EntreContos

Detox Literário.

Viridis (Fábio D’Oliveira)

Abstract sea and tree on watercolor painting background

Epopeia de Viridis

Em algum lugar no mundo de Prisca, 
em águas distantes e solitárias, 
Pulchram vivia como sempre viveu: 
solitária numa ilhota. 

Ser de essência astral,
sem definição corporal,
mas com personalidade tão forte, 
que se fazia presente 
através de uma silhueta humana 
de tons fantasmagóricos.

Num dia frio, 
tão apático quanto a solidão que sentia, 
rogou ao Deus da Bondade por companhia. 

Chorou sem lágrimas. 
E seu pedido alcançou 
o coração da divindade.

Quando anoiteceu, 
e Pulchram observava as estrelas, 
surpreendeu-se com uma chuva de sementes. 

Elas caíram naquela terra morta, 
aparentemente inférteis, 
e trouxeram, em pouco tempo, 
vida para a ilhota. 

Em especial, 
uma árvore floresceu, 
bem no epicentro da bênção. 

Cresceu tanto, 
mas tanto, 
que as raízes invadiram o oceano 
e ergueram-se triunfantes.

Pulchram ficou tão feliz, 
tão realizada, 
que desmanchou-se em gratidão, 

fundindo-se às águas, 
dando-lhes uma cor bem peculiar: 
um verde tão vivo que lembrava uma esmeralda.

E assim nasceu Viridis, 
a árvore-estelar circundada pelo Mar Esmeralda, 
fruto da compaixão de um deus 
e da solidão de uma alma.

13 Anos

Era Primavera.

Vita corria pelas ruas enraizadas, desviando-se de todos, num ziguezague ágil e certeiro. Quando alcançou as escadarias da Espiral da Concha, pulando de dois em dois degraus, a menina puxou uma das alças da mochila e posicionou-a na sua frente.

Tinha pouco tempo.

— Desculpa. Desculpa… E desculpa — repetia sem parar, pois, diferente das ruas principais, a Espiral era bem mais estreita e, consequentemente, volta e meia esbarrava em alguém.

Perdia o ar sempre que chegava no Largo Alvo. Pessoas iam e vinham, num movimento constante. Vita amava aquela energia! Enquanto costurava o povo, com foco no píer principal, ela, habilmente, abria a bolsa, retirando seu caderno numa sincronia quase perfeita com o momento que sentava no banco que já era seu; mais por costume do que por direito.

E observava a Legião de Patinadores trabalhando. Vita anotava tudo: cada movimento nas águas, cada manobra de pesca, tudo, simplesmente tudo que faziam. Até seus sorrisos.

Estava decidida: seria uma Patinadora.

 

Trecho do livro

As Maravilhas de Prisca

Digo, com convicção, que uma das coisas mais belas que podemos vivenciar em Prisca é o festival principal de Viridis.

Imagine: uma cidade inteira, construída nas raízes de uma árvore-estelar, agrupando-se nos pontos mais altos, um silêncio sepulcral, até Pulchram, Guardiã do Mar Esmeralda, nascer das águas, envolta numa luz prateada, e começar o Balé da Gratidão. Agora complemente com isso: cada salto, cada giro, Pulchram cria um orbe dourado, que levita até as nuvens e, quem sabe, as terras das divindades. Presentes para o Deus da Bondade.

Essa é a Noite das Sementes.

 

18 Anos

Ainda era Primavera.

Num suspiro, Vita se inclinou e apanhou seus patins mágicos. Mas, antes que pudesse colocá-los, percebeu a aproximação do líder da Legião de Patinadores.

— Ah, o que fiz agora? — lamentou a jovem, largando os calçados e fazendo bico.

— Nada, por enquanto. Olha, arranjei uma dupla pra ti — anunciou.

— Quê? Mas não preciso de nenhum…

Não completou a frase. 

Um jovem esbelto e moreno aproximou-se e, um segundo depois, Vita percebeu que um sorriso poderia mudar tudo, incluindo seu habitual mal-humor matinal.

 

Jornal de Viridis

Tradição Quebrada na Noite das Sementes

Além da beleza e energia que o festival nos proporciona, tivemos, nesse ano, um pedido de casamento! 

Isso mesmo, população de Viridis, uma pessoa teve a coragem de quebrar a tradição do silêncio e, no momento que as orbes iluminavam o céu e Pulchram entrava no ápice do balé, Ata, que recentemente entrou para a Legião de Patinadores, declarava seu amor para Vita, que dispensa apresentação, claro.

Como muitos sabem, Ata é um jovem que veio do continente, motivado pela beleza de nossa matriarca, e, pelo visto, nossa pequena encrenqueira o enfeitiçou!

Parabéns para os noivos! Que sua união, sob o olhar de Viridis e Pulchram, seja tão bela quanto nossos dias.

 

21 Anos

Era Verão.

Folhas de Viridis caíam no altar, algumas, inclusive, na cabeça de Ata, que parecia paralisado. Estava nervoso, claro, Vita o conhecia muito bem. Ela também estava. Pensou que seria fácil, mas sentia as pernas tremerem.

Nunca imaginou que se casaria. Quando menina, olhava para os casais, mostrava a língua e bradava para os espíritos do ar que iria viver por si e apenas por si. Como a vida é engraçada… Mesmo com todo seu discurso, estava ali, derretendo-se com o sorriso de Ata, doida para dividir a vida com ele.

Alcançou o altar, pronta para começar uma nova caminhada.

 

Bênção de Viridis

Olhe com atenção,
muita disposição,
pois as folhas repousarão,
sob aquele que merece a bênção.

