EntreContos

Detox Literário.

Do Tamanho do Infinito (Priscila Pereira)

 

Querida Mamãe,

Estou com muitas saldades, dês de que a senhora foi em bora que meu coração ficou com um buraco que dói muito. Todas as noite eu choro até durmir porque você não está mais com migo. Quando a senhora volta? Te amo muito mesmo.

Tati

 

Pudinzinho,

Eu estou fazendo uma viagem muito longa. Ficarei longe bastante tempo. Por favor, meu amor, não fique triste, se você ficar sempre triste eu também ficarei. Prometa para a mamãe que tentará ficar feliz! Vamos fazer um trato, você me escreve sempre que quiser, me conte tudo o que está acontecendo com você, tudo que estiver sentindo ou pensando e eu te respondo. Prometo que sempre estarei dentro do seu coração, mesmo que você não possa mais me ver. Seja boazinha com o papai e com a vovó. Continue estudando, você está escrevendo cada vez melhor, estou muito orgulhosa de você. Escove os dentes depois de todas as refeições e não se esqueça que mesmo que o papai não saiba demonstrar muito bem, ele te ama muito, e eu também.

Mamãe

 

Querida Mamãe,

Gostei da ideia de trocar cartas com você, assim não ficarei mais tão triste. Eu prometo escovar os dentes e ser boazinha, mas você me promete voutar logo? Eu to indo bem na escola, a tia Geovana está sendo muito boazinha com migo, ela sempre pergunta se eu tou bem. A vovó vem todo dia aqui em casa, ela faz comida, tenta fazer igual a sua, mas não consegue. O papai está muito triste, ontem vi ele chorando no quarto, ele também sente sua falta. Volta logo. Te amo muito!

Tati

 

Pudinzinho,

Que bom que está indo bem na escola! Preste bastante atenção na aula e sempre converse com a tia Giovana, conte pra ela qualquer coisa que estiver te incomodando. Tá bom? Diga para a vovó que a comida dela também é muito gostosa, ela tenta fazer igual a minha para te fazer feliz, ela está fazendo tudo que pode. Dê um abraço bem forte nela e diga que agradece por tudo que ela faz por você e pelo papai. Meu amor, seu pai está triste sim, ele também sente a minha falta, por isso que ele chora e não fala muito de mim, ele só precisa do seu abraço e de um beijo bem gostoso, vendo que você está bem ele já fica feliz. Não posso voltar ainda, mas penso em você todos os dias e peço para o Papai do Céu cuidar de você. Não esqueça que eu te amo muito!

Mamãe

 

Querida Mamãe,

Eu fiz o que você me pediu e a vovó ficou muito feliz, ela até chorou, mas disse que foi de felicidade… dá pra chorar de felicidade? O papai também gostou do beijo, ele disse que eu pareço com você. Ele estava sorrindo hoje. Mamãe, eu sonhei com você, foi tão bonito… nós estava no parque, lembra que a gente ia lá toda semana? Então, a gente estava sorindo e correndo e depois fizemos pique nique. Eu acordei feliz, mas depois lembrei que você não estava aqui de verdade e fiquei triste denovo. O papai não me leva no parque, acho que ele não gosta, que pena. Talvez a vovó queira ir… vou ver com ela. Beijinhos, mãezinha. Te amo!

Tati

 

Pudinzinho,

Dá pra chorar de felicidade sim e eu prometo que você vai chorar mais de felicidade do que de tristeza em toda a sua vida. Você é uma criança maravilhosa, mesmo estando triste consegue fazer todos à sua volta felizes. Continue com os abraços e beijos, eles dão energia para aqueles que estão com você. Peça ao papai pra te levar no parque, ele não te leva só porque não tem o costume de ir, mas sei que vocês dois podem começar seus próprios passeios e juntar muitas memórias boas. Eu queria aparecer nos seus sonhos todos os dias, para que você acordasse sempre feliz! Não fique triste, pudinzinho, estou longe, mas sempre estarei dentro do seu coração! Continue estudando muito, sua escrita tem melhorado muito! Te amo do tamanho do infinito!

Mamãe

 

Querida Mamãe,

Faz tempo que não escrevo, estava muito ocupada! O papai tem me levado para muitos passeios, você estava certa, era falta de costume mesmo, logo que pedi pra irmos no parque ele já arrumou a sesta de pique nique e passamos o dia todo lá. Agora vamos a lugares novos e divertidos, fomos no zoológico e vimos um monte de bichinhos e bichões, você ia gostar muito. A vovó vai com a gente as vezes, ela parece tão velhinha, tadinha, dês de quando você foi embora que ela foi ficando assim, cada dia mais velhinha…  se você voltasse, ela ia voltar a ser jovem, tenho certeza. Ahh, entrei na aula de canto!! Você sempre dizia que eu tinha a voz mais linda que já escutou. Agora to aprendendo a cantar ainda mais bonito pra que todos possam ouvir e ficarem felizes, igual você ficava. Te amo muito!

