EntreContos

Detox Literário.

Perto do Fim (Finis)

 

Ela me encara por longos segundos e repete a pergunta:

— Tem certeza? Vai ficar para trás?

Seu cabelo balança violentamente por causa da ventania, que uiva e preenche cada pedaço daquela maldita fazenda.

— Não vai junto? — insiste.

Vejo meus sobrinhos me olhando por detrás da janela. E meu cunhado se mantém firme no volante, olhando pra frente, indiferente, ansioso para ir embora. Ele me odeia. Acho que sempre odiou.

— Não, vou ficar.

Minha irmã solta um longo suspiro e abaixa a cabeça. Seus lábios tremem, cerra os punhos e apoia a cabeça em meu peito. Chora.

— Por favor… Eu te amo…

Abraço-a.

— Vai, agora — digo, soltando-a e fazendo um rápido cafuné. — Está quase na hora

Ela seca as lágrimas, olha demorada e atentamente para mim — talvez tentando memorizar cada pedaço do meu rosto. Ela ri, mais para ela do que para mim, e vai embora. Permaneço imóvel até o veículo sumir na escuridão da estrada. Alguns minutos se passam. Percebo, por fim, que minha pequena realmente foi embora. Aquela menina inocente e doce que me seguia para tudo que é lugar. Todos crescem, algum dia.

Nove e meia da noite. E o céu está relativamente claro. Sem estrelas. Olho para meu carrasco, tão grande, tão perto, tão imponente. Engraçado… No início, fiquei com medo. O fim. Mas fui me acostumando com a ideia. Não, na verdade, comecei a gostar da situação. De certa forma, eu sempre ansiei pela morte. Nesse momento, sinto paz. Esse asteróide pode descer e destruir tudo. Não me importo.

Cresci nessa fazenda, com minha irmã. E ele. Meu pai… Entro na casa, caminho pelos cômodos, olhando cada ambiente, capturando cada detalhe, tentando reviver todas as lembranças boas. Mas tudo o que lembro é dele, de suas bebidas, de seus abusos, de suas surras. E de minha covardia. Olhando meu quarto, pela janela, visualizo-me jovem, correndo, com uma mochila nas costas. Deixando tudo pra trás, inclusive a coisa mais preciosa da minha vida. Aqueles olhos amendoados, aquele sorriso lindo e aquela ternura quase materna… Não mereço nada disso. Deixei-a sozinha com um monstro.

Que besteira… Não adianta mais pensar nisso. Quando fecho a porta, quando atravesso a cancela de madeira, quando sigo para a cidade; sinto que finalmente estou deixando o passado para trás. Sigo pela longa estrada, para a cidade, para o palco do fim.

É tudo muito estranho, ainda. Um dia, do nada, eles chegaram com suas naves triangulares e brilhantes. Lembro-me bem. Era noite. Estava frio. Comia um cachorro-quente na rua. Uma luz. Duas luzes. Três luzes. Se não fosse pelo tamanho, dava para confundi-las com as estrelas. E assim foram aparecendo, gradualmente. Não foi igual aos filmes. Não atacamos. Não atacaram. Ficou assim por dias, até que, por fim, uma das naves desceu e eles surgiram. Humanóides. Altíssimos, de pele alva e cabelos dourados. Vinham das Plêiades. E traziam notícias ruins. Aparentemente, um asteróide havia se desviado de seu curso natural e estava em rota de colisão com a Terra. Era o nosso fim.

Caos. Essa é a palavra que define aquele período. Não preciso descrever o que aconteceu. Nem quero. Aí, sim, foi parecido com os filmes. Tudo piorou quando o asteróide apareceu no céu, pequeno, entretanto, poderoso.

Mas tudo se acalmou. Por quê? Um anúncio ecoou pelo planeta. Nas mais diversas línguas, porém, sempre na mesma conotação: esperança. Também me lembro muito bem desse dia. Ela estava lá, sorrindo e chorando, abraçando seus filhos, tentando me puxar pra me juntar ao abraço — que escapei com sucesso. A Terra iria ser destruída, no entanto, a humanidade sobreviveria. Iríamos embora com os pleiadianos.

