EntreContos

Detox Literário.

Meu Pai do Céu (Spock)

 

“Presta atenção na estória que vou te contar. É tudo verdade pois não sou de contar mentira. É a estória do melhor pai do mundo. Eu tenho uma boa memória, eu lembro que tava olhando pro céu naquela noite quando  vi aquela luz descendo, eu pensei logo que era uma estrela cadente. Então eu fiz um desejo. O meu desejo era que aquele homem fosse embora e nunca mais voltasse. Aí no mesmo instante o filho do cão saiu de casa. Eu fiquei tão feliz, eu fui a até a minha mãe que chorava ainda. Eu limpei o machucado no rosto dela e disse que ele não ia voltar mais nunca, mas ela  não acreditava.

No outro dia, pra minha surpresa, quando acordei escutei uma conversa, eu cheguei na cozinha rezando pra não ser ele, mas era o infeliz mesmo. Nunca esqueci a cara que ele fez quando me viu. Ele tinha um machucado na testa. Minha mãe tinha uma cara tão assustada. Minha gente, ele não era o mesmo homem que tinha saído de noite. Era igualzinho na voz, mas o jeito de falar e de andar era engraçado, parecia uma criança.

Naquele dia minha mãe me disse pra não ir pra escola porque tinha muita roupa de fora pra lavar, eu nem reclamei. Então deixamos o estranho em casa e eu fui com ela pro riacho. Eu adorava ir porque eu ajudava e ainda tomava banho.  Mas quando a gente chegou, como eu desconfiei, não tinha muita roupa assim, ela não precisava da minha ajuda. Ela tava com medo. E quem não ficaria? Aquele cabra que voltou não era o marido dela. Na verdade eu até gostei.

Aí a gente voltou pra casa pra almoçar. O homem tava assistindo TV , ele tinha revirado tudo e tava com um livro meu da escola. Ele só repetia o que ouvia na TV como um papagaio. Depois do almoço minha mãe ia trabalhar na casa de família. Eu tive que ficar com aquele homem, que não era mais aquele homem.

Eu pensei que a batida na cabeça dele tinha mexido com o juízo. Eu pegava um livro e lia e ele ficava só olhando como se quisesse aprender.”

“Ele falava português?”

“Ele aprendia muito rápido, o bixo era sabido. A gente saiu de tarde, parecia que ele via tudo pela primeira vez, ele teve medo do riacho. Eu mostrei o povoado todo, mas passava longe do povo, eu tinha vergonha de andar com um doido.”

“Ele tinha algum comportamento ou objeto diferente que trouxe?”

“No outro dia ele acordou mais sabido ainda, fazia um monte de perguntas.”

“Quais perguntas?”

“Ele perguntava o que ninguém perguntava pros outros. Ele perguntava o que ele era. Eu mostrei o livro de ciências. Eu ensinei como ele e minha mãe me tiveram, nem isso ele sabia. Ele perguntou se eu era ele pequeno, acredite, ele não tinha tomado nem um gole de cachaça. Depois de anos eu perguntei porque ele disse aquilo, mas ele nunca respondeu.

Era engraçado, ele aprendia muito rápido. Quando eu disse que ele era um homem, de repente ele deixou de ser que nem menino. Quando eu disse que eu era filho dele, ele virou meu pai.”

“Ele tinha curiosidade em algo em específico?”

“Ele lia todos os meus livros da escola bem rápido, não sei como. Eu tive que pegar mais. Ah, não posso esquecer da TV. Pense num homem que amava e odiava a TV ao mesmo tempo. Uma vez ele azuniu ela no chão, mas depois teve vergonha, quase chorou, mas no mesmo dia ele consertou sozinho. Era uma daquelas pequenas de 24 polegadas.”

“No que mais ele tinha interesse?”

“Depois ele começou a mexer em outras coisas. Ele botou até um motor num carrinho que eu fiz, o pneu era de havaianas. Eu adorava, mas a minha mãe não gostava. Até hoje eu não sei porque ela não gostava dele. Ela dizia que não ia sustentar homem, como se não tivesse feito isso a vida toda. Então eu tive uma ideia. Saí catando as coisas quebradas da casa do povo todo e levei pra ele consertar. O povo gostou, ele era o melhor, então ele começou a ganhar dinheiro. Ele comprou comida, uma TV maior, comprou roupa e sapato pra mim. Minha mãe não acreditava como ele não tinha comprado nenhum litro de pinga.

