EntreContos

Detox Literário.

Até o Inferno (Pedro Teixeira)

 

Estávamos de tocaia há três dias. A informação fora passada pelo coronel Perpétuo: Elano Grundelmann receberia uma carga de armas ali, no depósito abandonado da Vila Conceição. Eu não me sentia nada confortável com aquela ajuda – todo mundo sabia que o coronel andava traficando.

Além disso, ouvi as piores histórias sobre ele: Perpétuo e o esquadrão pregando os pés de devedores inadimplentes em tábuas e depois os obrigando a desfilar; Perpétuo na adolescência matando o próprio pai num incêndio suspeito; Perpétuo e seu pacto com o coisa ruim.

Não que eu fosse um exemplo de virtude – longe disso. Na verdade, o motivo de eu estar naquela situação era ter moído um vagabundo na porrada. Mereceu: era um estuprador. O trabalho foi tão bem-feito que a própria mãe não o reconheceria. Só não matei o animal porque me seguraram antes. E quer saber? Faria tudo igual de novo. Quero dizer, igual não – desta vez completaria o serviço.

Perpétuo é diferente. Ele massacra esses coitados que se arrastam na rua feito zumbis, pessoas que ajuda a destruir entupindo a cidade de crack. Traficantes são gente da pior espécie – enriquecem com a desgraça dos outros.

Mas, encarando de forma realista, se sou obrigado a andar no meio da merda, o jeito é tampar o nariz e seguir em frente. Foi o que fiz. Depois do gancho sem remuneração por ter dado àquele filho da puta o que ele merecia, precisei arrumar outro jeito de levar dinheiro para casa: além dos gastos com comida, luz, água, a deficiência do meu filho, o Bruno, me obrigava a pagar uma cuidadora. E então apareceu o Fagundes, propondo essa parceria. Não tinha como recusar, ainda mais considerando que acabou sobrando para o coitado também no caso do estuprador, por tentar aliviar a barra para mim. 

– Quando a gente vai entrar? -perguntei para o Fagundes. 

– Tem que ter paciência, caralho – ele respondeu.

Na noite anterior tínhamos visto um pequeno caminhão-baú entrando no depósito. A ideia era esperar o melhor momento, entrar, pegar a carga, colocá-la na van, sair. 

Agora passava do meio dia. O ar abafado de dentro do carro foi me deixando sonolento: resolvi dar uma cochilada num dos bancos traseiros.

Algum tempo depois, fui despertado pela voz do Fagundes:

– O Grundelmann tá saindo.

Rapidamente me endireitei; passei para a frente. O velho observava a cena com um binóculo.

– Esquisito não ficar ninguém pra vigiar-comentei.

– Excesso de confiança. Ele acha que ainda tem proteção da milícia. Mas se o Perpétuo deu o serviço, é porque isso aí acabou.

Saímos da van, nos esgueiramos até a entrada. Meu colega começou a trabalhar no cadeado com um clipe de papel e meio minuto depois, como num truque de mágica, o portão estava aberto.

Lá dentro, grandes caixas de papelão dispostas nas prateleiras de um arquivo de aço, atrás de uma escrivaninha de madeira equipada com um laptop.

Checamos o conteúdo das caixas: revistas de pornografia artística hardcore fotos de orgias em cemitérios e campos abertos, onde homens usando máscaras de bode penetravam mulheres pálidas.

Nos entreolhamos, surpresos. Reviramos as caixas: mais e mais revistas de sacanagem. Fui até o laptop, em busca de alguma informação útil. Na tela, um vídeo pausado. Chamei o Fagundes, cliquei para rodar.

E então nos deparamos com o inferno.

Círculos de velas negras. Um cântico sinistro, vozes monótonas. Pessoas trajando capuzes com capas, seus rostos encobertos por máscaras de bode. Um menino nu cambaleia, conduzido por um dos encapuzados, até o centro dos círculos. O homem coloca o garoto de quatro e….

A cena seguinte me fez enxergar tudo em vermelho. Soquei com força a tela, depois arremessei o laptop na parede. Quando meu acesso de fúria passou, havia pedaços de plástico e metal espalhados no chão, e filetes de sangue em meus punhos cerrados. Eu me sentia como se estivesse anestesiado. Voltei à escrivaninha, abri a gaveta. Ao revirar a confusão de papéis que encontrei lá dentro, um pequeno cartão preto chamou minha atenção: no alto dele estava impresso um símbolo, formado por dois triângulos contrapostos ligados pela base, a qual se alongava dos dois lados, dividindo-se em três linhas terminadas em círculos. Logo abaixo dele lia-se, em letras rebuscadas: MISSA NIGER. O texto também era em latim.

– Vamos arrancar a verdade desse bosta – falei, mostrando para Fagundes o cartão.

Ele assentiu com a cabeça. Seu rosto estava tenso.

Saímos por uma porta lateral e colocamos o cadeado de volta; depois, esperamos cerca de meia hora até Grundelmann voltar. Após rendê-lo na entrada, o arrastamos até a cadeira, à qual Fagundes o algemou.

– De onde saiu aquela putaria? Quem filmou? Responde, seu viado! —rosnei.

