EntreContos

Detox Literário.

Vim, Vi e Perdi (Rafael Sollberg)

“Happy-New-Year” gritei como um idiota para o pelotão de olhos incrédulos e furiosos. Para completar, sorri como uma estampa idiota redonda, velha e amarelada gerando todo o combustível necessário para aquela gente que se alimentava de sadismo.

Confesso que sempre admirei pessoas espirituosas, especialmente as que não perdem a piada diante da própria adversidade. Não é o tipo de coisa que se adquire com treinamento. É um traço visceral, comum a gênios e psicopatas, e, por óbvio, ainda maior em gênios psicopatas. Assim foi com o assassino estadunidense James French, que condenado à cadeira elétrica virou-se para os jornalistas presentes e disse “Que tal uma frase para a manchete? French Fries”. Ou, Mata Hari que se saiu com “Tudo é uma ilusão”, antes do suspiro final.

Em minha defesa, todos os dois tiveram maior tempo de ensaio. Além disso, coloque-se em minha calcinha suja e imagine o tipo de olhar de um pai ao contemplar um homem seminu, abraçando seu filho por trás, enquanto lágrimas escorrem do rosto arroxeado do seu pobre rebento. Outrossim, pense que o tal papai foi considerado o sujeito mais perverso do mundo do crime por nove entre dez juízes de Direito – que se negaram a confirmar a sentença do primeiro. Desenhe em sua mente o semblante dos quatro cães raivosos, vestidos com ternos quadrados, com seus queixos quadrados e suas mentes quadradas,  que babam só ao sentir o cheiro do sangue, que infelizmente insiste em escorrer pela minha perna e carcomida, menos “carco”, mais comida. Adiante, tente escutar o grito de horror da Sra. Escorpião ao perceber que pisou com seu impecável sapato de sola carmesim e salto agulha em um nariz diminuto jogado no chão. Desnecessário seria até mencionar o pequeno mascote que jaz enforcado com o meu cinto sobre uma poça de ejaculação honorável.

Por fim, se mesmo diante de tudo isso, ainda considerar que minha interjeição cretina é um completo fiasco, você não passa de um grandíssimo canalha, desalmado, que não reconhece que: “saio da vida pra entrar na história”, nessa estória.

 

XXX

 

O discurso famigerado de que a vida inteira passa diante dos olhos na iminência da morte não é de todo mentiroso. A verdade é que em questão de segundos conseguimos visualizar claramente os últimos momentos da nossa vida, ou mais precisamente, o que nos impulsionou diretamente para tal conjuntura. Diante de todas as elipses oportunas, é possível reviver com exatidão cada decisão estúpida, cada diálogo idiota:

– Tenho um “Job” pra você

– E eu tenho uns dez sinônimos em português pra isso – respondi sem paciência, limpando a maquiagem do último show.

“Job” fácil, “easy”.

– Trabalho, labor, serviço, emprego…

– Entrar e sair! “In and out”.

– Não vou assaltar bancos, nem ficar aturando traduções escrotas.

– Sem banco, “dude”.

– Puxar mais dois anos de cadeia contigo e esse seu alter ego de professor-americano-vinte-e-quatro-horas-por-dia.  

Babysitter! Três horinhas e a gente fica no brilho a semana toda.

– Quando vem o “porém”?

– Não tem “but”.

– Puta-que-pariu!

– É pra tomar conta de duas crianças…

– E?

– Hoje, na hora do new-year

– E?

– Os pequenos gêmeos do Sr. Antônio Magalhães.

– Tonho Escorpião?!

– Não gosta muito de ser chamado assim.

– Nem “fudendo”! Como fala isso em inglês?

– Dois mil em “cash”!

– Por que você não vai?

– Você sabe como eu fico nervoso perto de crianças. “You Know, bro”.

– Fica nervoso perto de todo mundo.

“Born” no país errado

– Na Era errada. Um Austelopteco com síndrome de google tradutor.

– A antiga “nanny” sofreu um pequeno acidente.

– Acidente de trabalho, provavelmente.

– Você tem experiência, expertise.

– Por acaso você lembra porque parei de dar aula?

– Não vem ao caso! E “please”, não lava esse rosto.

– Sei que não devia perguntar, mas…

– A vaga é para garotas. Perfeita para Júlia.

– Deixa ver se entendi – cerrei os olhos, suspirei alto, enquanto apoiava a testa nos dedos. – Você quer que eu tome conta dos filhos do Escorpião, na véspera de ano novo, travestido de Júlia Cesarina, a imperadora dos desajustados, ligeiramente dopada, pra gente poder ter uma semanas de alivio?

– Precisely, Darling!

 

Entrei na mansão emergente – onde um quarto andar subia – escoltado por três rochas andantes, que me levaram até a Sra. Escorpião. A “Lady” londrina com pinta de rainha de bateria me encarou do céu ao inferno, evidentemente avaliando minhas virtudes. Aparentemente concluiu que Cesarina, numa mistura caricata de Cindy Lauper e Radical Chic não seria concorrência em qualquer hipótese. Com o pedantismo típico de quem não entende nada de nada, soletrou todas as instruções e me apresentou o cárcere e os prisioneiros.

O quarto era decorado por algum profissional escolado em filmes dos anos oitenta, com um orçamento nababesco, contratado por um adulto que evidentemente não tivera infância. Escorregas amarelos, camas em forma de carro, estrelas fosforescentes no teto, estantes repletas de dinossauros, papel de parede com estampas de bonecos de chumbo e bailarinas. Uma piada anacrônica de mal gosto, com amarelinhas desenhadas em alto relevo em um chão azul emborrachado que previne quedas de uma geração que precisa procurar fotos de bola de gude na internet.