Eu tinha o pai que todos queriam, ele me fez o homem que sou. Mas como tudo que é bom acaba, quando ia fazer um ano que ele tinha vindo, ele ficou estranho, eu nunca perguntei nada, eu tinha medo da resposta. Ele começou a se despedir, minha mãe nem ligou, mas eu desconfiei. Eu fiquei de vigia. Na mesma madrugada um ano depois a luz desceu e ele saiu de casa. Era madrugada branca, as nuvens tinham descido, eu fiquei de longe e vi quando ele foi pra luz. Eu não aguentei, eu gritei por ele, eu corri, mas a luz já tinha ido embora e ele tinha ficado.”

“Então o senhor sabia que ele era um alienígena?”

“O ouvinte me desculpe, mas eu já sabia. Nunca fui burro. Eu sabia que o meu pai não era daqui desde o começo. Ele veio do céu. Mas eu tenho que contar uma estória direito, não é mesmo? É  claro que não me lembro de todos os detalhes que contei, mas ninguém acredita numa estória mal contada.”

“Senhor Márcio, o senhor parece não se dar conta da gravidade da situação. O senhor precisa contar a verdade. Só assim nós podemos te ajudar e todos saímos ganhando.”

“Agora deixa eu continuar. O meu pai ficou, mas ficou estranho por um tempo. Ele  queria voltar pro céu. Se eu tivesse vindo céu também ia querer voltar, mas depois ele se acostumou de novo. E depois de mais um ano, a luz voltou e levou ele.”

“Houveram mais viagens?”

“Levou ele mas deixou o outro no lugar. E aquele desocupado voltou como se tivesse dormido o tempo todo, mas de vez em quando lembrava de umas coisas estranhas.”

“Que coisas?”

“Aquele foi o pior ano da minha vida, eu peguei briga com ele. Eu não deixava mais ele maltratar a minha mãe.”

“O senhor não está cooperando. Então eu preciso lembrá-lo da sua atual situação. O senhor é acusado de traição à pátria Ursal, portanto pode ser condenado à pena de morte!”

“Eu aguentei aquele tempo pela minha mãe. O ano passou e quando chegou aquela madrugada de novo eu pedi a estrela pra trazer meu pai de volta. Eu deixei uma garrafa de cachaça no campo aberto pra que o inútil fosse buscar. No outro dia o meu pai tinha voltado. Foi só alegria aquele tempo, a gente viajou…”

“Para o espaço?”

“Pra capital, pra praia, mas ele tinha medo. Na cidade grande ele encontrou um compadre dele.”

“Outros! O que eles fizeram?”

“Eles ficaram um tempão conversando, mas eu não fiquei ouvindo.”

“O senhor contou exatamente a mesma história infinitas vezes! Não pode dizer que ele não fez ou falou nada, nada que mostrasse sua missão no nosso planeta!”

“Aqueles foram os melhores anos. Foi o tempo dele me ensinar tudo. Me ensinou o meu ofício. Ele veio e foi embora sem levar nada. Era como ele dizia, que não levamos nada dessa vida, só o conhecimento, só o que aprendemos e guardamos na memória. Eu já tinha dezoito anos quando ele foi embora de vez. Eu não fiquei com raiva nem triste, só pedi pra ele levar aquele homem embora, mas ele não pôde. Em vez disso ele levou o juízo dele. O cabra ficou que nem um papagaio só repetindo a mesma estória. Até gostei dele assim, a gente cuidou do infeliz até que morreu. Mas não termina ruim, o meu pai me prometeu que ia vir me buscar um dia.”

“Até semana passada? Eles achavam que iriam voltar meio século depois e nós não perceberíamos? Só não fomos mais rápidos. A nave deixou o nosso planeta antes que a alcançássemos, mas o senhor ficou e não podia ir muito longe, por isso o encontramos.”

“Dessa estória eu não sei não, senhor.”

“A criatura que o senhor chama de pai era uma entre outras que temos conhecimento,  que coletaram informações sobre a humanidade, na sua maioria no final do século passado e voltaram para seu planeta de origem. Ele só passou despercebido entre nós pelos quatro anos em que esteve em nosso planeta porque estava sob a guarida da sua família. E hoje a humanidade está em perigo. Estamos nos preparando para um ataque iminente de autoria da espécie humanóide hostil Mne-mne .”

Não gostei disso. Sabe de uma estória boa? Eu posso contar pro ouvinte a estória do melhor pai do mundo.”

