EntreContos

Detox Literário.

O Sentido das Coisas (Fabio D’Oliveira)

Avril meneou a cabeça, incrédula.

“Por que insiste nisso? Vai ficar todo molhado!”

O menino se levantou, aproximando-se da proa do barquinho de cedro, meio distraído, e respondeu:

“Porque quero viver”, afirmou com convicção.

Ela fez bico e acomodou-se ainda mais no fundo da embarcação.

“Isso não faz sentido.”

Verum ignorou o comentário da amiga. Tirou a camisa, balançou o corpo — e a alma — e pulou na água. Não afundou. Ficou de pé, ondulando, como se estivesse sobre uma grande gelatina.

“Mas como…?”, questionou Avril, boquiaberta.

Ele riu.

“Às vezes, as coisas não fazem sentido.”

74 comentários em “O Sentido das Coisas (Fabio D’Oliveira)

  1. Gio Gomes
    1 de fevereiro de 2020

    O pequenino Jesus tirou onda. rs Penso que você arriscou uma metalinguagem comentando uma particularidade da literatura, né? Achei bacana. Não foi pro top 20, mas foi uma boa leitura.

  2. Matheus Pacheco
    1 de fevereiro de 2020

    Sorte que eu percebi que eu não tinha comentado esse.
    Um conto que me lembrou uma ficção cientifica, gostei muito do jeito que ele foi escrito .
    Realmente as coisas, as vezes, não tem sentido.
    Um ótimo conto.
    Um abraço.

  3. Daniel Reis
    1 de fevereiro de 2020

    Autor, acho que a sua história é que realmente não fez sentido… seria ele um Messias, para caminhar sobre a água? OU estariam os dois em outro planeta, com outras leis da física. A conferir. Boa sorte!

  4. Tom Lima
    1 de fevereiro de 2020

    A pessoas que escreveu consegue entregar uma boa escrita, mas a história aqui acaba não funcionando. Visa o absurdo, mas mal chega ao estranho. Não conhecemos os personagens, não temos a oportunidade pra tal, e a quebra de realidade fica por isso mesmo, um diálogo onde um deles parece não se surpreender com o absurdo que os encontra.
    Não acho que o negrito seja interessante para marcar os diálogos. Já estão entre aspas, já funcionam, não vejo motivo para mais destaque.
    “A vida é mais estranha que a ficção. A ficção precisa fazer sentido, a vida não.”
    Abraços.

  5. Ana Maria Monteiro
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Omnia. Pois é, às vezes as coisas não fazem mesmo sentido nenhum. O seu conto ficou muito bem e foi agradável de ler, além de ter algo mais, acrescentado por uma certa magia e puerilidade. Um bom micro. Parabéns e boa sorte no desafio.

  6. M. A. Thompson
    1 de fevereiro de 2020

    Nem o conto fez sentido. Boa sorte.

  7. Gustavo Azure
    1 de fevereiro de 2020

    Gostei do conto, trouxe uma mensagem singela com uma narrativa bela, que lembra um pouco uma das história de Jesus. O clima do conto ficou o mesmo da imagem. Boa sorte

  8. Renata Rothstein
    31 de janeiro de 2020

    Primeiro, parabéns pela imagem. Que linda!
    Omnia -Tudo, você agora “arrasou” co toda essa reflexão filosófica, hein?
    Estou tentando saber o que comentar no seu conto desde que foram liberadas as leituras.
    Vixe. às vezes as coisas não fazem sentido. E o sentido de nada pode ser o tudo.
    Verum faz coisas que aparentemente teriam tudo pra dar errado, Avril se apavora…essa história me lembra o episódio de Jesus, sobre as águas.
    Tô queimando neurônio aqui, mas amei!
    Acho que só vc, Omnia, pra esclarecer mesmo 🙂
    Parabéns!

  9. Angela Cristina
    31 de janeiro de 2020

    Olá!
    Lindo texto, bem escrito e cativante.
    Quantas vezes vamos contra a correnteza porque queremos viver?
    Parabéns!