Ele me encarou, confiante:

– Esses são os sinais. Hoje é o dia da chegada do rei, de nosso Redentor.

Esmurrei seu queixo, fazendo alguns dentes voarem para longe. Em seguida, um soco no estômago. Grundelmann se dobrou, cuspindo sangue.

– É…. Uma honra…. Fazer parte disso…. – ele balbuciou, exibindo um sorriso rubro.

– Do que você tá falando? Desembucha, porra! —eu disse, arremessando ele e a cadeira contra a parede. A cadeira caiu de lado, soltando lascas. Elano uivou de dor, depois murmurou:

– É hoje…. Está escrito….

Fagundes fez um sinal para que o seguisse até o canto. Sussurrando:

– É óbvio que esse cara tem uns parafusos a menos. Mete uma bala na cabeça dele e vamos sair daqui

– Não, eles precisam pagar pelo que fizeram. Eu vou até o inferno atrás dessa escória. 

Fagundes balançou a cabeça.

– Escuta: isso também não me agrada, mas duvido que a gente consiga botar a mão nesses caras. O Perpétuo nos sacaneou. Deve ter dado a informação errada de propósito, talvez pra tirar algum rival da jogada.

– Tudo bem. Esse trabalho eu faço de graça – eu disse, com a impressão de que minha voz vinha de muito longe. Dei as costas a ele, fui até Grundelmann, saquei a pistola. Atirei em cada um de seus dedos, e com muito gosto os vi explodindo. A ideia era fazê-lo implorar, mas isso não aconteceu: Elano apenas guinchava e sibilava, repetindo a ladainha sobre o redentor. Quando cansei daquilo, passei a dar-lhe violentos pisões na cabeça, prensando-a contra o piso, até que o crânio se partiu com um estalo. O corpo se contorceu como o de um verme por algum tempo, e então seus movimentos cessaram de vez.

Fagundes, branco feito papel:

– Merda. Pra que isso? Tá ficando maluco? 

Eu me mantive em silêncio, ofegante, olhando fixamente para o cadáver. Então, meu colega suspirou e disse, virando-se para a porta:

– Vem, vamos dar um jeito nisso.

Antes de segui-lo, revistei o morto. Encontrei um celular, que guardei em meu bolso. Em seguida Fagundes conduziu o carro de Elano para dentro. No porta-malas havia uma capa com capuz e uma máscara de bode. Levei tudo comigo.

Saímos. Rodamos por um tempo, até encontrar um lugar deserto, perto de uma reserva florestal. Juntamos galhos de árvores, fizemos uma fogueira. Joguei nela minhas roupas ensanguentadas, as quais troquei por uma muda que tinha trazido na van. Fiquei um tempo olhando para as chamas, hipnotizado por elas.

No caminho de volta para casa, peguei o cartão e fiz uma tradução porca, usando um aplicativo do celular. Li para Fagundes:

– “Você está convidado para participar da cerimônia de celebração do advento de nosso rei.” A data é hoje, na antiga siderúrgica Sideris, 4º pavilhão, no velho distrito industrial, às 23 horas. A gente tem que acabar com isso, cara.

– Se tu não percebeu ainda, já acabou. Já era. O negócio agora é ficar na moita por um tempo.

– Porra nenhuma. Vou arrebentar esses filhos da puta.

– Isso é maluquice, cara. É suicídio.

– Você não precisa entrar comigo. Só me deixa lá que eu resolvo.

Fagundes respirou fundo, balançando a cabeça:

– Não, nem pensar. Pra mim já deu. Tenho uma família. E tu devia pensar no teu filho também. 

– Tudo bem. Vou sozinho.

 

Cheguei em casa agitado. Do lado de fora ouvi Bruno resmungando alguma coisa. Ao abrir a porta dei de cara com ele e Lígia, a cuidadora. Bruno me abraçou e começou a se queixar de Lígia:

– Ela não me deixa ir brincar com o Matias, papai!

Meu filho falava sobre o menino que viera morar no prédio há uma semana. Ele tinha medo do Bruno: se encolhia todo ao ver aquele adolescente de voz arrastada e anasalada, que por vezes se babava ao falar.

Pobre do meu garoto.

– É que o Matias deve estar na escola, filhão. Mas não fica triste: hoje vou te levar pra casa da vovó.

– Êeeeee…. – ele saiu com os braços erguidos na direção da sala, festejando. Agradeci a cuidadora e a dispensei, pensando na sorte de tê-la encontrado – o salário estava quase um mês atrasado e Lígia não reclamava; na verdade, ela nunca reclamava. Em alguns momentos ficava esquisita, soturna, olhando fixamente para algum canto da casa. Mas, tirando isso, ela era excepcional: cuidadosa, responsável, e de uma paciência infinita.

Passei a chave na porta, fui até a sala. Bruno brincava com sua espada de plástico. Senti uma lágrima brotando, ao lembrar da mãe dele. A imagem na minha cabeça era de Simone murchando dia após dia, corroída pelo câncer, até que só restasse o brilho daqueles olhos grandes e lindos: eles se mantiveram acesos até o último momento.

