EntreContos

Detox Literário.

Pupa (Augusto Brock)

Nasceu na merda. Rastejou pela podridão e dela se alimentou até merecer a crisálida, inerente, biológica, mais forte que todas as suas escolhas. Entregou-se involuntária e se transformou. Criou expectativas. Alçou voo sonhando com a liberdade. Pousou com maestria na lixeira. Esfregou as extremidades por excitação e, depois, por higiene. Viveu da podridão até o fim do seu curto tempo, feliz por não ter sido interrompida.

79 comentários em “Pupa (Augusto Brock)

  1. Gio Gomes
    1 de fevereiro de 2020

    O enredo é bom e entendi esse naturalismo. Mas achei muito pouco criativo (essa vibe deprê) e o estilo deixou a nojeira gratuita demais.

  2. Daniel Reis
    1 de fevereiro de 2020

    Conto biológico, ainda que leve do nascimento à morte, do nada a lugar nenhum. Talvez a metáfora existencialista, talvez descritivo científico. Não me fascinou. Boa sorte no desafio!

  3. Tom Lima
    1 de fevereiro de 2020

    Morte e vida de uma mosca. O formato de microconto é bem interessante, já que suas vidas são curtas. A escolha da personagem principal é arriscada, já que é difícil ter empatia por uma mosca. Enfim, tem sua beleza no lixo.
    Abraços.

  4. Ana Maria Monteiro
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Sr. Ortigoza. O seu micro é muito, muito bom. Uma metáfora de todos nós: uns borboleta, outros mosca (este foi mosca), mas todos nascem e morrem, todos criam expectativas e sempre cumprem algumas, de acordo com a sorte e o meio em que nascem. Este conto seguramente figurará entre os vinte que, a final, deverei selecionar. Em que lugar? Isso é que ainda não sei, estou quase no início das leituras. Parabéns e boa sorte no desafio.

  5. M. A. Thompson
    1 de fevereiro de 2020

    Parabéns, narrou com maestria a vida da mosca. Enquanto lia havia uma aqui me olhando,,, e esfregando as patinhas.

  6. Gustavo Azure
    31 de janeiro de 2020

    Esse conto me trouxe um certo asco, não pelo texto, mas pelo que é contado. Muito bom! Uma vida ruim que foi boa por não ser interrompida ou uma vida ruim que foi ruim por não ser interrompida. Parabéns pela simplicidade carregado de significados, boa sorte

  7. Givago Domingues Thimoti
    30 de janeiro de 2020

    Um conto sobre a curta vida daquelas que mais incomodam, seja num churrascão ensolarado de domingo ou numa sopa quente numa fria noite de terça-feira…

    Proposta interessante e válida da leitura

  8. Andreza Araujo
    30 de janeiro de 2020

    Este certamente é um conto que pode ser interpretado de forma literal (a vida de um inseto, uma mosca?) ou de forma metafórica. As imagens narradas são fortes e claras, o texto é bem visual.

  9. Thata Pereira
    29 de janeiro de 2020

    Engraçado, acabei pulando um conto e vim parar nesse aqui. No exato momento em que estava lendo sobre a Constelação Mosca, por conta da minha paixão por insetos e por estrelas. Um conto com muitos significados e acredito que essa tenha sido a intenção. Bem construído, gosto quando consigo sacar do que se trata o conto na hora (amante de spoiler), então gosto quando o autor me mostra isso. Não sei se pelo contexto, li todo o conto sabendo que se tratava de um inseto e partir do fim as conclusões são fortes e próprias. Temo que o quesito emoção roube a cena, mesmo assim gostei do conto.
    Boa sorte!!

  10. Cicero G Lopes
    29 de janeiro de 2020

    A gente sai da pobreza, mas a pobreza às vezes não sai da gente. rsrs Fidelidade a nossa natureza! Boa sorte no concurso.

