EntreContos

Detox Literário.

Odisseia dos Mistérios (Fabio D’Oliveira)

 

AVISO

Abra com cuidado. Foi feito com coração, para ser entendido pela mente e apreciado pelos dois!

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Poderia fazer suspense, charminho, ou até enrolar na cara dura, mas não, não sou assim, então serei extremamente direta!

Orbis. Meu nome de exploradora, pois de nascença, bem, seria impossível transcrever na língua universal. Se encontrou esse bilhete holográfico e está diante certa liriana de pele azulada, olhos de fogo e cabelos de esmeralda, que é uma beleza, só quer dizer uma coisa: você tem muita sorte!

Provavelmente ainda estou viva, mas gosto de fazer isso, sabe, espalhar meus rastros pelo Universo. Uma mensagem aqui, outra acolá, sabe como é, né? A necessidade de todo ser vivo pensante: notoriedade.

Viajo pelo universo. Sou exploradora-mor da minha civilização. Eu e o bonitão do meu companheiro. Tulen. Vem cá, vem. Não? Ignorem ele. É tímido.

Enfim…

Alguns buscam o futuro. Outros: riqueza! Nossa ambição é diferente. Desejamos o mistério. Procuramos o inexplicável, aquilo que foge da razão que conhecemos tão bem, que oferece conforto.

Anormalidades!

Quero compartilhar um pouco. Isso também faz parte da vida, né? É quase uma necessidade.

Quatro mistérios, quatro situações incríveis, quatro momentos de alegria e tristeza, aquela mistura que todos amamos! Ou odiamos, vai saber. Vou contar tudo. E não se preocupe! Esse bilhete tem um emulador de cenas, então você literalmente verá o que vivenciei!

Prepare-se! Encante-se! Ou não. Odeie, repudie, se quiser. Você é livre!

 

VIDA ONDE SÓ EXISTE MORTE

Andrômeda!

Deseja uma galáxia com muita luz e paz? Vai para Andrômeda. É sério. Nunca conheci um lugar tão tranquilo. Não existe nenhum tipo de guerra acontecendo por lá, acredita? São seres avançados, o que poderíamos esperar, né? Porém, vá preparado: eles são extremamente cuidadosos na fronteira. Mil permissões, mil testes, nossa, mô canseira… Mas vale a pena!

Estávamos na região, literalmente de férias, pois viver grandes emoções naquela galáxia é quase impossível; viajando pra lá e pra cá em nossa modesta nave, Pulsen, de arquitetura arredondada — elegante, não concorda? — e tecnologia pleiadiana — dobra espacial de primeira linha —, e admito: estava meio entediada.

Até o momento do plot twist — adoro!

Entramos numa Zona Morta sem querer. Os motores falharam, mas, ainda bem, tínhamos um gerador especial para essas situações.

— Realmente, Orbis, não dá para deixar o comando com você… Olhe bem! — censurou Tulen, mostrando os informativos da Federação Galáctica de Andrômeda, que revelava claramente que estávamos numa área perigosa.

— Desculpinha…

Suspirou e sentou na cadeira do comandante, pronto para assumir a liderança, mas impedi. Percebi, bem longe, uma fonte de iluminação no fundo daquela região escura. Uma Zona Morta é uma das anormalidades mais comuns do Universo. É como uma densa malha que cobre o espaço e sufoca a vida. Surge do nada, sem explicação, deixando uma mancha negra que pode durar milênios. Uma luz, ali, era o incomum dentro do incomum! 

Como não se animar com isso? Nem meu amorzinho, que consegue ser bem frio quando precisa, conseguiu conter sua empolgação.

Pulsen tinha três dias de vida com o gerador. Podíamos avançar somente por um dia, para fins de segurança — ainda assim, existia a chance de sermos esmagados pela pressão do ambiente, mesmo com o revestimento duplo da nave. Quando começamos a nos aproximar, a fonte iluminada começou a piscar em intervalos de trinta minutos. Demorou um pouco, mas logo vimos uma onda eletromagnética, de um vermelho bem forte, passar por nós, interferindo levemente no sistema da nave, mas nada preocupante. A partir da terceira onda, conseguimos calcular a distância: dois dias no ritmo que estávamos.

— Vamos usar a dobra espacial? — questionei.

— Arriscado demais. Consome muita energia.

— Mas vale a pena… Vamos.

Tulen pensou um pouco.

— Não sei… 

Estava cedendo, quando outra fonte de luz apareceu à direita, bem, bem próxima mesmo, porém, menor que a primeira. Sinceramente, fiquei assustada. Uma coisa que aprendi nas minhas jornadas: nunca subestime as anormalidades.

E ela começou a se aproximar. Devagar, cautelosa, até parar diante nossa vitrine central. Sua luz parecia efêmera, meio intencional. Tinha enfraquecida bastante desde que apareceu, como se estivesse sendo ajustada. Observei seus contornos. Parecia humanóide. Fiquei extasiada e ainda mais amedrontada, essa fusão que é tão comum aos exploradores. 

— Vamos embora. Agora… — anunciou Tulen, assumindo o painel de controle.

Reconheci aquele tom. Impossível debater quando ele está assim. Então me sentei ao seu lado e simplesmente aceitei. Saímos da Zona Morta e continuamos nosso passeio como se nada tivesse acontecido. 

Até hoje, pergunto-me o que teria acontecido se tivesse insistido. A aura daquela criatura iluminada era ameaçadora, porém, tinha um tom meio convidativo. Mas, para ser uma exploradora, tive que me acostumar com a frustração. Oras, a decepção sempre foi mais comum que o sucesso, não concorda?

