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Detox Literário.

Morte (Nilo Paraná)

Eu a conheci a algum tempo, e desde então a morte me visita toda noite. Travamos batalhas incessantes, algumas homéricas. Ora um se adianta, ora outro toma vantagem. Vivemos um equilíbrio amigável. Acostumei-me a ela. Conversamos, discutimos, as vezes rimos. Não chegamos a ser amigos, mas o convívio nos tornou bons parceiros. Ignoro se ela tem o dom do conhecimento ou é apenas mais um peão nesse jogo insano. Fico sempre em dúvida se ela é honesta ou cínica, quando ao despedir-se de mim diz: durma bem.

83 comentários em “Morte (Nilo Paraná)

  1. Gio Gomes
    1 de fevereiro de 2020

    Achei bom o microconto, Arthur. Uma maneira divertida e bem realista de conversar com a morte. Uma boa morte, de fato. Parabéns.

  2. Daniel Reis
    1 de fevereiro de 2020

    Lembrei do jogo de xadrez com a morte no filme do Bergman (Sétimo Selo). De qualquer forma, é um tema recorrente, na literatura e no desafio, e não traz surpresas. Boa sorte e boa escrita!

  3. Tom Lima
    1 de fevereiro de 2020

    Sétimo Selo feelings.
    Está bem narrado, mas falta aquele tom de originalidade. Não me entenda mal, é bem difícil ser original, mas é possível quanto a forma. A forma aqui é a clássica, um embate entre o vivente e a morte, que nesses casos é bem misericordiosa. Gosto das representações da morte que não se interessam em jogos com mortais, como o Morte do Terry Pratchett no mundodisco.
    Abraços.

  4. Ana Maria Monteiro
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Arthur. Excelente micro. A lamentar apenas aquele “a” em lugar de há. Merece a alteração. Bem visto esse final: acusar a morte de cinismo e isto com a acusação vinda de um cínico que a trata por tu. Muito bom. Parabéns e boa sorte no desafio.

  5. Matheus Pacheco
    1 de fevereiro de 2020

    O conto me pareceu bastante a batalha da vida contra a morta, culminando em um afeto entre os dois conceitos, contudo a morte sempre vence pois ninguém escapa do Divino.
    Um conto muito interessante… Talvez eu tenha gostado bastante dele.
    Um abraço.

  6. M. A. Thompson
    1 de fevereiro de 2020

    Não foi a melhor história que li, mas é um conto bom com meio, início e fim. Só achei fraco comparado aos outros que li. De qualquer forma, parabéns e boa sorte.

  7. Gustavo Azure
    1 de fevereiro de 2020

    Achei um conto interessante e com uma proposta um pouco diferente dos demais. No fim a dúvida sobre a morte foi bem marcante e sincera. Ele, apesar de lutar, não sabe quando será seu fim. Boa sorte

  8. Renata Rothstein
    31 de janeiro de 2020

    Bom seu micro conto!
    Essa batalha em termos metafóricos é travada por todos nós, de um modo, ou de outro.
    Gostei muito.

  9. Rubem Cabral
    31 de janeiro de 2020

    Olá, Pelegrino.
    Bom conto! Há um erro logo na primeira frase, ao trocar “há” por “a”. Boa a ideia do desfecho.
    Boa sorte no desafio!

  10. Andreza Araujo
    31 de janeiro de 2020

    Interessante, repleto de metáforas de fácil compreensão. Gostei principalmente da reflexão sobre a Morte também ser apenas um “peão”. O final irônico foi uma ótima jogada.

  11. Angela Cristina
    31 de janeiro de 2020

    Olá!
    O texto me remeteu a efemeridade da vida.O hoje e o agora, porque a amiga morte pode estar sendo irônica, não é?
    Bom texto.
    Parabéns!

  12. Carlos Viera
    30 de janeiro de 2020

    Oi, Pelegrino! Lembrei-me inevitavelmente do filme “O Sétimo Selo” (Bergman), bem como do poema da Moça Caetana (Ariano Suassuna). A premissa é sempre interessante: e se eu encontra-se a morte, personificada? O modo como você concluiu foi muito interessante, aliviou o tema tão recorrente. Parabéns e boa sorte!

  13. Vanilla
    30 de janeiro de 2020

    Um ótimo conto, sobre a metáfora da morte. Achei muito interessante o jeito que tudo termina, essa coisa forte da despedida, foi muito bem colocado, parabéns!