  11. Fil Felix
    29 de janeiro de 2020

    Boa tarde! Um conto bastante visual, conseguimos visualizar as moscas surgindo graças ao poder da escrita. Apesar de retratar a podridão, resguarda seus momentos mais suaves e até irônicos, como quando cita a higiene. No campo da metáfora, pode ser interpretado de diversas formas, como superação das adversidades ou por um pedaço de esperança. Muito bom.

  12. Catarina Cunha
    29 de janeiro de 2020

    1. Uma analogia à ignorância e à curta vida miserável.

    Elementos fundamentais do microconto:

    Técnica — boa. Frieza em boa medida.
    Impacto — muito bom. Nascer, crescer, viver e morrer na merda. Pobre do nosso povo.
    Trama — boa. Embora careça de intensidade narrativa, tem o seu valor pelo significado.
    Objetividade — muito boa. Linguagem presente e direta.

  13. Gustavo Araujo
    28 de janeiro de 2020

    Uma fábula bem construída. Como tal pode ser interpretada de diversas formas, desde a literal até a metafórica, como a superação de obstáculos na vida até o ocaso, completando o ciclo. Achei o conto bem escrito, mas, como microconto, despido de maior força. De todo modo, desejo boa sorte no desafio.

  14. Sarah S Nascimento
    28 de janeiro de 2020

    Olá, sua maneira de escrever é excelente. Seu tema foi bem original, li duas vezes seu microconto pra ter certeza que entendi tudo.
    Foi muito criativo, diferente de tudo que já li até agora.
    Ao pensar um pouco no microconto e em tudo que ele nos relata só consegui exclamar no final: “que nojo!”, Risos, acho que essa foi a intenção mesmo não é?
    Boa sorte no desafio.

  15. renatarothstein1
    27 de janeiro de 2020

    Muito bom seu micro! Quantos nascem e vivem tal e qual a mosca do seu conto…e pior, também acham o máximo.

  16. Ana Carolina Machado
    27 de janeiro de 2020

    Oiiii. Um microconto sobre a vida de um inseto que anseia por liberdade e podemos ver como o conceito do que seria felicidade é relativo, pois para ele felicidade foi viver seu período limitado de vida sem ser incomodado em um lugar que poderia ser considerado sujo. Mostra que liberdade as vezes é poder viver em paz sem ser dependente do local. Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

  17. brunafrancielle
    27 de janeiro de 2020

    Inusitado.
    Gostei do enredo e da narrativa, mas acho que poderia ter caprichado um pouco mais na “espiritualidade” da situação. Não sei, sinto falta de algo a mais.
    Gostei da vida desde inseto. Contou bem, usando elementos bizarros como “Lixo” e “podridão”. Foi criativo e ousado.
    No fim das contas me agradou. Parabéns

  18. Rubem Cabral
    27 de janeiro de 2020

    Olá, Ortigoza.

    Interessante o conto. Pode ser lido como metáfora de uma vida degradada ou como a vida de uma mosca, desde a larva.

    Boa sorte no desafio!

  19. Bia Machado
    27 de janeiro de 2020

    Olá, tudo bem? Gostei bastante do seu texto, ao mesmo tempo pode ser um inseto, mas pode ser também alguém que vive como tal. Após ler fiquei imaginando o encontro desse ser do seu texto com o homem do poema “Bicho”, do Bandeira… Muito bom! Obrigada!

  20. Neuceli Silva
    26 de janeiro de 2020

    Usou e abusou da gradação. Teria, também, uma metáfora? Tive a impressão de que há mais de um sentido para a pupa. Parabéns!

  21. Amanda Gomez
    26 de janeiro de 2020

    Olá,

    Li seu conto e fiquei um tempo pensando sobre ele. Tem tanta coisa aí, muita mesmo. A habilidade de escolhas de palavras, o visual, o visceral.. É muito intenso e verdadeiro. As metáforas do desafio estão funcionando muito bem até agora. Pode ser simplesmente a vida de um inseto, como a vida de milhões de insetos humanos. Tem uma crítica pontual sobre a nossa realidade. O final é… Não dá pra explicar. Uma tapa na cara.