– Papai, vem brincar comigo – disse meu filho. Imediatamente corri em sua direção, grunhindo como um dos monstros da série japonesa preferida dele, e simulamos uma luta. Depois de algum tempo, deixei que acertasse uma sequência de golpes, me joguei no chão; Bruno disse: “lâmina flamejante,” fez alguns floreios com a espada e finalizou arremetendo-a contra meu peito; o movimento foi acompanhado por uma onomatopeia de explosão: “buuuum”.

Após fazermos um lanche, arrumamos suas coisas numa mochila e o levei para a casa da minha mãe. Voltei para o apartamento, tomei um banho de água fria; em seguida preparei café, bebi três xícaras.

E então, o celular de Elano tocou. 

– Alô? – atendi, simulando o jeito de falar dele.

– A senha é manoroc – disse uma voz masculina.

– Entendi.

Desliguei. Ele nem tinha desconfiado.

No relógio da parede, dez e vinte e cinco.

Desci, peguei o carro, e parti em direção à antiga área industrial.

Vinte minutos depois, cheguei à fábrica abandonada da Sideris. As ruas estavam desertas: aquele bairro era uma zona fantasma controlada pela milícia; ninguém se aventurava por lá. Nem mesmo a polícia, que tinha acordo com eles.

Estacionei na rua em frente ao prédio, vesti a capa com a máscara, e entrei pelo portão da velha siderúrgica. Segui para o lado direito, onde encontrei placas indicando os pavilhões. Uns 100 metros adiante, dois sujeitos enormes guardavam o portão do pavilhão 4. Fui na direção deles, respirando fundo. Vozes graves vinham lá de dentro, cantando palavras ininteligíveis.

– Manoroc – eu disse, estendendo aos guardas o convite para a missa.  Eles deram uma olhada rápida no cartão e liberaram minha passagem.

Entrei no pavilhão. Enfileiradas ao longo da parede, viam-se grandes velas pretas. A congregação vestia capas e máscaras de bode; contei ao menos vinte deles, todos entoando aquela ladainha. Atrás do altar baixo, coberto com um pano preto, três sacerdotes recitavam as orações. Vestiam, além das máscaras, casulas pretas bordadas com símbolos cabalísticos.

Um deles estava sentado diante de um órgão, no qual começou a executar uma melodia soturna. Ao mesmo tempo, das sombras no fundo do salão surgiu um ajudante, trajado com uma bata sacerdotal, conduzindo uma linda adolescente loura; iluminada pelas luminárias do teto, ela era como um raio de sol dispersando as sombras. Estava nua, e avançava em movimentos lânguidos e vagarosos—eles a tinham drogado.

A estranha música prosseguiu, num crescendo, com suas notas graves; algo nelas me perturbava. Era como se meu corpo e todo o universo pulsasse no ritmo delas. Flashes de um estranho mundo em chamas começaram de súbito a espocar em minha mente enquanto, ao redor, todos se contorciam, fazendo ruídos animalescos. Suas máscaras pareciam ter criado vida própria, fundindo-se aos rostos. No altar, um brilho prateado na mão do ajudante: ele estendia uma faca para o sacerdote.

FODA-SE, pensei, e saquei a pistola. O primeiro disparo atingiu o ajudante. Ele caiu, com uma mancha vermelha no peito; os outros encapuzados começaram a grunhir feito porcos, movendo-se ao meu redor. Antes que me cercassem, distribuí mais algumas balas, derrubando meia dúzia de mascarados, e corri para o lado oposto. Eles vieram atrás. Encontrei uma porta de ferro, testei a maçaneta: estava aberta. Deslizei rapidamente para dentro, e vi, num relance, iluminada por um facho da luz vinda do pavilhão, uma cadeira de ferro. A arrastei até a entrada e bloqueei a porta. Meu coração martelava no peito.  

Nesse momento, chegou aos meus ouvidos o som de disparos de fuzil. Vinha lá de fora: só podia ser o Fagundes. 

Estava prestes a sair para ajudá-lo, quando ouvi passadas rápidas atrás de mim se aproximando. Algo rosnou nas trevas; me virei e disparei. A coisa soltou um guincho e atacou, chocando-se contra mim, me fazendo perder a arma. Apanhei o canivete no bolso e a golpeei uma, duas, três vezes. A besta uivou de um modo que não lembrava nem um ser humano, nem um animal: o som parecia vir do mais profundo abismo do inferno. Me desequilibrei e caí com ela. A lâmina continuou a subir e descer, implacável, até que os grunhidos da criatura cessaram. Um longo sibilar marcou seu fim.

Então, de repente, ouvi um rangido alto. Levantei rapidamente, e vislumbrei um estreito facho de luz alguns metros adiante, que foi se expandindo até iluminar todo o pavilhão: era um portão sendo aberto.

Do lado de fora, havia uma imensa fogueira. Diante dela, os mascarados. Estremeci ao ver aos pés deles o corpo ensanguentado e imóvel de um homem. Por que você veio, Fagundes?

No centro do grupo, erguia-se uma imensa cruz de madeira, virada de ponta cabeça. A garota loura tinha sido pregada lá; seus pulsos sangravam. Possuía a expressão de uma criança dormindo.

Respirei fundo, e os encarei. Estava disposto a lutar até o fim.

Foi quando os três sacerdotes começaram a bater palmas. Os demais logo os acompanharam.

