EntreContos

Detox Literário.

Tum! Tum! (Higor Benizio)

1

 

— Essa boneca idiota está atrasando a gente! — disse o menino, afastando duas moitinhas de capim. — Assim não vamos chegar nunca!

 Helena fez biquinho, e apertou a bonequinha com mais força ainda.

 — E se eu deixasse a Nina no quarto, e ela sumisse também? — perguntou a menininha, como quem diz a coisa mais óbvia de todas. — Nunca pensei que você fosse tão burro, Valentim!

 — Vai começar com essa história de matemática outra vez?

 — Viu só, como você é burro? Eu nem falei nada de matemática!

 Em algum canto dentro do mato, um bichinho soltou um ruído muito esquisito, e os dois esqueceram rapidinho do que estavam falando.

 — Que é que foi isso? — sussurrou Valentim, parando de avançar por um momento.

 — E eu sei?

 Logo ignoraram o barulho também, porque nenhum dos dois teve coragem de ir ver o que era, e nem de ficar imaginando. E se fosse um bicho perigoso? Seguiram para o lugar que Valentim havia encontrado pela manhã e queria muito mostrar para Helena.

 A tarde não estava quente, e um vento fresquinho soprava por entre as árvores, que faziam sombra sobre cada canto que a gente olhasse. Passarinhos cantavam pela trilha que os dois iam abrindo enquanto amassavam cada vez mais a relva e as folhinhas pelo chão.

 — Estamos chegando? — perguntou Helena, sentindo que Nina, apesar de ser feita de pano, botões e algodão, pesava muito mais agora do que antes.

 — Quase…

 — Estamos quase chegando, ou quase estamos chegando?

 — Ah! Por que as meninas complicam tudo?! — Valentim afastou um amontoado de palmeirinhas e apontou para a claridade cheia de pedras grandonas. — Chegamos!

 — Finalmente… — Helena queria sorrir um pouquinho, mas achou que Valentim não estava merecendo. — Vamos ver se é isso tudo mesmo!

 

2

 

Era isso tudo mesmo!

 Uma linda clareira, com o chão coberto por uma graminha fofa e baixinha. Florezinhas coloridas cobriam os cantinhos com sombra, e estavam cheias de borboletas, grandes e pequenas. Grandes e pequenas eram também as pedras, um monte delas. Enchiam a maior parte do lugar, e algumas pareciam formar mesas e cadeiras, camas e trampolins.

 — Essa toda branca é um quartzo, sabia? — explicou Valentim, apontado a pedra onde estava sentado. — E essa cinza com olhinhos é um granito!

 Helena nem ligou para os conhecimentos do irmão. Estava encantada por um passarinho todo azul, bem ali pertinho.

 — Sabe que passarinho é aquele?

 — É um sanhaço — respondeu ele, com um pouquinho de desdém. — Aqui tem um monte…

 De repente o passarinho deu um voo rasante, fez duas piruetas no ar e pousou no chão, todo faceiro, bem pertinho de Helena.

 A menina ergueu a ponta do nariz como uma rainhazinha faria, e apontou o dedinho indicador na direção do sanhaço.

 — Anda, Valentim — ordenou ela, fazendo pose. — Aproveita essa chance e pega o passarinho para eu ver!

 Valentim fez uma cara estranha. Poderia pegar o passarinho se quisesse, ou pelo menos achava que podia, mas será que Helena não conseguia ver de onde estava? Ela deve ter vergonha de ter que usar óculos, só pode ser isso!, pensou ele.

 — Não está enxergando ele não? — Valentim saltou devagarzinho, para não assustar o sanhaço. — Se você precisa usar óculos, melhor vovó ficar sabendo!

 Helena encheu as bochechas de ar e bufou, como se estivesse muito nervosa.

 — É só um jeito de falar, seu burro! Pega logo antes que ele fuja!

 — Ah… — resmungou ele, sem entender muito bem. —Por que as meninas complicam tudo?!

 O menino respirou fundo, e se concentrou. Dobrou os joelhos e abriu os braços como se quisesse abraçar alguém de surpresa, chegando por trás, sem fazer barulho.

 O passarinho parecia nem notar que estava sendo caçado. Ciscou umas pedrinhas no chão depois de empurrar a grama com as patinhas; fez isso um monte de vezes antes de Valentim saltar com tudo e agarrá-lo de um jeito meio desajeitado, escondendo o bichinho entre as mãos e o peito.

 — Isso! — gritou Helena, e depois deu um sorrisinho (finalmente). — Deixa eu ver!

 — Caramba! Você é cegueta mesmo!

 — Eu, quero, colocar, a, mão, nele! — bufou ela outra vez. — Assim, você, entende?

 Agora quem sorria era Valentim, muito satisfeito com a captura.

 — Coloca essa boneca no chão antes, vai ter que pegar ele com as duas mãos!

 Helena colocou Nina com todo o carinho sentada sobre uma das pedras. Valentim, satisfeito, passou o sanhaço com cuidado para a irmã.

 — Vê se não aperta ele!

 — Como o coraçãozinho bate rápido! — disse Helena, sentindo-se muito corajosa. — Perece o despertador da vovó quando toca! Nina precisa sentir como é!

 — Nina? — perguntou Valentim, muito confuso. — Ela é uma boneca de pano, sua tonta. Não senti nada!

