EntreContos

Detox Literário.

Não fazer nada é bom remédio (Fátima Heluany)

Tarde da noite começava a caçada. Vasculhava memórias, gavetas, agendas. Não buscava um estranho. Nem um desaparecido. Ele estava morto. Eu vivia com um pé no passado, esquadrinhando vestígios de uma jornada que havia terminado. Esses ecos me ajudavam a passar os dias: 

O ombro batendo de propósito no meu, os olhos escuros me olhando de soslaio, de um modo que me fazia arrumar o lenço de seda nos ombros. Cabelo cor de terra, desalinhado, lábios suavemente curvados. Ele me conquistou com aquela cara de moleque. Um sorriso lindo, torto, cheio de promessas.

E se fez espaço para nós; dois espaços, um para os pés voláteis, outro para as palavras ternas. Ora, como foi impossível não amar, dizendo coisas bobas que açoitavam como plumas… Nós dois e a seriedade do divertir, compenetrados…

A rua acabou e somente uma porta se ofereceu: fiquei em um canto, fixada em posição, mãos vazias, luzes apagadas, os olhos girando (em direções opostas), soltando chispas. 

Em susto me vi livre-borboleta pregada no isopor. Não mais formava uma imagem de mim mesma, nem ângulos, moldes ou vertentes. Minha imagem quem a tinha eram os outros, mas amargurava-me a descoberta dos sorrisos fáceis. Maior surpresa ainda ao notar-me rindo também, abrindo guarda. Diante de mim, a acusação: os números pesados de minha idade. Possível transformar essa existência de ostra?

Poderia dizer que tudo havia mudado no dia da morte de André, mas tudo continuou mudando… Drástica, assustadora, incontrolavelmente.

 Era perturbador me verem tão vulnerável, a sensação de desapontar. 

— Mamãe, vamos conversar?

— Pfvr??? — vergonha.

— Passou bom tempo; merece mais…

— Ahn!!!

— Sabe que precisa dar um jeito nisso. Trouxe-lhe uma distração.

— É… que não seja comer lagartixa ou criar jacaré… — tentando fazer piadinha, as palavras soando como se eu mastigasse elástico de boca cheia. 

— Nada disso, mãe! — entregou-me uma caixinha preta. 

A princípio, fiquei perdida com as senhas. Sentia-me governada por combinações de letras e números que esquecia o tempo todo.  Depois usei o celular para pesquisar gente que não encontrava havia quase cinquenta anos. Isso me trouxe pequenos prazeres mesquinhos, como me alegrar ao ver que a garota mais bonita da escola se tornara feiosa e acinzentada ou que o campeão do basquete andava de bengala. 

Então, passei para as páginas de desconhecidos e a fantasiar sobre eles, a espiar anúncios sem intenção de comprar, clicar em fórmulas mágicas de rejuvenescimento. Repassava todos comentários de um vídeo viral ou sobre algum um crime. 

“Aqui tem internet?” — perguntava em qualquer lugar. Moderna e importante, declarava-me incapaz de passar um só dia desconectada. 

Porém, continuava sozinha na casa e não conseguia imaginar nenhuma vontade fora dos padrões que considerava normais; emoldurada pelo sistema, não era capaz de flutuar acima do racional. 

— Por que a senhora não se cadastra num site de namoro? — sugeriu a manicure. Era algo absurdo! Hã-hã, hã… por que não? 

No perfil, fui franca sobre a idade e ser autossuficiente financeiramente.  Tom direto: “Procuro um parceiro inteligente, com senso de humor, que goste de dançar e viajar. Sem joguinhos!” (Clone de André?) 

Troquei mensagens e telefonemas; cheguei a me encontrar com alguns para tomar café. No entanto, ou não faziam meu tipo ou não eram quem diziam ser. Então resolvi obedecer ao algoritmo do site:

 Nome misterioso (Combinação Perfeita), foto mostrando boa forma física, barba e cabelo grisalhos. Setenta e um anos. Gostava de Adriana Calcanhotto. Morava a três horas de distância. 

Pelo site, fiz contato com ele. Dois dias depois: “Obrigado pela mensagem. Sinto pela demora em responder, não venho aqui com frequência. Gostei do que vi sobre você. Adoraria conhecê-la.. E me deu um e-mail e um nome: Daniel. 

Quando voltei ao site, aquele perfil havia desaparecido. Então, escrevi o e-mail: “Seu perfil não está mais ativo; você o apagou? Pelo que me lembro, as informações que pôs lá me deixaram curiosa. Gostaria de saber mais sobre você“.

Recebi uma mensagem longa que esboçava uma vida em movimento, piadas sedutoras e uma descrição imaginária de nosso primeiro encontro: “…O restaurante é de madeira pintada de branco, simples, mas bem-cuidado, à beira de um lago…”

Trocamos alguns e-mails e passamos para o WhatsApp. Horas de conversas e mensagens. Ridículo? Encantei-me com sua voz musical, pelas frases curtas e pelo leve sotaque que não conseguia identificar.

