EntreContos

Detox Literário.

Silêncio no Fim do Corredor (Priscila Pereira)

 

Os gemidos baixos e constantes causavam um misto de contentamento e repulsa em Amélia. Queria que o velho sofresse, embora desconfiasse que suas dores fossem mais imaginárias do que reais, pois nunca permitiu que ela chamasse o médico da cidade para vê-lo. Mesmo assim, esse murmúrio constante a exasperava de tal forma que tinha ganas de calá-lo de uma vez por todas enfiando-lhe um trapo pela garganta.

Enquanto varria o chão de assoalho antigo, desgastado e em mau estado pela mesquinharia do dono da casa, pensava em como seria se ver livre dele. Sonhava com o dia em que o encontraria morto, tinha a certeza que a ausência dos gemidos a alertaria na hora. Passara a vida toda subjugada por ele, que constantemente sufocava sua espontaneidade, abafava seu espírito e a privava de qualquer alegria da juventude. Ele tinha inveja de seu frescor, sua vitalidade, sua agilidade, tudo que há muito tempo havia perdido.  

A ira que sentia toda vez que estava submersa em tais pensamentos só debandava quando Felício esfregava a cabeça amarela na barra de seu vestido pedindo carinho, os profundos olhos verdes pareciam compreendê-la e aliviavam toda a tensão de mais um dia difícil. Então, largava a vassoura e ajoelhava-se ao lado do gato que ronronava uma canção de paz só para ela.

− O que está fazendo aqui? Se o tio te vir você estará encrencado! − Pegou o gato no colo, embalou-o como a um bebê, e com relutância colocou-o no chão − Vamos, volte já para o quarto. Logo levarei algo para você comer.

Correu para a cozinha. Já era hora de descascar os legumes e preparar a sopa, comida diária do velho, que ainda se encontrava fechado em seu quarto, o que proporcionava alívio e a única sensação de paz que conhecia. Paz essa que logo foi quebrada pelo estalo da porta e o arrastar de pés vindo em sua direção. Esse som a colocava em estado de alerta, sentia a tensão enrijecendo os músculos de seu pescoço e ombros. 

− O que vai fazer pro almoço, Mélha? 

− Bom dia, tio, o que o senhor quer comer?

− Compra meio quilo de linguiça e não esquece o cigarro e a pinga.

− Só vou terminar a sopa e já vou.

− O que  fez a manhã inteira que ainda não acabou com isso? 

Rangeu os dentes tão alto que ficou com medo de ser ouvida.

− Lavei os banheiros, cuidei da horta, esfreguei a escadaria e varri o chão.

− Pois acorda mais cedo amanhã, sua preguiçosa. Sua mãe a essa hora já tinha tudo pronto e podia ir comprar logo minhas coisas, você sabe que eu preciso delas.

Detestava quando ele falava de sua mãe. Ainda se lembrava dos xingamentos e reclamações que ela aguentava calada. Nunca soube o motivo que a fez ficar tanto tempo. Poderia arrumar outro emprego facilmente se quisesse, mas continuava lá, suportando o mau gênio e a grosseria de tão detestável patrão. Quando ela morreu subitamente enquanto dormia, deixou Amélia, que não completara doze anos ainda, sem um teto e sem um centavo que fosse seu. Então o velho a tomou sob sua tutela, trocando trabalho escravo por casa e comida. 

Picando os legumes com uma faca recém afiada, sua vontade era enterrá-la no coração do velho, ou cortar-lhe a garganta, tinha certeza que conseguiria, ele já estava tão desgastado pela idade que não teria condição alguma de resistir. A vontade era forte, mas sempre conseguia controlá-la, respirava fundo e respondia:

− Já estou indo.

O tempo que passava fora de casa era a melhor parte do seu dia, sentia-se livre, as amarras que a ligavam ao velho eram momentaneamente desfeitas e ela relaxava, podia pensar sem medo de que ele pudesse ouvir. Demorava muito mais do que o necessário nas compras, mesmo que fosse sempre repreendida por isso. Caminhava tranquilamente pelo vasto campo que separava a propriedade das áreas mais habitadas da cidade, parava para colher algumas flores amarelas, observava os pássaros, acenava para uma carroça que passava, corria entre as árvores e quando precisava realmente extravasar, arregaçava a saia do vestido, subia em uma árvore e lá do topo gritava a plenos pulmões. Ajudava a aliviar toda a tensão. Esses momentos eram um fragmento de felicidade que guardava na memória, tão singelos e pequenos, mas quando colocados todos juntos, formavam uma colcha de retalhos, simples, mas que a aquecia no rigoroso inverno que eram  os seus dias.

Quanto mais se aproximava do antigo casarão escondido pelos ipês brancos, que mesmo na estação não floresciam há anos, sua mente vagava por inúteis planos de fuga, mesmo sabendo que o destino de uma mocinha sozinha no mundo seria no mínimo incerto e talvez calamitoso. Era isso que a fazia ficar.  Entrou pela porta da cozinha e foi até o quarto do velho entregar seu vício diário, a porta estava aberta e ele sentando na cama imunda. Manchas de suor e urina marcavam o lençol que um dia fora branco. Lixo se acumulava no chão e sobre os móveis. O velho nunca deixava Amélia passar da porta. O cheiro era insuportável, os banhos anuais do velho não ajudavam em nada. A figura esquálida, quase cadavérica despertava a compaixão, se ele fosse mais humano, se quisesse ajuda, se deixasse ser cuidado, tudo seria tão diferente. Poderia tê-lo tratado como a um pai, mas ele preferia fazer da vida de ambos um inferno.  Deu graças a Deus quando ele pegou o cigarro e a pinga com mãos ávidas e fechou a porta. 