Por ordem de importância, mostrou-me um daqueles cachorros frutos de algum desastre experimental nazista. Trinta centímetros de pele fina sobre um esqueleto de Gremlin, orelhas projetadas por alguém que levou o Dumbo muito à sério e possui uma noção infantil de aerodinâmica.  Depois apontou para o resto dos filhos. Os herdeiros do Sr. Escorpião eram um soco no estômago de qualquer conspiracionista detrator da genética. O jovem notável, Antônio Júnior, trazia a marca da besta em algum lugar que tive preguiça de procurar, mas os olhos verdes agateados e a testa curta chapada eram confirmação suficiente da minha crença. A princesa, Jaqueline, era a cópia de segurança com uma modificação ou outra, tal qual os brincos dourados e os cabelos mais curtos. Mesmo correndo o risco de trazer obviedades desnecessárias, destaco que sendo filhos dos tradicionais Escorpiões, Jaque usava rosa e Toninho azul.

Como num desenho animado, quando me dei conta não havia nem mais a remota fumaça da mãe dos anjinhos, que observavam de modo desconfiado cada quadrante do meu corpo. Desci do salto e sentei no chão, convidando os filhotes ariscos para a roda.

– Meu nome é Kovac… – detive-me, falseando a voz e recomeçando – Júlia Cesarina e serei sua babá essa noite.

– Não precisamos de babá – gritaram em uníssono.

– Vocês tem razão. Serei então uma “miga”. Posso chamar vocês de Jaque e Toni?

– Não! – mais uma vez responderam juntos, como num filme macabro do Carpenter.

– Então, que tal brincarmos de Escravos de Jó?

– Eu gosto de escravos – Antônio Júnior emendou, olhando pra irmã.

– Nós podemos te algemar? – perguntou Jaqueline, fazendo menção de se levantar.

– Melhor não – respondi agarrando o ombrinho frágil e cravando sua bunda no chão.

– Vamos brincar de miliciano e bandido? – o rapaz gritou, enquanto agarrava a echarpe presa ao meu pescoço.

– Calma, calma. Que tal vocês me dizerem quais são os seus personagens favoritos? – perguntei dando um safanão no jovem psicopata.

Cruela!

Hannibal Lecter!

Respirei fundo, contei até dez e ajeitei o enchimento no sutiã. Pensei no papelote e na cartela, que trazia no bolso escondido da calça saruel, e trinquei os dentes. A porra do cachorro latiu, lembrando-me da minha predileção por gatos, e mordeu meu calcanhar. Com certa classe acertei uma bica na orelha do animal para delírio dos monstrinhos. Jaqueline sorriu de canto de boca, enquanto o irmão lambeu os lábios. Coloquei meus pés para trás, antes que os pestinhas notassem seu tamanho, juntei as mãos no peito e tentei uma nova abordagem.

– Vamos criar uma história juntos. Era uma vez um índio guerreiro…

– Odeio índio! – o filho do Sr. Escorpião vaticinou de pronto.

– Era uma vez um não índio guerreiro…

– Branco ou preto, se for preto não quero nem saber – a filha da Sra. Escorpião declarou sem qualquer constrangimento.

– Era uma vez um não índio guerreiro, branco e de olhos azuis que queria libertar seu povo.

– Chatooooooo!

Antônio Júnior pulou novamente na minha nuca, enquanto sua irmãzinha subia pelo meu quadril. Com uma agilidade estonteante, ele apertou o tecido que cobria meu pomo de adão em uma gravata profissional, roubando o ar que meu cérebro clamava. Esganado, tentei reagir, mas a mocinha agarrou os meus braços e mordeu minha virilha.  Tudo foi ficando escuro e antes de perder os sentidos escutei; “ela tem Piu-Piu”

Dormi o sono nervoso dos viciados.

Acordei em um inferno neurastênico, absolutamente desorientado. As calças arriadas e as mãos presas com meu cinto.  Minha perna comida e comida, objeto de gula e luxuria. Esfreguei os punhos e consegui me libertar, aproveitei e enlacei o cachorro que fazia festa na minha panturrilha. Cada vez que apertava a tira de couro ao redor do pescocinho do endiabrado cão, mais ele parecia se excitar. Enquanto isso, o garoto canibal se esbaldava com um naco de carne, minha carne, arrancado da coxa.  De chofre cuspiu na parede os restos, meus restos, e correu na direção de sua irmã. Jaqueline plantava bananeira e rodava na base do escorrega com a desenvoltura de uma stripper anã. Foi então que tive certeza de estar em outra dimensão. Procurei a cartela de ácido escondida na calça, mesmo tendo certeza da destinação. Nesse interim, Tony Jr. agarrou a cabeça de sua irmã e começou a lamber seu rosto. A maquiagem grosseira, surgida na minha ausência, ganhava cores mais vividas em razão do brilho da saliva. Minha mente não conseguia encontrar gritos de ordens que exprimissem o quanto aquilo estava errado.

Muito errado.

– Larga, seu pedofilozinho de merda! – Gritei sem levar em conta a semiótica do conceito e desprezando a perspectiva do incesto, demonstrando tacitamente que em minha cabeça havia uma tabela de escalonamento de condutas reprováveis.

– Chupa – respondeu sem desviar o olhar da presa. Abriu a bocarra e arrematou o nariz da companheira de gestação.