Atônito, recuei alguns passos, quando tropecei nele. Olhei rapidamente para baixo, e o que vi fez meu coração parar por um instante.

Um fio de baba escorria de sua boca. Estava coberto de sangue, os olhos muito abertos parecendo me fitar. Por um instante fiquei feliz por Simone já ter partido: ela não teria o desgosto de ver o que eu tinha feito com nosso filho.

Fiquei paralisado, me sentindo vazio, como se de fato eu não estivesse ali. Tudo parecia um pesadelo. Não reagi ao ver os três sacerdotes tirarem suas máscaras, revelando quem eram.

Perpétuo.

Lígia.

Grundelmann.

Não fazia sentido. Nada fazia sentido. Perpétuo aproximou-se com uma coroa dourada nas mãos e a colocou sobre minha cabeça.

Eu continuei imóvel, e voltei meus olhos para a fogueira. Fiquei observando as chamas por um longo tempo, até parecer que não existia mais nada no mundo.

26 comentários em “Até o Inferno (Pedro Teixeira)

  1. Gustavo Araujo
    25 de dezembro de 2019

    Rapaz, li este conto durante o desafio e fiquei me enrolando para vir aqui comentar. Volto agora, mesmo atrasado, para dizer que curti a mistura de policial com o satanismo. Acho que você foi bastante competente para criar uma trama de suspense com um limite tão pequeno de palavras. Numa situação normal, eu torceria o nariz para essa derivação – tráfico de armas -> ritual macabro, mas você conseguiu fazê-lo de forma verossímil e sem tropeços, num crescendo que chega a seu ápice precisamente no fim. Não tinha como parar, rs Chego a pensar que esse conto poderia ser distendido. Sem a limitação do desafio, tem tudo para ganhar mais corpo, com subtramas que o tornem ainda melhor. A mim parece claro que você tem cacife para isso.

  2. Tom Lima
    15 de dezembro de 2019

    Até o Inferno (Juan Brujo)

    Resumo: Um policial, um tanto violento e outro tanto corrupto, ou ao menos corruptível, vai fazer um trabalho ilegal, roubando uma carga de armas, pois precisa do dinheiro. Lá encontra indícios de uma seita satanista que espera o retorno do Redentor, algo como o anticristo. Um vídeo que ele encontra gera revolta e o faz querer punir os envolvidos. No local do culto, assassinatos e violência, o policial descobre que, de alguma forma, matou o próprio filho, e ele é o Redentor esperado, parte de um plano envolvendo o coronel, a cuidadora, e o homem de quem deveria roubar no começo.

    Comentário: Dizer que uma história é previsível não é dizer que ela é ruim. Mas as vezes o objetivo não é bem esse. Não tenho como saber, mas talvez a pessoas que escreveu esse conto pretendesse que fosse uma reviravolta o policial ser o tal redentor. Porém, no momento que ele diz que a voz veio de longe, isso fica claro. Mas outras tantas coisas não ficam, por exemplo, como o Elano ainda está vivo. Esse formato, de conto, talvez não tenha sido a melhor escolha para essa história. Me parece que ela pede um desenvolvimento mais longo, aos moldes de True Detective (a primeira temporada).

    Conclusão: Gosto dessa escrita, e de histórias policiais onde o mistério vai se desenrolando aos poucos. Mas parece que a introdução de tantos personagens, sem o devido desenvolvimento, teve efeito contrário, deixando-os rasos. É uma história de queda, onde o protagonista se transforma naquilo que abomina, mas não tem o antes e depois necessário, não seguimos ele no processo por tempo o suficiente.

    • Pedro Teixeira
      21 de dezembro de 2019

      Olá, Tom! A ideia da voz vindo de muito longe não era a de que ele estivesse possuído, ou algo assim, era mais a situação de tensão que mudava a sua percepção da realidade. Fiz algumas coisas propositalmente obscuras, pela concepção que tenho do terror como um gênero em que, para gerar certo impacto, é necessário não explicar demais, e manter a sensação de que os personagens estão lidando com algo totalmente desconhecido.
      Obrigado pelo comentário! Abraço.

  3. gabrieldemoraes1
    15 de dezembro de 2019

    A história de um cara que está cumprindo com uma missão de assassinato, encontrar alguns segredos obscuros em uma armazém, então decide atacar um grupo de cultistas durante a noite, no final, se revelando o próprio ídolo do culto.

    Uau! Muito bom, achei incrível como a história é contada e manipulada para convergir em um final chocante. Foda demaaaais

  4. Felipe Rodrigues
    15 de dezembro de 2019

    Wow.

    Homem é envolvido em uma trama diabólica e ao fim de tudo acaba matando seu filho, ludibriado por pessoas conhecidas.

    A narração é muito ágil e competente, centrando-se em um protagonista um pouco louco e violento, mas que vem sempre mantendo a razão acima de tudo. A ideia é muito boa e foi bem executada, todo o suspense acumulado desde o início impulsiona a cena em que ele se infiltra na seita e, sem delongas, já sai atirando em todo mundo, o que ao mesmo tempo quebra a expectativa e enriquece o texto pela originalidade de não manter o suspense, mas simplesmente resolver a situação. O protagonista, acima de tudo, não tem ares de herói, é muito errático e ao mesmo tempo terno, algo que é difícil de se ver hj em dia.