Foi naquele momento que percebi uma coisa muito importante de mim: que só destruo. Senti, sinceramente, que deveria ficar pra trás. Em minha mente, em suas profundezas, o desejo pela morte sempre existiu. Aquele seria o recomeço ideal para ela e sua nova família. Eu não podia fazer parte daquilo. Iria destruir tudo, uma hora ou outra.

Mergulhado em pensamentos, chego na cidade. Não sou o único que ficou para trás… Há outros. Os solitários, os pessimistas, os viciados, os velhos tolos e apaixonados e os filósofos. Todas as almas que desejam a morte. Estranhamente, sinto-me bem caminhando por essas ruas quase desertas, cumprimentando uma pessoa aqui e acolá. Parece que os covardes, egoístas e cruéis foram embora. A velha frieza que sentia não parece existir mais. Existe, agora, uma espécie de companheirismo no ar.

Ah, tantas noites caminhei por estradas parecidas, em plena solidão, atrás de falsas felicidades. Quando sai de casa, mergulhei no mundo dos vícios. Sexo, bebida e drogas. Minha vida era só isso. E foi isso por muitos anos. Até minha pequena me encontrar. Quantas vezes me acolheu em sua casa e virei-lhe as costas? Quantas vezes roubei seu dinheiro? Quantas vezes tomei-a de sua família? Perdi as contas… Não importa, não mesmo. Ela foi embora. Assim será melhor.

Um homem acena pra mim, sorrindo, e corre na minha direção.

— É um dos espertos?

— Como assim?

— Você percebeu, não é? O escárnio em suas palavras bondosas, o deboche em seus sorrisos perfeitos, a malícia em seus olhos azuis.

Sim, esqueci deles, dos malucos, aqueles que mergulham fundo naquelas teorias infundadas que soltam na mídia e Internet.

— Só quero morrer.

— Que pena.

Afasta-se, sorrindo, e corre rua abaixo, talvez em busca de alguém disposto a escutar suas loucuras.

Chego no meu destino: o mirante da cidade. Observo o grande vale. Milhares de pessoas se apertam, esperando por eles. Ouço-as. Suas vozes se misturam até chegar em mim, entretanto, sei o que falam: sobre si mesmas. No passado, cheguei a odiar esse egoísmo, essa indiferença. Acho que mudei, pois não sinto mais raiva. Sinto tristeza. É estranho. É como entender que nosso mundo poderia ser muito melhor, mas saber que não é, mesmo sendo uma possibilidade tão próxima. E, também, no fundo, sei que não sou tão diferente de todos.

Decido me sentar e silenciar meus pensamentos. Ficar em paz. E quando as naves aparecem no céu… E quando as pessoas gritam de alegria… E quando uma luz forte me cega… E quando vejo o vale vazio… É quando sinto que algo muito importante foi embora. É quando, por fim, depois de anos sem derramar uma lágrima, choro um pouco.

As horas vão se passando. Permaneço no mesmo lugar, sentindo um misto de sofrimento e alívio. Falta pouco, muito pouco…

Olho para o céu, para encarar meu algoz uma última vez, e perco o ar. Nada. Apenas um vasto manto negro com pontinhos brilhantes aqui e acolá. Como assim…? Cadê o asteróide? O que está acontecendo?

Levanto-me, assustado, sentindo meu coração palpitar sem parar. Corro para a cidade. Todos estavam confusos. Não era um sonho. Ouço, ao longe, uma pessoa gritar:

— Eu avisei! Era tudo mentira! Estava certo! Estava certo!

Tenho que voltar para casa… Nada daquilo fazia sentido. E quando foi que algo realmente fez sentido nessa vida? Um pai deveria proteger seus filhos. Uma mãe não deveria abandonar seus filhos. Um irmão deveria amar sua irmã… Ah, sim… A única coisa que fazia sentido era ela.

A fazenda. Bem na minha frente. Falta pouco. Nenhum sinal do carro dela. A esperança vai morrendo a cada passo que dou. Passo pela cancela de madeira. Chamo-a. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. Sem resposta. E, pela segunda vez naquela noite, choro. Parece que, ironicamente, mais uma vez, virei as costas pra ela.