 

QUANDO O TEMPO É SELETIVO

Às vezes, de forma bem descompromissada, pousamos num planeta aleatório que esteja na zona habitável do sistema solar. Apenas para curtir, relaxar, sabe? Já tivemos várias surpresas, agradáveis e desagradáveis, mas nenhuma supera a experiência que tivemos naquele planetinha tropical e sem nome da Galáxia do Olho Negro — lugar desagradável, com muito tumulto por causa de uma guerra milenar entre três raças.

Quando paramos perto de sua atmosfera, notamos que se tratava de um planeta com civilização de Nível 3 — na escala liriana. Numa rápida busca usando a IA da Pulsen, encontramos bases em suas luas, estações espaciais em pontos estratégicos, satélites e afins. Porém, nenhum sinal de vida.

— Estranho… — sussurrou Tulen, analisando os painéis. — Olhe, Orbis, há uma forte interferência no tempo aqui na região, algo bem forte, e está no planeta.

— É mesmo? — inclinei-me para enxergar melhor.

— Sabe qual é o pior? Já estamos no seu raio de alcance, mas não estamos sendo afetados.

Não precisei falar nada. Comunico-me muito bem pelos olhos!

Ele suspirou, deixou o comando comigo e entramos na atmosfera logo acima da perturbação. Foi um susto, inicialmente. O epicentro daquela distorção estava tomado por uma esfera negra. Era denso. E poderoso. Não trocamos uma palavra, não precisava, era óbvio: aquilo estava causando uma anormalidade na região.

Vibrei.

Decidimos pousar, um pouco longe, mas o suficiente para ver a massa escura cobrir parte do horizonte. Estava pensando numa coisa, mas não havia dito nada, algo que se confirmou assim que dei os primeiros passos fora de Pulsen.

Vida em todos os cantos. Pessoas correndo da possível explosão, objetos parados em pleno ar.

— A perturbação é extremamente forte aqui — disse Tulen, por fim. — O tempo está literalmente congelado.

Uma estranheza, com certo encantamento, dominou-me por completo. Algumas anormalidades de natureza semelhante aconteciam aqui e acolá, mas nunca, nunca mesmo, havia visto, ou até ouvido falar, de algo daquele tipo.

O tempo estava sendo seletivo, digamos!

Passeamos pela região, mas, devido à anormalidade, creio, começamos a sentir forte tontura. Não era um bom sinal. Decidimos retornar para Pulsen, registrando o achado e repassando para a AEI (Associação dos Exploradores Intergalácticos) — essa descoberta rendeu uma boa grana, adoro!

Mas, aqui, deixa eu registrar uma cena que mexeu muito comigo: um casal corria ao encontro. Ele, de jaleco branco, um humanóide comum, de olhos marejados e amendoados. Ela, de vestido amarelo, também humana, segurando as bordas da saia, de olhar fixo no seu amado. Esse amor, essa tristeza, esse momento estará registrado por um bom tempo, talvez até o fim do Universo.

Tulen? Bem, achou exagero da minha parte. Para ele, eram desconhecidos correndo em direções opostas. Ai, ai, insensível, como sempre. E mesmo se estiver certo, qual o problema de romantizar um pouco, né?

 

ATÉ OS DEUSES SENTEM SAUDADES

E lá estava eu, na Via Láctea, sozinha num planeta com vida em sua fase inicial — flora rasteira, fauna microbiana —, descansando um pouco. Depois de um conflito com alguns piratas espaciais, Tulen precisou levar Pulsen à estação mais próxima. Coitada, nossa adorável nave ficou toda destruída. Grandes reparos, grandes custos… Era arriscado demais, segundo ele, então fiquei para trás enquanto se arriscava. Meu herói, literalmente.

Sentadinha no pé do morro, “aproveitando” aquele clima ameno — meu traje tem reprodutor de ambientes externos, mas esse sistema nunca é 100% fiel —, escutei uma sucessão de sons altos, mui parecido com pisadas, ecoando pelo vale que descansava.

Isso era impossível. Racionalmente, claro. A atmosfera era tão rarefeita, tão nova, que euzinha, Orbis, não conseguia respirar sem auxílio. O que dizer então de um ser vivo de grandes proporções?

Agachada e com cuidado, subi o monte e observei a planície adiante. E lá estava uma das coisas mais extraordinárias que presenciei na vida. Uma criatura, de tal magnitude, tal grandeza, que é difícil expressar em palavras.

Do tamanho de uma montanha, de pele dourada, que reluzia intensamente com a luz da pequena estrela, sem cabelos e roupas, humanóide, sentada em posição fetal. Olhava o céu, com olhos puramente alvos, e tinha uma aura carregada de pesar. 

— Você deve achar que sou boba, pequena criatura… — sua voz era calma e parecia penetrar minha alma, senti uma intensa saudade de algo que nunca tive. — Mas não se engane: todos os seres vivos sofrem com os mesmos infortúnios.

E, num piscar de olhos, aquele ser estupendo sumiu. Fiquei agachada, perdida em pensamentos e, admito, confusa. Aquela presença… Parecia um deus. Tulen está rindo, ele sempre ri, não acredita nessa história, acha que estava alucinando depois de toda aquela confusão no espaço, mas é tudo verdade.

Sempre acreditei que vemos apenas uma pequena parcela da realidade. E as anormalidades estão, aos poucos, mostrando que não temos a menor ideia de qual é a ordem natural do Universo.

Bem, pode ser que tudo seja apenas caótico mesmo!

 

O PORTAL NO ASTERÓIDE E O TETO D’ÁGUA

O número de galáxias é igual ao número de estrelas: incontável. Mas, mesmo assim, tentamos!