 

27 Anos

Ainda era Verão.

Vita conhecia algumas facetas do amor. Tinha ternas lembranças: observando os orbes dourados nos ombros de seu pai, o cafuné inconfundível de sua mãe, o olhar cuidadoso de Ata enquanto trabalhavam. E, agora, aquela risadinha gostosa de Zen.

Não desgrudava do pequenino, desde que nasceu, queria estar ao lado dele. Assim como esposa, nunca havia se imaginado mãe, mas aconteceu. E não se arrependia. Continuaria trabalhando, claro, e apreciando a rotina que somente Viridis conseguia proporcionar em Prisca.

Tudo era tão único naquele lugar… Vita era tão grata por ter nascido em ambiente tão abençoado.

 

Relato de um Marinheiro Azul

Alguma coisa ruim está acontecendo no Mar Esmeralda. É sério! A embarcação ia passar perto, então decidimos mudar o rumo para apreciá-lo. E, ao invés de encontrarmos aquele verde belíssimo, que, inclusive, já vi algumas vezes e é realmente estonteante, deparamo-nos com uma Mancha Negra. Parecia até piche. Nosso primeiro-imediato subiu no mastro principal e, bem ao longe, viu a parte esverdeada. Agora, presta atenção nisso: essa linha negra parece estar circundando esse oceano. E de acordo com um amigo que cruzou aquele caminho há alguns anos, essa água preta era menor. Está crescendo!

 

35 Anos

Era Outono.

A quantidade de peixes havia diminuído muito, mas as atividades da Legião não terminaram, muito pelo contrário, intensificaram-se. A demanda não baixaria, então foi necessário expandir as operações e duplas foram realocadas para regiões mais distantes do Mar Esmeralda.

E, assim, Vita foi morar num barco-casa, com Ata, claro, mas precisou deixar Zen em Viridis. Ainda estudava e seu avô cuidaria bem dele. Todo dia, quando calçava os patins mágicos e deslizava pelas águas, que não eram tão verdes quanto antigamente, ela pensava em seu menino, mas a presença do marido amenizava tudo.

Quanto tempo aquilo duraria?

 

Nota da Legião de Patinadores

Com o surgimento da Mancha Negra, a vida marítima do Mar Esmeralda está mudando. Os relatos mais preocupantes que tivemos nos últimos meses foi a presença de megalopeixes em nossas águas. No quadrante norte, um barco-casa foi destruído por um cardume dessas criaturas vorazes, num ataque sem precedentes, tendo em vista que, apesar de agressivos, não costumam atacar de forma coordenada e gratuita.

Assim, anunciamos o falecimento de Ata, um dos Patinadores de maior talento que a Legião teve o orgulho de ter em suas tropas. Vita, sua dupla e companheira de vida, conseguiu escapar com poucos ferimentos. Em respeito aos familiares, não iremos divulgar mais nenhuma informação sobre o ocorrido.

Nossos sinceros sentimentos e continuaremos lutando nesses tempos de escuridão.

 

47 Anos

Ainda era Outono.

Vita caminhava, cansada e levemente curvada, por entre as folhas secas de Viridis, contrariando o passado, que, mesmo em épocas frias, mantinha as folhagens exuberantes e fartas. Desde que o Mar Esmeralda fora parcialmente dominado pela Mancha Negra, tornando as águas perigosas, a Legião fora diminuída e ela, infelizmente, dispensada. Aquele incidente destruiu seu sonho. 

Agora, trabalhava numa pequena fazenda de ostras, na parte de baixo de Viridis, longe do sol.

Vivia por Zen. Sobreviveu por ele. Então, de alguma forma, não era torturante continua vivendo. Só era difícil. Tinha seu menino, agora rapazote, mas ainda era seu bebê. E isso bastava. Isso e Viridis, claro. Pensar nela era um pouco doloroso. A matriarca estava doente. Alguns pesquisadores suspeitavam que tinha relação com a Mancha Negra, mas não sabiam o que, de fato, estava acontecendo.

Um pouco antes de chegar em casa, sentiu algumas folhas caírem sobre sua cabeça e sentiu-se quente.

 

Resquícios de uma Lágrima no Oceano

Entre o verde e o negro, 
uma figura se preparava para partir, 
mas ansiava que, 
se tal bênção fosse permitida, 
alguém assumisse seu lugar.

 

59 Anos

Era Inverno.

— Você tem certeza, mãe? — insistiu Zen.

Vita sorriu carinhosamente e abraçou seu filho.

— Sim, querido. Ficarei em Viridis.

Encarou-o por longos segundos, o suficiente para memorizar cada detalhe daquele rosto lindo.

— Teimosa, como sempre… — desistiu.

— Você me conhece!

Também abraçou seus netinhos, dando-lhes uma última lembrança calorosa. Despediu-se da nora, dos vizinhos e ficou no Largo Alvo até as embarcações sumirem no horizonte.

Repousou as dores da velhice num banquinho, que, por sinal, era bem familiar. Sentia um pouco de raiva, sabe? Todos estavam abandonando a cidade… Pouco a pouco. E, agora, até seu menino tinha ido embora. Mas entendia porque procuravam um novo horizonte.

Como podia odiá-los por procurarem uma vida melhor?

 

O Silêncio do Deus da Bondade

(…)

E ele decidiu fazer algo.

 

???

Ainda era Inverno.

Quantos anos ela tinha…? Não importava. Vita estava tão cansada, tão tranquila… Naquela noite, em específico, decidiu pernoitar por ali, na beira d’água, em seu característico banquinho. Ela tinha a ligeira impressão que era um dia especial. 