  14. Arthur Pelegrino
    30 de janeiro de 2020

    Obrigado pelo comentário Thata. Ah, se meu conto não entrar em sua lista final, vou pedir a “ela” passe a visita-la toda noite.

  15. Catarina Cunha
    30 de janeiro de 2020

    Uma pessoa desenvolve uma singela amizade com a morte.
    Elementos fundamentais do microconto:
    Técnica — boa. Há um bom domínio da narrativa.
    Impacto — fraco. Não há clímax, apenas uma ótima reflexão.
    Trama — fraca. Poderia ter explorado melhor a boa premissa.
    Objetividade — regular. Muitas palavras com poucas variantes de intensidade.

  16. Thata Pereira
    29 de janeiro de 2020

    Apesar de bonito e muito bem escrito, eu não estava cogitando incluir o conto na minha possível lista. Mas aí veio o final, e o seu poder de F*der com o conto ou torná-lo arrebatador. Felizmente, a segunda opção foi a desse conto. Se não entrar na minha lista final, foi cogitado.

    Boa sorte!!

    • Arthur Pelegrino
      30 de janeiro de 2020

      Obrigado pelo comentário Thata. Ah, se meu conto não entrar em sua lista final, vou pedir a “ela” passe a visita-la toda noite.

  17. Amanda Gomez
    29 de janeiro de 2020

    Olá,
    A personagem é alguém que está mais perto da morte que a a outras pessoa, deixando de lado a questão ” todo mundo vai morrer” provavelmente se trata de alguém doente que tenta de alguma forma aceitar a presença dela. Não há o que fazer, apenas aceitar e lidar com ela da melhor forma possível. Devido ao sofrimento, as dores do tratamento (?) as vezes ela é até bem vinda. Pode ser também uma potencial suicida.
    Esse plano de fundo…interpretação é mais interessante do que a escrita, não me identifiquei muito com a forma que foi contado, não sei… talvez por já ter lindo muita coisa parecida… Mas é um bom texto.
    Parabéns, Boa sorte!

  18. Fil Felix
    29 de janeiro de 2020

    Boa tarde! Conversas com a morte geralmente rendem boas histórias e aqui não foi exceção. Interessante como há a aceitação da personagem em relação à morte como sua eterna companheira. Todos sabemos que vamos morrer e uns (como eu) sentem pavor só de pensar. Mas aqui há uma conversa até mais íntima, como se tratasse de alguma doença terminal ou até mesmo algum câncer. Muito bom.

  19. Cicero G Lopes
    29 de janeiro de 2020

    Por que a Morte perde tempo com ele? Da forma como a história é contada parece que a morte não joga dados e sim, xadrez! Não tem grande impacto, é mais reflexivo, mas, considerei um bom conto. Boa sorte.

  20. Marco Aurélio Saraiva
    29 de janeiro de 2020

    O seu conto tem uma profundidade única. Cada vez que penso sobre o que acabei de ler, fico mais impressionado. Quando o personagem conheceu a morte? Numa experiência de quase-morte? Provavelmente não. Provavelmente conheceu-a quando notou que estava velho demais para ainda estar vivo, ou quando descobriu que tinha alguma doença terminal.

    Seu conto fala sobre a aceitação da nossa condição humana; do nosso prazo de validade. Até brinca com este assunto tão assustador. Uma leitura e tanto.

    Escrita: Excelente
    Conto: Muito bom

  21. jowilton
    29 de janeiro de 2020

    A morte dizendo durma bem foi foda kkkkkkkkk. Boa sacada. É um bom texto, está bem escrito. Boa sorte no desafio!

  22. Ana Carolina Machado
    28 de janeiro de 2020

    Oiiii. Um microconto sobre uma pessoa e sua relação com a morte, que apesar de parecer amigável tem momentos de alerta. Acho que o texto também pode ser entendido como uma metáfora para pessoas com doenças graves que sempre vem a morte de perto e como diz aquele trecho travam batalhas com ela . Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

  23. Sarah S Nascimento
    28 de janeiro de 2020

    Olá, seu microconto fala da morte de uma maneira um pouco mais filosófica. Interessante isso, uma maneira diferente de abordar o tema, bem criativo.
    Achei seu final impactante, a frase de despedida da morte é algo bem forte.
    Eu queria entender porque a morte visita esse personagem toda noite. Pensei que isso seria citado, sei lá, talvez ele tivesse uma doença ou algo assim.
    Ainda assim, foi um bom microconto, parabéns.