Sem dúvidas, sabia usar as palavras: um questionário listando preferências — pratos, passatempos e esquisitices; o link de: “I Need You” (Preciso de você), com Marc Anthony. “Essa música tem uma mensagem — dizia ele — que transmite exatamente o que sinto por você“. Cliquei e escutei a balada de amor… 

Daniel não se parecia em nada com os homens que eu conhecera. Nem com André, cujas lembranças já não me incomodavam tanto.

Ninguém jamais teve tanta curiosidade a meu respeito. Abri-me com ele a respeito de meu casamento, filhos, netos e da convicção de que nada acontecia por acaso. 

Convidei-o para almoçar. Recusou. Viajaria para o Canadá naquela noite. A trabalho, foi a explicação, que veio junto do link para uma antiga canção de John Denver, sobre dois amantes separados pela distância. Não dissera antes, para não quebrar expectativas. Como eu adorava viajar, isso aumentou o enigma.

Respondi: “Uau… É como se o universo estivesse materializando meu parceiro perfeito. Orações atendidas, e, sim, parece mesmo que nos conhecemos há muito tempo“.

Trocamos minúcias cotidianas. E, misturadas a elas, declarações sedutoras: “Ontem à noite, em sonhos, vi você. O vento soprava seus cabelos e seus olhos refletiam a luz do sol“. Passei, também, a receber flores com bilhetes: “Minha vida não é mais a mesma depois de você. Amor, D“.

Essas atitudes lançavam-me um feitiço. “Você é de verdade? Será que vai aparecer algum dia e me tomar nos seus braços. Ou será apenas um sonho exótico… Se for, não quero acordar!” — confessei.

Daniel acabou mencionando pequenos problemas financeiros. Ele planejava voltar ao Brasil, quando terminasse o projeto: “Componentes estão presos na alfândega. A burocracia me impede de cobrir as taxas”.  Se eu pudesse ajudar, ele pagaria assim que retornasse. “Aposento depois disso”.

Eu tinha o dinheiro. Ele sabia. E também sabia que eu estava apaixonada… Transferi oito mil reais para a conta que ele indicou. Depois, cinco mil para subornar autoridades porque seu visto expirara. 

Finalmente, marcou o dia da viagem de volta. Comprei ingressos para nosso primeiro encontro, o show de Andrea Bocelli em São Paulo. E disse à família e a amigos que finalmente conheceriam meu namorado misterioso.

O dia marcado para o regresso veio e se foi sem Daniel. Pediu mil desculpas e mandou mais flores: surgiram crises e barreiras e embora tivesse recebido os valores referentes ao projeto (chegou a me enviar a imagem do cheque), não podia abrir uma conta bancária para compensá-lo. Mais dinheiro. E mais…

Eu comentava sua volta, sem nunca mencionar os empréstimos, consciente de que seria difícil entender a situação: já dera a ele mais de trinta mil. Daniel me pagaria, …é claro.

Se a dúvida se insinuava, eu olhava suas fotos, relia as mensagens. Assim, comecei a notar estranhezas: a ortografia do sobrenome que variava, mensagens repetidas ou desconexas. Uma ocasião, perguntei o que ele comera no jantar: “Frango frito”. Questionei: “Não detesta frango?”. Ele ria: “Amor, você me conhece melhor do que eu”.

Certo dia, pedi: “Mande uma selfie agora mesmo.” Recebi a foto: shorts e um banco ao sol. Era inverno no Canadá.

Como é que vou saber que você existe de verdade?” — repeti a pergunta, brincando. A mesma resposta: “Você me conhece melhor do que eu”. 

Assistia a tudo, impossibilitada de dirigir minha vida. Procurava, passando por cima das coisas, razões para confiar em Daniel. Meus pés revoltavam-se, não queriam seguir a direção que lhes imprimia, convulsos. Abandonada em qualquer lugar da casa, tinha a estranha capacidade de desprender-me do corpo, deixando a cabeça desligada (…lembrando que minha cabeça sempre foi minha morada): 

Ouvi um pássaro que cantava na mangueira, sem ser pardal. O sabor dessa melodia era doce-quente, quase um sabor de saudade. Foi um canto só, talvez eu nem tenha ouvido, mas estou certa de que houve o canto, uma emissão sonora, curta. Não de pardal, pois com eles estava acostumada e para mim não eram mais pássaros, não cantavam, e disputavam o convívio urbano, com todo o descaramento, o que é, por certo, uma virtude essencialmente humana…

Daniel marcou outra data para seu regresso. Em seguida se calou… e tentei segurar o pânico. Enviou uma mensagem três dias depois — algo sobre ser detido pela imigração e precisar de dinheiro. Enrolei.

Alguns dias depois, um acidente aéreo. Foi impossível não temer que estivesse a bordo. Finalmente, ele telefonou. Falamos apenas alguns momentos antes que a ligação caísse. Senti um grande alívio, mas também fiquei perturbada. 

Naquela semana, o cerco diário de telefonemas e conversas terminou e comecei a me perguntar até que ponto o conhecia? Então pus as fotos mandadas por ele no Google — uma página no Linkedln de um homem mais jovem, com nome desconhecido. 

Otária! — pensei, sacudindo a cabeça — Tonta!

