EntreContos

Detox Literário.

Desejos Impuros (Elisabeth Lorena)

 

Sexta-feira, dezessete horas.

Logo depois do apito do trem, avisando o final das visitas ao museu ferroviário. 

No prédio ao lado o delegado de Ensino conferiu o relógio e viu sua assessora-chefe erguer-se da mesa, dando por encerrada a reunião. Ninguém costumava fazer isso com ele! Mas trabalhavam já há tanto tempo juntos que ela conhecia todos os seus vícios e  sabia que que ele não respeitaria horário algum se acreditasse que o material analisado era importante. E o orçamento para o próximo ano era vital. Vital mas poderia esperar, na opinião dela e por isso mesmo ela costumava simplesmente interromper os trabalhos para que ambos tivessem uma refeição ou dessem por encerrado o expediente. Entender isso não fazia com que ele gostasse. Tinha sempre uma coleção de reclamações a fazer. Ela não se importava. E entre um resmungo e outro do chefe, ela simplesmente seguiu seu caminho, arquivando documentos, guardando ofícios e memorandos ainda  não encaminhados, fechando os livros de entrada e saída de trâmites. Trabalhos necessários para considerar o expediente terminado.

Carine desceu as escadas do mezanino que ligava o escritório à sala da Assessoria, guardou seu crachá e carimbo, fechando a gaveta e já se livrando dos problemas da semana. Da escada, longe de seu campo de visão, o chefe continuava exigindo sua presença, mas ela, mais uma vez, frisou que seu horário de expediente tinha acabado. Dirigiu-se ao Arquivo, guardou os documentos assinados e chaveou a gaveta, soltou os cabelos que caíam em cachos densos sobre seus ombros, pegou a bolsa e dirigiu-se a porta, passou pela Secretaria e  despedindo-se das secretárias e dos demais colegas de repartição, saiu do Gabinete. O celular tocou e ela atendeu sem verificar quem chamava. Sua expressão sorridente mostrava que ela sabia quem ligava e o teor da conversa.

– Sim, chefe, obrigada. Bom final de semana para o senhor também. 

O homem desculpou-se pelos maus modos, desejou um feliz final de semana, confirmou o recebimento da agenda da semana e desligou, educadamente. Carine pensou consigo mesma: “Educado assim fica mais tentador”. E sorriu. Esse desejo momentâneo pelo chefe era totalmente explicável. Era o homem bonito, culto e bem humorado que convivia com ela por oito horas do dia. 

Confundir sentimentos era totalmente normal. O desejo mesmo ela guardava para o noivo. Noivo que desde que  tinha inventado de ter um relacionamento casto, estava deixando-a em brasa. E por isso mesmo, os ombros largos e as mãos fortes do chefe se intrometiam  em seus pensamentos nada puros. “Palhaçada de castidade tardia, esse final de semana você vai ser meu”, pensou e sorrindo, completou: “é isso ou então vou ter que satisfazer meus desejos com outro e para isso, vamos ter que terminar esse imbróglio chamado noivado!”. 

Como se ouvisse um chamado, Gustavo ligou.

– Amiga, vamos à pizzaria amanhã? Só eu e você, que acha?

Carine sorriu. Desde que começara namorar Jorge, os problemas entre o noivo e Gustavo começaram. Eles não se respeitavam e isso a incomodava. Gustavo estava em sua vida havia tanto tempo e abrira mão de tantos relacionamentos para manter sua amizade, que ela não achou justo se desligar dele por causa das implicâncias do novo namorado. Mas agora ela fazia planos para este sábado, projetos em que não cabia uma terceira pessoa. Respondeu que iria pensar. Gustavo, com o conhecimento que a intimidade traz, cutucou: “Já sei, vai tentar seduzir o monge no fim de semana. Não entendo esse desejo casto tendo um mulherão como você do lado!”. Carine riu e desligou sem responder, deixando claro que o amigo estava certo, mas ainda o ouviu dizer que ligaria no dia seguinte. Ela sorriu. 

No dia seguinte ela não atenderia ninguém. Atrelada ao desejo, deveria perder sua identidade e nada e nem ninguém iria interferir em seus planos. E ao pensar assim, sentiu seu corpo tremer. 

Quando chegou ao carro, Carine se lembrou que Gil não havia  entregado o discurso ao chefe. Xingou a colega em pensamento, já arrumando um espaço em seus afazeres para levar o discurso impresso na casa do chefe na manhã seguinte. Segunda-feira, caso lembrasse, a colega iria ouvir poucas e boas. Suspirou, livrando-se da carga da semana, entrou no carro, ligou o rádio e preparou-se para o trânsito de fim de tarde. O  itinerário que normalmente fazia em dez minutos, triplicaria com a saída do povo para curtir uns dias na praia. 

O sino, na estação antiga, deu seu último toque do dia, Carine sorriu, nostálgica. Quantas vezes não tinha embarcado ali para ler seus livros em paz… A realidade a chamou com uma freada gritante ao seu lado, deu seta, entrou à direita, fugindo do fluxo da avenida principal.

Sábado, dez horas.   

Carine terminou de arrumar o cabelo exatamente no momento em que o motorista buzinou no portão. Pegou o envelope onde guardara o discurso do chefe, olhou-se mais uma vez no espelho do corredor, ligou o alarme e fechou a casa. Já estava tudo planejado, levar o documento, almoçar no Via Castelli e mais à tarde, passar de surpresa no escritório do namorado e raptá-lo.  A casa Delegado de Ensino ficava fora de caminho, mas de metrô tudo acaba ficando próximo. Depois seria sua tarde e noite de prazer.

O carro parou em frente a casa do chefe. Carine desceu, avisando o colega: 

– Se eu não voltar em quinze minutos, considere-se dispensado.

O homem assentiu, marcando o tempo. Ele sabia que Carine odiava imprevistos aos sábados e quase nunca solicitava seus serviços. Se ela se demorasse, ele esperaria mais quinze minutos e só depois partiria. Ela não era  chefe esnobe, tratava a todos de igual modo. Ele a viu ela acenar um breve “tchau” do portão, que travou após a passagem dela. E ouviu o barulho da câmera inspecionando a viatura. 

Meia hora depois, ele partiu, sozinho.

Sábado, treze horas

Carine degustava seu vinho chileno na mesa de seu restaurante predileto. A solidão era um prazer que ela curtia muito bem. E era prazeroso também saborear sozinha, seu gnocchi da fortuna, combinar com o vinho que bem entendesse, sem ninguém se fazer de “expert” e reprovar suas escolhas. Gostava observar as famílias que comiam e conversavam nas outras mesas. Era uma alegria que fazia com que se lembrasse dos pais… Pessoas era um objeto de pesquisa constante; expressões; sentimentos; sorrisos; suspiros, tudo a encanta. O inconveniente era a distância do restaurante em relação ao escritório do noivo, em Mogi das Cruzes, mas ela iria de metrô de novo. Era a vantagem de morar praticamente na porta da Estação do Carrão, ali pegaria o carro e seguiria para sua tarde de prazer. 