Voltou para a cozinha e preparou a linguiça. Separou um pouco para si e deixou que a parte do velho cozinhasse até se desfazer, era assim que ele gostava. Levou um pouco para Felício, ele devia estar faminto. Abriu a porta do quarto e chamou pelo gatinho, estranhou que não viesse correndo e roçando em suas pernas. Seu quarto era pequeno, duas camas, um armário e uma cadeira. Desde a morte da mãe que a visão da cama vazia lhe apertava o coração, mas não pôde se livrar dela. Felício só estava seguro dentro daquelas quatro paredes, já que era o único lugar onde o velho não pisava. Olhou embaixo das camas e lá estava o gatinho dormindo. Chamou mais uma vez, certa que o cheiro da linguiça o despertaria. Nada. Arrastou a cama e olhando mais de perto viu que Felício agonizava. Uma espuma branca saia pela boca e seus olhinhos verdes a encaravam implorando ajuda. Pegou o gato no colo e o embalou uma última vez, acariciando sua cabeça e lembrando de todo o consolo e conforto que ele lhe havia proporcionado em sua curta vida. Lágrimas riscavam suas faces e soluços a sacudiam. A represa que encerrava a tristeza profunda em sua alma se rompeu, inundando todos os pensamentos e sentimentos, foi matando um a um, só sobrando um ódio insano. Colocou o gato sobre a cama que fora de sua mãe e foi até o quarto do velho.

Bateu com tanta força na porta que ela se abriu sozinha. O velho, ainda sentado na cama tomava um gole de pinga e nem olhou pra ela. 

− O que fez com o meu gato, seu velho maldito? − Disse entre soluços.

− Eu avisei que não queria gato aqui, não avisei? − Um sorriso asqueroso rasgou a boca sem dentes.

− Ele não fazia mal nenhum pra você. Ficava o dia todo no meu quarto. Você não tinha o direito de matar a única criatura que eu amava e que também me amava.

− Aquele quarto é meu, a casa toda é minha! Você não tem nada aqui. Ele comia a minha comida, assim como você. Eu faço caridade mantendo você aqui, sua bastardinha, se não fosse por mim você já tinha virado mulher da vida pra ter o que comer. − Os olhos apertados brilhavam e o nariz escorria com a agitação dos nervos.

Perdendo totalmente o controle, segurou a gola da camisa puída e suja que o velho usava. Tinha vontade era quebrar seu pescoço com as próprias mãos. Viu nos olhos do velho incredulidade, medo e algo como diversão.

− Posso muito bem sobreviver longe de você, mesmo que tenha que virar mulher da vida, mas e você, como sobreviveria sem mim? Se eu for embora você morre de fome, acha que alguém aceitaria trabalhar aqui? Acha que alguém suportaria um patrão tão repugnante como você? O senhor é um demônio e lugar de demônio é no inferno.

Largou a camisa do velho quando viu que estava prestes a sufocá-lo. Saiu de lá antes que seu autocontrole, que já estava em farrapos, a abandonasse de vez. Tinha só uma certeza, aquilo não ficaria assim, ela com certeza se vingaria.

Depois de embrulhar Felício em um xale de sua mãe, levou-o  até o fundo do quintal, abriu uma cova e com um último adeus enterrou o bichinho. Ele estaria em um lugar muito melhor agora e ela não sabia como suportaria a vida sem ele. Voltou para a cozinha e viu que sobre a pia havia um frasco contendo um pó branco, na etiqueta escrita à mão só a palavra Linamarina. Não sabia o que era, mas tinha quase certeza que poderia ser o veneno que o velho usou para matar o gato. Linamarina… parecia o nome de uma mulher, ou até duas, Lina e Marina, quem sabe não era o pó das lágrimas de outras moças que o velho havia atormentado. Ainda olhando para o frasco, uma ideia pousou em sua mente e logo fez ninho. Colocou o frasco dentro do bolso do vestido e foi até a horta, apanhou algumas folhas de chicória e picou tudo bem fininho, colocou na sopa e deixou cozinhar por mais alguns minutos.

Às seis horas da tarde em ponto, chamou o velho para comer. Ele comia uma única refeição por dia, dormia a maior parte do tempo e quando estava acordado fumava e bebia enquanto tomava café e ouvia a rádio. Fez um prato para ele e outro para si. Já havia comido quase metade da sopa quando  ele chegou. Comeram em silêncio.

− A sopa está amarga. − Disse ele olhando diretamente em seus olhos.

− Deve ser a chicória que coloquei no meio. − Disse sustentando o olhar.

− É, deve ser isso mesmo… − Um leve sorriso passou pelo seu rosto antes que voltasse a comer. Comeu tudo.