  5. Thata Pereira
    15 de dezembro de 2019

    RESUMO: Dois homens recebem a informação de um coronel que Grundelmann recebeu uma carga de armas e vão furtar o material. Lá encontram material pornográfico e vídeos de rituais que envolvem crianças. Um dos caras fica puto e começa a investigar o caso. Consegue acesso ao ritual e lá descobre o Coronel, Grundelmann (que havia matado) e sua funcionária envolvidos. Também vê o filho, que foi torturado no ritual que o coroou rei (mas não há explicações sobre de quê).

    CONSIDERAÇÕES: achei a intenção um pouco confusa. Isso porque fui considerando uma ficção que tentava relatar uma história que não fosse fantasia, mas no final temos a “ressurreição” de Grundelmann. Talvez se ele não tivesse aparecido, no final, nesse ponto eu não teria essa impressão. Quando o homem chega em casa e elogia mentalmente Lígia já entrega que ela está envolvida no “ritual” na lata. Não houve surpresa e isso me incomodou, porque o autor poderia ter feito duas escolhas: não ter elogiado Lígia no meio ou ter apresentado apenas Perpétuo no final e ter dado um “tapa na cara do leitor”. Um ritual e um rei. Um rei se quê? Infelizmente eu também não compreendi essa parte. Gostei da escrita, apenas fiquei confusa no desenvolvimento.

    Boa sorte!!

    • Pedro Teixeira
      21 de dezembro de 2019

      Olá, Thata! A ideia inicial era deixar bem claro que é um culto ao demônio Azazel(identificado com o pecado capital da ira), e que o protagonista é uma espécie de encarnação dele. Mas não curto muito tramas de terror com muitas explicações, aprecio mais o mistério e a insegurança gerados por situações em que se desconhecem os porquês e os personagens não sabem como reagir. Talvez por isso não seja um grande apreciador de filmes com vampiros, por exemplo, em que já conhecemos as regras(água benta, luz solar, crucifixo, etc), minando a sensação de lidar com o oculto. Outro exemplo é o filme Hereditário, que também se alonga muito em explicações.
      Além disso, pensei que não detalhar demais os motivos dos personagens ajudaria a criar uma segunda camada, que funcionasse como uma metáfora de como nossos sentimentos e emoções( neste caso, a ira) podem se agigantar e se voltar contra nós.
      Bom, é isso, hehe. Obrigado pelo comentário! Abraço.

  6. Michele Barão
    14 de dezembro de 2019

    O protagonista é enganado e levado a crer que vai impedir um assassinato em um ritual satânico, mas ele e seu filho são os verdadeiros alvos.
    Gostei do conto. Muito inteligente e criativo.

  7. Laryssa Cristiny Nascimento Moraes
    12 de dezembro de 2019

    ATÉ O INFERNO
    RESUMO: Um justiceiro descobre ao tentar fazer um crime, uma seita de pedófilos que matam crianças em nome de sua crença. Após um confronto no lugar do sacrifício, o homem acaba matando o próprio filho.
    COMENTÁRIO: Apesar do texto ser muito bem escrito e pontuado gramaticalmente, achei que ele enrola bastante sem preencher os furos da história. Por exemplo, como é possível que o pai tenha confundido o filho com uma besta? Era uma alucinação? Qual a motivação para a violência que o protagonista distribui ser tão intensa? (Quebrar o crânio de alguém no chute, etc). Fora isso o texto tem muito potencial e um final chocante.

    • Pedro Teixeira
      21 de dezembro de 2019

      Ola, Laryssa! Ele confundiu o filho porque estava num lugar escuro. Numa das versões do conto isso está muito claro, mas se não me engano nessa eu faço menção às trevas na sala, e à luz invadindo o ambiente quando o portão é aberto. A violência é intensa porque o personagem é violento — quis que ele significasse também uma metáfora de como certos sentimentos e emoções podem se agigantar e nos consumir.
      Obrigado pelo comentário! Abraço.

  8. Val
    12 de dezembro de 2019

    Sinopse:
    Na tentativa de roubar algumas armas de traficantes o protagonista, pai de uma criança com deficiência, e seu parceiro, Fagundes, acabam encontrando um material pornográfico envolvendo crianças e uma seita satânica. O protagonista decide colocar um fim nessa história e se infiltra numa reunião da seita.

    Opinião:
    O protagonista, bastante hipócrita, com muitas falhas de caráter, uma delas culpar o filho por ter de pagar um cuidadora. Decide fazer justiça com as próprias mãos.

    O conto traz muita violência, uma narração em primeira pessoa, diálogos até bem realistas, apesar de poucos. Mas extremamente clichê.

    Aí me refiro a tudo, desde a virada no final, até o padrão esperado de satanistas. Vela preta, bode, símbolos cabalísticos.

    Sinceramente esse conto não me agradou muito, mas também não achei ruim. O autor precisa praticar mais, obviamente. Logo de cara não me identifiquei com o protagonista, mas é porque tenho um problema com personagens assim.