    Parabéns pelo excelente trabalho. Boa sorte!
    🥺

  22. Anônimo
    26 de janeiro de 2020

    Um texto visceral, dolorido, excelente! Muito bem colocadas as palavras! Boa sorte!

  23. Marília
    26 de janeiro de 2020

    Um texto visceral, forte e com palavras bem escolhidas! Gostei bastante! Boa sorte!

  24. Raione LP
    26 de janeiro de 2020

    Gostei bastante de alguns aspectos e trechos dessa narrativa sobre a metamorfose (vida) de um inseto, principalmente aqueles em que a linguagem assume um tom mais seco e biológico. Em alguns momentos, parece que há um impulso para antropomorfizar o inseto (“Criou expectativas. Alçou voo sonhando com a liberdade.”). Me pergunto se o conto não ganharia em força caso essa analogia fosse sugerida de maneira ainda mais discreta, deixando ao leitor a tarefa de extrapolar o texto.

  25. Vanilla
    25 de janeiro de 2020

    Gostei muito da narrativa e dessa história metafórica do inseto, ou até foi o seu objetivo, mas deixa bem aberto para novas interpretações. Parabéns!

  26. Marco Aurélio Saraiva
    25 de janeiro de 2020

    Apesar da obviedade de se tratar de uma mosca, o conto tem uma profundidade interessante. Pense nos pobres, naqueles que nascem na sarjeta e que tem que superar uma vida em meio à podridão para só então começar a sonhar! Não sei se foi a intenção do autor, mas com certeza essa profundidade deixou o conto infinitamente melhor para mim.

    Escrita: excelente!
    Conto: Muito bom!

  27. Priscila Pereira
    25 de janeiro de 2020

    Olá, Autor!
    O ciclo de vida de um inseto, uma mosca talvez… A inevitabilidade biológica dos animais é retratada muito bem aqui. Se é o que foi criado para ser, sem questionar.
    Com os humanos não é diferente, quando se entende que fomos criados para uma vida digna, justa, limpa… Por mais que as circunstâncias digam o contrário, sempre teremos a chance de conseguir, só depende de nós mesmos.
    Um conto que parece simples, mas tem grande teor filosófico.
    Parabéns e boa sorte!

  28. Matheus Pacheco
    25 de janeiro de 2020

    Muitos se contentam com pouco, isso diz muito sobre a sociedade (kkkk).
    Mas é muito bom, eu gostei da descrição e da narração ainda mais com a limitação imposta pelo desafio.
    Um ótimo conto.
    Um abraço.

  29. Evandro Furtado
    25 de janeiro de 2020

    A brilhantia desse conto está justamente em seus silêncios. Em nenhum momento há a citação de quem ou do quê o autor fala. Ainda assim, fica muito claro o enredo, com a presença de inúmeras camadas inferiores de interpretação. A metáfora é espetacular e, pra ser justo, perfeitamente trabalhada. Não há nada a se acrescentar a não ser um

    Ooooooooooooooooooooutstanding!

  30. Rafael Carvalho
    25 de janeiro de 2020

    Cara adorei o texto, acho muito interessante quando é bem utilizado a metáfora de um ser para espelhar a existência de outro. E afinal, para muitos de nós, não á muitas diferenças filosóficas entre a vida de uma mosca e a nossa.
    O conto apresentou um ótima estrutura e execução da fluides do texto, tornando a leitura direta e de fácil absorção.
    Parabéns pelo conto, boa sorte.

  31. Pedro Gomes
    24 de janeiro de 2020

    Bom paralelismo. Há poesia na realidade crua. Dá espaço ao leitor

  32. Angela Cristina
    24 de janeiro de 2020

    Olá!
    Fiz uma analogia com a vida dura e sofrida dos miseráveis.
    Após ler os comentários. Vi que vários identificaram com as moscas.
    Bom texto.
    Parabéns!

  33. Davenir Viganon
    22 de janeiro de 2020

    Conto sobre o ciclo de vida de uma mosca, que reflete sobre a parte pobre da humanidade. Me agradou a narrativa seca, pois foi bem feita e o conto ficou relevante e bem amarrado. Parabéns!

