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Detox Literário.

Listando Desejos (Priscila Pereira)

Corri até o ponto do ônibus, bem, correr é só uma expressão mesmo, caminhei o mais rápido que minhas pernas e fôlego permitiam, e cheguei bem a tempo, ainda bufava quando seu Joaquim, o motorista, disse todo animado:

─Guardei lugar pra senhora, não precisava vir tão depressa. ─ Apontou o assento preferencial para idosos bem atrás de sua cadeira, de onde podia me espiar pelo retrovisor.

─Obrigada, Joaquim. Sempre muito gentil.

O motorista devia ter uns quinze anos a menos do que eu, mas toda vez que o via minha certeza de que ele estava flertando comigo aumentava. 

─Vai pra aula de dança, dona Maria? ─Perguntou depois de colocar o ônibus para andar.

─Vou sim, é zumba para a melhor idade. Faz o corpo desenferrujar um pouco. ─ Disse, encafifada com as atenções do “jovem”.

Tentou puxar outro assunto, mas desistiu quando tirei meu caderninho da bolsa. Olhei para minha lista, pensando em qual item iria me esforçar para riscar. Faltava muito ainda, graças a Deus! E os itens riscados já davam quase dez páginas! Vi minhas opções e uma me chamou a atenção. 

Transar com um estranho

Olhei para o Joaquim, olhei para o caderno… Sorri incrédula para a ideia que se aninhou em minha mente.  Não precisava ser um completo estranho, já que seria praticamente impossível… quem em sã consciência iria querer uma velha assim do nada?  E não valia ter que pagar pelo serviço! O Joaquim era um completo desconhecido fora daquele ônibus, não sabia nada sobre ele. Era estranho o suficiente e parecia estar “me dando mole”, como dizia minha neta.

O frio na barriga que antecipava a execução do meu plano me lembrava que eu ainda estava viva! Por isso comecei a lista, pra voltar a sentir essa emoção, de tentar coisas novas, me desafiar, e esse seria um baita desafio! Fazia tanto tempo que nem lembrava mais como era, e seria um desaforo morrer “na seca”. Bati o lápis no caderno e tomei a decisão. Aquela seria minha próxima missão.

Fechei o caderno e guardei na bolsa, peguei um batom vermelho e passei dando batidinhas leves sobre os lábios. O espelhinho me mostrava os olhos afogueados e as bochechas avermelhadas pela decisão. Nada mais rejuvenescedor do que emoções intensas na velhice. O ponto em que desceria chegou e levantei com alguma dificuldade, aproveitei para segurar no ombro do Joaquim, deixei minha mão mais tempo do que precisava e antes de descer disse:

─Até amanhã então, Joaquim, guarda o meu lugar. ─Sorri da maneira mais coquete que me lembrava e pisquei um olho.  

O motorista ficou vermelho como um pimentão e acenou com a cabeça repetidas vezes.

─Pode deixar, dona Maria! 

Entrei na academia ainda com o coração palpitante, tudo bem que um pouco era por conta da subida que vinha logo depois da parada do ônibus, mas também pela possibilidade de um flerte na minha idade! 

Entrar na academia já era um de meus projetos, um dos primeiros, que dava doces frutos de maior vitalidade, flexibilidade e também  a companhia e amizade das pessoas que conheci. Era um momento sagrado, todos os dias havia uma atividade diferente, natação, zumba, aeróbica, alongamento e dança do ventre, nessa última jamais teria entrado há alguns anos, mas a vida vai nos amadurecendo. Imagino o que mais eu perdi só por medo ou preconceito de tentar. 

Quando saí da academia, Stella já me esperava. Era minha confidente e ajudante nos projetos. Influenciar sua vida para que se amasse em primeiro lugar e cuidasse sempre de si era um item da minha lista também, no qual já estava obtendo grande êxito. 

─Oi Vó, vamos fazer compras para a viagem? ─Disse, antes que eu entrasse no carro.

─Claro né, menina, essa vai ser uma grande aventura! Será que vou conseguir?

─Consegue sim! Ainda não acredito que me convenceu a ir junto! 

─Você também precisa de aventuras, meu bem. Só vive trabalhando…  

Stella era uma mulher forte que trabalhava duro e conseguia tudo o que queria, mas quase nunca se divertia, preparei essa viagem um pouco por ela, iríamos para um parque aquático onde havia o maior toboágua do mundo, logo alí na Barra do Piraí, aqui no Rio de Janeiro. Apesar de morrer de medo de altura, tinha que experimentar uma coisa dessas antes de morrer, ou até, quem sabe acelerar a minha morte naquele troço. E se sobrevivêssemos, aproveitaríamos o resto das delícias não perigosas do parque.

─A senhora decidiu se vai comprar biquíni ou maiô?