 

***

Trecho do último interrogatório do julgamento pelo crime de traição à pátria Ursal. O acusado pareceu não se importar com a situação e não demonstrou remorso em momento algum. A defesa tentou abrandar a sentença alegando que o acusado pôde ter sofrido lavagem cerebral quando esteve em contato com os Mne-mne pois não gozava das faculdades mentais totalmente.  Entretanto a condenação veio e a sentença se manteve. O senhor Márcio Celestino, então com 83 anos de idade, recebeu uma injeção letal e morreu instantaneamente em 16 de Março de 2062.

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Sobre Fabio Baptista

21 comentários em “Meu Pai do Céu (Spock)

  1. Mariana
    15 de setembro de 2018

    O depoimento é muito bonito, simpatizei com o garoto vivo nas lembranças. Sou professora e tenho muitos alunos que fazem pedidos para as estrelas, mas não são atendidos… Enfim, essa relação paternal curiosa me encantou. Gostaria de ter lido mais, aliás a linguagem empregada é informal sem ser forçada – um ponto muito positivo. Ocorre a presença do tema e poderia ter ficado nisso, pois ocorreu uma quebra com o final. A questão da URSAL (um humor que ficou meio deslocado) e a condenação não caíram bem. O autor pode desenvolver mais a relação entre o pai (pai é quem cria e dá amor, excelente essa mensagem) e o filho. Parabéns e boa sorte no desafio.

  2. Evelyn Postali
    15 de setembro de 2018

    A condenação do velho à morte não faz sentido para mim. Tadinho dele! Porque, afinal, ele não teve a intenção de causar mal algum. É um sujeito de bem, não é? E gente de bem não merece fim trágico. A morte me pareceu cruel. Também não se sabe se sua traição foi realmente uma grande traição. Alguns irão avaliar que sim, outros dirão que foi coisa mínima – no meu caso. E nem consideraria traição.
    Eu não reparei em erros de escrita porque fui lendo a troca de informações e, no fim, me esqueci desse ponto. Isso significa que não tem muita coisa para corrigir.
    Boa sorte no desafio. Abraços!

  3. Alessandro Diniz
    13 de setembro de 2018

    Olá, Spok! Seu texto é interessante, mas acho que precisaria ser melhor trabalhado. Seu português não é ruim. Encontrei poucos erros, alguns de estruturação de frase e pontuação. É uma narrativa simples, estruturada em uma entrevista. Não consegui perceber logo isso. Achei bastante confuso em algumas partes. Você deveria ter usado história em vez de estória. Estória, agora, é utilizado para coisas que não são fatos reais. Abraço p vc!

  4. Marco Aurélio Saraiva
    13 de setembro de 2018

    A história tem boas intenções mas, sinceramente, está muito confusa. Mas, primeiro, os elogios:

    Você escreve bem. A informalidade do conto é proposital, é claro, já que ele está na forma de um interrogatório. A história é imaginativa e inovadora; prende o leitor até o final, esperando por um desfecho. Isso é muito bom!

    Mas os meus problemas com a leitura do conto foram muitos:

    O conto em forma de diálogo não funcionou. O que parece é que você escreveu o conto inteiro como a narrativa do personagem principal e depois decidiu transformá-lo em um diálogo, mas não há diálogo. A pessoa que questiona o narrador parece estar falando com uma parede, pois ele nunca a responde, simplesmente continua falando, sem reconhecer a pessoa na sua frente. Isso até faria sentido se este fosse o caso (se Márcio Celestino estivesse transformado em uma espécie de robô que repete as mesmas falas o tempo todo), mas o fato é que ele ÀS VEZES reconhece o seu interlocutor, falando “me deixa continuar”, ou coisa assim. Mas, na maioria das vezes, a situação fica tão estranha de ler que não tem como você acabar se afastando um pouco do conto.

    A história é um pouco mal contada. Até onde entendi, o narrador odiava o pai por ele ser um bêbado que batia na mãe, então desejou que uma estrela cadente tirasse o pai de casa para sempre. O desejo dele é atendido e ele acaba ficando com um alienígena curioso como pai por um ano… então no outro ano volta o bêbado e, no outro, o alienígena curioso novamente. Primeiro o narrador gosta do alienígena mas depois passa a não gostar dele e o motivo não ficou claro para mim. E, depois ainda, ele gosta NOVAMENTE do alienígena… confuso. O narrador fala de um momento da vida em certo trecho, depois fala de outro momento e você já não sabe de qual “pai” ele está falando.

    Por fim… URSAL? Sério? Hahahahaha! Se fosse um conto de comédia essa colocação seria perfeita! Mas como o conto tenta ser sério, esse lance de trazer um meme conhecido para dentro do conto acabou me tirando completamente da narrativa e tornando-a muito superficial.

