EntreContos

Detox Literário.

Ignacius (Fabio D’Oliveira)

 

O choque constante das espadas. Os gritos de dor e raiva dos guerreiros. O clamor da multidão. Esse turbilhão de sons ressoava com tanta força na antecâmara do coliseu que Ignacius sentia seu corpo vibrar.

Nunca iria se acostumar com aquele odor acre e a presença constante da morte, mas, naquele dia em especial, ele conseguia, pela primeira vez, ignorar o desconforto da pré-batalha.

Cássio estava do outro lado preparando-se para o combate de equipe.

Era sua chance, finalmente.

Sentiu o alvoroço nas vozes dos homens que se alinhavam à sua direita quando o silêncio reinou no coliseu.

— Boa sorte, companheiros — desejou um dos gladiadores. — Hoje lutamos lado a lado.

— Deixem o brutamontes para mim — avisou Ignacius. — Se alguém cruzar meu caminho, qualquer um, irá sentir o fio da minha espada.

A mera ameaça não seria capaz de balançar aqueles homens, tão endurecidos pela realidade vivida, mas o tom usado, carregado de ódio, esse sim poderia quebrar a determinação do mais valente lutador da arena.

Quando o rufo dos tambores anunciou a batalha e os portões se levantaram deixando o sol invadir a antecâmara, Ignacius deixou escapar algumas lágrimas. 

Uma mistura sutil da tristeza e raiva que sentia por ter perdido a coisa mais importante de sua vida.

 

 

Parecia que seu corpo tinha se ajustado naturalmente. Ignacius sempre acordava primeiro. Sempre. E permanecia deitado, quieto, olhando para ela. Não era a mulher mais bela da vila, tampouca a mais formosa e sensual, mas era tudo o que queria.

Doce Lívia.

Conheciam-se desde a infância. Filho do único ferreiro do vilarejo, Ignacius aprendeu desde cedo o ofício de sua família, sempre acompanhando seu pai. Assim, frequentou a casa de muitas pessoas, incluindo de Lívia, filha da única florista do povoado. Cresceram, olhando um para o outro, de longe, timidamente, e assumiram o lugar de seus parentes. E o inevitável aconteceu. 

Numa manhã fria de primavera, dentre as flores que enfeitavam os campos da vila, eles deram o primeiro beijo.

 

 

Um combate de equipe entre gladiadores sempre começava devagar. E, no terreno escolhido da semana, uma simulação mal feita de um ambiente arenoso e desértico, todos precisavam se acostumar com o solo instável. Então, pouco a pouco, aproximavam-se, com armas em punho e escudos em riste. Algumas ofensas eram lançadas ao ar, em vão, pois o clamor do povo, exigindo mais sangue, sobrepujava qualquer outro som.

Com exceção, claro, do coração de Ignacius, que batia ferozmente.

No momento que pisou na arena, mesmo longe e distorcido pelo calor intenso, reconheceu Cássio. Não seria capaz de confundi-lo. Dois metros de altura e um corpo colossalmente musculoso. Mesmo no coliseu, sua presença contrastava com qualquer outro gladiador.

Recuado, aguardou o melhor momento para avançar, mesmo quando a batalha finalmente começou. Ignorando tudo e todos, contornou o conflito, aproximando-se do gigante por detrás. Esse, por sua vez, com uma alabarda enferrujada, acabava de acertar um golpe horizontal noutro combatente, decapitando-o parcialmente. Resmungou algo inaudível e riu grotescamente alto.

Ignacius ficou paralisado. Naquele dia, quando lhe roubou a vontade de viver, teria agido daquela forma? Dando risada?

Não pensou em mais nada. Avançou com tudo, com precisão, mas entregando sua posição. Era rápido. E ágil. Quando Cássio se virou, tentando pegar uma espada que estava no chão, sentiu a lâmina penetrar o vão do peitoral de ferro, bem na altura do ombro esquerdo.

Seu berro, de uma dor há muito tempo não sentida, alegrou Ignacius.

 

 

Helena tinha os olhos amendoados da mãe e os cabelos ondulados e negros do pai.

Nasceu num inverno estranhamente quente. E, ao invés de chorar no parto, sorriu deliciosamente. Quando tinha três anos, sentava na soleira da casa e observava seu pai, um homem forte, trabalhar na forja. 

Não entendia muito bem o que ele fazia, recebendo dinheiro para ficar batendo em coisas, mas adorava o som metálico constante.

Sua mãe, num poético contraste, trabalhava com flores, brincando com cores e formas de um jeito que encantava a pequena. Helena também gostava de acompanhá-la, não apenas com os olhos, mas também com as mãos.

Era feliz e vivia sorrindo.

Mas tudo mudou quando tinha cinco anos. Homens cruéis invadiram as casas e machucaram as pessoas que faziam parte de seu mundo. Foi levada embora. Foi vendida como escrava. Teve a inocência roubada aos sete anos.  Conseguiu fugir aos onze anos e ficou perdida por muito tempo. Um dia, passeando por um campo de flores, atraída por um odor conhecido, mas de origem nebulosa; reconheceu, ao longe, o jardim de sua infância. Encontrou, deitado perto de uma lápide, um homem despedaçado que lembrava seu pai.