 — Não vou explicar para uma porta o que é uma laranja! — Helena adorava decorar as frases da mãe que mais gostava. — Anda, saí da minha frente!

 Valentim saiu depois de um empurrão meio sem jeito da menina. Por que alguém tentaria explicar coisas para uma porta?, questionou-se por um tempinho.

 — Queria entender essa sua implicância com a Nina — retomou Helena, se aproximando da bonequinha de pano. — Por acaso é você que anda sumindo com as minhas bonecas? Hein, Valentim?

 — Eu?

 — É, você! — Helena parecia muito esclarecida. — Só me sobrou a Nina, e está na cara que você não gosta nada dela!

 Distraído com o que a irmã pretendia fazer, Valentim não se defendeu da acusação; e Helena foi logo conversar com Nina.

 — Olha, Nina, o coraçãozinho dele bate muito rápido! — a menina balançou a cabeça e sorriu, como se escutasse a bonequinha falando com ela. — Quer sentir também? Está bem, mas com cuidado para ele não fugir! É um passarinho muito difícil de se encontrar, o nome dele é Sr. Sanhaço!

 Valentim achou tudo aquilo uma grande bobagem, mas resolveu não atrapalhar. Afinal, ele mesmo não conversava com Amora de vez em quando? Mas pelo menos Amora é um cachorro, refletiu, um bicho vivo!

 Helena levou o sanhaço até a mãozinha da bonequinha, encostando com cuidado o peito cheio de penas do passarinho no pano branquinho.

 — Viu só?  Faz: Tum! Tum! Igualzinho o nosso, só que muito mais rápido!

 

3

 

Sabe como é quando a gente acorda no meio da noite e o quarto está tão escuro, mas tão escuro, que nem faz diferença se estamos de olhos abertos ou fechados?

 Era exatamente isso que acontecia com Helena naquele momento.

 A menina sentiu um friozinho na altura do pescoço, e logo procurou o cobertor. Quando o encontrou, lembrou-se de Nina, e tratou de buscar pela bonequinha também, tateando a cama no escuro.

 — Será que deixei ela cair?

 — Deixou, como sempre… — disse uma voz rouca e baixinha, que poderia ser de uma mulher muito velhinha, ou de uma garotinha com a garganta inflamada.

 — Quem disse isso? — perguntou Helena, com vontade de se esconder debaixo do cobertor.

 — Você não sabe? Pensei que éramos amigas!

 Helena não sabia direito se estava empolgada ou com muito medo (ou ainda um pouco dos dois).

 — Nina? — perguntou ela.

 — Na verdade meu nome não é bem esse não, mas tudo bem — respondeu a bonequinha de algum lugar no escuro.

 Saindo de trás de uma nuvem, a luz da lua entrou no quarto pela janela, iluminando a cômoda bem ali pertinho. Em cima dela, ao lado de uma caixinha de música, Nina sentava com as perninhas abertas, e sua boquinha parecia descosturada (isso assustou Helena um pouquinho).

 — Por que você nunca falou comigo antes? — quis saber a menina, achando melhor não comentar sobre a costura.

 — Eu tinha que guardar segredo sobre a festa, foi por isso.

 — Que festa? — Helena deu um pulo e sentou, toda animada.

 Nina levantou meio sem jeito, e equilibrou-se com voltinhas ao redor de si mesma.

 — Para onde você acha que todas as bonequinhas foram? Anda, você precisa se arrumar!

 — É claro! — os olhos da menininha brilharam. — Agora faz sentido elas terem sumido! Uma festa! E onde vai ser?

 Apoiando os bracinhos no puxador de cada gaveta, a bonequinha desceu até o chão.

 — Na minha casa, onde mais?

 Sentindo um arrepio, Helena voltou a puxar o coberto devagarinho.

 — Sua casa, é?

 — É aqui pertinho, numa caverninha depois do bambuzal!

 — Não é perigoso entrar no mato uma hora dessas?

 Sem dar ouvidos à pergunta, Nina sumiu por uma das sombras que se espalhavam pelo quarto. Quando voltou, veio arrastando um vestidinho branco, muito maior do que ela, e um lacinho azul. Puxava tudo com muito esforço.

 — Anda, veste isso! — disse a bonequinha, e por um momento sua voz pareceu mais grave e mandona. — Agora!

 Você deve estar achando tudo isso muito estranho, e provavelmente também acha que alguém tinha de procurar alguém para que alguma coisa fosse feita por alguém capaz de ajudar esse alguém. Mas você nunca viu uma boneca que fala arrastar suas coisas pelo quarto, viu? Não? Sabia!

 — Será que não é melhor pegar um casaquinho também? — perguntou-se Helena, levando uma mãozinha até o queixo. — Não, acho que não…

 

4

 

Valentim abriu os olhos devagar.

 — Para com isso, Amora… — resmungou, ainda dormindo.

 A cadelinha pareceu não se incomodar, continuou arranhando a porta enquanto reclamava daquele jeito que os cachorros fazem quando querem muito ir ao banheiro (eles choram baixinho).

 Um vento gelado subiu pelas costas do menino, chamando sua atenção para a janela aberta.

 — Assim não dá… — ele buscou as sandálias com os pés e levantou, brigão e desajeitado. — É Amora… É janela… É… Helena?