─Misericórdia menina, maiô, é claro! Deus me livre de ter que mostrar mais do que devia, ainda mais naquela descida, vai que a parte de cima do biquíni some? Toplles na minha idade não dá! 

─Ai, Vó, o que que tem? Com todo o exercício que a senhora faz, tá com o corpo melhor que o meu!

─Até parece né, corpo de setenta nunca será melhor que de trinta. Quer trocar? Bem que eu queria mesmo… 

Depois de comprar um maiô, mais cavado do que gostaria, uma saída de praia toda florida, um chapéu bem charmoso, protetor solar e óculos de sol, fomos fazer um lanchinho. Aproveitei para contar sobre o meu novo projeto.

─Seu Joaquim? Tá mesmo dando mole pra senhora? 

─Parece que sim… o que você sabe sobre ele?

─Ouvi dizer que é viúvo, sem filhos, e não é tão mais novo que a senhora não, com certeza já passou bem dos sessenta.

─Perfeito! Vai ser ele mesmo!

No dia seguinte me arrumei mais do que de costume, refiz a tonalização dos meus cabelos brancos em um tom de lilás, que adotei há algum tempo e que mudou radicalmente minha aparência, me deixando mais “maneira” e “descolada”. Caprichei no perfume e no batom. Fazia tempo que não me sentia tão ansiosa, quase todos os itens da minha lista, apesar de desafiadores, como tirar a habilitação de moto ou pular de bungee Jumping, não eram de caráter tão íntimo e não dependiam de outras pessoas, só de mim mesma, agora, iria ter que seduzir um homem! Confesso que não estava muito segura de que conseguiria.

Cheguei ao ponto de ônibus alguns minutos adiantada e respirei fundo.  Precisava acalmar as batidas do coração, não queria ter um infarto logo ali, e nem na hora H, se chegasse tão longe, é claro. Mas isso era coisa para se preocupar outra hora, uma coisa de cada vez, primeiro arranjar um encontro para a semana seguinte, porque naquele final de semana iria para a Aldeia das águas descer no bendito toboágua, que agora nem estava me preocupando mais.

A porta do ônibus abriu bem na minha frente e me arrancou de meus pensamentos descontrolados, olhei para o Joaquim, que sorria de uma orelha até a outra. Camisa bem passada, os fiapos restantes do cabelo bem esticados tentando cobrir a careca. Subi os degraus e assim que me aproximei pude sentir o perfume, discreto e elegante. Ponto para ele!

─Boa tarde, dona Maria! Como está hoje?

─Muito bem, seu Joaquim, e o senhor?

─ Vou indo como Deus manda… A senhora está muito bonita hoje… ─disse meio sem jeito.

Me acomodei na “minha” cadeira antes de responder:

─Ah, obrigada! O senhor também, gostei do perfume! ─ Pisquei um olho para o espelho. Até o pescoço dele ficou vermelho. Parece que eu ainda sabia como seduzir um homem, afinal.

Teria que agir rápido, queria decidir aquilo logo, antes da viagem, para poder me preparar mentalmente para o que viria. Passei o trajeto todo ensaiando e assim que meu ponto se aproximou já levantei e perguntei:

─Estava pensando, Joaquim, o que acha de jantarmos juntos um dia desses?

Ele me olhou assustado e  voltou a atenção para a direção, estacionou perfeitamente no ponto e olhando para mim novamente, disse:

─É uma ótima ideia, dona Maria! Quando?

Passei o resto do dia camuflando sorrisinhos nervosos, sem acreditar que tinha mesmo um encontro marcado. Imaginar que devia tudo àquela lista que fiz há mais de dez anos. Na época, não imaginava que teria a proporção que tem hoje na minha vida. Acho que ainda estou viva por ela, ela me impulsiona, faz meu coração acelerar, faz minha mente se reinventar e meu corpo testar seus limites. Olhei todos os itens já riscados, coisas que jamais achei ser capaz  de executar, cada um me dava uma sensação de dever cumprido, um sentimento de estar vivendo e não apenas existindo. 

E o grande dia chegou, não O grande dia, mas o dia de descer o Kilimanjaro. Olhando para ele percebi que o subestimei.

─Nem morta vou descer nisso daí, Vó!

─Ah, mas você vai descer sim senhora! Se eu posso descer, você também pode, nem precisa me olhar com essa cara.

Tentava parecer segura e calma, mas por dentro estava apavorada! Eu até sabia nadar, graças a minha lista, mas o “trem” era muito alto mesmo, não tinha certeza se conseguiria subir até lá, e depois ter a coragem de descer! Misericórdia!

Subimos todos os milhares de degraus até chegar ao topo do mundo, pelo menos era o que parecia, e agradeci aos céus por estar de certo modo “em forma”. E a sensação de estar lá no alto era sensacional! Via o parque todo, tudo minúsculo lá em baixo, dava um sentimento de como somos pequenos e vulneráveis e como a natureza é grandiosa. 