Estávamos numa galáxia sem nome. Era nova, literalmente sem vida. Nenhum planeta na fase inicial. Catalogamos, em geral, a partir dos sistemas até seu centro, e a registramos na AEI.

Galáxia OT-78978.

Sim, já “descobrimos” mais de 50 mil aglomerações estelares. A vida de uma exploradora não é fácil! Trabalho, trabalho, trabalho!

Estávamos na Pulsen, sentados, juntinhos, na poltrona que dá visão para a vitrine lateral. Ótimo lugar para observar o espaço e tudo mais. Foi então que, não muito longe, um asteróide seguia a mesma direção que nossa nave. Puxei minha luneta e observei-a. E acredite: tinha uma porta em sua superfície.

— Tulen… Olha isso…

Meu amorzinho, crédulo como era, e ainda é, ficou boquiaberto, sem palavras.

— Vamos lá?

Começaram as desculpas. “Pode ser uma armadilha de piratas…”, disse pensativo; “Ah, mas é claro, até porque cargueiros entram em galáxias desconhecidas e ficam tomando conta de asteróides!”, ironizei; “Pode ser apenas uma ilusão, uma confusão nossa”, tentou uma hora; “Então podemos chegar mais perto, oras, e verificar”, determinei; e assim por diante, até, obviamente, ceder. Tulen não admite, fica com medo de parecer fraco, mas também adora quando isso acontece. Seus olhos brilham!

Aproximamo-nos, vestimos nossos trajes espaciais e, a partir de um deck retrátil, saltamos no asteróide. Precavidos como sempre, rodamos nosso sistema de riscos — uma IA que analisa os arredores, níveis de radiação e afins, aplicando, também, termos de probabilidade. Livre. Troquei um breve olhar com Tulen, sorri e tomei a iniciativa.

Abri a porta.

Do outro lado do portal, que foi belamente talhado com detalhes em flores, tinha um ambiente claro e azulado. Chegando ainda mais perto, percebi que havia uma película que separava os dois lados. Sem consultar Tulen, arrisquei tocá-la. Escutei o resmungo dele — segurei o riso —, mas nada aconteceu, aparentemente. Tomei outro risco: atravessei meu braço inteiro. E, antes que pudesse pensar, ou alguém impedir, entrei com tudo naquele outro mundo.

Sabe a gravidade? Comportava-se de forma bem estranha. Flutuava, como se estivesse no vácuo, mas sentia um leve empuxo para cima, então tinha que ficar “nadando” para baixo constantemente. O lugar era lindo. Parecia, inclusive, com o planeta Amarine, de Andrômeda, todo baseado na vida aquática que se adaptou à vida terrestre. Corais como árvores, águas-vivas voando pelo ambiente, um caranguejo de dois metros quieto entre duas grandes rochas.

Fiquei intrigada com uma coisa. Sabe quando mergulhamos com uma nave no fundo do oceano e a luz da estrela força sua entrada pelas janelas? O reflexo da água aparece nas paredes, ondulante, de forma calma e bela. Eu amo isso. Então, ali, naquele ambiente, todo o chão estava coberto por esse revérbero.

Meu capacete não era muito bom. Não conseguia olhar pra cima com precisão. Obviamente, aproveitei-me das circunstâncias que me encontrava: deitei. O mar estava no céu. Isso mesmo. Água, para todos os lados, de uma ponta para outra. No fundo, bem no fundo, parecia ter uma cidade por lá. Estruturas gigantes de aço. Virei-me para a porta. Tulen ainda estava do outro lado, falando algo, mas não escutava nada. Sorri para ele. Estava tão inebriada com aquilo tudo que não notei a urgência em seu olhar. Ou aquelas criaturas, seres anfíbios e humanóides, correndo na minha direção. Meu amorzinho, em mais um de seus atos heróicos, atravessou o portal — “tropeçou” levemente no ar —, agarrou-me e puxou com tudo. 

Fiquei confusa, na hora, mas confio plenamente nele. Se estava fazendo isso, então, precisa colaborar e fugir, com elegância, claro. Numa rodadinha com classe, voltei ao asteróide e acionei o jato do traje.

Ah, já falei um pouco sobre nossa nave, Pulsen, mas não mencionei que sua IA é de alta performance e está conectada com minha mente. Bastava pensar e “poof”, desejo atendido! O sistema de emergência foi acionado e rapidamente tínhamos armas apontadas para o charmoso portal. Entramos e observamos. Abriram, deram uma olhadela, falaram algo entre si e fecharam. Num instante, a porta desapareceu por completo, evaporando-se.

Até hoje, essa é uma das anormalidades mais impactantes que me deparei. Não pelo perigo aparente, isso é normal, mesmo não gostando — minha natureza pacífica não permite que goste —, mas pelo comportamento da água. A forma como a gravidade agia denunciou uma coisa: que as leis da natureza eram diferentes naquele lugar! Outra dimensão! Temos teorias, mas nenhuma comprovação exata. Estaria fazendo história… Bem, a porta sumiu, o asteróide se chocou com outro e virou milhares de meteoritos — colocamos um rastreador nele para monitorá-lo.

Passarei o resto da vida sem respostas. Normal, né?

 

AGRADECIMENTOS

Então, querido leitor-espectador, o que acha da minha odisseia? Linda? Perturbadora? Fantástica?

Acho que já sei a resposta… Mas prefiro guardá-la aqui, no peito, pois, afinal, é o coração que realmente sabe das coisas, não concorda?