Ele viajou na véspera de seu quinto aniversário. E desde então, mesmo quando reunidos novamente, permaneceu distante. 

 

 

Cássio sempre se destacou naquilo que gostava de fazer: matar.

Desde os tempos que liderava um grupo de bandidos até seus dias de glória como gladiador, nunca fora ferido seriamente. E gostava disso. Gabava-se sem parar. Tinha orgulho de ser o homem de aço da arena. Aquele que pisava no campo de batalha e todos tremiam.

Então, naquele momento, no fervor do combate, diante o pequeno homem que, por fim, tinha-lhe roubado sua unanimidade, tudo o que sentiu foi raiva, muita raiva. 

Agarrou a espada que estava fincada em seu ombro com toda a força que tinha, mas, para sua surpresa, o gladiador conseguiu retirá-la, cortando profundamente sua mão direita. Isso nunca tinha acontecido. Ele era mais forte? Não, aquilo era algo diferente, uma coisa que desprezava: habilidade.

Acabou caindo de joelhos, tateou o chão atrás da espada do homem que tinha matado há pouco, mas levou uma forte pancada na cabeça que o deixou ainda mais desnorteado. E, então, sentiu outra espetada, agora na região do pescoço. Quase se engasgou com seu próprio sangue. Uma poderosa onda de dor envolveu seu corpo. Nunca sentira aquilo em toda sua vida.

Iria morrer daquela forma ridícula? 

Olhou para cima, para seu algoz, e percebeu que falava algo que não conseguia entender. Conhecia aquele olhar. Já tinha visto muitas vezes. O gosto salgado daquele tipo de lágrima era maravilhoso.

E, num segundo que o homem abaixou a cabeça, viu a oportunidade de contra-atacar.

 

 

Dentre todas suas habilidades como ferreiro, a confecção de armas era seu destaque. Espadas, lanças, machados. Seu pai costumava falar sobre isso com muito orgulho.

— Você pode se tornar um ferreiro oficial de Roma, filho. Isso te trará honra e fortuna — falava com empolgação.

Mesmo gostando de todos os elogios, Ignacius não queria isso. A única coisa realmente importante era sua família. Lívia e Helena. Estava satisfeito em fazer ferramentas ordinárias e algumas poucas armas para os soldados da vila.

Porém, uma grande guerra eclodiu no Império Romano. Interna e externamente. E a demanda por armas cresceu tanto que foram obrigados a recrutar mais ferreiros. Foi numa passagem do exército pelo povoado que tomaram conhecimento da habilidade de Ignacius. Não se recusava um “convite” de um dos famosos legionários de Roma.

Foi embora com seu pai, prometendo retornar na próxima estação. 

— Não se preocupe, meu amor, nossos guerreiros são bons. Treinados pelo próprio Legionário Félix. Acha mesmo que um grupo de bandidos qualquer irá derrotá-los? — tranquilizou sua esposa, um dia antes da viagem, dando-lhe um forte abraço em seguida e indo brincar com Helena.

Porém, o conflito se intensificou e a demanda não parava de crescer. Quando soube que um grupo de bandidos estava aterrorizando os povoados de sua região, sentindo-se apreensivo, começou a trabalhar dia e noite.

Precisava retornar para casa o mais rápido possível.

Foi num outono frio que viu Lívia sorrir pela última vez. E foi numa primavera que viu seu corpo pálido nas ruínas de sua antiga e amada casa.

 

 

Seu coração batia tão rápido…

Viu a confusão nos olhos do gigante ajoelhado. Aproveitou-a com gratidão, usando seu escudo, companheiro de muitas e muitas batalhas, para acertar sua cabeça.

Sentia-se eufórico…

Posicionou-se, um pouco para a direita, e desferiu uma estocada no pescoço de Cássio. Não foi tão forte, mas o suficiente para submetê-lo. Tropeçou levemente para trás, sentindo a adrenalina diminuir um pouco e o cansaço, muito mais mental do que físico, aparecer maliciosamente.

Ele venceu. Derrotou o monstro que destruiu sua vida.

— E então, maldito, como é essa dor? Espero que seja grande, tão grande quanto essa que sinto todos os dias desde que matou minha Lívia! Morra, morra mil vezes, seu desgraçado.

Tateou a cintura, em busca do punhal, mas não encontrou a arma. Abaixou a cabeça, procurando-a, e, num segundo, sentiu uma poderosa mão agarrar seu pé esquerdo. Era Cássio. Não conseguiu reagir, foi puxado com tanta força que perdeu o equilíbrio, caindo no chão.

A areia o cegou por instantes, tentou se levantar, mas foi acertado com um chute no peito.

— Fica no chão — ordenou Cássio com voz rouca e cansada.

Horrorizado, assistiu o gigante arrancar a espada do pescoço.

 

 

Quando voltou para o vilarejo, encontrou-o em ruínas. O ataque aconteceu alguns dias antes de sua chegada. Sua esposa estava morta, jogada como lixo nos escombros de seu antigo lar, completamente nua. Sua filhinha, pequena Helena, foi levada embora.