Como sou tolo…

E deitado no chão, com o rosto úmido e soluçando, mergulho numa das minhas verdades: quanto mais desejo e busco a morte, mais a vida é empurrada para mim.

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Sobre Fabio Baptista

22 comentários em “Perto do Fim (Finis)

  1. Mariana
    17 de setembro de 2018

    É difícil tirar beleza da miséria, parabéns para o autor. O personagem me lembrou quase uma construção de Dostoievski, martirizando-se por seus erros e pecados.Não sabemos do seu nome, mas sim das suas dores… A atmosfera de apocalipse também está ótima. Acredito que seria isso mesmo, não as pirotecnias de Hollywood. Gostei muito do conto,mesmo ele sendo bastante aberto. Acredito que, nesse caso, informações sobre passado e afins apenas pesariam no texto. Parabéns e boa sorte no desafio.

  2. Fil Felix
    17 de setembro de 2018

    Boa noite! Adorei esse trecho: ” Os solitários, os pessimistas, os viciados, os velhos tolos e apaixonados e os filósofos. Todas as almas que desejam a morte.”

    Eu sou uma dessas almas e, talvez por isso, me identifiquei bastante tanto com a história quanto com a narrativa. Gosto desse estilo com frases curtas e descritivas, evocando a psique das personagens. Também gosto da questão da morte, do fim, de como lidamos com a solidão (algo que quase sempre trago nos meus contos, também). Acabei curtindo muito, é algo que eu gostaria de ter escrito.

    O tema “alienígena” traz, consigo, muitas coisas que é um tanto difícil de fugir ao escrever algo sobre, que sempre vai lembrar esse ou aquele filme, esse ou aquele livro. A Chegada, Guerra dos Mundos… mas aqui há um plot twist, forçando o leitor a interpretar a mancha negra e a partida dos humanos a partir de várias perspectivas, e é sempre bom quando o texto se abre dessa maneira. Um golpe? Para onde levaram as pessoas? O que a Terra se tornará? Sem contar que o final traz também essa questão, de sobreviver a todos, mesmo quando queria morrer. Parabéns.

  3. Caio Freitas
    13 de setembro de 2018

    Excelente. Quase consigo tocar a miséria do personagem. O conto é tão bom que faz com que nos aproximemos dos personagens mesmo sem nenhum flashback, apenas o cara falando de coisas que ele fez. Só senti falta de algo que realmente mostrasse que o louco estava certo. Do jeito que foi dito, pareceu para mim que o asteroide poderia ter apenas se atrasado. Mas, resumindo, um conto fenomenal, entregando muito com pouco. Parabéns.

  4. iolandinhapinheiro
    12 de setembro de 2018

    Olá, autor!

    Gostei muito do seu conto.

    Vc construiu muito bem a trama cedendo aos leitores as revelações em doses homeopáticas, misturando-as com a espera (melancólica mas conformada) do protagonista pela hora da morte.

    O personagem era perseguido pela culpa de ter deixado a sua irmã em casa com um pai violento, de ter reaparecido e criado muitos problemas para ela, de não ter conseguido protegê-la quando enfim descobre que o resgate dos pleiadianos era uma fraude, um engodo para capturar os humanos e usá-los de alguma forma que vc deixou por conta de leitor imaginar.

    O relato é intimista, tocante, a gente espera com o narrador pelo fim que nunca vem, e entende o desalento dele por não ter conseguido o alívio que só a morte lhe traria. Gostei muito da sensibilidade do seu texto que me fez lembrar um pouco do filme Melancolia.

    Não encontrei erros, mas, também se houvesse algum eu estava tão envolvida na sua história que nem percebi. Parabéns pelo lindo conto e boa sorte no desafio.