    • Arthur Pelegrino
      28 de janeiro de 2020

      Obrigado pela critica Sarah. Respondendo a tua pergunta e vi que muitas pessoas também se referiram a isso, o porquê da morte se encontrar com o narrador toda noite, na verdade achei irrelevante se ele fosse um doente terminal ou um suicida ou qualquer outra coisa que o ligasse à morte. Preferi deixar na imaginação do leitor. O ponto que me ative para fazer o microconto foi o embate e a percepçao que o narrador tem da morte, as vezes calma, quase de companheirismo, mas sempre desconfiando dela.

    • Arthur Pelegrino
      28 de janeiro de 2020

      Nunca sei se meu comentário foi ou não foi, acho que estou mandando duplicado.

      Obrigado pela critica Sarah. Respondendo tua duvida e pelo que vi de muitos outros leitores, achei irrelevante para o que desejava a explicação detalhada da condição do narrador e protagonista do conto. preferi deixar isso para a imaginação do leitor, se ele era um doente terminal, um suicida ou até mesmo um louco que imaginava conversar com a morte. o que tentei passar foi a percepção que o protagonista tem da morte, seu relacionamento calmo e amigável com ela, porém sem nunca confiar na doce senhora.

  24. Claudio Alves
    28 de janeiro de 2020

    Parece a reflexão do personagem do filme “O Sétimo Selo”, que eu gosto muito, por sinal. Gostei. Bom texto. Também sinto essa companhia presente no cotidiano. Boa sorte no Desafio.

  25. Sabrina Dalbelo
    28 de janeiro de 2020

    Olá,
    Conto bem pensado e sobre um tema interessante: a convivência de uma pessoa com a morte, que lhe espreita diariamente e a qualquer momento cumprirá seu papel.
    Um bom texto com algumas questões para revisar, apenas (na primeira frase é “há”, não “a”).
    Um abraço

  26. Bia Machado
    28 de janeiro de 2020

    Oi, Arthur! Eu adoro contos e romances com a Morte, ela é fascinante. Lendo seu conto, lembrei do filme “O Sétimo Selo”, imaginei aquela versão para a Morte do seu conto. Eu gostei dele, há alguns problemas de revisão que devem ter sido mostrados por alguém que já comentou (HÁ, À…), mas nada que tenha me atrapalhado. Eu gostei e gostaria de ler um texto maior sobre essa dupla. Obrigada!

  27. Rafael Carvalho
    27 de janeiro de 2020

    O lance de ficar lutando com a Morte lembra um curta metragem chamado de “A velinha e a morte”, se não conhece vale a pena dar uma olhada, é bem legal!
    Gostei bastante do conto, talvez em uma abordagem com capacidade livre de palavras tivesse um impacto maior.
    Boa sorte no desafio, parabéns pelo texto.

  28. Givago Domingues Thimoti
    27 de janeiro de 2020

    A velha disputa entre a morte e a vida. Aqui, retratada de uma forma aberta, deixando ao leitor para entender o que acontece no conto. É um paciente terminal? Ou seria um médico que tenta manter seus pacientes vivos? Enfim, achei válida a tentativa.
    Não há nenhuma inovação, mas, particularmente, prefiro um clichê bem trabalhado do que algo novo mal feito.
    Boa sorte!!

  29. Fabio D'Oliveira
    27 de janeiro de 2020

    Olá, Arthur.
    Como indicaram, faltou um pouco de cuidado na revisão. Isso não tira todo o mérito do conto, mas prejudica o resultado final.
    O tema, porém, é o ponto forte do conto. A relação do narrador com a morte. Isso abre interpretações satisfatórias. Desde um paciente terminal até um depressivo que vive pensando no suicídio. Me fez questionar, também, sobre nosso medo da morte, que impede que a vejamos como realmente é: algo natural. E assim, como o narrador, dificilmente conseguimos ser amigos dela, apenas bons parceiros.
    Gostei!
    Boa sorte no desafio e parabéns!

  30. brunafrancielle
    27 de janeiro de 2020

    Não achei o enredo muito inovador. A conversa com a morte não é um tema incomum.
    Achei pouco filosófico. “rimos, choramos”, conta como se sentiam ao conversar. mas não a conversa em si, que talvez fosse mais interessante.
    “Ignoro se ela tem o dom do conhecimento” poderia ter demonstrado um pouco do conhecimento dela no conto, por exemplo.
    Carece de profundidade.