  10. Andreza Araujo
    30 de janeiro de 2020

    Seu texto me deixou intrigada, de uma forma boa. A narrativa é impecável, fácil leitura. O texto é meio sem sentido mesmo, mas de um jeito que agrada, diverte e nos faz pensar. Era uma realidade diferente, um mundo diferente? Amigo imaginário? Eram apenas crianças brincando de faz de conta? As possibilidades são inúmeras, mas o texto não é menos completo por causa disto. E mesmo que ele seja literal (sem outras metáforas escondidas) ele é interessante por si só. Boa sorte no desafio!

  11. Vanilla
    30 de janeiro de 2020

    Escrita simplesmente linda, parabéns pela criatividade e técnica muito boas, eu adorei!

  12. Thata Pereira
    29 de janeiro de 2020

    SOCORRO QUE EU ESTOU DE QUEIJO CAÍDO! haha confesso que eu precisei da ajuda do grupo As Contistas para entender o conto. Assim que eu terminei de ler, comentaram sobre ele por lá. Aff, pecado os nomes estrangeiros terem me incomodado na hora de ler. São eles a grande sacada e magnificência do conto. Vou compartilhar nas minhas redes sociais, diz que pode?
    Boa sorte!!

  13. Fil Felix
    29 de janeiro de 2020

    Boa tarde! É um conto fantástico e que, num primeiro momento, não faz muito sentindo. Dá pra viajar um pouco na interpretação, como um universo mágico (já que traz uns nomes diferentes) ou se tratando de um amigo imaginário. Não fica muito evidente e, pelo título, acho que nem é a proposta mesmo. Não gostei dos nomes estrangeiros, caso não seja de uma terra mágica, acho um pouco desnecessário.

  14. Givago Domingues Thimoti
    29 de janeiro de 2020

    Embora seja possível perceber o esmero do autor ou autora em escrever o conto, devo admitir que o conto não me agradou. Não achei cativante a história, entretanto, reconheço também a beleza por trás: imaginação é sempre algo válido de acreditar.

  15. Catarina Cunha
    29 de janeiro de 2020

    Menino prova, por A + B, que a vida não faz o menor sentido.

    Elementos fundamentais do microconto:
    Técnica — ótima. Complexa e perfeita no autocontrole.
    Impacto — ótimo. Eu não estava preparada para algo tão bom.
    Trama — ótima. O suspense infantil me desarmou. Tudo fazendo todo o sentido. maravilhoso.
    Objetividade — ótima. Frases entrecortadas com um diálogo rente. Parabéns!

  16. Amanda Gomez
    29 de janeiro de 2020

    Olá,
    O título resume bem o texto, acho que essa era a proposta. Pode ser uma brincadeira entre duas crianças e todo o esplendor da imaginação…pode ser… bem, não imagino que possa ser outra coisa. Pessoas não ficam em pé sobre a água..só uma, uma vez rs. Tem coisas que não fazem sentido, mas a realidade é uma só. Então fico com a primeira opção, o texto cativa, mas não vai muito além.
    Boa sorte!

  17. Cicero G Lopes
    29 de janeiro de 2020

    “Às vezes, as coisas não fazem sentido.” Boa sorte.

  18. Marco Aurélio Saraiva
    29 de janeiro de 2020

    De cara senti muita dedicação no seu conto. Desde a belíssima imagem de capa (editada, inclusive, o que é algo raro por aqui), até a separação dos parágrafos e a distinção dos diálogos com negrito e a escrita impecável. Mas há algo mais.
    Seu conto também tem alma. Fala de duas crianças, uma que não entende por que a outra persegue um sonho ou objetivo claramente inútil ou sem sentido. E, quando o impossível acontece, ela fica abismada; como um adulto ficaria ao ver outro realizar um sonho aparentemente impossível. Aquela carreira que você sempre sonhou seguir; o livro que sempre sonhou em publicar. Enfim, o conto fala de sonhos e de persegui-los mesmo que não façam sentido para o resto do mundo.
    Por que temos que viver.
    Escrita: Excelente
    Conto: Excelente!

  19. Sarah S Nascimento
    28 de janeiro de 2020

    Olá, seu microconto é bem criativo. Deixa a gente com a mesma indagação da Avril e o sentimento de que não entendeu muito o que houve.
    Gostei da sua ideia e da ousadia e persistência do menino, as crianças sempre tem coragem de fazer as coisas mais malucas, risos.
    Parabéns, um bom microconto.