    Eventualmente essa história ativou meu núcleo de referências. Em uma cena que me remeteu muito ao filme “De olhos bem fechados”, vemos o protagonista se infiltrar em um tipo de missa negra. Cara autor ou autora, se você não assistiu ao filme, creio que vale dar uma conferida.

    Fiquei com a impressão de que faltou você trabalhar mais os personagens. Dos contos que li até agora o seu foi o que menos se dedicou a isso. Achei tudo muito superficial. Embora eu entenda que você pretendia chegar ao final e foi limitado pela contagem de caracteres.

    Por um momento cheguei a pensar que o personagem fosse despertar de um sonho, pois logo no começo da história ele adormece. Não entendi a função de alguns detalhes como esse, por exemplo. Alguns personagens não têm muita eficiência, como o Matias e o Fagundes.

    Posso interpretar, contudo, que o personagem criou essa fantasia para justificar o assassinato do próprio filho, que na verdade, era um peso para ele, como é colocado logo no começo do conto. Após assassinar o próprio filho ele acaba passando o resto de seus dias em um tipo de inferno particular.

    Bom, é isso. Espero não ter sido duro. Pois a ideia é estimular você a continuar escrevendo. Numa próxima oportunidade pense nessa questão de trazer o personagem para mais próximo, fazer com que o leitor se sinta atraído por ele.

    • Pedro Teixeira
      21 de dezembro de 2019

      Olá, Val! A ideia da escrita era ter algo mais seco e direto, com inspiração no James Ellroy e no Rubem Fonseca. Não sei até que ponto o texto desagradou por não conseguir alcançar esse objetivo ou se em certa medida alcançou e é o próprio estilo que desagrada uma parte dos leitores, mas, enfim, esse é o tipo de coisa que a gente vai aprendendo no caminho.
      Não vejo como algo imprescindível gerar grande identificação com o personagem.Por exemplo, não sinto praticamente nenhuma identificação com o protagonista de O Cobrador, do Rubem, o que não me impede de considerá-lo um personagem muito interessante. Digo a mesma coisa em relação a praticamente todos os personagens de Watchmen, por exemplo.
      Tenho para mim que o personagem tem seus momentos , brincando e dando atenção ao filho. Tive a intenção de criar uma segunda camada, com uma metáfora de como podemos sucumbir perante sentimentos e emoções, de como esses podem se agigantar e se voltar contra nós.
      De qualquer forma, obrigado pelo comentário! Abraço.

  9. jetonon
    5 de dezembro de 2019

    ATÉ O INFERNO

    Resumo: O policial descreve a passagem de uma missa negra, onde junto com seu colega de trabalho, o Fagundes, tenta decifrar aquele enigma. Perpétuo, um graduado da polícia, que mesmo dando ordens, a fim de desvendar um plano de recebimento de armas, também é um sujeito violento que supostamente se envolveu em escândalos. O policial consegue se infiltrar através da roupa, capuz e senha, conseguidos quando lutava com um dos integrantes, mas na investigação, apesar de se passar por um deles, vê seu próprio filho e seu colega de trabalho, serem abatidos na cerimônia. Descobre que os sacerdotes são pessoas de seu convívio, que jamais imaginaria estarem fazendo parte daquele esquema.

    Comentários: O escritor consegue prender a atenção de seu leitor diante das passagens que tenta desvendar. Consegue usar palavras com sinônimos dando riqueza ao enredo.

  10. Pedro Paulo
    3 de dezembro de 2019

    Existe algo de muito típico e redondo. A trama acaba importando menos do que a fórmula, em que o tipo de personagem é indispensável: o indivíduo rude, mas amável, que fará de tudo pela família e, sobretudo, pela justiça, mesmo que a sua seja violenta. Os traços dessa personalidade são referenciados logo no início para explicar porque o personagem está onde está, mas não é necessário saber. É uma trama genérica, um trabalho feito por agentes da lei às margens da lei, só que a situação toda só foi montada para que fossemos apresentados a alguns nomes e ao verdadeiro conflito da trama, entre protagonista e seita, a qual, é claro, ele enfrentará sozinho e armado apenas de uma pistola. Afinal, ele é durão. Antes do embate, somos apresentados a um pouco do seu passado e de sua família, conhecendo seu lado doce para que depois vejamos a brutalidade em ação, no que o sangrento e o bizarro permeiam boa parte da descrição, inclusive com a chegada repentina, mas não inesperada, de Fagundes. A revelação final de que o protagonista estaria, de algum modo, no centro da seita, que três dos seus membros seriam três personagens meramente citadas anteriormente – todas cercadas por algum tipo de suspeita – e que seu filho foi feito de sacrifício, fecha o conto como um círculo perfeito. Tudo citado foi retomado, mas isso correspondeu mais a uma trama previsível do que a um desenvolvimento bem executado, uma vez que, cada elemento em sua fórmula, as personagens restam esvaziadas… A escrita, no entanto, é competente em articular pensamentos com ações, embora eu tenha achado alguns trechos resumidos por demasiado e as cenas de ação descritas de uma forma um pouco mecânica: isso aconteceu; depois isso; e depois isso.

    Boa sorte!