  31. Pedro Paulo
    27 de janeiro de 2020

    Um jogo de vai e vem com a morte com uma escrita que carece de lapidação, com vírgulas mal colocadas, acentuação faltando e palavras que poderiam substituir outras.
    Boa sorte!

  32. Rozemar Messias
    27 de janeiro de 2020

    Tema interessante, conto bem escrito, a leitura flui. Senti falta da empatia com o personagem apenas. Parabéns!

  33. Davenir Viganon
    26 de janeiro de 2020

    Bom conto de relação com a morte, me fez pensar que boas construções de frases fecham um bom conto mesmo sem uma reviravolta. Bom Conto!

  34. Marília Marques Ramos
    26 de janeiro de 2020

    Texto intrigante. Acho que faltou um ponto de virada, mas mesmo assim foi muito bom de se ler!

  35. Evandro Furtado
    26 de janeiro de 2020

    O tom tem uma comicidade mórbida no nível certo. Além de se apresentar como uma história muito interessante, funciona também para um metáfora para a depressão, e, consequentemente, a constante presença da morte. De mansinho conseguiu um:

    Ooooooooooooooooooooutstanding!

  36. Gustavo Araujo
    26 de janeiro de 2020

    Bacana o conto. Essa relação com a morte, quase íntima, é algo que todos viveremos um dia. O legal aqui é ver como essa “amizade” vai tomando forma gradativamente, talvez pelo envelhecimento do narrador, talvez por uma doença. No geral está bem escrito e com ideias bens construídas. Faltou um tantinho de revisão, mas coisa mínima. Gostei do resultado. Parabéns e boa sorte no desafio.

  37. Raione LP
    26 de janeiro de 2020

    Faltou ao conto um pouco de revisão.

    Gostei da ideia, mas acho que não tanto da execução. Começa quente, por assim dizer, com a revelação da morte, mas então fica morno com a descrição da convivência com ela — convivência que possui vários aspectos e que é, ao mesmo tempo, apresentada em termos genéricos. O final, por outro lado, recupera a agudeza do início, é uma boa conclusão.

  38. Regina Ruth Rincon Caires
    25 de janeiro de 2020

    Quando terminei de ler este texto, inevitavelmente, me veio à mente:
    “ Eu fiz um acordo com o tempo…
    Nem ele me persegue, nem eu fujo dele…
    Qualquer dia a gente se encontra e,
    Dessa forma, vou vivendo
    Intensamente cada momento…”
    (Mário Lago)
    É bonita a narrativa em que o indivíduo “luta” contra a morte. Essa danada que é a única certeza que carregamos desde o nascimento. Texto filosófico. É a eterna aceitação de que essa realidade não pode ser mudada. A vida ensina que, não podendo vencer o inimigo, alie-se a ele. A convivência, como não pode ser evitada, deve ser amistosa.
    Texto bem escrito, exceto aquele bendito “a” (há) da primeira frase. Agora, pode acredita, a morte é cínica, dissimulada.
    Parabéns, Arthur Pelegrino!
    Boa sorte no desafio!
    Abraços…

  39. Anderson Góes
    24 de janeiro de 2020

    A vida e a morte na sua eterna dança, um tentando vencer o outro e por mais que a morte sempre vá ganhar no final, a vida sempre vai lutar até o último momento… Parabéns pelo conto, bem escrito e bem elaborado.

  40. Andre Brizola
    24 de janeiro de 2020

    Olá, Arthur! Um bom conto sobre a vida e a morte. A vida personificada em um doente, acredito, enquanto a morte, encarnada ou não, vai além de seu conceito real, assumindo atitudes e falas. Achei muito bom, com um arremate bem sacado. Acrescento como crítica o clichê “morte me visita toda noite”. É inevitável não pensar, imediatamente, naquela morte de capa preta, foice e mão cadavérica. É isso, boa sorte no desafio!

    • Anônimo
      24 de janeiro de 2020

      obrigado pelos comentários André, e permita-me discordar quando fala em cliche. A morte visita-lo toda noite faz parte indegrante do conto, da dinâmica da relação dos dois. não é uma frase solta. valeu pelos comentários.