– Puta-que-pariu! – Berrei, puxando de reflexo a ponta do cinto que estava em minha mão e esganando o cativo que dava seu derradeiro latido.

Senti uma gosma quente na canela antes de sair em disparada para acudir a pobre garota. Empurrei o pequeno demônio na parede, que ricocheteou e caiu gargalhando com a bolsa de esgar inflada. Jaqueline também sorria com seu nariz de esqueleto, ou melhor, com o seu não nariz de esqueleto. O rostinho angelical transformado em katrina.

Colori a parede duas vezes seguidas com o que me restara do café da manhã, “sucos gástricos preguiçosos” conclui entre soluços. Quando a primeira lágrima se formou no canto do olho felino e contemplei a vibração dos primeiros acordes na úvula inchada, meu coração tentou cavar um túnel no peito. A cada grito a imagem de Tonho Escorpião se materializava menos esmaecida na minha frente.

Certamente seria muito pior se Jaqueline não tivesse tomado dois quadradinhos-de-pura-loucura-ácida. Afinal, os urros de dor são muito mais eloquentes dos que os de espanto. De chofre, resgatei uma tampinha de cocaína despercebida e assoprei o conteúdo nos orifícios de onde certa vez existiu um nariz. Calculei que a substância entraria rapidamente na corrente sanguínea anestesiando um pouco os sentidos. Ledo engano, a jovem pareceu ganhar vigor nas notas mais estridentes. Atônito, não me restou outra solução a não ser tentar nocauteá-la. O primeiro soco saiu desajeitado, escorregando pela bochecha. O segundo acertou a testa jogando sua cabeça violentamente para trás. O terceiro, o quarto e o quinto teriam tido enorme efeito caso ali houvesse um nariz. O irmão, empolgado com a sessão de espancamento – que lembrava uma opera-buffa de baixíssimo orçamento, onde cada golpe espalhava uma nuvem de blush e cocaína  e despertava uma escandalosa ária, – resolveu entrar no jogo. A cada dois murros meus, o moleque já havia dado quatro. Outra vez Hollywood havia me enganado; a tarefa não era rápida e nem silenciosa. Já estávamos suando em bicas quando a não tão frágil Jaqueline resolveu desmaiar. Com todo o zelo que merecia, joguei seu corpo num canto do quarto, mas não sem antes cobrir o rosto, ou o que sobrara dele, com uma máscara do Chewbacca.

Estranho como a vida pode ser muito mais criativa do que um roteirista de mangá. Depois de matar um cachorro sadomasoquista e esmurrar uma criança até “pegar no sono”, achei que meus episódios de psicopatia haviam terminado. Porém, o cantar excessivamente melodioso do alcoviteiro Júnior que repetia “Você matou minha irmã, matou meu cachorro e tem Piu-Piu, vou contar pro papai”, conseguiu sequestrar minha razão.

– Sua irmã não morreu, seu filho-do-putinho! – vociferei para dentro, deixando sair apenas um chiado por entre os dentes.

– Como ela vai sobreviver sem isso? – o escorpiãozinho perguntou, mostrando a língua, donde na ponta o narizinho brilhava como uma joia sobre uma almofadinha vermelha

– Com um “snorkel” atochado na bunda.

– Não vai ser fácil respirar, comer ou cagar.

– Merdinha insolente!

De calças nos tornozelos, sofri para tentar apanhar o guri. Em um pique-pega bizarro de algum vídeo da deep web, girávamos em coreografia ditada por uma força maligna com o senso de humor duvidoso.  Dizem que cansada de só observar o drama, vez ou outra, a natureza lança uma solução na nossa cabeça, como a árvore que jogou uma maçã em Isaac Newton. Comigo, obviamente, ela tinha planos mais esdrúxulos. Não por outra razão, chutei minha peruca de fios naturais e mergulhei de cara no chão. Para minha sorte – ou azar, dependendo exclusivamente da perspectiva – o ventre do cachorrinho salvou-me de uma concussão e imprimiu a marca de um “batom” ao lado do meu queixo. Aparentemente, a morte era arquirrival originária da impotência, especialmente canina. Eivado de raiva e vergonha transcendental, peguei a “coleira” e girei o corpo do “pet como um bárbaro de desenho animado empunhando uma maçã medieval. Girei várias vezes e joguei sobre o corpo do tresloucado rapazinho. O gemido veio rápido.

– Me dá o nariz da sua irmã! – ordenei colocando-o de pé.

– Na-na-ni-na-não – o desgraçado zombou com a boca cheia, o prólogo da deglutição.

Quando vi uma massa se avolumando na garganta, não pensei.  Agarrei-o pelas costas. Encaixei meu quadril no dele, abraçando-o por baixo das costelas e pressionando-o com força. A repetição era o diabo, eu era o diabo. Meu corpo trabalhava em um esforço coletivo jamais experimentado. Movimentos peristálticos ritmados. Por fim, escutei um som oco, de pia desentupida, de cegonha regurgitando, de hérnia de hiato e caixa de achocolatado estourando, tudo junto e misturado. Vi o “saltornamental” do septo, a única vez na vida em que observei algo em câmera lenta.  “Manobra de Heimlich, seu babaca” sussurrei ao pé do ouvido da criatura travestida de criança.

Agora, com um pouco mais tempo, encarando todos os meus algozes, de todas as formas e todos os tipos, diria com a coragem que jamais tive;

Vim, vi e perdi!