 Pela abertura, Valentim viu a menina cruzar o quintal lá embaixo. Ela andava depressa, com as mãos encolhidas perto da barriga, escondendo alguma coisa. Ah, por que as meninas complicam tudo até nos sonhos?, pensou ele, voltando para a cama. Enfim, como é bom dormir quando não temos aula no outro dia…

 Amora de repente desistiu da porta e encarou o dono com as orelhinhas levantadas. Você não vai fazer nada?, perguntaria ela se soubesse falar, mas não sabia. Então deu um latido alto o suficiente para fazer coração de Valentim acelerar, mas não ao ponto de acordar a vovó (seria preciso muito mais barulho para despertar a velhinha).

 Au-au, insistiu Amora.

 — Socorro!! — assustou-se o rapazinho, olhando ao redor como alguém que não sabe onde foi parar. — Eu não fiz nada! Helena que saiu por aí no meio da madrugada, ela sabe que… espera…

 Finalmente acordado de verdade, Valentim fez um cafuné na cachorrinha e conferiu a janela outra vez. Helena agora já avançava para além da grama alta, e começava a entrar no mato.

 — Então não foi um sonho — concluiu o menino, muito satisfeito. — Valeu por me acordar, Amora! Agora me ajuda a encontrar o meu estilingue no meio dessa bagunça!

 

5

 

A passagem estava toda iluminada pelo luar.

 Lá no fundo, a luz dentro da caverna já podia ser vista sem qualquer esforço. Nina ficou em pé nas mãozinhas de Helena, e apontou para o lugar. É bem ali, disse a bonequinha. Eu moro naquela caverninha ali.

 Não demorou e um teto todo feito de rocha cobria as duas, muito alto e escuro. A iluminação vinha de velas grossas e amareladas que pareciam muito mais velhas do que era possível imaginar, espalhadas pelo chão e penduradas nas paredes. Fazia frio e, para piorar, gotinhas de água gelada caíam por toda parte.

 Depois de caminharem mais um pouquinho, desceram uma escadinha escorregadia, cercada de montinhos pontudos e pedrinhas soltas. São estalagmites!, lembrou-se Helena.

 No fim da descida, encontraram um espaço limpo, como uma grande sala arredondada. No meio dela, uma fogueira soltava estalinhos e projetava sombras enormes pelo lugar. Pelo menos aqui está quentinho, constatou a menininha, aliviada.

 — Excelente — disse Nina, saltando dos bracinhos de Helena. — Senta pertinho da fogueira, vou chamar as outras!

 A bonequinha sumiu outra vez na escuridão, como havia feito no quarto da menina. Porém, quando retornou, não trouxe um vestidinho, mas outras quatro bonecas.

 — Bebel! Juju! Karina e Luiza! — a menina abriu um sorriso, mas ele logo desapareceu. — Por que vocês estão tão sujas?

 Sem mais nem menos, elas cercaram Helena em silêncio. Suas cabecinhas giravam em órbitas desorientadas, como se estivessem hipnotizadas.

 — Amarrem ela! — ordenou Nina. — Não aguento mais esperar!

 Helena deu um grito e tentou fugir, mas era tarde demais. Karina e Juju esticaram uma corda no meio do caminho, derrubando a menina no chão com um tropeço. Ela então se remexeu, mas não foi o suficiente. Bebel e Luiza trataram de amarrar seus braços e pernas.

 — Socorro!  — choramingou Helena, sentindo o sangue escorrer de um raladinho no queixo. — Por que vocês estão me machucando? Eu não fiz nada!

 Devidamente amarrada, ela foi colocada de barriga para cima. Nina subiu no seu peito, acompanhada das outras bonequinhas. Entre os bracinhos de pano, carregava uma faca grande e pontuda.

 — Matei uns dez passarinhos essa semana — disse a bonequinha com um ar sombrio, as outras permaneciam caladas. — Queria ver o que fazia tum tum dentro deles, mas assim que eu abria os bichinhos, parava de fazer tum tum. Estranho, né? Eu também não faço tum tum. Nem Karina, nem Juju, nem Luiza e nem Bebel. — Nina descosturou a lateral do seu corpinho, e tirou dois tufos de algodão de dentro dele. — Viu só? Mas aí reparei que você também faz tum tum. Sabe como é, né? Curiosidade mata!

 

6

 

O latido de Amora ecoou pela caverna inteira.

 Valentim avistou a irmã amarrada no chão, com as cinco bonecas em cima dela. Sem pensar muito no que fazia, ele deu meia volta e saiu correndo o mais rápido que conseguiu. Eu é que não vou me meter nisso, disse para si mesmo, baixinho e ofegante. Vou salvar minha vida!

 Esse era um bom jeito do menino salvar a própria vida, é verdade. Mas às vezes o jeito bom não é o melhor jeito, por mais que o jeito bom seja fácil, e o melhor jeito seja difícil. O jeito bom pode não ser o jeito do bem também, e nem o jeito dos corajosos.

 Pesando nisso, Valentim deu meia volta outra vez. Espera aí!, refletiu, tirando o estilingue de um dos bolsos, e uma bolinha de gude do outro. Posso ser ruim em matemática, mas não sou covarde!

 

7

 

Amora estraçalhara quatro bonequinhas, espalhando seus pedaços por todo lado.

 Valentim avistou Nina tentando fugir, e fez mira no estilingue.

 Boing!

 A bolinha acertou a cabeça da boneca, que mesmo assim não parou de correr.