Ao mesmo tempo que percebia a verdade, parte minha torcia para meu caso ser diferente, para que fosse a sortuda. Como se eu já não soubesse. Como se não conhecesse as regras: nunca se envolver — nunca permitir se importar. Apenas focar no divertimento, e nunca olhar para trás quando for hora de seguir em frente.

Continuei tentando manter contato. Queria forçá-lo a revelar algo que o incriminasse. Ele ousou responder: “Você é muito inocente” — tive de aceitar que Daniel nunca mostraria o verdadeiro rosto nem faria a confissão pela qual ansiava. E as conversas, jogadas fora, transmutaram-se em sem-sentido. Achei que fosse mais forte que isso…

Deletei mensagens e fotos do celular como se queimasse caixas de papel — essa mania de guardar o passado… Foi só ir mexendo. A custo tudo se consumiu e o coração ficou amaciado.

Então tossi — era a vida. Acordava em brusco, em pânico sempre; às vezes, sábia: 

Aviões passavam em formação, ao longe, no ecrã da janela — eram peixes ruidosos cortando as águas finas do ar. Um instante e se foram, sem o mistério do bojo e a intimidade dos passageiros.

O voo lento-pesado do pernilongo… Ufa! 

A árvore rósea da rua já está no nono ano da floração… 

Por que dar explicações? Fazer análises? Fujo à necessidade de dar nomes, de conceituar, de analisar e partir. Prefiro as coisas em bloco, doces à sensibilidade dos dentes que não perguntam e da boca que come. Cheiro os cheiros. Bebo e consumo.

Estão passando vozes na rua. Sobressaltei. Julguei identificá-las. Esperei que, materializadas, batessem à porta. Em vão. Espertas! Não querem ficar em minha órbita…  

Minha filha veio ontem ou foi na semana passada?

Os amores se perderam, históricos, distantes, apesar de alertas e algum preocupar-se. Foi só mais um belo rosto, como todos os outros antes dele… Ninguém jamais me pertenceu — e nunca pertencerá

Não me preparei nem um pouco para o fim vegetal. Egoísta, em constante vigília e defesa. Uma castanha dura — apenas a violência poderia me partir, mas não fiquei à mostra: parque despedaçado…

O menino quis conversar comigo. Puxou conversa, coitadinho. Não larguei a revista. Ele se esquivou, sem jeito. Espantei o sentimentalismo e prossegui, sem ninguém. Só com poucas coisas: curtindo dores impossíveis, os óculos grossos, aparições-relâmpagos pelos cantos, furtivas figuras, pedaços de noites. E virei a página…

Li, tensa:  

“Experimentos apontam que ratos idosos, ao receberem transfusões de bichinhos jovens, apresentaram melhora na memória, no olfato e na força física. A responsável pelos efeitos é a proteína GDF11 presente no sangue jovem. Em vez de incentivar que o planeta seja povoado por vampiros, os pesquisadores esperam aplicar a descoberta para tratar condições relacionadas com a idade”.

Falta-me tempo. Só tenho uma coisa a fazer…

23 comentários em “Não fazer nada é bom remédio (Fátima Heluany)

  1. iolandinhapinheiro
    20 de abril de 2020

    Olá, companheira Fátima! Tudo bem?

    Li o seu conto sem olhar nenhum comentário. Fiquei sem entender o que acontecia no começo. Vc traz devaneios que me confundem. Isso, claro, se deve à falta de percepção das sutilezas e das metáforas da minha parte – pobre leitora pobre. Superada esta etapa mergulhei na interessante e atualíssima história da mulher solitária enganada por um golpista de internet.

    A partir daí o conto se torna super fluído e a gente lê rapidamente querendo saber o que vai acontecer com a sua interessante protagonista. Como sempre a escrita é impecável e o tema Envelhecer foi desenvolvido com a competência esperada.

    Quem nunca conheceu uma mulher que tenha passado por uma situação semelhante à esta trazida para o concurso? Eu gostei muito, minha linda. Foi uma leitura prazerosa. Obrigada.

    Beijos e tudo de bom para ti.

    Iolandinha.

  2. Bia Machado
    15 de abril de 2020

    Oi, Fatima! Vim ler o seu conto, feliz por não ter que dar pontuação, só curtir mesmo. Como sempre, um ótimo texto, que prende a atenção. Infelizmente é um tema que mostra muito a realidade. Daniel, esse sem-vergonha, safado, como ele há muitos aproveitadores… Ainda bem que a narradora caiu em si, sim, perdeu um bom dinheiro e, mais que tudo, perdeu tempo com esse estrupício, mas ao menos o pior não aconteceu… Obrigada pelo texto, foi muito bom de ler. A narradora é carismática.

  3. M. A. Thompson
    11 de abril de 2020

    Olá autor(a)!

    Antes de expor minha opinião acerca da sua obra gostaria de esclarecer qual critério utilizo, que vale para todos.

    Os contos começam com 5 (nota máxima) e de acordo com os critérios abaixo vão perdendo 1 ponto:

    1) Implicarei com a gramática se houver erros gritantes, não vou implicar com vírgulas ou mínimos erros de digitação.

    2) Após uma primeira leitura procuro ver se o conto faz sentido. Se for exageradamente onírico ou surrealista, sem pé nem cabeça, lamento, mas este ponto você não vai levar.