25 comentários em “Vim, Vi e Perdi (Rafael Sollberg)

  1. Ana Carolina Machado
    15 de junho de 2019

    Oiiii. Um conto sobre um rapaz que vai ser babá(vestido de mulher), de duas crianças. A noite se mostra um verdadeiro desastre com direito ao irmão arrancando o nariz da irmã, uma criança sendo posta para dormir na base da pancada e algumas drogas. No fim se provou ser uma tarefa mais difícil do que esperava. Achei que faltou um pouco de terror e que o conto ficou mais para o humor negro. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

  2. Cirineu Pereira
    15 de junho de 2019

    Resumo
    No réveillon, travesti se passa por babá para faturar um extra tomando conta de duas crianças. Ela, no entanto, não contava é que o casal de irmãos fosse criaturas capazes das mais terríveis atrocidades.

    Aplicação do idioma
    Exceto diversas pontuações questionáveis, um adjetivo aparentemente omitido e outros errinhos menores, o autor faz bom uso do idioma.

    Técnica
    Um conto em seu conceito mais original e, como tal, o narrador se enleva e se impõe, ainda que os diálogos e mesmo o “discurso” narrativo sejam de verossimilhança duvidosa. A narrativa é repleta de supérfluos, seja pelas expressões em língua estrangeira, pelos termos científicos, pela ironia ou pelas piadas pretensamente eruditas; tudo “muito aceitável” enquanto marca de personalidade do personagem-narrador, porém por vezes mal enquadrados, pouco funcionais. E, enquanto características da personagem, não se pode qualificar propriamente como traços de estilo, estes serão avaliados por ocasião da análise de outros critérios.

    Título
    Um título que resume a história sem dar indícios de seu teor. Ainda assim, instigante.

    Introdução
    Introdução, sem meandros, apresentações ou descrições desnecessárias, partindo diretamente para a história. No entanto, hermética e empolada.

    Enredo
    Enredo bastante original, não obstante a casualidade dos eventos e ausência de trama.

    Conflito
    Não há um grande conflito tão somente os óbvios e casuais, o conto é praticamente uma bizarra crônica.

    Ritmo
    Os eventos são narrados com excessiva naturalidade, sem distinção, sem enlevos, o que também pode ser abordado como um traço do narrador-personagem, mas que, para efeitos práticos, não beneficia a leitura.

    Clímax
    Vale o que se disse sobre o ritmo, também o clímax não recebe grande ênfase, o narrador preocupa-se tão somente em “pintar” a cena e opta pelo final inconcluso.

    Personagens
    É tudo, como se diria, nonsense, psicodélico, louco? Pois que tudo isso seja tomado como elogio. O autor certamente não quis expressar algo plausível ou análogo a realidade das pessoas ditas comuns e isto não é nenhum pecado. Os personagens são realmente bons, originais.

    Tempo
    O tempo é bem marcado e a história, decorrida numa noite de réveillon, é bem situada no tempo.

    Espaço
    O autor peca pelo virtuosismo, pela narrativa empolada e assim também se dá com as raras descrições de cenários que, assim conduzidas, não colaboram para o imaginário do leitor.

    Valor agregado
    Um conto de entretenimento, que flerta com a bizarrice, que choca, apesar da naturalidade com que é reportado e que, até mesmo pelo absurdo, não incita reflexões aprofundadas.

    Adequação ao Tema
    À parte sua peculiaridade e bizarrice que contribuem para que se faça original, é sim um conto de horror.

  3. Gustavo Azure
    15 de junho de 2019

    RESUMO Um (aparentemente) espertalhão trabalha de babá um dia para a família Escorpião, porém, as crianças mais parecem psicopatas sem controle, sem qualquer pudor, e o cão, tarado. Tudo vai de ladeira abaixo de forma macabra.
    CONSIDERAÇÕES A escrita é boa, mas a história é um pouco confusa. Não pela narrativa em si, mas por alguns elementos inseridos principalmente no início.
    NOTA 3,9

  4. Estela Goulart
    15 de junho de 2019

    Resumo: (não sei se está uma descrição correta) Começa com um monólogo do protagonista. Ele, oprotagonista, é contratado para cuidar dos filhos do Senhor Escorpião. Na casa, vestido de mulher, tenta cuidar das crianças quando descobre que elas são uns “monstros”. Uma briga e completo horror começam.

    Primeiro, gostei da sua escrita sincera. Foi uma coisa que fez rir enquanto eu me corroía de nojo ao ler sua história. Segundo, muito macabro, o que pode ser algo bom nesse certame. É apenas minha opinião sobre o texto, horrível, mas muito bem escrito. Queria não ter entendido o seu conto. Boa história.

  5. Gustavo Azure
    15 de junho de 2019

    RESUMO Um dia de babá para um, aparentemente, espertalhão.
    CONSIDERAÇÕES A escrita é boa, mas a história é um pouco confusa. Não pela narrativa em si, mas por alguns elementos inseridos principalmente no início.
    NOTA 3,9

  6. Priscila Pereira
    14 de junho de 2019

    Vim, Vi e Perdi (Rodion Românovitch)

    Resumo: Um cara vai ser babá, vestido de mulher, dos filhos de um “mafioso”. Lá acontecem situações impossíveis, nos levando a crer que é tudo efeito da droga que o personagem usava.