Pelos seus cálculos, chegaria por volta das dezesseis horas. Pensando nisso, Carine se dirigiu até a bancada de saladas e foi se servir, logo logo seu gnocchi estaria pronto….

Sábado, dezessete horas        

A mulher estava nua nos braços do homem. Ter uma tarde de prazer com o chefe era algo delicioso. O corpo respondia ao toque sedutor do homem e o corpo dele também respondia ao seu desejo, perdidos, sem noção de tempo ou espaço. Uma confusão milenar de beijos, abraços, afagos íntimos dilacerante. Corpo e alma ardendo de desejo, sendo satisfeitos, repetindo Adão e Eva, tornando-se fruto e saciando a ambos. 

De início,  o homem parecia ter pressa. Era a primeira vez deles ali, mas, quando os corpos se juntaram na dança dos séculos, se desprendeu de seus temores e, juntos, esqueceram-se do mundo, desfrutando do prazer que julgavam merecer. Estavam insaciáveis, por horas desfrutaram do prazer de seus corpos, agora, recomeçava a dança do acasalamento como dois tribais prontos para povoar toda terra. O grito ensurdecedor de suas almas impedia de ouvir todo e qualquer outro som, perdidos em sua busca de bocas, seios e mamilos, quadris e espáduas, sexo e toda a satisfação que poderiam encontrar nesse vai e vem interminável.

A mão masculina, firme e morena, desenhava um caminho de fogo por onde passava, descendo lenta e torturante do seio farto da mulher, dançando pela cintura e indo esconder-se no centro em fogo, incendiando mais o prazer prometido. A mulher perdeu a força e foi se encostando na escrivaninha. Era um desejo antigo ser levada à loucura na mesa de mogno do escritório do chefe, nada de encontros furtivos. Ela sempre quis isso, essa loucura sem hora marcada, amor sem juízo, desejo sem medo.  E esse pensamento conseguiu ultrapassar seu momento de loucura e ela riu, cínica, fantasiosa, uma Lilith em fogo, sempre pronta para seduzir a alma dos incautos. 

O homem apalpou as nádegas, sentindo a firmeza dos músculos jovem e feminino, procurando um novo modo de submeter a mulher que o seduzia ao seu próprio desejo, descobrindo seus segredos e ouvindo suas palavras secretas, bebendo de sua beleza como um vampiro em noite de lua cheia, ansioso por dominar sua vítima. Suas pernas, outrora firmes, também estavam enfraquecidas pelo desejo que retornava, viril, fecundo, alucinante. A mulher sentindo o momento de ser de novo tomada, enfiou as unhas nas costas masculinas e o homem sentiu mais forte o gozo tomar conta de ambos.

Lá fora, o mundo girava indiferente ao odor da orgia dos dois seres humanos que resolviam as questões mais antigas da terra. Indiferentes eles também, perdidos em uma busca alucinante de prazer, sequer notaram a porta abrir-se e outra mulher olhar aquela cena  e boquiaberta frente ao que via, não ter força de nada dizer, apenas respirar fundo e, talvez em dúvida com o que seus olhos viam, erguer o celular para registrar o momento. Depois sair cambaleando com os olhos rasos de água e um ódio aterrador a cobrir definitivamente o sorriso de promessa que trazia antes no rosto.

Sábado, Dezoito horas

Após se descobrir traída, Carine não voltou para casa. Foi à casa dos pais. Sentiu aquele aperto comum ao se lembrar que nenhum deles estaria mais ali para dar-lhe o apoio que o momento exigia, porém Nena  lhe receberia com afeto que precisava. Era a irmã mais nova, entretanto era boa em mimar e agradar a família e os amigos. O colo dele seria um conforto divino e pensando assim Carine tinha seguido direto para lá.

Depois de jogar conversa fora, se permitir comer bolo de chocolate com café forte, que julgou necessitar, Carine resolveu tomar de novo as rédeas da realidade. Seguiu para seu antigo quarto, ouvindo a cantilena de Nena sobre o quanto o quase cunhado era maravilhoso, Carine tomou um banho e arrumou-se para o encontro com o amigo. O desejo apagado, esquecido em algum canto de sua alma. Nena, alegre com a presença sempre bem-vinda da irmã, perguntou-lhe se iria sair com o noivo e ela disse que já tinha visto ele e que agora iria sair com Gustavo. Nena revoltou-se:

– Mas o Jorge está ligando, quer falar com você! Depois não diga que não lhe avisei! Você está arrumando sarna pra se coçar, vai acabar perdendo um homem maravilhoso por causa dessa amizade com o “galinha” do Gustavo.

A mulher mais velha, sem responder nada, pegou o celular e mostrou a foto do “homem maravilhoso, puro e casto” fazendo sexo selvagem com a secretária dele, em cima da mesa que ela, Carine, em um momento de ternura, lhe dera de presente.             

Ato contínuo, o telefone tocou novamente, exatamente quando a buzina do carro de Gustavo soou em frente à casa, e Nena, nervosa, atendeu, informando de maneira ferina: “Ela saiu com o Gustavo”.

Carine percebeu que a irmã ouvia, nervosa, a pergunta do interlocutor e depois responder:

– Ao menos o Gustavo não tem secretária para ajudar no processo de castidade dele. E não ligue para ela ou para a nossa casa nunca mais – E logo depois  de xingar mil blasfêmias, desligou o telefone na cara do “homem maravilhoso”.

Carine jogou um beijo para a irmã e saiu para se encontrar com o amigo. Feliz por nunca ter cogitado desfazer de suas amizades por homem nenhum.  

Gustavo abriu a porta para ela com seu cavalheirismo fora de hora. Carine sorriu agradecida pela primeira vez, sem reclamar e ele sussurrou: “uma alma salva do inferno”, ao que ela respondeu: “bom! assim abre espaço para mais duas que com certeza estão com passagem comprada”.

Ele olhou com aquele jeito compreensivo, com a intimidade e habilidade de amigo de velha data e a promessa silenciosa de ouvi-la quando estivesse pronta para falar. Ela sorriu de volta, disfarçando a memória recente. 

“A vida têm muitas outras oportunidades”, pensou consigo mesma…

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43 comentários em “Desejos Impuros (Elisabeth Lorena)