Afundou-se no desespero.

Seu pai, que também perdera tudo que tinha, tentou convencê-lo a voltar para Roma. Recomeçar.

— Eu sei o que sente, filho. Perdi sua mãe também…

— Cala a boca… Minha dor é diferente da sua.

Enterrou sua flor no jardim que ela construiu. E acampou ao seu lado, por anos, vivendo como um verdadeiro ermitão. Até que, num belo dia de sol, reencontrou-se com sua filha. Ela tinha retornado, agora como menina grande, conhecedora de dores que ele sequer imaginava que existiam.

Quando a viu daquela forma, com o sorriso destruído, sentiu aquela tristeza, aquela melancolia, transforma-se em puro ódio.

Retornou para Roma com Helena.

— Pai, por favor, cuide dela. Não fui capaz, mas você me criou com tanto amor que sentia-me, por vezes, afogado. Cure-a, pois também não sou capaz disso — suplicou Ignacius ao seu pai.

Conhecia o grupo de bandidos que invadiu seu vilarejo. Cássio. Esse era o nome do líder. Sabia, também, que foram capturados e enviados ao coliseu, como acontecia com qualquer inimigo do Império.

Precisava matá-lo.

Entregou-se aos gladiadores. Sofreu por anos. Endureceu seu corpo. matou muitas pessoas, algumas boas, outras ruins. Aprendeu a lutar de verdade. Vendeu sua liberdade.

 

 

Um, dois, três,

Esse foi o número de vezes que foi golpeado com a espada. Cássio jogou-a de lado e ficou observando-o por alguns segundos. Devia estar sentindo prazer. Sabia disso, pois, um minuto atrás, era ele que estava naquela posição.

Quando o gigante se afastou, cambaleando, e agarrou a alabarda, Ignacius virou o rosto. Não queria ver aquilo. Na verdade, não queria morrer. E foi então que, no meio da multidão, viu aqueles olhos amendoados que tanto amava.

Helena…

Quantas vezes, escondida de seu avô, ela deve ter ido ao coliseu assistir suas lutas?

Percebeu, então, que falhara mais uma vez como pai. Abandonou-a quando mais precisava de sua presença. Chorou, chorou tudo o que tinha para chorar, pedindo perdão, com o olhos, para sua menina.

Tudo o que sentiu, depois disso, foi um amargo pesar. E o fio enferrujado da alabarda em seu pescoço.

24 comentários em “Ignacius (Fabio D’Oliveira)

  1. M. A. Thompson
    15 de dezembro de 2019

    O narrador mescla passado e presente para descrever a vingança de um ferreiro sobre um gladiador que havia destruído seus bens e famílias. O que me incomodou nesse conto foi a forte aparência com filmes tipo o Gladiador. Boa sorte no desafio.

  2. Jowilton Amaral da Costa
    15 de dezembro de 2019

    O conto narra a história de Ignacius, um ferreiro que tem sua família destruída por bandidos, onde o líder era o gigante Cássio. Os anos passam e ele reencontra sua filha Helena, que tinha sido levada pelos bandidos. Amargurado, decidi se vingar do algoz de sua felicidade e se junta aos gladiadores.

    Bom conto. É um drama épico dos bons. As cenas de ação foram bem construídas. As intercalações com o passado também foram bem feitas. O conto está bem escrito, não percebi erros. Boa sorte no desafio.

  3. Adauri Jose Santos Santos
    15 de dezembro de 2019

    Resumo: Ignacius um homem que trabalhava como ferreiro e queria apenas viver com sua família em paz, porém, uma guerra acontece e ele é recrutado. Ao retornar, encontra sua casa destruída e a esposa morta por um grupo de bandidos, então se tornou gladiador para se vingar do assassino de sua esposa. No entanto, perde o duelo.
    Comentários: Gostei da estória no geral, o enredo é bem trabalhado e tem um impacto legal no final. Porém, não tem um desenrolar muito diferente de outras estórias do gênero. Achei que ficou um pouco clichê em alguns trechos. Com algumas mudanças pontuais pode ficar bem melhor. Há falhas de revisão.

  4. Elisabeth Lorena Alves
    15 de dezembro de 2019

    Ignacius
    Homero
    Resumo
    A história de um ferreiro que virou gladiador para vingar a morte da esposa.

    Comentário
    Uma história de vingança e de dor muito marcada. É interessante. Apresenta um assunto plausível e conhecido de Poder em que a destruição, arruaça, a escravidão, a violação da mulher e destruição da família são formas de determinar quem ganha e quem perde quando uma aldeia-cidade-país é invadido.
    O texto peca pelas idas e vindas, criando assim a necessidade de mais de uma leitura. Porém, por lembrar a Literatura pós colonial, me agrada muito. O final é interessante e obviamente é uma virada esperada – dado ser um Conto – mas acontece de forma bem direcionada, o que agrega mais valor ao texto. A filha assistindo a morte do pai é uma sacada muito boa. Morre o pai e o ídolo, fica a mensagem indireta sobre o que abandonamos quando queremos resolver uma questão do passado.
    A frase de impacto é com certeza o final: “Chorou, chorou tudo o que tinha para chorar, pedindo perdão, com o olhos, para sua menina.” Gostei muito do texto.