    • Pedro Teixeira
      21 de dezembro de 2019

      Olá, Pedro! Cara, a ideia da escrita era ter algo mais seco e direto mesmo, com inspiração no James Ellroy e no Rubem Fonseca. Não sei até que ponto o texto desagradou por não conseguir alcançar esse objetivo ou se em certa medida alcançou e é o próprio estilo que desagrada uma parte dos leitores, mas, enfim, esse é o tipo de coisa que a gente vai aprendendo no caminho.
      De qualquer forma, obrigado pelo comentário! Abraço.

    • Pedro Teixeira
      21 de dezembro de 2019

      Olá, Pedro! Cara, a ideia era optar por uma escrita mais seca e direta mesmo, inspirada no James Ellroy e no Rubem Fonseca. Não sei até que ponto isso funcionou e é o próprio estilo que não agrada, ou se não consegui alcançar meu objetivo. Enfim, é o tipo de coisa que vamos aprendendo a diferenciar no caminho.
      Obrigado pelo comentário! Abraço.

  11. Priscila Pereira
    25 de novembro de 2019

    Olá, autor!
    Cara, que conto doido! Extremamente bem escrito, faz o leitor imergir na história e nos traz sentimentos fortes e sensações incômodas. Não tenho certeza se entendi perfeitamente, mas isso não tira o mérito do conto que foi muito bem executado. A história em si não é muito agradável rsrs, mas me fisgou completamente pela escrita. Ótimo conto! Parabéns e boa sorte!

  12. Luis Guilherme Banzi Florido
    18 de novembro de 2019

    Bom dia/tarde/noite, amigo (a). Tudo bem por ai?
    Pra começar, devo dizer que estou lendo todos os contos, em ordem, sem saber a qual série pertence. Assim, todos meus comentários vão seguir um padrão.
    Também, como padrão, parabenizo pelo esforço e desafio!
    Vamos lá:

    Tema identificado: suspense/terror

    Resumo: policial afastado aceita trampo para colocar as contas em dia, e acaba envolvido numa trama terrível de invocação demoníaca, onde acaba matando o proprio filho doente mental, e descobre no fim que é ele a invocação do demonio.

    Comentário: gostei muito!

    Adoro essa temática por si só, então é eu me envolvi bem fácil no enredo e nas bizarrices que foram rolando. Gostei muito, do início ao fim. vamos por partes.

    É interessante que, sem saber o tema do conto, fui viajando nas mudanças do enredo até saber que se trataria de um terror. No início, pensei que se tratasse de policial, algum tipo de mistério. Aos poucos, o conto foi crescendo e envolvendo num clima de suspense, e acabou num terror meio gore muito bom.

    A escrita é excelente. Sem florear demais, você usou uma linguagem direta e crua, que facilitou no deslanchar da leitura. Acabou tão rápido que até me impressionei. Mesmo com uma linguagem bem clara, você construiu um ambiente pesado e denso.

    Aliás, tem algumas passagens bem pesadas, como a que ele pisa na cabeça do cara até explodir. Foi bem tenso de ler hahahaha

    Eu precisei reler o conto antes de comentar, pois tinha lido ontem no onibus e não consegui comentar na hora. A releitura me revelou algumas dicas que você foi soltando ao longo do conto. por exemplo, logo no primeiro parágrafo você faz referência a um possível pacto com o demônio do coronel. Muito bom.

    Quando ao desfecho, eu me surpreendi que o protagonista fosse ser a invocação do demônio, nem pensei nessa hipótese. Porém, por algum motivo, eu deduzi que a cuidadora fosse parte de algo, principalmente quando você cita que ela era meio soturna e tal. Meio que acendeu um alerta rsrs. Também, tive uma intuição de que o filho dele se ferraria hahahah. Um menino deficiente, e que aparece diretamente no meio da história. Algo me disse que ele não aparecia em vão.

    O final é bem triste, especialmente quando ele mata o filho. Tadinho do menino.

    Enfim, um excelente conto, eu diria que o melhor que li até agora (estou lendo de cima pra baixo todos os contos).

    Parabéns e boa sorte!

    • Pedro Teixeira
      21 de dezembro de 2019

      Olá, Luiz! A ideia por trás do conto é que o protagonista é visto como uma espécie de encarnação do demônio Azazel(identificado com o pecado capital da ira), mas achei interessante deixar isso bem em aberto para atiçar o mistério e o desconforto do leitor de lidar com algo desconhecido.
      Muito obrigado pelo comentário! Abraço!

  13. Givago Domingues Thimoti
    17 de novembro de 2019

    1. Resumo
    “Até o inferno” é um conto que narra a história de um homem que descobre a suposta existência de uma seita satânica e sua tentativa de desmantelar a seita.
    2. Impacto
    O impacto foi baixíssimo. Por mais que a história tenha uma pegada de mistério, não é o tipo de mistério que seja forte o suficiente para prender sua atenção. Contos assim dependem bastante da atenção do leitor e o nível de “catividade” que despertam no leitor.

    Infelizmente, o texto não surte o efeito esperado, soando muito mais como um espetáculo forçado de horror do que um terror bem escrito.

    3. Enredo
    O enredo me soou fraco, com clichês bastante conhecidos, que não tem força para prender sua atenção. Além disso, as revira-voltas também não surpreenderam, tendo um certo ar de “eu já vi isso em algum lugar”. É uma artimanha um tanto clichê, por exemplo, do personagem principal, enganado por seus sentidos, assassinar um amado e, ao notar o que fez, desesperar-se.

