliveira
      24 de abril de 2020

      Muito obrigado, Priscila! A partir de agora meus contos sempre terão traços fantásticos, nem que seja num tom de realismo mágico como este conto. Fico feliz que tenha gostado!

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Publicado às 23 de abril de 2020 por em Contos Off-Desafio e marcado .