  1. Ricardo Gnecco Falco
    15 de setembro de 2019

    ___________________________________
    CONTO AVALIADO: Desejos Impuros
    ____________________________________

    Olá Butterfly McQueen; tudo bem? O seu conto é o sexto trabalho da Série B que eu estou lendo e avaliando.
    ————————————-
    O QUE ACHEI DO SEU TEXTO
    ————————————-
    Gostei bastante do quanto você conseguiu colocar do clima sabrinesco em sua história. Ficou muito bem dosado e perfeitamente dentro do tema proposto o seu trabalho. Parabéns!
    Gostei também da forma com que as oportunidades vão se materializando na rotina da protagonista Carine e do modo como ela vai resistindo às tentações normais da vida, em prol do acordo tácito de lealdade ao seu futuro esposo.
    Achei bem legal a “jornada da heroína” sendo trabalhada em seu esplendor na narrativa, com a finalização da superação derradeira da protagonista, pós-decepção com a falta de caráter de seu noivo traidor.
    Talvez, uma revisão um pouquinho mais apurada e atenta pudesse ter sido feita neste trabalho, antes de publicá-lo, retirando algumas incongruências que abalaram um pouco a fluidez da leitura, embaralhando personagens (nomes trocados), situações e, claro, permitindo assim um mergulho mais profundo e límpido na sua ótima história. Mas, nada disso tirou a beleza de sua criação e, certamente, servirá como aprendizado para uma próxima participação! 😉
    Gostei muito do seu conto e desejo-lhe boa sorte no Desafio!
    Bem, pra finalizar… As regras do Certame exigem que eu faça um resuminho da história avaliada, para comprovar minha leitura. Então, vamos lá:
    ——————————
    RESUMO DA HISTÓRIA
    ——————————
    A assessora-chefe de um delegado de ensino está sofrendo com uma proposta inusitada feita por seu noivo: manter-se-iam castos até o casamento, mesmo ambos já tendo desfrutado por diversas vezes da “dança secular” dos corpos apaixonados. Contudo, mesmo diante de várias possibilidades que surgiram neste período para que ela pudesse satisfazer seus naturais desejos corpóreos (com um amigo e até mesmo com seu chefe), ela decide que iria sim quebrar o ‘acordo’ proposto, porém seria com seu próprio noivo. Planeja então um encontro com o dito cujo e, flagrando-o ‘no ato’ com sua secretária (e em cima da mesa que ela mesma havia lhe comprado para o escritório), resolve não mais manter-se fiel ao esposo infiel e, assim, um velho amigo ganha o ticket mágico para atuar no clássico filme “The Revenge”. (Nota: 4,7)

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Grata pelo comentário.
      Já estou melhorando, obrigada.
      Mas vou lhe decepcionar: Carine não vai trair ninguém, Jorge quebrou a aliança e ela considerou como fim de relacionamento.
      Considere que depois da pizza e de um bom vinho, ela envie a foto para o canalha e termine por aí. E não, ela não vai ficar com o amigo.
      Abraços.
      Elisabeth.

  2. Daniel Reis
    14 de setembro de 2019

    Categoria: Sabrinesco (50 tons)
    Carine enfrenta as tentações, entre ela, o chefe e o noivo, que alega querer um romance casto. E recebe o assédio de Gustavo, o amigo galinha. Carine lembra que esqueceram de entregar o discurso do chefe no sábado, e vai até ele para dar (duplo sentido proposital). Não entendi se ela era chefe do motorista que a levou ou não. Depois, Carine (?) almoçava, sozinha, querendo encontrar e dar uns pegas no noivo. Mas, ao chegar lá, encontra o noivo (que é chefe?) com sua secretária. Encontra a irmã, dá um fora no Jorge, e resolve dar (uma chance) para o Gustavo.
    PREMISSA: a traição como impulso para a mudança sempre dá boas histórias. Porém, permaneceu um pouco confuso, nesta, quem precedeu quem na hora de trair.
    TÉCNICA: vários pontos da narrativa, além de descrições às vezes exageradas, deixaram o leitor aqui na dúvida. A intenção foi maior do que a execução, principalmente nos momentos hot, que podem ainda ser mais trabalhados.
    EFEITO: uma história sem muitas respostas, e principalmente a relação de Carine e Gustavo depois do ocorrido, permanece em aberto. Acho que pode melhorar bastante.

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Obrigada pela leitura. Estou já melhorando texto.
      E a relação de Gustavo e Carine está bem marcada: Amizade. Bem mais leal que o noivado desfeito no escritório de Jorge.
      Abraços,
      Elisabeth

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Oi, Shay.
      Marido?
      Melhor fora da minha vida: ” Para um sabrinesco esta otimo”.
      Carine e Gustavo são e serão amigos.
      Poxa, achei o momento hot tão generoso para uma “trairagem”…
      Abraços,
      Elisabeth

  3. Shay Soares
    14 de setembro de 2019

    Resumo
    Esposa descobre a traição de marido.

    Sensação
    Apesar de não ter gostado da história, fiquei surpresa que a Carine não ter sido quem traiu.

    Execução
    Logo no começo, o texto traz uma versão de Carine que não é mais vista em todo o resto do conto: uma mulher que enfrenta o chefe, impõe sua vontade a ele quando mais ninguém o faz, ainda recebe um pedido de desculpas do chefe e depois… essa versão dela desaparece 😦

    Eu não gosto muito de dar pitaco em texto alheio, no sentido de: acho que desse ou daquele jeito teria ficado melhor, mas XD Na história do “Sábado 17 horas” acho que eu consideraria tirar o último parágrafo inteiro… deixar pro leitor descobrir que a traição não foi dela só às 18h hehe

    Achei que tem vários adjetivos que sobram no texto, alguns clichês e algumas informações que não vi muito sentido, que ficam soltas no meio do conto sem função. Outras coisas legais também, achei muito bom recurso o de contar o sábado em horas, ficou muito legal o efeito que deu na construção visual das cenas para mim.

    Título
    Para um sabrinesco está ótimo rsrsrs

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Oi, Shay.
      Marido?
      Melhor fora da minha vida: ” Para um sabrinesco esta otimo”.
      Carine e Gustavo são e serão amigos.
      Poxa, achei o momento hot tão generoso para uma “trairagem”…
      Abraços,
      Elisabeth

      Responder

  4. rsollberg
    13 de setembro de 2019

    Resumo: Uma mulher angustiada com sua relação estagnada, começa a criar expectativas. Uma traição inesperada e um desfecho surpreendente.

    Esse sim de cara já entrega o clássico sabrinesco. O casamento perfeito entre imagem, título e pseudônimo.

    Já no primeiro parágrafo percebemos que alguns pronomes poderiam ser suprimidos dando mais agilidade para o texto, destaco aqui “ela” como exemplo.
    ““Palhaçada de castidade tardia, esse final de semana você vai ser meu”, pensou e sorrindo, completou: “é isso ou então vou ter que satisfazer meus desejos com outro e para isso, vamos ter que terminar esse imbróglio chamado noivado!” . Essa passagem fica parecendo vilão contando os planos, ou melhor, deixa de novela para o publico entender o que se passa na cabeça da personagem. Quem fala consigo e usa “imbróglio? Ao conversar com o nosso eu temos a tendência do coloquial, até porque somos o ativo e o passivo, não há necessidade do rebuscado, tampouco ser redundante. Como gosto pessoal, acho que há maneiras mais sutis de mostrar o que o personagem pensa. Até mesmo , porque há uma ruptura da narrativa da terceira pessoa para a primeira. Enfim, apenas uma apontamento de gosto.

    Outra dica é com relação ao usar o “Carine sorriu” “Ela sorriu” como uma espécie de pontuação. Talvez seja interessante trocar por sinônimo. “abriu sorriso”, “cerrou os lábios em um riso contido”…
    As descrições mais elaboradas das cenas tórridas demonstram que o autor entende do riscado. Há uma fluidez natural e a leitura corre sem travas. Gostei da quebra de expectativa quando somos enganados pela perspectiva de que Carine é a infiel. O autor fez um bom trabalho em despistar o leitor.

    Em suma, um bom conto sabrinesco!