    3) Em seguida me pergunto se o conto foi capaz de despertar alguma emoção, qualquer que seja ela. Mesmo os “reprovados” no critério anterior podem faturar 1 ponto aqui, por ter causado alguma emoção.

    4) Na sequência analisarei o conjunto da obra nos quesitos criatividade, fluidez narrativa, pontos positivos e negativos, etc.

    5) Finalmente o ponto da excepcionalidade, que só darei para aqueles que realmente me surpreenderem. Aqui, haverá fração.

    Dito isso vamos ao comentário:

    TÍTULO/AUTOR: 14. Não fazer nada é um bom remédio (Castanha Dura)

    RESUMO: A mulher lembra com tristeza de André, seu marido que havia falecido. Então, a manicure sugeriu que a cliente fizesse um cadastro no site de namoro.Ela se inscreveu e preencheu o perfil, trocou mensagens e telefonemas com alguns candidatos.
    No entanto, após alguns encontros não se interessou por nenhum deles.
    Então recebeu uma mensagem de Daniel que parecia ser o homem perfeito…Trocaram mensagens e passaram para o WhatsApp.Daniel estava no Canadá com problemas financeiros.Apaixonada, resolveu transferir dinheiro para sua conta, mas Daniel não regressou.Tempos depois, descobriu que Daniel tinha um perfil falso no LinkedIn e se sentiu uma tonta.

    CONSIDERAÇÕES: O conto destaca o sentimento melancólico da mulher que perdeu o marido que amava.
    Fala sobre os relacionamentos virtuais e da carência que aproxima pessoas “desconhecidas”. Seu conto trata de um tema bem atual e nos faz refletir sobre as relações interpessoais.

    NOTA: 4.0

    Independentemente da avaliação aproveito para parabenizar-lhe pela obra e desejo sucesso na classificação.

    Boa Sorte!

  4. Jorge Miranda
    11 de abril de 2020

    O conto retrata uma mulher (vamos chamá-la de Castanha) que durante muito tempo foi casada e que após a perda de seu esposo encontra-se com um vazio em sua existência. Um celular presenteado e sua vida muda quando conhece Daniel. A história avança e vemos que Castanha caiu em um golpe: Daniel não era quem dizia ser. Após esse fato Castanha segue em frente com sua vida.
    Pela descrição simples acima parece uma história comum de alguém que envelhece. Não é esse o caso. Achei belíssímo seu conto. Muito bem escrito, com momentos em que a prosa fica poética e com uma personagem com nuances subjetivas que a mim, como leitor, tornaram toda a narrativa muito interessante. Sabe aquele texto que quando acaba você fica com a sensação de “quero mais”?.
    Acredito que um dos objetivos da arte seja despertar emoções, seu texto despertou em mim.
    Parabéns pelo belo trabalho. Atribuo a ele a nota 4,5

  5. Valéria Vianna
    10 de abril de 2020

    Uma senhora viúva, envolta com suas lembranças e que, após se deixar levar por uma paixão virtual – que nada mais é do que um golpe para lhe tirar dinheiro – descobre em suas reflexões que nunca se preparou para envelhecer…

    Nota: 4,7

    O conto oscila entre um ambiente de memórias e de vivências modernas com tecnologias a partir da falta mesma de vivência típica de uma mulher mais velha. E então retorna para um clima de reflexões e pensamentos sobre ser e estar envelhecida no mundo com sensações características da idade. Esta quebra faz a narrativa se quebrar em duas e cria expectativas que acabam não sendo satisfeitas: no caso do golpe virtual. No geral, foi bem concebido.

  6. Daniel Reis
    10 de abril de 2020

    14. Não fazer nada é um bom remédio (Castanha Dura)
    Tema: o amor maduro, ainda que idealizado e frustrado.
    Resumo: viúva aprende a usar a tecnologia e conhece Daniel pelo aplicativo de encontros. É um golpe, na qual ela se envolve emocionalmente, enquanto sua memória vai se deteriorando. Até que ela descobre que pode rejuvenescer com um procedimento médico (?).
    Técnica: a escrita é bem vistosa, com imagens fortes e uma premissa muito bem escolhida. O autor sabe conduzir o leitor com maestria, e somente o fim da história se mostrou um tanto confuso.
    Emoção: a história é bem comum, muitas mulheres mantém esse tipo de esperança ou relacionamento de abuso à distância. Gostaria que o final não fosse tão hermético, ainda que esperançoso.

  7. Luciana Merley
    9 de abril de 2020

    Olá, autor.
    A história de uma mulher que, após perder o companheiro e enveredar por um envelhecimento solitário, envolve-se numa relação com um desconhecido via internet. A decepção e o engano a fazem retornar a uma condição ainda mais solitária, porém, resiliente.

    AVALIAÇÃO: Utilizo os seguintes critérios: Técnica + CRI (Coesão, Ritmo e Impacto) sendo que, desses, o impacto é subjetivo e é geralmente o que definirá se o conto me conquistou ou não.

    Técnica – Um texto bastante bem escrito, linguagem acessível e fluida. A opção por iniciar o texto de modo reflexivo e mais vago, no meu entender, prejudicou a narrativa. Penso que o ideal num conto é não retardar a apresentação do conflito.