  20. Sabrina Dalbelo
    28 de janeiro de 2020

    Olá,
    Tive muita empatia com teu conto, ele faz todo “sentido” para mim!
    Engraçado que a premissa do conto é “Isso não faz sentido.”
    É uma história metafórica – e muito bem escrita – sobre crenças, dogmas e verdades.
    Vamos sonhar mais e crer na concretização do que queremos?
    Vamos!
    Não fazer sentido é preciso.
    Top 20!
    Um abraço,

  21. Rubem Cabral
    28 de janeiro de 2020

    Olá, Omnia.
    Então, eu não sei se gostei do conto. Parece uma cena de sonho, por jogar a fantasia no contexto, sem necessidade de explicá-la ou entendê-la.
    Boa sorte no desafio!

  22. Jowilton Amaral da Costa
    28 de janeiro de 2020

    Não sei se gostei do conto, também não sei se não gostei. Não sei se não entendi, ou se entendi. As vezes as coisas realmente não fazem sentido. Sentiu? Boa sorte no desafio.

  23. Andre Brizola
    28 de janeiro de 2020

    Olá, Omnia! Gostei da proposta do conto. Às vezes as coisas realmente não fazem sentido. Então não podemos nem utilizar esse argumento contra o final da história, certo? Espero, esperto. Gostei bastante da arapuca em que você coloca o leitor. Vamos numa direção tradicional e terminamos com um final meio nonsense em mãos. Nem precisamos de uma interpretação. É só pensar que às vezes as coisas não fazem sentido. Muito bom. Boa sorte no desafio!

  24. Bia Machado
    27 de janeiro de 2020

    Olá, Omnia! Eu devia puxar sua orelha, porque só o que posso dizer de mais concreto é que eu gostei do seu conto, da imagem que ele criou em minha mente enquanto eu o lia. De resto, estou igualzinho ao Guimarães, “quase que nada sei, mas desconfio de muita coisa”, porque a cada leitura poderia ser uma coisa: pensei que fossem personagens em um livro, presos ali naquela bela ilustração, pensei também que poderiam estar dentro de um quadro… Ou que seria somente doideira mesmo, daquelas pra fazer os macaquinhos do nosso sótão pularem igual doidos. Por isso, está intimado a vir aqui contar o que te levou a escrever isso, ok? Por enquanto, digo que gostei e obrigada!

  25. Ana Carolina Machado
    27 de janeiro de 2020

    Oiiii. Um microconto sobre dois amigos em que o menino é mais ousado e a menina mais quieta e presa ao sentido concreto das coisas, no fim a ousadia e a imaginação do menino o fizeram fazer algo inacreditável. Talvez quando ele parou de se prender ao sentido das coisas as coisas passaram a ter outro sentido e o que era para o molhar serviu de caminho. Amei a imagem. Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

  26. Rafael Carvalho
    27 de janeiro de 2020

    Me lembrou muito um episódio de Animatrix chamado “Além da realidade”, mesmo se você não gostar do Matrix e sua simbologia, aconselho ver esse em questão, é uma animação curta e bem atraente, em um momento uma garota salta de um edifício e pouco antes de bater no chão fica flutuando, essa parte me lembrou seu conto.
    Tentei entender a parte fulaninho lá colocar o rosto na água para se sentir vivo, mas não sei se tirei uma ideia clara da situação. De qualquer forma gostei bastante do seu conto, parabéns e boa sorte!
    Ah, um parabéns em separado pelo cuidado que você teve de mandar uma imagem com o nome do conto, uma imagem linda por sinal.

  27. Gustavo Araujo
    27 de janeiro de 2020

    Um conto que pode ser lido de diversas formas. Aparentemente, temos duas crianças brincando, sendo o barquinho uma extensão de suas imaginações. Mas pode ser algo além, claro, na medida em que o real e o imaginário convivem. Assim, do barco (real) o menino/rapaz pula na água e flutua (imaginário). Aqui, a proposta é falar da coragem para buscarmos algo além das aparências — o famoso “sem saber que era impossível, foi lá e fez”. É uma proposta bacana, que faz pensar. Não curti, porém, os nomes estrangeiros. Quebraram a imersão, soando estranhos para a proposta. Enfim, um bom trabalho mas que pode melhorar. Parabéns e boa sorte no desafio.