  34. Luciana Merley
    22 de janeiro de 2020

    Olá. Interessante a reflexão sobre a aceitação da natureza como ela é. O micro é seco e sem romantizações, em harmonia com a trajetória do seu personagem. Um retrato da literatura pós moderna, extremamente pessimista, no seu caso, mais pra realista. Minha frase favorita é o esfregar das extremidades (kk) Gostei. Um abraço.

  35. Fabio D'Oliveira
    22 de janeiro de 2020

    Olá, Ortigoza!
    Um conto que, de forma literal, mostra a vida de uma mosca, aparentemente. Nasceu na merda e viveu na merda, digamos. Mas também faz paralelo com a realidade de muitos seres humanos, que vivem da pobreza.
    A linguagem usada poderia ser mais inteligente, porém. Se não fosse um tema recorrente, para não dizer clichê, esse tipo de denúncia, creio que ficaria mais difícil de interpretar o sentido oculto do conto. É tudo muito literal.
    Enfim, é isso.
    Parabéns e boa sorte no desafio!

  36. Maria Alice Zocchio
    22 de janeiro de 2020

    Usou algumas expressões e figuras clichê de textos, digamos, mais higiênicos, mas tenho certeza de que foi intencional.Criou uma espécie de contradição com a linguagem e chegou a um final supostamente feliz para mosca. Tem ironia. Muito bom.

  37. Pedro Paulo
    22 de janeiro de 2020

    Breve como é, a vida de uma mosca poderia ser adequada a um microconto, mas já li um conto, num desses desafios, sobre o ressentimento de uma mosca enxotada, então devo dizer que seu microconto não é simplesmente adequado, mas, principalmente, bom.
    Boa sorte!

  38. Sandra Teixeira
    22 de janeiro de 2020

    Ciclo de vida de um inseto ou de um ser humano? Enfim… Gostei muito do conto! Boa sorte no desafio

  39. Valéria Vianna
    22 de janeiro de 2020

    Mais um microconto em que o autor trabalha bem a dualidade do discurso: a curta vida de um inseto ou a de um pária da sociedade? Fica ao critério do leitor e isso é muito positivo, a meu ver. Congratulações.

  40. jowilton
    22 de janeiro de 2020

    Bom conto. A metáfora para alguém que nasceu em ambiente ruim e que depois conseguiu se metamorfosear, como uma borboleta, foi bem executada. Mas pode-se supor tranquilamente que é apenas um ciclo de vida de um inseto.
    Boa sorte no desafio.

  41. Sabrina Dalbelo
    21 de janeiro de 2020

    Olá,
    Eis aqui o uso magnífico de metáforas.
    Essa não é a narrativa crua do ciclo da vida de um inseto, essa é a história de qualquer humano pobre, sem expectativas, sem chances e sem um lugar para pertencer.
    Parabéns. Muito bom.
    Um abraço

  42. Elisa Ribeiro
    21 de janeiro de 2020

    Um microconto biológico que resume a breve vida de um inseto, pareceu-me uma mosca. Ao mesmo tempo, pela humanização transparente nas escolhas lexicais, pode ser lido como uma metáfora sobre a vida de um qualquer ser humano desassistido. Uma micro caprichosamente escrito embora muito negativo. Gostei! Parabéns e boa sorte. Um abraço.

  43. antoniosbatista
    21 de janeiro de 2020

    O conto pode ser uma metáfora sobre um morador de rua, sem eira nem beira, sem futuro e de vida curta. Ou pode ser simplesmente a história de uma mosca, que também tem vida curta. Um texto ácido como as poesias de Augusto dos Anjos; “(…) e em vez de achar a luz que o céu inflama, somente achei moléculas de lama, e a mosca alegre da putrefação!”
    Um bom conto.

  44. Anderson Góes
    21 de janeiro de 2020

    Esse eu compreendi de cara e gostei muito da maneira que foi cosntruído seu micro conto, fiel a sua ideia, mas sem entregar demais e se tornar óbvio! Parabéns pela qualidade do seu micro conto!