Tati

 

Pudinzinho,

Fiquei muito feliz de saber de tudo isso, parece que você está mais animada e feliz! Não chora mais todas as noites antes de dormir? Sabia que você e o papai iriam logo se aproximar mais, isso me deixa muito feliz! Não posso voltar ainda, então cuide bem da vovó, ela vai continuar a ficar cada vez mais velhinha então vai precisar ainda mais dos seus beijinhos e abraços. Cante para ela, leiam seus livros preferidos juntas, passe muito tempo com ela, isso vai fazer ela ficar feliz. Brinque bastante e faça muitas amiguinhas e não se apresse a ficar perto dos meninos. Ainda tem muito tempo pra isso. Me escreva só quando você puder e quiser, sempre responderei, mas lembre-se que estou todo o tempo dentro do seu coração. Te amo muito mais!

Mamãe

 

Querida Mamãe,

Não se preocupe comigo, as coisas estão melhorando muito, não choro mais antes de dormir e estou aprendendo a viver longe de você, mesmo sabendo que você está sempre dentro do meu coração. Estou indo muito bem na escola, sou uma das melhores da classe, meus professores dizem que se continuar assim vou ser a melhor aluna da escola. Papai está bem melhor também, nós nos aproximamos muito, ele parece mais feliz, mas ainda sente a sua falta. Como você pediu, estou passando muito tempo com a vovó e isso tem feito bem a ela e a mim também, obrigada pela dica. Vou continuar escrevendo sempre que a saudade bater forte. Te amo como sempre!

Tati

 

Pudinzinho,

Ainda posso te chamar assim? Você deve ter crescido muito já, com certeza está linda e continua tão bondosa e carinhosa como quando era ainda o meu pudinzinho, tão doce e fofa. Mas agora você mão é mais uma criancinha, já é uma mocinha. Queria muito ter estado aí com você esse tempo todo e visto como você cresceu bem… Sinto muito a sua falta! Cuide da sua saúde, estude bastante, passeie muito e seja muito feliz, minha filha, cuide do papai e da vovó também e não se esqueça que eu te amo pra sempre!

Mamãe

 

Querida Mamãe,

A vovó não está mais com a gente, ela se foi, igual a você. Vocês estão juntas agora? Aposto que sim, ela sempre dizia que pra uma mãe, perder um filho era como morrer aos poucos, não sei se foi assim pra você também, mas acho que sim, afinal, você também me perdeu, ou eu te perdi. Nunca vou me esquecer de você, mesmo que viva mil anos. Te amo pra sempre!

Obs: Papai, já faz um tempo que sei que é você quem responde as cartas. Obrigada por ter feito esse momento da minha vida mais suportável. Não pretendo escrever mais pra mamãe, mas podemos começar a escrever um para o outro, que tal? Te amo infinitamente.

Tati

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49 comentários em “Do Tamanho do Infinito (Priscila Pereira)

  1. Cirineu Pereira
    16 de junho de 2019

    Puxa, Priscila, como é que eu poderia não gostar de um conto desses, como você sugeriu lá no grupo? Por quem me tomas? Magoei, Pudinzinho! Hahahahahahha!!!

    Conto excepcional, prova de que menos pode ser mais. Sua história certamente levará às lágrimas muitas crianças com idade um pouco mais avançada que a Tati (como provavelmente fez com alguns adultos). Sim, porque não é um conto infantil, mas infanto-juvenil. A narrativa é extremamente perspicaz e você conseguiu, além de fugir da pieguice, encerrá-la antes que a repetição a tornasse enfadonha.

    É um conto para ler e reler várias vezes, pois há muita coisa nas entrelinhas, como a “mãe” afirmando, não obstante os erros gritantes da filha, que o Português dela estaria melhorando – ao meu ver, uma forma de chamar a atenção do leitor para a evolução e crescimento da menina ao longo da narrativa. E recomendação (típica de pai) para que a menina não se envolva tão cedo com meninos. E a gente acaba por amar esse pai que sequer aparece mais que qualquer outro personagem.

    Parabéns!

    P.S.
    Em algum ponto parece haver um erro de ortografia, não da filha, mas da mãe.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Obrigada, Pudinzão!! rsrsrsrsrrs Imaginei que você não fosse gostar por estar excessivamente simples e mesmo que não totalmente intencional, carregado no emocional! Mas fiquei imensamente feliz que tenha gostado! Ganhar de você foi o melhor desse desafio 😀

  2. Elisabeth Lorena Alves
    15 de junho de 2019

    Texto lindo!
    Conto com temática Infanto-Juvenil. Aborda o relacionamento familiar depois da morte da mãe.
    Docíssimo. E a mudança da Linguagem acompanha a evolução da criança:”Estou com muitas saldades, (…) dês de que a senhora foi em bora que meu coração ficou com um buraco que dói muito. (…) durmir porque você não está mais com migo.”
    O Conto escrito como troca de cartas, é delicioso, pois traça o crescimento e enfrentamento da morte na perspectiva da personagem Tati, mas apresenta a força e sensibilidade do pai que sustenta esse canal de forma grandiosa.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Muito obrigada pela leitura e comentário tão generoso, Elisabeth! ❤

  3. Leandro Soares Barreiros
    15 de junho de 2019

    Resumo: Menina jovem demais para entender os conceitos de vida e morte troca correspondências com quem acredita ser sua mãe ausente. A mãe está morta, sendo o pai quem assina as cartas na esperança de conseguir oferecer à filha tranquilidade e amor materno.

    Protagonista/Herói: Tati – Nota: 1,5 de 2

    Tati foi bem apresentada como uma criança em meio a uma tragédia, incapaz de entender a ausência da mãe. O autor demonstra com maestria a inocência da criança e seu gradual desenvolvimento/amadurecimento, representados pela melhora da menina na ortografia.