Muito especial.

Às vezes, quando olhava para aquele mar negro, sentia que poderia sumir a qualquer momento. Aquela escuridão, tão insistente, tão poderosa, era bastante sedutora. Num sorriso, lembrou da época de Patinadora, quando deslizava por aquelas águas com Ata e acenava para seu filho.

Sua vida foi tão bonita…

Suspirou. E olhou para cima. Viridis. Sem folhas, sem brilho, sem vida. Sabia, desde que era criança, que viveria ao seu lado. 

Foi bom, mesmo com as dores que uma existência te obriga a sentir.

— Você realmente ama a matriarca, não é?

Meneou a cabeça. Anos em silêncio, em pura solidão, e mesmo assim não se assustou. E, como um sussurro, escutou mais uma vez aquela voz.

— Você quer que ela viva novamente?

Também não precisou responder. Uma figura humanóide e brilhante emergiu das águas negras. Ágil, lembrando uma bailarina, saltou até o píer, avançou velozmente até Vita, parando na sua frente e estendendo a mão. Sem hesitar, a senhora aceitou aquele convite.

Sentiu um intenso vigor, há muito não sentido, envolver seu corpo. Levantou-se do banquinho num salto, ainda velha, mas com aquela energia que tinha na juventude. Correu para o mar, acompanhando a entidade, que ria, ria e ria.

E elas dançaram. 

Cada movimento lançava um sopro luminoso no ar, que penetrava nas águas, renovando-as. E Vita rejuvenescia, aos poucos, transformando-se naquela bela jovem que, um dia, deslizou por aquele mar esverdeado com orgulho.

No ápice daquele show com uma única testemunha, um jovem aventureiro que viajava em busca de autoconhecimento, uma chuva dourada banhou Viridis, semeando-a em inúmeros pontos. Vita, naquele momento, percebeu que vivenciava uma nova Noite das Sementes. E então olhou para Pulchram, pois a reconheceu naquele momento, e sentiu um intenso amor.

Derreteu-se em gratidão, dando vida para o Mar Esmeralda como sua nova Guardiã.

 

Trecho do Livro

Ciclo da Vida

Conforme envelhecemos, contemplamos a morte. Ficamos com medo. Mas não precisamos. Todo fim simboliza, afinal, o começo de algo novo.

Olhem para o mundo. Olhem para a natureza. Tudo se transforma. Usarei como exemplo Flavo e o Mar Esmeralda. Muito tempo atrás, quando os deuses eram mais presentes, no lugar da árvore-estelar amarela, existia Viridis, que era da mesma espécie, porém, um pouco mais comum. Após séculos de existência, ela morreu, deixando a famosa cidade em ruínas, mas a bênção do Deus da Bondade perdurou. E a região renasceu com uma nova Chuva de Sementes.

A existência é assim mesmo. Como uma onda, que vem e vai em segundos. Mas nunca finda.

47 comentários em “Viridis (Fábio D’Oliveira)

  1. Cirineu
    16 de abril de 2020

    Fabio, como prometido, li seu conto. Tentarei ser sucinto. Fantasia é um subgênero que realmente não me atrai e assim não creio que lhe serei muito útil. O ponto que me chamou a atenção, você dissolveu toda uma vida dentro dos limites impostos pelo regulamento e, se isso não fosse difícil o bastante, ainda segmentou a narrativa demarcando-a com subtítulos. Resultado, seu conto se fez pouco denso e até, perdoe, um tanto insípido. Demorou-se demais em apresentar um conflito e uma vez feito, deu a ele pouca ênfase (afinal, difícil fazer diferente, pois vidas, via de regra, são repletas de conflitos, representativos apenas até serem substituídos por outro). Se há criatividade no enredo, não a percebi no estilo, aliás até batido. Abraço.

  2. Fabio D'Oliveira
    15 de abril de 2020

    Que bom que a leitura te confortou, Felipe. O seu conto me deixou animado, até escrevi um pouco depois dele, estou com uma história no forno por sua causa, haha.

  3. M. A. Thompson
    11 de abril de 2020

    Olá autor(a)!

    Antes de expor minha opinião acerca da sua obra gostaria de esclarecer qual critério utilizo, que vale para todos.

    Os contos começam com 5 (nota máxima) e de acordo com os critérios abaixo vão perdendo 1 ponto:

    1) Implicarei com a gramática se houver erros gritantes, não vou implicar com vírgulas ou mínimos erros de digitação.

    2) Após uma primeira leitura procuro ver se o conto faz sentido. Se for exageradamente onírico ou surrealista, sem pé nem cabeça, lamento, mas este ponto você não vai levar.

    3) Em seguida me pergunto se o conto foi capaz de despertar alguma emoção, qualquer que seja ela. Mesmo os “reprovados” no critério anterior podem faturar 1 ponto aqui, por ter causado alguma emoção.

    4) Na sequência analisarei o conjunto da obra nos quesitos criatividade, fluidez narrativa, pontos positivos e negativos, etc.

    5) Finalmente o ponto da excepcionalidade, que só darei para aqueles que realmente me surpreenderem. Aqui, haverá fração.

    Dito isso vamos ao comentário:

    TÍTULO/AUTOR: 13. Viridis (Anteros)

    RESUMO: Mais um conto na forma de diário em que o personagem narra sua trajetória através do tempo e dos fatos.

    CONSIDERAÇÕES: A impressão que fiquei é que se trata de uma apologia a reencarnação, mas o formato narrativo, entremeando poemas, notícias e relatos acabou por me confundir um pouco.
    Não sei se estou a altura de compreender a mensagem do seu conto, que não me parece ser sobre o amor, mas sobre perda e reencontro, sobre o fim da vida e um reencontro na pós. Foi mais ou menos isso que entendi.