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Olá!
      Eu converso comigo bem bonitinho porque não tem ninguém para me chamar de esnobe. Kkkkkk
      Se você fosse um pouquinho esforçado descobriria a verve italiana de Carine. O nome dela, da irmã, pizza, o gnocchi da fortuna, logo uma palavra como “imblóglio” até funciona…
      E esse sorriso contido? Aqui gargalhei lendo com o endurecimento da narrativa – mas vou considerar mudar algo…
      Abraços
      Elisabeth

      • Rsollberg
        16 de setembro de 2019

        Tem razão, uma conexão tão óbvia!
        Prometo me esforçar mais na próxima.
        Acho legal você gargalhar com a sugestão, seria bom que Carine também tivesse feito isso. Afinal, “Carine sorriu” parágrafo sim e outro também é um puta endurecimento de qualquer coisa!
        Abraços

  5. Fabio Baptista
    13 de setembro de 2019

    RESUMO: Carine começa a ter sentimentos… sabrinescos… pelo chefe, em parte motivada pela moda de celibato inventada pelo noivo. O amigo Gustavo quer sair (aparentemente só sair mesmo) com ela, mas ela recusa a princípio, porque planejava acabar com essa história de castidade do noivo.
    A moça acaba descobrindo que o noivo abria uma exceção para o celibato quando estava com a secretária. Ela sai com o amigo, dando a entender que poderia rolar algo mais.

    COMENTÁRIO: O texto é bem escrito, mas padece de um problema que costuma ser grave nos contos: tem muitos personagens, o que acaba tirando um pouco o foco. Acredito que se ficasse mais na dúvida de transar ou não com o chefe e nas reflexões que surgem a partir disso, o resultado seria bem melhor.
    Tipo, há uma boa construção da tensão com o chefe inicialmente. Daí aparece o noivo, com esse conceito de celibato (que sem um aprofundamento desse personagem e suas motivações, soou muito forçado). Daí aparece o amigo de longa data. Há nova tensão quando ela vai entregar o documento para o chefe, porque parece que vai rolar alguma coisa. Talvez se pulasse dessa cena para o sexo do noivo com a secretária, o efeito surpresa ficaria melhor. Aquele sábado 13 horas tirou o ritmo.
    Beleza, daí tem um motorista e no final a irmã. Acaba naquela de mostrar muita gente e não desenvolver quase ninguém.

    De todo modo, a estrutura do texto é interessante.

    NOTA: 3,5

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Fabio, olá.
      O sábado, 13:00 hs é para justificar duas coisas: ela não ficou com o chefe e o noivo ter algum tempo de diversão com a secretária. Pena que não funcionou para você.
      O motorista é para criar o primeiro equívoco que quebra com o almoço solitário .
      Valeu a Leitura…
      Sem abraços para você não me estrangular… hehehe
      Elisabeth

  6. Catarina Cunha
    11 de setembro de 2019

    O que entendi: Uma mulher jovem, embora deseje ardentemente o chefe, decide acabar com a castidade do noivo e não traí-lo. Mas flagra o danado trepando com a secretária na mesa que ela deu de presente. (ai, clichezão). Resolve sair com um velho amigo para chorar as mágoas e/ou tirar o atraso.

    Técnica: A pontuação caótica atrapalhou um pouco a leitura. Houve a preocupação em se manter fiel ao estilo sabrinesco, como o nome da personagem “Carine” e as cenas light românticas de sexo bem executadas.

    Criatividade: Sem muitas novidades, podendo ser mais trabalhada a premissa e a trama.

    Impacto: Pequeno, mas a surpresa da cena do escritório ser do noivo casto e não de Carine, valeu o ingresso.

    Destaque: “Corpo e alma ardendo de desejo, sendo satisfeitos, repetindo Adão e Eva, tornando-se fruto e saciando a ambos.” – Troféu sabrinesco!

    Sugestão: Cabe grande revisão e enxugamento. Exemplos: “ que que”; “ e despedindo-se” (faltou uma vírgula aí); “Ele a viu ela” ficou esquisito. Etc, etc…

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Catarina, oi.
      Anotado aqui, valeu!
      Em tempo, Carine é um nome qualquer de alguém que não me irritou e que usei para criar um arquétipo de minha avó…
      Abraços,
      Elisabeth

  7. Fil Felix
    8 de setembro de 2019

    Uma mulher que anda cheia de desejo precisa conviver com o noivo que se diz casto e que sexo, só depois do casamento. Mas ela descobre que não é bem assim, vendo a traição do noivo e resolvendo por largá-lo.

    O conto possui uma narrativa simples e traz um tema bastante comum, que é traição. Aposto que muitos leitores vão acabar se identificando em diversos aspectos, seja na traição, na vontade de ficar com alguém do trabalho, o desejo reprimido etc. O que é muito bom. Também traz uma mensagem interessante, de não largar os amigos por conta de relacionamento. Já ouvi os dois lados da moeda, os que defendem esse ponto e os que dizem que seu parceiro é seu foco mais importante, com quem irá construir uma família. Então é legal por levantar esse debate. Percebi alguns errinhos de revisão, mas vou deixar pros mais técnicos pontuaram. O clímax, o sexo seguido da descoberta, segue um estilo que vi em outros contos do gênero aqui no desafio, frisando bem o ato sexual e recheado de figuras de linguagem (algo que também usei no meu kkk).

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Oi, Fil…
      Que bom que apreendeu parte de minha idéia sobre traição e desejos e viu com normalidade. Tipo meu clone se apaixonou por você. Eu não, porque sou caprina e não tenho coração.
      Não largo amigo por nada, tenho 2, um ha 25 anos e três casamentos dele, o outro há 15 anos de muita cumplicidade.
      Abraços.
      Elisabeth

  8. Marco Aurélio Saraiva
    8 de setembro de 2019

    Carine é uma mulher comum, com certa facilidade financeira, apaixonada pelo noivo que insiste em manter a castidade do casal até o casamento. Tanto que ela começou a fantasiar com o patrão e, por isso, lutando para manter o relacionamento, decide ter uma tarde de amor com o noivo. Descobre, enfim, que o noivo “casto” a traía e livra-se dele no mesmo instante, dando graças à sua força de nunca ter desfeito a amizade com Gustavo, um amigo de longa data que nunca tinha ido com a cara do sujeito seu noivo.

    A história prende. Cheguei no final com um sentimento de que tinha lido um conto curto. O problema é que, no final, tudo ficou no ar. Como muitos outros contos que leio no Entre Contos, o seu deixa um “vazio”. É uma fotografia; um momento na vida de Carine, sem clímax ou resolução, tendo começado no meio de uma história e terminado muito antes de terminá-la. Não há “erro” nisto, mas sempre que leio contos assim fico com uma sensação de que o texto poderia ter sido muito mais.