    Olá, Autor(a), cara, que viagem!! Conto muito bem articulado e escrito de uma forma que causa muita curiosidade de saber o desfecho, olha, não vi quase nada de terror, até porque parece que tudo foi uma alucinação, um efeito da droga. Imagino que nesse efeito da droga o cara deve ter matado as crianças e o cachorro, mas não consegui visualizar nada. Ficou um texto muito caricato, quase como um desenho animado macabro. Está obviamente bem escrito e com umas metáforas e descrições muito boas, but, pra mim, ficou tudo muito confuso e fora de lógica, prejudicando muito o clima de terror. De qualquer forma, parabéns pelo conto e boa sorte!

  7. Sarah
    14 de junho de 2019

    Um homem travestido de mulher vai trabalhar para um casal rico que tem dois filhos. As crianças são gêmeas e rapidamente se mostram terríveis.
    Conseguem nocautear o homem e fazem com que ele perca os sentidos. Ao acordar depara-se com o garoto e o cão comendo uma das pernas. O garoto arranca de verdade o nariz da irmã em seguida.
    Após incapacitar a garota, o homem tenta agarrar o garoto e este quase engole o pedaço arrancado do corpo da menina.

    Medo, estranhamento, curiosidade, perplexidade, senti tudo isso ao ler seu conto. Tem algumas referências a pessoas e coisas que não entendi, mas deixei passar, pois os acontecimentos são intrigantes o suficiente.
    Eu gostei muito desse personagem amigo do principal, achei interessante essa mistura de inglês com português, me deu vontade de saber mais sobre ele e olha que ele só aparece nessa parte. Portanto parabéns, você cria personagens muito bem,dá personalidade e vida a eles. Prova disso são esses gêmeos das trevas. Que crianças assustadoras e más. Talvez a maldade seja influência dos pais, mas ainda assim, terríveis.
    Gostei muito de como construiu o conto mostrando primeiro a cena que acontece depois e em seguida explicando tudo até chegar no trecho citado antes.
    O que me incomodou um pouco foi a repetição de palavras. Mas entendo que isso pode ser explicado pelo fato de ser tudo narrado pelo personagem e se ele pensa e repete as palavras isso são os pensamentos dele.
    Gostei muito do seu conto, foi criativo, interessante e bem escrito.

  8. Antonio Stegues Batista
    13 de junho de 2019

    Acabei de ler a história de uma babá que vai cuidar de duas crianças, que na verdade são monstros. O enredo é simples como a sinopse acima diz.
    Há um grande jogo de palavras. Algumas frases fazem conexões de ideias geniais, porém, outras são chatas pra carvalho, principalmente os diálogos que incluem o idioma inglês, como não falo inglês não entendi nada. Achei isso desnecessário como tantas outras frases que me pareceu apenas devaneios do personagem e que nada trás de valor à história.
    O autor tem grande talento para criar frases elaboradas, mas a maioria nesse conto, é desnecessária, criadas apenas para dar extensão ao texto o que torna a leitura enfadonha. Dá muitas voltas para chegar ao assunto que interessa. Vim, li e …+-.

  9. Luis Guilherme Banzi Florido
    12 de junho de 2019

    Bom dia! tudo bem?

    Resumo: vou tentar ahahaha. Uma travesti, ou drag queen, é contratada como babá dos filhos de um tipo de criminoso. O menino e a menina são totalmente insanos, nocauteiam a baba. Quando ela acorda, o menino comeu (literalmente) um pedaço da sua perna, e depois arrancou o nariz da irmã na dentada. Após um episódio frenético de perseguição ao nariz da irmã (que foi desmaiada no soco pela babá e irmão), o menino quase se afoga com o nariz da irmã, e os pais das crianças chegam bem na hora de testemunhar a baba tentando desafogar o menino.

    Comentário:

    Ufa, que poço de bizarrice. Hahahaha. Gostei.

    Seu conto é bem trash. Não dá pra começar o comentário de outra forma. Tem um pouco de gore, muito absurdo e uma pitada de crítica social. Tudo misturado numa sopa de maluquices.

    A princípio, devo dizer que foi bem difícil entender o que acontecia. Precisei voltar e rever infos algumas vezes. Quando peguei no tranco, a história ficou bem interessante. Admito que a leitura do conto me deixou meio desconfortável e sentindo uma certa repugnância. Acho que era sua intenção, então muito bem.

    Quando terminei, logo após ler a cena final, voltei ao primeiro parágrafo e tudo se encaixou como um quebra-cabeça. Adorei a sensação! hahahaha

    O começo confuso, que depois fica totalmente claro com o desfecho, foi a cereja no bolo do conto. Gostei muito, mesmo. Quer dizer, na primeira leitura, a passagem inicial foi praticamente incompreensível, pra mim. Durante a leitura do conto, perdido em maluquices intermináveis, até esqueci do começo. Porém, no desfecho, tive um momento de compreensão.

    Muito bom. Bom trabalho, parabéns e boa sorte!

  10. Davenir Viganon
    11 de junho de 2019

    Uma drag queen drogada em retrospectiva lembra como foi para no pelotão de fuzilamento ao aceitar um emprego temporário de babá cuidado de dois filhos de alguém aparentemente importante. O menino dos irmãos devora o nariz da irmã, Cesarina apaga a menina a socos e usa a Manobra de Heimlich para que ele ponha o nariz da irmã para fora, quando consegue foi flagrado numa posição que foi mal interpretada que o levou ao seu destino: a pena de morte.
    Conto que faz humor ácido e abusa do lado gore. Achei bem narrado e a personagem bem montada e o moleque infernal. Bom conto. Mais Comédia que Terror ou infantil.

  11. Evandro Furtado
    7 de junho de 2019

    Uma história super-psicodélica, onde um criminoso de segunda categoria é colocado pra tomar conta de duas crianças psicopatas. Um festival de violência decorre disso.