    CRI – O tema é bastante bem circunscrito e o ritmo acompanha a sensação da lentidão no envelhecer. O impacto foi prejudicado pelo início muito reflexivo, mas deixa uma sensação interessante, uma narrativa sensível à essa questão da solidão, dos relacionamentos digitais e dos riscos envolvidos.

    Um abraço.

  8. Fernanda Caleffi Barbetta
    9 de abril de 2020

    Resumo
    Mulher perde o marido e vive a sua vida solitária e repleta de lembranças e saudades. Um dia ganha um celular da filha e entrega-se ao mundo virtual até cadastrar-se em um site de relacionamento e conhecer Daniel, um homem com o qual se relaciona apenas por mensagens e telefonemas. Ao final revela-se que Daniel era um golpista que com sua lábia conseguiu fazer com que a mulher lhe desse grandes quantias de dinheiro.

    Comentário
    O texto é muito bem escrito, empolgante, gostoso de ler, fluido. Apesar de, a certo ponto, imaginar o que havia acontecido, li com ansiedade de chegar logo ao final e descobrir como ia acabar. Fala de algo real e comum, sobre a nossa vontade de sermos amados e a facilidade de ser enganados. Gostei da escolha do assunto.
    Não entendi o título.
    Não sei se é isso mesmo, mas entendi no final que ela procuraria homens mais jovens no mundo virtual para levar mais vitalidade à sua vida?
    A pontuação nos diálogos não está correta, o que dificulta o entendimento. Talvez o uso de reticências esteja exagerado.

  9. Amanda Gomez
    9 de abril de 2020

    Olá,

    Resumo 📝 História de uma mulher de idade e viúva tentando se redescobrir depois da morte do marido e de constatar que o tempo estava passando rápido demais. Se conecta a internet e passa a buscar por relacionamentos. A dica é não se apegar, mas acaba e apaixonando por um homem que ela nunca viu. Ele lhe dá um golpe e ela, envergonhada e desiludida se torna depressiva.

    Gostei 😁👍 Apesar de ser uma escrita mais complicadinha de entender, no sentido de fluidez, eu gostei disso. É diferente, você precisa estar mais atento aos detalhes. Gostei da personagem e a história se mostrou bem verossímil, já sabíamos onde isso ia dar, mas ela? Pobrezinha, ainda jovem e ingênua nesse mundo da internet não teve defesas, achei interessante esse paralelo, mesmo que não tenha nada a ver com o que o autor tenha proposto ( ou sim, vai saber) mas esse contraste de pessoa madura e experiente que acaba se tornando uma criança ainda aprendendo a andar nesse mundo novo da internet. Faltou lhe contarem sobre os perigos, conselhos e etc.

    Não gostei🙄👎 Como havia dito, gostei da escrita, mas ela é um pouco confusa, a estrutura do texto, os diálogos, tudo parece um quebra cabeça a ser montado, isso me atrasou um pouco e acabou cansando em determinado momento também. Mas é só uma percepção de leitura, nada a ver com a história em si. O final me deixou meio aérea sem saber se eu tinha entendido ou não, e tô assim até agora, então considero um ponto negativo.

    Destaque📌 “Assistia a tudo, impossibilitada de dirigir minha vida. Procurava, passando por cima das coisas, razões para confiar em Daniel. Meus pés revoltavam-se, não queriam seguir a direção que lhes imprimia, convulsos. Abandonada em qualquer lugar da casa, tinha a estranha capacidade de desprender-me do corpo, deixando a cabeça desligada (…lembrando que minha cabeça sempre foi minha morada):”

    Conclusão = 😀Um texto intenso nos sentimentos da personagem, é palpável a decepção a ilusão e logo em seguida a desilusão da mesma. Uma escrita que brinca um pouco com a concentração do leitor e um final aberto que explicado melhor, pode ou não acrescentar a história em sim.

  10. Marco Aurélio Saraiva
    9 de abril de 2020

    A protagonista e narradora tem uma vida comum até a morte de seu marido, quando entra em um espiral de depressão. Os filhos, preocupados, compram-lhe um celular e ela descobre a internet. O passatempo a diverte muitíssimo e logo ela entra em um site de namoros. Inexperiente, cai em um golpe e perde muito dinheiro e ganha mais um coração partido. No final infeliz, ela descobre que a vida não é perfeita e continua aprendendo mesmo após tanto tempo de vida.

    O conto tem uma introdução travada, com escrita inóspita, cansativa, parecendo que era propositalmente difícil de ler; como pensamentos jogados de qualquer forma no texto.

    Por exemplo, olha esse diálogo:

    “— Mamãe, vamos conversar?

    — Pfvr??? — vergonha.

    — Passou bom tempo; merece mais…

    — Ahn!!!”

    Por mais que eu tente, não sei quem fala o quê e nem do que se trata a conversa (a não ser, talvez, a primeira fala que é claramente de uma filha ou filho).