 — Ela é feita de pano, seu burro! — gritou Helena, avistando o irmão. — Não adianta nada fazer isso!

 — Ah! Por que as meninas complicam tudo?!

 Valentim correu até Nina todo irritado, resmungando sobre como as meninas são mal-agradecidas.  Quando chegou perto, chutou ela com toda a força na direção da fogueira. Assim que caiu no fogo, a bonequinha soltou um berro e virou cinzas rapidinho.

 —Viu só? — reclamou Helena. — Todo mundo sabe que essas coisas amaldiçoadas só morrem quando pegam fogo!

 O menino fez cara de ofendido.

 — Vai começar com essa história de matemática outra vez?!

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21 comentários em “Tum! Tum! (Higor Benizio)

  1. André Felipe
    15 de junho de 2019

    Um menino e uma menina irmãos brincam no meio do mato. O menino irrita a irmã sobre tratar a boneca como viva. De noite a boneca se mostra viva de verdade e leva a menina para uma armadilha. Com a ajuda do irmão a menina consegue se salvar e destruir a boneca.

    Eu gostei muito. A mescla de infantil e terror deu muito certo nesse conto. É outro que acerta na “voz”, os acontecimentos e o modo de contá-los são feitos de forma inocente e infantil. Isso trouxe verdade para história. Eu não tenho defeitos para apontar. Boa sorte.

  2. André Felipe
    15 de junho de 2019

    Um menino e uma menina irmãos brincam no meio do mato. O menino irrita a irmã sobre tratar a boneca como viva. De noite a boneca se mostra viva de verdade e leva a menina para uma armadilha. Com a ajuda do irmão a menina consegue se salvar e destruir a boneca.

    Eu gostei muito. A mescla de infantil e terror deu muito certo nesse conto. É outro que acerta na “voz”, os acontecimentos e o modo de contá-los são feitos de forma inocente e infantil. Isso trouxe verdade para história. Eu não tenho defeitos para apontar. Boa sorte.

  3. Carolina Pires
    13 de junho de 2019

    RESUMO: Dois irmãos, uma menina e um menino, saem para passear pelo campo, nas proximidades da residência deles. Helena leva sua boneca Nina, a última que sobrou depois do misterioso desaparecimento das demais. Em uma clareira, a qual Valentin queria mostrar para a irmã, eles encontram um sanhaço. Helena pede que o irmão o capture e fica encantado com o “tum tum” do coração da pequena ave, chegando a mostrar para Nina, sua boneca, a fazendo sentir os batimentos cardíacos do animal. Em uma noite, Helena é acordada pela boneca Nina, que a convida – mais para intimação do que convite – a ir para uma festa, no meio da madrugada, na casa dela que ficava dentro de uma suposta caverna. Helena, apesar de se sentir muito mais inteligente que o irmão, resolve obedecer a boneca e sai no meio da noite para satisfazer sua vontade. Valentin, que não é bom em matemática, despertado pelo cachorro da família, vê a irmã entrando no mato, pega seu estilingue e vai atrás da “espertinha”. Chegando na caverna, velas espalhadas pelo lugar iluminam as bonecas desaparecidas, também falantes e com vida. Nina, parecendo ser a comandante, ordena que todas amarrem Helena, e saca uma faca, dizendo que precisou matar vários passarinhos para ver como funciona o “tum tum” dentro deles, dando a entender que era a vez de ver como funcionava o “tum tum” que batia dentro da menina Helena. Valentin chega a tempo de evitar a cirurgia macabra da boneca, e depois de vacilar com medo, e de se descobrir corajoso, apesar de não ser bom em matemática, com a ajuda do cachorro, consegue eliminar as bonecas, chutando Nina para a fogueira e a vendo se transformar em cinzas.

    CONSIDERAÇÕES: Eu gostei muito do conto. A escrita simples, leve, cujo narrador, ao utilizar alguns termos no diminutivo, fez com que a história parecesse um conto infanto-juvenil aterrorizante. Se eu lesse esse conto quando criança ia pedir para minha mãe jogar todas as minhas bonecas no fogo (rsrsrs). Duas coisas me incomodaram, mas não dizem respeito à estética do conto. A estética do conto achei bem interessante, dividida em seções sob a perspectiva ora dos dois irmãos, ora apenas de Helena, ora apenas de Valentin. O que me incomodou foi a forma como a menina Helena chamava o irmão: “seu burro”. Esse tratamento é repetido várias vezes. Eu achei um pouco “forte” a forma como a irmã se dirige ao menino, este sempre disposto a fazer as vontades da irmã mimada. No final do conto não foi diferente. Depois de ela se meter naquela encrenca e ter o irmão como seu salvador, a personagem (mesmo com as limitações de ser uma criança) não teve nenhum crescimento e aprendizado com a situação. Continuou se achando extremamente mais inteligente que o irmão e nem um pouco grata por ele ter salvado a vida dela, além de continuar grosseira e petulante. Ele pode ser ruim em matemática, mas ela é bem ruim no quesito educação. Fora a minha “implicância” com a personagem Helena (rsrsrs), achei o conto, de forma geral, muito bem construído. Parabéns!

    Boa sorte na competição. 🙂

  4. Estevão Kinnek
    12 de junho de 2019

    Resumo: Dois irmãos aventureiros passam maus momentos com uma boneca demoníaca e tudo quase acaba de forma trágica por culpa do menino (ah, se ele não age, eu bem processava o autor/a autora do conto).