À medida que a fila ia seguindo e chegando a nossa vez, o medo ia falando mais alto nos tentando nos fazer desistir.

─Ainda dá tempo de voltar, Vó. A senhora pode ter um treco aí dentro, sabia?

─Não finge que está preocupada comigo não. Encara o medo de frente e não deixa ele te vencer. Sinta a adrenalina, menina. Faz um bem danado pra alma.

Stella foi na frente, se estivesse sozinha com certeza tinha desistido. Eu não desistiria. Faria isso pela jovem que fui que nunca provou nada parecido na vida. Ainda era tempo de sentir, de viver. O empregado do parque baixou a cordinha que me separava do cano e sentei na água fresca, nem precisei de muito impulso, quando percebi já estava despencando. Era água pra todo lado e a sensação da queda, cinco segundos de queda, gelou minha espinha e fez meu coração quase parar. Assim que senti meu corpo caindo na piscina, soltei a respiração que nem percebi estar prendendo. Foi uma das melhores coisas que fiz na vida!

─A senhora tá bem, Vó? ─Stella me ajudou a sair da piscina.

─Estou ótima e você? ─ Perguntei enquanto tirava água do ouvido.

─Foi demais! Eu quero ir de novo! Vamos?

─Vai você, meu bem, pra mim já foi emoção suficiente por hoje.

Aproveitamos o resto do dia no parque e foi um dos dias mais felizes da minha vida. Queria muito que meus filhos estivessem lá. Queria ter vivido esse dia quando ainda era jovem, minhas crianças estando todas ao meu redor e meu marido ainda vivo. Teria sido absolutamente perfeito. Pena que naquela época, um dia assim não estava nas minhas prioridades. Agora todos estão ocupados demais com suas vidas cheias e chatas. Por sorte tenho Stella, e ela ainda é jovem o suficiente para adotar um estilo de vida mais leve e prazeroso.

Já em casa, risco com prazer mais um item da lista.

Descer no maior toboágua do mundo

Olho para outros itens ainda por riscar:

Escalar uma montanha

Visitar outro país

Fazer uma viagem longa de moto

Transar com um estranho

Aprender mandarim

Aprender a tocar bateria

Ainda colocarei muitos outros na lista, não sei se terei tempo e saúde para riscar todos, mas seguirei  riscando um por um enquanto puder. 

Daqui a alguns dias será o meu encontro com o Joaquim, e só as emoções conflitantes que a antecipação me fazem sentir, já faz valer a pena ter encarado esse projeto. Existe um ditado que diz que para morrer, basta estar vivo. Eu prefiro pensar que para viver e sentir, basta estar vivo!

 

45 comentários em “Listando Desejos (Priscila Pereira)

  1. Gustavo Araujo (@Gus_Writer)
    18 de abril de 2020

    Há muita vantagens em comentar o conto fora do desafio. Por exemplo, se eu tivesse que avaliá-lo para o certame, provavelmente reclamaria da falta de arremate quanto ao encontro com o Joaquim. Mas, agora, sabendo que de fato há uma continuação, que espero ler em seguida, me sinto mais livre para deixar minhas impressões. Como sempre, Priscila, você dá um banho nesse tipo de narrativa. Seu estilo já está bem lapidado, como este conto demonstra. A narrativa é leve, fluida, prazerosa mesmo, daquelas que se assemelham a um passeio gostoso de fim de tarde, a brisa soprando leve no rosto. O diferencial aqui é que mesmo na simplicidade da trama podemos entrever um mergulho psicológico bem interessante em relação à protagonista, essa dona Maria, tão simpática que nos faz afeiçoar a ela imediatamente. Sim, lá estão as indagações que a velhice traz, os medos, a necessidade de se sentir viva, os desejos, o grito de quem protesta que ainda tem muita lenha para queimar. O mérito do conto é justamente esse: trazer à tona indagações incômodas, só que de maneira bem humorada, despretensiosa e, por isso mesmo, marcante. Não me admira este conto ter sido tão bem avaliado no desafio. Você merece. Parabéns mesmo.

  2. antoniosbatista
    16 de abril de 2020

    Gostei do argumento, bem original com os desejos realizados riscados, dando um toque diferente ao texto. Gostei também das frases bem humoradas e o sentido real da vida, mostrando como que deve ser o envelhecer saudável. Parabéns pela bela história e o incentivo para as pessoas fazerem suas listas e realizar seus sonhos.

  3. iolandinhapinheiro
    14 de abril de 2020

    Eita, Priscila de Deus, que conto bacana de ler!

    Cheguei toda cheia de expectativas e não me decepcionei. A Dona Maria é o tipo de pessoa que eu quero ser: sem dias repetidos, com desafios a cumprir e uma verdadeira caçadora de emoções. A sua personagem é uma inspiração.