    O conto se desenrola no meio, quando a narradora descobre o celular e a internet. É aqui também que vemos a parte do envelhecimento, que é interessante eu não ter visto em nenhum outro conto até agora: a inocência de conhecer uma tecnologia que já existe e já está na mão dos mais jovens há décadas, mas que os idosos se recusam a explorar. A inexperiência, mesmo na idade onde a experiência deveria ser gritante. Uma criança morando em um corpo idoso.
    Esta parte do conto é muito interessante e bonita, e eu gostei muito de lê-la. Aqui, você escreveu de forma primorosa, mantendo a escrita rebuscada mas agora escrevendo de forma concisa e inteligível.

    No final a escrita degringolou de novo. Novamente, pensamentos aleatórios jogados no texto:

    “Não me preparei nem um pouco para o fim vegetal. Egoísta, em constante vigília e defesa. Uma castanha dura — apenas a violência poderia me partir, mas não fiquei à mostra: parque despedaçado…

    O menino quis conversar comigo. Puxou conversa, coitadinho. Não larguei a revista. Ele se esquivou, sem jeito. Espantei o sentimentalismo e prossegui, sem ninguém. Só com poucas coisas: curtindo dores impossíveis, os óculos grossos, aparições-relâmpagos pelos cantos, furtivas figuras, pedaços de noites. E virei a página…”

    Que menino, que revista? Que fim vegetal se ela está lendo revista num banco, sei lá? Até dá para imaginar a cena, mas depois… aparições relâmpago, pedaços de noite… ein? Pensei que você talvez estivesse falando de início de Alzheimer aqui mas, se for o caso, está extremamente confuso.

    Enfim, um conto muito bom mas sanduichado por um início arrastado e um final meio sem sentido.

  11. Gustavo Araujo (@Gus_Writer)
    7 de abril de 2020

    Resumo: mulher viúva, levemente deprimida com a idade avançada, conhece homem em site de relacionamento e se apaixona por ele, mesmo sem tê-lo visto; o sujeito tira um bom dinheiro dela, sempre com desculpas manjadas, nas quais ela se atira sem remorso. No fim, quando ele já não se preocupa em aparecer ou fingir, ela cai em si.

    Impressões: apesar do enredo bem conhecido, o conto me agradou bastante. A culpa é da habilidade na escrita. Há uma mistura de prosa poética com ações bem montadas, criando uma atmosfera que faz o leitor se encantar pelos momentos de enlevo e, por outro lado, exasperar-se com o mergulho da protagonista no golpe mais manjado do mundo, presente em dez entre dez tabloides sensacionalistas. O que é mais interessante é que essa trama revela um lado sombrio da velhice, que é a degradação física, a evaporação da beleza e do encanto; de repente, isso parece retornar – alguém gosta de mim, se importa comigo. A pessoa se sente valorizada, viva depois de tanto tempo. É quase uma viagem ao passado. Não admira que tanta gente caia nesse esquema, pois ele mexe com a vaidade humana, talvez o maior de todos os pecados. Tratando-se de pessoas que já estão no terço final da existência, isso soa ainda mais verossímil. Por isso dá para o leitor se identificar muito com a narradora. Dá pena e raiva ao mesmo tempo, sentimentos antagônicos (será?) que permeiam a leitura toda. Enfim, gostei bastante do modo como foi escrito, dessa intercalação entre ação e pensamento, o uso das palavras… Escrito, seguramente por quem entende muito do assunto, alguém que conhece a arte de escrever. Parabéns.

    Nota: 5,0

  12. Fabio
    7 de abril de 2020

    NÃO FAZER NADA É UM BOM REMÉDIO (CASTANHA DURA)

    Lembranças, amores, historias de desilusões amorosas vividas pela personagem.
    A conexão com o virtual na busca pelo seu verdadeiro grande amor.

    Comentário: confesso que quis que a história da personagem desse certo. Ela me pareceu ser uma figura triste, decepcionada com as tristezas que viveu.
    Amei o inicio do texto e me sensibilizei com o seu desenvolvimento. Me entristeci com o final.

    Obviamente respeito a opção do autor em deixa lo um pouco mais melancólico que divertido. Houve um momento que achei que esta era a intenção.

    Boa Sorte no desafio.

  13. Priscila Pereira
    7 de abril de 2020

    Resumo: Uma velhinha cai no golpe do namorado virtual que pede dinheiro e nunca aparece e fica desiludida com a vida.

    Olá, Castanha!
    Olha, fiquei morrendo de dó da senhorinha, tadinha!! Deve ser terrível cair nesse golpe, ainda mais nessa altura da vida, realmente devastador… Ela só queria alguém pra preencher o vazio, alguém que fosse a sombra do passado, mas encontrou maldade e traição. Posso dizer que sua personagem ficou muito bem feita e estruturada, bem verossímil e simpática.
    O conto está bem escrito e bem pensado. Gostei da parte da castanha, que mesmo sendo dura, quando se despedaça, está irremediavelmente perdida.
    Um bom conto! Parabéns e boa sorte!