    Sua escrita é boa e autoral. Tem uma identidade única, é fácil de entender e absorver. O problema é que o seu estilo é um tanto pausado. Muitas repetições de palavras (algumas em sequência, uma após a outra, separadas por apenas uma pontuação) e pontos finais onde deveriam haver vírgulas, e vírgulas onde não deveria haver pontuação alguma. Acho que isso é bem comum, para dizer a verdade: é um estilo de escrita que remete à fala, ao monólogo que temos mentalmente enquanto escrevemos. Com o tempo, porém, entendi que a fala e a escrita são artes bem diferentes, e quando a escrita imita muito a fala, geralmente o resultado não é muito bom. Além disso, há alguns erros de digitação que confundem a leitura e algumas confusões com o tempo verbal da narrativa.

    Minha conclusão é que, apesar da leitura um pouco travada, sua linguagem me prendeu e eu gostei de Carine, mas senti que queria ter visto muito mais do que eu vi, e que o conto pedia um clímax ou algo que valha. De qualquer forma, parabéns!

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Oi, Marco
      Hum, vejamos, você diz que a história não terminou . Bem terminou. Como uma mulher categórica que é, ela seguiu adiante. Não contou sua dor para ninguém. Gustavo respeita seu silêncio. Carine resolveu seguir, mesmo com a memória do ocorrido.
      Acho que não sei escrever “choramingas”. Deixei o Climax para a descoberta desconfortante – principalmente para quem gostou da Carine, que é o seu caso. E o Desfecho foi o consolo da amizade do amigo, o convite existia, suprimi como eles remarcaram o Encontro final. Narrativa rompida e vida que segue.
      Abraços,
      Elisabeth

      PS. Não acredito que um amor (alheio) cure outro amor. Só amor próprio restaura..,
      PS 2: Conto é fotográfico, congelamento ou consagração do instante…

  9. Regina Ruth Rincon Caires
    6 de setembro de 2019

    Desejos Impuros (Butterfly McQueen)

    A história de Carine, Jorge (noivo) e Gustavo (amigo). O plano de ter um “feliz final de semana”, concretamente, trouxe uma revelação inesperada. Carine descobre que o noivo a traía, e, “transfere” a atenção para o amigo Gustavo, fiel escudeiro e confidente que sempre a cortejou.

    Comentário:

    O texto compõe um quadro de traição. O autor (ou autora) teve a preocupação de pôr à vista o mundo interno do ser “traído”. Explora um acontecimento corriqueiro, sempre atual e instigante. O leitor, atraído pelo feitio, é capaz de vivenciar os sentimentos, “coloca-se” na narrativa. O texto é de teor erótico bem acentuado na descrição da cena de sexo, brilhantemente narrada. É um conto marcado pelo tempo, as horas mostram e alicerçam a sequência da narrativa. Achei interessante que o tema do desafio foi colocado de maneira apropriada, dosada. Nada forçado. O desejo aparece desde o primeiro parágrafo. Alguns deslizes de escrita e alguns erros de digitação incomodam a leitura. Uma boa revisão resolve esse problema. O enredo é bem amarrado, não sobram pontas. Além do texto, gostei muito do pseudônimo – Butterfly McQueen. O pensamento voa, chega até “Prissy”, a espetacular criada de Scarlett O’Hara (“… E o vento levou”, mas a traição ficou.).

    Parabéns, Butterfly McQueen!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Olá, Regina
      Que bom que achou alguma qualidade no meu texto.
      Obrigada por pontuar os erros.
      Que bom que gostou do pseudônimo.
      Abraços manaura,
      Elisabeth Alves

  10. Cirineu Pereira
    5 de setembro de 2019

    RESUMO: História de Carine, uma mulher que, levando uma vida casta imposta por Jorge, seu noivo, se sente sexualmente atraída pelo chefe. Num sábado Carine resolve surpreender e seduzir Jorge, o qual tem ciúmes de Gustavo, um velho amigo da moça. Porém ao adentrar sorrateiramente o escritório do noivo, Carine é quem tem uma surpresa nada agradável.

    TÍTULO E INTRODUÇÃO: Título bastante clichê. A abertura apresenta uma sequência de fatos que, apesar de contextualizar o conto e iniciar a composição da protagonista, soam supérfluos e arrastados, lembrando um relatório. Nota: 6

    PERSONAGENS: Personagens, apesar de bem delineados, bastante estereotipados, não apresentando traços de individualidade suficientes para angariar a empatia do leitor. Nota: 7

    TEMPO E ESPAÇO Apesar de bem marcado, o tempo é bastante linear. O autor poderia, por exemplo, ter utilizado de citações ou memórias para auxiliar na construção dos personagens e na contextualização da história. Da mesma forma, apesar de haver contextualização geográfica e marcação de cenários, não há o tipo de descrição e detalhamento que ajudam o autor a se reportar e sentir-se inserido no contexto. Nota: 7

    ENREDO CONFLITO E CLÍMAX O enredo, à altura do clímax, tem um recurso digno de enlevo. Em determinado episódio o autor narra uma cena de sexo entre um homem e sua secretária, porém sem informar quem é o casal. Considerado que no inicio do conto Carine revela atração por seu chefe, deduzimos que se trata da protagonista para, no episódio seguinte, sermos levados a entender que de fato se trata de Jorge, o noivo, juntamente com sua secretária. De resto, presume-se previamente que haverá ao menos uma traição (a segunda fica implícita) e tudo que precede esse clímax é marcado no relógio que divide os episódios e preenchido com uma rotina narrada de forma monótona, sem enlevos, flashbacks ou reflexões mais interessantes. Nota: 7

    TÉCNICA E APLICAÇÃO DO IDIOMA: Inicialmente se percebe alguns erros básicos, referentes à aplicação da crase, de hífen, de vírgulas, de ponto e vírgula, de preposições, de flexão, de concordância, etc. e então, a frequência e reincidência nos faz considerar mais a sério tais erros. Na segunda parte do conto, tais deficiências são agravadas por construções e, principalmente, figuras de linguagem deficientes. Tão pouco se observa marcas de estilo, o que antes se nos parece é que o autor quis “imitar” um estilo peculiar a romances comerciais típicos dos anos 70 e 80. Nota: 4

    VALOR AGREGADO O conto não dá margens a grandes reflexões, talvez salvo pela insinuação de que a protagonista traída se vingará. Nota: 5

    ADEQUAÇÃO À TEMÁTICA: A temática sexual é uma constante ao longo de toda a narrativa e o estilo copia forçosamente os romances do gênero, logo, não obstante as restrições técnicas, a fidelidade ao que se denominou “sabrinesco” é inquestionável. Nota: 10

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Olá, Cirineu
      Obrigada pelas dicas e apontamentos. Vou considerar na vorreção.
      Um 10 em adequação temática vindo de ti é muito interessante. Valeu mesmo.
      O nome foi extremamente pensado, queria um bem óbvio. Pena que não gostou.
      Abraco, posso?
      Kkkkk
      Elisabeth

  11. Priscila Pereira
    2 de setembro de 2019

    Resumo: Uma mulher que faz planos de seduzir seu noivo que está supostamente em um período celibatário o pega em flagrante transando com a secretária.