    NOTA: 3.5

    Independentemente da avaliação aproveito para parabenizar-lhe pela obra e desejo sucesso na classificação.

    Boa Sorte!

    • Fabio D'Oliveira
      14 de abril de 2020

      Olá, Thompson!

      É sobre o ciclo da vida! Sobre como tudo tem início, meio e fim. Mas que, afinal, a morte não representa o fim definitivo de tudo, mas sim o início de um novo ciclo. Também fala como a vida, em geral, é envelhecer pouco a pouco.

  4. Gustavo Araujo (@Gus_Writer)
    11 de abril de 2020

    Resumo: No mundo de Prisca, Pulchram se une ao mar e o transforma em esmeralda. Vita, uma habitante, torna-se patinadora desse mar. Lá conhece um rapaz chamadao Ata. Casa-se com ele e tem um filho. Enquanto uma mancha negra ameaça o mar esmeralda, Ata morre numa tragédia. Vita leva a vida adiante, cuidando de seu filho que, um dia, resolve partir. Ela permanece ali, com suas raízes. No ocaso de sua existência, à beira do mar, encontra o próprio Pulchram e se torna ela mesma uma guardiã.

    Impressões: um conto que cria uma mitologia própria, bastante interessante e que nesse contexto fala da vida de Vita, desde seu nascimento até sua morte, representada pelas estações do ano — da primavera até o inverno. O linguajar utilizado colabora para construir a atmosfera de fantasia que permeia o conto. O uso de capítulos, inclusive de versos, demonstra certa ousadia do autor, tornnando a leitura prazerosa e, mais importante, permitindo a sensação de que o espaço de 2000 palavras foi suficiente para descrever uma vida completa. Não é exatamente o tipo de literatura que me atrai, mas devo reconhecer a criatividade e o bom uso de metáforas. Isso sem falar no recado subliminar, de que tudo, mesmo num mundo fantástico, passa muito rápido. E que também lá os velhos estão fadados à solidão. Bacana que, pelo menos aqui, Vita conseguiu uma espécie de redenção, tornando-se ela mesma uma guardiã do mar esmeralda. Uma saída que faz muito sentido em Pulchram, mas que, receio, não encontra paralelo no nosso mundo, infelizmente.

    Nota: 4,0

    • Fabio D'Oliveira
      14 de abril de 2020

      Olá, Gustavo!

      Realmente, fica cada vez mais claro que o tipo de literatura que escolhi escrever, que aprendi a amar, não é nada popular no Brasil, haha. Mas não teria nada pra adicionar no estilo? Técnica, gramática, afins?

  5. Valéria Vianna
    10 de abril de 2020

    Nascimento, vida e ‘morte’ de Vita, uma patinadora de uma cidade encantada, tendo como centro Viridis, circundada por um mar antes esmeralda, que vai ficando negro e fazendo com que os moradores abandonem o local. Menos Vita, já mais velha, já viúva e, mesmo vendo filho e netos irem embora, permanece fiel à árvore. E, numa noite de bênçãos, dança um balé com o ser responsável pelo surgimento da árvore. O começo depois do fim.

    Nota 5,0

    Belíssimo e sensível conto. A opção pelo formato de epopéia (eu disse formato) para uma ‘lenda’ que fala de uma personagem apegada ao seu mundo encantado foi um casamento perfeito. A heroína em que a jornada a ser trilhada é em sua própria aldeia, em seus próprios desejos. A passagem do tempo em blocos funcionou muito bem. A solução final, excelente.

    • Fabio D'Oliveira
      14 de abril de 2020

      Olá, Valéria!

      Que bom que gostou, haha, mesmo não curtindo minha provocação no grupo!

  6. Daniel Reis
    10 de abril de 2020

    13. Viridis (Anteros)
    Tema: o declínio de uma civilização a partir do indivíduo.
    Resumo: Construído em torno de uma lenda criada pelo autor, quanto à árvore Viridis, a história de Vita, seu casamento com Ata, seu filho Zen, o trabalho como Patinadora (?!) no mar Esmeralda, a escuridão nas águas, o declínio e a ida do filho e netos embora, até que ela, já idosa, passa por um novo ciclo de semeadura/renascimento.
    Técnica: a escrita é bem romanesca, com uma notável construção de um universo mítico. Porém, no formato de conto, algumas partes parecem ter sido muito aceleradas, coisa que num romance não seria tão provável.
    Emoção: Neutra. Entendi a metáfora, mas não me entusiasmei por ela. Eu terminaria a história antes do Trecho do Livro Ciclo da Vida. Ficou uma explicação excessiva, a meu ver.

    • Fabio D'Oliveira
      14 de abril de 2020

      Olá, Daniel.

      Acho que meus contos nunca irão te agradar, haha.

  7. Luciana Merley
    9 de abril de 2020

    Olá, autor.
    Uma fantasia bastante elaborada misturando trechos poéticos com uma narrativa ficcional onírica. Vita cresce num ambiente mágico e escreve sua própria epopéia dentro desse ambiente. Desculpe se não compreendi completamente a história.

    AVALIAÇÃO: Utilizo os seguintes critérios: Técnica + CRI (Coesão, Ritmo e Impacto) sendo que, desses, o impacto é subjetivo e é geralmente o que definirá se o conto me conquistou ou não.