  28. brunafrancielle
    27 de janeiro de 2020

    Infelizmente seu conto não me cativou.
    Talvez eu não goste de coisas que não fazem sentido.
    Até gerou uma certa curiosidade durante a leitura, mesmo eu prevendo que se tratava de alguém querendo “aproveitar a vida”. Sempre há uma expectativa de se surpreender.
    O nome dos personagens chama a atenção, mas mesmo após um olhar mais atento não parecem ter relevância pra história.

  29. Davenir Viganon
    26 de janeiro de 2020

    O que ficou do conto é a ideia de um lado a menina presa as regras e o menino que pensa fora da caixa e por que sim, ele está certo. Afinal em que lugar mais ele poderia estar certo senão em uma fantasia? Gostei!

  30. Marília Marques Ramos
    26 de janeiro de 2020

    Eu me diverti com a loucura! Assim como disseram em outros comentários, nem tudo precisa ser totalmente explicadinho. É gostoso viajar um pouco.

  31. Evandro Furtado
    26 de janeiro de 2020

    O conto ia me agradando ao parecer que ia em uma direção, mas acabou indo em outra. Eu achei que a ideia de se molhar era uma forma de “arriscar na vida”, de “sair da zona de conforto”. Esse ainda pode ter sido o intuito do(a) autor(a), mas o final foi um pouco preguiçoso e acabou decepcionando.

  32. Raione LP
    26 de janeiro de 2020

    Me pareceu uma brincadeira retratada com tintas fantásticas. Gostei da inversão provocada pelo final, que de certa forma reescreve o título. O diálogo me soou convencional (sem aquela vividez das crianças).

  33. Rozemar Messias
    24 de janeiro de 2020

    Ótimo conto, personagens bem caracterizados, leitura leve, um pouco de fantasia e ainda nos leva a refletir sobre o sentido da vida. Parabéns!

  34. Fabio D'Oliveira
    24 de janeiro de 2020

    Olá, Omnia!

    É um micro reflexivo. Gosto desse tipo de texto, pois levanta algumas questões que admiro.

    Aqui, tratamos de um tema universal: o sentido das coisas ao nosso redor. Avril parece estar apegada aos padrões, cética de que algo irá sair de suas concepções pré-estabelecidas. E Verum desafia esses padrões, quebrando-as e as reconstruindo para sua amiga. A surpresa da menina seria o desnorteamento que sentimos ao vermos nossas ideias se quebrando, quando encaramos algo que não faz sentido para nós.

    Na realidade, uma coisa pode ter vários sentidos. Ou até nenhum, de forma objetiva. Acho que não vale a pena gastar tanta energia procurando sentido em tudo, né, haha. Algumas coisas são o que são e pronto.

    É um bom micro.

    Parabéns! E boa sorte no desafio!

  35. Pedro Paulo
    24 de janeiro de 2020

    O microconto se abre num conflito. Não se trata de algo complexo, mas uma oposição entre dois amigos. A escrita, portanto, é ágil como precisa ser e, melhor ainda, soube inserir a emoção a partir dos gestos. A exclamação, o beicinho, a brilhante colocação entre travessões: “e a alma”, a conclusão inesperada e um pouco acalentadora que encerra a leitura com a leveza que ela deseja transmitir e que o próprio rapaz parece ter. Bem legal.

    Boa sorte!

  36. Carlos Vieira
    23 de janeiro de 2020

    A estória é bem interessante, e a imagem foi bem utilizada a meu ver, pois me auxiliou na suspensão da descrença, e me remeteu diretamente para dentro da pintura. O diálogo, por sua vez, me pareceu bastante filosófico, como se os personagens quisessem explicar ou revelar um sentido, ainda que a conclusão ou verdade fosse que não existe sentido. A narrativa, vindo de um narrador de fora, acabou focando muito objetivamente nos eventos. Fiquei então na expectativa de saber o que Verum e Avril sentiram, e não sobre o que pensaram sobre o que sentiram. Confuso? É, as vezes as coisas que eu falo não fazem muito sentido. kkk

  37. Sandra Teixeira
    23 de janeiro de 2020

    Gostei. Na primeira leitura não fez muito sentido para mim, mas depois de reler percebi que “as vezes as coisas não fazem sentido” e, nem precisam fazer, não é. Boa sorte no desafio

  38. Luciana Merley
    23 de janeiro de 2020

    Olá desafiador. Gostei bastante da ideia. Muito diferente, fora da realidade, onírico. Me pareceu mais um trecho de um livro de fantasia infantil, aliás uma boa ideia pra vc desenvolver num livro. Mas funcionou como micro também. Boa escrita, bons diálogos. Gostei. Um abraço.