  45. drshadowshow
    21 de janeiro de 2020

    Li e reli. Pensei, a princípio, tratar-se de uma crítica a nosso “presidente”. Depois, pensei na metáfora de um aborto. Sei lá. Não resisti e li os comentários, e percebi tratar-se de uma mosca. Muito bacana. Bem escrito, lúdico, interessante. Parabéns.

  46. Fabio Monteiro
    21 de janeiro de 2020

    Se refere aqui a condição humana ou a vida de um inseto? Achei interessante, pois, me fez pensar em historias de vida tristes. Explorou bem a metafora.

  47. alice castro
    21 de janeiro de 2020

    Bem humorado. Divertido. Gostei da forma como você romantizou a vida do inseto. Parabéns!

  48. Fernando Cyrino
    21 de janeiro de 2020

    Olá, Sr. Ortigoza, cá estou eu às voltas com a sua história. Uma metáfora interessante e que tem a ver com tantas (multidões incríveis mundo afora) que vivem, literalmente, no esterco. Achei legal o seu conto, mas tive dificuldades com a frase final. Interrompida como? Por alguma dessas raquetes chinesas de matar mosquitos? Não consegui captar. Também achei que seu conto teria ficado melhor caso não tivesse repetido a palavra podridão. Temos tantos sinônimos para ela, não é mesmo? Em um micro conto acho que se deve mais ainda evitar repetições, mas aí já pode ser mera chatice minha. Reitero, achei legal o seu conto, mas achei que o final me deixou meio no vácuo. Abraços.

  49. Rodrigo Fernando Salomone
    21 de janeiro de 2020

    Excelente metáfora da condição humana de muitos, inclusive jogando com o sentimento de que mais vale viver na merda do que não ter vida nenhuma, condição de outros tantos por aí. Parabéns e boa sorte.

  50. Vitor De Lerbo
    21 de janeiro de 2020

    Um metaconto se pensarmos que um microconto, comparado a um romance, é como o tempo de vida de uma mosca comparado ao de um ser humano.
    Uma ótima escrita – a escatologia misturada à linguagem poética gera momentos de admiração e humor. A possível analogia com a vida de merda que muita gente leva também enriquece a narrativa.
    Parabéns e boa sorte!

  51. Luiz Eduardo
    21 de janeiro de 2020

    Gostei muito do texto, cru e bem escrito, com uma boa metáfora. Parabéns!

  52. Fheluany Nogueira
    21 de janeiro de 2020

    A metamorfose e o habitat de insetos serve de paralelo para o ciclo de vida de humanos miseráveis, com pouca esperança.
    É um texto crítico, bem tramado e desenvolvido. O impacto já vem da metáfora.
    Parabéns pela participação. Boa sorte. Abraço.

  53. Claudio Alves
    21 de janeiro de 2020

    Boa metáfora. O ciclo da vida da mosca igual o da vida de muitos, que ganham asas, mas não conseguem, não querem, ou são impedidos de alcançar algo melhor. Parabéns e boa sorte.

  54. Regina Ruth Rincon Caires
    20 de janeiro de 2020

    Li o texto inúmeras vezes. Li os comentários que foram postados até aqui, queria mudar ou confirmar o meu entendimento. Apesar de ter recorrido ao processo de vida do inseto, eu continuo achando que o autor fala do humano. Dá a impressão de que fala sobre alguém que nasceu miserável, lutou, sonhou, tentou, mas, que infortunadamente, a realidade não mudou. E agradece por não ter tido a vida interrompida por uma “bala perdida” ou qualquer outra “tragédia”. Se viveu pouco, foi de maneira natural. Viajei muito?!
    Parabéns, Sr. Ortigoza!
    Boa sorte no desafio!
    Abraços…

  55. Andre Brizola
    20 de janeiro de 2020

    Olá, Ortigoza. O ciclo da vida estampado em seu conto vai além daquele do personagem, já que a merda uma vez já foi alimento, e a podridão, um dia, já foi verde e maduro. Como conto cumpre seu papel. Há um enredo claro, há conteúdo crítico e um personagem que se desenvolve, literalmente. Curiosa a menção à interrupção de sua vida. Como um inseto, habitante do lixo, seria candidato à morte nas mãos de nós, humanos, geradores de todo o lixo e podridão. Gostei. Boa sorte no desafio!