    Achei muito legal esta quebra que vc promoveu não centrando o conto na concretização do “rendez vous” da Maria do Carmo com o Joaquim. Mas em tudo o que antecedeu este encontro que funcionou como um excelente mote para explicar as escolhas da protagonista.

    O mundo está mudando e as pessoas não aceitam os estereótipos a elas impostos. A idade não nos força a aproveitar as coisas boas da vida, apenas o nosso próprio medo de fazê-lo.

    Gostei de ver todo mundo apostando na naturalidade nos textos. Acho muito legal a pessoa não precisar apelar para rebusques artificiais para ganhar pontos. Não precisa mesmo. A sua escrita estava sedutora e merecedora de notas altas pela sua segurança notável e domínio da história.

    Meus parabéns.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Obrigada pelo comentário, Iolandinha!! Simplesmente perfeito, amei! 💖😘

  4. Fernanda Caleffi Barbetta
    14 de abril de 2020

    Que delícia esse seu texto, Pri. Mandou muito bem no “sabrinesco” da terceira idade. Com uma linguagem leve e gostosa de ler, personagens bem trabalhados. Adorei a ideia de colocar as palavras sublinhadas, ótima sacada. Realmente vale uma continuação. Sem falar na mensagem linda de que devemos aproveitar a vida, independentemente da idade. Parabéns.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Obrigada por ler e comentar, fico muito feliz que tenha gostado!! 💖💖💖

  5. sergiomendessola
    11 de abril de 2020

    13. Listando desejos (Maria do Carmo)

    Para viver e sentir, basta estar vivo! Uma lista de coisas para fazer antes de morrer… Adrenalina ao máximo.

    Muito boa estrutura de conto, cadência ritmada… Um muito bom conto.

    Pontuação: 4,2

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Obrigada pela leitura e comentário!

  6. Rafael Carvalho
    11 de abril de 2020

    Lindo o texto, só não é tão lindo quanto a forma como é escrito, não falo, ou melhor, escrevo dos dedos para fora, quando digo que daria um ótimo livro, traçando a saga da Dona do Carmo, mulher da terceira idade, brasileira, que fecha totalmente com esse perfil de mulher livre e empoderada que temos hoje em dia mais em voga. Compro o livro se você escrever, pode me cobrar!
    E olha que nem gosto muito desse tipo de leitura! 😛

    A forma como duas estórias da lista se relacionam durante o texto é muito bem orquestrada, tanto a situação com a neta, quanto a tentativa de uma transa aleatória da Do Carmo, se mesclam muito bem e preenchem de forma gostosa a leitura.

    Não consigo pensar em nada para acrescentar no seu texto, sinto muito quanto a isso. E fico no aguardo do restante da história, gostaria de saber com o foi o famigerado encontro.

    Parabéns pelo conto, boa sorte.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Oi, Rafael! Eu amei o seu comentário!! Um livro eu não prometo, mas a continuação já está pronta, logo será postada e eu quero muito saber o que você vai achar!!

  7. Eneida Ferrari
    11 de abril de 2020

    13) Listando desejos
    Vovó tem lista de desejos para realizar até o fim da vida. Realiza um deles: “descer no maior toboágua do mundo”. E um dos outros desejos “transar com um estranho” está a caminho de ser realizado: já combinou de sair com o motorista do ônibus que a flerta.
    ANÁLISER: Um texto que se perde. Há confusão para a compreensão do fluir da história, por exemplo: narrativa perde a sequência: vovó ao sair do ônibus após convidar o motorista para encontro; assunto pula para o grande dia de descer o Kilimanjara – o que é Kilimanjara? Depois entendi tratar-se do toboágua. Tentou ser criativo, mas não conseguiu.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Obrigada pelo comentário, pena que não tenha entendido nem gostado!

  8. Pedro Paulo
    10 de abril de 2020

    É um conto otimista, cuja narrativa se articula com dois pontos: a ida no parque aquático e o encontro com Joaquim. O auge do conto está na maneira como a protagonista encara esses desafios, dentro de sua lista que é, ao mesmo tempo, entretenimento cotidiano e razão de toda a vida que a personagem contabiliza, de bom humor e cabeça erguida. É um conto que entretém e felicita, pois joga boas luzes sobre a terceira idade. Opa, melhor idade*.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Oi, Pedro, obrigada pelo comentário! Que bom que gostou!

  9. Bia Machado
    10 de abril de 2020

    Resumo: Sexagenária busca realizar seus desejos, listados em um caderninho.

    Desenvolvimento do Enredo: A história, em si, não tem grandes reviravoltas, mas a experiência e a segurança do autor/autora tornam essa simples história algo delicioso de ler e até de se emocionar. Terminei a leitura do texto com a sensação de que não perdi tempo parando a vida para lê-lo, pelo contrário. A ideia do caderninho com a lista dos desejos achei mara, ou top como se diz ainda por aí!