    Enquanto foi competente nesse sentido, a criança acaba ficando também um tanto genérica, desprovida de individualidade (e aqui estou forçando um pouco a crítica). Essa generalização facilita um reconhecimento horizontal da personagem nos arquétipos que temos de crianças. Por outro lado, prejudica o reconhecimento vertical da personagem.

    Antagonista/Vilão: – Nota: 1 de 2

    Há diferentes forças antagônicas na história: a realidade brutal da vida, a incapacidade de uma criança entender a morte e o pai incapaz de explicar para a filha que as coisas são o que são. Sim, por um lado temos empatia com o pai diante da tarefa de criar sozinho Tati e de explicar para ela o que aconteceu. Mas ele evita a última função. A narrativa se desenvolve de maneira a apresentar a decisão como positiva, mas muitas questões complicadas poderiam surgir a partir daí.

    De todo modo, não há grande ênfase nas forças antagônicas do mundo. O autor explora (de maneira eficaz) a sensibilização do leitor diante da tragédia, da inocência da criança e da tristeza do pai.

    Mudança de Valor – Nota 1,5 de 3.
    A mudança de valor é exatamente o que o nome sugere. A transição entre acontecimentos positivos e negativos que acontecem durante a história, gerando tensão no leitor.

    Nessa história as mudanças de valor acabam ficando em segundo plano e engessando uma fórmula explicita e repetida desde o início: a menina escreve os problemas que vive e o pai resolve.

    Há, também, a tensão criada com a expectativa da descoberta do paradeiro da mãe, o que acontece efetivamente na última carta, de maneira positiva (passamos da negação [-] para a aceitação [+].

    O que a história queria, o que a história fez: 3 de 3.

    Bom, vamos lá, lembrando que essa parte é, acima de tudo, palpite meu.
    A história foi escrita, acredito, sob algumas premissas:
    1)é preciso geram empatia do leitor com a criança,
    2)é preciso dar indícios de que o pai está escrevendo,
    3)é preciso deixar o leitor triste e
    4) é preciso transformar a tristeza em certa alegria ao final da história.

    Particularmente, acredito que o autor alcançou todos os objetivos propostos. Enquanto lia sabia que o autor esperava que ficasse triste e feliz ao fim e isso não impediu de me deixar triste e feliz ao fim.

    Síntese: Uma história que se constrói a partir da sensibilização do leitor com a tragédia e com os personagens. Funcionou muito bem.
    Nota final: 3,5

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Oi, Leandro! Obrigada pela leitura tão atenta e pelo comentário tão cuidadoso, vai me ajudar muito nos futuros contos! Sempre espero seus comentários 😉

  4. rsollberg
    14 de junho de 2019

    Do Tamanho do Infinito (Tati)

    Resumo: Filha e “mãe” trocam cartas sobre os acontecimentos ordinários da vida e as lições que envolvem esses episódios.

    Um conto epistolar que narra a história dos personagens de uma família, tendo como destaque o amadurecimento de Tati, uma garota que perdeu sua mãe e vive com a avó e o pai. As missivas trocadas demonstram a evolução do personagem e possuem ensinamentos de vida. Apesar de não ser original, o conto comove pela simplicidade e sutileza empregados. O final, ainda que previsível, cumpre seu papel.

    Curti: O tom despretensioso da narrativo. O conto é seguro, honesto e competente no que se propõe. Inegavelmente desperta emoção.

    Não curti: A história é genérica, não traz nenhum traço marcante da família, algo que se destaque. Não fosse o “pudinzinho”, que não é original diga-se de passagem, não teríamos nenhuma idiossincrasia familiar, nada que transmita a verdade que contrasta com a famigerada família margarina. Por que não usar um lugar de visita peculiar, algo relacionado a mãe, a sua história, profissão, origem? Por que não trazer alguma coisa da relação Mãe X Giovanna, ou mãe X Avó? Usar um prato especial ao invés de “comida”, uma música ao invés do “você sempre disse que canto bem”, essa coisas podem dizer tanto sobre os personagens. Detalhes que dão um caráter único para história, geram empatia automática no leitor e tudo torna-se crível. Perde-se a artificialidade e ganha contornos reais.
    Anotações: Usar o amadurecimento na escrita da protagonista como fio condutor temporal foi uma grande sacada. Meu único “porém” fica por conta do “voutar” e logo depois, na mesma missiva, um “volta”, ambas com o mesmo sentido.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Salve, Rafael! Muito obrigada pelas dicas, vou aproveitar tudo nos futuros contos!

  5. Fabio Baptista
    13 de junho de 2019

    —————————
    RESUMO
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    Criança troca cartas com a mãe durante várias fases da vida.
    No final, descobrimos que a mãe estava morta e quem escrevia as cartas era o pai.

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    ANOTAÇÕES AUXILIARES
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    Eu comecei a anotar, mas parei ao perceber que a estrutura epistolar permaneceria até o final.

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    TÉCNICA
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    Uma simplicidade que consegue passar a ternura que o conto precisava, o que me leva a concluir que foi bem-sucedido.
    Eu, sinceramente, tenho minhas dúvidas se é válido colocar palavras propositalmente erradas para simular a escrita mais rudimentar de uma criança. Tipo, o conto é infanto-juvenil e tal… dependendo da idade, não sei se vão sacar essa questão do erro proposital, ou assimilar o errado como certo.
    Enfim… só essa questão que me incomodou.