    Conclusão: conto bem escrito e original, mas com uma estrutura confusa e superficial.

    • Spock
      13 de setembro de 2018

      Saudações vulcanas. Obrigado pelo feedback. Eu sei que não deixo tudo claro, mas não deixo confuso. Não acho errado esperar que o meu leitor preste mais um pouco de atenção na leitura. Você diz não haver sentido na forma do interrogatório, mas o próprio interogador reclama que Márcio não o responde, isso faz parte do personagem e não é a única coisa estranha em seu jeito. Sobre a troca dos pais, o nosso protagonista nunca chama o pai biológico de pai, aí está a diferença. Vida longa e próspera.

  5. Caio Freitas
    13 de setembro de 2018

    Olá, Spock. Gosto quando a história explora os sentimentos dos personagens, como a relação do garoto com o pai. Só fiquei meio perdido com as idas e vindas do pai do moleque, tipo ele vai, depois volta, depois vai de novo… Também me pareceu estranho ele só ser morto quando tinha 83 anos, já que o encontro ocorreu na sua infância. No mais, um conto muito bom. Parabéns e boa sorte.

    • Spock
      13 de setembro de 2018

      Saudações vulcanas. Obrigado pelo feedback. Respondendo a dúvida, o texto dá a entender que a chegada da nave cinquenta anos depois dos primeiros encontros não passaria mais despercebida. É aí que o nosso velhinho é capturado. Vida longa e próspera.

  6. Wilson Barros
    12 de setembro de 2018

    O começo é sinistro, assustador. Aqui realmente há um clima alienígena. O conto é bem feminista, creio que poucas mães já levam o filho para lavar roupa. Mas me pareceu um tantinho loucura da mãe deixar o filho sozinho com aquele ser. Gostei da frase “Ela dizia que não ia sustentar homem, como se não tivesse feito isso a vida toda.” Pura verdade. O verbo haver não varia quando se refere a tempo: “Houveram (houve) mais viagens?”. A história foi ficando cada vez mais interessante, principalmente devido à substituição frequente dos pais. Diferentemente de alguns leitores, achei uma grande sacada profética, no estilo Hg Wells&Verne “science fiction”, a América Latina estar junta. Desde criança eu sonho com a pátria grande, antes do foro de São Paulo e do plano URSAL. Quando eu tinha seis anos perguntei aos meus tios o que achavam eles não deram bola. Não consigo ver algo melhor para o futuro. O conto é meio complicado, mas é muito legal de ler. Parabéns pela magnífica viagem cósmica, Sr. Spock.

    • Spock
      14 de setembro de 2018

      Saudações vulcanas. Obrigado pelo feedback. “Feliz” por ter gostado. Vida longa e próspera.

  7. iolandinhapinheiro
    12 de setembro de 2018

    Olá, autor!

    Gostei do seu conto. Gostei da fala simplória, sincera e com toques regionalistas do seu personagem principal. Aliás gostei muito do garoto e do pai alienígena que ele arrumou e que fez a vida da família ficar muito melhor.

    Acho que vc poderia ter deixado o pai do garoto direto com eles até a morte, porque as idas e vindas só criaram confusão na minha cabeça. e também me faziam pensar se a qualquer momento o pai mau terráqueo iria voltar para reassumir o seu posto. Não entendi a necessidade disso. Também achei desnecessário se referir à URSAL, esta referência até atrapalhou um pouco a imersão do leitor na história.

    Pelo que compreendi o narrador foi condenado à morte por traição por ter ensinado ao alienígena coisas sobre a terra? Uma pena, um velhinho inofensivo de mais de oitenta anos pagar por coisas que fez, sem intenção de prejudicar a pátria, quando ainda era criança. Ele só estava feliz por ter um pai que não batesse na mãe.

    De maneira geral eu achei seu conto muito bom, mas que pode ficar melhor. Um abraço e tenha sorte no desafio.

    • Spock
      13 de setembro de 2018

      Saudações vulcanas. Obrigado pelo feedback. Você ter ficado com pena do senhor Márcio é um bom sinal. Você se conectou com ele a ponto de se importar com situação. O final não precisa ser triste, talvez o fato de ele não se importar com a seu fim tenha algum sentido. Vida longa e próspera.

  8. Antonio Stegues Batista
    7 de setembro de 2018

    Achei a história fraca, a fala do personagem também não tem força. A palavra “ele” foi repetida mais de 40 vezes. Num só paragrafo tinha 10. Sei que é o modo de falar do personagem, mas torna a leitura maçante. Poderia ter variado. Além do mais achei confusa algumas partes, o pai que foi pro céu e voltou e foi novamente. Acho que perdi o fio da meada. O autor escreve bem, mas a ideia foi fraca, Não sei se a linguajem fosse outra, a história melhoraria. Acho que não. Boa sorte Spock.