  5. Ricardo Gnecco Falco
    15 de dezembro de 2019

    Resumo: ex-ferreiro do tempo do Império Romano decide se tornar um gladiador romano após ter sua esposa morta e sua filha violentada por um bandido alto e forte que acabou sendo integrado ao time de gladiadores. Seus planos de vingança, entretanto, não saem como esperado e ele acaba sendo morto pelo mesmo assassino de sua esposa.

    Impressões: texto bem escrito e enredo bem desenvolvido, prendendo a atenção do leitor e o (nos) fazendo torcer pelo protagonista herói, mesmo que em vão ao final. Escolha acertada de tema, que remete sempre a bons filmes do gênero e torna o cenário extremamente imagético e, mesmo retratando um época remota — porém bem presente na imaginação do leitor. Parabéns pelo bom trabalho!

  6. Thiago Barba
    13 de dezembro de 2019

    Gladiador tem a chance de se vingar, na arena, contra o homem que matou sua esposa, mas acaba sendo morto na frente de sua filha.

    Técnica: 3,5
    Criatividade: 3,0
    Impacto: 4,0

    O conto foi interessante, um bom entretenimento.
    Não é mal escrito, mas a nota “baixa” no quesito técnica se deve ao fato não ter um diferencial ou algo chamativo na escrita. É todo escrito certinho, porém não chama atenção entre outros contos do certame.
    A nota devido a criatividade, é por conta de ser uma história muito comum, que já foi vista de várias formas, um gladiador querendo se vingar, a perda da esposa, o vilão imbatível.
    O conto, apesar de ser comum, acaba me pegando. Tem um ritmo que capta o leitor, que emociona, por isso tem um ótimo efeito de impacto. A construção dele aumenta muito este quesito e acredito que se fosse melhor elaborado nos outros quesitos, o impacto teria sido ainda maior.

  7. Cicero G. Lopes
    12 de dezembro de 2019

    Resumo:
    Ignacius foi ferreiro, conheceu a mulher amada, foi feliz no amor, tiveram uma filha, aí ele teve que se ausentar da casa por conta do trabalho e quando retornou encontrou a esposa morta e a filha raptada. Passam-se os anos e a filha um dia retorna, mulher, devassada, violada… Ignacius descobre quem foi o responsável por tanta desgraça; um gigante chamado Cássio, que capturado pelos romanos se tornou gladiador. Ignacius também decide se tornar um lutador e quando finalmente se encontram, eles lutam selvagemente e apesar de um início promissor, Ignacius morre.

    Considerações:Uma história clássica de vingança tendo como cenário o Coliseu. Bem escrito, com recursos de flash back e um desfecho que quebra a expectativa.

  8. Cicero G. Lopes
    12 de dezembro de 2019

    Resumo:
    Ignacius foi ferreiro, conheceu a mulher amada, foi feliz no amor, tiveram uma filha, aí ele teve que se ausentar da casa por conta do trabalho e quando retornou encontrou a esposa morta e a filha raptada. Passam-se os anos e a filha um dia retorna, mulher, devassada, violada… Ignacius descobre quem foi o responsável por tanta desgraça; um gigante chamado Cássio, que capturado pelos romanos se tornou gladiador. Ignacius também decide se tornar um lutador e quando finalmente se encontram, eles lutam selvagemente e apsesar de um início promissor, Ignacius morre.

    Considerações:
    Uma história clássica de vingança tendo como cenário o Coliseu. Bem escrito, com recursos de flash back e um desfecho que quebra a expectativa.

  9. Rafael Penha
    12 de dezembro de 2019

    RESUMO: Um homem entra na arena de gladiadores para enfrentar seu o inimigo que odeia. Enquanto suas lembranças trazem de volta sua história, até o final inesperado e derradeiro.

    COMENTÁRIO: Uma história poucas vezes vista pelo Entrecontos: as cruéis batalhas entre os gladiadores, aqui, de forma inusitada, não um escravo habitual, mas alguém que escolheu estar lá.
    Percebi elementos da luta entre o Montanha e Oberynn Martell em Game of Thrones e da série Spartacus, não sei se foram as fontes, se não, recomendo que assista, pois ilustram bem o conto.
    A história como um todo é clichê, um homem atrás de vingança, mas trás pontos bem originais como quebrar a clássica história do escravo obrigado a ser gladiador.
    Entretanto, o conto sofre com algo que já fui chamado a atenção aqui; o excesso de personagens. Vemos muitos nomes sendo citados, conhecemos toda a infância, família, ofício… Muita coisa para ser contada num conto muito curto. Isso me deixou perdido em vários momentos, tentando entender quem era quem. A narrativa não linear é interessante para quebrar o clichê, mas o excesso de personagens acaba fazendo essa boa técnica deixar a história ainda mais confusa.
    Talvez o autor pudesse economizar na família, mostrar apenas a morte do ente querido e trabalhar mais na construção do sentimento de vingança. Alguém que deixa a vida livre voluntariamente, se torna gladiador apenas para poder se vingar merece ter esse sentimento mais explorado, mais aprofundado.
    Por fim, o final triste é bem inesperado, mas telegrafado um pouco antes. Eu gostei de poder ver a luta pelos dois pontos de vista, mas o fato da narrativa mostrar o vilão percebendo a chance alguns momentos antes dela de fato ser narrada tirou um pouco a surpresa do final, que é bem corajoso.