Tenho muitas aventuras para contar, mas não acho justo revelá-las assim! Se algum dia, porventura, esbarrar numa nave encantadora ou encontrar a personificação da beleza — eu, claro —, não hesite: viaje mais uma vez conosco! 

Olho no olho, conexão direta, nada melhor do que isso, né?

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21 comentários em “Odisseia dos Mistérios (Fabio D’Oliveira)

  1. Ricardo Gnecco Falco
    15 de setembro de 2019

    ____________________________________
    CONTO AVALIADO: Odisseia dos Mistérios
    ____________________________________

    Olá Orbis; tudo bem?
    O seu conto é o décimo quarto trabalho da Série B que eu estou lendo e avaliando.
    ————————————-
    O QUE ACHEI DO SEU TEXTO
    ————————————-
    Gostei bastante da forma escolhida pelo/a autor/a para unir os dois temas desta edição do Certame: FC e ‘sabrinesco’. Não um sabrinesco estilo sexual, mas que pende mais para o romantismo, com ótimas interações entre o casal protagonista; em especial a espécime fêmea, que é uma “fofa”.
    Gostei também das quatro historietas que compõem a história maior, dentro da nave Pulsen, dando um ‘quê’ de antologia ou coletânea de pequenos contos dentro de um conto maior. Isso ficou bem bacana!
    Parabéns pelo ótimo trabalho e boa sorte no Desafio!
    Bem, pra finalizar… As regras do Certame exigem que eu faça um resuminho da história avaliada, para comprovar minha leitura. Então, vamos lá:
    ——————————
    RESUMO DA HISTÓRIA
    ——————————
    Casal de exploradores intergalácticos viaja pelo universo em busca de fatos misteriosos e anormalidades; dentre as quais, quatro delas são narradas em forma de historietas dentro da história geral, que se passa dentro da nave Pulsen, durante a grande viagem exploratória empreendida pelos dois protagonistas, um casal muito simpático. (Nota: 4,2 + conto mais impactante)

  2. Fil Felix
    15 de setembro de 2019

    As viagens, em formato de recordações em hologramas, de uma alienígena desbravadora do universo são mostradas ao leitor, as maravilhas e os perigos que ela já encontrou.

    O formato do conto segue um modelo clássico, desses de “se encontrou essa mensagem, é porque não estou mais aqui”. Claro que a protagonista está presente (ou não, também), ela só gosta de deixar sua história espalhada pelo universo. A partir dessa ferramenta, conhecemos um pouco de suas aventuras pelo espaço, os planetas e galáxias que conheceu. Lembra um pouco Cidades Invisíveis, cada capítulo destinado a um lugar. Gostei bastante do trecho em que mostra a criatura em posição fetal, deu um ar bem fantástico à trama (que geralmente gosto mais). A protagonista também é simpática e engraçada, sendo agradável acompanhá-la. Não há um desfecho propriamente dito, é mais como uma coletânea, mas fica o convite para que nos aprofundemos mais nesse novo universo.

  3. Daniel Reis
    14 de setembro de 2019

    Categoria: FC (espacial)
    O diário de viagem de Orbis, uma exploradora espacial, que com seu companheiro Tulen, busca nos confins da galáxia aventuras e descobertas. Falando sempre em primeira pessoa e diretamente com o leitor, Orbis conta sobre a nave Pulsen, a vez em que ficaram em Andrômeda, numa zona morta, o pouso num planeta em que o tempo permanecia parado, e num planeta de vida nova, onde encontrou uma criatura sábia. Além disso, numa galáxia sem nome, entre piratas e natureza luxuriante, a exploradora conhece outros lugares. Ao fim, deixa uma mensagem ao leitor, quase um convite para conhecer suas aventuras, que continuam em algum lugar.
    PREMISSA: a premissa, básica, é contar as aventuras da exploradora, com uma abordagem aventureira, quase infanto-juvenil.
    TÉCNICA: ficou confusa, com tantas peripécias e em lugares tão diferentes… algumas vezes, a própria linguagem engraçadinha da narradora se torna um tanto enfadonha.
    EFEITO: o efeito final, pelo menos para a minha leitura, ficou um pouco aquém do potencial da história. E o final aberto sugere que ainda vai ser melhor trabalhada, não é?

  4. Shay Soares
    14 de setembro de 2019

    Resumo
    Uma mensagem holográfica conta algumas aventuras da pessoa que gravou a mensagem.

    Sensação
    Não consegui me conectar com o personagem ou com a história, achei tudo meio vago e sem profundidade.

    Execução
    A personagem não se revela de verdade durante o conto, ela fala que buscam o misterioso, mas quando se deparam com o mistério eles fogem xD Em nenhuma das histórias eles “procuram o inexplicável”, nas quatro, foi o inexplicável que os encontrou.
    Pra mim a personagem soou como uma youtuber que fala mais do que sabe fazer hehehe

    Título
    Apropriado, gerou certo interesse.

  5. Fabio Baptista
    14 de setembro de 2019

    RESUMO: 4 aventuras da exploradora espacial Orbis:
    A passagem por uma zona morta, onde um vulto humanoide surgiu onde não deveria surgir;
    Um planeta onde uma anomalia tinha congelado o tempo;
    Outro planeta, onde Orbis viu um gigante de pele dourada contemplando o céu com tristeza;
    Um asteróide com uma porta, onde as leias da física agiam de modo diferente.