    Composição das personagens: o destaque é para a narradora-personagem, e foi muito bem construída. Eu quase enviei um conto em que a personagem se acha velha demais nos seus 40 e poucos anos, mas a Maria aqui é o oposto dela, adorei essa inferência. Os outros que aparecem (neta e motorista de ônibus) servem bem ao propósito de “coadjuvantes”.

    parágrafo inicial: Muito bom, começou com uma ação e despertou meu interesse para o que viria a seguir.

    Finalização: No penúltimo parágrafo me vi dizendo pra mim mesma: “Vou ficar torcendo para que ela consiga!” Nota 10 para a suspensão da descrença. E o último parágrafo ainda teve a capacidade de me emocionar, um ditado bem usado é outra coisa. Para viver e sentir basta estar vivo: preciso me lembrar mais disso. E essa foto ficou a cara da Maria mesmo. Vou tentar chegar aos 60 desse jeitinho aí, mas com cabelo azul, haha.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Oi, Bia! Comentário mais que perfeito! Obrigada 💖

  10. Claudinei Maximiliano
    10 de abril de 2020

    Resumo: Uma mulher já idosa tem um caderno anotado com as coisas que pretendia fazer antes de morrer. Um desses desejos era transar com um estranho. Como ela percebeu que o motorista do ônibus arrastava uma asa pra ela, decidiu que o estranho seria esse motorista. Tomou a iniciativa de convidá-lo para um jantar e, antes que esse grande dia chegasse, aproveitou para realizar os outros desejos.

    Comentários: Conto sobre uma mulher já idosa, mas com uma vontade de viver e realizar vários desejos antes de sua vida. Não se trata de uma história prosaica, pois boa parte dos velhos são melancólicos e depressivos. Ela, ao contrário, que viver a vida e aproveitar de todas as formas. Gramática ok, narrativa gostosa e prazerosa, prendendo a minha atenção até o fim. Embora não tratasse do “envelhecer”, mas sim da velhice em si, não perde seu mérito.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Obrigada pelo comentário, Claudinei! Que bom que gostou!

  11. Fabio D'Oliveira
    9 de abril de 2020

    Resumo: Maria decide aproveitar a vida seguindo uma lista de desejos. Com uma vivência entediante, já na terceira idade, aprende o que é realmente viver.

    Olá, Carmo!

    Em linhas gerais, gostei da leitura, mas não do conto. Vou te falar a verdade: sua escrita é bem natural e simples, gostosa de ler, mas a história não trás nenhuma novidade dentro do tema. Quantas obras de cinema, literatura ou teatro existem com velhinhos vivendo intensamente os últimos anos de sua vida? Várias.

    Isso me deixou um pouco triste, pois a leitura foi bem agradável e natural, mas foi fria, sem emoção, pois é um tipo de história que pessoalmente não me encanta. Juntando a falta de originalidade com isso, acabou sendo uma leitura enfadonha pra mim. Mas não tira seu mérito como escritora, claro. Foi uma decisão sua seguir essa história, resta respeitá-la e entender que eu não sou o público-alvo e nem por isso devo tirar ponto de você! É que gosto de ressaltar o que senti durante a leitura, claro. Sua técnica é boa, os diálogos são realistas, sem forçar a barra, e afins.

    A única coisa que me incomodou na narrativa, infelizmente, foi o reforço constante da premissa do conto: aproveitar a vida. Eu percebi rapidamente qual era o foco, aposto que a maioria dos leitores também, então ler trechos que reforçam o quanto ela se arrependia de não ter vivido intensamente antes, ou que queria ter feito aquilo no passado com os filhos, acabou deixando o texto um pouco cansativo. Você poderia usar esse espaço para explorar outros traços da personalidade da Maria, outros desejos, mudanças na personagem, etc.

    Há partes que alguns dirão que são inúteis, por não “somar” ao maior foco da trama, como o trecho da academia ou da conversa da avó com a neta na subida do tobogã, mas eu adoro esses trechos. É uma tristeza tão grande encontrar pessoas que não entendem a beleza e a utilidade do inútil.

    Enfim, é isso, 100% de acordo com o tema, narrativa e técnicas boas, trama pouco original, mas agradável. Parabéns pelo ótimo trabalho!

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Então, Fábio, minha escrita nunca é muito original ou inovadora, é uma pena, mas eu gosto desse estilo leve, direto e previsível! 😁😁😁
      Obrigada pelo comentário sincero, espero poder contar com ele sempre 😘

  12. Catarina Cunha
    9 de abril de 2020

    Resumo — Idosa busca emoção fazendo coisas que não pode na juventude, seguindo ousada lista pessoal. Seu próximo desafio será transar novamente.

    Técnica — Leve e competente. Tem o frescor da própria personagem, logo houve competência na narrativa.