Não conseguia dormir, virava de um lado para o outro na cama tão vazia. Não tinha mais o calor de Felício em suas costas nem seu leve ressonar para embalar o sono. Sentimentos e emoções novas varriam sua alma e atormentavam seu espírito. Cobria a cabeça para tentar abafá-los, mas não conseguia, estavam dentro dela acusando-a. Se sua mãe estivesse viva saberia o que fazer. Pensou em fugir, mas não teve coragem, teria que terminar o que começara. Cada ruído de fora a assustava, seu coração martelava dentro do peito e podia sentir os batimentos nos ouvidos. Imaginou que teria um infarto antes do raiar do dia, o que não deixaria de ser uma bênção. Mas o que mais a assustava era o completo silêncio da casa. Nada de pés arrastando, nada de rádio alta, nada de gemidos. Começou a rezar por um infarto fulminante.

Enfim amanheceu e a luz do sol surpreendeu Amélia em posição fetal debaixo das cobertas, batendo o queixo de frio, embora fosse verão. Quando o quarto ficou totalmente claro, levantou e se vestiu. Colocou o único vestido preto que possuía, que fora de sua mãe, como todos os outros. Abriu a porta do quarto devagar. Caminhou pelo corredor até parar em frente o quarto do velho. A porta estava entreaberta. Olhou pela fresta e viu o velho deitado debaixo das cobertas com os olhos fechados e a boca aberta. Abriu a porta lentamente e entrou no quarto, ele parecia dormir um sono profundo. Olhou fixamente para ele, tentando vislumbrar qualquer vestígio de vida. O peito não subia, nem havia som de respiração. Uma mosca saiu da boca aberta e outra do nariz. Amélia apoiou-se no guarda roupa para não cair.

Olhando ao redor viu sobre o criado mudo um envelope pardo com seu nome. Dentro havia uma carta.

 

Amélia,

Então você teve mesmo coragem de me matar. Parabéns! Pensei que fosse covarde e imprestável como o seu pai. Sim, eu sei quem ele é. Vou te contar tudo desde o começo. Quando sua mãe veio procurar trabalho, já era uma solteirona quase na meia idade, mas ainda tinha seus encantos. Eu me apaixonei loucamente por ela. Teria dado o céu e as estrelas se ela me pedisse. Mas ela escolheu meu irmão. Sua mãe te ensinou a me chamar de tio, mas ela te contou tudo? Duvido muito.  Aquele sem vergonha a engravidou e não pretendia casar-se com ela. Vi a dor que ela sentiu, sua decepção. Foi então que comprei aquele frasco que você achou na pia. Seu pai teve uma morte inesperada e merecida. Ofereci casamento para ela, mas burra e fiel como era recusou, implorando por proteção e emprego. Para onde iria mãe solteira e desamparada? Tentei me afeiçoar a você, mas cada vez que te olhava era como encarar seu pai que me acusava e pedia explicações. O tempo foi passando e eu ainda tinha esperanças que sua mãe viesse a me amar. Fiz minha última declaração e proposta. Recusou na hora. Não aguentei e contei que havia sido eu que matara seu grande amor. Juro que se soubesse que ela morreria naquela noite não teria contado. Juro. Então tive que cuidar de você, minha sobrinha, que me lembrava constantemente dos meus pecados. Não que eu quisesse ou esperasse uma redenção. É tarde demais para mim. Recebi meu castigo com juros. Há alguns anos fui ao médico e depois de várias consultas e exames, me disse que tenho a doença ruim. Recusei o tratamento. Eu merecia sofrer. E sofri por um bom tempo. Mas não aguento mais essa vida, a dor é insuportável. Sabia que matar o gato era o único modo de fazer você me ajudar a colocar um fim nisso tudo. Não me arrependo do que fiz. Não pense que é uma assassina e sim que libertou esse velho maldito de sua dor e o lançou nas garras do diabo para que sofresse ainda mais no inferno que é o meu lugar.  Agora, depois de chamar o médico, que se encarregará do enterro, vá falar com o tabelião, ele te dará meu testamento. Deixei para você essa casa e todo dinheiro que consegui economizar desde a morte de sua mãe. Ficará bem até encontrar um marido.

Adeus, aproveite a liberdade.

43 comentários em “Silêncio no Fim do Corredor (Priscila Pereira)

  1. Elisabeth Lorena Alves
    15 de dezembro de 2019

    Silêncio no fim do corredor
    Lina Marina
    Resumo: Uma relação de convívio doméstico abusiva se mostra perigosa quando o tio mata o gato, única fonte de paz da jovem. A decisão dela de se vingar do homem acaba por mostrar sua verdadeira origem, o tipo de laço que os unia e morte dele traz a ambos a solução de seus destinos.