      • Andre Brizola
        28 de janeiro de 2020

        Tudo bem? Eu me expressei mal quando citei a frase como clichê, peço desculpas. Não se trata de uma frase solta. Mas vejo como clichê o fato da morte aparecer sempre à noite. É sempre durante a noite. Isso é um clichê. Não é um erro, mas é uma opção que eu não teria feito.

  41. antoniosbatista
    24 de janeiro de 2020

    A história não é novidade, a morte, na figura humana, às veze um esqueleto com um longo manto, senta-se na beira da cama do moribundo e com ele dialoga. É travado uma batalha, não física, mas mental. Cada noite que ela vai embora sem o levar, é uma vitória. O final do conto não surpreende, só podia ser este mesmo.

  42. Luiz Eduardo
    23 de janeiro de 2020

    Passa a ideia de alguém bastante doente, que luta para sobreviver. Acho que a opção por essa perspectiva foi uma boa ideia para evitar uma história convencional ou melodramática. Parabéns!

  43. Elisa Ribeiro
    23 de janeiro de 2020

    O relato de alguém intimo da morte, talvez um doente, quem sabe um idoso.
    Terminei a leitura com um sorriso. Gostei do fecho que você deu ao conto: um contraponto bem-humorado para ideia de morte, tema do micro. Não deixa de ser uma inversão de expectativa. Parabéns e boa sorte! Abraço.

  44. Luciana Merley
    23 de janeiro de 2020

    Olá Arthur. Um texto bem escrito e fluido. A morte é sempre um tema bem complexo de tratar na ficção e parabenizo pela coragem. Senti falta de compreender o motivo dessa luta. Ninguém luta com a morte toda noite espontaneamente, como quem sonha um sonho ou um pesadelo comum. Um doente terminal? Alguém em depressão profunda? Um adicto em crise constante? Um lunático? Acho que faltou o vínculo que daria à narrativa a dramaticidade necessária e nos faria sentir empatia. Mas, um bom texto. Um abraço.

  45. Fabio Monteiro
    23 de janeiro de 2020

    Autor, excelente. Não sei se agradou os demais participantes, mas, entendi bem suas palavras. Acredito que vivamos assim, em comunhão com esta coisa chamada morte. Não somos amigos, mas, sei que ela esta por aqui, em algum lugar, esperando a hora de abocanhar. Parabens por faze-la se dar mal. Boa Sorte neste desafio.

  46. Fabiano Sorbara
    23 de janeiro de 2020

    Olá, Arthur! Narrativa bem escrita, firme e coesa. Gostaria de ter lido sobre um duelo de vida e morte, exemplo: quando levei um tiro ou quando cai do segundo andar. Acho que a conexão com o leitor seria mais tensa e realista.
    Desejo boa sorte no desafio. Abraços.

  47. Alice Castro
    23 de janeiro de 2020

    Gostei. Bem escrito, sucinto e objetivo. Conviver com o inevitável e de forma bem humorada é um aprendizado constante. Parabéns!

  48. Valéria Vianna
    23 de janeiro de 2020

    Excelente desfecho. Porque brincou com a dubiedade contida na frase “durma bem”, dando até, eu diria, um tom cômico ao texto. Parabéns.

  49. Fernando Cyrino
    23 de janeiro de 2020

    Ei, Arthur, uma verdade fatal é que a gente começa a morrer ao nascer, eis que esta é a nossa única certeza desde aí. Gostei do seu conto sobre a morte. As visitas que ela faz e o convite, paradoxal, (pelo menos pelos nossos padrões ocidentais) para que você durma bem. Seu conto está bem escrito, a narrativa flui legal. Só que há nele um problema. Depois, amigo, não deixe de dar uma boa revisada na sua história. Veja que já no comecinho há um equívoco e isto, num desafio de contos como esse do qual está participando, funciona mais ou menos como o cara que encontra a menina bonita, mas quando ela lhe sorri ele percebe que a bela tem uma casca de feijão presa no dente. Abraços.

    • Anônimo
      23 de janeiro de 2020

      eu caso com ela e dou uma escova de dentes de presente…rssss. Brincadeiras a parte, valeu pelas criticas Fernando.

    • Anônimo
      23 de janeiro de 2020

      Eu caso com ela e dou uma escova de dentes de presente…rsss. Brincadeiras a parte, obrigado pela critica Fernando.

