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Detox Literário.

Soneto para Despedidas – Poesia (Carlos Antunes)

Em teu ombro repousa a cabeça
enternecida pelo afago
A calma para que eu esqueça
perturbações que comigo trago

Deixo-te porque é necessário
crepúsculo turva o caminho
mas antes olho-te solidário
o beijo entorpece tal vinho

Mostras tristeza pela saída
Chegada a hora que me despeço
As mãos apartadas sem ruído

Mas eu rogo ao pé do ouvido
levarei-te comigo e peço
guarde-me um pouco na partida

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2 comentários em “Soneto para Despedidas – Poesia (Carlos Antunes)

  1. Fabio D'Oliveira
    13 de janeiro de 2019

    Não tenho experiência com poesias, então tudo o que posso falar é o que senti ao ler.

    Foi tristeza, pois me identifiquei com a situação descrita no soneto. Mas aí fica a pergunta: quem nunca deu um amargo adeus? É aquele tipo de coisa que acerta quase todos, com exceção dos endurecimentos, que não gostam da dor, não a aceitam e então se fecham internamente.

    Há uma certa beleza na despedida. É algo natural. Faz parte do ciclo da vida. E quando aceitamos isso, de fato, viver se torna algo mais belo. Parabéns pela poesia, pois despertou em mim algumas reflexões, breves, mas o suficiente para me entreter.

  2. Givago Domingues Thimoti
    11 de janeiro de 2019

    Lindo soneto! Muito bom ver essa “invasão” de uma poesia num mar de contos. Gostei muito do lirismo singelo que foi apresentado!

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Publicado às 10 de janeiro de 2019 por em Poesias e marcado .