    Técnica – Confesso que não sou a melhor pessoa a avaliar esse tipo de texto. Não tenho afinidade com o estilo das grandes epopéias, mas percebo uma escrita muito rica e consciente. O autor sabe bem o que faz e usa os elementos com aparente propriedade. Domina vários estilos literários e ousa bastante na mistura desses estilos. Talvez não seja a técnica mais apropriada para um conto curto, já que nesse estilo, o ritmo é muito importante e a forma de escrita em si não deveria chamar
    mais a atenção do que a história.

    CRI – A história me parece coesa pelo que consegui captar. O ritmo é prejudicado pelas idas e vindas e pela necessidade de reler inúmeras vezes para tentar alcançar uma melhor compreensão. O impacto, e aqui sinto-me mais à vontade, é a minha livre expressão do “achar” que está ligado ao meu conforto com o texto. E, ainda reconhecendo que trata-se de uma ótima escrita, não me senti muito atraída no fim das contas, exatamente pelo desconforto de ter que ler umas 5 vezes e ainda assim não saber o que pensar. Limitação minha, talvez.

    Parabéns pela ousadia e boa sorte.

    • Fabio D'Oliveira
      14 de abril de 2020

      Então, Luciana, ainda não sei bem o que faço, mas é um bom sinal que você achou que teria esse domínio, hahaha. A parte da história, infelizmente, sabia que seria prejudicada pelo limite de palavras, mas foi a melhor coisa que saiu dessa vez.

      • Luciana Merley
        14 de abril de 2020

        Estou certa de que é limitação minha, pois sua escrita é riquíssima. Parabéns e obrigada pela gentileza ao comentar Casa de Contrição.

      • Fabio D'Oliveira
        15 de abril de 2020

        Você está sendo generosa, haha.

  8. Fernanda Caleffi Barbetta
    9 de abril de 2020

    Resumo
    Vita habita Prisca, um lugar que guarda a lenda de Pulchram que um dia uniu-se ao mar e o tornou cor esmeralda. Desde pequena, Vita sonhava em ser patinadora e conseguiu o feito. Casa-se com outro patinador e tem um filho. O marido morre e o filho, assim como os netos deixam Prisca que já não possui mais o mar esmeralda, mas uma água negra. Na velhice, Vita vê Pulchram e dança com ela obre as águas, renovando as águas e ela mesma, que passa a ser a guardiã das águas.

    Comentário
    Que belo texto. Muito bem escrito, sem erros gramaticais que precisem ser citados. Gostei bastante da história como um todo e do final, com uma mensagem bastante bonita. Gostei da forma como escolheu para contar a sua história, intercalando o passar do tempo na vida de Vita com outras informações e mensagens, deixando o texto mais leve.
    Só gostaria que tivesse deixado um pouco mais claras as informações sobre o livro, quem estava escrevendo, quando.

    • Fabio D'Oliveira
      14 de abril de 2020

      Você está sendo generosa, Fernanda. O conto poderia ser muito melhor e hoje vejo isso, relendo-o.

  9. Amanda Gomez
    9 de abril de 2020

    Olá,

    Resumo 📝 O retrato de uma civilização que nasceu de uma mistura de compaixão e solidão. Nessa cidade vive Vita, uma patinadora. Acompanhamos sua trajetória até o fim da vida, quando salva a cidade transformando-se na nova guardiã.

    Gostei 😁👍 Não é um texto fácil, você realmente tem que abrir a mente e se deixar levar, na primeira leitura fracassei miseravelmente, mas agora acho que consegui um pequeno vislumbre. Gostei da epopeia, o nascimento da cidade e aos poucos as informações sobre ela, sobre os personagens, a trajetória de vita foi contada com delicadeza, eu gostei disso. Você soube colocar em tão limitadas palavras uma criação redonda. Não deixou lacunas, é tipo uma fábula. O final é o começo.

    Não gostei🙄👎 Tenho dúvidas quanto às informações a parte, os jornais, os relatos, não sei… é muito mundano, e não consegui imaginar essa cidade como algo comum. É fantasia, não conseguir equiparar essas realidades. Não consegui também visualizar a ambientação tanto quanto gostaria. Vou por a culpa em você, pq geralmente sou bem imaginativa nessas descrições rs.

    Destaque📌 “E assim nasceu Viridis,
    a árvore-estelar circundada pelo Mar Esmeralda,
    fruto da compaixão de um deus
    e da solidão de uma alma.E assim nasceu Viridis,
    a árvore-estelar circundada pelo Mar Esmeralda,
    fruto da compaixão de um deus
    e da solidão de uma alma.”

    Conclusão =😯 Um texto bem trabalhado, ousado, com um personagem bem desenvolvido. Um final que complemente o começo. Bonitos igualmente.

    • Fabio D'Oliveira
      14 de abril de 2020

      Bem, Amanda, se você parar e refletir sobre algumas coisas, até os elfos devem cagar, né? Acho que até a fantasia teria seu lado mundano, haha.

  10. Marco Aurélio Saraiva
    8 de abril de 2020

    Vita nasceu em uma cidade nas raízes de Viridis, uma árvore gigantesca que, de tão enorme, suas raízes surgiram além das águas do Mar Esmeralda. Sonhadora, ela se dedicou até entrar para a Legião dos patinadores, onde conheceu seu futuro marido. Cresceu, tece filhos, viu o marido falecer e passou por todas as estações da vida. Até o fim da velhice, onde deu continuidade ao ciclo da vida.

    Uau. Que conto! Imaginação nas alturas, escrita impecável, descrições assombrosamente belas. Um conto cheio de inocência, leve, mas mesmo assim profundo e com muito, muito sentimento. Toda a vida de Vita – incluindo as estações do ano – são uma alegoria às fases das nossas próprias vidas (o nome da personagem foi muito apropriado). Acompanhamos sua vida desde a primavera até o inverno – a velhice – onde tudo é nostalgia e estamos agarrados demais às nossas raízes (as raízes de Viridis!) para mudar.