    Quero dizer que achei espetacular cada descrição, cada cena, cada ato. Há um tom cômico na violência exacerbada que salta da tela. O absurdo faz sentido nesse universo com sua lógica própria. E o(a) autor(a) não tem medo de tratar de temas controversos, pelo contrário, ele se sustenta neles. Talvez o final poderia ter sido um pouquinho melhor, um pouquinho mais bem trabalhado, mas o restante do texto é tão bom que isso acaba não afetando o resultado final.

    OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOUTSTANDING!

  12. Shay Soares
    2 de junho de 2019

    Um travesti decide ser babá dos filhos de um bandido poderoso e acaba tendo a perna comida pelas crianças, entre outros.

    O texto é extremamente dinâmico, com muito movimento não há tempo para descanso, para mim ele acaba soando mais divertido do que tenso.

    Dentre todas as minhas considerações, acho que apesar de causar um certo horror, ele não é tão aterrorizante. O personagem aceita tudo o que está acontecendo, não tem ninguém aterrorizado no texto.

    A introdução é um tanto no-sense e tem tanta coisa acontecendo que quando eu cheguei no final dela eu já nem lembrava do começo e simplesmente aceitei que era um daqueles textos que você aceita, não pergunta nada e vai só no fluxo kkk

    O diálogo inglês-português foi um tanto cansativo, mas teria casado muito bem com a introdução se eu ainda lembrasse dela ao final dele. Fora isso a história se desenvolve de maneira inesperada, apesar de eu considerar a conversa com as crianças ligeiramente macabra rsrs, eu gostei bastante do conto.

    O texto é divertido e exigente. Ainda não entendi muito bem o problema com a decoração do quarto das crianças rsrs Mas aí não dá pra saber o que aconteceu realmente e o que era loucura do cara hahaha

  13. Paulo Luís
    2 de junho de 2019

    Olá, Rodion Românovitch, boa sorte no desafio. Eis minhas impressões sobre seu conto.

    Resumo: Um indivíduo é indicado para trabalhar de babá, disfarçado de mulher, de um casal de gêmeos, numa noite de natal, cuja descrições as, as crianças tinham a fisionomia do demônio. O menino demonstrou ser um canibal, os pais por sua vez tinha os nomes de escorpião. Um cão bravo como guardião das crianças. Onde todos vivem uma noite de terror à moda dos pastelões hollywoodiano.

    Gramática: O desencadeamento de uma enxurrada de palavras, forçosamente apelativa para causar humor, a leitura torna-se um tanto cansativa, num excesso de verbetes. Mas quanto à gramática em si, não está visível nenhum problema mais grave.

    Tema/Enredo: O conto a princípio parece se propor a contar uma história de terror protagonizado por uma criança, entretanto logo passa demonstrar um enredo com tiradas de comicidade, apesar de cenas um tanto grotescas criadas pela figura do menino, incluindo certo canibalismo com a própria irmã. Mas tornando difícil a intenção da trama, enfim quis o autor fazer um conto de terror infantilizado, ou uma chanchada pelo viés do terror?

  14. Sidney Muniz (@SidneyMuniz_)
    27 de maio de 2019

    Resumo: Vim, Vi e Perdi (Rodion Românovitch)

    Esse é um conto de um homem que aceita a tarefa de cuidar de duas crianças se fazendo de mulher, de babá, e não é que as duas são de fato dois infernos vivos! Bem se esse conto não é do Rafa não é de mais ninguém… Acho que foi um dos texto mais divertidos que li até aqui, ao mesmo tempo um dos mais inteligentes, fica difícil não gostar de algo tão emblemático, adoro loucura e aqui temos de sobra. O conto se alonga, mas não se arrasta e isso é algo que poucos conseguem fazer. Ao final posso dizer claramente, vim, vi e ganhei muito aqui!

    Se não for do Rafa (grandessíssimo canalha – isso pode ter sido para enganar) o autor(a) está de parabéns também, pois só de pensar que é dele, mostra o quanto o conto é bom!

    Avaliação: (Para os contos da Série A-B não considerarei o título, as notas serão divididas por 5 para encontrarmos a média. Porém teremos uma ordem de peso para avaliação caso tenha empates… Categoria/ Enredo / Narrativa / Personagens / Gramática.

    Terror: de 1 a 5 – Nota: 5,0 (Não que seja terror, não que não seja, há uma passagem esplêndida, descrições fantásticas vindas de uma imaginação forte. Merece o 4)

    Gramática – de 1 a 5 – Nota 5,0 (Dizer o que, novamente?)

    Narrativa – de 1 a 5 – Nota 5,0 (Adorei a loucura, parabéns pela narrativa frenética)

    Enredo – de 1 a 5 – Nota 5,0 (Muito bom mesmo!)

    Personagens – de 1 a 5 – Nota 5 (Show!!!)

    Total: 25,0 / 5 = 5

  15. Elisa Ribeiro
    18 de maio de 2019

    Travesti aceita trabalhar como babysiter na noite de ano de novo de duas crianças pervertidas, filhas de um malfeitor renomado, e as coisas saem bem pior do que o esperado.

    Narrativa frenética, enredo surpreendente, agradável surpresa aqui ao final da série A. Não é nem pouco o meu estilo, mas como não ler com um sorriso de felicidade esse texto, super qualificado, puro deleite, ágil e divertido, loucura narrativa em último grau?