  5. Evelyn Postali
    10 de setembro de 2018

    É um conto sensível e para refletir, embora curto. Não sei se culparia tanto o protagonista por ter vivido o que foi de sua escolha. Acho que as pessoas tendem a apontar erros e acertos nos outros sem viver na real ou conhecer a extensão de tudo. No caso, o personagem se culpa, mas é porque a sociedade o culparia de qualquer jeito. Pessoas tendem a culpar-se por escolhas porque tem aquela noção de que o outro vai sempre tocar na ferida. Enfim…
    Não vi erros de escrita. A leitura é agradável, apesar de tensa e triste, porque é o conteúdo, aqui, quem dita o ritmo. Me parece mais um relato do que um conto, se pesar a primeira pessoa e o roteiro em si. Mas é um bom conto.
    Boa sorte no desafio. Abraços!

  6. Alessandro Diniz
    8 de setembro de 2018

    Ah, Finis, outra coisa! A abordagem do tema foi bem diferente. No início achei que fosse verdade, que os aliens fossem salvar a humanidade. Mas o fim foi surpreendente. Suas observações sobre o ser humano também são ótimas! Sensacional!

  7. Alessandro Diniz
    8 de setembro de 2018

    Oi, Finis! Eu estou com o coração apertado aqui, ao comentar. Seu conto é emocionante! Me tocou de verdade. Vc conseguiu dar sentimento ao texto, criou um protagonista com uma profundidade realística. Esplêndido trabalho! E tudo com uma escrita simples, corriqueira. O texto flui deliciosamente. Seu português é perfeito. Não há erros de digitação. A atmosfera é a mesma do início ao fim e é totalmente cativante. Parabéns! Um trabalho espetacular! Boa sorte!

  8. Antonio Stegues Batista
    7 de setembro de 2018

    O conto é a historia de um homem amargurado que, segundo ele, abandonou a família e viveu por um tempo no mundo dos vícios. Os alienígenas mentem que o mundo vai acabar e levam algumas pessoas para algum lugar. O motivo é obscuro. Quem fica quer morrer, no entanto o mundo não acaba e eles, o protagonista e os outros desajustados permanecem com seu inferno interior. Não sei, me pareceu que faltou um impacto maior, uma revelação que não veio. Escrever o conto em tempo verbal presente, não á fácil. Acho chato. O protagonista está legal, bem construído, mas achei o argumento fraco. Boa sorte.

    • Finis
      7 de setembro de 2018

      Existem histórias que precisam ser lidas com o coração. E outras que precisam ser lidas com a mente. A apreciação vai depender muito disso.

  9. Nilza Amaral
    5 de setembro de 2018

    Noto a repetição da mesma ideia em todos os contos:a falência da raça humana.Esse não foi diferente, na verdade o autor trabalha com o fluxo de consciência para se descrever.A impressão que me deixou, e que a terra deve ser destruída seja por alienígena ou por uma catastróficas nuclear. Gostei como leitura leve que não deixa sequelas.

    • Finis
      7 de setembro de 2018

      Sempre existiu, na humanidade, esse leve sentimento que busca o fim. Vemos isso no cotidiano e na arte.

  10. Emanuel Maurin
    4 de setembro de 2018

    Lembranças de um passado sofrido e violento tornou o personagem num filosofo triste e desiludido com a vida. Ele também suspira na vontade de morrer ao imaginar que um asteroide poderia causar um acidente espacial. Muita gente morreria junto, mas ele não pensou na destruição dos outros, só na dele, é de refletir.
    Achei o conto curto e deprimente, mas gostei, principalmente da última frase filosófica

    • Finis
      7 de setembro de 2018

      Você captou bem o personagem. De fato, estava muito mais preocupado consigo mesmo do que com qualquer um. Uma coisa muito comum no ser humano.

  11. Ricardo Gnecco Falco
    3 de setembro de 2018

    Olá, Finis! Li seu conto de uma só vez. Fiquei curioso para saber se haveria alguma reviravolta no final, mas a dica do “louco” já tinha sussurrado a ‘surpresa’ derradeira. Eu gostei da história. O drama do irmão mais velho que, carcomido pelo remorso/culpa por não ter sido mais enérgico com relação ao seu passado familiar adverso, escondeu-se na vida loca para tentar silenciar as acusações que se auto-infligia. O conto tem essa áurea triste e acaba elevando a mesma para o nível hard, acrescentando ao final (com a revelação da ‘trapaça’ alienígena) todo um sentimento loser de ser. Pergunta: Seriam os alienígenas políticos interplanetários?
    Enfim… Foi legal imaginar e ler essa história! Obrigado por compartilhar sua imaginação. Boa sorte no Desafio!
    Paz e Bem!