    Se eu fosse dar algum ponto negativo, este seria o último parágrafo. A dança de Vita no mar esmeralda é tão bela que deveria ser o final, e seu conto é tão auto-explicativo que não precisava de um parágrafo tentando explicá-lo.

    Mas, de qualquer forma, muitíssmo interessante, uma escrita primorosa e um conto arrasador. Parabéns!!!

    • Fabio D'Oliveira
      14 de abril de 2020

      Sabe, Marco, trabalhamos dentro de um nicho parecido, mais próximo da literatura fantástica. Costumo gostar bastante dos seus contos e ultimamente também ando te agradando, haha. Isso me faz pensar: estamos fodidos nesse mundo onde a atenção da literatura está voltada para o cotidiano, para o real, etc. Aqui no Brasil, claro. Seu comentário me deixou sem graça, admito, haha, apesar de não achar que mandei tão bem assim.

      • Marco Aurélio Saraiva
        15 de abril de 2020

        Mandou bem pra cacete! hahahahahaha

        Sim… estamos na mesma, Fábio. Autores de fantasia em um EC que está tomado por gêneros e gostos completamente diferentes. Mas vá lá, talvez seja bom para nos manter sempre em cheque, rsss!

      • Fabio D'Oliveira
        15 de abril de 2020

        Vamos tacar o pau neles, Marco. Vão aprender na marra a apreciar contos de fantasia, hahaha.

  11. Regina Ruth Rincon Caires
    8 de abril de 2020

    Viridis (Anteros)

    Resumo:

    É a história de Pulchram, Guardiã do Mar Esmeralda; de Viridis,
    a árvore-estelar circundada pelo Mar Esmeralda; de Vita (personagem que se tornou patinadora-bailarina e que deslizava sobre as águas), seu esposo Ata (também patinador), Zen (filho deles). Todos pertencem a um mundo fantasioso. Ao final, o mar é contaminado pela mancha negra, Ata morre, e Vita passa a viver próxima de Veridis, que agoniza. Ao final, há um renascimento. Tal qual a vida. O fim será um renascimento. Será?!

    Comentário:

    Acredito que aqui esteja um conto-poesia, não apenas um conto de fantasia. A linguagem é poética. E falo do texto em prosa. Ele, por si só, mostra descrições fagueiras. A escrita em versos, pelo que eu entendi, serve de ambientação, descreve o imponderável em que a história é narrada. A poesia (em verso) eleva, sublima.

    O contar segue a idade cronológica de Vita, desde a sua infância até atingir a velhice. Desta maneira, o conto cumpre rigorosamente a temática do desafio (ENVELHECER).

    O texto é bem criativo, o enredo é bem amarrado e a estrutura narrativa é interessante. Alguns deslizes de acentuação, pontuação e ortografia. Observar o uso da crase.

    Anteros, parabéns pela criatividade!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

    • Fabio D'Oliveira
      14 de abril de 2020

      Obrigado pela dica, Regina. Queria que todo erro que cometesse fosse esfregado na minha cara, haha, pra lidar com eles. Sozinho, infelizmente, tenho minhas limitações.

  12. Jorge Miranda
    7 de abril de 2020

    Um conto que fala de um mundo que é guardado por uma espécie de guardiã, neste mundo temos uma jovem que um dia se casa, tem filho e fica viúva. Ao fim de sua vida esta se transforma na nova guardiã deste mundo dando início a um novo ciclo.
    Você construiu um universo ao longo do conto caracterizando muito bem o mundo que você se propõe a retratar. Particularmente fico imaginando a dificuldade que eu teria em criar um mundo como o seu, mas vejo que você se saiu bem. Gostei do ciclo vida-morte-vida que você retrata tanto na personagem Vita (referência a vida?) quanto em Viridis. Chamo a atenção para a beleza de vários títulos que você distribuiu ao logo do conto: relato de um marinheiro azul, o silencio do Deus da Bondade e, o melhor de todos, resquícios de uma lágrima no oceano).
    Parabéns.
    Pela criação e um universo fantasioso interessante dou-lhe a nota 4,0.

    • Fabio D'Oliveira
      14 de abril de 2020

      É, gosto de títulos e subtítulos extravagantes, hahaha.

  13. Fabio
    7 de abril de 2020

    VIRIDIS (ANTEROS)

    Resumo: Viridis parece contar o ciclo de vida de Vita (a personagem) e da árvore chamada Viridis. O ciclo vivenciado pelas duas trás acontecimentos que me lembraram fertilidade.

    Comentário: O texto tem grandes riquezas no seu desenvolvimento. Gosto da ideia de textos com plantio, sementes, purificação. A narrativa manteve-se bem explorada dando um toque de suspense do que ia acontecer nas fases seguintes.

    Boa sorte no desafio.

    • Fabio D'Oliveira
      15 de abril de 2020

      Adoro a natureza, então foi uma experiência muito boa imaginar essa cidade numa árvore gigante, pena que o espaço foi tão pequeno para explorar esse mundo. Com certeza irei aproveitar o conceito de Viridis num projeto futuro, de maiores proporções, claro.

  14. Priscila Pereira
    7 de abril de 2020

    Resumo: Um ser se sente sozinho em sua ilha e pede um companheiro e recebe uma árvore mágica onde se inicia uma civilização, o tempo passa e presenciamos seu envelhecimento e o início de uma nova fase.