  56. Fernanda Caleffi Barbetta
    20 de janeiro de 2020

    Olá, sr Ortigoza, não entendo muito de insetos mas lembro-me que quando criança conheci um tal de vira-bosta, uma espécie de besouro, talvez seja ele o seu protagonista. Bom, de qualquer forma, gostei da forma como usou o ciclo de vida de um inseto para passar uma mensagem muito maior e mais complexa, pelo menos foi como entendi. Achei a frase que inicia o seu microconto uma escolha arriscada, porém, acertada, chamou minha atenção e eu quis saber quem havia nascido na merda. Porém,não gostei da escolha das palavras finais. Não compreendi muito bem o que quis dizer com “feliz por não ter sido interrompida”, ela seria interrompida ou a vida dela? Fiquei confusa. Parabéns.

  57. Paulo Luís
    20 de janeiro de 2020

    O cravo não só brigou com a rosa, indefesa. Este conto em um só golpe denunciou, o machismo, os estupro e um futuro feminicídio. Ótimo conto, sintetizou em poucas palavras essa infame mazela tão em evidência na sociedade contemporânea. Espero que a intenção do autor não tenha sido de deixar como moral da história: “Para quem vive na merda, o melhor é ficar de bico fechado.

    • Paulo Luís
      20 de janeiro de 2020

      Este comentário acima está no conto errado, este pertence ao conto Rosas, perdão já, já, eu conserto.

  58. Eder Capobianco
    20 de janeiro de 2020

    A vida do outro do meu ponto de vista…………haehaheaheha…………muito legal como o narrador conduz a história de forma científica……….ele observa todos os movimentos do inseto e os relata………e do relato emerge a natureza………..um micro-conto Naturalista…………haehehaeha……….parabéns!

  59. Paulo Luís
    20 de janeiro de 2020

    O cravo não só brigou com a rosa, indefesa. Este singelo conto em um só golpe denunciou, o machismo, os estupro e um futuro feminicídio. Ótimo conto, sintetizou em poucas palavras essa infame mazela tão em evidência na sociedade contemporânea.

    • Eder Capobianco
      20 de janeiro de 2020

      Boa tarde, Paulo Luís! Acredito que você quis comentar o micro-conto Rosas (Goku), mas postou o comentário no micro-conto Pupa (Sr. Ortigoza).

      • Paulo Luís
        20 de janeiro de 2020

        De fato, acabei de perceber o erro. Consertarei já. E para piorar eu repetir a dosagem de burrice!

      • Eder Capobianco
        20 de janeiro de 2020

        Legal……….acontece………são muitos textos…….. 🙂 ………..

    • Paulo Luís
      20 de janeiro de 2020

      Este, o comentário correto, perdão pelo equívoco!
      Triste vida essa de borboleta. Mas tem um consolo: pior que viver na merda, é ser a própria merda. Espero que a intenção do autor não tenha sido de deixar como moral da história: “Para quem vive na merda, o melhor é ficar de bico fechado.

  60. Angelo Rodrigues
    20 de janeiro de 2020

    Caro, conto que fala de um animal que se transforma, que nasce no estrume, evolui e volta a essa mesma podridão em que nasceu.
    Busca a ideia inicial de que possa ser um ser humano, algo logo desfeito com o aparecimento da palavra crisálida.
    O conto busca [provavelmente] uma aproximação simbiótica entre a vida dos coleópteros com a vida humana, o que torna o conto um tanto mórbido, vingativo, particularmente quando diz que ainda deve haver o agradecimento por não quebrar esse tal ciclo que vai da merda à merda.
    Não ficou mal o conto, passando uma mensagem de grande desesperança quando enfatiza um ciclo animal e o aproxima do ciclo humano.
    Boa sorte.