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    TRAMA
    —————————
    A ideia é simples e quase se torna maçante devido à repetição principalmente de “Querida mamãe” e “Pudinzinho”.
    Eu não estava curtindo muito, até o final… me pegou de surpresa e quase conseguiu o feito inédito de arrancar uma lágrima aqui.

    É a típica história pensada pra fazer chorar. E consegue. Quase consegue, no meu caso…

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    SALDO FINAL
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    Em um conto, há dois momentos para conquistar o leitor: a primeira frase, ou o último parágrafo.
    Esse aqui conquista no final. Maior impacto, sem dúvida.

    NOTA: 4,5

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Não te fiz chorar, Fabio? Coração de pedra!! kkkkk Na verdade não foi proposital o fazer pra chorar, mas foi um bônus muito bom…kkk Obrigada pelo comentário!!

  6. Daniel Reis
    13 de junho de 2019

    Resumo: À medida em que cresce, Tati (Pudinzinho) escreve cartas para sua mãe, que está longe, e ela responde com palavras de encorajamento. Até a perda da avó, quando avisa ao pai que sabe que é ele quem escreve em nome da mãe, já falecida.
    Premissa: No gênero infantil, a ideia é bastante interessante, da comunicação epistolar entre mãe e filha, à medida em que cresce. O final, apesar de não ser surpreendente, é tocante.
    Técnica: O autor se esforça para dar naturalidade à escrita da criança e da mãe, que se alternam em diferentes momentos e inclusive apresenta a evolução narrativa da menina.
    Voz Narrativa: às vezes, resvala no exagero da emoção, o que no entanto não invalida a sensibilidade e a condução da história.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Daniel, muito obrigada pelo comentário sincero!

  7. Catarina Cunha
    13 de junho de 2019

    O que entendi: Uma menina troca cartas com a falecida mãe, que na verdade era o pai lutando para a menina passar essa fase da melhor forma possível.

    Técnica: A ideia de personalizar a escrita, de acordo com a idade da menina, foi uma boa ideia. Mas eu achei a evolução da menina muito linear, sem altos e baixos, para um evento tão trágico.

    Criatividade: Embora a premissa seja legal, não deu liga como conto infanto/juvenil e nem terror. Mas é um conto simples e bonito.

    Impacto: Pequeno, afinal já imaginamos que a mãe estava morta. Mas teve a surpresa do pai estar respondendo as cartas.

    Destaque: “Não se preocupe comigo, as coisas estão melhorando muito, não choro mais antes de dormir e estou aprendendo a viver longe de você, mesmo sabendo que você está sempre dentro do meu coração.” – Que bonitinha!

    Sugestão: Eu não daria tantas dicas de que a mãe está morta. Logo no começo ficamos sabendo, tira um pouco a curiosidade.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Valeu pelas dicas, cat, com certeza vou usá-las nos contos futuros!

  8. Gustavo Araujo
    13 de junho de 2019

    Resumo: Menina se corresponde com a mãe, por cartas, durante anos, imaginando que ela, a mãe, está viajando. No final, sabemos que era o pai quem escrevia as cartas e que a mãe morrera muitos anos antes.

    Impressões: gostei muito do conto. Histórias em forma de missivas são sempre interessantes se o autor souber usá-las. Aqui acompanhamos a pequena Tati crescendo, melhorando seu português à medida que os anos passam, imaginando que a mãe e ela têm uma ligação especial. Já dava para imaginar que a mãe morreria no final, que estava no hospital ou algo assim, mas não antecipei, confesso, que era o pai quem escrevia as cartas. Por isso gostei da sacada, pela surpresa. É um conto que pode ser lido e entendido pelos pequenos também, sendo essa, a meu ver, a melhor qualidade que um texto deste tipo, infanto-juvenil, pode ter. Por isso se destaca entre os demais Narrativa sensível e que consegue não resvalar para o sentimental ou para o piegas. Uma façanha e tanto. Parabéns à(ao) autor(a). É um dos meus favoritos. Desejo a você boa sorte no desafio.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      O chefão dizer que é um de seus favoritos não tem preço!!! Valeu o desafio! Muito obrigada!! ❤

  9. Marco Aurélio Saraiva
    12 de junho de 2019

    Tati perde a mãe na morte e, talvez para suportar a dor, escreve cartas para ela. Por incrível que pareça ela recebe respostas que, depois, descobre serem escritas pelo próprio pai.

    Deu para notar desde muito cedo no conto que era o pai quem escrevia as cartas (ou a avó, mas me parecia mais óbvio que fosse o pai). Mesmo assim, o conto é tocante e, no final, percebi que mesmo suspeitando que era o pai quem escrevia, queria ler até o final para descobrir.
    A escrita está impecável, a apresentação está excelente. Acompanhar Tati foi gostoso, mesmo que a leitura tenha sido rápida. A leitura deste conto foi um tempo bem investido, faz o coração pesar um pouco e nos leva a rever nossas prioridades. A vontade que tive, assim que terminei a leitura, foi de ligar para a minha mãe e dizer que a amo!!!

    Parabéns!