    Comentário
    Texto maravilhoso.
    Rico. Cheio de nuances e provocações internas que olhando rapidamente não dão sentido, porém, ao fixar a vista nos dá a idéia do que realmente acontece.
    A ideia da escravidão familiar -trabalhar por teto e comida – é muito bem trabalhada. A percepção de que enfim morrerá passa quase despercebida, embora esteja latejando na narrativa, quando o homem reconhece o sabor do veneno e sorri.
    A doença como verdadeira intenção de matar o gato para conseguir se libertar do próprio destino é também uma boa alinhavada. A carta-testamento é a cereja do bolo.
    Apesar de toda a dor, o Conto tem poesia e ação, tensão e terror na medida certa.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Obrigada, Elisabeth! Fico feliz que tenha gostado! 😘

  2. M. A. Thompson
    15 de dezembro de 2019

    Um idoso que mora com uma sobrinha adolescente que vive doente. Certo dia o idoso envenena o gato da menina, oportunamente o mesmo veneno aparece na cozinha e a garota usa para envenenar o velho. Com o velho morto eis a revelação: era seu tio, amava a mãe da menina sem ser correspondido e deixou para ela a herança. A narrativa foi muito boa, a história nem tanto, pois o final me pareceu forçado.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Obrigada pela leitura e comentário!

  3. Ricardo Gnecco Falco
    15 de dezembro de 2019

    Resumo: jovem órfã acaba decidindo assassinar seu tio idoso, após o mesmo envenenar seu gato de estimação; lê então carta pós-mortem do tio e descobre que o mesmo matara o próprio irmão, seu pai, e que amava sua mãe, que não aceitou se casar com ele.

    Impressões: texto bem escrito, com temática pesada e carga emotiva elevada. O enredo foi bem desenvolvido, embora tenha achado o final um pouco forçado, não me soando natural ou crível a carta e os argumentos apresentados pelo tio assassino à sobrinha assassina. Desejo boa sorte a/ao autor/a do trabalho!

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Ahh pena que não gostou, Ricardo… Obrigada pelo comentário!

  4. Adauri Jose Santos Santos
    15 de dezembro de 2019

    Resumo: Garota mora com um velho e é explorada por ele durante vários anos depois da morte de sua mãe que trabalhava no local. Um dia o velho mata o gato de estimação da garota. A morte do gato faz com que a garota perca o controle e acabe matando o velho, porém ao encontrar o corpo do velho ela encontra uma carta dizendo que o velho armou sua própria morte e ela é a herdeira de tudo.
    Comentários: Gostei da estória, no geral, achei-a interessante e bem construída. A escrita é boa, retrata bem o ambiente hostil e a maneira cruel como a garota é tradada. O enredo tem uma linearidade boa e mantem o leitor atento a tudo o que acontece com a personagem. O final ficou bem legal, tem um bom impacto. Porém, não tem um desenrolar muito diferente de outras estórias do gênero. Alguns parágrafos ficaram quilométricos, seria bom ver isso também. Há erros de revisão.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Obrigada pela leitura e comentário!

  5. Jowilton Amaral da Costa
    15 de dezembro de 2019

    O conto narra a história da jovem Amelia que vive na casa do seu velho, adoentado e maldito tio. Com a morte repentina da mãe da garota, seu tio pega a tutela da menina. O velho adoentado e amargo mata o gato de Amelia envenenado, o que faz com a ela se vingue e mate seu tio também envenenado. No fim do conto, através de uma carta deixada sabemos de toda a história macabra que marcou a vida de seu tio, seu pai e de sua mãe.

    Contaço. Reviravolta em cima de reviravolta. A narrativa é impecável, com uma condução sem erros. Tanto Amélia como o velho foram personagens muito bem construídos. Simpatizamos com o sofrimento da garota e ficamos com raiva do tio dela. Uma história muito bem contada. O termino com a carta foi muito bem pensado. Parabéns! Boa sorte no desafio.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Obrigada pelo comentário tão bom, Jowilton! Fiquei feliz aqui!😁

  6. Thiago Barba
    13 de dezembro de 2019

    Mulher não aguenta mais cuidar de um senhor, velho e doente e pensa em matá-lo pelos tratos sofridos. Após o senhor matar seu gatinho, ela decide envenená-lo, depois descobre a verdade sobre seu pai.

    Técnica: 4,0
    Criatividade: 3,5
    Impacto: 3,5

    O texto, embora tenha recebido algumas notas aparentemente baixas, não é ruim, mas é abaixo da média deste certame. Seu ponto forte está na técnica. É bem escrito, embora sem muitas novidades, ou destaques, diria que está na média.
    O que fez ser um texto um pouco abaixo da média, foi a história não ter um desenrolar que me envolveu. Embora tenha seus pontos fortes, como o suspense que conseguiu segurar meu interesse, foi um fechamento um tanto clichê e esperado (não apenas desfecho, mas os acontecimentos em geral sempre são os aguardados, o gatinho morto, o envenenamento, a explosão dela de pegá-lo pelo pescoço…). O texto não me surpreendeu em momento algum, embora consigo perceber boa habilidade de quem escreveu, fiquei com pena, pois percebi que poderia ter lido algo melhor escrito pela mesma pessoa (talvez até já tenha lido em outros certames). Melhor sorte na próxima vez, ou desculpas por dessa vez eu estar mais chato que a maneira costumeira.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Obrigada pelo comentário sincero!

  7. Cicero G. Lopes
    12 de dezembro de 2019

    Amélia trabalha para um velho porco de corpo e alma, ela o detesta, o despreza, mas cuida dele e da casa onde moram. Parece ser quase uma escrava, trabalha por teto e comida. Ela tem um gato que é, talvez, o único ser vivo que lhe traz algo de humanidade em sua vida miserável. Um dia o velho envenena o gato e na sequência ela mata o velho com o mesmo veneno e aí, descobre através de uma carta deixada por ele que ela era filha do irmão do velho, o irmão que ele assassinara por amor a sua mãe. Amor nunca correspondido o que explica tanta amargura. Eram os dois prisioneiros de sentimentos tortos.

