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Detox Literário.

“Esperando por Joaquim Cortez”, de Bia Machado – Resenha (Higor Benizio)

O livro é voltado para o público infantil – mas é daqueles que servem para adultos também. Escrito por Bia Machado, e ilustrado por sua filha Beatriz Machado Henrique; lançado em 2014 pela Editora Caligo, posso definir o livro com uma única palavra: resgate.

Quando seu avô, Manoel Trindade, vem morar em sua casa, Maria Eduarda acaba descobrindo que seus pais não são tudo aquilo que ela pensava, e que ter o avô por perto mudaria tudo.

Todo um novo mundo de fantasias e brincadeiras se faz vivo pela figura de Manoel, resgatando em Maria Eduarda, com brincadeiras e histórias, tudo que uma infância saudável precisa para realizar-se em suas maiores potências: inocência e imaginação.

Manoel, certa vez, pede que a neta escreva uma carta para um velho amigo seu, Joaquim Cortez, um pirata do século XIX! Pedindo que o antigo amigo venha visita-lo o quanto antes. Ela atende ao pedido num misto de desconfiança e, agora renovado seu imaginário, fé.

Todo o cenário fantástico, para o bem da realidade, traz Maria Eduarda de volta ao que merece sua verdadeira atenção, desviando seu foco das meninas “enjoadinhas” e dos preciosismos de seus pais. Este é o primeiro resgate.

Ao fim do livro, temos o segundo.

São seis páginas com jogos, brincadeiras e convites ao imaginário das crianças. Incentivando interpretação de texto, consciência estética e imaginação. Lá, o leitor vai encontrar palavras cruzadas, caça-palavras e a oportunidade de escrever uma carta para Joaquim Cortez.

Quando o livro nos dá a oportunidade de escrevermos nossa própria carta, e até ilustrar algum trecho que gostamos – é sugerido, no livro, que tanto as cartinhas, quanto os desenhos, sejam enviados para Editora, ou para a própria Autora, por email –, não consigo deixar de lembrar das inúmeras cartinhas que escrevi para Papai Noel na infância, ou no êxtase de enviar uma pergunta para o Cebolinha, e receber uma resposta ao final da próxima história da Turma da Mônica. Trazendo para a realidade, e vice-versa, aquela sensação gostosa de fazer parte de algo para além da rotina.

“Esperando por Joaquim Cortez”, em suas apenas quarenta e seis páginas – entre ilustrações em preto e branco para colorir –, é uma boa pedida para quem busca resgatar o imaginário infantil trazendo a criança – e inevitavelmente o adulto – ativamente para dentro dele.

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2 comentários em ““Esperando por Joaquim Cortez”, de Bia Machado – Resenha (Higor Benizio)

  1. Caligo Editora
    14 de janeiro de 2019

    Muito obrigada pela resenha, Higor! Adorei! Essa semana o novo site da editora fica pronto e já vou fazer um link! Mais uma vez, agradeço! 😉

    • Higor Benízio
      14 de janeiro de 2019

      O livro é bacana, eu que agradeço. Abraços!

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Publicado às 13 de janeiro de 2019 por em Resenhas e marcado , .