  50. Paulo Luís
    22 de janeiro de 2020

    O tema “discutir com a morte” não é novo, entretanto este enfoque dado achei bem peculiar. Um encontro aparentemente amigável, mas não se engane ela é cínica mesmo, e traiçoeira. Você que está convalescente que se cuide. Se bem que nem adianta se cuidar, com ela não negociação, quando ela quer levar, leva mesmo. Contente-se enquanto ela estiver te dizendo “durma bem”. Conto bem bacana. Um humor mórbido, mas que dá para se rir. Uma narrativa bem desenvolvia, exceto alguns pormenores gramaticais citados pelos colegas abaixo.

  51. Maria Alice Zocchio
    22 de janeiro de 2020

    Sugere um convívio saudável com a morte. Alguém bem consciente de que ela, de alguma forma, nos espreitar a cada minuto. A narração está boa, mas penso que um diálogo com a velha senhora ficaria bem curioso. Duas observações de Língua Portuguesa: seria há algum tempo em vez de a algum tempo e a falta do acento grave em às vezes.

  52. Vitor De Lerbo
    22 de janeiro de 2020

    Alguns erros de português, especialmente o da primeira linha (“há algum tempo” seria o correto) acabam tirando o leitor da imersão que a história pede.
    Gostei do tema do conto; afinal, todos convivemos diariamente com a morte. Há, inclusive, um povo no Butão considerado “o mais feliz do mundo” que pratica o pensamento rotineiro na morte – o que a torna algo mais próximo ao cotidiano, e não algo temível.
    Boa sorte!

  53. Fernanda Caleffi Barbetta
    22 de janeiro de 2020

    Olá, Arthur, gostei do seu conto. Legal a ideia do convívio amigável com a morte, bem interessante. Achei o final muito bom, fiquei imaginando a morte dizendo durma bem ao coitado moribundo. Algumas sugestões: em “a” algum tempo, é há. O “Toda a noite” eu substituiria por todas as noites. Em as “vezes” vai acento grave (às). Parabéns pelo microconto e boa sorte.

  54. Fheluany Nogueira
    22 de janeiro de 2020

    Ainda bem que é um convívio com a morte, porque se fosse luta contra ela, sabemos quem seria o vencedor. Gostei da colocação final, irônica e petulante!
    Um texto que diz o óbvio em formato diferenciado.
    Parabéns pelo trabalho e boa sorte! Abraços.

  55. Angelo Rodrigues
    22 de janeiro de 2020

    Encontro permanente de um homem com a morte. Talvez em seu leito de doente, quando ela, a morte, o visita toda noite, como se checassem o andamento da sua saúde. Travam discussões, batalhas, e, ainda não lhe chegando a hora, a morte o deixa desejando a ele que durma bem, num duplo sentido, certamente, de que possa não acordar.
    Se me permite, diria que a primeira frase tem um problema, uma vez que logo de início induz a que o “a” de Eu “a” conheci […] a morte me visita toda noite”, passa a impressão de serem duas entidades distintas, o “a” e a morte. Imaginei algo como “Conheci a morte há algum tempo, e desde então, ela me visita todas as noites”.
    Conto legal.

  56. Augusto Schroeder Brock
    21 de janeiro de 2020

    Olá!
    Fiquei imaginando alguém, doente ou não, curioso e até ansioso pelo dia de sua morte. É algo que assusta. Quando fico pensando em minha morte com a cabeça afundada no travesseiro, tudo parece tão estúpido. Posso dormir e não acordar. Posso simplesmente não existir mais. E assim passarão os dias até que não passem mais.
    Gostei. Parabéns.

  57. Rodrigo Fernando Salomone
    21 de janeiro de 2020

    Gostei bastante e acredito que essa luta é travada por nós todos, talvez não tenhamos a sensibilidade de ter essa conversa com a dita cuja. E ouvir um “durma bem” dela é pra acabar com o sono de vez…rsrs. Parabéns e boa sorte.

  58. Carolina Langoni
    21 de janeiro de 2020

    Bela escrita, belos personagens. Gostei da relação entre eles e como já se acostumaram com os fatos. Eu achei bem divertido de ler :DD

  59. drshadowshow
    21 de janeiro de 2020

    Interessante diálogo com a morte, mas não me tocou, muito. Achei superficial demais. Faltou algo mais impactante para um microconto. Boa sorte.

  60. Emanuel Maurin
    21 de janeiro de 2020

    Vixe, amizade com a morte é do peru. Ficou engraçado esse lance de lutar contra a morte toda a noite, ainda mais com batalhas homéricas, eu ei, vai que a morte vem disfarçada de Calipso, eu apaixonava e nunca mais saía da ilha. Boa sorte.