    O que dizer? Não é terror convencional, tampouco infanto-juvenil, muito menos infantil, mas é um texto inovador além de diversão da melhor qualidade.

    Adorei!

    Parabéns! Curiosa para saber quem é o autor…. Sucesso, sempre! Um abraço.

  16. Fheluany Nogueira
    17 de maio de 2019

    O protagonista sente a morte próxima e revive com exatidão suas decisões. Um amigo o convenceu a cuidar dos filhos do casal Escorpião, na noite da passagem do ano. As crianças são agressivas e acabam por derrubar o babá travestido de mulher. O cão já está ferido e o menino morde o nariz da irmã, arrancando um pedaço, que teria engolido se o rapaz não interfere com violência; isso depois de ter socado a menina para que ela parasse de gritar! A pobre da Juliana Cesarina não teve nada da grandiosidade de Júlio César, líder militar e político romano.

    O protagonista tem algo em comum com o personagem de Dostoiévski (o pseudônimo adotado): abalado tanto emocional quanto financeiramente, neurótico com pequenas coisas, acaba por exagerar nas ações. Há um fundo de existencialismo nas entrelinhas da história.

    O texto foi bem escrito, sem erros, tem coesão e coerência e os parágrafos foram bem construídos, os diálogos chegam a ser divertidos com as referências a filmes de terror, pelo “inglês” e traduções, pelos exageros em certas cenas, pelos nomes escolhidos para os personagens. que quebram a tensão, que a brutalidade ou o choque poderiam gerar.

    Não sei bem classificar o conto dentre dos gêneros propostos pelo desafio. Para um público juvenil, considero-o violento e, de certa forma, preconceituoso. Tem os elementos humor negro, em um arremedo caricato de situações do cotidiano. Um humor desconcertante e com carácter libertário em que o macabro, o absurdo e o violento se associa ao cômico. Traz um núcleo bastante curioso e consegue apresentar muitos assuntos em diversas camadas. Um thriller de aventura, ação e tensão, mas a narração não foi feliz em colocar o terror. Não senti medo em nenhum momento, perdida entre muitos personagens, muitos anglicismos e referências, muitas descrições e muitas informações, que minimizaram o foco e que truncaram a fluidez da leitura em alguns trechos.

    Parabéns pela criatividade! Boa sorte na Liga. Abraço!

  17. Fernanda Caleffi Barbetta
    16 de maio de 2019

    Resumo
    Após aceitar a sugestão de um amigo para um trabalho de uma noite como babysitter dos dois filhos gêmeos do Sr Escorpião, um ator se envolve em uma situação bastante complicada. Travestido de Julia Cesarina, ele acaba sendo atacado pelas crianças física e moralmente, e pelo cachorro da família. O menino arranca o nariz da irmã e a confusão aumenta ainda mais. O babysitter acaba matando o cachorro e batendo na menina. Quando os pais retonam para a casa, ele está atracado ao menino e só lhe vem à mente desejar happy new year.

    Comentário
    Gostei demais deste conto, muito bem escrito, fluido, divertido, inteligente. Não sei se foi mais trágico ou cômico, mas foi genial. Parabéns. Não encontrei grandes erros gramaticais que exijam comentários.

  18. George Armado
    15 de maio de 2019

    Sinopse: O conto narra as peripécias de um travesti maluco tentando dar conta de um casal de irmãos filho do senhor Escorpião. Ao longo de uma noite trabalhando como babá, num clima de Sessão da tarde com muita comédia pastelão, o travesti verá que é muito difícil cuidar de dois psicopatas juvenis.

    Comentário: o conto é tão ruim que até para fazer a resenha é difícil. Parece que o autor escavacou a lixeira do computador por dias a fio e nos trouxe essa pérola para o desafio literário. No primeiro trimestre do certame, na 1ª rodada, tive o desprazer, sim, desprazer de ler uma tulha de coisas que os autores chamaram de contos. E agora, mais uma vez, sou obrigado a ler esse tipo de coisa. Começamos pelo seguinte: não é um conto de terror, é um terror de conto! Nem imagino como alguém consideraria essa… um conto infantil. Vejo peças publicitárias nos outdoors por aí com mais profundidade na sua narrativa. O autor ainda teve a audácia de cunhar essa frase: “Estranho como a vida pode ser muito mais criativa do que um roteirista de mangá”, provavelmente ele nunca leu um mangá do começo ao fim como Monster de Naoki Urasaki, Berserker de Kentaro Miura e Astro Boy do mestre Osamu Tezuka, sem falar de tantos outros que não vou falar para não estender a lista. Aliás, comparado com o menos criativo dos mangakás que eu por ventura já tenha lido, esse conto consegue ser dez vezes mais enfadonho por motivos que não necessitam ser explicados, é só ler, se você for tão resistente quanto eu e chegar ao fim. O infortúnio é autoexplicativo. Perdi minutos da minha vida lendo isso e ainda tive que dizer o porquê. Nem a ortografia se salva nesse conto. Me recuso a acreditar que alguém da série A tenha escrito uma coisa dessa. Se fosse dar uma nota de zero a… provavelmente ficaria em zero mesmo.