    Comentários: Olá, autor(a), devo dizer que gostei da leitura que fiz do seu conto, mas que no quesito terror ele me decepcionou um pouco. Você tinha elementos bem interessantes: dois irmãos curiosos, caverna, bonecas malignas, até a Amora, criatura, mas aí tudo foi muito rápido, inclusive tendo a “cena” do “embate” entre o menino e a boneca meio que cortada e isso ficou estranho. Se fosse o filme dos Vingadores: Endgame, seria quase como mostrar que haveria uma batalha e, logo após, já aparecer todo mundo comemorando a vitória… Acho que grande parte do motivo de eu ter gostado do seu conto se deve ao fluxo narrativo, que não cansa, e do carisma de seus personagens. Acho que você devia investir mais nessa história, sem amarra de prazo e quantidade de caracteres. Há alguns errinhos bobos para revisar, nada de mais. Enfim, gostei, mas há o porém de pra mim o terror não ter sido trabalhado da forma como deveria.

  5. Thiago Barba
    5 de junho de 2019

    Menina gosta muito de sua boneca e mostra para ela o bater do coração de um pássaro que seu irmão pegou. A boneca, tem vida própria e captura a menina para saber como é seu coração, pois com outras bonecas, já haviam matado outros pássaros pra ver como eram dentro. Menina é salva por seu irmão e cachorro.
    Gosto muito como é apresentada a história, ela surpreende no final, quando vimos que a história infantil, na verdade se torna um conto de terror infantil. Me pergunto, se necessitava o aparecimento das outras bonecas na trama, pois não muda nada no enredo se fosse apenas uma. Fica como uma informação inútil o aparecimento das outras bonecas. Claro que pode sugerir uma espécie de Toy Story, como se todos os brinquedos tivessem vida, no caso do conto, bonecas, mesmo assim, não houve um desenvolvimento maior deste caso durante o conto, sendo bem fácil de ser retirado do conto.

  6. Amanda Gomez
    5 de junho de 2019

    Olá,

    A história de dois irmão que num dia comum entram numa clareira para brincar, a menina sempre acompanhada da boneca chamada Nina a quem ela dá muita importância. O menino pega um passarinho e se encantam com o ‘tum tum” do coração do bicho. Eles voltam pra casa e a boneca começa a falar com a menina convidando-a para um festa. Ela vai e lá encontra sua outras bonecas desaparecidas que a atacam. Nina, a boneca, quer ouvir o ” tum tum” do coração da criança. O irmão segue a menina e vê o perigo acontecendo, quase foge mas resolve salvar a irmã. No fim tudo fica bem.

    O conto engana, em vários momentos. Cria-se expectativas em todos os momentos, nas duas crianças andando na mata, na boneca misteriosa, na relação dos irmãos. O que esperar? Os personagem são bem apresentados, dá tempo de sentir algo por eles, a menina é especialmente irritante. O conto permeia pelo terror com uma certa leveza, quando a boneca começa a falar, tem uma tensão… que vai se desmanchando ao longo da narrativa, no final fica quase uma comédia. É um infantil leve com toques de terror, eu diria. É um bom conto, entretém, mas como disse: engana. Eu esperava mais, mas não sei ao certo o quê.

    Parabéns, boa sorte!

  7. Helena e Valentim são dois irmãos e se aventuram pelo quintal. O menino mostra para sua irmã um filhote de passarinho e a garota, com a boneca Nina à tiracolo, se encanta com o coração do animal pulsando em ritmo acelerado. Durante a noite, entretanto, Helena é acordada por sua boneca, que a desperta para mostrar a ela o local onde habita. Entre arbustos, outras bonecas de Helena a esperam. O interesse delas, porém, não é nada pacífico e coloca em risco a vida da menina.

    A história faz uma fusão dos gêneros do desafio. Começa com toda pinta de ser uma história infantil e, na reta final, se torna um clássico terror com bonecos com vida e vontade assassina. O texto é bem escrito, a narrativa tem um bom ritmo e prende o leitor. A virada na história é, de certa forma, inesperada.

    Particularmente, não acredito que a fusão dos gêneros faça muito sentido de forma prática. Histórias infantis não são, necessariamente, contos com personagens crianças e palavras no diminutivo (aliás, acho que o/a autor(a) erra a mão nos diminutivos, o texto fica cansativo e, sinceramente, tem necessidade de tanta “palavrinha” assim?). Histórias infantis são para o público infantil. E não vejo muitos pais lendo a seus filhos um conto em que as bonecas tentam arrancar o coração de sua dona. Poderia gerar alguns traumas.

    Mas é só minha opinião, de um modo geral, é uma história bem construída.

  8. Antonio Stegues Batista
    26 de maio de 2019

    O conto parece uma mistura de conto infantil com conto de terror. Bonecos que ganham vida e atacam humanos não é novidade, tem muitos filmes com esse tema; Boneca Annabelle, boneco Chucky, por exemplo. O texto tem muitos diminuitivos; menininha- bichinho-folhinhas-graminhas- e muito mais. Não são diminuitivos que tornam um conto, infantil. Se você contar a história dessa forma para uma criança até que é válido, mas não para adulto ler, é chato. Além do mais, acho essa história mais de terror do que infantil. Não é porque tem crianças que é infantil. O filme It, tem crianças e é um filme de terror.
    Boa sorte no próximo tema. Evite os clichês.