    Considerações: É uma história amarga, com personagens bem construídos, uma virada interessante, talvez o melhor conto lido até agora.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Obrigada pela leitura e comentário! Muito feliz de ter achado o melhor conto!!

  8. Rafael Penha
    12 de dezembro de 2019

    RESUMO: Uma jovem vive praticamente numa escravidão, morando com um homem que odeia e com seu gato, único ser que lhe demonstra afeição. Quando o gato é assassinado, ela resolve tomar uma atitude drástica e acaba descobrindo uma verdade amarga.

    COMENTÁRIO: Uma história escrita de forma maravilhosa, triste e com reviravoltas.
    A personagem principal já fisga a simpatia e a compaixão do leitor com sua história de vida, que infelizmente, é comum no mundo em que vivemos (quem sabe, daí vem minha empatia espontânea), e acompanhar seus percalços é fácil, graças à fluidez da narrativa.
    O enredo é muito bom, excetuando o início, onde fiquei um pouco confuso sobre quem era o tal “velho” (teve um momento que achei que era o gato rsrs), a história segue uma linha coerente. As decisões da protagonista são verdadeiras e verossímeis, sua vida e sofrimento são compreensíveis e sua atitude final válida.
    O final do conto é poderoso, pois após me inserir com grande mestria na vida de Amélia, e me fazer odiar seu patrão tanto quanto ela odiava, com a carta final, não precisou mostrar a reação da protagonista, pois eu fiquei tão confuso e com sentimentos conflitantes, como ela ficaria, não é preciso narrar o que o leitor pode sentir por si só. Essa foi uma expressão máxima da sutileza e perfeição de como um final aberto pode ser empregado. Perfeito!

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Rafael! Como seu comentário me deixou feliz!! Muito obrigada 😘

  9. Claudinei Ribeiro Novais
    12 de dezembro de 2019

    RESUMO: É a história de uma sobrinha que cuidava do tio velho e doente. O tio era um verdadeiro carrasco e a garota sofria em suas mãos. Para aliviar seu sofrimento, a garota mantinha em seu quarto um gato, seu companheiro. Entretanto, quando o velho ficou sabendo que havia um gato em sua casa, na primeira oportunidade ele se encarregou de matá-lo, o que causou tristeza e revolta na sobrinha.
    A garota, disposta a se vingar do tio, preparou-lhe uma sopa com veneno. Esperou o tio morrer e entrou no quanto. Foi aí que encontrou ao lado do corpo uma carta escrita por ele, onde o tio relata toda a história, o porquê da forma como ele agia com ela e também contava que havia lhe deixado toda a herança.

    CONSIDERAÇÕES: Conto bastante interessante, história empolgante, e prende a atenção do leitor. O final do conto também é bastante inusitado. Eu diria que é um dos melhores da série A.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Obrigada, Claudinei, por achar o meu conto um dos melhores!!

  10. Gustavo Araujo
    11 de dezembro de 2019

    Um conto clássico, eu diria, no estilo Sidney Sheldon, com traições, vinganças, amor e ódio em diferentes proporções. É uma leitura que atrai o leitor, como bem fazem as narrativas deste tipo, o que por si demonstra que o autor — ou a autora — sabe aonde quer chegar. A trama é segura e bem pensada, ainda que se ocupe de clichês. Mas, se estamos considerando os limites de um conto, creio que ficou bem amarrada, com uma bem-vinda carta servindo de âncora para as explicações necessárias. Alguns diálogos me pareceram um tanto artificiais, porém, algo que pode ser mais bem trabalhado num futuro próximo.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Chefe, eu amo os livros do Sidney, com certeza não é alta literatura, se é que isso existe, mas é um estilo que é acessível a todos os tipos de leitores e é assim que quero escrever, saber que estou começando a conseguir me deixa muito feliz! Obrigada 😘

  11. Luis Guilherme Banzi Florido
    11 de dezembro de 2019

    Bom dia/tarde/noite, amigo (a). Tudo bem por ai?
    Pra começar, devo dizer que estou lendo todos os contos, em ordem, sem saber a qual série pertence. Assim, todos meus comentários vão seguir um padrão.
    Também, como padrão, parabenizo pelo esforço e desafio!

    Vamos lá:

    Tema identificado: drama, suspense

    Resumo: Amélia sofre nas mãos do tio detestável com quem mora desde a morte de sua mãe. Quando o tio mata seu gato, ela explode e o mata, para depois descobrir toda a verdade em uma carta.

    Cmentário:

    Cara, que conto fantástico. O conto todo já ia bem, mas o desfecho, com aquela cara, foi sensacional. Mas vamos por partes (melhor não falar de ir por partes perto da Amélia, vai que ela tem a ideia de fatiar alguém kkkkk)

    O conto é muito bom de ler, pois possui um ritmo gostoso e uma escrita segura e competente. Quando digo que o ritmo é gostoso, é pq, além de rapida, a escrita é direta, bem estruturada, e o enredo tem uma progressão muito boa, com os acontecimentos sucedendo em tempo correto. Isso faz com que a gente não canse nem sinta tédio enquanto lê.