    Um grande abraço!

  10. Claudinei Ribeiro Novais
    12 de dezembro de 2019

    RESUMO: É a história de um cidadão romano que se tornou gladiador com o único objetivo de se vingar do bandido que assassinou sua mulher e roubou sua filha. A história se passa na Roma antiga e trata das lutas de gladiadores no coliseu. Enquanto aguardava a entrada de seu oponente, uma série de lembranças passam pela cabeça de Ignacius, mas, ao invés de conseguir vingar a morte da esposa e o rapto da filha, Ignacius acaba sendo morto pelo oponente.

    CONSIDERAÇÕES: É um conto bem escrito. Sem descrever detalhes, o(a) autor(a) fala sobre o Coliseu, sobre a Roma antiga e sobre os costumes da época. Devido a forma empregada na narrativa, de certa forma, permite ao leitor viajar e explorar o cenário.

  11. Paulo Luís
    6 de dezembro de 2019

    Olá, Homero, boa sorte no desafio. Eis minhas impressões sobre seu conto.

    Resumo: Ferreiro na antiga Roma torna-se gladiador para ter a oportunidade de vingar assassinato da esposa. Mas, que enfim, ao lutar com o grande gladiador adversário e assassino de sua mulher e sequestro de sua filha, acaba também por ser morto.

    Gramática: Quanto a escrita não percebi nada que a desabone.

    Comentário crítico: Acredito que este conto estaria mais apropriado no desafio anterior, o sabrinesco. Visto ser o estilo mais próximo para enredo piegas como este. Trama transportada para a Roma dos gladiadores que, na arena, faziam a catarse da plateia. Um enredo que trata de vingança, mas que acaba mal para o vingador. É um conto sabrinesco sem final feliz.

  12. Priscila Pereira
    4 de dezembro de 2019

    Olá, autor!
    Que conto triste! Achei bem original, nunca havia lido nada com esse tema de gladiadores aqui no EC. As idas e vindas no presente e passado foram legais, deram uma dinâmica boa e aumentaram a tensão e o suspense da batalha. O final inverso do final “feliz” esperado pelo leitor foi uma boa surpresa. Gostei! Parabéns e boa sorte!

  13. Elisa Ribeiro
    3 de dezembro de 2019

    O ex-ferreiro, atual gladiador, Ignacius tem sua oportunidade de vingança ao enfrentar na arena do Coliseu Cassius, o homem responsável pela morte de sua esposa e o rapto de sua filha.

    Um enredo épico ambientado na antiguidade romana. Uma escolha pouca usual aqui no EC.

    Os ingredientes – drama, vingança, violência – resultaram em uma história bem amarrada, embora não muito surpreendente.

    Os personagens, embora sem nuances, se prestam bem ao tipo de enredo escolhido. A narrativa não linear muito bem realizada, de fácil leitura e coesa, contribui para dar alguma textura e interesse ao conto, assim como a escolha da ambientação na Roma Antiga.

    O final escolhido quebrou a expectativa do final feliz para o herói mais comum nesse tipo de enredo, o que de certa forma o atualiza a história ao gosto mais contemporâneo. Contudo, ao menos para mim, não foi suficiente para provocar um impacto positivo.

    Enfim, um conto bem executado, a despeito do enredo de vingança, para lá de batido.

    Desejo sucesso no desafio em tudo mais. Um abraço.

  14. Fabio Monteiro
    1 de dezembro de 2019

    IGNACIUS

    Resumo: Luta entre dois gladiadores e a perda da amada de um deles. Ignacius é o filho do ferreiro do vilarejo. Aprendeu com o pai o oficio e o usou para criar armas. Cassio, personagem robusto e forte é o desafiante de Ignacius. È também o responsável pela morte de sua amada.

    Pontos fortes: Cenário épico na descrição tanto dos personagens quanto do enredo usado na criação da narrativa.

    Pontos Fracos: Alguns trechos me pareceram um tanto confusos. Tive a sensação de que o narrador tentou envolver explicações sobre os personagens com os acontecimentos.

    Comentário Geral: Para mim um texto carente de uma ordem de acontecimentos. A ideia é excelente, a descrição do cenário muito bem explorada. Entretanto, creio que se o texto estivesse melhor estruturado, a ideia central seria melhor aproveitada (opinião pessoal).

  15. Cirineu Pereira
    30 de novembro de 2019

    Resumo:
    Ignacius é originalmente um ferreiro da época do império romano que, enquanto viajava, perdeu a esposa num ataque criminoso a sua aldeia. Desolado, o ferreiro se torna gladiador e sobrevive aos combates, até que, finalmente, depara-se com a oportunidade de vingança ao defrontar-se, na arena, com o assassino da esposa.