    Olá, Anteros!

    Eu gostei do seu texto! Cheio de poesia, mitos, seres extracorpóreos, personagens interessantes e misteriosos, tudo é muito misterioso, nada é explícito. Um conto de fadas! Não precisou explicar nada, deu pra entender tudo com leveza e beleza. A imagem mental que ficou do conto é belíssima!
    Gostei bastante! Parabéns e boa sorte!

    • Fabio D'Oliveira
      15 de abril de 2020

      Somos dois, então, Priscila. Me sinto tão atraído pelo surreal, pelo fantástico, que estou cada vez mais propenso a mergulhar nesse nicho.

  15. Cilas Medi
    6 de abril de 2020

    Olá Anteros.
    Verde. Uma metáfora sobre uma jovem rápida, sonhadora e deslumbrante. O significado é sobre o ciclo da vida, que morre e recupera as suas sementes.
    Um conto lírico, pode-se dizer, somente. Pouco há de se escrever sobre a ternura, a cor cintilante, o ar tranquilo e a continuidade da vida.
    O crescer, o gerar novas vidas e com elas acompanhar, seja pelo verão, primavera, outono e o inverno, esse sim, representando a velhice e a degradação.
    Os versos complementam com extrema simpatia e leveza o sentimento na alma.
    O linguajar é macio, tranquilo e acolhedor.
    Um passar de anos mansos e sonhador, mesmo revoltos em certos momentos.
    Uma sábia decisão para um conto, fazendo prevalecer o motivo do desafio.
    Parabéns!
    Sorte no desafio.

    • Fabio D'Oliveira
      15 de abril de 2020

      Seu comentário pareceu uma poesia, hahaha, de tão bela que soou na minha mente.

  16. Elisa Ribeiro
    3 de abril de 2020

    Entrelaçada à trajetória da personagem Vita, o mundo fantástico Prisca decai e se renova.

    Admirável seu talento em narrar essa história grandiosa em tão poucas palavras sem prejuízo, seja da descrição suficiente do mundo fantástico de Prisca, seja da construção igualmente suficiente da personagem Vita e suas peripécias vida afora.

    Embora a mensagem sob o ciclo da vida, ocasos e recomeços infindáveis, não seja lá muito inovadora ou surpreendente, a forma como você apresentou a história fez toda a diferença. Percebe-se o engenho do autor e o capricho nas escolhas narrativas. A alternância de gêneros, ora um pretenso poema épico, ora o estilo jornalístico, ora a simples narrativa ficcional fez toda a diferença, ao menos para
    mim, no interesse e no engajamento produzido pela sua história.

    A fantasia não é exatamente um gênero que eu goste, na verdade pouco leio ou assisto, mas não há como não reconhecer os méritos do seu trabalho.

    Parabéns pela participação. Desejo sorte no desafio e em tudo mais. Um abraço.

    • Fabio D'Oliveira
      15 de abril de 2020

      Agradeço seu comentário, que não tem nada de medíocre, apesar de achar que não fiz algo tão bom assim, haha. Fantasia é o gênero que amo. Então não tem como escapar: sempre escreverei algo voltado para esse nicho.

  17. Fernando Cyrino
    3 de abril de 2020

    olá, Anteros, vim aqui conhecer esse lugar mágico do mar esmeralda. Você me traz um belo relato da vida que se desenvolve num ambiente de magia. Gostei da sua narrativa. Conto-lhe que para compreendê-la melhor eu tive que lê-la por três vezes. Sim, valeu a pena. abraços, Fernando.

    • Fabio D'Oliveira
      15 de abril de 2020

      Desculpe-me pela falta de habilidade para fazer o conto compreensível na primeira leitura. E fico aliviado que ao menos gostou da leitura, haha. Agradeço imensamente seu comentário.

  18. Pedro Paulo
    1 de abril de 2020

    Com uma narrativa fantasiosa se desenha uma adorável metáfora a respeito da vida e do passar do tempo, em que a protagonista e a sua terra natal passam pelo processo de envelhecimento de modo a sugerir uma forma cíclica da vida. A escrita é muito boa ao conseguir fazer o leitor visualizar a ilha, o mar esmeralda e a árvore, como componentes de um mundo com sua mitologia própria, seus deuses e seus ritos, além de uma atividade econômica e uma sociabilidade local. A forma do conto, sobretudo, ao mesmo tempo que possibilita a linearidade cronológica, tem os excertos que vão nos informando do que ocorre deixando em paralelo também a situação degradante da ilha.

    Ou seja, além de atender à condição temática do desafio, o conto também é um sucesso enquanto peça literária, construindo com agilidade um mundo fictício. Parabéns.

    • Fabio D'Oliveira
      15 de abril de 2020

      Poxa, fico feliz que tenha achado que fui bem sucedido na construção do mundo. Isso me dá coragem para continuar escrevendo dentro desse nicho, pois ele exige essa visualização.

  19. antoniosbatista
    31 de março de 2020

    Resumo: Num mundo de Fantasia, a personagem Vita segue sua vida normal, entre deuses e mágicas. Um dia ela entra no mar e se rejuvenesce.