  61. Luiza Moura
    20 de janeiro de 2020

    Interessante a escolha de falar do ciclo de vida de uma mosca ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre a vida de algumas pessoas, mas exige uma boa leitura e interpretação.

  62. Emanuel Maurin
    20 de janeiro de 2020

    Assim são os miseráveis e assim são as moscas, as duas espécies rastejam nos rejeitos dos mais abastados. Boa sorte.

  63. Cilas Medi
    20 de janeiro de 2020

    Que merda Hein Pupa, um nascimento assim é mesmo difícil de querer completar o ciclo da vida, mas, sempre há sobreviventes entre os resilientes. Boa sorte!.

  64. Nelson Freiria
    19 de janeiro de 2020

    Uma metáfora a condição humana através da vida de uma mosca? A ideia é boa, mas poderia ter tido uma sequência de ‘expectativa e quebra’ maior para gerar uma identificação.
    O texto consegue manter uma mesma orientação do inicio ao fim que gera um sentimento de incômodo ao ler.

  65. Jorge Miranda
    19 de janeiro de 2020

    Sr. Ortigoza devo dizer que gostei bastante do seu microconto. Você entregou um texto que abre para reflexões sobre a condição humana. Inicialmente somos levados a pensar em uma borboleta (a beleza de um inseto que começa como lagarta e vira algo belo e que sempre relacionamos com transformação) e caímos em uma mosca (podridão, sujeira, etc). Gostei bastante do seu texto. Parabéns!

  66. Carlos Vieira
    19 de janeiro de 2020

    Realista do ponto de vista de um inseto. Metamorfose de um ser humano, sob o aspecto filosófico e literário. Ou será que é tudo uma coisa só, Kafka e Raul Seixas? rsrs

  67. leandrociccarelli2
    19 de janeiro de 2020

    Texto muito bem escrito, passando a total nojeira de uma mosca (eca), parabéns e boa sorte!

  68. Rozemar Messias
    19 de janeiro de 2020

    Texto muito bem escrito, parabens pela criatividade! Leva-nos a uma reflexão além do que está escrito.

  69. jetonon
    19 de janeiro de 2020

    Fantástico! Retrata a borboleta! Gostei. Utilizou de sinônimos e atingiu o objetivo.
    Utilizou de menos palavras disponível e conseguiu.
    Boa sorte

  70. Nilo Paraná
    19 de janeiro de 2020

    o texto é deprimente, não entenda como critica. é como o bandido que faz tao bem seu papel que passamos a odiá-lo. e o que me deprimiu foi justamente a ultima frase: feliz por não ter sido interrompida. O sentimento do miserável que sequer se enxerga como tal.

  71. Carolina Langoni
    19 de janeiro de 2020

    kkkkkkkk
    gostei da mosca e da narrativa, é bem envolvente e me prendeu muito bem. Gostei bastante da descrição. Parabéns :DD

  72. Fabiano Sorbara
    19 de janeiro de 2020

    Olá, Sr. Ortigoza! É tipo de microconto que faz o leitor pensar em outra interpretação do texto. Se realmente o escritor quis contar somente a história de uma mosca ou se é uma metáfora para os desfavorecidos pela vida. A resposta fica a cargo do leitor. Ótimo para uma reflexão.
    Desejo boa sorte no desafio. Abraços.

  73. angst447
    19 de janeiro de 2020

    Primeiro, pensei em uma borboleta, mas depois me dei conta que se tratava de uma mosca. Ou seria uma metáfora para aqueles que nascem em condições desumanas e se acostumam com a podridão? A mosca tem vida curta, assim como alguma pessoas à margem da sociedade. Bem escrito, com frases sintéticas e elaboradas com cuidado. Boa sorte!

  74. Anorkinda Neide
    19 de janeiro de 2020

    Olha.. só consegui pensar nas pessoas que amam a escuridão, a podridão.. sei lá.. estou influenciada por umas experiencias recentes aí.. rsrs
    O texto é ótimo e merece um olhar bem atento.
    Parabéns

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Publicado às 19 de janeiro de 2020 por em Microcontos 2020 e marcado .