    Olá, Butterfly, desculpe mas eu não consegui gostar do seu conto… a história estava interessante, mas ficou maçante com tantos detalhes desnecessários para a trama, esse conto poderia ser enxugado até ficar quase um micro sem perder a essência. Eu imaginava que ela ia acabar ficando com o chefe, alguma coisa na narrativa me fez deduzir isso, de qualquer forma, acho que teria ficado melhor. O ato sexual, mostrado em tantos detalhes, sendo uma traição do noivo ficou totalmente anti sabrinesco, nesse tema, o ato sexual está ligado ao amor, por isso é tão esperado, aqui cortou todo o nosso barato, já que sentimos a raiva e o nojo que a protagonista sentiu. Achei também a protagonista inconsistente, eu imaginei, pelas descrições dela, que ela fosse forte e decidida, bem resolvida e inteligente, mas ir correndo pra irmãzinha chorar, e deixar que a irmã terminasse o noivado por ela foi infantil e covarde. Me desculpe novamente! Desejo boa sorte!

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Priscila, oi.
      Se ela ficasse com o chefe não seria Conto e sim uma Narrativa comum.
      Reveja seu conceito sobre terminar relacionamento: ele acaba na deslealdade e também, para alguns, na infidelidade. Aceitar deslealdade e trair um principio cristão de amor próprio necessário para amar os outros.
      Ir conversar, principalmente no calor dos fatos feriria a mulher.
      Abraços
      Elisabeth Alves

      • Priscila Pereira
        16 de setembro de 2019

        Olá, Lorena. Eu entendi que o relacionamento havia terminado quando ela viu o noivo com outra, é óbvio. Eu disse que ficou inconsistente com o retrato da personagem ela não fazer nada, não que eu ache certo que ela fizesse um barraco. O que a personagem faz e os meus conceitos sobre um termino não tem nada um com o outro. Mais uma vez, desculpe se te magoei de alguma forma.

  12. Evelyn Postali
    1 de setembro de 2019

    Caro(a) escritor(a)…
    Resumo: Carine namora Jorge. Ela o flagra com outra. Sai com Gustavo.
    Técnica: Sem erros de escrita ou construção. Sabrinesco? Tenho dúvidas. Mas repetindo, está bem escrito. Conto bem estruturado, com pouquíssimos diálogos e parecendo relatório porque as datas marcam a sequência linear.
    Avaliação: Confesso que cansei em algumas partes porque descrição é algo que precisa me pegar de primeira. A história é boa, mas não me trouxe algum elemento novo. A traição foi muito bem descrita e me surpreendeu pela linguagem. Gostei.
    Boa sorte no desafio.

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Olá, Evelyn.
      Não há elemento novo em traição, acredito eu, meu interesse era criar um conflito de lealdade com a personagem principal que seria/foi rompido pelo noivo.
      Poxa, ainda erro nas descrições…
      Obrigada pela leitura.
      Respeitoso abraço,
      Elisabeth

  13. Gustavo Araujo
    30 de agosto de 2019

    Resumo: Carine trabalha no museu ferroviário e tem um crush pelo chefe. No entanto, ela tem um noivo, Jorge, que resolveu guardar castidade. Ela quer vencer essa castidade dele. Carine também tem um amigo, Gustavo, que não se dá com o noivo. Gustavo quer sair com ela, mas ela está mais preocupada em seduzir o noivo. Deixando o trabalho, lembra que precisa entregar um papel ao chefe e decide fazê-lo no dia seguinte, na casa dele. Um dia depois ela vai até lá, entrega o tal papel, vai almoçar. Quando chega à casa do noivo, descobre-o transando com a secretária. Triste, vai à casa dos pais, fala com a irmã mais nova e decide sair com o amigo Gustavo.

    Impressões: um conto sabrinesco raiz, em que amor, paixão e sedução se encontram, com pitadas de erotismo. É uma história comum, dessas que se veem em novelas, em que as pessoas sucumbem às tentações, traem umas às outras e que depois se arrependem. De fato, não há nada de marcante na trama, mas é nesse caráter ordinário que repousa a força do conto. Isso porque é fácil perceber o drama de Carine, dividida, como tantas mulheres (e homens também) entre o amor e a tentação. No fim, fica sem nenhum deles e decide afogar as mágoas com um amigo — que talvez seja mais do que um amigo (pelo menos é assim que ele se considera).

    É um conto bem escrito, mas talvez com um excesso de descrições. Por outro lado, gostei da cena de sexo, no melhor estilo sensual sem parecer vulgar, revelando bom talento do(a) autor(a) para esse tipo de literatura.
    Não se trata do meu tipo favorito de narrativa, eis que prefiro algo mais denso e profundo, mas tenho que admitir que, em face dos temas propostos, este conto cumpre bem a missão de entreter. Seguramente poderia figurar dentre os contos da tríade Sabrina, Júlia e Bianca.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Olá, Gustavo.
      Até agora percebi que você e o Fil entenderam bem meu texto.
      Traição é um tema comum e todo o tipo foi narrada e cantada, sem novidades.
      Meu intento era reproduzir a verdade, sem hipocrisia, mostrando o deseno consciente davpersonagem principal e sua lealdade ao noivo.
      Descrição vou desconsiderar porque já não sei se é excessiva ou falta… hehehe.
      Gostei de sua observação sobre o momento íntimo, pensei bem na construção dele, queria que além da aceitação também fosse bonito…
      Obrigada pelos elogios.
      Abraços,
      Elisabeth

  14. Elisa Ribeiro
    24 de agosto de 2019

    Carine tem um chefe worhaholic e atraente, um amigo igualmente interessante e um noivo com quem mantém um relacionamento casto. Certo dia, ao fazer uma visita surpresa ao noivo em seu ambiente de trabalho com a intenção de um encontro amoroso, o surpreende em cenas tórridas com uma funcionária. Abalada, Carine refugia-se na casa dos pais e aceita, enfim, sair com o amigo Gustavo.

    Um sabrinesco raiz, com protagonista feminina, cenas de sexo soft e final feliz. Estranhei algumas coisas no conto. Por exemplo, um excesso de referências espaciais sem maior aproveitamento no enredo. Também a figura muito enfatizada do chefe da moça, que atribui a uma possível tentativa do autor de dar uma pista falsa para os leitores. Há também personagens que aparecem e desaparecem sem grandes proveitos para a trama, como o motorista e colega de trabalho, Gil.

    Apesar do enredo sem grandes surpresas, a narrativa cativou minha atenção. A linguagem direta funcionou bem no enredo e não vi grandes problemas de revisão. A cena de sexo, pelo pouco que conheço dos livros sabrinescos, acho que ficou bem aderente ao estilo.

    A impressão geral foi de uma história sem grandes surpresas e certo estranhamento por causa dos elementos que, digamos, sobram na enredo (o museu ferroviário, o chefe, o motorista, etc…)

    Boa sorte no desafio, amigo/a entrecontista. Um abraço.