    COMENTÁRIO: a escrita é gostosa de ler e Orbis, com seu jeito “se achona”, é bem carismática. Adoro!
    Gostei da quebra de parede com os espectadores e toda a ambientação espacial é muito criativa. Lembrei do jogo “Afordable: Space Adventures”… se não conhece, vale a pena.
    As histórias não interligadas, porém, tiraram qualquer possibilidade de nos envolvermos mais com Orbis, temermos por sua segurança ou algo do tipo. Fica só o deleite visual das aventuras, o que tem seu mérito, mas é pouco para alçar voos maiores no desafio.

    NOTA: 3,5

  6. rsollberg
    13 de setembro de 2019

    Hahhahaha uma blogueirinha espacial que gosta de deixar mensagens, boa sacada.

    A introdução serve para aproximar o leitor da personagem. O tom informal de “digital influencer alienígena” quebra a polidez natural desse tipo de mensagem anacrônica. Ou seja, dialoga bem com quem está buscando se divertir com a história.

    Achei muito interessante o recurso de dividir o conto em quatro pequenas histórias. No que diz respeito a “Vida onde só existe morte” é preciso admitir de imediato que é um ótimo subtítulo. Outra coisa a se destacar é a fluidez da narrativa; direta e informal. Contudo, de resto é muito morno, sem uma reviravolta ou maiores explicações sobre o ser. Entendo que isso remete ao “buscar mistérios” e não respostas. Mas é preciso despertar algo no leitor e não ficar com aquela sensação permanente de Lost. Na segunda história “quando o tempo é seletivo” temos uma pegada mais filosófica e um sentimento proximidade com o planeta em questão. Há ali algo de familiar e a cena final reforça essa percepção. Em “até os deuses sentem saudades” temos mais um subtítulo bem elaborado, porém apenas um pequeno recorte lacônico de uma cena que impressiona. O não dito toma conta da atmosfera e a ação tenta responder alguma coisa que nos indagamos. No quarto capítulo temos uma frase estranha logo de começo “O número de galáxias é igual ao número de estrelas: incontável” usa de um conceito estabelecido “igual e números” para logo em seguida se desfazer da premissa. Ou seja, estamos diante de um silogismo torto. Elas podem ser iguais tendo por perspectiva que não podem ser contadas e não porque possuem o número igual (um número que não pode ser contado!). Outro fato que destoou um pouco do resto da narrativa foi explicar a coisa com o barco andando, estou me referindo especificamente ao lance onde para justificar uma ação, o narrador tira da manga um “não sei se falei, mas eu e nave temos uma ligação”. Nesse tipo de situação, ainda que não seja a questão aqui, a impressão que fica é que o autor teve que consertar um furo na trama ou na ordem das coisas, sacou? Não chega a ser um Deux ex Machinna, mas é quase.

    Ao analisar o conto como um todo, percebo que o grande acerto desta obra é também seu calcanhar de Aquiles. Digo isto porque a agilidade, a fluidez e o entretenimento descompromissado servem para facilitar a leitura, porém as histórias são apenas pequenos fragmentos de uma odisseia, que não chegam a despertar emoções mais fortes. È como se os personagens e as tramas clamassem por mais espaço e desenvolvimento. Na realidade, me soou como um argumento de um grande clássico.

    De qualquer modo, resta claro que o autor tem um estilo bem definido e muita facilidade para entreter o leitor.

  7. Catarina Cunha
    13 de setembro de 2019

    O que entendi: Uma turista intergaláctica relata, através de um bilhete holográfico, suas aventuras exploratórias por vários planetas com seu companheiro.

    Técnica: Embrionária. A trama não evolui o suficiente para nos envolver sentimental e intectualmente.

    Criatividade: Notei aqui um grande talento para criar novos mundos e personagens. Com a prática esse potencial será fortíssimo.

    Impacto: Pequeno. O conto, embora cheio de ideias legais, não se aprofunda em si.

    Destaque:” Oras, a decepção sempre foi mais comum que o sucesso, não concorda?” Concordo plenamente.

    Sugestão: Rever o uso excessivo dos pontos de exclamação e interrogação. Dá um ar de superficialidade exaltar períodos simples e sem haver uma dúvida real do personagem.

  8. Priscila Pereira
    13 de setembro de 2019

    Resumo: O conto se trata de um bilhete holográfico narrando as aventuras de um casal de extraterrestres em sua vida de exploradores.

    Olá, Orbis! Gostei muito do seu conto, a narradora é um charme, e esse jeito autentico dela deu ao conto um ar alegre e descontraído. Gostei das aventuras, parabéns pela imaginação e criatividade! Os dois personagens são bem aprofundados e cada um tem suas peculiaridades, a ambientação está show, dá pra imaginar tudo, quase visualizar. O conto me prendeu e me interessou até o final sem esforço, muito bem! Está bem escrito e bem executado, daria um livro infantojuvenil com textos e imagens que seria um sucesso, pense nisso! Desejo sorte!!

  9. Marco Aurélio Saraiva
    13 de setembro de 2019

    Orbis e Tulen são um casal de exploradores do espaço. O leitor acaba de encontrar uma de suas mensagens, espalhadas pelo universo, onde Orbis descreve quatro de suas aventuras misteriosas. O casal passou por encontros com seres de luz, um provável deus e até criaturas marinhas dentro de uma porta em um asteroide.

    É um conto – ou uma coletânea de contos – divertido. Sua escrita é leve e irreverente, faz o leitor navegar pelas histórias sem grandes barreiras ou travas. O texto instiga a criatividade e atiça a curiosidade; perfeito para crianças.

    É um conto de fantasia com ares infantis, mas não uma ficção científica. FC se preocupa com a ciência, em tentar basear suposições em fatos científicos, em extrapolar conceitos da ciência atual para horizontes inexplorados. O seu texto anda pelo reino do fantástico, com situações incríveis e sem explicação.
    Por outro lado sei que criticar o uso do tema dessa forma pode ser apegar-me demais a detalhes, então não vou tirar muito ponto do quesito “tema” não, rs.