    Comentários:
    O autor mescla virtudes e aparentes deficiências num conto cuja história nada tem de original, remetendo imediatamente o leitor a um filme famoso (Gladiador, com Russel Crowe). É elogiável a noção e valorização de algumas técnicas, como a introdução do conto diretamente pela ação e as constantes alternâncias de cenário, tempo e foco narrativo. Assim, apesar da narrativa se dar basicamente na arena, no momento da batalha entre Ignacius e Cassio, a luta é constante e habilmente interrompida por regressões e considerações do protagonista. Assim, o leitor é gradualmente apresentado à história e às motivações de Ignacius.
    Porém, nem tudo são flores e os problemas do texto roubam o foco. Há falhas claras nas construções frasais. Nunca se acostumaria, soaria bem melhor do que “Nunca iria se acostumar”. O advérbio “tampouco” não sofre flexão de gênero, “tampouca” não existe. “Malfeita” se escreve como uma só palavra e não “mal feita”. São alguns exemplos de problemas do texto, mas há outros, de pobreza vocabular e frases mal construídas (de estilo pobre).
    Também há, constantemente, quebras desnecessárias, injustificadas e nocivas, de parágrafo, nas vezes em que o parágrafo seguinte é claramente ligado à ideia do anterior e não traz nada de novo. Os poucos diálogos são ruins, artificiais e mal construídos.
    Apesar das boas alternâncias de foco, e mesmo por conta dessas alternâncias, é preciso tomar cuidado para identificar o personagem sobre o qual se discorre, a fim de que o esforço intelectual, e pretensamente prazeroso, exigido do leitor não se torne um fardo, ao demandar excesso de pausas e releituras.
    Ainda sobre as alternâncias, a partir da iminência do desfecho (da batalha e, consequentemente do conto) elas se fazem excessivas. Quer me parecer que, ante à morte certa, o perdedor teria direito a apenas uma última regressão e/ou visão do público (Não, claro que não se trata de “direito”, mas de pertinência). Ultrapassar a isso comprometeu o ritmo que até então era bom.
    Por fim, a história soa excessivamente dramática (tal qual o filme ao qual me remete) e, ainda que isto agrade a um público determinado, o caráter direto e explícito dessa dramaticidade, soa-me apelativo e de mau gosto.

    Em números:
    Título e Introdução: 6
    Personagens: 6
    Tempo e Espaço: 6
    Enredo, Conflito e Clímax: 5
    Técnica e Aplicação do Idioma: 6
    Valor Agregado: 5
    Adequação Temática: 10
    Nota Final: 3,0

    Observação:
    As parciais, baseadas nos critérios, variam de 0 a 10, mas possuem pesos distintos na composição da nota final, que varia de 0 a 5.

  16. Jorge Santos
    30 de novembro de 2019

    Este conto tem como cenário Roma antiga. Um homem procura vingança pelo assassinato da esposa e pela venda da filha como escrava. Sabendo que o autor da desgraça foi condenado a ser gladiador, torna-se ele próprio gladiador. A acção começa com a luta dele na arena com o gigante Cássio. Ele começa por ganhar, ferindo o adversário, mas depois Cássio reage e mata-o.

    Gostei do conto, em especial da precisão da recriação histórica. Na realidade, havia três tipos de gladiadores: escravos, criminosos e voluntários à procura de glória. O enredo está bem definido, embora se pareça demasiado com o do filme Gladiador. Esperamos que a qualquer momento surja o Russel Crowe a resolver a situação. Também vi referências ao filme Tróia (o ferimento no ombro do gigante) e do duelo de defesa da honra de Tyrion no Game of Thrones (também aqui pensava ter ganho o combate, mas deixou o adversário reagir e acabou morto). Estas referências podem ter sido involuntárias e não retiram qualidade a um conto que se lê de um trago.

  17. Luis Guilherme Banzi Florido
    27 de novembro de 2019

    Bom dia/tarde/noite, amigo (a). Tudo bem por ai?
    Pra começar, devo dizer que estou lendo todos os contos, em ordem, sem saber a qual série pertence. Assim, todos meus comentários vão seguir um padrão.
    Também, como padrão, parabenizo pelo esforço e desafio!

    Vamos lá:

    Tema identificado: ação, drama

    Resumo: gladiador reencontra o algoz de sua família sedento por vingança, porém, é derrotado na batalha e nos momentos finais vê sua filha na platéia

    Comentário: cara, que final mais fdp! hauhauahuah. Adorei a ousadia!

    É tão normal ver os finais padrões – nem vou chamar de final feliz, pq ele consumar a vingança não sei se poderia ser chaamdo de final feliz. Enfim, eu já fui lendo seu conto meio que esperando o padrão, o cara bonzinho matar o bandido, e talvez depois se arrepender por perceber que a vingança não compensa. Maaaas, numa ousadia adorável, você nos surpreende com o bonzinho se dando mal. Muito bom.