  14. Cilas Medi
    7 de abril de 2020

    Olá Castanha Dura.
    Compreendi o fato de ser uma mulher, já de idade avançada (sabe-se lá quanto), sonhadora, viúva, com vontade de reerguer o sentido da vida. Mas isso foi somente quando chegou o conto ao primeiro diálogo, porque até esse momento, as metáforas foram tantas que perdi o sentido do texto. Falha minha?!
    E o restante serve para confirmar que, na maioria das vezes, escrevemos o que já existe, sem nos preocupar com a novidade. Esse é o fato com o clichê da mulher enganada, fazendo o que sempre se diz: homem é sempre o mesmo, não vou me deixar enganar.
    E assim seguiu o conto. As metáforas longas e desgastantes, para mim, fora do contexto, somente para conseguir a quantidade de palavras para se dizer que o intento foi conquistado. Envelhecer sim, está dentro do desafio, sem dúvida nenhuma.
    E, afinal, qual é a coisa a fazer…
    Portando, sorte no desafio.

  15. Fernando Cyrino
    4 de abril de 2020

    Ei, Castanha Dura, que bonito o seu conto. Bonito e triste. Fez-me sentir raiva desse salafrário do Daniel a enganar a nossa heroína. Ah, mas isto é tão comum, não é mesmo? Muito boa a história, muito legal e bem contado. Você sabe das coisas. Nada a criticar, está tudo no tamanho exato que deve ser. Castanha Dura, parabéns por me trazer algo tão bem elaborado e narrado, prendeu-me a atenção do começo ao fim. Abraços, Fernando.

  16. Elisa Ribeiro
    3 de abril de 2020

    Mulher viúva se envolve em relacionamento virtual com um homem que a convence a transferir grandes quantias em dinheiro para ele.

    Ao plot conhecido do noticiário (embora já não tão frequente depois de perder espaço para casos de violência física contra mulheres) junta-se o talento do autor em construir uma narrativa sólida em que se destaca o uso elegante e poético da linguagem.

    O tema do desafio surge nos traços da personagem carente e ingênua, um tanto arrogante e maldosa também, revelando uma visão certamente aderente ao senso comum a respeito dos idosos e, nesse sentido, me deixando um pouco frustrada.

    O grande mérito do conto, que inclusive me fez relê-lo calmante para melhor degustá-lo, foi a elegância da linguagem, a despeito do enredo um pouco melancólico e sem grandes surpresas.

    Parabéns pela participação. Desejo-lhe sucesso no desafio e em tudo mais. Um abraço.

  17. Felipe Rodrigues
    2 de abril de 2020

    Mulher marcada pela solidão e perda encontra refúgio na tecnologia, mas acaba sofrendo um golpe. Depois retorna à rotina anterior em que questiona um tratamento para a velhice com olhar singular.

    Texto marcado por construções metafóricas, relacionando bastante a natureza com as caracteríticas humanas. O conto transforma-se a partir da introdução do celular, tornando-se mais interrssante e perdendo a carga poética inicial, parecem dois contos diferentes e entrelaçados, o que me desagradou um pouco. O quesionamento inicial e também presente na conclusão ficou um pouco perdido em meio à narrativa romântica.

  18. Pedro Paulo
    1 de abril de 2020

    O conto trata, em suma, de uma senhora viúva que acaba caindo num golpe virtual. Enquanto o conto progride para nos cativar com o seu romance, fazendo com que a frustração também nos atinja – é inegável que a personagem nos faz torcer por ela e que, não só isso, ela sempre parece bem inteligente e dona de si, de modo que a nós também surpreende que caia no golpe. Depois que se descenda o crime, parece que a história sofre uma descontinuação. Tudo sugere que a personagem se fechou, mas, fora isso, o conto não apresenta nenhuma conclusão, a única resolução a situação à qual se dedica sendo a que “virou a página”. O desfecho, com o trecho de revista, não parece dizer muita coisa.

  19. antoniosbatista
    31 de março de 2020

    Resumo: Senhora idosa, se cadastro num site de relacionamento, conhece alguém distante e depois de meses de namoro virtual, o homem pede para ela mandar dinheiro. Aos poucos ela vai dando o dinheiro para ele, até descobrir que se tratava de um golpe.

    Comentário: O argumento mostra que os idosos são vulneráveis, frágeis, tanto na força e raciocínio, quanto no sentimento. Parece óbvio, mas não é. O início do texto é meio chato, algumas frases serviram apenas para dar extensão ao texto. Esqueci dalas rapidamente. Às vezes uma frase de efeito fica tempo na memória, não foi esse o caso. Achei uma boa escrita, mas acho que num bom texto, sentido figurado e metáforas, devem ser numa quantidade bem pequena, para não enjoar. E o bom autor deve se preocupar com descrições, ambientação, detalhes importantes, frases de efeito, diálogos criativos e não gastar munição em retórica e questões filosóficas dispensáveis da história. Boa sorte.