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Ahhh que comentário mais lindo!!!! Me emocionou de verdade, Marco, espero que tenha mesmo ligado para a sua mãe!! Vou te contar um segredo, eu chorei muito escrevendo esse conto, mas não imaginava minha mãe e sim a minha filha… como ela ficaria se tivesse que passar por algo semelhante ainda tão pequena. muito obrigada pelo comentário! ❤

      • Marco Aurélio Saraiva
        18 de junho de 2019

        Caramba! Mas é assim mesmo… nossos melhores textos sempre vêm de coisas que guardamos bem fundo dentro de nós mesmos =)

        Parabéns de novo!

  10. Tikkun Olam
    11 de junho de 2019

    Do Tamanho do Infinito – Tati

    O início é o que cativa. O meio é o que sustenta. O final é o que surpreende. O título é o que resume. O estilo é o que ilumina. O tema é o que guia. E com esses elementos, junto com meu ego, analiso esse texto, humildemente. Não sou dono da verdade, apenas um leitor. Posso causar dor, posso causar alegria, como todo ser humano.

    – Resumo: Uma troca de cartas entre filha e mãe, entre anos, com crescimento e amadurecimento envolvido. Descobrimos quem é quem, num breve período, pois cada linha de suas cartas possui uma infinidades de histórias não contadas.

    – Início: Bonito. Antes de qualquer coisa, é uma história bem bonita. Simples. Uma troca de cartas. Cativa de uma forma leve, sem grandes emoções.

    – Meio: Estagnação. O texto se mantém no mesmo nível em quase tudo. Seu ponto forte é a leveza que já citei. E o ponto fraco é o tom da conversa: a menina vai crescendo e a conversa não amadurece muito. O maior problema é que, inclusive, não temos uma visão clara da idade da menina, então fica difícil acompanhar sua conversa.

    – Final: Cebola. Sabe aquela história que praticamente te força a chorar? É essa. Bem essa. Não gosto muito, pois aprecio o desenvolvimento dos sentimentos naturais. O autor prepara o final o tempo inteiro. E eu, pessoalmente, já esperava que a mãe estivesse morta. Só queria uma surpresa boa no final, algo surpreendente, o que não aconteceu. Era exatamente o que suspeitava.

    – Título: Lindo. Um título emocional e com significado após a leitura merece todo o mérito possível. Parabéns!

    – Estilo: Delicado. O autor é muito bom. Escreve com leveza e naturalidade. Além disso, consegue cativar, mesmo não trazendo um enredo impactante e mirabolante.

    – Tema: Confusão. A leveza é uma característica de contos infantis. Porém, o conto carrega, de forma bem explícita, uma carga muito forte. Crianças, em geral, não abstraem o pensamento muito bem. O fato do pai estar escrevendo as cartas, enquanto alegava que era a mãe viajando, pode confundir os leitores da tenra idade, principalmente pelo fato da morte da mãe não estar explícita. Se deixasse subentendido, com sinais, não seria um problema. E esse conto, como infanto-juvenil, é fraco. Não possui um fator energético que os jovens exigem.

    – Conceito: Ouro.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Muito obrigada pelo comentário tão detalhado e poético, gostei! Com certeza usarei as dicas nos contos futuros!

  11. Ricardo Gnecco Falco
    7 de junho de 2019

    Olá Tati; tudo bem?
    O seu conto é o nono trabalho que eu estou lendo e avaliando.

    ————————————-
    O QUE ACHEI DO SEU TEXTO
    ————————————-

    Gostei do formato que você imprimiu ao texto, dando esta aparência de troca de correspondências. Isso ficou bem interessante, principalmente devido a utilização dos ‘erros’ de escrita, para caracterizar a(s) idade(s) da personagem filha.

    Gostei da carga dramática que você utilizou sem parcimônia no conto também, e tenho certeza que essa escolha irá render muitos bons frutos junto aos leitores, pois (escrevo isso por experiência) por aqui os avaliadores (principalmente os que estão hoje no grupo A) tendem a dar boas notas quando seus corações são tocados durante o processo de leitura. Claro que existem exceções (os sem-coração – rs!), mas acredito que SEMPRE seja um tiro certeiro optar por essa pegada mais dramática por aqui. Até eu já estou me rendendo a isso… 😀

    Falando em tema, achei bem interessante ler e avaliar um conto com uma temática tão parecida com a que utilizei em meu trabalho nesta edição também. E mais legal anda é saber que alguém (no caso, você) que se utilizou praticamente da mesma temática que eu usei, irá também ler e avaliar o meu humilde trabalhinho lá na outra série… Sério mesmo! Usei o mesmo artifício da escrita ‘infantil’ para caracterizar a personagem criança. Utilizei também o artifício da imagem clássica de um piquenique no parque (até no título — “O Parque” — e na imagem!); o drama da morte da mãe, a tristeza e o choro do pai… Enfim… Rs! Coisas do EntreContos… 😉

    Gostei também do fato de você, diferentemente do que eu fiz no meu conto, ter se mantido fiel ao tema único (infantil). Eu, confesso, não resisti à tentação e misturei com o Terror…

    Enfim… Curti bastante a leitura e meu coração (e olhos) também foi(foram) tocado(s) pela sua obra!