  61. Anorkinda Neide
    21 de janeiro de 2020

    Achei emocionante este convívio com a morte… se sabe que em algum momento ela vai vencer, de repente ela deixa o paciente vencer algumas vezes, dá uma trégua, por piedade mesmo ou por divertimento.. sei lá..to devaneando.. rsrs
    Gosto disto, quando o texto me provoca estas coisas,
    Parabéns

  62. Cilas Medi
    20 de janeiro de 2020

    Satírico, bem escrito, confirma pelas palavras o sentimento, a ação, o despropósito em ter uma “péssima” companhia e, ainda pelo final explicado, cheia de sarcasmo e ironia. Parabéns! Boa sorte!

  63. Nelson Freiria
    20 de janeiro de 2020

    O micro conto é bem conduzido, consegue passar uma história curta que por si só é interessante e ao mesmo tempo reflexiva, ainda que não se aprofunde muito. E de quebra ainda finaliza de forma levemente humorada, sem sabermos se é ironia ou não esse “Durma bem”.

    • Nelson Freiria
      20 de janeiro de 2020

      Esse “a algum tempo” deveria ter sido um “havia algum tempo”? Fiquei confuso

      • Arthur Pelegrino
        28 de janeiro de 2020

        obrigado pela critica Nelson, você esta certo no sua avaliação, deveria ser “há algum tempo”. justificando o injustificável, falha na revisão.

  64. Jorge Miranda
    20 de janeiro de 2020

    Nilo Paraná falou aqui no filme O sétimo selo, de Ingmar Bergman. Lembra algo sim. Gostei muito do conto, leva-nos a refletir sobre algo presente sempre em nosso cotidiano (e que sempre inspira resistências, afinal falar da morte não é agradável). Acredito que uma leve revisão gramatical deixaria o seu conto melhor ainda. Parabéns e boa sorte no desafio.

  65. leandrociccarelli2
    20 de janeiro de 2020

    Eu gostei desse conto, muito fluído e envolvente. Eu curto esse tom irônico, metafórico e dúbio. Parabéns e boa sorte!

  66. Luiza Moura
    20 de janeiro de 2020

    Excelente escrita! Texto envolvente que nos leva a boas reflexões. Parabéns!

  67. angst447
    19 de janeiro de 2020

    A convivência com a Morte, com o inevitável encontro final. Narrativa bem conduzida que nos faz pensar em quem será o narrador, um doente, ou qualquer um de nós que tem a morte à espreita. Pequenas falhas de revisão:
    Eu a conheci HÁ algum tempo
    ÀS vezes rimos.
    Boa sorte!

  68. Eder Capobianco
    19 de janeiro de 2020

    É uma história………um micro-conto…………missão cumprida………o narrador personagem discorre sobre si mesmo e sua relação com a morte………..um estilo tragicômico que satiriza a própria existência………..parabéns!

  69. Nilo Paraná
    19 de janeiro de 2020

    Me lembrou a morte do filme O sétimo selo de Bergman. Gostei do enredo e principalmente do final. parabéns.

  70. jetonon
    19 de janeiro de 2020

    É um microconto comédia! Santos da igreja católica chamava a morte de irmã, mas aqui a vejo como protagonista de uma comédia. Durma bem.
    Boa sorte!

  71. Priscila Pereira
    19 de janeiro de 2020

    Olá, Arthur!
    Olha… Seu micro me deixou em dúvida… Imaginei que o protagonista é um médico… Que literalmente luta contra a morte todos os dias… Mas não tenho certeza, pode ser mais metafórico ou subjetivo… Tipo o próprio protagonista esteja morrendo, e cada noite não sabe se vai acordar na manhã seguinte… É um conto complexo. Eu gostei!
    Parabéns e boa sorte!

    • Anônimo
      19 de janeiro de 2020

      obrigado Priscila, o protagonista pode ser sim um paciente terminal, mas eu quis dar enfase a morte que embora sendo o antagonista é um personagem muito mais interessante. Ela sabe ou não?

      • Priscila Pereira
        19 de janeiro de 2020

        Entendi… Pra mim os antagonista são sempre mais interessantes que os protagonistas… Mas respondendo a sua pergunta, eu acho que ela não sabe, é só pau mandado 😅

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Publicado às 19 de janeiro de 2020 por em Microcontos 2020 e marcado .