  20. Julia Mascaro Alvim
    31 de março de 2020

    De noite eu vasculhava memórias em gavetas e agendas. Recordei um amor falecido. André. Me vi livre. Comecei a pesquisar no celular pessoas que não via há quase 50 anos, e, também desconhecidos. Me cadastrei num site de namoros. Encontrei um homem chamado Daniel de 71 anos. Começamos a nos corresponder. Fui sendo seduzida por suas mensagens. Ele disse que estava com problemas e pediu dinheiro emprestado. Emprestei. Ele não foi ao nosso encontro. Explicou os motivos. Emprestei mais dinheiro. Depois, comecei a desconfiar da veracidade dos fatos. Desencontros e mais desencontros. Pus as fotos dele no google e apareceu um homem mais jovem com nome desconhecido. Percebi a verdade. Deletei as mensagens. Concluo que os amores se perderam. Li numa revista que ratos velhos com transfusão de sangue de ratos jovens, tiveram melhora de memória, olfato e força física. “Falta-me tempo. Só tenho uma coisa a fazer…”

    A personagem protagonista já é velha, mas sua psique não corresponde à uma pessoa idosa. São desejos intensos de uma pessoa jovem. A autora devia ter se preocupado com isso. A narrativa é clara e objetiva. nota 02.

  21. Regina Ruth Rincon Caires
    30 de março de 2020

    Não fazer nada é bom remédio (Castanha Dura)

    Resumo:

    A história de uma viúva que, ao se perceber sem o companheiro, virou “ostra”. Fechou-se. A filha a presenteou com um celular, ela se inteirou com a internet e a vida mudou. Apesar de enfrentar decepções na rede social, seguiu a vida.

    Comentários:

    Texto bem escrito e de muita sensibilidade. O autor usa de escrita serena mesmo para narrar a dor, a decepção.

    O pseudônimo ficou claro (de maneira poética) no período abaixo, que destaco:

    “Não me preparei nem um pouco para o fim vegetal. Egoísta, em constante vigília e defesa. Uma castanha dura — apenas a violência poderia me partir, mas não fiquei à mostra: parque despedaçado…”.

    Achei muito interessante a abordagem feita à fragilidade emocional e à carência afetiva que nos rondam. O desejado supera o real, retira a lógica, ceifa a razão. E isso é repetido, repetido, repetido… Não importa a idade, a ilusão brota com a mesma força da adolescência, e o tombo será mais doloroso e cruel quanto mais velha for a “vítima”. Acredito que seja assim.

    Leitura prazerosa, a emoção é derramada em gotas dosadas, e a antipatia por Daniel vai crescendo de acordo com a percepção do golpe. Envolve o leitor. Dá raiva. Triste é pensar que isso é tão corriqueiro, real.

    O desfecho é sensato, como deve ser a atitude na vida real. É o que cabe no ENVELHECER.

    “Falta-me tempo. Só tenho uma coisa a fazer…”

    Não fazer nada é bom remédio.

    Parabéns, Castanha Dura!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  22. Regina Ruth Rincon Caires
    30 de março de 2020

    Não fazer nada é bom remédio (Castanha Dura)

    Resumo:

    A história de uma viúva que, ao se perceber sem o companheiro, virou “ostra”. Fechou-se. A filha a presenteou com um celular, ela se inteirou com a internet e a vida mudou. Apesar de enfrentar decepções na rede social, seguiu a vida.

    Comentários:

    Texto bem escrito e de muita sensibilidade. O autor usa de escrita serena mesmo para narrar a dor, a decepção.

    O pseudônimo ficou claro (de maneira poética) no período abaixo, que destaco:

    “Não me preparei nem um pouco para o fim vegetal. Egoísta, em constante vigília e defesa. Uma castanha dura — apenas a violência poderia me partir, mas não fiquei à mostra: parque despedaçado…”.

    Achei muito interessante a abordagem feita à fragilidade emocional e à carência afetiva que nos rondam. O desejado supera o real, retira a lógica, ceifa a razão. E isso é repetido, repetido, repetido… Não importa a idade, a ilusão brota com a mesma força da adolescência, e o tombo será mais doloroso e cruel quanto mais velha for a “vítima”. Acredito que seja assim.

    Leitura prazerosa, a emoção é derramada em gotas dosadas, e a antipatia por Daniel vai crescendo de acordo com a percepção do golpe. Envolve o leitor. Dá raiva. Triste é pensar que isso é tão corriqueiro, real.

    O desfecho é sensato, como deve ser a atitude na vida real. É o que cabe no ENVELHECER.
    “Falta-me tempo. Só tenho uma coisa a fazer…”

    Não fazer nada é bom remédio.

    Parabéns, Castanha Dura!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  23. Angelo Rodrigues
    28 de março de 2020

    Não fazer nada é um bom remédio (Castanha Dura)

    Resumo: Mulher que se torna viúva busca novamente experimentar o amor. Frustra-se com enganações típicas dos sites de encontros amorosos e resolve dar uma virada na vida. Talvez com sangue novo atravessando suas veias.

    Comentários: Conto bem legal. Gostei da forma como foi escrito. Bem estruturado, não dificulta a leitura, não tem quebra-molas no entendimento da trama.
    O autor usa um fato bastante corriqueiro da Internet para estruturar sua ideia, quando uma mulher viúva e de mais idade, resolve se aventurar em novos amores. Cai na teia de um esperto, se frustra, e mesmo assim, castanha dura, resolve rever seu rumo recebendo sangue novo em suas veias; sangue de jovens.
    Boa sorte no desafio.

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Publicado às 22 de março de 2020 por em Envelhecer, Envelhecer - Grupo 1 e marcado .