  9. Nilza Amaral
    5 de setembro de 2018

    O conto é bom, poderia classifica-lo como naïve, isto é ,ingênuo .Personagem: __ o autor deu uma característica simplória ao narrador e sua fala entrecortada de erros gramaticais predomina na narrativa. Não poderia dizer que as palavras são regionais, ou neologismos, ou coloquiais, pois necessitariam de revisão gramatical, e concordâncias mal colocadas como o verbo houveram, por houve. Quanto ao tema, na falta de um pai um alienígena serve.Mas o final descredencia o apego.
    Regular.

  10. Ricardo Gnecco Falco
    4 de setembro de 2018

    Olá, Spock! Curti a viagem. Achei bem legal o ‘sotaque’ do conto. Uma regionalidade que deixou a história com cara de ‘causo’ e serviu para aproximar o leitor da mesma. É o segundo conto que eu leio que narra uma infância conturbada, devido a maus-tratos realizados por parte da figura paterna (aliás, o primeiro foi justamente o conto vizinho a este, seguindo a ordem inversa das postagens). Gostei da forma como o alienígena foi aumentando seu saber sobre o mundo e a humanidade e, sobretudo, da ‘paternidade’ ganha pelo protagonista, que nesta parceria do saber (ensinando-o sobre as coisas terrestres) que rolou entre eles, fez com que o alienígena preenchesse o vazio deixado pelo seu pai biológico de forma vem natural e crível. A menção à Ursal (?) que eu não entendi muito bem; penso que ficou meio fora de contexto. Mas foi uma boa leitura e agradeço a você autor(a) por dividir esta história com a gente! Boa sorte no Desafio!
    Paz e Bem!

    • Ricardo Gnecco Falco
      4 de setembro de 2018

      Corrigindo: “…de forma BEM natural e crível.”

      • Spock
        5 de setembro de 2018

        Saudações vulcanas. Obrigado pelas palavras de apreciação ao meu texto. “Feliz” por mencionar o sotaque regional utilizado, eu poderia dizer que foi “divertido” o reproduzir. A URSAL é um assunto que em voga nos últimos dias. É de conhecimento geral que seu plano de concretização se passa no futuro assim como o conto. A sua menção não é necessária, mas não é ilógica. Vida longa e próspera.

      • Ricardo Gnecco Falco
        5 de setembro de 2018

        😉

  11. Anderson Roberto do Rosario
    3 de setembro de 2018

    Um conto singelo. Como um conto de fadas. O menino pediu à estrela cadente (fada) e o seu desejo se realizou. Gostei, me cativou. A história me prendeu. Também o final. Não tenho o que apontar de negativo. Parabéns e desejo sorte no desafio!

    • Spock
      5 de setembro de 2018

      Saudações vulcanas. Obrigado pelas palavras de apreciação ao meu texto. Vida longa e próspera.

  12. José Geraldo Gouvea (@jggouvea)
    2 de setembro de 2018

    SPOILER ALERT

    O texto já me ganhou emotivamente por usar o meme da URSAL. Era desnecessário, claro, mas ao fazê-lo adicionou um elemento “tongue-in-cheek” ao texto e contribuiu para que o final fosse mais satisfatório.

    A ideia do texto é, também, muito legal. Qual filho de um pai abusivo não gostaria de vê-lo trocado por algum tipo de alienígena benevolente?

    Achei que a narrativa foi bem construída e colocá-la na boca de um narrador inconfiável, de nível social inferior ao normalmente associado à FC, foi uma maneira de trazer o leitor para dentro do texto.

    A única coisa que eu achei mal resolvida foi o epílogo.

    Não precisava de epílogo. Bastava estruturar o texto como um julgamento e concluir a história com o júri se retirando para o veredito. Desta forma a resolução seria ainda dentro da narrativa e ficaria melhor.

    • Spock
      5 de setembro de 2018

      Saudações vulcanas e obrigado pelo ótimo feedback. Este me fez ter alterações de humor às quais você poderia chamar de “contentamento”. Quanto ao epílogo, nem eu o aprecio, mas fez-se necessário pela praticidade, doutro modo a tarefa necessitaria de um tempo a mais que não dispunha. Mas nada que não seja resolvido fora do certame. Vida longa e próspera.

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Informação

Publicado em 2 de setembro de 2018 por em Alienígenas.