    É isso! Parabéns pelo trabalho e boa sorte (pra gente!) no Desafio! 🙂

    Bem, pra acabar… As regras do Certame exigem que eu faça um resuminho do trabalho avaliado, para comprovar minha leitura. Então vamos lá:

    ——————————
    RESUMO DA HISTÓRIA
    ——————————

    Menina órfã escreve frequentemente cartas a sua mãe falecida, para tentar amenizar a dor da perda de sua genitora; cartas estas que são sempre respondidas (!!!) e, ao final, descobrimos por quem: seu pai.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Oi, Ricardo! Seu conto foi um dos que mais gostei, ou seria detestei.. não sei direito… muito bom!! Obrigada pelo comentário tão legal!! 😀

  12. Regina Ruth Rincon Caires
    5 de junho de 2019

    Do Tamanho do Infinito (Tati)

    Resumo:

    A história comovente de “Pudinzinho” (menina que perdeu a mãe precocemente) é contada através de cartas escritas por ela e pelo pai (somente ao final do conto isto é revelado). O pai, sentindo-se triste e temeroso em não saber trabalhar com a tristeza da filha, teve a ideia de escrever cartas como se fosse a mãe, e isso facilitava extravasar a dor que ambos sentiam e apaziguava o drama da menina. E, com o passar do tempo, a menina foi assimilando a realidade e aproximando-se do pai. Em certa idade, ela já sabendo que o pai era o “remetente” das cartas, agradece por tudo e declara que está bem e que o ama muito.

    Comentário:

    Não há como, ao terminar a leitura, não sentir um nó na garganta. Uma história comovente, que consegue transformar um acontecimento trágico em um desenrolar de tempo salpicado de ternura. O recurso usado pelo autor foi muito inteligente, em momento algum pensei que o “correspondente” poderia ser o pai. A narrativa leva o leitor por caminhos platônicos, fantásticos. Surpreendente a figura do pai no desfecho. Não encontrei deslizes na escrita (respeitados os erros da escrita infantil, daqueles erros comuns no período da alfabetização).

    Parabéns, Tati! Fiquei emocionada com o seu conto!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Obrigada, Dona Regina! Que bom que ficou emocionada!! Parabéns pelo seu conto tão bom!! ❤

  13. Fil Felix
    3 de junho de 2019

    Uma criança começa a se comunicar com sua mãe falecida através de cartas, crescendo com o passar do tempo e descobrindo, ao final, que era seu pai quem as escrevia.

    Um conto bonito e bastante delicado. Vemos através da escrita a criança crescer e se tornar uma mulher, escrevendo tudo errado no começo e já certinho ao fim. Fica implícito a morte da mãe e o mistério de como essas cartas estavam sendo respondidas. Confesso que não imaginei ser o pai, então o final foi uma grata surpresa. Já passei por uma situação semelhante, ficando longe de alguém que gosto e escrevendo cartas expressando meus sentimentos, mesmo sem poder receber uma resposta. Acabei me identificando com esse aspecto. Muito bom.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Oi Fil, que bom que gostou e se identificou! Obrigada pela leitura e comentário!

  14. Sidney Muniz (@SidneyMuniz_)
    1 de junho de 2019

    Resumo: Do Tamanho do Infinito (Tati)

    Um conto lindo! A história de uma garotinha que perde a mãe muito cedo e começa a escrever cartas para se comunicar com a mãe, como se ela apenas tivesse saído para fazer alguma coisa, uma viagem, ou a trabalho e não pudesse voltar tão cedo.

    É um conto de aceitação, do pai, da filha… da avó, de uma família.
    O recurso de como a escrita amadurece é um brinde a um desafio como o Entrecontos que faz isso com cada um. Muito bom, muito lindo e o final é excelente, previsível, mas excelente!

    Avaliação: (Para os contos da Série A-B não considerarei o título, as notas serão divididas por 5 para encontrarmos a média. Porém teremos uma ordem de peso para avaliação caso tenha empates… Categoria/ Enredo / Narrativa / Personagens / Gramática.

    Infanto Juvenil: de 1 a 5 – Nota: 5,0 (Amei)

    Gramática – de 1 a 5 – Nota 5,0 (Tem uns errinhos, mas kkk, são todos propositais!
    Parabéns pela originalidade!)

    Narrativa – de 1 a 5 – Nota 5 (Excelente escolha!)

    Enredo – de 1 a 5 – Nota 5 (Um genuíno infantil! )

    Personagens – de 1 a 5 – Nota 5 (Perfeitos, apaixonantes, todos!)

    Total: 25,0 / 5 = 5,0

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Quanta generosidade, Sidney! Amei seu comentário todo!! Nota 1000!

  15. Leo Jardim
    29 de maio de 2019

    🗒 Resumo: uma menina se corresponde por cartas com a mãe que está distante (na verdade, morta). Aos poucos ela vai se acostumando a viver longe da mãe e passando pelas fases do luto. No fim, descobrimos que o pai escrevia as cartas.

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): singela e redondinha, uma passagem bonita de uma família em luto. Não sei se era objetivo do autor que a revelação de que a mãe estava morta ficasse para o fim, mas acredito que não, pois ficou bem óbvio desde o inicio. Acabou que a única dúvida que permeou todo o texto e ficou como surpresa para o fim foi saber que era o pai que escrevia as cartas. O interessante disso é que eu realmente não imaginava, então o texto ganhou novos contornos, já que mostrou também a dificuldade do pai nesse momento tão difícil.