  39. Luiz Eduardo Domingues
    23 de janeiro de 2020

    Gostei do conto. Acho que modificaria algumas coisas como o nome estrangeiro dos personagens (kkk), mas gostei muito da maneira como você escreveu, com muitos detalhes. Não acho que final foi surpreendente ou algo do tipo, mas valeu. Parabéns!

  40. Regina Ruth Rincon Caires
    23 de janeiro de 2020

    “Às vezes, as coisas não fazem sentido”. Exatamente, e querer entender tudo pode ser um procurar pelo em ovo. Mas, vamos lá. Seria Verum a verdade, e Avril a mentira (abril)? A verdade sempre vem à tona, a mentira sempre naufraga, “acomodou-se ainda mais no fundo da embarcação”. A verdade é destemida.

    Acho que viajei, né? Mergulhei de cabeça. Agora, como é bom tirar os pés do concreto e imergir no insólito! Este é um texto que, de pronto, parece uma “gelatina“, mas… Então, Omnia, por favor, fala se afundei?! E Omnia seria referente à banda?

    Escrita de primeira. Não vi qualquer deslize. Menino, você sabe das coisas…

    Parabéns e boa sorte na peleja!

    Abraços…

  41. antoniosbatista
    23 de janeiro de 2020

    Achei sua história simples, como uma mensagem dizendo que “nada é o que parece”. Meio estranho o conto a começar pelos nome dos personagens Avril e Verdum. A história se passa fora do Brasil? Aqui, seria melhor João e Maria, enfim cada autor com seu gosto. Nada contra, só que prejudica a estética do conto, mas não o afeta na compreensão. Os diálogos também soaram estranhos, me pareceu não combinar com as ações. A garota diz que ele vai ficar molhado e ele responde que quer viver.(?) Meio sem sentido…

  42. Fabio Monteiro
    23 de janeiro de 2020

    Esse é o tipo de fantasia que nos movimenta. Gostei mais da audacia do personagem . Não se importou, tirou a camisa e pulou. Boa Sorte.

  43. Elisa Ribeiro
    22 de janeiro de 2020

    Adorei! O realismo da descrição da situação, o diálogo convincente entre as crianças, o fecho insólito. E que graça esses nomes que você deu aos personagens. Só faltou fazer algum sentido. Mas quem se importa com isso? Parabéns pelo trabalho. Um abraço.

  44. Alice Castro
    22 de janeiro de 2020

    Que lindeza de conto! Eu os vi, duas crianças brincando na margem. Uma demonstra coragem e a outra receio. Cresceram juntas quando se aventuraram ao desconhecido, e eis que deu pé! hahahahahhahahaha
    Lindo!

  45. Anderson Góes
    22 de janeiro de 2020

    Pura e simples ficção… Diálogos bons e simples… Muito bem escrito, amei os nomes dos personagens… Parabéns pela escrita e pela imaginação!

  46. Valéria Vianna
    22 de janeiro de 2020

    Quando a verossimilhança de um conto se dá através de uma situação ilógica, é aí que avança em literariedade. Muito bom. Congratulações!

  47. Maria Alice Zocchio
    22 de janeiro de 2020

    O insólito fazendo pensar. Diálogos bem construídos, cena bem descrita. Parabéns.

  48. Maria Alice Zocchio
    22 de janeiro de 2020

    O insólito fazendo pensar. Diálogo bem construído, cena bem descrita. Gostei. Parabéns!

    • Maria Alice Zocchio
      22 de janeiro de 2020

      Comentado duas vezes. Achei que não tinha publicado.