    A Árvore que Divide o Mundo – NOTA: 1,0
    Amarga Travessia – NOTA: 5,0
    Aquilo – NOTA: 4,5
    Capitão Ventania – NOTA: 4,0
    Demasiado Humano – NOTA: 4,5
    Lobo Mau, A Garota da Capa Vermelha e os 3 Malvados – NOTA: 1,9
    Magnum Opus – NOTA: 4,0
    O Fim de Miss Bathory – NOTA: 5,0
    O Jardim da Infância – NOTA: 5,0
    O Ônibus, a Estrada e o Menino – NOTA: 3,5
    O Parque – NOTA: 1,0
    Penumbra – NOTA: 1,5
    Prisão de Carne – NOTA: 3,5
    Rato Rei – NOTA: 3,0
    Seus olhos – NOTA: 4,0
    Troca-troca Estelar – NOTA: 5,0
    Variante Amarela – NOTA: 1,0
    Vim, Vi e Perdi – NOTA: 1,0
    ——————————–
    Melhor técnica: Aquilo
    Conto mais criativo: Amarga Travessia
    Conto mais impactante: O Jardim da Infância
    Melhor conto: Troca-Troca Estelar
    ——————————–

    • Rsollberg
      16 de junho de 2019

      Olha, estou quebrando minha regra de ouro que é “não responder os comentários”, mas aqui acho muito necessário. Portanto,

      Meu coração
      Não sei porquê
      Bate feliz, quando te vê
      E os meus olhos ficam sorrindo e pelas ruas vão te seguindo
      Mas mesmo assim foges de mim
      Meu coração
      Não sei porquê
      Bate feliz, quando te vê
      E os meus olhos ficam sorrindo e pelas ruas vão te seguindo
      Mas mesmo assim foges de mim
      Ó se tu soubesses como eu sou tão carinhoso e muito, muito que te quero
      E como é sincero meu amor
      Eu sei que tu não fugirias mais de mim
      Vem, vem, vem, vem
      Vem sentir o calor
      Dos lábios meus
      A procura dos teus
      Vem matar essa paixão que me devora, o coração
      E só assim então, serei feliz
      Bem feliz
      Meu coração…

      Vem me dar uma abraço aqui Campeão!

    • Luis Guilherme Banzi Florido
      18 de junho de 2019

      Credo, que comentário lamentável. Deus me dibre.

      • Luis Guilherme Banzi Florido
        18 de junho de 2019

        Deus me livre*. Corretor maluco.

  19. Emanuel Maurin
    12 de maio de 2019

    Rodion Românovitch, paz e bem.

    O conto começa com uma narrativa psicopata de uma pessoa sofrida, passa por um discurso filosófico sobre a vida passar como um filme diante da morte. Até que a personagem vai numa casa para tomar conta de umas crianças que moravam numa casa decorada com imagens de cinema anos oitenta. Na casa ela interage de forma estranha com as crianças, narrando fatos acontecidos em filmes.

    Seu conto é uma viagem psicodélica com toques filosóficos e perturbadores. Tem um começo muito intenso e forte apelo psicológico. Não entrei erros de gramatica, nem erros de estrutura, a narrativa flui bem.

    Boa sorte

  20. C. G. Lopes
    8 de maio de 2019

    RESUMO:
    É um daqueles contos bem fáceis de resumir; um cara diante do pelotão de fuzilamento – será? – relembra as circunstâncias que o levaram até aquele momento trágico, para ele, usa-se o google tradutor ao extremo e a história descamba para um job de baby sitter para dois pequenos monstrinhos. O casal de irmãos confirmam que são duas pestes e a relação é violenta e mortal, criança morre, cachorro morre e a falsa babá é então colocada diante do pelotão de fuzilamento.

    CONSIDERAÇÕES:
    A história é solta e acelerada, considerando que o narrador-personagem deve fazer uso de substâncias químicas tornam o cérebro um caleidoscópio. Não tem muita história, não tem nenhuma virada, nenhuma surpresa… Se baseia nos diálogos ligeiros e cáusticos abusa da perversão e da violência gratuita. Em ultima análise é gosto pessoal – não me agradou.

  21. neusafontolan
    7 de maio de 2019

    Fiquei na dúvida se você escreveu um conto de terror ou uma comédia.
    Mas ficou muito bom
    Parabéns.

  22. angst447
    6 de maio de 2019

    RESUMO:
    Ex-presidiário, travesti, é convencido pelo colega a trabalhar como babá por uma noite. Enfrenta assim, ainda travestido de Júlia Cesarina, dois capetinhas – uma menina e um menino, filhos de um figurão chamado Antônio Magalhães. A noite acaba com um cachorro enforcado, uma garotinha acidentalmente drogada que tem o seu nariz arrancado pelo irmão com instinto canibal. Júlia Cesarina, teve parte da perna comida e acaba em frente a um pelotão de fuzilamento, pois tudo leva a crer que ele era o grande demônio, pedófilo, canibal, etc.

    AVALIAÇÃO:
    O conto está muito bem escrito. Só percebi duas pequenas falhas de revisão:
    minha perna e carcomida > minha perna carcomida
    com um pouco mais tempo > com um pouco mais DE tempo
    O conto parece ser de terror, mas por alguns momentos, me pareceu ser uma tragicomédia. Era tanta coisa atrapalhada acontecendo que o terror ficou bem diluído. Talvez a rapidez dos acontecimentos também não tenha colaborado muito para a criação de um tom macabro ou que provocasse arrepios.
    O ritmo da narrativa é bem animado, sem entraves que dificultem a leitura. A parte do diálogo com o colega metido a professor de inglês foi bem gostoso de ler, apesar de não ser nada horripilante.
    Conclusão após a leitura: nem sempre o terror faz chorar; às vezes, nos faz querer rir da desgraça dos personagens.
    Boa sorte no desafio!

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Informação

Publicado às 1 de maio de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 2, Série A e marcado .