    Mais um fator que me incomodou foi a falta de fluidez na narrativa, o que tornou a leitura um tanto quanto travada

    4. Gramática
    Particularmente, não encontrei erros gramaticais

    5. Pontos Positivos/Negativos
    – Quanto à questão dos clichês, acho prudente dizer que não sou contra os clichês. Creio que, quando bem utilizados, são fantásticos, especialmente para prender a atenção do leitor, ao serem revertidos de alguma forma. Infelizmente, não é o que acontece aqui
    + Não percebi erro gramatical, o que significa que teve uma boa revisão.

    • Pedro Teixeira
      21 de dezembro de 2019

      Olá, Givago! Que pena que você não gostou. Em relação à sua percepção de falta de fluidez, pode ter sido pelo estilo que tentei adotar aqui, algo mais próximo da escrita do James Ellroy em Los Angeles: Cidade Proibida, que usa e abusa dos travessões, dois pontos e pontos e vírgula, com descrições bastante secas e diretas. É um estilo que nas primeiras páginas me incomodou, depois passe a achar uma das melhores coisas que li. Não que o meu trabalho chegue aos pés da qualidade da obra do Ellroy, mas esse é um fator que pode ter atrapalhado.
      Em relação aos clichês, confesso que tem muito ali de Coração Satânico, De Olhos Bem Fechados, Kill List e outras obras de terror ou outros gêneros. Tentei inovar na ambientação e com algumas menções à mitologia que cerca o demônio Azazel, mas sem ser de forma explícita para criar mais mistério. Também queria que a trama funcionasse em outra camada, como uma metáfora de como uma maneira belicosa de resolver problemas acaba se voltando contra quem a pratica, de como nossas emoções e sentimentos podem acabar nos engolindo.
      Enfim, de qualquer forma, obrigado pelo comentário. Abraço!

  14. Bruna Francielle
    15 de novembro de 2019

    Resumo: Homem é afastado da polícia e consegue um bico com um amigo chamado Fagundes. Ele iria roubar uma carga, e esperava um homem chamado Grundelman sair do local para arrombá-lo. Chegando lá, descobre um vídeo de uma seita em cena de pedofília e mata o homem que havia retornado ao local. Depois descobre pistas sobre o local onde as pessoas vistas nas imagens iriam ser encontrar e vai até la. No meio de um ritual, decide atirar nos outros. Em certo momento, ataca o próprio filho. Depois é coroado pelos outros, personagens que tinham aparecido antes na história.
    Análise: Até gostei da sua narrativa, ao menos em partes. A cena de ação quando ele começa a fugir e a atirar nos outros foi muito boa. Mas o enredo ficou pra lá de confuso. O resumo que eu fiz acima foi do que eu consegui entender da história. A reviravolta final apareceu sem nenhuma lógica, o que me fez desgostar muito do enredo. A sensação como leitora foi a de estar sendo feita de boba durante o conto todo. De ponto positivo você soube criar diálogos críveis e boa descrição de cenas.

    • Pedro Teixeira
      21 de dezembro de 2019

      Olá, Bruna. Que pena que você ficou com essa sensação, hehe. A ideia inicial era deixar bem claro que se tratava de um culto a Azazel, depois quis fazer algo mais em aberto, sem tantas explicações, pois achei que o mistério seria um componente importante para manter a trama incômoda e gerar certo impacto. Me incomodam finais explicados demais, como o de Hereditário, por exemplo, por isso fiz fiz a opção por algo diferente, hehe.
      Enfim,de qualquer forma, obrigado pelo comentário! Abraço.

  15. Fernanda Caleffi Barbetta
    7 de novembro de 2019

    Um conto bem escrito, que me fez querer ler até o final. Algumas passagens fortes difíceis de ler, mas muito bem trabalhadas. O final me surpreendeu.

    Obs: esta não é uma leitura obrigatória para mim neste desafio, por isso não há resumo nem comentário mais aprofundado.

  16. Rubem Cabral
    5 de novembro de 2019

    Olá, Juan.

    Resumo do conto: policiais investigavam um caso de tráfico de drogas quando esbarraram em algo mais pesado: satanismo e um plano para talvez trazer o diabo à Terra. O protagonista investiga mais e consegue se infiltrar na organização, apenas para matar seu filho sem querer e se descobrir o provável receptáculo da reencarnação do demônio.

    Considerações: é um bom mix de conto de terror com conto policial, usando bem alguns clichês dos policiais durões, do linguajar típico, etc. A história é muito bem conduzida quase até o final, quando o plot twist por demais apressado faz o conto patinar. Uma pena!

    Nota: 7 (0 a 10).

    • Pedro Teixeira
      21 de dezembro de 2019

      Olá, Rubem. A ideia inicial era deixar bem claro que se trata de um culto a Azazel, depois achei que ficaria mais interessante deixar isso em aberto. Em relação ao plot twist, que sugestão você me daria para torná-lo melhor?
      Obrigado pelo comentário!

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Informação

Publicado às 1 de novembro de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 4, R4 - Série C e marcado .