    Não é uma trama muito mirabolante e nem aposta tanto nas surpresas, mas acaba entregando o que há de mais importante em textos assim: a emoção.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): qdo vi os primeiros erros da carta da menina quase comecei a anotar, mas depois percebi que eram intencionais. E isso funcionou muito bem, porque simular erros infantis é uma amostra de domínio da técnica. Escrever de forma epistolar, como cartas, também demonstra técnica, já que foge dos formatos tradicionais e precisa tomar cuidado para a passagem de informações não ficar forçado. Pelo menos eu achei que ficou muito bom.

    🎯 Tema (⭐⭐): infantil [✔]

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): é um tema comum, mesmo o uso do formato epistolar não é novidade, mas é um exemplo de como fazer bonito com as ferramentas já existentes.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐⭐): cada um é impactado por um conto de uma forma diferente. A empatia do autor com os leitores geralmente ocorre pela identificação. Quando o leitor se vê ou vê nos personagens um pouco de si, ele se conecta no texto e o impacto esperado ocorre por completo.

    Bom, eu perdi minha mãe recentemente. Logo no início, qdo percebi que o tema seria esse, a emoção já veio forçando na garganta. Fiquei com medo de ficar forçado, daqueles textos que você fica com raiva de chorar no fim, mas a forma singela e infantil que foi se desenvolvendo tocou bem profundo nessa minha ferida ainda em cicatrização. No fim, a identificação foi ainda maior, pois também fui um pai tendo que explicar para crianças a perda de um ente querido (não uma mãe, mas ainda assim é complicado). Um nó forte se formou na garganta e uma umidade insistente surgiu nos olhos.

    Enfim, um texto emocionante e esperançoso. Todo luto tem um fim. Obrigado.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Leo, seu comentário foi um dos melhores, obrigada, de coração, por compartilhar um pouquinho da sua história! ❤

  16. Pedro Paulo
    18 de maio de 2019

    RESUMO: Mãe e filha trocam cartas, a genitora orientando sua menina enquanto está ausente, recomendando a ela alegria e determinação para viver com o pai e a avó. Com a progressão do tempo, vamos sabendo como a situação da menina muda e também como ela amadurece, até a revelação final de que a mãe teria falecido e que era o pai o autor das cartas. Felizmente, é a menina que nos revela isso, demonstrando a efetividade das cartas em ajuda-la com o luto.

    COMENTÁRIO: Este é um conto emotivo e inteligente, pois é justamente na pouca quantidade de informações que nos envolvemos com a história. Tratando-se de cartas, cujo conteúdo não visa grandes exposições, mas sínteses e expressões diretas de emoções, logo nos aproximamos das personagens, especialmente de Tati, cuja primeira opção estilística de usar uma escrita infantil, errada, também foi acertado em deixar mais verossímil e distingui-la, tal como em acompanhar as mudanças na grafia como sinal de amadurecimento. O tempo sendo indicado na própria escrita, uma esperteza da autora. Durante a leitura, fica um pouco evidente que uma das opções de conclusão seria a revelação da morte da mãe, mas a verdadeira surpresa foi bem no finalzinho, com a descoberta de que o pai teria escrito as cartas como uma forma de ajuda-la, e que Tati estaria agradecido por isso. Daí, o pai, antes um personagem coadjuvante, assume mais importância na história, tal como a troca de cartas assume um novo sentido, pedagógico, em torno do tema da morte. Tudo isso em um P.S, o que é impressionante. Parabéns e boa sorte!

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Muito obrigada pelo comentário tão generoso, Pedro! Gostei demais!!!

  17. Paula Giannini
    17 de maio de 2019

    Olá, EntreContirsta,

    Tudo bem?

    Resumo:

    Escrito na chave epistolar, o texto é uma troca de correspondências entre filha e mãe, esta já morta. Ao final, descobrimos que era o pai quem enviava as cartas.

    Meu ponto de vista:

    Um conto produzido por alguém que sabe dominar a arte de emocionar seu leitor, ao menos a mim. Um texto simples e belo, com uma pegada infanto-juvenil, abordando um tema forte e importante para os jovens leitores.

    Classifico-o, também, como literatura de formação, um convite ao leitor iniciante, para a ventura das letras, assim como, um aconchego para crianças que passam por situações de morte (quem não…) em família.

    O ponto alto do trabalho é justamente o modo como o(a) autor(a) resolveu contar a história, de mordo epistolar, em tempos nos quais nos perdemos na frieza de e-mails, cartas são muito bem-vindas.

    Parabéns.

    Beijos

    Paula Giannini

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Paulinha, sua linda! Que delícia de comentário! Amei, muito obrigada!! ❤

      • Paula Giannini
        17 de junho de 2019

        😉

  18. Rubem Cabral
    12 de maio de 2019

    Olá, Tati.

    Resumo da história: acompanhamos a troca de cartas entre Tati, uma menina pequena no início do texto, e sua falecida mãe.A mãe oferece conselhos e carinhos sob forma de palavras, ajudando a filha a superar a ausência dela e aos problemas do dia-a-dia. Aos poucos Tati vai crescendo, a avó morre também, e é revelado por Tati que quem escrevia as cartas era o pai.

    Prós: as cartas soaram naturais, com estilos de escrita diferentes para Tati e a mãe. A escrita foi clara e simulou alguns prováveis erros de escrita da criança. Somos brindados com uma surpresa no final, pois até então o conto parecia indicar algo sobrenatural para a comunicação entre a menina e a mãe.