  9. Luiz Ricardo
    25 de maio de 2019

    RESUMO: Helena e Valentin, dois irmãos bem novos, brincam com a boneca Nina e o cachorro Amora. Um pouco antes de dormir, a boneca Nina adquire vida e convida Helena no meio na noite para participar de uma festa com outras bonecas da garota que haviam sumido. Elas saem e no local apresentado por Nina outras quatro bonecas sinistras aparecem e amarram a garota. Valentin, no entanto, aparece para salvá-la e juntos os irmãos queimam as bonecas.

  10. M. A. Thompson
    25 de maio de 2019

    Olá Carl Fredricksen!

    Seu conto é sobre bonecas assassinas, um casal de irmãos e um cão. Com a ajuda do Amora o irmão é alertado sobre o iminente assassinato da irmã pela bonecas e consegue impedir.

    A história é boa, embora a dose de terror tenha deixado a desejar. Não fiquei satisfeito com a forma como nos apresentou a característica de fala da boneca. Também não me convenceu a capacidade de as quatro bonecas conseguirem amarrar a menina. Talvez se uma delas a tivesse golpeado ou corressem ao redor enquanto iam amarrando as pernas. Mas só dizer que ela foi amarrada por quatro bonecas não convenceu enquanto possibilidade.

    Boa sorte no Desafio.

  11. Elisabeth Lorena Alves
    25 de maio de 2019

    Resumo
    Durante um passeio duas crianças capturam um sanhaço e a menina se encanta com os batimentos cardíacos da ave, em sua alegria ela divide o novo conhecimento com sua boneca de pano. O batimento cardíaco desperta pensamentos insanos na bonequinha, que sequestra a menina em uma noite escura e tenta tirar o coração dela, sendo impedida pelo irmãozinho da menina e pela cachorra Amora.

    Comentário
    O Conto pode ser colocado como Terror e como Infantil, suprindo perfeitamente as características de ambos os temas. Muito bem construído, embora haja certo receio implícito na descrição do suspense, como se o narrador tivesse acobertando o menino, que gosta de se fazer de forte e racional, mesmo sendo ainda muito pequeno. Percepção de estatura que podemos ver quando ele caminha “afastando duas moitinhas de capim”. O nome do menino, Valentim, é uma ironia para seus impulsos iniciais, afinal ele sempre evita confronto, ignora o desconhecido por medo e no momento que antecede o final, foge, para depois arrepender-se, voltar e salvar a irmã.
    O Conto e muito marcado no diminutivo, como se o narrador tivesse a intenção de minimizar os perigos. Mas essa é mais uma estratégia do narrador, pois há momentos que ele usa aumentativos inesperados: caverninha, sala grande; fogo de gravetinhos e sombras enormes, o que passa despercebido em uma leitura superficial, já que os diminutivos ocorrem quase sempre em substantivos e os aumentativos quase sempre na adjetivação.
    A confusão que Valentim faz entre lógica e matemática acaba por mascarar outras mostras de grandiosidade da construção do texto, que inicia-se com a busca pelo prazer idílico, quando os dois vão ver a paisagem e depois, há o confronto com a realidade, o que é contraditório, pois o que afasta a menina do ambiente é uma boneca falante. Isso é psicanálise pura. Amei essa parte. E, para enriquecer a percepção de liberdade criativa há no Xamanismo a ideia de que o pássaro liberta almas, bem, quando múltiplos de oito, mas Valentim não conseguiria juntar tantos em suas mãozinhas. E pode ser também que alma de boneca “sai mais barato”, certo é que o contato com o sanhaço despertou a boneca e de forma negativa, afinal, sua curiosidade era muito perniciosa.
    Incrível que a abertura para a entrada da alma na boneca se dá pelo cenário: pássaro, como libertador, quartzo como expansor de energia vital e de descoberta. O equilíbrio entre realidade e suspense se dá pela existência do granito, que o menino conhece bem e que mesmo contendo quartzo em sua formação pode ter aqui o símbolo da força, dessa valentia quase sempre tardia do menino…
    O texto pode não ser proposital, mas é de uma riqueza muito equilibrada. Nos aspectos estruturais tudo é muito definido. Personagens são bem delineados, o tempo é corrente, o espaço é muito rico de informações, sem prolongar eternamente as descrições. As duas ações principais dão sustentação ao conflito e o desfecho é muito simbólico: o fogo é libertador, elimina a boneca amaldiçoada e traz o equilíbrio de volta ao Conto, com a implicância normal entre os irmãos.
    Tudo é muito premeditado no tocante a prosopopeia. A construção da aceitação de uma boneca viva é feita pela manipulação do narrador, que força a empatia do leitor, usando frases de efeito “Mas você nunca viu uma boneca que fala arrastar suas coisas pelo quarto, viu? Não? Sabia!”.
    Gosto de duas falas, uma clara, da menina, que acredita na destruição-purificação pelo fogo: “Todo mundo sabe que essas coisas amaldiçoadas só morrem quando pegam fogo!” e a outra, em pensamento, é a construção de autodefesa do menino:”Vou salvar a mim mesmo”. Esse pensamento é muito verdadeiro e fortalece a racionalidade que o menino mostra durante toda a história. Sua decisão em salvar a irmã, depois disso, mostra a sua busca pelo equilíbrio entre o sentimento e a necessidade. Ele não é um herói de última hora, é uma criança que enfrenta escolhas. Diferente da menina que tudo aceita. O texto começa rico, com um título em Onomatopéia e não decepciona.