    • Finis
      7 de setembro de 2018

      Fico feliz, principalmente por ter lido tudo de uma vez. Esse é o mínimo que podemos almejar: uma leitura limpa e agradável.

  12. Anderson Roberto do Rosario
    3 de setembro de 2018

    Olá, Finis. Desculpe, mas sua história não me fisgou. São muitas divagações, uma crise existencial, filosófica e tudo mais. Não sei, mas senti que faltou algo. Mais ação, diálogos. Uma estrutura mais bem definida, enredo convincente. Enfim, desejo-lhe sorte no desafio. Abraço!

    • Finis
      7 de setembro de 2018

      E isso é motivo pra pedir desculpas? Cada pessoa é única e aprecia coisas diferentes. Isso não é nenhum pecado.

      • Anderson Roberto do Rosario
        8 de setembro de 2018

        Que generosidade a sua. Pena que nem todos aceitam críticas dessa forma. Mas nunca devemos ler um texto apenas uma vez, seria um descaso com quem o escreveu. Voltarei à ele, quem sabe tenha passado algo despercebido. Como você mesmo falou, em outro comentário, existem histórias que precisam ser lidas com o coração. Um abraço!

  13. Wilson Barros
    3 de setembro de 2018

    O conto é curto, o estilo simples. Achei interessante o louco correndo pelo caminho, o louco que não era tão louco. Dá um toque de uma mistura de “bobo da corte” com os personagens de Alice. A ação lembra o filme baseado no conto “Os Assassinos” de Hemingway, que eu assisti na versão com Ronald Reagan, em que um pugilista é assassinado sem esboçar nenhuma reação. Porque não se interessava mais pela vida é demonstrado no filem, exatamente como aqui.
    O conto aqui, como os de Hemingway, parece ocultar mais que mostrar. Um detalhe importante é que a estrutura é maravilhosamente circular, uma cena comovente logo no começo, fechada por uma frase final esplêndida, “quanto mais desejo e busco a morte, mais a vida é empurrada para mim.” Como sugestão, apenas adaptar-se à nova ortografia: asteroide. E no começo, eu entendi que a moça queria perguntar se ele na vinha junto, mas talvez eu esteja errado. Parabéns, muito bem trabalhado, gostei muito.

    • Finis
      7 de setembro de 2018

      Escrever o final também foi esplêndido, para mim. Acho interessante como algumas coisas são empurradas para nós, durante a vida, e como somos tão impotentes quando isso acontece.

  14. José Geraldo Gouvea (@jggouvea)
    2 de setembro de 2018

    Mais um texto interessante que eu leio, quarto de hoje. Achei que faltou um pouco mais de ação na história, que ela foi pequena demais para um argumento tão bom. Com apenas 1266 palavras, é claro que haveria espaço para um melhor desenvolvimento da trama. A conversa com os céticos, por exemplo, merecia ser melhor desenvolvida, construir melhor o personagem. Talvez até introduzir o movimento cético desde o começo, fazer essa gente falar. Esse é um texto que tinha tudo para causar grande polêmica, ao levantar o tema de gente que acredita facilmente, mas fiquei com a sensação de que o/a autor/a teve medo de enfiar o dedo nessa ferida.

    • Finis
      3 de setembro de 2018

      E somos cheios de sensações, mesmo! O que faltou, no desenvolvimento do texto, foi, de fato, tempo. 21:30 de sábado, a ideia brotou. Fui correndo escrever e precisava de um foco. Como todo sentimental, optei pelo relacionamento dos protagonista com sua irmã. Mas esse conto irá se tornar algo maior, sim, com certeza. Até o desejo de inserir um contato maior com os pleiadianos existe.

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Informação

Publicado em 2 de setembro de 2018 por em Alienígenas.