    Foi divertido acompanhar Orbis e Tulen em suas aventuras. Me senti assistindo alguns episódios de Dr Who. Há alguns questionamentos interessantes, especialmente na aventura onde Orbis encontra o que poderia ter sido um deus. No geral, porém, mesmo que a leitura tenha sido boa, ficou um pouco da sensação de que foram quatro boas ideias pouco exploradas; como se, no processo de criar este conto, você não conseguisse se decidir sobre qual história explorar e resolvesse abordar as quatro de uma vez, ao invés de seguir com uma até o final.

    Saldo: positivo. Um conto divertido e bem escrito =)

  10. Cirineu Pereira
    7 de setembro de 2019

    RESUMO: O conto narra, de forma breve, algumas aventuras de Orbis, uma alienígena (liriana, segundo a própria) e seu companheiro Tulen pelo universo. Orbis se apresenta como exploradora-mor dos lirianos. A história se desenrola em episódios sem aparente conexão.

    TÍTULO E INTRODUÇÃO: Título adequado. Introdução intimista, com narração em primeira pessoa, mas com linguagem aparentemente inadequada ao contexto FC, exceto, é claro, a história seja orientada ao público infantil. Nota: 6

    PERSONAGENS: A protagonista, tendo também a condição de narradora, se permite ser delineada através da própria linguagem e das breves citações sobre si mesma. Seu parceiro, Tulen, é um mero coadjuvante sumariamente citado. O conto possui poucos personagens secundários, todos relegados a um segundo plano. Nota: 7

    TEMPO E ESPAÇO: Não há muitas referências temporais, assim como não há conexão, nem necessariamente sequência, entre as aventuras. A galáxia de Andrômeda, assim como a Via Láctea, é citada, mas no mais, as referências espaciais beiram à fantasia. Nota: 6

    ENREDO CONFLITO E CLÍMAX: Os episódios, ou aventuras, são brevemente narrados, com alguns perigos iminentes ou apenas aparentes, mas que passam longe de causar apreensão no leitor. Não sobra tempo para progressão de conflitos e clímax. De forma geral, as narrativas são rasas e supostamente visuais. Nota: 5

    TÉCNICA E APLICAÇÃO DO IDIOMA: O autor apresenta um vocabulário simples e funcional, a verve é agradável e fluída, não obstante a superficialidade do enredo. Os erros de aplicação do idioma são raros, aparentemente muito mais devido à falta de revisão do que de conhecimento. Nota: 8

    VALOR AGREGADO: Não pude atinar com qualquer valor agregado, exceto o mero entretenimento. Nota: 5

    ADEQUAÇÃO À TEMÁTICA: Não temo afirmar que é antes um conto infantil, apesar de supostamente apresentado como peça de ficção científica. Nota: 4

  11. Luis Guilherme Banzi Florido
    4 de setembro de 2019

    Boa tarde, amigo. Tudo bem?

    Conto número 42 (estou lendo em ordem de postagem)
    Pra começar, devo dizer que não sei ainda quais contos devo ler, mas como quer ler todos, dessa vez, vou comentar todos do mesmo modo, como se fossem do meu grupo de leitura.

    Vamos lá:

    Resumo:as aventuras de um casal de exploradores galáticos, contadas em 4 deliciosas histórias, na forma de uma carta deixada aos desconhecidos.

    Comentário: Excelente! Um dos meus preferidos até agora, sem dúvida!

    Fiquei pendurado na leitura do início ao fim, e admito que realmente queria que ela tivesse escrito umas histórias a mais, rsrs. É muito fácil se envolver nas aventuras do casal, viajando e visualizando tudo facilmente (como a orbis prometeu, no começo do texto hehehe).

    A estrutura me lembro um pouco “Eu, robô”, do Azimov, não sei se já leu. Nesse livro, Asimov traz uma série de contos sobre as histórias da maior empresa de robôs do mundo. Senti uma certa inspiração sua nesse livro, mas posso estar viajando.

    A escrita é segura e muito eficiente. Eu até diria que achei que tem exclamações demais, mas acho que isso combina com a personalidade da narradora-protagonista, que é um pouco empolgada hahahaha. Com o passar da leitura, o estilo da escrita me pareceu totalmente adequado, e mesmo a questão das exclamações deixou de ser relevante.

    Adorei, também, os títulos de cada história. Caíram muitíssimo bem.

    Gostaria de destacar algumas cenas que me agradaram bastante:

    – A cena do casal correndo ao encontro, na parte do tempo seletivo. Achei bastante bonito e romântico, especialmente a frase:

    “Esse amor, essa tristeza, esse momento estará registrado por um bom tempo, talvez até o fim do Universo.”

    – Arrepiei na parte do Deus lamentando. Achei muito bonita e profunda. Acho que é a melhor parte do conto, e achei de uma sensibilidade e poesia tocantes.

    Por um tempo, achei uma pena que você só trouxesse os mistérios, mas não os solucionasse. Mas pensando bem, acho que nisso reside toda a beleza do conto. Afinal, a função do casal é explorar e expôr as belezas das anomalias da vida, e não ficar tentando entendê-las, né?

    Enfim, excelente. Nota máxima!