    Aliás, o enredo é bom, apesar de não tão inovador, umaa vez que a história parece bastante com o filme Gladiador. Ainda assim, os trechos intercalados caíram bem, deram um ritmo legal pra história. O findo de cena da história da família me deixou curioso, pq na primeira aparição da menina já mais velha, eu achei que ela tivesse visto um defunto que parecia o pai. Fiquei com uma interrogação na cabeça. Depois, a linha temporal se conecta e dá pra entender melhor as situações.

    Sobre a escrita, além de uma ou outra falhinha de revisão, parece tudo bem gramaticalmente. Acho que só os diálogos que me soaram um pouco superficiais em alguns momentos, não sei explicar bem. Parecia um pouco ensaiado, sabe? Nada que salte aos olhos, mas eu daria uma repensada nos diálogos, acho.

    Enfim, bom trabalho. Um conto que, apesar de não contar com um enredo totalmente original, ganha bastante pela estrutura em lapsos temporais, pela boa técnica e pelo final inesperado. Parabéns e boa sorte!

  18. Luciana Merley
    26 de novembro de 2019

    Resumo
    Uma história de gladiadores que se passa na época do Império Romano. Um homem arrasado por perder sua família numa ação brutal de bandidos, decide fazer da vingança o objetivo da sua vida. Torna-se gladiador e encontra-se finalmente como o algoz de sua família.

    Técnica
    Bastante simples e até simplista, eu diria. Achei a escrita bastante ingênua e muitíssimo explicativa. A técnica de cruzar histórias é boa, mas você pecou por entregar todos os sentimentos e sensações numa escrita que não deixa o leitor pensar. Outra coisa, não me pareceu muito verossímil por exemplo o Cássio estar engasgando-se com o próprio sangue e ainda assim falar rouco. Outra coisa estranha foi a ausência da emoção ao rever a filha.

    Criatividade
    Não é muito novo esse drama. Bastante parecido com filmes como Gladiador e até Spartacus, mas é sim um enredo interessante.

    Impacto
    Serei sincera. O conto não me impactou muito, mas esse é um desafio duro mesmo. As vezes não conseguimos causar o mesmo efeito em todas as pessoas.

    Boa sorte no desafio.

  19. Fernanda Caleffi Barbetta
    26 de novembro de 2019

    Muito bom o seu conto. Bastante dinâmico, muito bem escrito. Legal ter escolhido o tema Império Romano, lembrei-me do filme Gradiador, do qual gosto muito.
    Gostei do fato de ter intercalado o passado com o presente, boa escolha.
    As cenas de luta estão muito bem descritas, assim como as personagens e o ambiente.
    Apesar do final ser previsível e até da trama ser algo não muito novo, vc conseguiu criar um suspense, um interesse crescente durante a narrativa. Muito bom. Parabéns pelo conto.

    Obs: esta não é uma leitura obrigatória para mim neste desafio, por isso não há resumo. É apenas a minha breve impressão sobre o texto.

  20. Cirineu Pereira
    24 de novembro de 2019

    Ignacius

    Resumo:
    Ignacius é originalmente um ferreiro da época do império romano que, enquanto viajava, perdeu a esposa num ataque criminoso a sua aldeia. Desolado, o ferreiro se torna gladiador e sobrevive aos combates, até que, finalmente, depara-se com a oportunidade de vingança ao defrontar-se, na arena, com o assassino da esposa.

    Comentários:
    O autor mescla virtudes e aparentes deficiências num conto cuja história nada tem de original, remetendo imediatamente o leitor a um filme famoso (Gladiador, com Russel Crowe). É elogiável a noção e valorização de algumas técnicas, como a introdução do conto diretamente pela ação e as constantes alternâncias de cenário, tempo e foco narrativo. Assim, apesar da narrativa se dar basicamente na arena, no momento da batalha entre Ignacius e Cassio, a luta é constante e habilmente interrompida por regressões e considerações do protagonista. Assim, o leitor é gradualmente apresentado à história e às motivações de Ignacius.
    Porém, nem tudo são flores e os problemas do texto roubam o foco. Há falhas claras nas construções frasais. Nunca se acostumaria, soaria bem melhor do que “Nunca iria se acostumar”. O advérbio “tampouco” não sofre flexão de gênero, “tampouca” não existe. “Malfeita” se escreve como uma só palavra e não “mal feita”. São alguns exemplos de problemas do texto, mas há outros, de pobreza vocabular e frases mal construídas (de estilo pobre).
    Também há, constantemente, quebras desnecessárias, injustificadas e nocivas, de parágrafo, nas vezes em que o parágrafo seguinte é claramente ligado à ideia do anterior e não traz nada de novo. Os poucos diálogos são ruins, artificiais e mal construídos.
    Apesar das boas alternâncias de foco, e mesmo por conta dessas alternâncias, é preciso tomar cuidado para identificar o personagem sobre o qual se discorre, a fim de que o esforço intelectual, e pretensamente prazeroso, exigido do leitor não se torne um fardo, ao demandar excesso de pausas e releituras.
    Ainda sobre as alternâncias, a partir da iminência do desfecho (da batalha e, consequentemente do conto) elas se fazem excessivas. Quer me parecer que, ante à morte certa, o perdedor teria direito a apenas uma última regressão e/ou visão do público (Não, claro que não se trata de “direito”, mas de pertinência). Ultrapassar a isso comprometeu o ritmo que até então era bom.
    Por fim, a história soa excessivamente dramática (tal qual o filme ao qual me remete) e, ainda que isto agrade a um público determinado, o caráter direto e explícito dessa dramaticidade, soa-me apelativo e de mau gosto.