  12. gabrieldemoraes1
    25 de maio de 2019

    Gabriel Bonfim Silva de Moraes

    RESUMO:

    O conto se inicia mostrando a caminhada de duas crianças, uma garotinha e um garotinho, visitando uma clareira e caçando passarinhos. A história prossegue a desenvolver a relação entre eles. A garota acorda no meio da noite e descobre que suas bonecas tinham planejado uma festa pra ela dentro de uma caverna. Ela segue as bonecas e seu irmão acorda para seguir e protege-la. No final, as bonecas tentam ataca-la, o irmão e a cadelinha a salvam.

    CONSIDERAÇÕES:

    Achei interessante como o autor/a pegou elementos infantis e adicionou ingredientes macabros no bolo. Os personagens são cativantes e a pequena história conseguiu me prender completamente. É um tipo de história que me prender particularmente, como o ótimo Coraline de Neil Gaiman. Não tenho críticas, apenas uma pequena sugestão, tem a ver mais com a falta de uma consequência ou obstáculo interessante para o personagem, achei tudo resolvido muito de repente, mas nada que comprometa a experiência. Parabéns!

  13. Benjamim Nkadi
    25 de maio de 2019

    RESUMO:

    Com a ajuda da cadela Amora, Valentim salva sua irmã Helena das garras de Nina: uma boneca amaldiçoada que, com um chute do corajoso Valentim, acabou por ser calcinada pela fogueira onde foi parar.

    COMENTÁRIO:

    Sem dúvidas um excelente conto. O autor(a) acabou de nos brindar com uma estória infantil temperada com os sabores do universo fantástico, e cheia de episódios de terror. O escritor acertou em cheio: mesclou muito bem as duas coisas. Um dos poucos que conseguiu fazer isso muito bem. E, como toda a estória infantil, acabou com uma grande lição para os mais novos, essa de serem sempre corajosos tal como Valentim foi ao salvar sua irmã Helena.

  14. Pedro Teixeira
    25 de maio de 2019

    Olá, autor(a)! Resumo: duas crianças, um menino e uma menina, vão brincar numa floresta. A menina, encantada com um passarinho que encontrou lá, encosta o peito do bichinho na orelha da boneca. Depois, de alguma forma a boneca ganha vida e tenta matar a garotinha e arrancar seu coração, plano que acaba frustrado pelo irmão e seu cachorro.
    Um bom conto, que traz uma mistura de infantil e terror, bem escrito e com um ritmo ágil. No entanto, essa mescla de gêneros traz alguns problemas, como o uso de diminutivos que de certa forma dilui o terror, e também a superficialidade das situações de perigo, já que não ficamos com a sensação de que algo muito ruim realmente possa acontecer. Outro porém é em relação ao surgimento das bonecas psicopatas e do sobrenatural no enredo: isso acontece de uma maneira muito abrupta, sem uma construção prévia que de algum modo os justifique. Ainda assim é um de meus favoritos no desafio até aqui. Parabéns e boa sorte no desafio!

  15. Renan de Carvalho
    25 de maio de 2019

    “Tum!Tum!” traz a história de dois irmãozinhos, que oram com a avó, que estão andando pelos arredores de sua casa, pois o menino quer mostrar à irmã um local especial. Ele diz que ela o atrasa, pois traz consigo uma boneca de pano. No local ela pede a ele que apanhe o passarinho azul que se aproxima deles e lhe entregue para que ela possa ver melhor. A menina, com o pássaro na mão, decide mostrar à boneca o barulho do coração do pássaro batendo. Uma noite a menina acorda e sua boneca está viva e a convida para uma festa, do lado de fora da casa, mas tudo não passava de um plano da boneca de abrir a menina e ver de dentro dela o que fazia o barulho igual ao dos passarinhos, já que ela, por ser de pano, apenas em seu interior tinha enchimento. Por sorte, a cadela da casa percebeu o mal que rondava, acordou o irmão, e juntos conseguiram salvar a irmã da boneca de pano amaldiçoada.

    História bem legal. Achei um toque gótico na conhecida obra de Monteiro Lobato. Nina, a boneca, me lembrou uma Emília pelo desejo de conhecimento, mas com métodos mais sombrios. Muito bem escrito e construído. A numeração ajuda a criar o clima evolutivo da trama.

  16. Thiago Amaral
    24 de maio de 2019

    Casal de irmãos encontram uma clareira, onde capturam um passarinho. A garota mostra coloca o coração do passarinho na mão de pano de sua boneca, para que ela sinta os batimentos cardíacos do animal. Mais tarde, a boneca leva a menina para uma caverna e, com a ajuda de suas amigas (também bonecas) e de uma faca, pretende dissecar a dona. O irmão aparece com sua cachorra, salvando a menina.

    Esse conto está bom demais! Mesclagem ótima entre linguagem e cenário infanto-juvenil com temática e clima de terror.

    Os personagens mostram várias características e bordões que são usados bastante, mas não chega a cansar. Na verdade, causam uma sensação de familiaridade não tão comum em histórias curtas. Tudo é muito bem amarrado.