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Olâ, Elisa.
      Poxa, o chefe não sobra, ele é parte do conflito gerador da ruptura narrativa.
      As personagens que aparecem são personagens-objetos e servem para construir Carine. E somem por cumprirem seu propósito.
      Percebi que quase ninguém usa personsgens-marcadores e coletivos no EC.
      Um dos colegas reclamou no “Ervas Daninhas” da inutilidade das outras personagens vingadoras na narrativa e elas eram parte da missão da principal,portanto, coletivas, sem necessidade de interagirem antes do momento final…
      Obrigada pela leitura,
      Abraços,
      Elisaveth

  15. Fheluany Nogueira
    19 de agosto de 2019

    Carine sente fortes desejos sexuais, mas o noivo fez votos de castidade até o casamento. Reprimida deixa-se levar pela imaginação, programa passar no escritório do noivo e induzi-lo a uma boa noitada. Ela o flagra, em uma cena quente, com a secretária, tira uma foto no celular, mostra-a para a irmã que o julgava maravilhoso. O noivado é rompido e a protagonista sai com um amigo.

    A história é leve, envolvente, prende o leitor, bem planejada. Precisei reler mais atenta com as marcações de tempo, porque pensei que as cenas eróticas eram entre Carine e o seu chefe. Fiquei esperando por isto.

    Vocabulário e estilo estão bem adaptados ao assunto, no entanto, há uma sensação de artificialidade em algumas cenas, principalmente nas de sexo. Também não vi um conflito bem definido. Qual a motivação do noivo? Por que sexo com a secretária e não com a noiva?

    No texto faltam algumas vírgulas e há pequenas falhas gramaticais, por exemplo: “A casa (do?) Delegado de Ensino ficava fora de caminho”; “em frente a casa” (com crase); “Pessoas era(M) um objeto” (Se o sujeito indicar pessoa, o verbo ser concorda com esse sujeito.); tudo a encanta (este verbo no presente sem correlação com os outros, no passado).

    Apesar disto, a leitura é fluente, o ritmo é bom e a estrutura funciona. Parabéns pelo trabalho sensível, romântico e, de certa forma, divertido. Um abraço. 💘

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Ola, Fheluany
      O noivo é desleal e autoritário. Existem muitos homens assim e esse texto nasceu de minha experiência com mulheres que vivem em relacionamento abusivos. Nesses casos o corte tem que ser como o efetuado por Carine, simples e definitivo: traição é escolha e a dele por deslealdade, já que privou a noiva do sexo, mas tinha com outra.
      Vou rever Ortografia/Gramática.
      Obrigada pelo elogio.
      Respeitoso Abraço,
      Elisabeth Alves

  16. Fernanda Caleffi Barbetta
    16 de agosto de 2019

    Resumo
    Carine nutria uma atração platônica pelo seu chefe e sentia-se atraída pelo amigo Gustavo, apesar de possuir um noivo. Porém, este noivo se recusava a ter relações sexuais com ela antes do casamento. Um dia, Carine decide que vai aparecer de surpresa no escritório para ‘raptar’ o noivo e insistir para que ele quebre as regras de castidade. Quando ela chega no escritório, é surpreendida por uma cena de sexo selvagem entre o noivo e a secretária dele. Decide afogar as mágoas aceitando o convite de Gustavo para saírem e vê ali uma nova oportunidade de relacionamento.

    Comentário
    O texto é bom, mas um pouco cansativo. A parte do sexo pareceu uma tentativa de apimentar o texto, sem muito conhecimento do gênero que chamamos aqui de Sabrinesco. O texto que começou bem clichê conseguiu me surpreender ao substituir o casal que protagonizou a cena mais quente do conto. Ponto pra você.

    Algumas palavras foram subtraídas por falta de uma revisão mais atenta. Exemplos:
    Desde que começara (a) namorar Jorge
    A casa(do) Delegado de Ensino
    Gostava (de) observar
    com (o) afeto que precisava
    cogitado (se) desfazer de suas amizades

    As pessoas dizem que eu exagero na sugestão de vírgulas, ok, concordo. Mas, em alguns casos, ou se usa as duas vírgulas ou nenhuma. Exemplos:
    pensou e (vírgula) sorrindo, completou
    e para isso,
    cena e (vírgula) boquiaberta frente ao que via,

    – Amiga, vamos à pizzaria amanhã? – acho que havia outras formas de mostrar que eram amigos sem ele ter que chamá-la de amiga, na minha opinião…

    Carine tomou um banho e arrumou-se para o encontro com o amigo – que encontro com o amigo?

    A mulher mais velha – acho que ficou estranho
    Ato contínuo – estranho tb
    Carine percebeu que a irmã ouvia, nervosa, a pergunta do interlocutor e depois responder (respondeu)

    casa nunca mais (ponto final) – E logo depois

    em frente a (à) casa do chefe
    Ele a viu ela (tirar o ela) acenar
    Pessoas era um objeto de pesquisa constante; expressões; sentimentos; sorrisos; suspiros, (pq ponto e vírgula?)
    afagos íntimos dilacerante (s)
    dos músculos jovem (jovens) e feminino (femininos)
    sabia que que ele não
    dirigiu-se a (à) porta
    O colo dele (dela) seria

  17. Luis Guilherme Banzi Florido
    13 de agosto de 2019

    Boa tarde, amigo. Tudo bem?

    Conto número 17 (estou lendo em ordem de postagem)
    Pra começar, devo dizer que não sei ainda quais contos devo ler, mas como quer ler todos, dessa vez, vou comentar todos do mesmo modo, como se fossem do meu grupo de leitura.

    Vamos lá:

    Resumo: mulher sente atração pelo chefe, mas se controla em respeito ao noivo, que decidiu pela castidade. Somos levados a crer que a mulher trai o noivo, mas num bom twist, descobrimos que é o noivo que a trai. No fim, dá um pé na bunda do vacilão e parece considerar pegar o amigo.

    Comentário:

    O conto seria bem comum, se não fosse a boa reviravolta que tem! FIquei supreso, acho que até dei uma arregalada no olho aqui hahahaha

    Vamos por partes.

    Pra começar, devo dizer que o conto apresenta um enredo bem comum, e sem grandes atrativos. A mulher sente atração pelo chefe, mas tenta controlar pq é noiva. O noivo, decide pela castidade (cada um hahaha), e ela reprime os impulsos. Até certa altura, eu tava achando que tudo seguiria nessa pegada até o fim, e tava bem desagradado com a ideia.

    Principalmente quando parecia que tava na cara que ela ia pegar o chefe, e realmente pegou. porém, aí é que veio sua boa sacada! Justamente por eu ter certeza absoluta que ela pegaria o chefe, e estar bem incomodado por uma história tão clichê, eu descobri que não era nada daquilo, e dei uma boa risada.. hahahaha

    Muito bem! Eu, pelo menos, não desconfiei em nenhum momento! Adorei.

    À partir dali, achei que a história perdeu um pouco o gaz. Eu, particularmente, teria encerrado ali, ou com pouca coisa depois. Tudo o que aconteceu depois, com ela indo pra casa da irmã e todas as explicações até ela entrar no carro do Gustavo, me pareceu que poderia ser suprimido, pra que o conto se encerrasse com a boa sensação de ter sido enganado que o twist causou. Sei lá, isso é opinião pessoal, claro.

    Ainda assim, boa sacada!

    Por outro lado, achei que a escrita apresenta vários problemas que atrapalham um pouco. Não sei se foi erro de revisão, mas tem muitos problemas com vírgulas e com concordância. Exemplos:

    “Pessoas era um objeto de pesquisa constante…”

    “O homem apalpou as nádegas, sentindo a firmeza dos músculos jovem e feminino”

    Por fim, as cenas de sabrinesco são legais, bem elaboradas e sutis.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte!