    Existem também algumas passagens muito boas, como quando o gato “ronronava uma canção de paz”. Boa construção.

    Aliás, logo que o gato aparece pela primeira vez, eu já fiquei com medo do que ia rolar com ele. A personalidade maligna do velho me fez sentir que o gato se daria mal. E não é que até isso participou no plot twist? Falo do twist daqui a pouco.

    O personagem do velho é muito bem construído, causando muita repugnância. Ele é carismático (no jeito ruim), pois tem uma personalidade bem definida e causa impacto no leitor. Dá até um pouco de raiva de ficar com dó dele no final hahahaha

    nos diálogos, vemos a exasperação da mulher extravasando. Ela não aguenta mais, e tudo indica que ela vai matar o tio. Quando isso aconteceu, senti q o final era previsível demais. Até que, temos um plot twist fantástico em forma de carta. Realmente brilhante essa parte, dando um tômperro final pro conto que elevou muito a qualidade da história.

    Ah, antes mesmo da carta, as cenas após ela dar a sopa envenenada pro tio, quando ela tá sofrendo, no qarto, também são muito boas, bastante tensas.

    Enfim, belíssimo trabalho. Parabéns e boa sorte!

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Ahh que comentário mais maravilhoso, ainda mais vindo de você, meu amigo! Obrigada 😘

  12. Luciana Merley
    7 de dezembro de 2019

    Resumo
    Uma moça que perdeu a mãe muito cedo e se viu desamparada e obrigada a trabalhar na casa de um velho rabugento em troca de casa e comida. Após o velho assassinar seu gato amado, ela decide agir de forma drástica para se vingar e aliviar seu sofrimento. E é quando se depara com uma confissão e revelações do homem que acabara de matar.

    Técnica
    A linguagem do texto é fluída e não encontrei muitos problemas gramaticais. Achei o enredo bastante frágil e a narrativa muito explicativa. A carta do velho me pareceu muito inverossímil tendo em vista o tipo de linguagem que ele utilizava antes. Inclusive, com um estilo muito confessional e de arrependimento que não foi manifesto em nenhum momento da personalidade dele.

    Criatividade
    Diferente.

    Impacto
    Serei sincera. Não me impactou muito. O início é bem bom, mas a narrativa foi ficando meio maçante e muito previsível do meio para o fim.

    Boa sorte no certame.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Pena que não te agradou, Luciana, levarei suas observações em conta na construção de novos textos. Obrigada 😘

  13. Paulo Luís
    6 de dezembro de 2019

    Olá, Lina Marina, boa sorte no desafio. Eis minhas impressões sobre seu conto.

    Resumo: Mulher jovem e seu gato vivem numa casa em companhia de um velho falso tio, rabugento e ranzinza. Pelo qual deseja sua morte, o que vem a arquitetar e, em fim matá-lo, após este matar seu gato. Mas para surpresa sua, o ranzinza deixa uma carta testamento onde relata sua real condição.

    Gramática: Não há na escrita problemas graves de gramática, a leitura flui bem. Sem percalços.

    Comentário Crítico: A narrativa se atrapalha um pouco ao repetir com redundâncias algumas passagem, como: “entrar de mansinho, abrir lentamente a porta do quarto.” Algumas incongruências do enredo: o velho escreveu a carta à hora da morte? Quase impossível essa possibilidade. Entretanto têm algumas sentenças maravilhosas como estas a seguir: “Esses momentos eram um fragmento de felicidade que guardava na memória, tão singelos e pequenos, mas quando colocados todos juntos, formavam uma colcha de retalhos, simples, mas que a aquecia no rigoroso inverno que eram os seus dias”. E mais esta frase: “podia pensar sem medo de que ele pudesse ouvir.” O conto em si não me agradou muito. Muito embora não desagrade no todo. Bom trabalho.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Obrigada pelo comentário, Paulo, mesmo que nem tudo tenha te agradado, você notou essa frase que foi a que eu mais gostei dentro do conto.

  14. Elisa Ribeiro
    3 de dezembro de 2019

    Jovem vive com o tio velho que a trata como criada. Certo dia o gato, companheiro da jovem, morre envenenado e ela, sem saber que está sendo manipulada, planeja e executa uma vingança. Ao final, por meio de um bilhete escrito pelo tio, toma ciência de fatos que desconhece sobre a própria história.

    Apesar do final meio, digamos, sentimental, gostei do conto. Há uma atmosfera de conto de fadas moderno, com todas as brutalidades inerentes ao gênero, que me agrada.

    Acho que o ponto alto são os personagens empáticos. A jovem protagonista de quem nos compadecemos, o malvado que no final revela um coração amanteigado, além do fofo Felício, covardemente assassinado.

    A linguagem é simples e direta e combina bem com a história. O texto me pareceu bem escrito e revisado.

    Com relação ao enredo, há duas histórias: a do conto e a narrada pelo velho na carta. Como gosto muito disso, de história dentro de história, esse enredo duplo contribuiu muito para o efeito positivo do seu conto na minha leitura.
    Resumindo acho que você se saiu muito bem. Gostei da sua história.