    Identifiquei apenas dois errinhos que sobraram no texto (mas nada que estrague, já que, de resto, está muito bem escrito):

    “Não senti nada!” (quando Valentim fala da boneca, e não de si mesmo)

    e

    “Anda, saí da minha frente!”

    De resto está ótimo, conto muito gostoso de ler e ao mesmo tempo o mais assustador que vi (por enquanto)

    Quase botei no topo da minha lista.

  17. Sidney Muniz (@SidneyMuniz_)
    17 de maio de 2019

    Resumo: Tum! Tum! (Carl Fredricksen)

    Esse é o conto de uma menina que adora bonecas e fica com seu irmão procurando passarinhos, juntos os dois acabam se metendo numa enrascada, as bonecas dela, que estavam desaparecendo, de repente a sequestram e tentam arrancar o coração da menina, mas seu irmão meio coragem, meio covardia, a salva junto de seu cãozinho e no fim temos um final feliz.

    Um conto que me decepcionou pela salada mista, mas não é um conto ruim, o autor(a) tem bastante talento.

    Ela é uma boneca de pano, sua tonta. Não senti nada! – sente

    Avaliação:

    Terror/infantil: de 1 a 5 – Terror – Nota 1,5 e Infantil Nota 1,0 – (infelizmente essa fusão é algo complicado)

    Gramática – de 1 a 5 – Nota 4,0 (apenas algumas questões de pontuação mesmo e esse pequeno deslize apontado acima)

    Narrativa – de 1 a 5 – Nota 4,0 (Gostei)

    Enredo – de 1 a 5 – Nota 2,0 (Não gostei muito, ficou parecendo um pouco com os bonecos de “O Mestre dos Brinquedos”, mas sem o devido terror. Achei que foi uma saladinha mista)

    Personagens – de 1 a 5 – Nota 3,5 (As duas crianças são bons personagens, não curti a menina chamando ele de “burro” toda hora e nem ele chamando ela de “cegueta” o que para mim já tira a ideia do infantil e fica algo infelizmente pesado e contraditório para o tema, mesmo se for infanto, mas isso é porque sou chato mesmo)

    Título – de 1 a 5 – Nota: 3 (Um título interessante, mas ao mesmo tempo pouco chamativo)

    Total: 19,0 pts de 30,0 pts

  18. neusafontolan
    7 de maio de 2019

    Ficou muito boa esta fusão de infantil com terror
    Parabéns

  19. Claudinei Novais
    6 de maio de 2019

    RESUMO: Duas crianças seguem pelo mato, a fim de chegar a um lugar onde o garoto havia encontrado pela manhã e agora queria mostrar o local para a irmã. O local encontrado pelo garoto era uma clareira no meio do mato, repleto de florzinhas, borboletas e pedras. Lá encontram um passarinho e a garota o mostra para a boneca. De noite, já no quarto, a boneca começa a conversar com a menina, que inicialmente ficou assustada, mas logo se empolgou pelo fato de a boneca conversar com ela. O fato é que a boneca era uma boneca assassina e procurou levar a menina para uma emboscada, mas o irmão da garota a salvou da emboscada feita pela boneca.

    CONCLUSÃO: Trata-se de um conto com duas crianças, mas nem por isso parece um conto infantil. É nítido que o autor é adulto sem nenhuma afinidade com a linguagem infantil, o que denuncia que não tem muito contato com crianças. Se teve a intenção de um conto infantil, ficou nitidamente adulto; se teve a intenção de terror, ficou muito fraco, sem nenhum suspense ou emoção.

  20. Anorkinda Neide
    5 de maio de 2019

    Carl Fredricksen é do filme UP!
    kkk boa!!

  21. Anorkinda Neide
    5 de maio de 2019

    Olá! Que bom voltar a ler por aqui.. Vc misturou infantil com terror! Que ousado! Como Valentim, vc foi muito corajoso, ouso chutar que vc é um escritor e nao uma escritora… :p
    .
    Resumo: Duas crianças, nao me parece que faz referência a que sejam irmãos, vão até um local muito bonito encontrado pelo menino e pegam um passarinho nas mãos. A menina mostra as batidas do coração a sua boneca que tem muita inveja de seres vivos que possuem um coração pulsante. Então, à noite, a boneca leva Helena até uma caverna com intenções de arrancar seu coração, mas a cadela Amora muito atenta, chama Valentim e este vai salvar a menina.
    .
    Considerações: Uma pena que Amora não tenha aparecido antes na historia, apenas é citada pelo menino… Ela é cativante e primordial tb, matando muitas bonecas!! hehe
    Todos vão falar do excesso de diminutivos, estão realmente Demais!
    Não vi erros importantes e o texto flui muito bem e instiga, não consegui largá-lo até saber qual era a da Helena com a boneca. guriazinha chata essa Helena, não? (isso muito me faz pensar que vc é um homem… kkk)
    Mas os diálogos dela com Valentim são bons, porque ele carrega esta história, seus pensamentos são naturais, deliciosamente confusos, como o de qualquer menino :p
    A história, acredito que não foi proposital, acaba por passar a mensagem de que os animais de estimação são mais importantes e confiáveis do que os brinquedos, por isso mesmo que Amora deveria ter participado mais, gostaria de vê-la naquele passeio ao local das pedras bonitas.
    .
    Abração

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Informação

Publicado às 1 de maio de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 2, Série C - Final, Série C3 e marcado .