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Luiz Guiherme, olá
      Deu uma raivinha desses errinhos.
      Eu enxuguei muito e alguns restos ficaram pelo caminho e me complicaram. Infelizmente.
      O bom é que lhe agradei com a mudança de rumo. E era isso que eu queria, logo fico feliz com o resultado com você.
      Grata,
      Elisabeth

  18. angst447
    9 de agosto de 2019

    RESUMO:
    Carine é assessora do Delegado de Educação e acredita que horários devem ser respeitados, a despeito do chefe exigente, por quem tinha atração. Vive uma relação bastante morna com o noivo que insiste em ter um relacionamento casto. Tem uma amizade de velha data, Gustavo, e não acha justo se desligar dele por causa das implicâncias do noivo. Carine planeja ter um encontro surpresa com Jorge, o noivo, com a intenção de seduzi-lo. No entanto, ela flagra Jorge com a secretária e se sente traída. Chama Gustavo para sair e se depara com “muitas outras oportunidades” que a vida oferece.

    AVALIAÇÃO:
    Conto de cunho sabrinesco, revelando o relacionamento tórrido e clandestino de Jorge com a secretária. A descrição da passagem caliente ficou bem verossímil e ilustrativa quanto ao teor erótico.
    Já Carine pareceu-me uma personagem muito dúbia, já que profissionalmente é muito segura e, por outro lado, vive um relacionamento bem esquisito com o noivo.
    A leitura custa um pouco a engrenar, pois o(a) autor(a) perdeu-se me muitos detalhes que, para mim, pareceram desnecessários. Com isso, o ritmo da narração ficou prejudicado. Talvez devesse ter dado mais enfoque ao amigo Gustavo e cortado algumas passagens que ficaram vazias de maior sentido, como o encontro com a irmã.
    O conto está bem escrito, sem falhas que chamem a atenção. Só notei a troca de gênero em “o colo dele”. O certo seria “o colo delA”, pois estava se referindo à irmã.
    Parabéns pela sua participação no desafio e boa sorte! 🙂

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      “Gradicida”.
      Erros chatinhos.
      A trama vou ver a possibilidade de enxugar.
      Abraços,
      Elisabeth

  19. Angelo Rodrigues
    5 de agosto de 2019

    Desejos Impuros

    Resumo:
    História um pouco confusa quando trata personagens por “mulher” e “outra mulher”, não deixando claro de quem se trata. Entendi um triângulo amoroso onde Carina, sentindo-se traída, volta a casa dos pais, aos braços da irmã mais jovens buscar acompanhamento e apoio. Em seguida dá um novo rumo à sua vida.

    Comentários:
    Caro Butterfly McQueen,
    Conto sabrinesco.
    Conto legal, mas tenho algumas observações.
    Acredito que a ideia do conto tenha sido passar um amor traído, mas durante todo o tempo — e o li por três vezes –, fiquei construindo dúvidas.
    Os personagens rodavam pelo conto e me confundiam, como coloquei acima, onde eles, os personagens, são tratados, por exemplo, por “mulher” ou “outra mulher”, sem especificidade que os identifique derradeiramente.
    Há uma frase que diz: “Carine sorriu. Desde que começara namorar Jorge, os problemas entre o noivo e Gustavo começaram.” A imprecisão narrativa faz parecer que na segunda frase existam quatro atores, a saber: o narrador propriamente, o namorado Jorge, o noivo (que não é namorado?) e o Gustavo. Posso entender que o namorado e o noivo sejam a mesma pessoa, mas isso, como em outros pontos, não está dito exatamente, e dificultou a compreensão.
    O conto é escrito de maneira grandiloquente, com atos, gestos e amores que parecem excessivos, com palavras que parecem inflar o caráter erótico que o autor desejou passar ao leitor, ficando apenas nas palavras, como se ao dizer “CALOR” devesse estar implícito o interior de um vulcão, quando falar de vulcão requer falar de suas bordas, da montanha que o cerca, da iminência de uma explosão. Cito alguns trechos:
    “Uma CONFUSÃO MILENAR de beijos…”;
    “…afagos íntimos DILACERANTES.”
    “…os corpos se juntaram na DANÇA DOS SÉCULOS…”
    “…o mundo girava indiferente ao ODOR DA ORGIA dos dois seres humanos…”
    “O GRITO ENSURDECEDOR de suas almas…”
    Esta forma de escrita, parece-me, tem provavelmente o tom sabrinesco das revistas para adolescentes (que imagino, mas não conheço), o que não é mal, pois sem poder dizer exatamente o que o autor quer dizer, dada a idade dos leitores, circunda o ato sexual com palavras poderosas, como se elas fossem capazes de criar um filme ardente na cabeça do leitor. Alguns podem gostar, outros não, dado que toma um caráter bastante adolescente, como disse.
    Sobre isso pincei ainda outras frases mas as abandonei.
    Quis com essas acima apenas passar a ideia.

    Certa vez eu vi um filme onde um sujeito muito casto dizia (mentia) a um amigo muito sacana que fazia sexo com muitas mulheres. Ele era aterrado por uma timidez terrível. Um dia o amigo perguntou a ele que cheiro tinha o órgão sexual feminino, e ele pensou, pensou, pensou, e sem saber o que dizer, pois nunca conhecera a intimidade sexual de uma mulher, disse que cheirava a flores de lavanda, revelando-se como um grande mentiroso ao amigo.
    Resumindo, quando um texto (qualquer texto) ganha um caráter grandiloquente, ele acaba soando falso, como se houvesse nele uma construção intelectual onde as palavras devem falar mais alto que o ato mostrado com palavras simples e comuns – a cena bem narrada, fundamente visual e não ancorada na descrição por meio de palavras que adjetivem grandiloquências. Acredito que tenha acontecido isso com seu conto. Imagino que o rebaixamento do tom construtivo e o apego ao comum das palavras possa dar mais luz ao texto.
    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

    • Anônimo
      16 de setembro de 2019

      Angelo, boa noite
      Agradeço a leitura elaborada.
      Talvez eu não tenha conseguido lhe surpreender com a cena de sexo porque sou celibatária. Kkkkk
      Na também porque sou leitora de Poesia e até já me arrisquei a escrever algumas, assim a cena mais metaforica que real esteja ligada aos dois fatos aqui apresentados, mas, eu até gostei dessa descrição porque desejava ser generosa com o casal em concúbito, pena que não consegui esse resultado.
      Grata pela leitura e Parabéns pelo seu texto,
      Elisabeth

  20. Lucas Cassule
    1 de agosto de 2019

    Quem homem safado e sacana!

    • Lucas Cassule
      1 de agosto de 2019

      Que***

    • Elisabeth Lorena Alves
      16 de setembro de 2019

      Kkkkk, Lucas, justo você vendo sacanagem em homem? Esqueceu como são suas personagens masculinas?

E Então? O que achou?

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Publicado às 1 de agosto de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 3, R3 - Série B e marcado .