    Trama — Envolvente e nos leva à curiosidade quanto ao encontro com Joaquim. Mas o (a) autor (a) preferiu nos deixar na mão e colocar todo o clímax no toboágua. Escolha ousada, mas bem orquestrada, já que concluímos que ela irá até o fim em suas escolhas.

    Impacto — “Via o parque todo, tudo minúsculo lá em baixo, dava um sentimento de como somos pequenos e vulneráveis e como a natureza é grandiosa.” Aqui uma pérola de sabedoria de quem ostenta maturidade.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Oi, Cat! Vai ter continuação, se quiser ler! Obrigada pelo comentário!

  13. Jorge Santos
    8 de abril de 2020

    A atitude de Listando Desejos contrasta diametralmente com a atitude depressiva do texto anterior. Neste, uma senhora de alguma idade vai riscando items da sua “bucket list”, das coisas que pretende fazer enquanto pode. No entanto, à medida que vai riscando items, vai adicionando novos. O tom é animado, o ritmo fluído. Gostei bastante da utilização do tipo de letra rasurado – é um recurso simples que aqui é usado de uma forma eficiente, acrescentando valor à própria narrativa. Por vezes vemos o recurso a formatações aberrantes que apenas distraem (ou podem mesmo provocar náuseas). Aqui, nada disso acontece. O conto lê-se bem e sabemos que o Seu Joaquim deve ter gostado da experiência. Em termos de linguagem, nada a apontar – autor ou a autora têm o domínio.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Oi, Jorge! Logo postarei a continuação, fique de olho! Obrigada pelo comentário!

  14. Ana Carolina Machado
    8 de abril de 2020

    Oiiiii. Um conto sobre uma idosa que tem uma lista de desejos que a ajuda a se manter viva e fazer coisas novas . A história começa com ela no ônibus pensando em riscar o item da lista “transar com um estranho” e para fazer isso pensar logo no seu Joaquim, motorista de ônibus. No fim fica o mistério se ela conseguiu riscar o item, pois o encontro seria só depois de uns dias, mas mesmo não riscando esse item ela riscou o referente ao toboágua depois do passeio com a Stella. No fim fiquei curiosa para saber como teria sido o encontro com o Seu Joaquim, talvez o que começou como algo casual terminasse com uma descoberta de um amor na velhice. Achei a mensagem do conto bem bonita de que é os desejos de fazer coisas novas que nos mantém vivos independente da nossa idade. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Olá, Ana Carolina! Logo irei postar a continuação, fique de olho! Obrigada pelo comentário tão bom!

  15. Paula Giannini
    7 de abril de 2020

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Resumo: Uma senhora, com sua lista de coisas a realizar antes de morrer, desafia-se a ser feliz.

    Com trama digna de um filme, o texto nos traz uma história totalmente calcada em uma protagonista muito bem construída. Com narrativa em primeira pessoa, o(a) autor(a) consegue dar voz à personagem, com nuances de bom humor, ironia, melancolia e até o saudosismo inerente àqueles que já viveram por toda uma vida.

    É interessante notar que, na contramão da grande maioria dos contos do desafio (por enquanto só li os do grupo 2), este texto traz uma visão otimista e até leve da velhice. Sim, a idosa tem suas dificuldades e frustrações, porém, carrega também, uma bela dose de esperança, causando empatia no(a) leitor(a), que, durante a leitura, se pega torcendo pela personagem aventureira e sua simpática lista de desejos de vida.

    Parabéns pelo trabalho. 😉

    Beijos
    Paula Giannini

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Que comentário delicioso, Paula querida! Muito obrigada 💖

      • Paula Giannini
        15 de abril de 2020

        Amei seu conto. Vou compartilhar já já

  16. Rubem Cabral
    7 de abril de 2020

    Olá, Maria do Carmo.

    Resumo da história: Dona Maria é uma senhora que mantém uma lista de coisas que nunca fez e que quer fazer. Vai à ginástica, faz dança, natação, etc. Sua neta, Stella, é um tanto tímida e a avó “pra frente” acaba por motivar a moça. No ônibus que Maria pega todos os dias, o motorista Joaquim a olha diferente, então Dona Maria acrescenta à lista um novo item: nomorá-lo. Em função do desafio da própria lista, Maria vai superando cada obstáculo, como descer o Kilimanjaro, o maior toboágua do mundo, e, finalmente, sair para um jantar romântico com Seu Joaquim.

    A escrita do conto é leve, os diálogos são bem naturais, a personagem é fofa e a história de um bucket list é bem divertida.

    Boa sorte no desafio!

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Obrigada pelo comentário, Rubem!

  17. Paulo Luís
    5 de abril de 2020

    Resumo: Senhora vive a ânsia de realizar desejos reprimidos, à medida que envelhece, desde uma academia de dança a descer um toboágua e arrumar uma transa sem compromisso. E para isso tem uma lista de anotações que vai riscando, à medida que os realiza.