    Comentário: O conto é uma história com o tema Fantasia, o tema Envelhecer ficou em segundo plano. Meu conto também ficou dessa forma, Envelhecer em segundo plano. Isso é normal, acho que é válido. Achei o conto muito bom, um mundo imaginário, com deuses e personagens sobrenaturais. Mas é um argumento temerário, pois a maioria dos contos é sobre a realidade, o cotidiano das pessoas reais, contando os dramas do envelhecer. A estrutura do conto ficou muito boa, com alguns parágrafos que tentam explicar algumas coisas, inclusive com rima, uma espécie de poema. A divisão em estações do ano, tudo muito bonito e bem imaginado. Mas, porém, contudo, acho que foi um erro do autor, incluir nesse Desafio esse conto, onde os leitores irão eleger o drama cotiando da velhice. É o que eu acho. Posso estar enganado, mas com certeza vai ganhar boas notas. Se o tema fosse Fantasia, eu daria a nota máxima. Boa sorte.

    • Fabio D'Oliveira
      15 de abril de 2020

      Concordo contigo,mas até nos desafios de fantasia não fico bem colocado. Explico: o cotidiano, o drama e as altas emoções mandam na EC. Fico feliz que tenha lhe agradado, geralmente você detesta meus contos, haha.

  20. Julia Mascaro Alvim
    30 de março de 2020

    Pulchram vivia solitária numa ilhota no mundo de Prisca.Rogou a Deus por companhia. Deus mandou sementes que fertilizaram a terra. Uma árvore cresceu muito. Pulchram ficou feliz e realizada. Fundiu-se à água e nasceu Viridis, uma árvore-estelar circundada pelo Mar Esmeralda.
    Vita corria pelas ruas e observava a legião de patinadores. Ela anotava tudo e decidiu ser patinadora. Vita apanhou seus patins mágicos ao se aproximar do líder da legião e este lhe arranjou um par: Ata. Ata, durante o convívio, declara seu amor por Vita. Eles se casam. Têm o filho Zen.
    Uma mancha negra aparece no mar esmeralda. os peixes diminuem em quantidade. Vita foi morar com Ata num barco-casa para operar em favor da legião. Deixaram Zen com o avô em Viridis. Aparecem megalopeixes e um cardume voraz destrói um barco. Ata falece. Vita escapa.
    Em Viridis Vita trabalha numa fazenda de ostras. Zen cresceu. Este parte com os filhos para longe de Viridis, e Vita permanece lá. Certo dia , surge das águas um humanoide e faz Vita rejuvenescer. Acontece uma chuva dourada em Viridis, semeando-a. O mar esmeralda recupera sua vida.
    A história tem um caráter mítico. E o desenvolvimento dos personagens edifica a esperança. O mal acontece, sendo vencido pelo bem. O ciclo de vida e morte exemplifica a trajetória. nota 03.

    • Fabio D'Oliveira
      15 de abril de 2020

      Bem, você resumiu todo meu conto, haha. Mas o que você achou da narrativa? Alguma sugestão? A história lhe agradou? Poxa, Julia, você consegue fazer algo bem melhor!

  21. Angelo Rodrigues
    28 de março de 2020

    Viridis (Anteros)

    Resumo: No mundo de Prisca, sob a essência astral de Pulchram, vive a árvore-estrela Viridis. Os anos passam para Vita, que conhece Ata, o jovem que veio do continente.

    Comentários: Conto onírico, que funciona sob a ideia de um sonho-fantasia. Com poesias bem construídas, o conto segue adiante.
    A ideia do conto é bem legal, mas vi nele algo bem maior que sofreu um reducionismo para caber no espaço de duas mil palavras. Foi impressão que tive.
    O conto está permeado de personagens que confundem a fácil compreensão, locais, conceitos. O que me fez acreditar no reducionismo que manifestei.
    Tive dificuldade de entender os passos dos personagens e fui anotando cada um deles, seu papel no desenvolvimento textual.
    Acredito que o conto se deva desenvolvem em linha reta, sem acessórios extremos, que, embora bem elaborados e bem escritos, me pareceram excessivos.
    Se ganhou pela beleza das poesias, o texto em si, creio, deixou-me relativamente perdido, particularmente quando tratou de eventos que fogem à normal trama telúrica.
    Um conto bonito, mas de difícil assimilação pela profusão de eventos.
    Boa sorte no desafio.

    • Fabio D'Oliveira
      15 de abril de 2020

      Realmente, para o mundo funcionar completamente, teria que ter mais espaço. E cortei bastante coisa mesmo. Foquei-me no que importava: na degradação de Viridis e do Mar Esmeralda e nos pontos cruciais da vida de Vita.

  22. Felipe Rodrigues
    25 de março de 2020

    Vita é habitante de Viridis, que cresceu estendendo-se exuberante e criando uma terra boa rodeada Pulchram. Desenvolve-se sua vida nesse local, casa, tem filhos, até que uma mancha negra começa a destruir Viridis, mas ao final o amor de Vita pela vida é tão grande que ela acaba por restaurar a natureza com uma chuva de sementes.

    O texto edifica um universo muito rico e cheio de significados. O ciclo da personagem em paralelo ao ciclo de Viridis foi uma técnica bem utilizada para desenvolver a história. Gostei da forma como o conto foi narrado, direto, com frases que geram empatia pelo cenário e pelos personagens, além de ter visto por essas linhas imagens difusas que se misturam criando patinadores a deslizar por um mar caldaloso e esverdeado, a dança de fertilidade e (semen)tes com o forasteiro das águas, entre outras cenas que me trouxeram muito conforto. Parabéns pelo conto!

    • Fabio D'Oliveira
      15 de abril de 2020

      Mandei errado!

      Que bom que a leitura te confortou, Felipe. O seu conto me deixou animado, até escrevi um pouco depois dele, estou com uma história no forno por sua causa, haha.

      • Felipe Rodrigues
        21 de abril de 2020

        Po, que legal!

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Informação

Publicado às 22 de março de 2020 por em Envelhecer, Envelhecer - Grupo 1 e marcado .