    Desejo-lhe sorte.
    Abraço.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Obrigada, querida Elisa! Gostei muito do seu comentário!💖

  15. Fabio Monteiro
    1 de dezembro de 2019

    Silencio no Fim do Corredor

    Resumo: Jovem tira a vida do tio após saber que ele tirou a vida de seu gato. O tio, um velho moribundo que no final, se descobre ser aquele que também tirou a vida de seu pai. Ele havia sido apaixonado pela mãe da garota (Amélia).

    Ponto Forte: Excelente texto. Do tipo que vale a pena do início ao fim.

    Ponto Fraco: A imagem escolhida de capa não me foi convidativa a leitura (sim, isso conta muito). Mas, a narrativa é excelente.

    Comentário Geral: O que mais gosto nestes tipos de narrativas são os desfechos. Não me importa se é clichê ou não, se parece ou não com outras histórias que vemos por aí. A carta ao final foi uma grande sacada para mudar o contexto. Ganhou para mim, o mérito de texto numero 1 entre os disponíveis na serie A. Parabéns escritor (a).

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Obrigada, Fabio!! Muito feliz aqui por você ter escolhido meu conto como o melhor!!

  16. Cirineu Pereira
    30 de novembro de 2019

    Resumo:
    História de Amélia, uma jovem órfã que residindo na casa do tio convalescente é, de fato, uma escrava deste, já que recebe por todo o trabalho doméstico apenas abrigo e alimento. Amélia é maltratada e não tem alegrias ou perspectivas de vida, apenas um gato de estimação, que mantém escondido do velho, e passeios que faz ao desviar-se ou demorar-se no caminho quando vai às compras. Um dia, numa dessas ausências, o velho envenena o gato Felício, gota d’água para Amélia que faz o tio experimentar do mesmo veneno, Linamarina. Após a morte do velho, Amélia descobre uma carta reveladora deixada por este.

    Comentários:
    Cara autora(o), seu conto soa basicamente como um dramalhão e me remete às típicas novelas do gênero. Nota-se no seu texto alguma técnica, no entanto, parece que incitar comoção é a sua prioridade. Não que isso seja propriamente um pecado, o pecado reside na abordagem excessivamente direta, na falta do que eu chamaria sutileza narrativa.
    O conto começa bem, apresentando uma situação, sem maiores explicações. Ponto positivo, ainda que, ao meu ver, não convém apresentar tão rapidamente a protagonista, o nome dela não precisaria ter sido citado tão cedo.
    Uma aparente incongruência: Mesmo que as dores fossem imaginárias, o convalescente acreditaria nelas e isso não o impediria de recorrer a um médico. Será que você queria ter dito que as dores eram simuladas, fingidas?
    De forma geral, seu conto se resume a narrar eventos de uma vida desgraçada. Não há, na maior parte da narrativa, qualquer trama, luz, esperança, novidade, ilusão, nem mesmo sonho. Não identifiquei quaisquer peculiaridades que fizessem sua heroína destacar-se entre tantas outras personagens estereotipadas que protagonizaram histórias do gênero. Tão pouco há, ao longo da narrativa, pistas do que somente será revelado no arremate. Tudo é apenas prelúdio para um final relativamente rápido em que, afinal, as coisas realmente acontecem. E o mistério, do qual até então o leitor sequer pode suspeitar (o que tecnicamente não é positivo), é esclarecido através de uma carta (super clichê!) que pressupõe um final feliz para Amélia.

    Em números:
    Título e Introdução: 7
    Personagens: 6
    Tempo e Espaço: 6
    Enredo, Conflito e Clímax: 6
    Técnica e Aplicação do Idioma: 7
    Valor Agregado: 6
    Adequação Temática: 10
    Nota Final: 3,3

    Observação:
    As parciais, baseadas nos critérios, variam de 0 a 10, mas possuem pesos distintos na composição da nota final, que varia de 0 a 5.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      😝

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      🙄😝

  17. Jorge Santos
    30 de novembro de 2019

    História triste de Amélia, órfã que ficou a trabalhar em regime de semi-escravidāo para o ex-patrāo com quem tem um relacionamento difícil. Quando este lhe mata o gato, ela decide matá-lo com o mesmo veneno que ele usara. Numa carta ele revela uma verdade surpreendente.

    Este conto usa as formulas das histórias antigas, com os seus relacionamentos familiares que se vão desenrolando aos poucos, mas mantendo sempre o peso dramático. O desfecho é, por isso mesmo, algo previsível. A utilização da Linamarina, também conhecida como Cianureto, indicia também o classicismo do texto.
    Em termos linguísticos não encontrei nada de relevante. A história é bem contada e consegue colocar o leitor no lugar de Amélia e de sentir o seu conflito interno. Esta é uma das características primordiais de um bom texto como é este, que fica a um passo da excelência exactamente pela sua previsibilidade.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Jorge, amei seu comentário! Acho que você foi o único que notou que eu não inventei um veneno e que ele realmente existe. Obrigada!!

  18. Fernanda Caleffi Barbetta
    26 de novembro de 2019

    Gostei do seu conto, só não entendi porque esse desgraçado desse velho não se matou sozinho de uma vez com o veneno.
    Bom desenvolvimento das personagens. Boa escolha do título.
    Parabéns e boa sorte.