    Gramática: Leitura fluente, sem problemas aparente.

    Avaliação: Um conto à moda dos muitos manuscritos de autoajuda que proliferam pelas mídias. Um enredo, que não é bem um enredo, mas um panfleto. Entretanto, bem escrito; numa narrativa elegante e agradável de ler. Além do que, um recado muito bem dirigido. Uma cartilha que deve ser seguida com urgência para quem está avançando na idade e não está disposto a esperar a morte chegar. Bom trabalho.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Oi, Paulo, não entendi se seu comentário foi bom ou ruim se vc está me elogiando ou me zoando com o papo da autoajuda 🤔 em todo o caso, obrigada pela leitura!

  18. angst447
    4 de abril de 2020

    RESUMO:
    Dona Maria é uma idosa animada e bem ativa, que possui um caderninho onde lista coisas que ainda deseja fazer na vida. Uma delas é transar com um desconhecido e ela escolhe o motorista de ônibus que, sempre muito gentil, “dá mole” para a sua passageira favorita. Aos poucos, ela vai riscando os desejos da lista. Maria tem uma amiga, Stella, sua confidente e ajudante nos projetos. As duas decidem viajar para conhecer o maior toboágua do mundo. Antes da viagem, Dona Maria convida Joaquim, o motorista, para um jantar quando estiver de volta. As duas amigas se divertem e tem um dia muito feliz. Maria risca mais um item da sua lista e sente-se animada para o encontro que terá com Joaquim. E prepara-se para muitas emoções que virão.
    ___________________________________________________________________

    F  Falhas de revisão  Esta é a parte que menos importa na minha avaliação. Só para constar mesmo.
    I  Impacto do títuloO título entrega a ideia central do conto, mas não chega a prejudicar o impacto.
    C  Conteúdo da história  A narrativa parte do dia a dia de Dona Maria com suas aulas de zumba, viagens, conversas com uma amiga mais jovem e planos a realizar. O tom é animado e a leitura torna-se bastante leve e agilizada pelos diálogos.
    A  Adequação ao tema  O conto aborda o tema “envelhecer” com sucesso.
    ___________________________________________________________________

    E  Erros de continuação  Não encontrei pontas soltas no desenrolar do conto.
    M  Marcas deixadas  Um frescor de entusiasmo, a alegre sensação de que existem momentos felizes após o fim da juventude.
    ___________________________________________________________________
    C  Conclusão da trama  “Eu prefiro pensar que para viver e sentir, basta estar vivo!” – Uma visão mais otimista da terceira idade.
    A  Aspectos quanto à originalidade do conto  Achei que o recurso das palavras tachadas, embora não seja propriamente uma novidade, deu um tom moderno e divertido ao texto.
    S  Sugestões  Agilizar um pouco a parte do parque aquático. Não é tão interessante quanto o plano romântico com Joaquim.
    A  Avaliação final  Bom conto, que trata o processo de envelhecer de maneira leve e otimista. Boa sorte!

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Que legal seu comentário e a mensagem passada por ele! Amei!!

  19. cgls9
    3 de abril de 2020

    Maria tem uma lista de realizações a cumprir antes da sua morte, entre as ações encontramos “TRANSAR COM ESTRANHO” e o motorista do ônibus em que circula o seo Joaquim, sempre tão gentil, foi o escolhido. O conto aborda essa missão que a dona Maria se impôs e também, sua relação com a neta, o esforço para que ela não repita a vida sem graça que parecer ter tido a avó. Juntas, avó e neta descem um toboágua gigante, o encontro romântico com seo Joaquim está engatilhado e dona Carmem segue a vida, deixando a lição que para viver e sentir, basta estar vivo!

    Considerações – É uma leitura bastante agradável, ela nos prende facilmente e não por acaso nos incita a imaginação – confesso que em algum momento fiquei “a fim” da Dona Maria e se o seo Joaquim não der conta, já preparei um curriculum. Talvez, meu perfil libidinoso tenha esperado relatos dessa noite de amor com um estranho, mas claro que a autora optou pela delicadeza, por que tem coisas que a gente não conta, deixa que se imagine.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Oi, Cícero, então ficou a fim da Maria heim, espertinho! Acho que você tem chances heim… rsrsrsrsr
      Escrevi a continuação… mesmo que sem cenas explícitas, óbvio!, logo será postada! Obrigada pelo comentário tão legal!