  12. Evelyn Postali
    1 de setembro de 2019

    Caro(a) escritora(a)…
    Resumo: Orbis relata suas viagens pela galáxia junto de Tulen.
    Técnica: Conto linear, linguagem leve, sem erros. Ficção científica. Lembrou um pouco – muito pouco – do humor contido no Mochileiro das Galáxias. Como eu disse, muito muito longe.
    Avaliação: É um conto bem humorado, até. Não sei bem como enquadrar o tipo de construção. Estava parecendo um diário, mas depois, perdeu a forma. Ficou a impressão de que é um pedaço de algo maior e isso não me agradou, embora esteja muito bem escrito e busque um pouco de humor e aproximação com o leitor. Mas a narrativa não é entediante o que nos faz seguir a leitura de uma forma boa. Gostei do conto.
    Boa sorte no desafio.

  13. Gustavo Araujo
    31 de agosto de 2019

    Resumo: uma exploradora do espaço, Orbis, fanática por mistérios recorda algumas de suas aventuras ao lado do marido Tulen na espaçonave Pulsen. Primeiro, quando uma nuvem vinda do nada os envolve nos confins de Andrômeda. o segundo, quando testemunham o tempo congelado na galáxia do Olho Negro; o terceiro quando encontra um humanoide gigante num planeta da via láctea; e por fim, quando entram num mundo paralelo a partir de um asteroide, onde tudo funciona ao contrário.

    Impressões: Conto sci-fi de pegada adolescente, com uma narradora descolada usando uma linguagem moderninha, própria dessa faixa etária. É um conto que na verdade se desdobra em quatro, mantendo-se, em todo caso, a narrativa fluida e de leitura fácil. Contudo, não sei se curti essa ideia de quatro capítulos sem muita conexão entre si, ainda mais porque anunciados desde o início. É o tipo de dica que força a leitura de modo artificial, já que, lendo o texto, ficamos esperando o fim do que nos encontramos e o início do próximo.

    Contudo, apesar dessa falta de profundidade nos diferentes capítulos, já que tudo é contado rapidamente, deu para ter uma boa sensação como leitor, dada a prosa descompromissada e agradável.

    Em todo caso, creio que seria melhor apostar em um só dos capítulos e desenvolvê-lo mais. A ideia presente no trecho do tempo congelado, por exemplo, foi muito bacana e instigante. Tenho certeza de que se o(a) autor(a) a desdobrasse teríamos um texto mais interessante e completo. Ainda mais porque dá para perceber que por trás da narração há alguém com muita criatividade.

    De todo modo, deixo aqui meus parabéns e desejo de boa sorte no desafio.

  14. Regina Ruth Rincon Caires
    28 de agosto de 2019

    Odisseia dos Mistérios (Orbis)

    Resumo:

    Orbis quer compartilhar quatro situações incríveis que vivenciou. Namorada de Tulen, Orbis é exploradora-mor da civilização. Ela e o namorado, a bordo da Nave Pulsen, vivem em expedições intergalácticas. Todas as descobertas, feitas ao longo do trajeto, são repassadas para a Associação dos Exploradores Intergalácticos – AEI, gerando remuneração. O conto é um relato que Orbis faz questão de apresentar para seus “leitores-espectadores”.

    Comentário:

    Um conto FC que apresenta quatro atos separados, sem qualquer ligação entre si. Um contar descompromissado, leve, comparado a um diário de bordo. Poucos deslizes na escrita. Diálogos que trazem uma feição juvenil, talvez este seja o propósito: texto endereçado para os mais novos. Acredito que a narrativa deve ser muito apreciada por eles, o teor futurista traz esse encanto para esses “leitores-espectadores”. O leitor não encontra qualquer obstáculo, a escrita é clara, fluente.

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  15. Elisa Ribeiro
    24 de agosto de 2019

    Orbis, uma explodora espacial, relata por meio de um bilhete holográfico quatro experiências extraordinárias vivenciadas por ela e seu companheiro Tulen a bordo da nave Pulsen.

    Um conto de SciFi muito imagético, narrado por uma personagem feminina sabrinesca, adoravelmente fútil. Um argumento diferenciado, história curtas narradas em primeira pessoa como se fossem crônicas espaciais. Não há propriamente um enredo, a conexão entre as histórias é o aspecto extraordinário das aventuras e os personagens. Para mim o texto funcionou muito bem, uma leitura divertida, que eu gostaria que continuasse.

    A narrativa é envolvente, a escrita é segura e a linguagem encantadoramente adequada à narradora.

    Um texto que surpreende pela criatividade e pela escolha acertada da forma de narrar. Ótimo trabalho! Parabéns!

    Desejo sucesso no desafio e em tudo mais. Abraço.

  16. Fheluany Nogueira
    23 de agosto de 2019

    Orbis é uma exploradora das anormalidades espaciais, que busca fama. Ela deixou um bilhete holográfico em que narra “quatro mistérios, quatro situações incríveis, quatro momentos de alegria e tristeza”, vividos com o companheiro Tulen. Na primeira, entraram numa Zona Morta, e perceberam uma fonte de iluminação incomum; foi difícil sair dali. Na segunda, pousaram em um planetinha tropical e sem nome, em que ocorria um perturbação no tempo. Depois, num planeta com vida em fase inicial, na Via Láctea, ela avistou uma criatura magnífica que lhe parecia ser Deus. Na última, numa galáxia sem nome, notaram um asteroide com uma porta na superfície, que aberta, mostra vida lá dentro, seres brutais de que escaparam por pouco.

    O foco narrativo parece-me ser uma combinação de primeira e segunda pessoas. A protagonista-narradora participa ativamente da trama e a reconta do seu ponto de vista, expondo pensamentos e emoções; e, ainda reconhece a existência do leitor, tratando-o como um personagem que encontra o seu vídeo e conversa com ele durante toda a narrativa, com linguagem usual, informal, próxima da fala. Esse recurso permite uma intimidade maior, diminuindo a distância entre narrador e leitor, além de dar maior credibilidade à ficção.