  49. Fernando Cyrino
    22 de janeiro de 2020

    Algumas vezes a gente se depara com o insólito pelos caminhos. Nessas horas o absurdo, aquilo que não faz sentido passa a ter sentido. Acho que se trata aqui de um caso desses. O absurdo da ousadia de Verum estar sobre as águas nessa sua história.. Mas do que quero falar mesmo é dos des – sentido do seu conto. Meu Deus, estou diante de algo que na minha cabeça não cria sentido, mas ao mesmo tempo está tão belo, tão bem feito… O absurdo se fazendo arte, fico pensando. Parabéns, fez algo bem ousado e admiro bastante a coragem.

  50. Fernanda Caleffi Barbetta
    22 de janeiro de 2020

    Olá, Omnia. bastante inusitado e criativo seu microconto, parabéns. Eu gosto de ler textos mais enigmáticos, que nos deixam ansiosos por alguma pista, que nos fazem tentar ler além do que está escrito. A conclusão minha é a de que nem tudo precisa mesmo fazer sentido. Muito bom. Só achei conflitantes o “meio distraído” e o “respondeu com convicção”,eu tiraria o “meio distraído”, mas é só uma percepção minha. A fotografia é linda. Gostei, parabéns. Boa sorte.

  51. Angelo Rodrigues
    22 de janeiro de 2020

    Caro, conto legal, de narrativa simples.
    Há nele um teor de subjetividade que, após desvendado – se estou certo -, ganha um outro sentido, ou melhor, ganha algum sentido além daquele “sem-sentido” quando da leitura inicial.
    Abril, Verão? Seria possível? Abril e Verão não se conectam, dado que abril é no Outono. Fiquei meio assim… bem, mas o Verão é a estação das águas… o que faria o menino Verum mergulhar…
    Confesso que busquei algo além do texto, mas, como dito, às vezes as coisas não fazem sentido.
    Boa sorte.

  52. Paulo Luís
    21 de janeiro de 2020

    Um conto fantasia com uma mensagem criptografada. O que afronta os sentidos, de fato. E por isso eu também estou boiando sobre as águas desse mar morto. Será o mar morto mesmo, onde não se afundo, e por isso não faz sentido? Êta continho incompreensível, parabéns pela ousadia. Bom conto mesmo.

  53. Augusto Schroeder Brock
    21 de janeiro de 2020

    Olá!
    Beeeem legal o seu conto! Narrativa com profundidade, conflito, surpresas, reflexão. Um conto completo! Soube usar muito bem as palavras. Parabéns!

  54. Vitor De Lerbo
    21 de janeiro de 2020

    Em poucas palavras, temos tensão entre os protagonistas e um aspecto surrealista e fantasioso envolvendo a cena. Texto bem escrito, e o diálogo gera uma reflexão honesta.
    Boa sorte!

  55. Fheluany Nogueira
    21 de janeiro de 2020

    Omnia vincit é um termo latino que significa alguém que vence tudo, que ousa. É o caso do Verum que desafia a Avril e alcança um feito extraordinário.

    Texto aparentemente SEM SENTIDO, mas profundamente reflexivo e criativo.

    Parabéns pela ideia e execução. Sucesso! Abraços.

  56. Rodrigo Fernando Salomone
    21 de janeiro de 2020

    Muito bom, final sem sentido e maravilhoso, kkkk. Muito bem escrito, parabéns e boa sorte.

  57. Carolina Langoni
    21 de janeiro de 2020

    Muito bom, só não entendi se ele ficou em pé na água (que nem Jesus), ou se ele tava boiando, deitado e reto (eu faço bastante isso).
    Gostei bastante da mensagem, as coisas ás vezes não precisam fazer sentido, nós temos que aprender mais a curtir o momento em vez de pensar demais.

  58. Claudio Alves
    21 de janeiro de 2020

    Gostei. Texto atraente. A gente sempre é advertido por alguém quando quer fazer uma coisa (“vai ficar todo molhado”), mas é preciso se jogar para viver. Uma vezes, a gente se molha/queima. Noutras não. Vale o risco? Aí, é com cada um! Obrigado pelo seu conto. Boa sorte no desafio!

  59. Fabiano Sorbara
    20 de janeiro de 2020

    Olá, Omnia! Seu conto é uma metáfora sobre a vida e como não existe sentido em muitos momentos dela. A narrativa é sólida e fluente. Ele é envolvente até o final, e posteriormente o texto ainda deixa reflexos no leitor.
    Desejo boa sorte no desafio. Abraços.