    Em números:
    Título e Introdução: 6
    Personagens: 6
    Tempo e Espaço: 6
    Enredo, Conflito e Clímax: 5
    Técnica e Aplicação do Idioma: 6
    Valor Agregado: 5
    Adequação Temática: 10
    Nota Final: 3,0

    Observação:
    As parciais, baseadas nos critérios, variam de 0 a 10, mas possuem pesos distintos na composição da nota final, que varia de 0 a 5.

  21. Pedro Teixeira
    23 de novembro de 2019

    Um bom conto. Os primeiros parágrafos meio que “entregam” os rumos que a trama vai tomar, mas o final surpreende. Muito bem escrito, apesar de eu achar que em alguns trechos poderia haver mais emoção, mais descrições de sentimentos e pensamentos. O que me incomodou foi a relativa previsibilidade dos rumos do enredo e da construção dos personagens, ambos já vistos à exaustão em outras histórias,com exceção do final impactante. Mas é um trabalho competente.

  22. Antonio Stegues Batista
    14 de novembro de 2019

    IGNACIUS- Resumo- Ignacius, ferreiro de profissão, deixa a sua família para trabalhar como ferreiro para o Império Romano. Enquanto ele está fora da vila, sua mulher é morta e sua filha raptada por um grupo de malfeitores liderados por Cássio. Sabendo que Cássio se tornou gladiador, Ingnacius se alista como gladiador para lutar na arena do Coliseu e matar Cássio.

    COMENTÁRIO- O conto é bem escrito, tem uma boa narração, escrita, ambientação, etc. O argumento do conto é muito parecido com o do filme, O Gladiador, com Russel Crowe. Não estou dizendo que é plágio, estou dizendo que é parecido. Não tem nada de original, portanto. No filme, César pretende dar o trono de Roma para seu general, Máximus, mas Cômmodo, filho de Cesar mata o pai e manda matar Máximus, a mulher e a filha. Máximus, escapa, torna-se gladiador, sempre com a ideia de vingar a morte da mulher e filha e matar Cássio na arena. Tanto Máximus quanto Ignácius, morrem em combate. No conto, o personagem é ferreiro, alguém mata a mulher dele e rapta a filha, ele se torna gladiador para se vingar. Entre as duas histórias são essas as semelhanças. O autor usou o tema fanfic. Nada contra escrever um conto baseado num filme. O tema é livre, mas numa competição, o importante é a originalidade dos contos.

  23. Rosário dos Santoz
    14 de novembro de 2019

    Resumo: Ferreiro talentoso perde sua família e se dispõe a ser um gladiador para tentar vingar a morte de sua esposa. Contudo falha na batalha decisiva contra o homem que a matou.

    O que achei: Na primeira leitura me confundi um pouco por causa da quantidade de flashbacks, mas na releitura consegui apreciar cada detalhe maravilhoso deste conto.
    Infelizmente é um arco de ruína que temos aqui. Tudo o que Ignacius tinha lhe foi arrancado, inclusive a vida.
    Mas está tudo tão lindamente escrito; com exceção de sua fala na sétima parte, logo após derrubar Cassio. A palavra “desgraçado” me pareceu suave demais para alguém com uma enorme raiva guardada por anos.

    No mais, parabéns pelo conto. Está lindo!

  24. Fheluany Nogueira
    11 de novembro de 2019

    Cria-se, no texto, a jornada de um homem justo e humanista que procura sua vingança. O protagonista, tomado pela impotência de ter deixado a esposa morrer e a filha ser escravizada, começa a treinar como gladiador, que se prepara para vencer aquele que provocou a destruição da família. A filha volta para casa, passado um bom tempo e pode ver a derrota final do pai, que lamenta ter procurado a luta ao invés de estar com ela.

    O texto é uma retomada do gênero épico antigo, mostrando uma boa captura histórica da época. Os personagens são construídos com leves toques de heróis clássicos, como o “Spartacus” ou o mais atual “O Gladiador”, mas contextualizado com maior foco no drama íntimo.

    As cenas, em vaivém de personagens, cenário e tempo, são quase teatrais. A luta final é o foco principal; sem poupar nem um pouco as doses de sangue e enquadrando o combate corpo a corpo da ação na arena.

    Alguns deslizes de pontuação, regência verbal (Segundo as regras gramaticais, o verbo assistir deverá ser conjugado com a presença da preposição a com esse sentido: assistir a. Apesar dessa regra, há uma forte tendência para a omissão da preposição “a” na linguagem coloquial.) e da flutuação dos tempos verbais tornaram algumas passagens confusas.

    O texto não me agradou como um todo, mas convence.

    Parabéns pelo trabalho! Boa sorte! Abraço.

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Informação

Publicado às 1 de novembro de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 4, R4 - Série A e marcado .