    Obs: esta não é uma leitura obrigatória para mim neste desafio, por isso não há resumo. É apenas a minha breve impressão sobre o texto.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Então, Fernanda, era quase como se ele estivesse dando a chance dela se vingar pelo pai.. obrigada pelo comentário! 😘

  19. Antonio Stegues Batista
    21 de novembro de 2019

    SILENCIO NO FIM DO CORREDOR- Resumo=. Uma jovem órfã, cuida do tio que a adotou. Ela não gosta de estar ali, como uma empregada dele, mas não vai embora porque não tem onde ficar. Um dia o gato dela aparece morto e ela culpa o homem. Encontrando um frasco com uma substância misteriosa, ela acha que foi o veneno que o tio deu para o felino. Para se vingar, a jovem coloca a substância na sopa e da para o velho comer. Quando ele morre, ela encontra uma carta do tio, onde ele revela o seu passado.

    COMENTÁRIO- Achei um bom conto. A autora constrói cenas bem nítidas que passam na cabeça do leitor como se fossem um filme. A trama é ótima, as frases e diálogos. Em princípio, leva o leitor a odiar o velho, mas depois, quando ele revela na carta o passado, compreendemos a sua atitude, e a morte do gato se torna uma lógica irrefutável. Uma boa história, bem imaginada e escrita.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Obrigada, Antonio! Gostei muito do seu comentário aqui e no grupo! Feliz mesmo por você ter gostado tanto!

  20. Fheluany Nogueira
    19 de novembro de 2019

    A protagonista trabalha para um velho a quem mal suporta e continua ali, depois da morte da mãe, porque não tinha para onde ir. Ele envenena o gato da moça e ela o envenena. Morto, ele deixa-lhe uma carta: matou o gato propositalmente para a levar a matá-lo; sentia muita dor com a doença ruim. Ele amava sua mãe e envenenou o irmão, de quem ela era filha. Deixou todos os seus bens para ela.

    A trama traz certo suspense psicológico, conduzindo o leitor a uma crescente expectativa, deixando pistas sobre o que poderá acontecer e as consequências e, somente no epílogo, é fechada. Provocou-me certa ansiedade pensar na reação da moça depois de ler a carta (um excelente recurso narrativo).

    Do início ao fim, pude sentir o drama da protagonista, e a necessidade de escolher a liberdade, o trauma fruto da terrível violenta rotina cotidiana.

    A trama é interessante e bem construída. Tudo muito real faz o leitor se aproximar melhor das situações: a perseguição, o suspense, o medo. É um texto de muitas camadas e a reviravolta final, trouxe impacto, criando conexão imediata.

    Os personagens também estão muito bem construídos. A ingenuidade de Amélia é tocante, principalmente, sua reação pela morte do gato.

    É uma composição que me agradou muito, um dos meus favoritos. Parabéns pelo bom trabalho. Um abraço.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Fatima, querida! Que honra meu conto ser um dos seus preferidos! Amei seu comentário! Obrigada 😘

  21. Rosário dos Santoz
    4 de novembro de 2019

    Resumo: O conto “O Silêncio no fim do corredor” conta a história de Amélia, uma jovem empregada doméstica que vive de favor na casa de um senhor repulsivo. A convivência com este homem nunca foi fácil, mas quando o gato de Amélia (seu único amor e conforto na vida) aparece quase morto, já não sobram motivos para deixar o patrão vivo.

    O que achei: Se fosse para colocar as emoções desta história num plano cartesiano as mesmas já começariam partindo das coordenadas (0, -10), com leves e raras guinadas para (1, -8). Depois voltado para a coordenada primeira, quase estourando o limite negativo para algo além de -10.
    E fica assim na história quase toda. Até terminar em (10,10). O que pode ter desagradado os leitores menos receptivos para com os finais convenientemente felizes.
    Mas na minha singela opinião, tudo está bem tecido e claro. Dá pra ver não só as lágrimas na moça, mas a angústia que ela transpira.
    Outro ponto positivo é que não vê um herói externo chegando milagrosamente para se opôr ao antagonista. É a própria resiliência da protagonista que a faz ficar de pé e aguentar o peso de sua cruz, ainda que nunca a tivesse merecido. Ela se agarra como pode no pouco de bondade que lhe resta, ao mesmo tempo em que engole uma várzea de sapos por dia e ainda reprime um crescente desejo homicida.
    Outro detalhe interessante foi que quem escreveu este conto deu seu “nome” ao veneno citado na trama.

    Quanto aos pontos negativos: Além do final agridoce… somente alguns problemas de pontuação que poderiam/ão ser facilmente corrigidos.

    No mais, está de parabéns!
    Adorei sua história.

    • Priscila Pereira
      16 de dezembro de 2019

      Obrigada pelo comentário! Não entendi a parte do plano cartesiano, isso foi bom ou ruim? 😅 Então, eu não dei o meu nome para o veneno, linamarina existe, é o cianureto, eu dei o nome do veneno para meu pseudônimo. Gostei muito do seu comentário!

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Informação

Publicado às 1 de novembro de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 4, R4 - Série A e marcado .