  60. Emanuel Maurin
    20 de janeiro de 2020

    É um conto reflexivo, fiquei imaginando por um tempo o menino equilibrando-se na gelatina. Boa sorte.

  61. Cilas Medi
    20 de janeiro de 2020

    O que quis dizer, não a palavra gelatina, mas o seu sentido no conto é que me deixou mais intrigado. O autor(a) não diz já que pretendeu ficar assim mesmo, a vida não faz sentido quando se pergunta para ela o por que assim é. O que nos ampara, afinal, quando chega e quando vai embora é a pergunta recorrente. E, sem resposta direta, salva de tentar explicar. Parabéns e boa sorte no desafio.

  62. Anorkinda Neide
    20 de janeiro de 2020

    Eles estão no Mar Morto!
    é muito bonito o seu conto!
    Ele te muitas camadas pra senti-lo… certamente é um texto q vou levar e gaurdar e reler.

  63. Jorge Miranda
    20 de janeiro de 2020

    Qual o real sentido das coisas? Existe algo tão definido que se possa dizer com certeza absoluta que isso é isso e ponto final? Não sei se eram estas as questões que o autor queria levantar (ou deixar que se pensasse qualquer coisa, rsrs). Bem, gostei do que li. Parabenizo você pelo seu texto

  64. Nelson Freiria
    20 de janeiro de 2020

    Ler e interpretar os significados se faz necessário para compreender o conto além da mensagem final. É uma técnica simples, mas difícil de empregar para quem tem a mente tão quadrada como a minha. Por isso admiro a habilidade do autor. Mas o que seria o ato de flutuar e não afundar? Seria muito vago, na minha opinião, deixar isso aberto com um “não tem que fazer sentido”, pois é uma saída muito fácil para fazer do final algo encantador. Esse mero detalhe não me deixa apreciar o conto mais profundamente.
    Quanto aos personagens, eles são mais fáceis de visualizar, principalmente pela diferença entre eles e pelos nomes que nos indica algo.

  65. angst447
    20 de janeiro de 2020

    Verum seria o verão mergulhando nas águas de março? E Avril, abril, já outono e sem entender a empolgação dos dias solares? Micro conto bem narrado, diálogo em destaque. Ótima reflexão sobre o sentido das coisas, ou melhor, sobre como é inútil dar sentido a tudo. Boa sorte!

  66. leandrociccarelli2
    20 de janeiro de 2020

    Seu conto é tão lindo quanto a imagem que o representa. Magnífica metafora sobre o sentido da vida. Gostei muito! Boa sorte!!!

  67. Eder Capobianco
    20 de janeiro de 2020

    Sem duvida a linguagem literária é muito bem expressa………………o narrador preciso em descrever uma cena, tentando ao máximo não interferir no quadro, dando toda liberdade ao leitor para suas conclusões…………destacar a fala com negrito foi legal……………..

  68. Luiza Moura
    20 de janeiro de 2020

    Eu amei tudo: título, imagem texto! Tem poesia, nos leva a uma reflexão bastante interessante… Me fez pensar também em alguns poetas como Fernando Pessoa, Clarice Lispector, com um tom ainda mais moderno. Super parabéns!

  69. drshadowshow
    19 de janeiro de 2020

    Microconto onírico. Gostei da cena. Surreal. Não precisa fazer sentido, mesmo. A vida tem sentido? Não, né? Então por que um conto precisa ter? Valeu.

  70. Priscila Pereira
    19 de janeiro de 2020

    Olá, Omnia!
    Primeiro, que imagem linda!! Amei!
    Segundo, imagino que seu micro é mais profundo do que parece… De qualquer forma eu gostei, é inusitado, muitíssimo bem escrito, usa a fantasia e a leveza para encantar. Toda a imagem mental que ele evoca é linda, realmente um ótimo conto!
    Parabéns e boa sorte!

  71. Nilo Paraná
    19 de janeiro de 2020

    Sem sentido, mas divertido. As vezes é bom sair da casinha. pontos pela surpresa e originalidade.

  72. jetonon
    19 de janeiro de 2020

    Gostei! Realmente às vezes as coisas não fazem sentido. Todo e qualquer sinal é o estímulo de um aprendizado.
    Boa sorte!

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Publicado às 19 de janeiro de 2020 por em Microcontos 2020 e marcado .