  20. Fernando Cyrino
    1 de abril de 2020

    Olá, Maria do Carmo, cá estou eu lendo e relendo a sua história. Menos um conto para avaliar. Acabo de riscar esse seu. Pois é, você me traz a lista de uma senhora. Listagem essa de coisas que pretendia realizar na vida. A história se passa em torno do item “transar com um estranho”. Só que, ao final, quando eu esperava ansioso pelo encontro sabrinesco (assim chamam aqui esses encontros) com o seu Joaquim, eis que o foco da narrativa muda. Passa para a descida no maior toboágua do mundo. Achei, Maria do Carmo, que ter feito essa inversão, fez com que o fechamento da sua história perdesse força. Sim, eu sei que foi proposital isto. A mudança de trilhos era para surpreender o leitor. Só que no meu caso não funcionou. Uma pena. Texto bem escrito, você domina a nossa língua. Somente alguns errinhos que uma boa revisão resolve rapidamente e que em nada prejudicam o andamento da sua história. Também achei meio forçado o fato da Stella, a neta, saber da vida do seu Joaquim. Senti que ficou um tanto estranho isto. Como ela pode ter ouvido dizer que ele era viúvo, se a nossa heroína, sua avó, logo adiante irá falar que fora do ônibus nada ela sabia dele? Bem, uma história interessante e te dou os parabéns por ela e também pela criatividade em já ir riscando os itens da lista cumpridos. Bacana isto ficou. Meu abraço.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Obrigada pela leitura atenta, Fernando, e o comentário sincero, espero contar com ele sempre!

  21. Cilas Medi
    27 de março de 2020

    Olá Maria do Carmo.
    Saidinha, heim, dona Maria do Carmo.
    Uma senhorinha hábil, feliz, que se dá ao trabalho de renovar, a cada dia, por desafios que vai riscando e concordando que a vida é assim, viver é dedicar o seu tempo de aposentada em contribuir para a felicidade alheia.
    Ou não, simplesmente, ter em mente que para si é o melhor ter uma lista de desafios, dos quais vai riscando a cada conquista e vitória.
    Uma alvissareira forma de descrever o envelhecer. Nem sempre é possível fazer tudo enquanto se está trabalhando para erguer, segurar, apoiar e sustentar aos filhos, ao marido, ao mundo em que se encontra. Tornar-se viúva, evidente não por escolha, a faz livre para tentar. Tentar tudo que é possível e mergulhar em um toboágua é sensacional para a idade que tende a esquecer e ao mesmo tempo desfrutar.
    Vai para um dos seus desafios… o Joaquim vai ficar feliz, com certeza.
    E eu vou ter a felicidade de ver vencer ou estar entre os primeiros no desafio. Parabéns!

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Oi, Cilas! Achou saidinha a coitada da dona Maria? rsrsrsrsr
      Que bom que gostou tanto… ahh e logo vou postar a continuação… se quiser ler… 😉

  22. Inês Montenegro
    26 de março de 2020

    Maria, senhora de uns setenta anos, elaborou uma lista de desejos que tem vindo a riscar na última década. Acompanhando-a na sua própria voz, o leitor é envolvido enquanto ela cumpre um dos desejos, prepara para cumprir outro, e partilha as suas considerações sobre a vida e os desejos anteriores. Trata-se de uma narrativa muito positiva e optimista, quase uma lufada de ar fresco (digo isto em geral, e não em relação ao desafio). O facto de não se focar no cumprimento de um só desejo, mas de abordar vários, em diversos estágios de cumprimento – afinal, muitos requeriam uma acção contínua – diversificou a narrativa e complementou a construção da personagem. O uso do “riscado” quando desejos já cumpridos são mencionados funcionou optimamente enquanto recurso estilístico, sendo um dos melhores elementos do conto. Atenção, contudo, à pontuação nos diálogos, com falta de espaçamento após o travessão no início da fala, e o uso de ponto final quando se seguia um verbo referente à fala.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Oi, Inês! Que bom que gostou! Vou te contar um segredo, a falta de espaço entre o travessão e as letras foi intencional já que o word conta esses espaços como palavras, não sei por que… mas eu sei que tecnicamente não está correto 😀

  23. Fheluany Nogueira
    24 de março de 2020

    Uma idosa faz uma lista de desafios para si própria e, à medida que os realiza, vai cortando o item da lista, sentindo-se feliz (“Acho que ainda estou viva por ela, ela me impulsiona, faz meu coração acelerar, faz minha mente se reinventar e meu corpo testar seus limites”). A narrativa é construída do ponto de vista da protagonista, seu relacionamento coma a neta que a ajuda a cumprir os itens.

    Texto leve, bem-humorado, fluido, bem escrito. Talvez tenha faltado mesmo apenas uma reviravolta final, uma surpresa ou mais emoção. Não sei. De todo modo, não deixa de ser um conto provocativo e inteligente, uma espécie de resgate da alegria de viver, do que realmente importa na vida.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte. Abraço.

    • Priscila Pereira
      15 de abril de 2020

      Obrigada pela leitura e comentário, Fátima! Feliz que tenha gostado!

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Informação

Publicado às 22 de março de 2020 por em Envelhecer, Envelhecer - Grupo 2 e marcado .