    A leitura desse texto implica em um desligamento temporário da realidade concreta, e na aceitação do imaginário dentro do contexto. A escrita é muito boa, segura, e com algumas construções frasais bem elaboradas. A ambientação está bem construída. Gostei da apresentação e dos personagens, mas por ser um texto de muitas camadas e com final linear, sem reviravolta, teve o impacto reduzido, não cria conexão imediata.

    Parabéns pelo trabalho! Sucesso! Abraço.

  17. Fernanda Caleffi Barbetta
    16 de agosto de 2019

    Resumo
    Orbis, uma exploradora interplanetária e seu companheiro, viajam o universo em busca de mistérios e anormalidades. Por meio de um bilhete holográfico, ela apresenta os Quatro mistérios, as quatro situações incríveis que vivenciou. Uma delas, quando encontrou uma criatura iluminada e ameaçadora em Andrômeda; quando chegou à Galáxia do Olho Negro e o tempo havia sido congelado; quando encontrou um humanoide do tamanho de uma montanha, que falou com ela e desapareceu; e quando encontraram um asteroide com uma porta e foram até ele, se deparando com um lugar onde as leis da física que conhecemos não faziam sentido.

    Comentário
    Gostei da forma como foi escrito, bem descontraído e com algumas partes engraçadas. Parabéns. A única coisa é que, como escolheu falar de quatro situações, todas elas foram tratadas de forma superficial, e o casal teve que sair correndo sempre na melhor parte…rsrs.

    Se encontrou esse bilhete holográfico e está diante certa (desta?) liriana de pele azulada,
    Sabe (interrogação), espalhar
    mô (mó) canseira

    Esses travessões estão confusos: “ viajando pra lá e pra cá em nossa modesta nave, Pulsen, de arquitetura arredondada — elegante, não concorda? — e tecnologia pleiadiana — dobra espacial de primeira linha —, e admito: estava meio entediada.”

    diante (de) nossa vitrine central.
    Tinha enfraquecida (enfraquecido) bastante
    um casal corria ao encontro (um do outro)
    mui (muito) parecido com pisadas
    essa é uma das anormalidades mais impactantes que (com as quais) me deparei.

  18. angst447
    13 de agosto de 2019

    RESUMO:
    Orbis é exploradora-mor do universo. Ela e o companheiro, Tulen, buscam o mistério, anormalidades. Relata quatro mistérios, quatro situações incríveis que vivenciou durante sua exploração. Fascinada pela própria beleza, Orbis, quer compartilhar suas experiências nessa odisseia com seus queridos leitores-espectadores.

    AVALIAÇÃO:
    Conto FC, com narração em primeira pessoa e quebra da quarta parede. A narradora chama o leitor/espectador para dentro do seu relato. Há até um trecho que ensaia um contexto sabrinesco.
    Narradora/protagonista que tem extraordinária autoestima e adora sua vida de exploradora do universo, em busca de anormalidades, junto ao insípido companheiro Tulen.
    Não consegui mergulhar no enredo proposto. Tentei por três vezes, mas a leitura não me cativou. Talvez por não ter conseguido criar empatia com Orbis. Falha minha, sorry. Li duas vezes, lerei uma terceira para pegar algum detalhe que me escapou.
    Não encontrei grandes falhas de revisão; anotei somente esta:
    – diante certa liriana > diante DE certa liriana
    O ritmo da narrativa é prejudicado pela divisão em mini capítulos, o que faz o leitor imaginar que está lendo pequenos trechos independentes.
    Acredito que os apreciadores de FC percebam melhor a qualidade do seu texto, pois é notável o trabalho de elaboração para apresentar a odisseia de Orbis.
    Parabéns pela participação no certame. Boa sorte!

  19. Anônimo
    9 de agosto de 2019

    Acho que ela deveria voltar para lá!

  20. Angelo Rodrigues
    5 de agosto de 2019

    Odisseia dos Mistérios

    Resumo:
    Relatos de viagem. Um casal de exploradores passeia pelo Universo e relata ocorrências relativas a descobertas de mundos e coisas.

    Comentários:
    Cara Orbis,
    Conto de ficção científica.
    Gostei muito do seu conto. Tem humor, os personagens são bem elaborados e simpáticos. A protagonista, Orbis, é leve e faz com que seja amada pelo leitor. Seu companheiro, Tulen, o homem da relação, é mais secão, estéril, e isso funciona bem em contradição à personalidade de Orbis, que é amável.
    Um conto de viagem que relata ocorrências por mundos estranhos. São pequenas peças de um curto puzzle de retratos das viagens de Orbis e de seu companheiro na nave, a Pulsen.
    Pra não dizer que não vi nada fora do prumo, acho que personagens com nomes parecidos não caem bem, pois confundem, o que acontece com Pulsen e Tulen, a rima – ou desinências de terminações muito parecidas acabam gerando confusões, particularmente em contos curtos, onde não há a definitiva fixação de quem é quem ou de o quê é o quê.
    Não encontrei erros no texto nem construções que dificultassem a leitura.
    Um conto agradável de ler e certamente muito agradável de ser escrito.
    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

  21. Katia Gatti
    1 de agosto de 2019

    De grande criatividade, romantismo e descritiva inteligente.
    Narração e diálogos autênticos e expressivos.
    Quer ler algo mais desse grande escritor!!!
    Parabéns!!!!

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Informação

Publicado às 1 de agosto de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 3, R3 - Série B e marcado .