    Contras: embora existam erros propositais nas cartinhas de Tati ainda pequena, por vezes o vocabulário “quebra” um pouco a suspensão de descrença, parecendo uma simulação de fala infantil. A história não oferece muita trama, fora o crescimento de Tati e os pequenos dramas do amadurecer.

    Boa sorte no desafio!

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Muito obrigada pela leitura e comentário, Rubem!

  19. Antonio Stegues Batista
    10 de maio de 2019

    DO TAMANHO DO INFINITO- é a história de uma menina que troca cartas com a mãe, que diz estar viajando. Mas na realidade, a mãe morreu e é o pai da menina quem escreve as cartas como se fosse a mãe dela. Seria bem chato fazer um resumo do conteúdo dessas cartas.

    O conto não é ruim, também não é algo fenomenal. As repetições de frases e situações nas cartas, tornam a leitura enfadonha. Antes mesmo da metade do conto eu já desconfiava que a mãe da menina estava morta e que era alguém escrevendo as cartas. Já li algo parecido não sei onde. Não há muito o que dizer da história. É bem escrita, boa estrutura e é só. O tema é infantil, não resta dúvidas, mas é algo que passa dos limites do melodramático. É válido, mas não me empolgou. Acho que ficaria melhor, se começasse com um drama familiar muito antes da mãe morrer. Só as cartas foi muita conversa e pouco conteúdo. Boa sorte no próximo tema. Não desista.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Desistir, nunca! Sempre tentarei melhorar! Obrigada pelas dicas, Antônio!

  20. Fernando Cyrino.
    9 de maio de 2019

    Uma troca amorosa de cartas entre uma criança e a sua mãe que havia falecido. Quem escreve as cartas é o próprio pai (cheguei a pensar que fosse a avó). As cartas vão mudando de tom e, inclusive, melhorando o português, na medida em que a garotinha vai crescendo e se tornando mocinha, até que, por fim, depois do falecimento da avó, a mocinha já havia descoberto quem era o seu real interlocutor e o convida a que continuem a correspondência vida afora. Gostei muito da singeleza da história, Está muito bem colocada a troca de correspondências entre mãe e filha. Um enredo simples, como deve ser a história escrita para as crianças. Achei que seu conto irá ajudar bem a crianças que perderam um ente querido na infância. Você escreve muito bem a história. Bastante criativa a sua narrativa da mãe para a filha e vice versa. Não notei a existência de erros, o que denota que você escreve muito bem. Claro que a criança, ao longo do seu desenvolvimento, vai cometendo aqueles erros que são esperados na idade que ela tinha. Uma história que me encantou, senti mesmo uma emoção ao chegar ao final do conto. Parabéns pela sua construção. Meu abraço fraterno, Fernando.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Muito obrigada, Fernando! Fico muito feliz que tenha gostado! Também gostei muito do seu conto, daria um livro!!

  21. neusafontolan
    8 de maio de 2019

    Emocionante!
    Adorei
    Parabéns

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Obrigada, querida mocinha!! 😉 ❤

  22. Angelo Rodrigues
    5 de maio de 2019

    Resumo:
    [Infantil? Suponho um conto de viés edificante]
    Menina escreve cartas para a mãe já morta, que são respondidas pelo pai. Tem uma avó na jogada, que também acaba morrendo. A menina saca que a mãe está morta e quem responde às cartas é o próprio pai. Então tá. Ela propõe continuar trocando cartas com o pai.

    Comentários:
    Cara Tati
    Conto de viés edificante onde uma menina muito pequena – pela escrita – troca cartas com a mãe que se mandou pra longe, e o faz na inocência de que a mãe ainda não esteja morta.
    O conto passeia pela docilidade de uma conversa entre mãe e filha, o que não é mal, embora não excite à leitura, que só se deve justificar pela reversão dessa docilidade em algo mais, um drama, uma surpresa, algo que faça o leitor acreditar que valeu a pena continuar a ler.
    Tenho um pouco de resistência a este tipo de escrita. Não há conflito, todos são bons, ainda que entre as pessoas paire o desconforto de uma morte prematura. A menina age com um conformismo exacerbado, o pai mantém nela a ilusão de uma mãe que ainda vive e não a prepara para o fato de que ela perdeu, talvez, a pessoa mais importante da sua vida. Ela, ao final, reage bem ao fato superando tal ocorrência e ainda propõe continuar com as cartas.
    Bate em mim a sensação de que algo se perdeu pelo caminho e não foi outra coisa que não a verossimilhança, senão a expectativa de um conflito familiar que desse alguma densidade dramática ao conto. Isso não aconteceu.
    Acredito que o conto deixou a desejar neste aspecto, faltou densidade aos personagens e a trama não existiu, resumindo-se apenas na revelação final de que a Tati descobriu que era o pai quem escrevia as cartas para ela.
    Recomendo o adensamento do texto e a criação de algum conflito que dê ao leitor a certeza de que algo acontecerá ao final, que o excite.
    Boa sorte no desafio.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Obrigada pelo comentário e pelas dicas, Angelo! Vou usá-las em meus futuros contos, com certeza!

  23. Maria Vilhena
    1 de maio de 2019

    Que lindo, chorei e lavei a alma. Bem realista com a escrita da criança que aos poucos vai crescendo e mudando a gramática.

    • Priscila Pereira
      17 de junho de 2019

      Muito obrigada, Maria! Que bom saber disso!! ❤

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Informação

Publicado às 1 de maio de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 2, Série B e marcado .